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razão de seu 
cargo, em papéis, procedimentos administrativos ou requerimentos; 
 
c) Ato administrativo negocial: é a manifestação unilateral da Administração 
coincidente com a pretensão do particular, visando a concretização de negócio 
jurídico, não adentrando na esfera contratual. Por exemplo, um alvará. 
Examinemos alguns deles: 
 
� Licença - é o ato administrativo vinculado e definitivo, pelo qual o Poder 
Publico, verificando que o interessado atendeu a todas as exigências legais, 
faculta-lhe o desempenho de atividades ou a realização de fatos materiais, 
antes vedada ao particular. Por exemplo, o levantamento de construção em 
terreno próprio; 
 
� Autorização - é o ato administrativo discricionário e precário, pelo qual o Poder 
Público torna possível ao pretendente a realização de certa atividade, serviço 
ou utilização de determinados bens particulares ou públicos, de seu exclusivo 
ou predominante interesse, a que a lei condiciona a aquiescência prévia da 
Administração, tais como o uso especial de bem público, o porte de arma ou o 
trânsito por determinados locais; 
 
� Aprovação - é o ato administrativo pelo qual o Poder Público verifica a 
legalidade e o mérito de outro ato, ou de situações ou realizações materiais de 
 
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seus próprios órgãos, de outras entidades ou de particulares, dependentes 
de seu controle, na sua execução ou manutenção; 
 
� Visto - é o ato administrativo pelo qual o Poder Público controla outro ato da 
própria Administração ou do administrado, aferindo sua legitimidade formal 
para dar-lhe exeqüibilidade; 
 
� Homologação - é o ato administrativo de controle, pelo qual a autoridade 
examina a legalidade e a conveniência de ato anterior da própria 
Administração, outra entidade ou de particular para dar-lhe eficácia; 
 
� Dispensa - é o ato administrativo que exime o particular do cumprimento de 
determinada obrigação até então exigida por lei, como é exemplo a prestação 
de serviço militar; 
 
� Renúncia - a renúncia administrativa é o ato pelo qual o Poder Público 
extingue unilateralmente um crédito ou um direito próprio, liberando 
definitivamente a pessoa obrigada perante a Administração; 
 
d) Ato administrativo enunciativo: são todos aqueles em que a Administração 
limita-se a certificar ou a atestar um fato, ou emitir uma opinião sobre 
determinado assunto, sem se vincular ao seu enunciado. Dentre os mais 
comuns encontram-se a certidão, o atestado e o parecer administrativo: 
 
� Certidão - são cópias ou fotocópias fiéis e autenticadas de atos ou fatos 
constantes de processo, livro ou documento que se encontre em repartições 
públicas. Seu fornecimento independe de pagamento, pois é obrigação 
constitucional de toda repartição pública. 
 
� Atestado - são atos pelos quais a Administração comprova um fato ou uma 
situação transeunte, passível de modificação de que tenha conhecimento por 
seus órgãos competentes. 
 
� Pareceres administrativos - são manifestações de órgãos técnicos sobre 
assuntos submetidos à sua consideração. Possuem caráter meramente 
opinativo, não vinculando a Administração ou os particulares à sua motivação 
ou conclusão, salvo se aprovado por ato subsequente. 
 
� Apostilas - são atos declaratórios de uma situação anterior criada por lei. 
 
e) Ato administrativo punitivo: são os que contém uma sanção imposta pela 
Administração àqueles que infringem disposições legais, regulamentares e 
ordinatórios de serviços públicos. Visam punir e reprimir as infrações 
administrativas ou o comportamento irregular dos servidores ou dos 
 
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particulares perante a Administração, podendo ser de atuação interna ou 
externa. 
 
� Multa administrativa - é toda imposição pecuniária a que se sujeita o 
administrado a título de compensação do dano presumido na infração. É de 
natureza objetiva e se trona devida independentemente da ocorrência de culpa 
ou dolo do infrator; 
 
� Interdição administrativa - é quando a Administração Pública veda a alguém a 
prática de atos sujeitos ao seu controle ou que incidam sobre seus bens. Deve 
ser precedida de processo regular e do auto que possibilite a defesa do 
interessado; 
 
� Destruição de coisas - é ato sumário pelo qual se inutilizam alimentos, 
substâncias, objetos ou instrumentos imprestáveis, nocivos ao uso ou de uso 
proibido por lei; 
 
� Punições administrativas - são formas de restrição de direitos, verificado o 
devido processo legal, baseados em norma que prescreva a conduta irregular 
e sua respectiva punição. 
 
2) Extinção dos Atos Administrativos: 
 
A Administração Pública declara sua vontade através de atos administrativos que 
são expedidos para produzir efeitos jurídicos. Mas os atos administrativos nascem, 
desenvolvem-se e se extinguem, como tudo na vida. Celso Antônio Bandeira de 
Mello nos dá a lição mais abalizada acerca da extinção dos atos administrativos, 
conforme veremos a seguir: 
 
a) Pelo cumprimento de seus efeitos jurídicos - uma vez cumpridos seus 
efeitos não há mais razão para a permanência dos atos administrativos. Pode 
ocorrer de três formas: 
 
� Esgotamento do conteúdo jurídico do ato administrativo - o conteúdo é a 
própria disposição jurídica do ato administrativo, de sorte que, exaurido, 
cumpre o ato o seu objetivo. Ex. quando acabam as férias de um servidor, 
extingue-se o ato que a concedeu; 
 
� Execução material do que o ato determina - o ato determinava um comando 
que já foi plenamente executado. Ex. cumprimento de uma ordem de 
demolição já devidamente executada; 
 
� Implemento de uma condição resolutiva ou de um termo final - com o 
implemento da condição, resolve-se o ato por extinguir os seus efeitos. Ex. 
servidor que fica à disposição de outro órgão até a conclusão de determinada 
 
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tarefa, finda a tarefa (que é o implemento da condição), o ato de disposição 
estará extinto. 
 
 
b) Pelo desaparecimento da pessoa ou do objeto da relação jurídica que o 
ato constitui - o ato administrativo também se extingue pelo desaparecimento 
da pessoa ou do objeto da relação jurídica que ele constitui. Ex. morte de 
servidor público que se encontrava investido em cargo, gera a extinção da 
nomeação. 
 
c) Pela retirada do ato em razão da prática de outro ato administrativo - 
extingue-se também pela retirada do ato em razão da prática de outro ato. São 
estas as hipóteses: 
 
� Revogação - em que a retirada se dá por motivo de conveniência e 
oportunidade; 
 
� Invalidação - por razões de ilegalidade; 
 
� Cassação - em que a retirada se dá porque o destinatário descumpriu 
condições que deveriam permanecer atendidas a fim de poder continuar 
desfrutando da situação jurídica. Na invalidação há um vício que contamina o 
ato desde a sua origem, na cassação o vício se dá posteriormente. Ex. a 
licença que foi dada para funcionamento de hotel é cassada por ter este se