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MATERIAL COMPLEMENTAR 
PROF.MAX DANTAS 
54 – BRASIL REPÚBLICA – PRIMEIRA REPÚBLICA 
1 
 
CARACTERÍSTICAS 
Período em que a política funcionava na base dos favores, com uma economia 
agroexportadora, favorecendo o desenvolvimento da indústria. Graves 
problemas sociais e econômicos, em que revoltas populares representavam a 
exclusão a que o povo estava submetido. 
 
GOVERNO PROVISÓRIO E A REPÚBLICA DA ESPADA 
DEODORO DA FONSECA (1889–1891) 
Em 16 de novembro 1889, foi organizado um governo provisório, formado por 
militares e por civis. DEODORO DA FONSECA foi escolhido como presidente desse 
governo. Imediatamente, dissolveu as assembleias provinciais, nomeando 
interventores; dissolveu as câmaras municipais e a dos deputados provinciais. 
Desfez o senado vitalício e o conselho de Estado, acabando com o poder 
moderador. A FAMÍLIA REAL PARTIU PARA O EXÍLIO EM 17 DE NOVEMBRO DE 
1889. 
 
Essa fase de transição é marcada pela 
adoção do Laicismo – separação entre a 
Igreja e o Estado; liberdade religiosa; as 
províncias passam a ser chamadas de Estados; garantia de 
Federalismo; grande naturalização de imigrantes e de 
estrangeiros. Ainda acontece a regulamentação do casamento e 
do registro civil (certidões), convocação de uma assembleia 
constituinte e a queima dos documentos acerca da escravidão (Rui 
Barbosa). 
 
O ENCILHAMENTO 
RUI BARBOSA foi nomeado ministro da fazenda, em 17 de janeiro de 1890. 
Acreditava que a libertação dos escravos e a expansão do trabalho livre geraria 
demanda de moeda. Assim, para incentivar o desenvolvimento industrial no país, a 
SOLUÇÃO seria uma farta emissão de 
moeda. O resultado foi a desvalorização da 
moeda e elevação da taxa de juros. 
Dessa forma, Rui Barbosa decretou o 
aumento nas taxas de importação para 
promover o desenvolvimento da indústria 
nacional. Autorizou os bancos a emitirem 
papel moeda e a conceder empréstimos 
àqueles que desejassem abrir empresas. A 
expansão de crédito gerou especulação: foram criadas empresas 
fantasmas e as ações delas eram vendidas na bolsa. O resultado foi 
uma crise de graves proporções, e a inflação disparou de 1,1% 
para 89,9% em dois anos. Rui Barbosa, criticado, demitiu-se em 
1891. 
CONSTITUIÇÃO DE 1891 
Foi a primeira constituição republicana e a segunda do 
Brasil. Garantiu avanços políticos, embora apresentasse 
algumas limitações, pois representava os interesses das 
elites agrárias. 
Implantou o voto universal para os cidadãos, HOMENS, 
maiores de 21 (mulheres, analfabetos, militares de baixa 
patente fora). 
 
 
Figura://www.vix.com/pt/noticias/552028/famoso-
designer-da-globo-propoe-nova-bandeira-do-brasil-veja-
como-ficaria 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Deodoro_da_Fon
seca 
Figura://paulodung.blogspot.com/2015/10/uma-historia-real.html 
Figura://www.pensador.com/autor/ruy_barbosa/ 
Figura://ensinarhistoriajoelza.com.br/teste-quiz-republica-velha/ 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3%
A7%C3%A3o_brasileira_de_1891 
Figura://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano
=116&Numero=147&Caderno=0&Noticia=261166 
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2 
 
CARACTERÍSTICAS 
 Instituiu o Presidencialismo e o voto aberto. 
 O Brasil passava a ser chamado de Estados Unidos 
do Brasil. 
 Garantia de Federalismo, amplos direitos aos 
estados (20). 
 Vigência dos três poderes; executivo, legislativo e 
judiciário. 
 Liberdade de imprensa, de ensino e de religião. 
 Mantido o Laicismo, separando a Igreja do Estado. 
 Casamento e registro civil (certidões). 
 Distrito Federal – antigo município neutro – Rio de 
Janeiro. 
 Cemitérios sob o controle do Estado. 
 
DEODORO DA FONSECA (1891) 
Eleito indiretamente pelo Congresso Nacional tinha Floriano 
Peixoto como vice. Período de muita agitação política, de 
disputa entre o congresso e o presidente. 
A característica marcante de seu governo 
foi o autoritarismo: faltou-lhe diplomacia 
para lidar com os políticos. 
Principalmente, a partir da nomeação de 
um monarquista – BARÃO DE LUCENA – 
para o ministério da fazenda. 
O congresso tenta aprovar a LEI DAS 
RESPONSABILIDADES, prevendo a deposição em 
caso de corrupção e limitando seus poderes. Em 
3 de novembro de 1891, Deodoro fechou o 
Congresso e prendeu seus principais líderes. Foi o 
GOLPE DE 3 DE NOVEMBRO, resultando em motins, em revoltas e em 
greves. 
 
1° REVOLTA DA ARMADA (1891) 
23/11/1891 – As unidades da Armada, na baía de 
Guanabara, sob a liderança do almirante 
CUSTÓDIO DE MELO, ameaçaram bombardear a 
cidade do Rio de Janeiro, capital da República. 
Para evitar uma guerra civil, o marechal Deodoro renunciou à presidência em 23 de 
novembro de 1891. 
FLORIANO PEIXOTO (1891–1894) 
Com a renúncia de Deodoro, o vice-presidente Floriano 
Peixoto assumiu o governo. Convidou membros do PRP 
para compor o ministério e, ao mesmo tempo, favorece a 
população mais pobre. Seu governo é marcado por um 
forte apoio à indústria, adotando leis protecionistas, 
constrói casas populares e destrói os antigos cortiços. 
Conteve a inflação, reduziu os aluguéis e tabelou o preço 
de alguns alimentos, como pão, feijão, batata entre 
outros. Apesar disso, enfrentou forte oposição política, 
principalmente por não ter convocado novas eleições. 
Figura://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?pagina=espaco%2Fvisualizar_aula&aula=32169
&secao=espaco&request_locale=es 
Figura://www.noticiaquente.com.br/site/post/p%C3%A3o-de-a%C3%A7%C3%BAcar-e-a-
rep%C3%BAblica-do-brasil/1039 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_Pereira_
de_Lucena 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_de_Tr%C3%AAs_de_Novembro 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Custodi
o_de_Mello.jpg 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Floriano_Peixoto 
Figura://blogdodrmarcosobreira.blogspot.com/2011/01/flori
ano-peixoto-republica-da-espada.html 
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Assim, surge a campanha antiflorianista, em que políticos e oficiais 
do exército assinaram o MANIFESTO DOS 13 GENERAIS, publicado 
em 21 de março de 1892. 
O documento pedia novas eleições, previstas pela Constituição no 
caso de renúncia presidencial antes de dois anos. Sem dar muita 
importância, um dia após a publicação, Floriano manda afastar os 
signatários. "Vão discutindo que eu vou mandando prender“, disse 
Floriano enquanto o Congresso discutia a legalidade das prisões. 
 
 
REVOLUÇÃO FEDERALISTA (1893–1895) 
DISPUTA PELO DOMÍNIO POLÍTICO LOCAL ENTRE O PRR E O PF. 
PARTIDO REPUBLICANO RIOGRANDENSE - PRR 
 PICA-PAUS 
 LENÇO-BRANCO 
 JÚLIO DE CASTILHOS 
 REPUBLICANOS 
PARTIDO FEDERALISTA - PF 
 MARAGATOS 
 LENÇO VERMELHO 
 SILVEIRA MARTINS 
 FEDERALISTAS 
 
A divergência teve início com a reeleição de JÚLIO DE 
CASTILHOS para o governo do estado. Alegando fraude, os 
federalistas, liderados por SILVEIRA MARTINS, exigem a 
renúncia do governador eleito. Os partidos empenharam-se 
em disputas sangrentas, que acabaram por desencadear uma 
guerra civil – a luta armada, que atingiu as regiões 
compreendidas entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e 
Paraná. 
Em janeiro de 1894, os federalistas se uniram aos 
participantes da Revolta da Armada, entraram no estado do 
Paraná e tomaram a cidade de 
Curitiba. No final de 1894, o 
movimento federalista perdeu força. 
Depois de mais de dois anos de conflito, os “pica-paus” 
saíram vitoriosos. 
Acabou definitivamente no governo de Prudente Moraes, 
em 1895. Júlio de Castilhos retoma o poder perdido – 
concedido pelo governo –, e o Congresso indulta os 
coautores do levante. A paz foi assinada em 23 de agosto 
de 1895, na cidade de Pelotas, e selou a derrota dos 
federalistas. 
 
SEGUNDA REVOLTA DA ARMADA (1893) 
Teve início com uma agitação encabeçada porantes, haviam se rendido após 
receber promessas de garantia de vida foram também degolados pelas tropas, inclusive mulheres e 
crianças”. 
 
O enunciado acima diz respeito ao evento denominado 
a) Guerra do Contestado, ocorrida numa região fronteiriça do Paraná com Santa Catarina, e que teve 
líderes religiosos que se antepuseram à dominação da região por empresas madeireiras estrangeiras que 
receberam aquelas terras do governo brasileiro. 
b) Massacre do Caldeirão, evento transcorrido no município do Crato, Ceará, e que teve como líder José 
Lourenço Gomes da Silva, o Beato José Lourenço, que conduziu os desvalidos enviados por Pe. Cícero 
durante vários anos em uma próspera comunidade. 
c) Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro, quando agentes públicos invadiam à força as comunidades 
pobres da cidade para impor a vacinação obrigatória contra a febre amarela e a varíola a todos os 
moradores. 
d) Guerra de Canudos, ocorrida no sertão da Bahia e que teve no cearense Antônio Vicente Mendes Maciel, 
o Antônio Conselheiro, o principal líder daquela comunidade rural, formada por sertanejos miseráveis que 
fugiam da fome e buscavam a salvação eterna. 
 
