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Licenciamento ambiental
A compreensão e o entendimento da preservação do meio ambiente por meio do licenciamento ambiental
e das licenças ambientais.
Profa. Rosangela Amado / Profa. Vânia Valéria Ferreira
1. Itens iniciais
Propósito
Conhecer sobre o licenciamento ambiental utilizado no Brasil e os seus objetivos de controle e
acompanhamento de atividades que utilizem recursos naturais, assim como as organizações detentoras de
licenças ambientais, as quais possuem reconhecimento público de que suas atividades são realizadas com a
perspectiva de promover a qualidade ambiental e a sustentabilidade.
Preparação
Antes de iniciar o conteúdo, tenha em mãos papel, caneta e seu smartphone para realização das tarefas em
aula.
Objetivos
Descrever as origens e os objetivos do licenciamento ambiental;
Listar a elegibilidade e a aplicabilidade do licenciamento ambiental;
Definir o sistema de licenciamento ambiental brasileiro.
Introdução
Bem-vindo ao estudo do licenciamento ambiental. Para
iniciar os estudos assista ao vídeo a seguir.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
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1. Origens do licenciamento ambiental
Considerações iniciais
Vamos conhecer, no vídeo a seguir, as origens e os
objetivos do licenciamento ambiental.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Importante instrumento da preservação ambiental, o
licenciamento é uma exigência legal a que estão
sujeitos todos os empreendimentos ou as atividades
que empregam recursos naturais ou que possam
causar algum tipo de poluição ou de degradação ao
meio ambiente.
Curiosidade
As bases legais do licenciamento ambiental estão traçadas, principalmente, na Política Nacional do Meio
Ambiente, e a responsabilidade pela concessão das licenças fica a cargo dos órgãos de fiscalização
ambiental, conjuntamente com o Ministério Público. 
Mitigar danos ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, garantir o desenvolvimento social e econômico do país
são alguns dos objetivos do licenciamento ambiental.
Origens e objetivos do licenciamento ambiental
Ao longo de muitos anos, o crescente
desenvolvimento econômico, oriundo da
Revolução Industrial, colocou-se como um
grande empecilho para que os problemas
ambientais fossem considerados de forma
realmente séria.
A poluição e os impactos ambientais causados pelo
desenvolvimento desenfreado eram, naquela ocasião,
totalmente visíveis; porém, os benefícios trazidos pelo
progresso faziam com que esses problemas fossem
justificados como um mal necessário para o
desenvolvimento.
Curiosidade
Poluir significa sujar, macular, manchar (derivado do latim polluere e pollutus). Assim, o ato ou o efeito de
poluir é designado poluição. O termo poluição refere-se à degradação do ambiente e está ligado à ideia
de contaminação. 
Conheça a definição do termo poluição apresentada por Scarlato e Pontin.
O termo poluição é usado quando o ritmo vital e natural em uma área ou mais da biosfera é quebrado,
afetando a qualidade ambiental, podendo oferecer riscos ao homem e ao meio, dependendo da
concentração e propriedades das substâncias, como a toxicidade, e da característica do ambiente
quanto à capacidade de dispersar os poluentes, levando-se em conta não só as consequências
imediatas, mas também as de longo prazo, tanto no ambiente como no organismo humano.
Scarlato; Pontin, 2006, p. 10-11.
A poluição pode ocorrer de diferentes formas, apresentadas a seguir:
Poluição
hídrica
É caracterizada pela introdução de qualquer agente que altere as
propriedades físico-químicas de determinado corpo de água.
Poluição do
solo
É aquela na qual ocorre poluição ou contaminação generalizada do solo,
prejudicando as atividades econômicas, assim como o ambiente localizado
ao seu redor.
Poluição
atmosférica
Envolve a poluição do ar em geral, sendo causada, principalmente, pela
emissão de poluentes tóxicos. O principal agente causador desse tipo de
poluição é a queima de combustíveis fósseis, tais como o petróleo e seus
derivados, além do carvão mineral.
Poluição
sonora
Comum em ambientes urbanos ou com grande aglomeração de pessoas.
Gera um excessivo barulho, ocorrendo principalmente no trânsito, com
equipamentos de construção, entre outros.
Poluição
visual
É causada pelo excesso de publicidades em cartazes, outdoors, placas etc.
espalhados nos ambientes urbanos, caracterizando uma grande
concentração de estímulos visuais.
Poluição
térmica
Ocorre com o aumento ou com a diminuição da temperatura do meio de
suporte de algum ecossistema, como um rio, afetando a fauna e a flora ali
presentes.
Poluição
luminosa
Consiste no excesso de luz artificial emitida pelos centros urbanos, como
iluminação pública, anúncios publicitários luminosos, sinalizações.
Poluição
radioativa
Proveniente da radiação, ou seja, do efeito químico de resíduos da energia
nuclear ou atômica. Na maioria das vezes, a poluição radioativa resulta do
lixo gerado nas usinas nucleares.
Atenção
As diferentes formas de poluição podem gerar grandes impactos negativos nos diferentes ecossistemas
do planeta. Assim, é fundamental a utilização de medidas que possam minimizar e, sempre que possível,
evitar a sua ocorrência. 
Você sabe o que significa impacto ambiental?
O art. 1º da Resolução CONAMA nº 001 considera impacto ambiental qualquer alteração das propriedades
físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante
das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam:
 
A saúde, a segurança e o bem-estar da população.
As atividades sociais e econômicas.
A biota.
As condições estéticas e sanitárias do meio ambiente.
A qualidade dos recursos ambientais.
No Brasil, são realizadas diversas atividades
causadoras de impactos ambientais. Na
verdade, o problema teve início já na época da
colonização, quando os portugueses iniciaram
o desmatamento para extração do pau-brasil. O
fato é que as agressões do ser humano ao meio
ambiente ficaram mais intensas depois da
Revolução Industrial; período caracterizado
pelo desenvolvimento tecnológico iniciado na
Europa e que, posteriormente, espalhou-se pelo
mundo. Com a urbanização e a industrialização,
as atividades causadoras dos impactos
ambientais cresceram substancialmente.
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As principais consequências dos impactos ambientais são: 
Alterações climáticas.
Extinção de espécies e hábitats.
Desaparecimento de rios.
Poluição atmosférica.
Entre outras. 
Um bom exemplo de impacto ambiental, no Brasil, está
relacionado à má gestão de resíduos sólidos, muitas vezes depositados em espaços a céu aberto, chamados 
lixões.
Os resíduos sólidos mal geridos causam poluição visual, poluição do solo, do ar e do lençol freático.
Além disso, prejudicam a saúde da população.
A Lei nº 12.305/2010 estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que dá ênfase às
responsabilidades das empresas pela correta gestão dos resíduos. Essa lei tem como principal característica a
conhecida logística reversa, que consiste, basicamente, na devolução dos produtos para os seus respectivos
fabricantes, a fim de que estes possam fazer a correta destinação final. Em geral, para aterros sanitários ou
até mesmo reintroduzi-los em novos ciclos de produção.
 
