APOSTILA DE DIREITO ECONOMICO
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APOSTILA DE DIREITO ECONOMICO

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DIREITO ECONO MICO 
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1) A RELEVANCIA DO ESTUDO DA ECONOMIA PARA O DIREITO 
 
\uf0b7 Economia \u2013 A economia é o estudo de como a sociedade administra seus recursos 
escassos. 
\uf0b7 Agente econômico \u2013 É o sujeito que produz e consome bens. O bem será 
caracterizado como econômico apenas se possuir certo grau de escassez e resultar 
de ato de produção, pois somente nesses casos é que o bem terá a potencialidade 
de gerar conflitos na sociedade. 
\uf0b7 Intersecção \u2013 Trata-se da intersecção da economia com o direito. É o direito que 
disponibiliza seus instrumentos para que seja possível se alcançar o determinado 
objetivo econômico. 
1.1 CONCEITO DE DIREITO ECONOMICO 
 
O direito econômico é o direito das politicas públicas na economia. É o conjunto de 
normas e institutos jurídicos que permitem ao Estado exercer influência, orientar, direcionar, 
estimular, proibir ou reprimir comportamentos dos agentes econômicos num dado país ou 
conjunto de países. 
Observação: Política econômica trata-se dos objetivos econômicos, das metas de 
governo em relação à economia. 
1.2 DIREITO ECONOMICO COMO DISCIPLINA JURIDICA 
 
O direito econômico se relaciona com as diversas disciplinas do direito, dentre as quais 
podemos citar: 
\uf0b7 Direito Comercial X Direito Econômico \u2013 O direito comercial aparelha ou 
instrumentaliza os empresários e aqueles que com eles negociem para os atos 
rotineiros da vida capitalista. Exemplo: Regas para a constituição da empresa, 
regras para circulação de títulos de crédito etc. Já o direito econômico regula os 
fluxos econômicos, afetando direta e indiretamente as práticas comerciais, sendo 
portanto, anterior ao direito comercial. Exemplo: Se houver mais dinheiro na 
economia é possível se constituir uma empresa e isso é impulsionado pelo direito 
econômico, ou seja, o direito econômico leva ao direito empresarial. 
2) PANORAMA DA RELAÇÃO ENTRE ESTADO E ECONOMIA 
2.1 EVOLUÇÃO DOS MODELOS ECONÔMICOS 
 
 
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\uf0b7 Surgimento do urbanismo econômico; 
\uf0fc Séc. XVIII \u2013 Teoria do liberalismo econômico adotada por Adam Smith. 
Para esta teoria o Estado não é ator participante da ordem econômica. 
Para ela, o mercado caminha sozinho, o mercado funciona sem a 
intervenção do Estado. O Estado, atuando no mercado, só teria a 
capacidade de atrapalhar o bom funcionamento deste. Nesta teoria o 
mercado se desenvolve sozinho, como se houvesse uma mão invisível, 
não havendo, portanto, uma intervenção do Estado. 
\uf0fc Adam Smith. 
\uf0b7 A \u201cfalência\u201d do liberalismo e inicio do Estado intervencionista 
\uf0fc Crise de 1929 \u2013 No caminhar autônomo do mercado, começou a existir 
muito mais oferta do que demanda, ou seja, tinha muito mais gente para 
trabalhar do que pessoas para consumir. Neste momento, a mão de obra 
virou barata e o preço dos produtos ficou abaixo da sua produção. Isso 
gerou uma grande crise na economia e observou-se que o mercado não 
caminhava tão bem sozinho, era preciso algo para corrigir a distorção do 
mercado. É neste instante, a partir da crise de 1929, que há a falência do 
liberalismo e surge a necessidade de um Estado intervencionista. 
\uf0fc Keynes \u2013 Keynes, com sua teoria intervencionista, diz que o Estado é 
sujeito ativo nas relações econômicas. Para ele, o Estado tinha de ser 
ator fundamental do setor econômico. No entanto, para isso era preciso 
gastos por parte do Estado. A partir de 1950 foi possível observar um 
Estado cada vez mais intervencionista, se tornando dono praticamente 
de todas as grandes indústrias. Mas isso causava um aumento muito 
grande nas maquinas administrativas, e consequentemente, os países 
começaram a quebrar, ruindo o sistema intervencionista. 
\uf0b7 O fracasso do Estado intervencionista 
\uf0fc Aumento de gastos públicos \u2013 O aumento de gastos públicos e da 
maquina administrativa gerou uma quebra financeira dos países. 
\uf0fc \u201cQuebra\u201d 
\uf0b7 Reformas neoliberais \u2013 Na Inglaterra fora produzida uma nova técnica de 
liberalismo econômico onde o governo começou a privatizar as empresas 
públicas. No entanto, esse novo liberalismo trouxe uma nova característica para o 
mercado, um fenômeno que torna os mercados abertos, qual seja: 
\uf0fc Globalização 
\uf0b7 Crise do neoliberalismo 
\uf0fc Séc. XXI 
\uf0fc Crise de 2008 \u2013 Em razão do neoliberalismo econômico, houve a quebra 
do sistema hipotecário, pois o Estado deveria se abster das relações de 
mercado, sob o argumento de que o mercado deveria caminhar sozinho. 
Essa quebra da economia norte americana fora gerada pela emissão de 
títulos falsos, pela falsificação das demonstrações financeiras. A partir 
disso, o Estado passa a seguir o papel de agente fiscalizador. Atualmente 
temos um modelo misto, visto que o Estado continua atuando em alguns 
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setores específicos, continua estimulando algumas atividades específicas, 
mas o grande caminhar da economia atual é a regulação. 
o Fatos descriminantes dos modelos econômicos \u2013 O fator que distingue 
os modelos econômicos é a participação dos Estados na economia. 
3) POLÍTICA ECONÔMICA 
 