15- (Ufpr 2018) Considere a seguinte imagem: 
 
 
Sobre a questão operária e a Greve Geral de 1917, mostrada na imagem, assinale a alternativa correta. 
a) O operariado brasileiro era composto majoritariamente por homens maiores de 21 anos, uma vez que o 
trabalho infantil e o feminino haviam sido abolidos após os conflitos da Revolta da Vacina. 
b) As greves gerais no Brasil tiveram relativa aderência popular, uma vez que o povo brasileiro primava por 
manter a ordem e evitar o que os governantes chamavam de “excessos”. 
c) Durante a Primeira República, a frase “a questão social é um caso de polícia” tornou-se um mote da ação 
do governo; afinal, ela resumia a preocupação das elites políticas com o descaso com que eram tratados os 
trabalhadores. 
d) Existem diversos debates na História que discutem as tendências políticas dos participantes e, 
principalmente, das lideranças da greve de 1917, mas é comum defini-la como uma greve de tendências 
anarco-sindicais. 
e) A participação do Partido Comunista brasileiro foi fundamental na articulação dos trabalhadores no ano 
de 1917. Sem essa instituição, não seria possível organizar um movimento em nível nacional. 
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 16- (Uece 2017) Atente ao seguinte enunciado: 
“Episódios mais notórios, como a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em 1922, e a Revolução Paulista 
de 1924, ou um evento pouco citado nos livros de História, como a Comuna de Manaus, também ocorrido 
em 1924, são partes do mesmo movimento a que pertence a Coluna Prestes, que, de 1925 a 1927, 
percorreu cerca de 25.000 km pelo interior do território brasileiro combatendo as forças oligárquicas e 
espalhando sua ideologia”. 
O enunciado acima se refere ao movimento pertencente à História republicana do Brasil conhecido como 
a) Tenentismo, que marcava o descontentamento de parte da jovem oficialidade do exército com as 
características políticas da República Velha. 
b) Restauracionismo, que uniu militares e religiosos em lutas com o objetivo de depor a República e 
restaurar a monarquia no Brasil. 
c) Messianismo, movimento por meio do qual os líderes religiosos faziam uso de sua influência para eleger 
os grupos políticos que apoiavam o fim das mudanças promovidas pela República. 
d) Coronelismo, no qual senhores de terra e líderes políticos locais tentaram impedir avanços socialistas 
propostos pelo Presidente da República Artur Bernardes. 
 
17- (IFPE 2016) A República Oligárquica (1894-1930) foi marcada no Brasil pelo controle político exercido 
sobre o governo federal, pela oligarquia cafeeira paulista e pela elite rural mineira, na conhecida “política 
do café com leite”. Foi nesse período, ainda, que se desenvolveu mais fortemente o coronelismo, 
garantindo poder político regional às diversas elites locais do país. Nesse período de domínio dos 
fazendeiros, ocorreram conflitos sociais, entre os quais destacamos: 
a) a Revolta de Juazeiro (1911), em que o Padre Cícero liderou jagunços e cangaceiros contra os coronéis 
que cometiam abusos contra os camponeses no sertão do Ceará. 
b) a Revolta da Vacina (1903), que envolveu somente a elite carioca, rebelada por causa da obrigatoriedade 
da vacina, decretada pelo Ministro Osvaldo Cruz. 
c) a Revolta da Chibata (1910), que envolveu oficiais do Exército, os quais se negavam a continuar 
castigando seus subordinados com chicotes e prisões desnecessárias. 
d) a Guerra de Canudos (1897), um conflito marcado pelo fanatismo messiânico, que também envolvia 
questões relativas à miséria dos camponeses do interior do Nordeste. 
e) a Revolta dos 18 do Forte (1922), em que os camponeses atacaram o forte de Copacabana, no Rio de 
Janeiro, exigindo que o governo decretasse a reforma agrária. 
 
18- (Uece 2016) No contexto da Primeira República, emergiu o movimento tenentista. No que diz respeito a 
esse movimento, pode-se afirmar corretamente que 
a) foi um movimento político-militar que ganhou apoio dos setores de alta patente do exército e eclodiu 
apenas na capital federal. 
b) foi um movimento basicamente integrado por oficiais de baixa patente, que trouxe à superfície a revolta 
da corporação contra os baixos salários e precárias condições de trabalho. 
c) assumiu uma conotação social explicitamente favorável à democracia liberal e bem condizente com 
ações democráticas no âmbito da corporação militar. 
d) apesar de não ter ocorrido qualquer levante ou ação radical, os tenentes passaram a defender a 
instalação de um governo forte e centralizado, capaz de promover a salvação nacional. 
 
19- (Udesc 2016) Sobre a Revolta da Chibata, assinale a alternativa correta. 
a) Embora os marinheiros revoltosos, homens negros em sua maioria, tenham assumido o controle de 
grandes embarcações de guerra, não souberam como manejá-las, visto que somente oficiais de alta 
patente possuíam conhecimento e domínio da tecnologia necessária para conduzir as embarcações de 
guerra. 
b) O governo não cedeu à pressão dos marinheiros revoltados e conseguiu dominar e prender todos os 
envolvidos. As principais lideranças foram fuziladas por formação de motim, e os demais participantes 
foram encaminhados a campos de trabalho no extremo norte do país. 
c) O movimento foi liderado por um marinheiro negro, João Cândido, único líder que conseguiu anistia do 
governo e foi imediatamente liberado, uma vez que foi quem intermediou as negociações de rendição dos 
marinheiros. 
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d) O movimento foi composto exclusivamente por marinheiros negros que exigiam o fim dos castigos 
corporais e a criação de uma lei que penalizasse a discriminação racial nas forças armadas. 
e) Além do fim do castigo corporal, o movimento exigia melhoria na alimentação, criação de uma nova 
tabela de serviços, que diminuísse o excesso de trabalho dos marinheiros, e anistia para todos os 
envolvidos na revolta. 
 
20- (IFBA 2016) Leia com atenção o texto sobre República Velha (1889-1930) e, em seguida, assinale a 
alternativa correta sobre esse período. 
 
A República Velha é dividida em dois momentos: a República da Espada e a República Oligárquica. A 
República da Espada abrange os governos dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Foi 
durante a República da Espada que foi outorgada a Constituição que iria nortear as ações institucionais 
durante a Primeira República. Além disso, o período foi marcado por crises econômicas, como a do 
Encilhamento, e por conflitos entre as elites brasileiras, como a Revolução Federalistae a Revolta da 
Armada. A República Oligárquica foi marcada pelo controle político exercido sobre o Governo Federal, pela 
oligarquia cafeeira paulista e pela elite rural mineira, na conhecida “política do café com leite”. Foi nesse 
período ainda, que se desenvolveu, mais fortemente, o coronelismo, garantindo poder político regional às 
diversas elites locais do país. 
Disponível em: . Acesso em: 23.09.2015. Adaptado. 
a) A República Velha foi marcada, politicamente, pelo Voto de Cabresto, que consistia no voto livre apenas 
para os homens. 
b) Durante esse período, ocorreram movimentos que pediam a volta da monarquia, como, por exemplo, o 
acontecido em Canudos-BA, liderado por Antônio Conselheiro. 
c) As revoltas e os movimentos ocorridos na República Velha, como Contestado, Canudos, Chibata e 
Cangaço, nasceram de classes populares, que não eram assistidas ou privilegiadas pelo poder público. 
d) Com a Proclamação da República no Brasil, houve a separação entre a Igreja Católica e o Estado, 
permitindo, assim, o reconhecimento do casamento civil, o que foi duramente contestado pelo Padre 
Cícero Romão, no Ceará. 
e) A Política do Café com Leite garantia a manutenção do poder político nacional entre os estados de São 
Paulo e Minas Gerais, sendo contestado na Região Nordestes pelos bandos de Cangaceiros, sendo o de 
Lampião o mais famoso. 
 
GABARITO 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
D E C A C D C D D C 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
D C C D D A D B E C 
 
 
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duzz.comgenerais, que enviaram uma carta ao presidente 
Floriano Peixoto, ordenando-lhe que convocasse 
imediatamente novas eleições. O presidente 
coibiu severamente a insubordinação, ordenando 
a prisão dos condutores do levante. A liderança 
foi de Custódio de Melo e de Saldanha da Gama, 
que ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro. 
O movimento chegou ao fim em 10 de março de 
1894. Floriano sufocou o movimento, amparado 
pelas forças do exército, pelo Partido 
Republicano Paulista e contando com uma nova 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesto_dos_13_generais 
Figura://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-
lazer/almanaque/noticia/2018/09/o-legado-do- 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Gaspar_da_Sil
veira_Martins 
Figura://www.clickriomafra.com.br/guia/fatos-historicos/a-historia-de-mafra-revolucao-federalista-1a-
parte-o-rugir-dos-canhoes/ 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Treino_da_armada_brasileira_1870.jpg 
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frota de navios, obtida no exterior. No mesmo ano, termina o governo de Floriano Peixoto e, com ele, a 
república da espada. 
 
A REPÚBLICA OLIGÁRQUICA (1894–1930) 
A política da República Velha foi completamente dominada e manipulada por estruturados métodos 
oligárquicos que garantiam a manutenção dos interesses. FERRAMENTAS DE MANIPULAÇÃO, COMO O 
CORONELISMO, A POLÍTICA DOS GOVERNADORES, O VOTO DE CABRESTO E O CLIENTELISMO, 
CONSTITUÍAM A GRANDE ESTRUTURA DE PODER DAS ELITES, CONHECIDA COMO POLÍTICA DO CAFÉ COM 
LEITE. 
CORONELISMO 
“Conjunto de ações políticas dos latifundiários em que se aplica o 
domínio econômico e social para a manipulação eleitoral”. 
Era, também, a partir desse meio de controle que se formavam os 
traços pelos quais se desenhava toda a realidade da política nacional. 
Os coronéis, em acordo com os governadores, determinavam em 
quem seus comandados iriam votar. 
POLÍTICA DOS GOVERNADORES 
Rede de poder e de alianças com outros fazendeiros e líderes locais 
para eleger os governadores de interesse mútuo. Na prática era o 
acordo entre governadores estaduais e governo central; onde o 
presidente respeitava e apoiava decisões dos governos estaduais. 
Em contrapartida, os governos estaduais comprometiam-se a ajudar 
a eleger para o Congresso Nacional parlamentares simpatizantes com 
o presidente da República. 
VOTO DO CABRESTO 
Como o voto era aberto, favorecia as fraudes eleitorais. Os coronéis 
exigiam que votassem em seus candidatos, em troca de favores. 
“Sistema tradicional de controle de poder político, por meio do abuso 
de autoridade; compra de votos ou utilização da máquina pública 
para favorecimento pessoal ou de simpatizantes políticos”. 
CLIENTELISMO 
O poder dos coronéis ultrapassava as fronteiras das fazendas. “Forma 
de relação entre diferentes atores políticos envolvendo concessão de 
empregos, benefícios públicos e fiscais, vantagens econômicas, obras, 
donativos, etc., em troca de apoio político, sendo traduzido na maior 
parte das vezes em votos para si ou seus aliados”. 
 