Outro problema que pode aqui ser mencionado é a questão do saneamento básico. De forma simplificada,
entende-se como saneamento o conjunto de medidas que têm por objetivo preservar ou modificar as
condições ambientais, para que, com isso, seja possível prevenir doenças, promovendo a saúde e melhorando
a qualidade de vida da população, bem como a produtividade do indivíduo.
Saiba mais
No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição Federal, sendo definido pela
Lei nº 11.445/2007 como o conjunto de serviços, infraestrutura e instalações operacionais de
abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos
sólidos e de águas pluviais. 
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A faltaelaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto ambiental – RIMA.
	PORTANTO
	II. Devem ser submetidos à aprovação do órgão estadual competente para início da obra.Analise as afirmações:
	3. Sistema de licenciamento ambiental brasileiro
	Licenciamento ambiental
	Conteúdo interativo
	É uma exigência legal e uma ferramenta do poder público para o controle ambiental.
	O processo de licenciamento no Brasil compreende algumas fases que incorporam diferentes tipos de licenças, que devem respeitar regras específicas para que possam ser obtidas.
	Tipos de licenças
	Licença Prévia (LP)
	Licença de Instalação (LI)
	Licença de Operação (LO)
	Curiosidade
	Como isso funciona, de fato, no mercado?
	O processo de licenciamento ambiental, dependendo da complexidade da atividade e do grau do impacto ambiental que a atividade poderá vir a causar, nem sempre é simples e rápido.
	Qual órgão do setor público possui a competência para a emissão das licenças ambientais?
	Você pode estar se perguntando: existem outros órgãos públicos envolvidos no licenciamento ambiental do Ibama?
	A resposta é sim. Dependendo da localização da atividade ou do empreendimento, outros órgãos podem atuar no processo de licenciamento ambiental federal. Confira!
	Funai
	Incra
	Iphan
	Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS)/Ministério da Saúde (MS)
	Órgão federal, estadual ou municipal
	ICMBio
	Quais empreendimentos ou atividades estão sujeitos ao licenciamento ambiental no Ibama?
	E se a atividade ou o empreendimento não se enquadrar nos itens listados anteriormente?
	Dica
	Verificando o aprendizado
	A competência para conceder o licenciamento ambiental de uma empresa no estado do Rio de Janeiro é
	O processo de licenciamento no Brasil compreende algumas fases que incorporam diferentes tipos de licenças que devem respeitar regras específicas para que possam ser obtidas. Em relação à Licença de Instalação, é correto afirmar que
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referênciasde saneamento básico ainda é uma realidade no
Brasil.
Apesar de ser um direito constitucional, é certo
que, em muitas regiões do país, o serviço de
saneamento básico é oferecido de forma
extremamente precária e, muitas vezes, nem é
oferecido.
 
Inúmeras regiões, mesmo nos grandes centros
urbanos, onde seria esperado que todos os
dejetos fossem devidamente enviados para
centrais de tratamento de esgoto, continuam
depositando as águas residuais em mananciais.
 
No final das contas, esses mananciais acabam
se tornando verdadeiros rios mortos, por não
mais conseguirem sustentar nenhuma forma de
vida, tendo seus ecossistemas totalmente destruídos.
É importante destacar que existe diferença entre
aspecto ambiental e impacto ambiental.
Segundo a norma ISO 14001:
[a]specto ambiental é o elemento das atividades ou produtos ou serviços de uma organização que pode
interagir com o meio ambiente e os impactos ambientais são qualquer modificação do meio ambiente,
adversa ou benéfica, que resulte, no todo ou em parte, dos aspectos ambientais da organização.
Norma ISO 14001, 2015.
Consideram-se aspectos ambientais todas as atividades, os serviços ou os produtos da empresa que
possuem algum tipo de interação com o meio ambiente. Já os impactos são as modificações no meio
ambiente. Resumindo, o aspecto ambiental é a causa, e o impacto ambiental é o efeito. Veja o exemplo a
seguir:
Processo/Etapa Aspecto Impacto
Envasamento de bebidas Consumo de água
Esgotamento de recursos
hídricos
Fabricação de aditivos de uso
industrial
Emissões atmosféricas Alteração da qualidade do ar
Processo produtivo transporte Ruído Poluição sonora
Rotinas administrativas
Resíduo sólido
administrativo
Poluição solo e águas
Ambulatório médico
Resíduo sólido
ambulatorial
Poluição solo e águas
Tabela: Aspectos, impactos e fontes geradoras de uma empresa. Elaborada por Rosangela Amado de Souza.
Assim, aspecto + meio (físico, biótico, socioeconômico) = impacto (positivo ou negativo). 
Curiosidade
Foi somente na década de 1960 que o termo meio ambiente foi usado pela primeira vez, em uma reunião
do Clube de Roma, cujo objetivo era a reconstrução dos países que se encontravam no pós-guerra. Ali,
começou a ser estabelecida toda a polêmica relacionada aos problemas ambientais. Até então, a
avaliação feita para a execução de projetos se limitava a uma análise econômica. 
Não existiam, ainda, meios considerados viáveis para se identificar, tampouco para inserir, nesses projetos, os
efeitos adversos provocados ao meio ambiente que pudessem vir a acarretar prejuízos ao bem-estar social e
ao ambiente em torno do qual o projeto viesse a ser executado. De fato, a primeira grande manifestação de
forma institucionalizada e de ação política referente ao tema impacto ambiental ocorreu com a criação do
NEPA (National Environmental Policy Act) em 1969, nos Estados Unidos.
No ano seguinte, foi institucionalizado o processo de
Avaliação de Impacto Ambiental – AIA, como um
instrumento da política ambiental do NEPA.
Por Avaliação de Impacto Ambiental – AIA, entende-se um instrumento de gestão preventivo que, embasado
em procedimentos legais, institucionais e técnico-científicos, tem por objetivo identificar os impactos
potenciais das futuras instalações de um empreendimento, ou seja, um instrumento de gestão ambiental
preventivo, que visa prever impactos ambientais na fase de planejamento e concepção do projeto, usualmente
associado a alguma forma de processo decisório, como o licenciamento ambiental. 
 
Esse instrumento legal dispunha sobre os objetivos e os princípios da política ambiental estadunidense,
exigindo para todos os empreendimentos com potencial de impactar o meio ambiente a observação de alguns
pontos, a saber:
 
Identificação dos impactos ambientais.
Efeitos ambientais negativos.
Alternativas da ação.
Relação dos recursos ambientais negativos no curto prazo.
Manutenção ou mesmo melhoria do seu padrão no longo prazo.
Definição clara quanto a possíveis comprometimentos dos recursos ambientais para o caso de
implantação da proposta.
 
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Posteriormente, esse importante instrumento foi adotado também por França, Canadá, Holanda, Grã-Bretanha
e Alemanha. Em 1972, foi realizada, em Estocolmo, a I Conferência Mundial de Meio Ambiente, cujo objetivo
era estabelecer uma visão global e princípios comuns, que iriam servir de inspiração e orientação à
humanidade para a preservação e a melhoria do ambiente. 
A conferência teve como resultado a Declaração sobre
o Ambiente Humano, a qual, entre outras deliberações,
determinou que deveria ser confiada às instituições
nacionais competentes a tarefa de planificar,
administrar e controlar a utilização dos recursos
naturais dos Estados, com o propósito de melhorar a
qualidade ambiental.
No final da década de 1950 e início da década de 1960, a crescente sensibilidade de alguns estudiosos dos
problemas relacionados ao meio ambiente fez com que se começasse a perceber a necessidade da criação de
instrumentos que fossem capazes de complementar e, até mesmo, ampliar a qualidade e a eficiência dos
mecanismos até então utilizados para o licenciamento ambiental.
 
Existiam, nessa época, grandes lacunas que dificultavam, de forma muito significativa, as ações relativas à
preservação e ao controle da qualidade ambiental. Muitas vezes, empreendedores, gestores, entre outros
profissionais mais preocupados com as questões ambientais e dispostos a investirem nesse sentido, sentiam-
se perdidos diante de tão poucas informações e orientações de cunho oficial de como proceder para atender
e tentar vencer esse desafio.
Somente na década de 1960 teve início a consolidação
da normatização, até hoje corrente, relacionada a
impactos no meio ambiente.
No Brasil, a árdua tarefa do licenciamento ambiental teve
início nas leis estaduais criadas na década de 1970, que
tinham como objetivo a tentativa de controle de poluição
ambiental, em face ao grande desenvolvimento econômico
nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. 
As primeiras tentativas de aplicação de métodos para
avaliação de impactos ambientais foram decorrentes de
exigências de órgãos financeiros internacionais, para que
fossem aprovados empréstimos para a realização de
projetos governamentais.
Com a crescente conscientização da sociedade, tornou-
se cada vez mais necessária a adoção de práticas
adequadas de gerenciamento ambiental em quaisquer
atividades potencialmente modificadoras do meio
ambiente.
Em 1981, quase duas décadas passadas de uma
preocupação cada vez mais crescente com as questões
ambientais, o Brasil publicou a primeira lei de âmbito
federal sobre o assunto: a Política Nacional do Meio
Ambiente − Lei nº 6.938/1981.
Por meio dessa lei, a avaliação de impactos ambientais e o licenciamento ambiental foram criados como
instrumentos para que fossem atingidos os objetivos de preservação, melhoria e recuperação da qualidade
ambiental propícia à vida, visando assegurar, no país, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos
interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade humana.
Pode-se definir o licenciamento ambiental
como o procedimento por meio do qual o poder
público, representado pelos respectivos órgãos
ambientais, dá autorização e acompanha a
implantação e a operação de atividades e
serviços que utilizam os recursos naturais ou,
ainda, que sejam considerados poluidores e
causadores de impactos ambientais. 
 
