Apostila - Constituição Federal - Comentada pelo STF
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Apostila - Constituição Federal - Comentada pelo STF


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DJ 17/10/03)
 
\u201cO fato de o paciente estar condenado por delito tipificado como hediondo não enseja, por si só, uma proibição objetiva 
incondicional à concessão de prisão domiciliar, pois a dignidade da pessoa humana, especialmente a dos idosos, sempre 
será preponderante, dada a sua condição de princípio fundamental da República (art. 1º, inciso III, da CF/88). Por outro lado, 
incontroverso que essa mesma dignidade se encontrará ameaçada nas hipóteses excepcionalíssimas em que o apenado 
idoso estiver acometido de doença grave que exija cuidados especiais, os quais não podem ser fornecidos no local da 
custódia ou em estabelecimento hospitalar adequado." (HC 83.358, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 04/06/04)
 
\u201cSendo fundamento da República Federativa do Brasil a dignidade da pessoa humana, o exame da constitucionalidade de 
ato normativo faz-se considerada a impossibilidade de o Diploma Maior permitir a exploração do homem pelo homem. O 
credenciamento de profissionais do volante para atuar na praça implica ato do administrador que atende às exigências 
próprias à permissão e que objetiva, em verdadeiro saneamento social, o endosso de lei viabilizadora da transformação, 
balizada no tempo, de taxistas auxiliares em permissionários.\u201d (RE 359.444, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/05/04)
 
\u201cFundamento do núcleo do pensamento do nacional-socialismo de que os judeus e os arianos formam raças distintas. Os 
primeiros seriam raça inferior, nefasta e infecta, características suficientes para justificar a segregação e o extermínio: 
inconciabilidade com os padrões éticos e morais definidos na Carta Política do Brasil e do mundo contemporâneo, sob os 
quais se ergue e se harmoniza o estado democrático. Estigmas que por si só evidenciam crime de racismo. Concepção 
atentatória dos princípios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do 
ser humano e de sua pacífica convivência no meio social. Condutas e evocações aéticas e imorais que implicam repulsiva 
ação estatal por se revestirem de densa intolerabilidade, de sorte a afrontar o ordenamento infraconstitucional e 
constitucional do País.\u201d (HC 82.424-QO, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 19/03/04)
 
\u201cO direito ao nome insere-se no conceito de dignidade da pessoa humana, princípio alçado a fundamento da República 
Federativa do Brasil\u201d. (RE 248.869, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 12/03/04)
 
\u201cObjeção de princípio - em relação à qual houve reserva de Ministros do Tribunal - à tese aventada de que à garantia 
constitucional da inadmissibilidade da prova ilícita se possa opor, com o fim de dar-lhe prevalência em nome do princípio da 
proporcionalidade, o interesse público na eficácia da repressão penal em geral ou, em particular, na de determinados crimes: 
é que, aí, foi a Constituição mesma que ponderou os valores contrapostos e optou - em prejuízo, se necessário da eficácia 
da persecução criminal - pelos valores fundamentais, da dignidade humana, aos quais serve de salvaguarda a proscrição da 
prova ilícita: de qualquer sorte - salvo em casos extremos de necessidade inadiável e incontornável - a ponderação de 
quaisquer interesses constitucionais oponíveis à inviolabilidade do domicílio não compete a posteriori ao juiz do processo em 
que se pretenda introduzir ou valorizar a prova obtida na invasão ilícita, mas sim àquele a quem incumbe autorizar 
previamente a diligência\u201d. (HC 79.512, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 16/05/03)
 