REPÚBLICA DO CAFÉ-COM-LEITE 
Era a alternância, principalmente, entre São Paulo e Minas Gerais na 
presidência da república. PRP+ ricos PRM > bancada no congresso. 
Maior aliança política da República Velha, submetendo o restante do 
país aos seus interesses, embora contasse com a participação direta de 
outros estados: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. 
 
Figura://www.colegioweb.com.br/curiosidades/voce-sabe-o-que-
foi-o-coronelismo.html 
Figura://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/coronelismo5.htm 
Figura://www.todamateria.com.br/voto-de-cabresto/ 
Figura://www.historiadetudo.com/politica-cafe-com-leite 
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PRUDENTE DE MORAIS (1894–1898) 
Primeiro presidente civil do Brasil eleito pelo voto, ligado à aristocracia cafeeira paulista; 
deu início à política oligárquica. Desenvolve uma política econômica liberal, acabando 
com as taxas protecionistas. 
Reata relações diplomáticas com Portugal, que tinha auxiliado os revoltosos durante a 
segunda revolta da armada. 
No seu governo, ocorre uma das mais violentas revoltas da história do Brasil a GUERRA 
DE CANUDOS. 
 
 
A GUERRA DE CANUDOS (1896–1897) 
De novembro de 1896 a outubro de 1897, no interior do sertão Baiano. 
De um lado, os habitantes do Arraial de Canudos (jagunços, sertanejos 
pobres e miseráveis, fanáticos religiosos) LIDERADOS PELO BEATO 
ANTÔNIO CONSELHEIRO. Do outro, as tropas do governo da Bahia, com 
apoio de militares enviados pelo Governo Federal. 
 
CAUSAS 
FOME: desemprego e baixa renda das famílias deixavam muitos sem ter 
o que comer. 
SECA: a região do agreste ficava muitos meses e até anos sem receber chuvas. Esse fator dificultava a 
agricultura e matava o gado. 
FALTA DE APOIO POLÍTICO: os governantes e os 
políticos da região não davam a mínima atenção para 
as populações carentes. 
VIOLÊNCIA: era comum a existência de grupos 
armados que trabalhavam para latifundiários. Eles 
espalhavam a violência pela região. 
DESEMPREGO: grande parte da população pobre 
estava sem emprego em função da seca e da falta de 
oportunidades em outras áreas da economia. Esse 
clima de violência, de fome, de miséria fazia 
aumentar o fanatismo religioso e, assim, era comum 
a existência de beatos que arrebanhavam seguidores 
prometendo uma vida melhor. 
 
O CONFLITO 
O governo da Bahia, com apoio dos latifundiários, não concordava 
com o fato dos habitantes de Canudos não pagarem impostos e 
viverem sem seguir as leis estabelecidas. Afirmava, também, que 
Antônio Conselheiro defendia a volta da Monarquia. Por outro lado, 
Antônio Conselheiro defendia o fim da cobrança dos impostos e era 
contrário ao casamento civil. 
Ele afirmava ser um enviado de 
Deus, que deveria liderar o 
movimento contra as diferenças 
e injustiças sociais. NAS TRÊS 
PRIMEIRAS TENTATIVAS DAS 
TROPAS GOVERNISTAS EM 
COMBATER O ARRAIAL DE 
CANUDOS, NENHUMA FOI BEM-SUCEDIDA. Os sertanejos e os 
jagunços se armaram e resistiram com força contra os militares. 
 
Figura://www.webestudante.com.br/guerra-de-canudos/ 
Figura://www.historiadetudo.com/guerra-de-canudos 
Figura://dougnahistoria.blogspot.com/2016/04/guerra-de-canudos-1896-
1897.html 
Figura://www.historiailustrada.com.br/2014/06/fotos-da-guerra-de-canudos.html 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Prudente_de_Morae
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Na quarta tentativa, o governo da Bahia solicitou apoio das tropas federais. Militares de todo o Brasil, 
usando armas pesadas, foram enviados para o sertão baiano. 
 
RESULTADO 
Massacraram os habitantes do arraial de Canudos 
de forma brutal e até injusta. Crianças, mulheres e 
idosos foram mortos sem piedade, e Antônio 
Conselheiro foi morto em 22 de setembro de 1897. 
Após 5 meses de luta, no dia 5 de outubro de 1897, 
Canudos foi totalmente destruída, junto com toda a 
sua população. “CANUDOS NÃO SE RENDEU. 
EXEMPLO ÚNICO EM TODA A HISTÓRIA, RESISTIU 
ATÉ O ESGOTAMENTO COMPLETO... CAIU... 
QUANDO CAÍRAM SEUS ÚLTIMOS DEFENSORES, 
QUE TODOS MORRERAM...” 
 
CAMPOS SALES (1898–1902) 
Cafeicultor paulista, desenvolveu a POLÍTICA DOS GOVERNADORES – estados 
harmonizados com o governo federal em troca de favores e de alianças. 
Seu governo também é caracterizado pela COMISSÃO VERIFICADORA DE 
PODERES. Pela aquisição de empréstimos – FUNDING LOAN –, e pela política 
externa, expressa na QUESTÃO DO AMAPÁ com a França. 
 
A COMISSÃO VERIFICADORA DE PODERES foi um instrumento para 
reforçar a política dos governadores. Seu objetivo era reconhecer a 
legitimidade dos deputados eleitos em cada estadoe excluir os da 
oposição. 
MISSÃO: verificar as possíveis fraudes eleitorais e, depois, diplomar, ou 
seja, declarar deputados os candidatos eleitos. 
DEGOLA: qualificava de honestos apenas aqueles que o governo assim 
designasse; os outros sofriam o não reconhecimento da vitória. 
FRAUDE: os grupos oposicionistas perdiam qualquer possibilidade de 
ganhar eleições. 
RESULTADO: harmonizou as relações entre as oligarquias estaduais e o governo federal, criando uma 
estabilidade que durou até 1920. 
 
FUNDING LOAN foi uma medida econômica tomada por Campos Sales e seu Ministro 
da Fazenda, JOAQUIM MURTINHO, em 1898. Sales fez uma viagem para a Europa para 
tentar negociar uma saída para a questão da dívida interna causada pela política do 
encilhamento e pela herança monárquica. 
Os Ingleses concordaram com um novo acordo 
financeiro: a concessão de um empréstimo de 10 
milhões de libras esterlinas, a ser utilizado para o 
pagamento dos juros da dívida externa brasileira, 
nos três anos seguintes. A concessão de um prazo de 10 
anos, além dos três iniciais, para o início do pagamento, e a penhora, a 
título de garantia com os bancos credores, de toda a receita da 
alfândega do Rio de Janeiro, além de, em caso de necessidade, outras 
alfândegas, a obrigação assumida perante os bancos de sanear a moeda 
brasileira, isto é, fortalecê-la pelo combate à inflação, com o objetivo de 
estabilizar a economia do país. 
Figura://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/guerra-canudos.htm 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Campos_Sales 
Figura://blogs.diariodepernambuco.com.br/esportes/2012/12/03/boca-de-
urna-para-tricolores-e-rubro-negros-visando-20132014/ 
Figura://www.espiritualidades.com.br/Art
igos/M_autores/MURTINHO_Joaquim_et_ 
Figura://auladehistoriacesm.blogspot.com/2016/07/republica-do-cafe-
com-leite-o-funding.html 
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7 
 
RESULTADO: AUMENTO DAS IMPORTAÇÕES, FALÊNCIAS, DESEMPREGO EM MASSA E NOVOS 
EMPRÉSTIMOS. 
Campos Sales também suspendeu o auxílio à indústria; consolidou a economia agroexportadora com o fim 
das tarifas protecionistas: “É TEMPO DE TOMARMOS O CAMINHO CERTO, E NOS ESFORÇARMOS PARA 
IMPORTAR TUDO AQUILO QUE ELES POSSAM PRODUZIR...” 
 
ANEXAÇÃO DO AMAPÁ foi a disputa sobre a 
demarcação da fronteira entre o Amapá e a 
Guiana Francesa, que havia invadido o território 
brasileiro, anexando cerca de 260 mil km² do 
estado. 
Graças à defesa da diplomacia do BARÃO DO 
RIO BRANCO, a Comissão de Arbitragem, em 
Genebra, concedeu a posse do território ao 
Brasil (1 de maio de 1900), incorporado ao 
estado do Pará com o nome de Araguari. 
 
 
 
RODRIGUES ALVES (1902–1906) 
Foi mais um componente integrante das oligarquias cafeeiras. Nesse aspecto, sua 
gestão foi visivelmente beneficiada pelo bom momento em que a economia 
agroexportadora viveu naquele período. Seu governo é marcado pelas desapropriações 
sem indenizações para o projeto de urbanização da capital – BOTA ABAIXO – “O Rio de 
Janeiro será a sala de visitas do Brasil” –. Pelo SURTO DA BORRACHA NO AMAZONAS, 
TRATADO DE PETRÓPOLIS (1903) – o Brasil recebia o território do Acre da Bolívia –, a 
REVOLTA DA VACINA – Oswaldo Cruz e pela política de valorização do café através do 
CONVÊNIO DE TAUBATÉ (1906) – valorização do café. 
 
BOTA ABAIXO 
Com o auxílio do prefeito carioca PEREIRA 
PASSOS, o governo empreendeu uma 
reforma dos bairros e das ruas da antiga 
capital, inspirada nos padrões dos centros 
urbanos europeus. 
Esse projeto de modernização foi realizado 
graças a uma série de desapropriações que 
expulsaram as populações pobres do Rio de 
Janeiro de seus casebres e cortiços. 
OS ANTIGOS QUARTEIRÕES, FECHADOS, 
EMPOBRECIDOS E SUJOS, COM SEUS CORTIÇOS, FORAM DEMOLIDOS E 
SEUS MORADORES FORAM TRANSFERIDOS PARA A PERIFERIA. 
Abriu espaço para ruas mais largas e a construção de novas avenidas, 
com destaque para a abertura da Avenida Central, atual Avenida Rio 
Branco. 
Além das mudanças estéticas, novas posturas públicas foram adotadas, 
como a proibição do comércio ambulante e as práticas como soltura de 
fogos de artifício, balões e criação de fogueiras. 
 