É uma exigência legal e uma ferramenta do
poder público para o controle ambiental.
Saiba mais
Desde 1981, de acordo com a Lei Federal nº 6.938, o licenciamento ambiental tornou-se obrigatório em
todo o território nacional e as atividades efetivas ou potencialmente poluidoras não podem funcionar
sem a devida licença. O licenciamento ambiental opera como um processo de acompanhamento
sistemático das consequências ambientais de determinada atividade, desde as etapas iniciais de seu
planejamento até as regras de operação. 
O licenciamento ambiental constitui-se, portanto,em um dos instrumentos da Política Nacional do Meio
Ambiente e tem como finalidade promover o controle prévio à construção, à instalação, à ampliação e ao
funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, considerados
efetivamente poluidores e causadores de impactos ambientais.
 
Você pode estar se perguntando:
O que podemos fazer para diminuir os impactos
ambientais?
A mitigação dos impactos ambientais depende do esforço coletivo do poder público, da sociedade e das
empresas. São necessárias desde medidas mais simples até ações mais complexas, conforme exemplos a
seguir:
 
Uso racional da água.
Utilização racional da energia.
Elaboração de projetos que protejam o meio ambiente.
Reflorestamento de áreas utilizadas.
Despoluição de corpos hídricos.
Desenvolvimento e implementação de ações educativas para conscientizar a população sobre a
importância da preservação do meio ambiente.
Desenvolvimento e implementação de treinamento para colaboradores.
Gestão eficiente de resíduos sólidos.
Reciclagem.
 
Apesar do fato de, quando se fala em impacto ambiental, existir uma tendência natural de se associar isso a
algo negativo, é importante destacar que existem situações nas quais o impacto pode ser considerado
positivo ou benéfico. Isso acontece quando a ação resulta na melhoria da qualidade, por exemplo, a
recuperação das matas ciliares, a limpeza de rios, o replantio de árvores, assim como a criação de espaços
verdes em grandes centros urbanos.
 
O impacto somente será considerado adverso ou negativo nos casos em que a ação resultar em algum dano à
qualidade ou ao parâmetro ambiental. Além disso, é interessante saber que os impactos ambientais podem ser
classificados de diferentes formas. Acompanhe!
Impacto direto Quando resulta de uma simples relação de causa e efeito.
Impacto indireto Quando é uma reação secundária em relação à ação ou quando é
parte de uma cadeia de reações.
Impacto local Quando a ação afeta apenas o próprio sítio e suas imediações.
Impacto regional Quando o efeito se propaga por uma área e suas imediações.
Impacto estratégico Quando um componente ou recurso ambiental de importância
coletiva ou nacional é afetado.
Impacto imediato Quando o efeito surge no instante em que se realiza a ação.
Impacto em médio e
em longo prazo Quando o efeito se manifesta depois de certo tempo após a ação.
Impacto temporário Quando o efeito permanece por tempo determinado.
Impacto permanente Quando os efeitos não param de se manifestar em um horizonte
temporal conhecido.
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Impactos locais
São aqueles cuja ação afeta apenas o próprio sítio e suas
imediações, como a poluição do ar causada pela queima de
combustíveis fósseis.
Impactos regionais
São aqueles cujo efeito se propaga por uma área maior da que vai
além das imediações do local onde a atividade está sendo
desenvolvida, como a chuva ácida.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Quanto às consequências da poluição, avalie as proposições a seguir:
A poluição:
I) Prejudica o meio ambiente, podendo causar danos à saúde humana.
II) Altera os recursos naturais.
III) Provoca desequilíbrios ecológicos.
A respeito dessas asserções, está correto o que está sendo afirmado em:
A
I, II, III.
B
I e II.
C
I e III.
D
II e III.
E
I, somente.
A alternativa A está correta.
O termo poluição é usado quando o ritmo vital e natural em uma área ou mais da biosfera é quebrado,
afetando a qualidade ambiental, podendo oferecer riscos ao ser humano e ao meio.
Questão 2
Observe as afirmativas a seguir:
I. Impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do
meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades
humanas que, direta ou indiretamente, afeta a biota.
II. A Avaliação de Impacto Ambiental – AIA tem por objetivo identificar os impactos potenciais
das futuras instalações de um empreendimento.
III. O licenciamento ambiental não é obrigatório em todo o território nacional. As atividades
potencialmente poluidoras podem funcionar sem o devido licenciamento, dependendo do
estado do Brasil.
IV. Por meio da Lei nº 6.938/1981, a avaliação de impactos ambientais e o licenciamento
ambiental foram criados como instrumentos que visam atingir os objetivos de preservação,
melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida.
V. Segundo a ISO 14001, o aspecto ambiental é o elemento das atividades ou de produtos ou
serviços de uma organização que pode interagir com o meio ambiente.
Está correto o que está sendo afirmado em:
A
I, II e III, somente.
B
II, III e IV, somente.
C
I, II, IV e V, somente.
D
II, III e V.
E
II, somente.
A alternativa C está correta.
Desde 1981, de acordo com a Lei Federal nº 6.938, o licenciamento ambiental tornou-se obrigatório em
todo o território nacional e as atividades efetiva ou potencialmente poluidoras não podem funcionar sem o
devido licenciamento e sua licença.
2. Critérios de elegibilidade do licenciamento ambiental
A elegibilidade e a aplicabilidade do licenciamento
ambiental
Neste vídeo, saiba mais sobre a elegibilidade e a aplicabilidade do licenciamento ambiental.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Somente após cerca de cinco anos de o licenciamento ambiental ter se tornado obrigatório para as atividades
consideradas modificadoras do meio ambiente, período marcado por um rico processo de experiências, nas
quais se enfrentaram grandes dificuldades pela falta de prática relacionada aos procedimentos para o
licenciamento ambiental, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), por meio da Resolução nº
001/1986, definiu de que forma deveria ser realizada a avaliação de impactos ambientais.
O Conama criou duas exigências: o Estudo de Impactos
Ambientais e o Relatório de Impactos Ambientais,
respectivamente, EIA e RIMA.
Atenção
A Resolução nº 001/1986 do Conama definiu em que consistia cada um deles e também estabeleceu a
relação das atividades para as quais a sua exigência tornou-se obrigatória. A partir de então, passou a
depender da autorização prévia à aprovação do EIA/RIMA pela autoridade ambiental local, mediante
procedimentos regulamentados para a concessão da licença ambiental. 
A Resolução Conama nº 001/1986 foi um divisor de águas. Principalmente, para aqueles que, de fato, queriam
exercer as suas atividades, mas estavam realmente preocupados em fazê-lo respeitando as leis já então
existentes para a proteção ambiental.
Por que um divisor de águas?
Exemplo
Para responder a esse questionamento, usaremos como exemplo a seguinte situação hipotética: um
grupo empresarial, denominado aqui XX empreendimento, deseja construir uma empresa, denominada
aqui YY, que pretende fabricar um produto, denominado aqui ZZ. Porém, os responsáveis pela execução
do projeto da referida empresa não sabem ao certo se: A empresa a ser construída precisa de
licenciamento ambiental.Se o licenciamento for necessário, será preciso elaborar EIA/RIMA?Caso a
resposta seja afirmativa, como proceder para estar de acordo com a legislação ambiental, cumprindo,
assim, com todas as exigências relacionadas à legislação ambiental? Porém, caso sua responsabilidade
socioambiental se isente, inclusive, das penalidades decorrentes dos danos causados, como proceder? 
Essas e muitas outras perguntas ficavam sem respostas efetivas e, muito provavelmente, apesar das boas
intenções, muitos impactos ao meio ambiente eram ocasionados. Essa falta de conhecimento servia, inclusive,
como justificativa para o erro. Contudo, com a Resolução Conama nº 001/1986, esse grupo empresarial
hipotético, e qualquer outro, passou a ter as informações necessárias.
 