O Estado interveem na economia devido aos seguintes fatores: 
3.1 FALHAS DE MERCADO 
 
Este sistema motiva, entre outros fatores, a intervenção do Estado na área econômica. 
O sistema de falhas de mercado gera a necessidade do agente público intervir para precaver 
malefícios quanto a atividade econômica prestada. Portanto, um dos motivos do Estado 
intervir nas relações econômicas é devido às falhas de mercado, tomando providencias no 
intuito de evitar prejuízos para a população. 
3.2 CRESCIMENTO ECONÔMICO E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA 
 
É através do crescimento econômico e da distribuição de renda que é possível se 
alcançar a dignidade da pessoa humana. Portanto, o Estado tem que intervir na economia para 
estimular o crescimento econômico e a distribuição de renda. Exemplo: Renan resolve abrir 
uma fábrica de mochilas em SP. Sendo assim, o Estado cria estímulos para o crescimento 
econômico em regiões de menor movimentação econômica, cedendo benefícios fiscais, e 
consequentemente garantindo o crescimento econômico e a distribuição de renda na região 
mais carente, como na Amazônia, por exemplo. 
3.3 RAZÕES PARA O ESTADO INTERVIR NA ECONOMIA 
 
 É por essas razoes que o direito econômico interveem nas relações do mercado, 
através do Estado, estimulando a concorrência entre os agentes privados, e em alguns casos 
concorre com os agentes privados. 
3.4 O DIREITO ECONÔMICO NO BRASIL ATUAL 
 
\uf0b7 Regulação pela concorrência - Para que o Brasil adotasse a política econômica da 
concorrência foram necessários os seguintes fatores: 
\uf0d8 Elementos Necessários: 
\uf0fc Permissão de recursos privados em serviços públicos. 
\uf0fc Liberação do capital estrangeiro 
\uf0fc Reformas Constitucionais \u2013 EC 5/95, EC 6/95, 
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\uf0fc Política de desestatização \u2013 O estado deixa de prestar determinados 
serviços públicos, sendo passado o serviço para a iniciativa privada. 
\uf0fc Agências reguladoras \u2013 Quando o Estado abre mão de realizar uma 
atividade de interesse da sociedade não pode abrir mão de acompanhar 
esse serviço realizado, por isso faz-se necessário a criação de agencias 
reguladores, capacitadas para criar regras de funcionamento qualitativa 
desses serviços, fiscalizando se essas regras estão sendo cumpridas e se 
os serviços estão sendo prestados com qualidade. 
\uf0fc Extinção da política de controle inflacionário por meio da administração 
de preços. \u2013 No final dos anos 80, existia tabelamento de preços, 
congelamento de preços. O mecanismo adotado por essa política tinha 
como objetivo o controle do aumento da inflação, mas isso foi deixado de 
lado, pois chegou-se a conclusão
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