 
 
 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Maria_da_Silva_Paranhos_
J%C3%BAnior 
Figura://arquivohistory.blogspot.com/2015/12/formacao-do-
estado-e-do-territorio.html 
Figura://www.aprovincia.com.br/memoria
l-piracicaba/conversa-nho-tonico/cultura-
caipira/rodrigues-alves-1438/ 
Figura://www.recantodasletras.com.br/biografias/4862466 
Figura://historiaeavida.blogspot.com/2012/02/o-bota-abaixo-e-revolta-
da-vacina.html 
Figura://educacao.globo.com/artigo/reforma-urbanistica-de-pereira-
passos-o-rio-com-cara-de-paris.html 
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SURTO DA BORRACHA 
Esse imenso investimento na remodelação da capital consumia, sem 
dúvida, muitos recursos. Nesse aspecto, porém, o governo de 
Rodrigues Alves estava devidamente amparado, pois dispunha de 
capital suficiente, devido ao auge do ciclo da borracha no Brasil. 
O ciclo da borracha viveu seu auge entre 
1879 e 1912, tendo, depois, experimentado 
uma sobrevida entre 1942 e 1945, durante a 
Segunda Guerra Mundial. O PAÍS, NA 
ÉPOCA, RESPONDIA SOZINHO POR 97% DA 
PRODUÇÃO MUNDIAL. 
 
A EXPLORAÇÃO DA BORRACHA - SISTEMA DE AVIAMENTO 
SERINGAL – formado por um barracão, onde moravam os “patrões” e algumas 
famílias de trabalhadores, formando um vilarejo, era a unidade produtiva e social 
e também se constituía pela posse de uma 
imensa área onde se localizavam as 
seringueiras. 
SERINGALISTA – o “patrão”, o dono dos meios 
de produção que comandava seus capatazes, 
gozando dos privilégios de mando. 
SERINGUEIRO – provinha das camadas mais 
pobres da população e, na maioria das vezes, 
era o migrante nordestino que, imerso num 
sistema de endividamento do qual dificilmente conseguia escapar, vivia 
numa condição semiescravista, à mercê dos “patrões”. 
QUESTÃO DO ACRE 
No começo do século XX, grande parte da borracha 
comercializada no mundo tinha como origem os seringais da 
região amazônica. A geração de empregos na região atraiu 
muitos nordestinos, que foram para o Acre, que pertencia à 
Bolívia. A ocupação do Acre pelos brasileiros gerou uma 
tensão diplomática entre Bolívia e Brasil. Esse problema ficou 
historicamente conhecido como – A QUESTÃO DO ACRE. 
 
TRATADO DE PETRÓPOLIS 
(1903) 
Para resolver essas 
tensões, um acordo 
diplomático foi feito pelo 
Barão de Rio Branco após 
violentos conflitos na 
região do Acre. Assim, o 
Brasil recebia o território 
do Acre da Bolívia, em 
troca do pagamento ao 
país de dois milhões de libras, mais a construção, pelo Brasil, 
da Estrada de Ferro Madeira Mamoré para uso da Bolívia. 
O Brasil cedeu à Bolívia algumas faixas de terras na fronteira 
norte e na região de fronteira no estado do Mato Grosso, 
além da garantia do uso dos rios da bacia amazônica aos 
bolivianos para chegarem ao mar. 
 
Figura://alekspalitot.com.br/amazonia-e-o-ciclo-da-borracha/ 
Figura://www.historia-brasil.com/republica/ciclo-
borracha.htm 
Figura://noamazonaseassim.com.br/tudo-sobre-o-ciclo-da-borracha-dos-
primordios-ate-1920/ 
Figura://www.estudopratico.com.br/o-acre-a-bolivia-e-o-tratado-de-petropolis/ 
Figura://maniadehistoria.wordpress.com/o-tratado-de-petropolis-brasil-x-
bolivia/ 
Figura://maniadehistoria.wordpress.com/o-tratado-de-petropolis-brasil-x-bolivia/ 
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REVOLTA DA VACINA 
No ano de 1904, estourou um movimento de caráter popular na 
cidade do Rio de Janeiro. O motivo que desencadeou a revolta foi a 
campanha de vacinação obrigatória,imposta pelo Governo Federal, 
contra a varíola. A população sofria com a falta de um sistema eficiente 
de saneamento básico. 
Esse fato desencadeava constantes epidemias, 
entre elas a febre amarela, a peste bubônica e a 
varíola, e a população de baixa renda, que 
morava em habitações precárias, era a principal 
vítima dessa situação. 
Preocupado com esta situação, o presidente Rodrigues Alves colocou em prática 
um projeto de saneamento e de reurbanização do centro da cidade. A reforma 
urbana retirou a população pobre do centro da cidade, derrubando vários cortiços e 
outros tipos de habitações mais simples. 
O médico OSWALDO CRUZ foi designado como chefe do Departamento Nacional de 
Saúde Pública, com o objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade; 
começa a combater a febre amarela e a varíola e, em 9 de novembro de 1904, é 
aprovada a LEI DE VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA para toda a população. 
A oposição aproveita a insatisfação popular e organiza um comício contra a 
campanha de vacinação. 
 
ATENÇÃO - IMPORTANTE 
Embora seu objetivo fosse positivo, ela foi aplicada de forma 
autoritária e violenta e, em alguns casos, os agentes sanitários 
invadiam as casas e vacinavam aqueles que se recusavam a força. 
Nessa época, grande parte da população não sabia o que era vacina 
e tinha medo de seus efeitos. 
 
A revolta popular aumentava a cada dia, impulsionada, também, pela crise econômica e a resistência 
popular, que quase levou a um golpe militar, tendo o apoio de positivistas e dos alunos da Escola Militar 
da Praia Vermelha. 
As manifestações populares e os conflitos espalham-se pelas 
ruas da capital brasileira, mas, no fim, sem lideranças 
políticas, o movimento é dominado por líderes populares e, 
assim, tem início a REVOLTA DA VACINA. Populares destroem 
bondes, apedrejam prédios públicos e espalham a desordem 
pela cidade. 
A reação popular levou o governo a suspender a 
obrigatoriedade da vacina e a declarar estado de sítio (16 de 
novemb
ro). 
 
 
A rebelião foi contida, deixando 30 mortos e 110 
feridos, centenas de pessoas foram presas e, muitas 
delas, enviadas para o Acre. AO REASSUMIR O 
CONTROLE DA SITUAÇÃO, O PROCESSO DE 
VACINAÇÃO FOI REINICIADO, TENDO A VARÍOLA, 
EM POUCO TEMPO, SIDO ERRADICADA DA CAPITAL. 
 
Figura://www.estudopratico.com.br/revolta-da-vacina-conheca-as-causas-e-
consequencias-desta-historia/ 
Figura://aguinaldosilva.com.br/2017/03/21/cha
mem-oswaldo-cruz/ 
Figura://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/revolta-vacina-cidadania.htm 
Figura://acervo.oglobo.globo.com/incoming/o-sanitarista-oswaldo-cruz-20894869 
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CONVÊNIO DE TAUBATÉ (1906) 
Foi uma política de valorização do café, em que SP, MG e RJ se 
reúnem para traçar as novas formas de produção e 
comercialização do produto. 
OBJETIVOS: melhorar a qualidade para a exportação, criar 
mecanismos de propaganda do produto. Controlar a quantidade 
da produção, criando impostos elevados para novos cafezais. 
Garantia de preço mínimo aos cafeicultores. 
Os governos estaduais 
comprariam o 
excedente de café que 
não fosse exportado e o 
financiamento dessa 
compra seria feito com empréstimos externos. Inicialmente, deu 
certo com a retirada de milhões de sacas de café do mercado, 
provocando uma alta momentânea do preço. Mas, com o passar 
do tempo, essa política fracassou, pois os produtores não 
diminuíram sua produção e os estados acabaram se endividando 
devido aos empréstimos externos. Com grande oferta, o valor do 
café começa a despencar, levando o setor à crise. 
 
AFONSO PENA (1906–1909) 
Mineiro, inaugura, de fato, a política do “café com leite”. Optou por ministros jovens, 
com pouca experiência política, buscando fortalecer a autoridade federal. Por esse 
motivo, seus opositores satirizaram seu ministério, chamando-o de “Jardim de 
Infância”. Reafirma o Convênio de Taubaté, acordo que obrigava o Estado a comprar 
os excedentes de café e, também com o objetivo de valorizar o café, estabelece “Novos 
Funding Loan”. 
Alcança prestígio internacional com a participação do Brasil na CONFEREÊNCIA DE PAZ 
DE HAIA, onde Rui Barbosa defende as nações exploradas, como o Brasil. 
 
Foi um grande incentivador da imigração estrangeira; 
“GOVERNAR É POVOAR” – europeus e também japoneses. 
Incentivou a criação de ferrovias e interligou a Amazônia ao 
Rio de Janeiro pelo fio telegráfico, por meio da expedição de 
CÂNDIDO RONDON. 
Prestigiou o setor militar com a aquisição de novos 
equipamentos, como a compra dos encouraçados MG e SP, mas 
morre um ano antes de completar o seu mandato. 
 
 
 
NILO PEÇANHA (1909–1910) 
Assumiu devido à morte de Afonso Pena. Em seu curto governo ocorrerá a criação do 
Serviço de Proteção ao Índio (SPI), que resultou na FUNAI, comandado pelo marechal 
Cândido Rondon, e acontece a Campanha Civilista desenvolvida por Rui Barbosa, 
apoiado por São Paulo, contra a eleição de Hermes da Fonseca. 
O NOME DE CIVILISTA DEU-SE POR DEFENDER A CANDIDATURA DE UM CIVIL, EM 
OPOSIÇÃO À CANDIDATURA DE UM MILITAR. 
 
Figura://professoravanini.wordpress.com/2012/04/14/economia-cafeeira-primeira-
republica/ 
Figura://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobrasil/convenio-taubate.htm 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Pena 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Nilo_Pe%C3%
A7anha 
Figura://gshow.globo.com/TV-Centro-America/E-Bem-MT/noticia/2015/06/trajetoria-e-o-
legado-deixado-como-heranca-por-rondon.html 
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MARECHAL HERMES DA FONSECA (1910–1914) 
Seu governo rompeu (temporariamente) com a “política do café com leite”. Criou a 
“política das salvações” (salvacionista), em que usava tropas federais para garantir a 
intervenção nos estados brasileiros e, assim, retirava do poder todos os governadores 
que lhe faziam oposição. Também instituiu a Lei do Serviço Militar obrigatório e o 
uso da faixa presidencial. 
Seu governo é marcado por muita agitação, expresso na REVOLTA DA CHIBATA, 
REVOLTA DE JUAZEIRO e o movimento do CANGAÇO, que chega em seu apogeu. 
 