Ou ainda, usando a linguagem popular, passou a conhecer “o caminho das pedras”. Passou-se a saber, em
primeiro lugar, se a atividade constava na lista daquelas consideradas modificadoras e causadoras de
impactos ambientais e, mais ainda, onde e como proceder para a elaboraçãodo EIA/RIMA para a obtenção
das licenças ambientais.
 
Aplicado, inicialmente, somente às indústrias de transformação, o licenciamento ambiental passou a abranger
uma gama de projetos de infraestrutura promovidos por empresas e organismos governamentais,
estendendo-se, ainda, às indústrias extrativas e aos projetos de expansão urbana, agropecuária e turismo,
cuja implantação pudesse, efetiva ou potencialmente, causar degradação ambiental.
Resolução Conama nº 001, de 23 de janeiro de 1986
Por meio dessa resolução, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), no uso das suas atribuições e
considerando a necessidade de se estabelecerem as definições, as responsabilidades, os critérios básicos e
as diretrizes gerais para uso e implementação da Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos
da Política Nacional do Meio Ambiente, resolveu especificar alguns pontos importantes relacionados ao
assunto. Eles serão brevemente expostos a seguir:
Artigo 3º da Resolução
Fica determinado que dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental (EIA) e respectivo
relatório de impacto ambiental (RIMA), a serem submetidos à aprovação do Ibama, o licenciamento de
todas as atividades que, pela lei, sejam de competência federal. Em outras palavras, a partir da
publicação da resolução, qualquer atividade modificadora do meio ambiente passou a ser obrigada a
elaborar o EIA/RIMA para conseguir que o licenciamento esteja de acordo com a legislação ambiental.
Artigo 4º da Resolução
Fica estabelecido que os órgãos ambientais competentes e os órgãos setoriais do Sisnama deverão
compatibilizar os processos de licenciamento com as etapas de planejamento e implantação das
atividades consideradas modificadoras do meio ambiente, respeitados os critérios e as diretrizes
estabelecidos por essa Resolução e tendo por base a natureza, o porte e as peculiaridades de cada
atividade. Isso quer dizer que, dependendo do potencial do impacto a ser causado pela atividade,
serão determinados procedimentos específicos pelo órgão ambiental, que deverá acompanhar o
cumprimento dessas exigências em todas as fases do processo.
Artigo 5º da Resolução
Fica determinado que o EIA, além de atender à legislação, em especial aos princípios e aos objetivos
expressos na Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, obedecerá também às seguintes diretrizes
gerais:
I - Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização de projeto, confrontando-as com a
hipótese de não execução do projeto.
II - Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e
operação da atividade.
III - Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos,
denominada área de influência do projeto, considerando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na
qual se localiza.
lV - Considerar os planos e os programas governamentais, propostos e em implantação na área de
influência do projeto, e sua compatibilidade.
Por meio do parágrafo único desse artigo, fica estabelecido que, ao determinar a execução do estudo
de impacto ambiental, o órgão estadual competente, ou o Ibama, ou, quando couber, o município,
fixará as diretrizes adicionais que, pelas peculiaridades do projeto e pelas características ambientais
da área, forem julgadas necessárias, inclusive os prazos para conclusão e análise dos estudos.
Artigo 7º da Resolução
Determina que o estudo de impacto ambiental será realizado por uma equipe multidisciplinar
devidamente habilitada, não dependente direta ou indiretamente do proponente do projeto, e que
será responsável tecnicamente pelos resultados apresentados. Cabe aqui ressaltar a importância
dessa determinação, pois, caso a equipe multidisciplinar estivesse ligada ao proponente do projeto,
poderia existir conflito de interesses e, até mesmo, a elaboração de um relatório que não fosse fiel à
realidade dos impactos possivelmente causados pela atividade ou pelo empreendimento.
Artigo 8º da Resolução
Fica estabelecido que correrão por conta do proponente do projeto todas as despesas e os custos
referentes à realização do estudo de impacto ambiental, tais como: coleta e aquisição dos dados e
informações, trabalhos e inspeções de campo, análises de laboratório, estudos técnicos e científicos
e acompanhamento e monitoramento dos impactos, elaboração do RIMA e fornecimento de pelo
menos cinco cópias. Em outras palavras, todas as custas da elaboração do EIA/RIMA serão da
responsabilidade de quem estiver solicitando o licenciamento, ficando os órgãos ambientais isentos
de qualquer despesa.
Artigo 9º da Resolução
Determina que o relatório de impacto ambiental – RIMA refletirá as conclusões do estudo de impacto
ambiental e conterá, no mínimo:
I - Os objetivos e as justificativas do projeto, sua relação e compatibilidade com as políticas setoriais,
planos e programas governamentais.
II - A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais, especificando para cada um
deles, nas fases de construção e operação a área de influência, as matérias-primas, e mão de obra,
as fontes de energia, os processos e técnica operacionais, os prováveis efluentes, emissões, resíduos
de energia, os empregos diretos e indiretos a serem gerados.
III - A síntese dos resultados dos estudos de diagnósticos ambientais da área de influência do projeto.
IV - A descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e operação da atividade,
considerando o projeto, suas alternativas, os horizontes de tempo de incidência dos impactos e
indicando os métodos, técnicas e critérios adotados para sua identificação, quantificação e
interpretação.
V - A caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência, comparando as diferentes
situações da adoção do projeto e suas alternativas, bem como com a hipótese de sua não realização.
VI - A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em relação aos impactos
negativos, mencionando aqueles que não puderam ser evitados, e o grau de alteração esperado.
VII - O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos.
VIII - Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e comentários de ordem geral).
No parágrafo único desse artigo, fica estabelecido que o RIMA deve ser apresentado de forma
objetiva e adequada à sua compreensão. As informações devem ser traduzidas em linguagem
acessível, ilustradas por mapas, cartas, quadros, gráficos e demais técnicas de comunicação visual,
de modo que se possam entender as vantagens e as desvantagens do projeto, bem como todas as
consequências ambientais de sua implementação.
Cabe aqui ressaltar, também, que esse parágrafo único é extremamente importante no sentido de
possibilitar que a comunidade, ainda que leiga sobre o assunto, consiga compreender as situações
adversas e os possíveis impactos positivos ou negativos causados pela atividade no local e,
consequentemente, nas suas próprias vidas.
Artigo 10° da Resolução
Determina que o órgão estadual competente, ou o Ibama, ou, quando couber, o município terá um
prazo para se manifestar, de forma conclusiva, sobre o RIMA apresentado.
Por meio do parágrafo único, fica estabelecido que o prazo para a manifestação a que se refere o
artigo terá o seu termo inicial na data do recebimento pelo órgão estadual competente ou pela SEMA
do estudo do impacto ambiental e seu respectivo RIMA.
Artigo 11° da Resolução
Fica determinado que, respeitado o sigilo industrial, assim solicitado e demonstrado pelo interessado,
o RIMA será acessível ao público. Suas cópias permanecerão à disposição dos interessados, nos
centros de documentação ou nas bibliotecas da SEMA e do estadual de controle ambiental
correspondente, inclusive o período de análise técnica.
No inciso primeiro desse artigo, fica estabelecido que os órgãos públicos que manifestarem interesse,
ou tiverem relação direta com o projeto, receberão cópia do RIMA, para conhecimento e
manifestação.
No inciso segundo do mesmo artigo, fica estabelecido que, ao determinar a execuçãodo estudo de
impacto ambiental e a apresentação do RIMA, o recebimento dos comentários a serem feitos pelos
órgãos públicos e demais interessados e, sempre que julgar necessário, haverá a realização de
audiência pública para informação sobre o projeto e seus impactos ambientais e discussão do RIMA.
Mais uma vez, é importante aqui destacar a relevância desse inciso, pois é por meio da audiência
pública que a comunidade envolvida poderá apresentar dúvidas, questionamentos e, até mesmo,
sugestões de modificações no projeto.
O que é o EIA?
Os empreendimentos e as obras podem acarretar diferentes impactos na natureza, com maior ou menor
intensidade, para causar dano ou modificar o equilíbrio ecológico.
Em razão disso, a norma prevê distintas
espécies de avaliação de impactos ambientais.
Entre elas, cabe mencionar o Estudo de
Impacto Ambiental (EIA), plano de manejo,
plano de recuperação de área degradada
(PRAD), plano e projeto de controle ambiental
etc. 
 