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STF - Constituição
\u201cA simples referência normativa à tortura, constante da descrição típica consubstanciada no art. 233 do Estatuto da Criança e 
do Adolescente, exterioriza um universo conceitual impregnado de noções com que o senso comum e o sentimento de 
decência das pessoas identificam as condutas aviltantes que traduzem, na concreção de sua prática, o gesto ominoso de 
ofensa à dignidade da pessoa humana. A tortura constitui a negação arbitrária dos direitos humanos, pois reflete \u2014 enquanto 
prática ilegítima, imoral e abusiva \u2014 um inaceitável ensaio de atuação estatal tendente a asfixiar e, até mesmo, a suprimir a 
dignidade, a autonomia e a liberdade com que o indivíduo foi dotado, de maneira indisponível, pelo ordenamento 
positivo.\u201d (HC 70.389, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 10/08/01)
 
"DNA: submissão compulsória ao fornecimento de sangue para a pesquisa do DNA: estado da questão no direito comparado: 
precedente do STF que libera do constrangimento o réu em ação de investigação de paternidade (HC 71.373) e o dissenso 
dos votos vencidos: deferimento, não obstante, do HC na espécie, em que se cuida de situação atípica na qual se pretende 
\u2014 de resto, apenas para obter prova de reforço \u2014 submeter ao exame o pai presumido, em processo que tem por objeto a 
pretensão de terceiro de ver-se declarado o pai biológico da criança nascida na constância do casamento do paciente: 
hipótese na qual, à luz do princípio da proporcionalidade ou da razoabilidade, se impõe evitar a afronta à dignidade pessoal 
que, nas circunstâncias, a sua participação na perícia substantivaria." (HC 76.060, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 15/05/98)
 
\u201cDiscrepa, a mais não poder, de garantias constitucionais implícitas e explícitas \u2014 preservação da dignidade humana, da 
intimidade, da intangibilidade do corpo humano, do império da lei e da inexecução específica e direta de obrigação de fazer 
\u2014 provimento judicial que, em ação civil de investigação de paternidade, implique determinação no sentido de o réu ser 
conduzido ao laboratório, 'debaixo de vara', para coleta do material indispensável à feitura do exame DNA. A recusa resolve-
se no plano jurídico-instrumental, consideradas a dogmática, a doutrina e a jurisprudência, no que voltadas ao deslinde das 
questões ligadas à prova dos fatos.\u201d (HC 71.373, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 22/11/96)
 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
 
NOVO "O princípio da livre iniciativa não pode ser invocado para afastar regras de regulamentação do mercado e de defesa 
do consumidor." (RE 349.686, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 05/08/05)
 
NOVO "A fixação de horário de funcionamento de estabelecimento comercial é matéria de competência municipal, 
considerando improcedentes as alegações de ofensa aos princípios constitucionais da isonomia, da livre iniciativa, da livre 
concorrência, da liberdade de trabalho, da busca do pleno emprego e da proteção ao consumidor." (AI 481.886-AgR, Rel. Min. 
Carlos Velloso, DJ 01/04/05). No mesmo sentido: RE 199.520, DJ 16/10/98.
 
NOVO "Transporte rodoviário interestadual de passageiros. Não pode ser dispensada, a título de proteção da livre iniciativa , 
a regular autorização, concessão ou permissão da União, para a sua exploração por empresa particular." (RE 214.382, Rel. 
Min. Octavio Gallotti, DJ 19/11/99)
 
NOVO "Em face da atual Constituição, para conciliar o fundamento da livre iniciativa e do princípio da livre concorrência com 
os da defesa do consumidor e da redução das desigualdades sociais, em conformidade com os ditames da justiça social, 
pode o Estado, por via legislativa, regular a política de preços de bens e de serviços, abusivo que é o poder econômico que 
visa ao aumento arbitrário dos lucros." (ADI 319-QO, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 30/04/93)
 
V - o pluralismo político.
 
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STF - Constituição
"Normas que condicionaram o número de candidatos às Câmaras Municipais ao número de representantes do respectivo 
partido na Câmara Federal. Alegada afronta ao princípio da isonomia. Plausibilidade da tese, relativamente aos parágrafos 
do art. 11, por instituírem critério caprichoso que não guarda coerência lógica com a disparidade de tratamento neles 
estabelecida. Afronta à igualdade caracterizadora do pluralismo político consagrado pela Carta
Wagner
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