REVOLTA DA CHIBATA (1910) 
Foi um movimento social ocorrido na cidade do Rio de Janeiro; iniciou em 22 de 
novembro de 1910. Nesse período, os marinheiros brasileiros eram punidos com 
castigos físicos; as faltas graves com 25 chibatadas (chicotadas). Essa situação 
gerou uma intensa revolta entre os marinheiros. 
O estopim ocorreu quando o 
marinheiro MARCELINO 
RODRIGUES foi castigado com 
250 chibatadas por ter ferido um 
colega da Marinha, dentro do 
encouraçado Minas Gerais. O 
NAVIO DE GUERRA ESTAVA INDO PARA O RIO DE JANEIRO 
E A PUNIÇÃO, QUE OCORREU NA PRESENÇA DOS OUTROS 
MARINHEIROS, DESENCADEOU A REVOLTA. O motim 
agravou-se e os revoltosos chegaram a matar o 
comandante do navio e três oficiais. Já na Baia da 
Guanabara, os revoltosos conseguiram o apoio dos 
marinheiros do encouraçado São Paulo e do Bahia. 
 
O LÍDER, JOÃO CÂNDIDO, REDIGIU UMA CARTA, REIVINDICANDO: 
 
 FIM DOS CASTIGOS FÍSICOS, 
 MELHORIAS NA ALIMENTAÇÃO E A 
 ANISTIA PARA TODOS QUE 
PARTICIPARAM DA REVOLTA. 
 
Caso não fossem cumpridas as reivindicações, os revoltosos 
ameaçaram bombardear a cidade do Rio de Janeiro. O presidente 
Hermes da Fonseca aceita as reivindicações, contudo, dois dias 
depois de entregarem as armas, é decretado “estado de sítio”, 
iniciando o expurgo e a prisão 
daqueles marinheiros 
considerados indisciplinados. 
Vários morreram, foram presos 
e expulsos da marinha; o líder, 
João Candido, foi preso em um 
hospício, julgado 18 meses 
depois e acabou absolvido. OS 
MAUS-TRATOS ACABARAM. 
 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Hermes_da_Fons
eca 
Figura://www.projetomemoria.art.br/JoaoCandido/biogr
afia6.html 
Figura://www.telesurtv.net/news/Brasil-a-105-anos-de-la-Revuelta-de-Chibata-20151122-0039.htmlFigura://www.museudeimagens.com.br/revolta-da-chibata-
joao-candido/ 
Figura://www.projetomemoria.art.br/JoaoCa
ndido/biografia15.html 
Figura://chibatas.blogspot.com/2010/11/prisao-e-agonia.html 
Figura://agoranahistoria.blogspot.com/2015/11/revolta-da-chibata-resquicios-
da.html 
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REVOLTA DE JUAZEIRO (1913–14) 
Representou uma oposição à intervenção do presidente no governo do Ceará. PADRE 
CÍCERO, aliado da família Acioly, no poder há décadas, mobilizou seus fiéis e organizou 
um “exército”. A revolta foi violenta, e o Governo Federal resolveu ceder, anulou a 
intervenção no governo cearense e devolveu o poder à família Acyoli. Com a renúncia 
do presidente do estado, Franco Rabelo, Nogueira Acioly é reconduzido ao poder. Padre 
Cícero organiza o PACTO DOS CORONÉIS para diminuir as disputas locais pelo poder e 
defender o domínio político dos Acioly no Ceará. 
 
GUERRA DO CONTESTADO (1912–16) 
Foi um conflito armado que ocorreu na região sul do Brasil, entre 
outubro de 1912 e agosto de 1916, que envolveu cerca de 20 mil 
camponeses que enfrentaram forças militares dos poderes federal 
e estadual. 
Ganhou o nome de Guerra do Contestado, pois os conflitos 
ocorreram numa área de disputa territorial entre os estados 
Paraná e Santa Catarina. 
 
CAUSAS 
A estrada de ferro entre São Paulo e Rio Grande do Sul estava 
sendo construída por uma empresa norte-americana e contava 
com o apoio dos coronéis (grandes proprietários rurais com força 
política) da região e do governo. Para a construção da estrada de 
ferro, milhares de 
famílias de camponeses 
perderam suas terras. Esse fato gerou muito desemprego entre 
os camponeses da região, que ficaram sem terras para 
trabalhar. Outro fator foi a compra de uma grande área da 
região por um grupo de pessoas ligadas à empresa construtora 
da estrada. Essa propriedade foi adquirida para o 
estabelecimento de uma grande empresa madeireira, voltada 
para a exportação. Com isso, muitas famílias foram expulsas de 
suas terras. 
 
O CONFLITO 
O clima ficou mais tenso quando a estrada de ferro ficou pronta, pois 
muitos trabalhadores tinham sido trazidos de diversas partes do país 
e ficaram desempregados com o fim da obra. Eles permaneceram na 
região sem qualquer apoio por parte da empresa norte-americana ou 
do governo. 
Diante da crise e da insatisfação popular, 
ganhou força a figura do BEATO JOSÉ MARIA, 
que pregava a criação de um mundo novo, 
regido pelas leis de Deus, onde todos 
viveriam em paz, com prosperidade, justiça e 
terras para trabalhar. 
 
ATENÇÃO 
José Maria conseguiu reunir milhares de seguidores, principalmente de camponeses 
sem terras, fundou uma comunidade, a fim de receber os oprimidos – QUADRADO 
SANTO, RAZÃO PELA QUAL A GUERRA DO CONTESTADO FICOU TAMBÉM 
CONHECIDA COMO GUERRA SANTA. José Maria organizou a resistência popular 
contra os coronéis e as tropas federais, a “MONARQUIA CELESTE”. 
 
Figura://cariricangaco.blogspot.com/2010/
05/sedicao-de-juazeiro-mini-serie.html 
Figura://lucinhahb.blogspot.com/2011/11/guerra-do-contestado.html 
Figura://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/Estrada-de-Ferro-Sao-Paulo-Rio-Grande/a-ferrovia-na-
guerra-do-Contestado.shtml 
Figura://www.vocenoticias.com/noticia/826/tres-barras-nao-tera-festividades-
para-comemorar-aniversario-do-municipio.html 
Figura://progressonocontestado.blogspot.com/2011/0
4/jose-maria-uma-farsa.html 
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13 
 
A GUERRA 
José Maria falava que o fim do mundo aconteceria 
nos anos 2000, era contra a república e tinha fama 
de curandeiro. Preocupado com o desenrolar dos 
acontecimentos, o governo envia soldados para a 
região, a fim de perseguir o monge e seus 
seguidores. A guerra iniciou com o armamento dos 
soldados contra as ferramentas agrárias dos 
fazendeiros, o que levou à morte de muitas pessoas, 
a maior parte camponeses, inclusive do seu líder, 
que foi morto na BATALHA DE IRANI. 
 
RESULTADO 
Quatro anos de batalhas: milhares de mortos. É assinado o 
acordo de Limites Paraná-Santa Catarina, no Rio de Janeiro. 
Surgem as cidades de Mafra, Joaçaba, Chapecó e de Porto União. 
As terras ficaram definitivamente liberadas para a exploração 
dos coronéis e das multinacionais, e o povo foi excluído das 
mínimas condições de sobrevivência. 
 
CANGAÇO 
O cangaço esteve presente em toda a república velha, foi uma 
onda de banditismo, de crime e de violência que se alastrou 
por quase todo o sertão do Nordeste brasileiro, entre o século 
XVIII e meados do XX. Sua origem encontra-se na exclusão 
social e na marginalização econômica. Foi um fenômeno 
social, caracterizado por atitudes violentas por parte dos 
cangaceiros que promoviam saques a fazendas, atacavam 
comboios e chegavam a sequestrar fazendeiros para 
obtenção de resgates. 
Aqueles que respeitavam e acatavam as ordens dos 
cangaceiros não sofriam; pelo contrário, eram muitas vezes 
ajudados. Essa atitude fez com que os cangaceiros fossem 
respeitados e até mesmo admirados por parte da população da época. 
IMPORTANTE 
 
O mais famoso cangaceiro foi VIRGULINO FERREIRA DA SILVA, 
o LAMPIÃO. 
Seu grupo aterrorizou o nordeste nos primeiros anos do século 
XX. Foram capturados e mortos em 28 de julho de 1938. 
 
WENCESLAU BRÁS (1914–18) 
Mineiro ganha a eleição com apoio de São Paulo. Os estados de São Paulo e Minas 
Gerais reconciliam-se com o TRATADO DE OURO FINO; o pacto fixava a alternância 
de políticos de São Paulo e das Minas Gerais na presidência do país. 
É responsável por colocar fim à guerra do contestado. Em 20 de outubro de 1916, 
os governadores de SC e PR assinaram, no Palácio do Catete, um acordo que fixava 
as divisas entre aqueles estados. 
 
Figura://www.grnews.com.br/10072016/grnews/ha-100-anos-o-fim-da-sangrenta-guerra-do-contestado 
Figura://sites.google.com/site/logisticadeaviacao/ 
Figura://franciscomartinsescritor.blogspot.com/2015/07/77-anos-da-
morte-de-lampiao.html 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Venceslau_Br%C3%
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OS 3 G´S DE WENCESLAU BRÁS 
GRANDE GUERRA – GRIPE ESPANHOLA – GREVE OPERÁRIA 
A GRANDE GUERRA 
Wenceslau Brás adotou uma austera política financeira para 
enfrentar a redução das exportações ocorridas com a Primeira 
Guerra Mundial. A INDÚSTRIA DE SUBSTITUIÇÃO leva o Brasil 
ao SEGUNDO SURTO INDUSTRIAL, pois, com a Primeira Guerra 
Mundial, os países industrializados dirigiram suas produções 
para a indústria bélica, por isso, tivemos que produzir aqui o 
que não era mais fornecido por esses países. 
No entanto, no mês 
de abril de 1917, 
forças alemãs 
abateram o navio 
Paraná nas proximidades do Canal da Mancha, e, seis meses 
mais tarde, outra embarcação brasileira, o encouraçado 
Macau, foi atacado por alemães. Indignados, populares 
exigiram uma resposta contundente das autoridades 
brasileiras. Essa ação contra navios mercantes brasileiros levou 
à ruptura com o Império Alemão e a declaração de guerra, em 
outubro de 1917. 
 
IMPORTANTE-ATENÇÃO 
Entre outras ações, o Brasil enviou alguns pilotos da 
Força Aérea, navios militares e apoio médico. 
Incumbidos de proteger o Atlântico de ataques de 
submarinos alemães, sete embarcações foram usadas. 
A pequena tripulação desses navios foi vítima da 
epidemia de gripe espanhola que assolou a Europa 
nesse período. 
 
GRIPE ESPANHOLA 
Acredita-se que a gripe espanhola tenha chegado a Recife 
por meio do retorno de marinheiros que prestaram serviço 
militar em Dacar. Mais de 1.500 pessoas morreram de Gripe 
Espanhola em seus últimos anos como presidente da 
República.O presidente eleito, Rodrigues Alves, doente, não pôde ser 
empossado, para o início de seu segundo mandato, e o vice 
Delfim Moreira assumiu interinamente em seu lugar. 
 