Como uma espécie de avaliação de impacto
ambiental, o EIA materializa o princípio da
prevenção do dano ambiental e é um dos
principais instrumentos de proteção do
ambiente (Fiorillo, 2013, p. 226-227).
A função do EIA é subsidiar o processo de
licenciamento ambiental de atividades com relevante
potencial de causar desequilíbrios ecológicos. Trata-se
de um relatório técnico, elaborado por uma equipe
multidisciplinar, independente de empreendedor,
profissional e tecnicamente habilitada para analisar os
aspectos físicos, biológicos e socioeconômicos do
ambiente que, além de atender aos princípios da
Política Nacional do Meio Ambiente, deve obedecer às
diretrizes gerais.
Essas diretrizes são apresentadas a seguir e estão de acordo com a Resolução Conama nº 001/1986:
 
Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto, confrontando-as com a
hipótese de não execução do projeto.
Identificar e avaliar, sistematicamente, os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e
operação.
Definir limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos, denominada
área de influência do projeto, considerando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se
localize.
Considerar os planos e os programas governamentais, propostos e em implantação, na área de
influência do projeto e sua compatibilidade.
No art. 6° dessa resolução, estão definidas as diretrizes que o EIA deverá desenvolver. Elas são fundamentais
para que os empreendimentos e as atividades cuja exigibilidade exista possam, de fato, elaborar o estudo
seguindo as orientações e não encontrar empecilhos primários na obtenção da licença ambiental à qual o
documento está vinculado.
 
São informações gerais do empreendedor, caracterização do empreendimento, a sua área de influência,
diagnóstico ambiental da área de influência, análise dos impactos possivelmente causados pelo
empreendimento e alternativas para mitigação deles, assim como a definição de programa para o
acompanhamento e o monitoramento dos impactos.
 
Na figura a seguir, apresentamos essas diretrizes:
Diretrizes gerais para a elaboração do EIA/RIMA.
Atenção
Vale a pena destacar, mais uma vez, que será de responsabilidade do empreendedor arcar com os
custos para a realização do EIA. Deverá ser contratada uma empresa de consultoria na qual os membros
envolvidos na realização do estudo de impactos ambientais possuam inscrição no Cadastro Técnico
Federal de Atividades, administrado pelo Ibama. A empresa contratada é a responsável por todos os
resultados obtidos, inclusive as medidas mitigatórias. 
• 
• 
• 
• 
O que são medidas mitigatórias?
São medidas estabelecidas antes da instalação do empreendimento e visam à redução dos efeitos
provenientes dos impactos ambientais negativos gerados por tal ação. Os planos de mitigação buscam
reverter danos parciais e reduzir situações de risco e de impactos ambientais, por meio da intervenção em
áreas vulneráveis e da implementação de programas operacionais que permitam, em curto prazo, mitigar
situações críticas com base na definição de prioridades. 
RIMA, o que significa?
O Relatório de Impacto Ambiental ou, simplesmente, RIMA, é o relatório resumo dos estudos do EIA em
linguagem objetiva e acessível para não técnicos. Os estudos realizados pelo EIA terão a sua conclusão
prescrita no RIMA, de forma clara, para explicar ao público as vantagens e as desvantagens do projeto. Além
disso, deve demonstrar, também de forma objetiva, as consequências que ele irá provocar.
Vale a pena ressaltar que a realização de uma audiência
pública poderá vir a ser solicitada pelo Ministério
Público, por entidade civil, ou por cinquenta cidadãos
ou mais, a fim de que qualquer dúvida acerca do
projeto seja devidamente esclarecida. A não
observância dessa regra poderá provocar a invalidade
da licença ambiental.
O RIMA deve obedecer aos requisitos mínimos previstos no art. 9º da Resolução Conama n° 001/1986. Quando
aferida a falsidade das informações previstas, essa conduta configura crime ambiental de acordo com o art.
69-A, Lei nº 9.605/1998. 
 
O Relatório de Impacto Ambiental deverá conter, no mínimo:
 
Objetivos e justificativas do empreendimento.
Descrição do empreendimento e das alternativas locacionais e tecnológicas existentes.
Síntese dos resultados do diagnóstico ambiental.
Descrição dos impactos prováveis.
Caracterização da qualidade ambiental futura.
Efeitos esperados das medidas mitigadoras.
Programa de acompanhamento e monitoramento.
Conclusões e recomendações da alternativa mais favorável.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Atenção
Os documentos somente são exigidos para empreendimentos com grande potencial de degradação e
poluição ambiental. Ou seja, para pequena degradação, não há necessidade. 
Como saber se a atividade em questão precisa ou não
elaborar EIA/RIMA?
Depende da elaboração do EIA/RIMA, que deverá ser submetido à aprovação do órgão estadual ambiental
competente e da Secretaria do Meio Ambiente, em caráter supletivo, o licenciamento de atividades
modificadoras do meio ambiente. O art. 2º da Resolução CONAMA nº 001/1986 determina que “Dependerá de
elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto ambiental − RIMA, a serem
submetidos à aprovação do órgão estadual competente, e do Ibama em caráter supletivo”, o licenciamento de
atividades modificadoras do meio ambiente, tais como:
 
I - Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento.
II - Ferrovias.
III - Portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos.
IV - Aeroportos, conforme definidos pelo inciso 1, art. 48, do Decreto-Lei nº 32, de 18 de novembro de 1966.
V - Oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários.
VI - Linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230 KV.
VII - Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos, tais como: barragem para fins hidrelétricos acima
de 10 MW, de saneamento ou de irrigação, abertura de canais para navegação, drenagem e irrigação,
retificação de cursos d'água, abertura de barras e embocaduras, transposição de bacias, diques.
VIII - Extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão).
IX - Extração de minério, inclusive os da classe II, definidas no Código de Mineração.
X - Aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos.
Xl - Usinas de geração de eletricidade, qualquer que seja a fonte de energia primária, acima de 10 MW.
XII - Complexo e unidades industriais e agroindustriais (petroquímicos, siderúrgicos, cloro, químicos,
destilarias de álcool, hulha, extração e cultivo de recursos hídricos).
XIII - Distritos industriais e zonas estritamente industriais – ZEI.
XIV - Exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas acima de 100 hectares ou menores, quando
atingir áreas significativas em termos percentuais ou de importância do ponto de vista ambiental.
XV - Projetos urbanísticos, acima de 100 ha ou em áreas consideradas de relevante interesse ambiental a
critérioda SEMA e dos órgãos municipais e estaduais competentes.
XVI - Qualquer atividade que utilize carvão vegetal, em quantidade superior a dez toneladas por dia.
 