 
GREVE OPERÁRIA 
A industrialização fez surgir no Brasil um novo perfil social: O 
OPERÁRIO FABRIL. No Brasil, o movimento operário surge no 
final do século XIX, mas foi com a industrialização provocada 
pela primeira guerra que o país rapidamente se transformou 
em uma grande força política e, em 1917, pôde ser visto como 
um dos maiores movimentos operários do mundo. Teve início 
na cidade de São Paulo, nas fábricas têxteis, e a adesão foi 
aumentando, passando pelos estados do Rio de Janeiro e Rio 
Figura://blogdomjrodrigues.blogspot.com/2017/10/a-industrializacao-no-brasil-colonial-e.html 
Figura://blogdomjrodrigues.blogspot.com/2017/10/a-industrializacao-no-brasil-colonial-
e.html 
Figura://www.defesanet.com.br/ecos/noticia/17410/Participacao-do-Brasil-na-1%C2%AA-Guerra-
trouxe-ganhos-modestos-e-baque-economico/ 
Figura://medium.com/jornalismo-de-dados/a-epidemia-que-matou-mais-que-a-guerra-
bc3c3cb1df4f 
Figura://movimentosociaisrepvelha.blogspot.com/2015/04/movimento-operario-de-1917.html 
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15 
 
Grande do Sul, pelos servidores públicos e por diversos órgãos. 
Devido à grande presença de imigrantes, sobretudo italianos, a 
ideologia ANARQUISTA marcou o tom 
das reivindicações, que exigiam melhores 
salários e condições de trabalho. Assim, 
em meio a uma manifestação, no dia 9 
de julho, a repressão da polícia acabou 
causando a morte de um anarquista 
espanhol chamado José Martinez. Os 
trabalhadores entraram em greve; mais 
de 80 mil pessoas aderiram ao 
movimento. Algumas das exigências são 
atendidas pelos donos das fábricas para conter a greve, como o aumento de 20% no 
salário. O MOVIMENTO OPERÁRIO SOFREU INFLUÊNCIA ANARQUISTA E 
SOCIALISTA. 
 
DELFIM MOREIRA (1918–19) 
Vice durante as eleições, assumiu a presidência em virtude do falecimento de Rodrigues 
Alves, vítima da Gripe Espanhola, até que fossem convocadas novas eleições. 
Reformou a administração do território do Acre, republicou o Código Civil Brasileiro. 
No seu governo, o Brasil fez-se representar na Conferência de Paz, em Paris, pelo 
senador Epitácio Pessoa, eleito presidente em 13 de maio. Logo após a volta do novo 
presidente do exterior, Delfim Moreira passou-lhe o cargo, voltando à vice-presidência. 
 
EPITÁCIO PESSOA (1919–22) 
O início do seu governo é marcado por uma intensa agitação social. Para combater a 
seca no nordeste, realiza um empréstimo para construir açudes. Isso acaba por 
desagradar os cafeicultores, que exigem a realização de um novo empréstimo para a 
valorização do café (FUNDING LOAN). 
Substituiu ministros militares por civis, o que 
faz crescer a indignação e a oposição dos setores 
militares. Nesse período, o Brasil voltou a 
importar produtos industrializados, ocorrendo o 
abandono da indústria brasileira pelo governo. 
Os novos empréstimos e o abandono da 
indústria levam a um aumento de impostos e 
alta onda inflacionária e com isso o desemprego, 
greves e manifestações. Dessa forma, para reprimir os manifestantes, é 
criada a LEI DE REPRESSÃO AO ANARQUISMO, uma continuação da LEI 
ADOLFO GORDO, que perseguia os estrangeiros anarquistas. 
 
SEMANA DE ARTE DE 1922 
Ocorreu em São Paulo, entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 
1922, no Teatro Municipal da cidade de São Paulo. O 
governador do estado, Washington Luís, apoiou o movimento, 
por meio de RENÉ THIOLLIER, que solicitou patrocínio para 
trazer os artistas do Rio de Janeiro Plínio Salgado e Menotti 
Del Picchia; eram membros de seu partido, o Partido 
Republicano Paulista. 
CADA DIA DA SEMANA, TRABALHOU UM ASPECTO CULTURAL: 
PINTURA, ESCULTURA, POESIA, LITERATURA E MÚSICA. 
 
Figura://imagemerevolucao.wordpress.com/2010/
04/29/grande-greve-e-a-morte-de-jose-i-martinez/ 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Delfim_Mor
eira 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Epit%C3%A1
cio_Pessoa 
Figura://prosalunos.blogspot.com/2008/06/seman
a-de-arte-moderna.html 
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O MODERNISMO 
O evento marcou o início do Modernismo no Brasil, tornou-
se referência cultural do século XX e representou uma 
verdadeira renovação de linguagem, na busca de 
experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o 
passado, pois a arte passou, então, da vanguarda para o 
modernismo. 
ATENÇÃO 
“Marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos 
artísticos, como a poesia, por meio da declamação, que antes 
era só escrita, a música, por meio de concertos, que antes só 
havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas 
e a arte plástica exibida em telas, em esculturas e em maquetes 
de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos.” 
 
PARTICIPANTES 
Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor 
Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti 
Del Picchia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, 
Heitor Villa-Lobos, Tácito de Almeida, Di 
Cavalcanti. Na ocasião, Tarsila do Amaral, 
considerada um dos grandes pilares do 
Modernismo brasileiro, encontrava-se em Paris. 
 
INFLUÊNCIAS 
Mesmo sofrendo influência da arte moderna 
europeia, como o cubismo e o futurismo, o movimento modernista 
brasileiro buscou romper com a 
tradição da arte importada. 
LANÇANDO UMA NOVA ARTE QUE VALORIZASSE TEMAS 
NACIONAIS, REPRESENTANDO UMA NOVA PREOCUPAÇÃO E 
CONSCIENTIZAÇÃO DOS ARTISTAS. 
GRUPOS 
MOVIMENTO PAU BRASIL, liderado por Oswald de Andrade, lança, 
em 1928, o MANIFESTO ANTROPOFÁGICO, com tendências de 
esquerda e buscando transformar influências estrangeiras em temas 
nacionais. 
MOVIMENTO VERDE AMARELO, liderado por Plínio Salgado, 
ultranacionalista e direitista, negando qualquer influência 
estrangeira. 
 
FUNDAÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA 
Fundado em 25 de março de 1922, é o partido mais antigo do país 
ainda em atividade e representa o amadurecimento político de 
vários setores da sociedade brasileira, como a classe média de 
intelectuais e do movimento operário. A REVOLUÇÃO RUSSA, 
OCORRIDA EM 1917, VAI SER O GRANDE IMPULSO PARA A 
FUNDAÇÃO, MAS, DIFERENTE DO CASO RUSSO, O PARTIDO 
COMUNISTA NÃO TINHA UM PROJETO REVOLUCIONÁRIO. Era um 
partido político com o objetivo de agremiar operários e lutar por 
seus direitos. Entre 1922 e 1927, ficou na clandestinidade, pois 
estava impedido de lançar candidatos. 
Figura://www.colegioweb.com.br/pre-modernismo/caracteristicas-do-pre-modernismo.html 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Semana_de_Arte_Moderna 
Figura://educacao.uol.com.br/biografias/heitor-villa-
lobos.htm 
Figura://speglich.blogspot.com/2009/02/semana-de-arte-moderna.html 
Figura://museuvitimasdoscomunistas.com.br/saloes/ver/fundacao-do-partido-
comunista-brasileiro-1922 
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REVOLTA DO FORTE DE COPACABANA 
Foi a primeira revolta tenentista ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, em 5 de 
julho de 1922. 
Para concorrer contra o candidato governista Arthur Bernardes, foi lançada a 
REAÇÃO REPUBLICANA com candidatura de Nilo Peçanha. O evento, 
considerado o estopim para a revolta, teve origem nessa disputa eleitoral de 
1921, isso porque, durante o período, cartas ofensivas ao Exército e ao 
Marechal Hermes da Fonseca, supostamente assinadas pelo candidato Arthur 
Bernardes, tornaram-se públicas. A vitória de Bernardes aumentou as 
discussões e culminaram com o fechamento do Clube Militar e a prisão do 
Marechal Hermes da Fonseca, então, seu presidente, no dia 2 de julho. 
Assim, diversas unidades organizaram-se para realizar um levante no dia 5de 
julho de 1922. 
No entanto, apenas o Forte 
de Copacabana, sob comando do Capitão Euclides da 
Fonseca, e a Escola Militar revoltaram-se. Apesar da 
posição contrária à política “café com leite”, os militares 
de alta patente acabaram por não aderir ao movimento. 
Para tentar uma negociação, o Capitão Euclides da 
Fonseca saiu da fortaleza, mas acabou preso; apenas 17 
militares continuaram e partiram em marcha em 
direção ao Leme; a eles, juntou-se um civil, Otávio 
Correa. O enfrentamento com a tropa matou 16 
revoltosos, restando vivos os tenentes Siqueira Campos 
e Eduardo Gomes. 
 
ARTUR BERNARDES (1922–26) 
Seu governo é marcado pelo movimento tenentista e a guerra civil no Rio 
Grande do Sul entre chimangos e maragatos, e o movimento operário que se 
fortalecia novamente. Tudo isso o levou a decretar o estado de sítio, que 
perdurou durante quase todo seu governo. 
Foi o pioneiro da siderurgia em Minas Gerais e retirou o Brasil da Liga das 
Nações em 1926. 
 
TENENTISMO 
Foi o movimento político-militar e a série de rebeliões dos 
oficiais de baixa e média patente do Exército, no início da 
década de 1920. 
OS MOVIMENTOS TENENTISTAS 
FORAM: A REVOLTA DOS 18 DO 
FORTE DE COPACABANA, EM 1922, 
A REVOLUÇÃO DE 1924, A COMUNA 
DE MANAUS DE 1924 E A COLUNA 
PRESTES. 
 
OBJETIVOS 
Queriam a moralidade política no país e combatiam a corrupção, fim do voto 
de cabresto (sistema de votação baseado em violência e fraudes que só 
beneficiava os coronéis), reforma no sistema educacional público do país e a 
mudança no sistema de voto aberto para secreto. 
 
Figura://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos
20/CrisePolitica 
Figura 1:https://horadopovo.org.br/a-revolucao-de-1922/ 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Artur_Bernardes 
Figura://cursosapientia.wordpress.com/2017/11/17/tenentismo/ 
Figura://lavrapalavra.com/2015/09/17/uma-epopeia-
brasileira-a-coluna-prestes/ 
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ATENÇÃO 
Embora tivessem uma posição conservadora e autoritária, os tenentes defendiam reformas políticas e sociais. Foi 
um movimento confuso e sem um projeto e ideologias definidas, mas, no entanto, era elitista, pois excluía a 
população do processo decisório. 
 
REVOLUÇÃO FEDERALISTA DE 1923 – 
RS 
CHIMANGOS X MARAGATOS 
O motivo estava na reeleição, pela 
quinta vez consecutiva, de BORGES 
DE MEDEIROS (CHIMANGOS), e nas 
urnas, a vitória fraudulenta elegeu 
Borges de Medeiros. Assim, a oposição, liderada por ASSIS BRASIL 
(MARAGATO), tenta impedir a posse iniciando a revolução. DURA CERCA DE 9 MESES E DEIXA UM SALDO 
DE 1.200 MORTOS. O conflito chega ao fim com o TRATADO DE PEDRAS ALTAS, e Borges terminaria seu 
mandato, mas não poderia mais se reeleger. 
 
WASHINGTON LUÍS (1926–30) 
Foi o último presidente da república velha, marcou o fim da política do “café com 
leite” e vai ter Getúlio Vargas como ministro da fazenda. No seu governo, é criada a Lei 
Celerada (1927), que estabelecia a censura à imprensa, proibia reuniões de operários, 
de tenentes e do PCB. “Questão operária é questão de polícia”. 
Construiu estradas para facilitar o escoamento da produção – “GOVERNAR É ABRIR 
ESTRADAS” – e criou a CAIXA DE ESTABILIZAÇÃO, em que buscou estabilizar a 
economia, emitindo papel moeda baseado no lastro em ouro, mas a crise de 29 
inviabilizou a proposta. 
 
A quebra da Bolsa de Nova York leva o governo a abandonar a política de 
apoio aos cafeicultores, gerando oposição de certos grupos de SP ao governo. 
A consequência direta foi o rompimento da política do “CAFÉ COM LEITE”, 
apoiando um novo candidato paulista. Washington Luís indica mais uma vez 
um candidato paulista: JÚLIO PRESTES. O objetivo era apoiar um presidente 
que continuaria com a política de recuperação financeira adota por ele. Os 
mineiros buscam apoio dos gaúchos e criam a 
ALIANÇA LIBERAL. 
Tem GETÚLIO VARGAS como candidato à 
presidência e JOÃO PESSOA como vice. 
ALIANÇA LIBERAL 
 ANTÔNIO CARLOS DE ANDRADA – MG; 
 GETÚLIO VARGAS – RS; 
 JOÃO PESSOA – PB. 
 
ELEIÇÕES DE 1930 
As eleições de 1930 deram a vitória ao paulista Júlio 
Prestes, que derrotou Getúlio Vargas da Aliança Liberal. Os políticos mais 
jovens, como Osvaldo Aranha, Francisco Campos e Getúlio Vargas, não 
aceitaram o resultado das urnas, e os tenentes falavam em pegar em armas e 
derrubar o presidente eleito quando ele assumisse. 
O REVÉS 
A situação mudaria de figura no dia 27 de Julho de 1930, quando João Pessoa 
foi assassinado em Recife. Vargas e os líderes da Aliança Liberal acusam o 
governo como responsável pela morte de João Pessoa. Milhares de pessoas 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Borges_
de_Medeiros 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_F
rancisco_de_Assis_Brasil 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Washington_L
u%C3%ADs 
Figura://www2.jornalcruzeiro.com.br/materia/410281/julio-
prestes-eleito-presidente-da-republica-nao-assumiu-o-cargo 
Figura://seuhistory.com/hoje-na-historia/presidente-
getulio-vargas-renuncia-e-da-fim-ao-estado-novo 
Figura://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Pessoa_Cavalc
anti_de_Albuquerque 
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saem às ruas, em todo país, protestando contra a situação e todos os ódios 
reprimidos. 
Antônio Carlos, governador de Minas Gerais, conclama as elites para conter a 
revolução: 
“VARGAS, FAÇAMOS A REVOLUÇÃO, 
ANTES QUE O POVO A FAÇA”. 
As forças aliancistas articulam-se, 
contando com o apoio dos tenentes. Em 
início de outubro, as tropas começam a se 
movimentar em MINAS GERAIS e RIO 
GRANDE DO SUL, e, em seguida, há a adesão 
de outros estados. Já São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Bahia 
ainda apoiavam o governo. 
 ASSIM, PARA EVITAR UM CONFRONTO ENTRE AS TROPAS, O 
ALTO COMANDO DO EXÉRCITO NO RIO DE JANEIRO, EM 24 DE 
OUTUBRO DE 1930, DEPÕE O PRESIDENTE WASHINGTON LUÍS E 
IMPEDE QUE JÚLIO PRESTES ASSUMA O GOVERNO. 
A revolução foi vitoriosa, 
evitando uma guerra civil e, 
em seguida, é criada uma junta 
provisória. A junta tentou se 
manter, mas diante das 
manifestações populares e da 
pressão política dos gaúchos, 
Getúlio Vargas chega ao poder. 
Em 3 de Novembro de 1930, toma posse e, assim, nascia o governo 
provisório, que contava com o apoio das forças armadas e de amplos 
setores da sociedade. 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
ARRUDA, José Jobson de; PILETTI, Nelson. Toda a História: História geral e história do Brasil. 6.ed. São 
Paulo: Ática, 1996. 
COTRIM, Gilberto. História Global Brasil e Geral. 8.ed. São Paulo: Saraiva, 2005. 
JÚNIOR, Alfredo Boulos. 360° História sociedade & cidadania. Volume 1, 2.ed. São Paulo: Ftd, 2015. 
JÚNIOR, Alfredo Boulos. 360° História sociedade & cidadania. Volume 2, 2.ed. São Paulo: Ftd, 2015. 
JÚNIOR, Alfredo Boulos. 360° História sociedade & cidadania. Volume 3, 2.ed. São Paulo: Ftd, 2015. 
WRIGHT, Edmund; LAW, Jonathan. Dicionário de História do Mundo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013. 
 
QUESTÕES 
1-(ENEM/2010) O artigo 402 do Código penal Brasileiro de 1890 dizia: Fazer nas ruas e praças públicas 
exercícios de agilidade e destreza corporal, conhecidos pela denominação de capoeiragem: andar em 
correrias, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, provocando tumulto ou 
desordens. 
Pena: Prisão de dois a seis meses. 
SOARES, C. E. L. A Negregada instituição: os capoeiras 
no Rio de Janeiro: 1850-1890. Rio de Janeiro: Secretaria 
Municipal de Cultura, 1994 (adaptado). 
Figura://ihgmg.org.br/sme/conteudoinstitucional
/menuesquerdo/ 
Figura://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/FatosImagens/Revolucao1930 
Figura://www.infoescola.com/historia-do-brasil/revolucao-de-1930/ 
Figura://www.todamateria.com.br/revolucao-de-1930/ 
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O artigo do primeiro Código Penal Republicano naturaliza medidas socialmente excludentes. Nesse 
contexto, tal regulamento expressava 
 
a)a manutenção de parte da legislação do Império com vistas ao controle da criminalidade urbana. 
b)a defesa do retorno do cativeiro e escravidão pelos primeiros governos do período republicano. 
c)o caráter disciplinador de uma sociedade industrializada, desejosa de um equilíbrio entre progresso e 
civilização. 
d)a criminalização de práticas culturais e a persistência de valores que vinculavam certos grupos ao passado 
de escravidão. 
e)o poder do regime escravista, que mantinha os negros como categoria social inferior, discriminada e 
segregada. 
 
2-(ENEM/2011) Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem 
revistas, nas quais se limita a ver as figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o 
patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o "coronel" e pelo "coronel". Aí estão os votos 
de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural. 
LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adaptado). 
O coronelismo, fenômeno político da Primeira República (1889-1930), tinha como uma de suas principais 
características o controle do voto, o que limitava, portanto, o exercício da cidadania. Nesse período, esta 
prática estava vinculada a uma estrutura social 
 
a)igualitária, com um nível satisfatório de distribuição da renda. 
b)estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes. 
c)tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica. 
d)ditatorial, perturbada por um constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia. 
e)agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e regional. 
 
3- Até que ponto, a partir de posturas e interesses diversos, as oligarquias paulista e mineira dominaram a 
cena política nacional na Primeira República? A união de ambas foi um traço fundamental, mas que não 
conta toda a história do período. A união foi feita com a preponderância de uma ou de outra das duas 
frações. Com o tempo, surgiram as discussões e um grande desacerto final. 
Para a caracterização do processo político durante a Primeira República, utiliza-se com frequência a 
expressão Política do Café com Leite. No entanto, os textos apresentam a seguinte ressalva a sua utilização: 
a)A riqueza gerada pelo café dava à oligarquia paulista a prerrogativa de indicar os candidatos à 
presidência, sem necessidade de alianças. 
b)As divisões políticas internas de cada estado da federação invalidavam o uso do conceito de aliança entre 
estados para este período. 
c)As disputas políticas do período contradiziam a suposta estabilidade da aliança entre mineiros e paulistas. 
d)A centralização do poder no executivo federal impedia a formação de uma aliança duradoura entre as 
oligarquias. 
e)A diversificação da produção e a preocupação com o mercado interno unificavam os interesses das 
oligarquias. 
4-(ENEM/2011) 
 
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21 
 
 A imagem representa as manifestações nas ruas da cidade do Rio de Janeiro, na primeira década do século 
XX, que integraram a Revolta da Vacina. Considerando o contexto político-social da época, essa revolta 
revela 
a)a insatisfação da população com os benefícios de uma modernização urbana autoritária. 
b)a consciência da população pobre sobre a necessidade de vacinação para a erradicação das epidemias. 
c)a garantia do processo democrático instaurado com a República, através da defesa da liberdade de 
expressão da população. 
d)o planejamento do governo republicano na área de saúde, que abrangia a população em geral. 
e)o apoio ao governo republicano pela atitude de vacinar toda a população em vez de privilegiar a elite. 
 
5-(ENEM/2013) Nos estados, entretanto, se instalavam as oligarquias, de cujo perigo já nos advertia Saint-
Hilaire, e sob o disfarce do que se chamou “a política dos governadores”. Em círculos concêntricos esse 
sistema vem cumular no próprio poder central que é o sol do nosso sistema. 
PRADO, P. Retrato do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972. 
A crítica presente no texto remete ao acordo que fundamentou o regime republicano brasileiro durante as 
três primeiras décadas do século XX e fortaleceu o(a) 
a)poder militar, enquanto fiador da ordem econômica. 
b)presidencialismo, como o objetivo de limitar o poder dos coronéis. 
c)domínio de grupos regionais sobre a ordem federativa. 
d)intervenção nos estados, autorizada pelas normas constitucionais. 
e)isonomia do governo federal no tratamento das disputas locais. 
 