Conforme os assuntos abordados, podemos concluir que o meio ambiente pode ser considerado um bem de
interesse público e, sendo o bem particular ou público, este deve ser usufruído por toda a coletividade. Dessa
forma, qualquer intervenção deverá ser submetida aos órgãos ambientais competentes para consentimento.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Acerca do Estudo dos Impactos Ambientais (EIA), está correto o que se afirma em:
A
O EIA refletirá as conclusões do relatório de impacto ambiental e conterá, no mínimo, a síntese dos resultados
dos estudos de diagnósticos ambientais da área de influência do projeto.
B
O RIMA deverá conter, no mínimo, as conclusões e as recomendações da alternativa mais favorável.
C
O RIMA deverá conter os objetivos e as justificativas do projeto, sua relação e compatibilidade com as
políticas setoriais, planos e programas governamentais.
D
O RIMA deverá conter o programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos.
E
O EIA desenvolverá medidas mitigadoras dos impactos negativos.
A alternativa E está correta.
A afirmativa A está incorreta, pois é o RIMA quem refletirá as conclusões do EIA, e não o contrário. As
afirmativas B, C e D estão incorretas, porque são referentes ao Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), e
não ao EIA. Já a afirmativa E está correta, pois o EIA garante a amenização de impactos negativos.
Questão 2
Em fevereiro de 2021, foi anunciada a construção do novo aeroporto de Maragogi (AL). O
aeroporto contará com uma pista de mais de 2,2 metros para pousos e decolagens e terá
capacidade para até duas grandes aeronaves simultâneas e 12 aviões de pequeno porte.
I. A obra dependerá da elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de
impacto ambiental – RIMA.
PORTANTO
II. Devem ser submetidos à aprovação do órgão estadual competente para início da obra.
Analise as afirmações:
A
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
B
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
E
As asserções I e II são proposições falsas.
A alternativa A está correta.
O art. 2º da Resolução CONAMA nº 001/86 determina que “Dependerá de elaboração de estudo de impacto
ambiental e respectivo relatório de impacto ambiental − RIMA, a serem submetidos à aprovação do órgão
estadual competente, e do Ibama em caráter supletivo, o licenciamento de atividades modificadoras do
meio ambiente, tais como: IV - Aeroportos, conforme definidos pelo inciso 1, artigo 48, do Decreto-Lei nº
32, de 18 de novembro de 1966.
3. Sistema de licenciamento ambiental brasileiro
Licenciamento ambiental
Neste vídeo, saiba mais sobre o sistema de licenciamento ambiental brasileiro.
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O licenciamento ambiental é o procedimento pelo qual o poder público, representado pelos respectivos órgãos
ambientais, dá autorização e acompanha a implantação e a operação de atividades e serviços que utilizam os
recursos naturais ou que sejam considerados poluidores e causadores de impactos ambientais.
É uma exigência legal e uma ferramenta do poder
público para o controle ambiental.
Desde 1981, de acordo com a Lei Federal nº 6.938, o licenciamento ambiental tornou-se obrigatório em todo o
território nacional e as atividades consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras não poderiam mais
funcionar sem o devido licenciamento. Assim, o licenciamento ambiental opera como um processo de
acompanhamento sistemático das consequências ambientais de determinada atividade, desde as etapas
iniciais de seu planejamento até a efetiva operação.
O processo de licenciamento no Brasil compreende
algumas fases que incorporam diferentes tipos de
licenças, que devem respeitar regras específicas para
que possam ser obtidas.
É importante chamar a atenção para o fato de que não se deve confundir licenciamento com licença
ambiental. A Resolução Conama nº 237/1997 descreve que licença ambiental é o:
[a]to administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece condições, restrições e medidas
de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para
localizar, instalar, ampliar e operar empreendimento ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar
degradação ambiental.
Conama nº 237/1997.
Ainda de acordo com Resolução Conama nº 237/1997, a licença ambiental é um documento, com prazo de
validade definido, em que o órgão ambiental estabelece regras, condições, restrições e medidas de controle
ambiental a serem seguidas pelo empreendedor. Já o licenciamento ambiental é um procedimento
administrativo que licencia uma atividade utilizadora de recursos naturais, efetiva ou potencialmente perigosa
ao meio ambiente. É uma sucessão ordenada de formalidades para que se consiga obter a licença ambiental.
Tipos de licenças
O sistema de licenciamento brasileiro trabalha com a chamada tríplice licença. Conheça-as a seguir.
Licença Prévia (LP)
A sua concessão ocorre na fase inicial do empreendimento. Nessa fase, deve ficar atestada a
viabilidade ambiental, assim como a aprovação da localização e da concepção. É na Licença Prévia
que ficam estabelecidos os requisitos básicos e as condições a serem atendidas nas etapas
seguintes, isto é, na Licença de Instalação e na Licença de Operação.
Licença de Instalação (LI)
Autoriza a instalação do empreendimento, da atividade ou da obra. Para sua concessão, é essencial a
elaboração do projeto executivo, que deverá detalhar o projeto inicial, sendo repleto de detalhes
técnicos. Nessa etapa do licenciamento, o realizador da obra é obrigado a implementar condições
que minimizem os impactos ambientais no processo de instalação do empreendimento. A observância
dessa regra é condição essencial para a concessão da Licença de Operação, que não poderá ter
validade maior do que seis anos.
Licença de Operação (LO)
Autoriza a operação da atividade, da obra ou do empreendimento, devendo o órgão ambiental
responsável realizar a fiscalização da obra para verificar o cumprimento das normas ambientais. O
prazo de vigência dessa licença varia entre quatro e dez anos, o que será determinado pelo órgão
ambiental responsável. A renovação deve ser sempre solicitada com antecedência de, no mínimo,
cento e vinte dias, ficando automaticamente prorrogada até a manifestação definitiva do órgão, de
acordo com o art. 14, §4º, Lei Complementar nº 140/2011. O exercício da atividade sem a referida
licença constitui crime, nos termos da Lei nº 9.605/1998, art. 60, com pena de detenção de um a seis
meses e multa, além de infração administrativa.
Curiosidade
De acordo com a Resolução Conama nº 237/1997, art. 8º, inc. I., para a sua concessão é necessária a
apresentação do projeto básico pelo empreendedor, que deve preencher os requisitos previstos no art.
6º, IX, Lei nº 8.666/1993 (Lei Geral de Licitações). Ele deve indicar os elementos indispensáveis de forma
precisa, com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que viabilizem a aferição do
impacto ambiental, assim como os custos da obra e o seu prazo de execução. Cabe aqui destacar que o
prazo de validade da Licença Prévia é de, no máximo, cinco anos. 
Além dessas três licenças, existem outras modalidades de licenças, apresentadas a seguir.
Licença de
Instalação e de
Operação (LIO)
Por meio da LIO, o órgão ambiental autoriza, em uma única fase, a
instalação e a operação de atividade ou empreendimento.
Licença Prévia e
de Instalação
(LPI)
Em uma única fase, o órgão ambiental atesta a viabilidadeambiental e
autoriza a instalação da atividade ou empreendimento, estabelecendo
as condições e as medidas de controle ambiental necessárias.
Licença
Ambiental
Simplificada
(LAS)
Em uma única fase, o órgão ambiental atesta a viabilidade ambiental,
aprova a localização e autoriza a implantação e a operação de
empreendimento ou atividade, estabelecendo as condições e as
medidas de controle ambiental que deverão ser atendidas.
Licença de
Operação e
Recuperação
(LOR)
O órgão ambiental autoriza a operação de empreendimento ou atividade
concomitante à recuperação ambiental de áreas contaminadas. A LOR
tem o prazo, no mínimo, determinado pelo cronograma de recuperação
ambiental da área e, no máximo, de seis anos.
Licença
Ambiental de
Recuperação
(LAR)
De acordo com os critérios técnicos estabelecidos em leis e
regulamentos, a LAR autoriza a recuperação de áreas contaminadas em
atividades ou empreendimento fechados, desativados ou abandonados
ou de áreas degradadas. O prazo de validade é, no mínimo, o
estabelecido pelo cronograma de recuperação ambiental do local e, no
máximo, de seis anos.
Licença Única
(LU)
Substitui os procedimentos administrativos ordinários do licenciamento
prévio, de instalação e de operação do empreendimento ou atividade,
unificando-os na emissão de uma única licença.
Licença de
Alteração
Geralmente, está condicionada à existência de Licença de Instalação
(LI) ou Licença de Operação (LO), concedida quando porventura ocorrer
modificação no contrato social do empreendimento, atividade ou obra,
ou qualificação de pessoa física.
Licença de
Ampliação
Concedida para a realização de ampliações ou ajustes em
empreendimentos ou atividades já implantados e licenciados.
É importante ressaltar que o conceito, a aplicação e os critérios para a dispensa do licenciamento, licenças de
ampliação, alteração, LIO, LPI, LAS e LU podem variar de localidade, devendo ser observada a legislação
estadual, ou municipal, que as regulamenta na esfera de localização do empreendimento ou da atividade. Para
finalizar, além dessas licenças, existem outras que são solicitadas com menor frequência por serem mais
específicas.
Como isso funciona, de fato, no mercado?
O art. 10 da Resolução nº 237/1997 do Conama define os procedimentos para a obtenção da licença
ambiental, estabelecendo algumas etapas básicas para a concessão das licenças ambientais:
 