6-(ENEM/2013) No final do século XIX, as Grandes Sociedades carnavalescas alcançaram ampla 
popularidade entre os foliões cariocas. Tais sociedades cultivavam um pretensioso objetivo em relação à 
comemoração carnavalesca em si mesma: com seus desfiles de carros enfeitados pelas principais ruas da 
cidade, pretendiam abolir o entrudo (brincadeira que consistia em jogar água 
nos foliões) e outras práticas difundidas entre a população desde os tempos coloniais, substituindo-os por 
formas de diversão que consideravam mais civilizadas, inspiradas nos carnavais de Veneza. Contudo, 
ninguém parecia disposto a abrir mão de suas diversões para assistir ao carnaval das sociedades. O 
entrudo, na visão dos seus animados praticantes, poderia coexistir perfeitamente com os desfiles. 
PEREIRA, C.S. Os senhores da alegria: a presença das mulheres nas Grandes 
Sociedades carnavalescas cariocas em fins do século XIX. In: CUNHA, M.C.P. 
Carnavais e outras festas: ensaios de história social da cultura. Campinas: Unicamp; Cecult, 2002 
(adaptado). 
Manifestações culturais como o carnaval também têm sua própria história, sendo constantemente 
reinventadas ao longo do tempo. A atuação das Grandes Sociedades, descrita no texto, mostra que o 
carnaval representava um momento em que as 
 
a)distinções sociais eram deixadas de lado em nome da celebração 
b)aspirações cosmopolitas da elite impediam a realização da festa fora dos clubes. 
c)liberdades individuais eram extintas pelas regras das autoridades públicas. 
d)tradições populares se transformavam em matéria de disputas sociais. 
e)perseguições policiais tinham caráter xenófobo por repudiarem tradições estrangeiras 
 
7- UNISC 2016/2 - “A Primeira República, em seus 41 anos de existência, não fez jus às promessas da 
propaganda de promover a ampliação da participação política, o autogoverno do povo[...]. A ausência de 
povo, eis o pecado original da República. Esse pecado deixou marcas profundas na vida política do país. 
Quando, em meio à crise de nossos dias, assistimos ao aumento da descrença nos partidos, no Congresso, 
nos políticos, de que se trata se não da incapacidade que demonstra até hoje a República de produzir um 
governo representativo de seus cidadãos?” 
José Mutilo de Carvalho, O pecado original da República. Disponível em: 
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/ o-pecado-original-da-republica. Acesso em 27/04/2016. 
Considerando o excerto acima e os seus conhecimentos a respeito da Primeira República no Brasil, avalie as 
afirmativas abaixo. 
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I – Nascida através de um amplo movimento popular que desejou o fim da monarquia, a República 
brasileira conseguiu ampliar a cidadania a partir da criação de novos partidos e de uma nova Constituição, 
em 1891. 
II – O coronelismo, a política dos governadores e a política do café com leite foram três importantes 
elementos de sustentação do modelo de República Oligárquicainstaurada no Brasil no século XIX. 
III – Na Primeira República, a Política dos Governadores configurou-se como um arranjo através do qual o 
presidente da república estabelecia um compromisso recíproco com os governadores. Esse compromisso 
tinha como base o pressuposto da não interferência do governo federal em assuntos da política dos 
estados, desde que estes garantissem os resultados eleitorais que fossem compatíveis com as políticas e 
interesses das oligarquias que se revezavam na presidência. 
IV – O mandonismo, a autonomia estadual e ampla e irrestrita cidadania foram as principais características 
da Primeira República, também conhecida como “República Velha”. Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas. 
b) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas. 
c) Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
d) Somente as afirmativas I e IV estão corretas. 
e) Todas as afirmativas estão corretas. 
 
8- (ENEM 2016) - O coronelismo era fruto de alteração na relação de forças entre os proprietários rurais e o 
governo, e significava o fortalecimento do poder do Estado antes que o predomínio do coronel. Nessa 
concepção, o coronelismo é, então, um sistema político nacional, com base em barganhas entre o governo 
e os coronéis. O coronel tem o controle dos cargos públicos, desde o delegado de polícia ate a professora 
primária. O coronel hipoteca seu apoio ao governo, sobretudo na forma de voto. CARVALHO, J. M. Pontos e 
bordados: escritos de história política. Belo Horizonte: Editora UFMG. 1998 (adaptado). No contexto da 
Primeira República no Brasil, as relações políticas descritas baseavam-se na 
a) coação das milícias locais. 
b) estagnação da dinâmica urbana. 
c) valorização do proselitismo partidário. 
d) disseminação de práticas clientelistas. 
e) centralização de decisões administrativas. 
 
9- IFB - 2017 - Sobre a presença do Estado nas relações entre capital e trabalho na Primeira República 
brasileira, é CORRETO afirmar que: 
a) as associações particulares (irmandades religiosas e de auxílio mútuo, por exemplo) tinham pouca 
atuação na assistência social da população. 
b) a Constituição republicana (1891) confirmou a obrigação, estabelecida pela constituição de 1824, de o 
Estado oferecer educação primária para a população. 
c) a Constituição republicana (1891) afirmava a intervenção do governo federal na regulamentação do 
trabalho. 
d) a presença do Estado nas relações entre patrões e empregados se dava por meio da ingerência policial. 
e) na Primeira República firmaram-se tímidas medidas favoráveis aos direitos sociais da população, 
medidas essas que se estenderam igualmente aos trabalhadores urbanos e rurais. 
 
10- (Enem 2010) As secas e o apelo econômico da borracha — produto que no final do século XIX alcançava 
preços altos nos mercados internacionais — motivaram a movimentação de massas humanas oriundas do 
Nordeste do Brasil para o Acre. Entretanto, até o início do século XX, essa região pertencia à Bolívia, 
embora a maioria da sua população fosse brasileira e não obedecesse à autoridade boliviana. 
Para reagir à presença de brasileiros, o governo de La Paz negociou o arrendamento da região a uma 
entidade internacional, o Bolivian Syndicate, iniciando violentas disputas dos dois lados da fronteira. O 
conflito só terminou em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, pelo qual o Brasil comprou o 
território por 2 milhões de libras esterlinas. 
Disponível em: www.mre.gov.br. 
Acesso em: 03 nov. 2008 (adaptado) 
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Compreendendo o contexto em que ocorreram os fatos apresentados, o Acre tornou-se parte do território 
nacional brasileiro 
 
a) pela formalização do Tratado de Petrópolis, que indenizava o Brasil pela sua anexação. 
b) por meio do auxílio do Bolivian Syndicate aos emigrantes brasileiros na região. 
c) devido à crescente emigração de brasileiros que exploravam os seringais. 
d) em função da presença de inúmeros imigrantes estrangeiros na região. 
e) pela indenização que os emigrantes brasileiros pagaram à Bolívia. 
 
11- (Enem 2ª aplicação 2010) O mestre-sala dos mares 
Há muito tempo nas águas da Guanabara 
O dragão do mar reapareceu 
Na figura de um bravo marinheiro 
A quem a história não esqueceu 
Conhecido como o almirante negro 
Tinha a dignidade de um mestre-sala 
E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas 
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas 
Jovens polacas e por batalhões de mulatas 
Rubras cascatas jorravam nas costas 
dos negros pelas pontas das chibatas… 
BLANC, A.; BOSCO, J. O mestre-sala dos mares. Disponível em: www.usinadeletras.com.br. Acesso em: 19 
jan. 2009. 
Na história brasileira, a chamada Revolta da Chibata, liderada por João Cândido, e descrita na música, foi 
 
a) a rebelião de escravos contra os castigos físicos, ocorrida na Bahia, em 1848, e repetida no Rio de 
Janeiro. 
b) a revolta, no porto de Salvador, em 1860, de marinheiros dos navios que faziam o tráfico negreiro. 
c) o protesto, ocorrido no Exército, em 1865, contra o castigo de chibatadas em soldados desertores na 
Guerra do Paraguai. 
d) a rebelião dos marinheiros, negros e mulatos, em 1910, contra os castigos e as condições de trabalho na 
Marinha de Guerra. 
e) o protesto popular contra o aumento do custo de vida no Rio de Janeiro, em 1917, dissolvido, a 
chibatadas, pela polícia. 
 
12- (IFBA 2018) Entre os anos de 1917 e 1919, trabalhadores urbanos de algumas cidades do Brasil 
proclamaram greves gerais, paralisando boa parte dos trabalhos urbanos. Esses eventos ficaram 
conhecidos como greves gerais de 1917. Sobre as greves gerais do início da República, podemos dizer que 
foi: 
a) Uma reação contra a desregulamentação do trabalho no pós-escravidão. 
b) A tentativa de partidos políticos, infiltrados entre os trabalhadores e sindicatos, fazerem uma revolução 
social. 
c) Uma luta de influência anarcossindicalistas que, através de bandeiras econômicas e corporativas, 
evidenciou os limites da resolução das “questões sociais” no Brasil, tornando a greve uma insurreição mais 
do que econômica, corporativa. 
d) Um ato de solidariedade à Revolução Russa. 
e) Uma luta de imigrantes italianos, que trouxeram o anarquismo para o Brasil no pós 1ª guerra mundial, 
pela cidadania brasileira. 
 
13- (Unesp 2018) Entre as manifestações místicas presentes no Nordeste brasileiro no final do Império e 
nas primeiras décadas da República, identificam-se 
a) as pregações do Padre Ibiapina, relacionadas à defesa do protestantismo calvinista, e a literatura de 
cordel, que cantava os mitos e as lendas da região. 
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b) o cangaço, que realizava saques a armazéns para roubar alimentos e distribuí-los aos famintos, e o 
coronelismo, com suas práticas assistencialistas. 
c) a liderança do Padre Cícero, vinculada à dinâmica política tradicional da região, e o movimento de 
Canudos, com características de contestação social. 
d) a peregrinação de multidões a Juazeiro do Norte, para pedir graças aos padres milagreiros, e a liderança 
messiânica do fazendeiro pernambucano Delmiro Gouveia. 
e) a ação catequizadora de padres e bispos ligados à Igreja católica e a atuação do líder José Maria, que 
comandou a resistência na região do Contestado. 
 
14-(Uece 2018) Atente ao seguinte enunciado: “Há 120 anos, em 5 de outubro de 1897, a quarta expedição 
militar enviada por órgãos do Estado conseguiu, enfim, destruir a comunidade. Ao final de tudo, apenas 
quatro pessoas a defendiam. Quando foi incendiada pelo exército, este registrou que a comunidade 
contava com 5.200 casebres. Aqueles que, depois da morte de seu líder, dias

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