I – Definição dos documentos, projetos e estudos ambientais necessários ao início do processo de
licenciamento correspondente à licença a ser requerida.
II – Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor, acompanhado dos documentos, projetos e
estudos ambientais.
III – Análise pelo órgão ambiental dos documentos apresentados e a realização de vistorias técnicas.
IV – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental. 
V – Audiência pública, quando couber.
VI – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente, decorrentes de
audiências públicas, quando couber.
VII – Emissão de parecer técnico conclusivo e, quando couber, parecer jurídico.
VIII – Deferimento ou indeferimento do pedido de licença, dando-se a devida publicidade.
O processo de licenciamento ambiental, dependendo
da complexidade da atividade e do grau do impacto
ambiental que a atividade poderá vir a causar, nem
sempre é simples e rápido.
Existem alguns casos de licenciamento ambiental no Brasil que, mesmo após décadas, continuam gerando
controvérsias e grandes discussões. A fim de evidenciar essa afirmação, pode-se citar, de forma simplificada,
o caso da instalação da usina hidrelétrica de Belo Monte, que é a maior usina hidrelétrica exclusivamente
brasileira.
O projeto do Complexo Kararaô, primeiro nome
dado à usina de Belo Monte, foi idealizado em
1975. Tinha como objetivo a expansão da oferta
energética brasileira em um momento no qual o
país se encontrava em uma fase de grande
crescimento econômico. Devido à grande
complexidade do projeto, muitos debates sobre
a instalação aconteceram. Porém, pouco se
falava da importância da preservação dos
povos e das comunidades tradicionais
indígenas que habitavam o local ou mesmo dos
grandes impactos ambientais provenientes do alagamento de uma imensa porção de terra.
 
Em um cenário repleto de grandes conflitos, com o povo ribeirinho e diferentes aldeias indígenas, os
responsáveis pelo projeto foram alvo de muitas manifestações contrárias, principalmente por parte dos
indígenas, que resistiram bravamente a qualquer alteração substancial no seu hábitat. O represamento da
barragem iria alagar diversas etnias e não foi levado a cabo pela pressão dos diversos sujeitos envolvidos na
construção da usina de Belo Monte. 
 
Somente após mais de duas décadas de recuo dos projetos e devido, principalmente, ao risco de um apagão
no final da gestão do, à época, presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, novos estudos foram
levantados em 2001 e apresentados à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Todavia, sua finalização
foi impedida pela Justiça. Nesse novo projeto, já havia previsão de um menor impacto nas aldeias indígenas e
nos povos ribeirinhos, além de uma considerável diminuição da área de alagamento.
 
Entretanto, foi só em 2006 que a Eletrobras solicitou ao Ibama a abertura do processo de licenciamento
ambiental prévio. O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) foram
entregues ao Ibama em 2009 e a licença prévia foi concedida em 2010. Finalmente, em 2011, 36 anos depois
das primeiras ideias sobre uma usina no Xingu, foi concedida a Licença de Instalação e foi dado início às obras
da hidrelétrica de Belo Monte. 
Qual órgão do setor público possui a competência para
a emissão das licenças ambientais?
Rodrigues (2016, p. 615) aponta que há diversas controvérsias quanto a qual setor público compete a emissão
de licenças. Por conta disso, com frequência essa questão é levada ao Judiciário e gera uma considerável
insegurança jurídica para aqueles que desejam empreender no país.
 
Contudo, pode-se afirmar que a competência para a condução do licenciamento ambiental pode ser da União,
dos estados ou dos municípios. Os empreendimentos e as atividades, no entanto, são licenciados por um
único ente federativo, conforme apresentadas, de forma simplificada, as competências para a emissão de
licenças a seguir:
Órgãos ambientais.
Você pode estar se perguntando: existem outros órgãos
públicos envolvidos no licenciamento ambiental do
Ibama?
A resposta é sim. Dependendo da localização da atividade
ou do empreendimento, outros órgãos podem atuar no
processo de licenciamento ambiental federal. Confira!
1
Funai
Quando a atividade ou o empreendimento submetido ao licenciamento ambiental localizar-se em
terra indígena.
2
Incra
Quando a atividade ou o empreendimento submetido ao licenciamento ambiental localizar-se em
terra quilombola.
3 Iphan
Quando a atividade ou o empreendimento submetido ao licenciamento ambiental localizar-se em
área onde foi constatada a ocorrência dos bens culturais acautelados.
4
Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS)/Ministério da Saúde (MS)
Quando a atividade ou o empreendimento localizar-se em municípios pertencentes às áreas de
risco ou endêmicas para malária.
5
Órgão federal, estadual ou municipal
Responsável pela gestão ou pela criação da unidade de conservação quando a atividade ou o
empreendimento afetar unidade de conservação da natureza ou sua zona de amortecimento.
6
ICMBio
Quando houver impactos da atividade ou do empreendimento sobre espécies ameaçadas de
extinção, nos casos em que o Ibama julgar pertinente.
De modo geral, os órgãos mencionados atuam nas etapas de definição de escopo, análise técnica e
acompanhamento do processo de licenciamento ambiental federal. Porém, é importante destacar que o nosso
ordenamento jurídico proíbe que o licenciamento seja realizado simultaneamente, sendo o Ibama o órgão
executor do licenciamento ambiental de competência da União.
Quais empreendimentosou atividades estão sujeitos
ao licenciamento ambiental no Ibama?
As regras de competência encontram-se fixadas na Lei Complementar nº 140/2011, art. 7º, inciso XIV, e no
Decreto nº 8.437/2015. Dessa forma, são de competência do Ibama o licenciamento ambiental de atividades e
de empreendimentos:
 
Localizados ou desenvolvidos conjuntamente no Brasil e em país limítrofe.
Localizados ou desenvolvidos no mar territorial, na plataforma continental ou na zona econômica
exclusiva.
Localizados ou desenvolvidos em terras indígenas.
Localizados ou desenvolvidos em unidades de conservação instituídas pela União, exceto em Áreas de
Proteção Ambiental (APAs).
Localizados ou desenvolvidos em dois ou mais estados.
De caráter militar, excetuando-se do licenciamento ambiental, nos termos de ato do Poder Executivo,
aqueles previstos no preparo e no emprego das Forças Armadas.
Destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor de material
radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e
aplicações, mediante parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Ferrovia federal: implantação, ampliação de capacidade e regularização ambiental. Não se aplica nos
casos de implantação e ampliação de pátios ferroviários, melhoramentos de ferrovias, implantação e
ampliação de estruturas de apoio de ferrovias, ramais e contornos ferroviários.
Rodovia federal: implantação, regularização ambiental de rodovias pavimentadas, pavimentação e
ampliação de capacidade com extensão igual ou superior a duzentos quilômetros e atividades de
manutenção, conservação, recuperação, restauração e melhoramento em rodovias federais
regularizadas. Não se aplica nos casos de contornos e acessos rodoviários, anéis viários e travessias
urbanas.
Hidrovias federais: implantação e ampliação de capacidade cujo somatório dos trechos de
intervenções seja igual ou superior a duzentos quilômetros de extensão.
Portos organizados, exceto as instalações portuárias que movimentem carga em volume inferior a
450.000 TEU/ano ou a 15.000.000 ton/ano.
Terminais de uso privado e instalações portuárias que movimentem carga em volume superior a
450.000 TEU/ano ou a 15.000.000 ton/ano.
Petróleo e gás: exploração e avaliação de jazidas, compreendendo as atividades de aquisição sísmica,
coleta de dados de fundo (piston core), perfuração de poços e teste de longa duração quando
realizadas no ambiente marinho e em zona de transição terra-mar (offshore).
Petróleo e gás: produção, compreendendo as atividades de perfuração de poços, implantação de
sistemas de produção e escoamento, quando realizada no ambiente marinho e em zona de transição
terra-mar (offshore).
Petróleo e gás: produção, quando realizada a partir de recurso não convencional de petróleo e gás
natural, em ambiente marinho e em zona de transição terra-mar (offshore) ou terrestre (onshore),
compreendendo as atividades de perfuração de poços, fraturamento hidráulico e implantação de
sistemas de produção e escoamento.
Usinas hidrelétricas com capacidade instalada igual ou superior a trezentos megawatts (MW).
Usinas termelétricas com capacidade instalada igual ou superior a trezentos megawatts (MW).
Usinas eólicas, no caso de empreendimentos e atividades offshore e zona de transição terra-mar.
E se a atividade ou o empreendimento não se
enquadrar nos itens listados anteriormente?
O interessado deverá consultar os arts. 8º e 9º da Lei Complementar nº 140/2011 para que tenha orientações
sobre os procedimentos relacionados ao licenciamento ambiental. Do mesmo modo, deve consultar as
normativas do estado ou do município no qual o projeto está inserido, para verificar se este necessita ou não
do licenciamento no âmbito estadual ou municipal.
Dica
É dever e obrigação de todo empreendedor buscar o licenciamento ambiental no órgão competente −
Ibama, Inea, SMAC. Igualmente, é obrigação do empreendedor estar atento ao prazo de validade de
cada licença emitida. É importante frisar que a validade da licença varia de atividade para atividade de
acordo com a tipologia, a situação ambiental da área onde está instalada e outros fatores. 
Verificando o aprendizado
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Questão 1
A competência para conceder o licenciamento ambiental de uma empresa no estado do Rio de
Janeiro é
A
da Polícia Florestal e do Ministério Público Federal.
B
do Ministério Público Federal, do Ibama e do Inea.
C
do Ibama, do Inea e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
D
do Ibama, da Feema e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
E
da Polícia Florestal, do Ibama e do Inea.
A alternativa C está correta.
A Resolução nº 237/1997, art. 4º − Compete ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis − Ibama, órgão executor do SISNAMA, o licenciamento ambiental, a que se refere o art.
10, da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, de empreendimentos e atividades com significativo impacto
ambiental de âmbito nacional ou regional. O art. 5º − determina que compete ao órgão ambiental estadual
ou do Distrito Federal o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades. No caso do Rio de
Janeiro, compete ao Inea e à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAC).
Questão 2
O processo de licenciamento no Brasil compreende algumas fases que incorporam diferentes
tipos de licenças que devem respeitar regras específicas para que possam ser obtidas. Em
relação à Licença de Instalação, é correto afirmar que
A
é concedida para a realização de ampliações ou ajustes em empreendimentos ou atividades já implantados e
licenciados.
B
autoriza a instalação do empreendimento, atividade ou obra e, para sua concessão, é essencial a elaboração
do projeto executivo que deverá detalhar o projeto inicial, sendo repleto de detalhes técnicos.
C
a sua concessão ocorre na fase inicial do empreendimento, na qual deve ficar atestada a viabilidade
ambiental, assim como a aprovação da localização e da concepção.
D
substitui os procedimentos administrativos ordinários do licenciamento prévio, de instalação e operação do
empreendimento ou atividade, unificando-os na emissão de uma única licença.
E
autoriza a operação da atividade, obra ou empreendimento, devendo o órgão ambiental responsável realizar a
fiscalização da obra para verificar o cumprimento das normas ambientais.
A alternativa B está correta.
A Licença de Instalação autoriza a instalação do empreendimento, da atividade ou da obra, sendo exigência
para sua concessão a elaboração do projeto executivo de forma detalhada.
4. Conclusão
Considerações finais
É fato que, para que se consiga caminhar no sentido do crescimento econômico de forma sustentável, é
essencial que existam leis, normas e outros mecanismos que possam orientar e conduzir a realização de
atividades e de serviços que tenham potencial para provocar impactos ambientais.
 
Porém, deve ficar claro que não é suficiente existir uma legislação rígida quanto à concessão de licenças
ambientais se os órgãos ambientais não forem igualmente rígidos e cuidadosos na fiscalização para emissão
dessas licenças.
 
Somente com fiscalização eficiente e instituições fortes é que se consegue combater um desenvolvimento
que venha a se mostrar predatório e destruidor, não respeitando o que mais se deseja ao fazer uso das leis e
normas, que é o desenvolvimento sustentável. 
 
Vale a pena ressaltar que, quando se menciona proteção ao meio ambiente, não se está, de forma alguma,
restringindo essa ação somente à fauna e à flora. A proteção também abrange a preservação do modo de vida
de muitas comunidades.
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Para saber mais sobre os assuntos tratados neste conteúdo, pesquise os seguintes sites e portais:
 
Portal Nacional de Licenciamento Ambiental, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente edos Recursos
Naturais Renováveis, Instituto Estadual do Ambiente e Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SMAC.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. Norma Brasileira (NBR) 14001. Sistema de gestão
ambiental. Rio de Janeiro, 2015.
 
BARBIERI, J. C. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. 4. ed. São Paulo: Saraiva,
2016.
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.
 
• 
BRASIL. Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011. Fixa normas, nos termos dos incisos III, VI e VII
do caput e do parágrafo único do art. 23 da Constituição Federal, para a cooperação entre a União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios nas ações administrativas decorrentes do exercício da
competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente, ao
combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas, da fauna e da flora; e altera a
Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981. Brasília, DF: Presidência da República, 2011.
 
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e
mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1981.
 
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Educação ambiental por um Brasil sustentável. 5. ed. Brasília, DF: MMA,
2018.
 
BRASIL. Portal Nacional de Licenciamento Ambiental. Etapas do licenciamento. Brasília, DF: MMA, s. d.
 
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Brasília, DF: MMA, 2021. Consultado na internet em: 27 set. 2021.
 
CONAMA. Resolução nº 001, de 23 de janeiro de 1986. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 17 fev. 1986.
 
CONAMA. Resolução nº 237, de 19 de dezembro de 1997. Brasília, DF: CONAMA, 1997.
 
FIORILLO, C. A. P. Curso de direito ambiental brasileiro. 14. ed. rev. ampl. e atual. São Paulo: Saraiva, 2013.
 
LEGISLAÇÃO de direito ambiental. 6. ed. Rio de Janeiro: Saraiva, 2013. (Coleção Saraiva de Legislação).
 
MACHADO, A. Q. Licenciamento ambiental: atuação preventiva do Estado à luz da Constituição da República
Federativa do Brasil. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2012.
 
RODRIGUES, M. A. Direito ambiental esquematizado. Pedro Lenza (coord.). 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
 
SCARLATO, F. C.; PONTIN, J. A. Do nicho ao lixo: ambiente, sociedade e educação. São Paulo: Atual, 2006.
	Licenciamento ambiental
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	Bem-vindo ao estudo do licenciamento ambiental. Para iniciar os estudos assista ao vídeo a seguir.
	Conteúdo interativo
	1. Origens do licenciamento ambiental
	Considerações iniciais
	Vamos conhecer, no vídeo a seguir, as origens e os objetivos do licenciamento ambiental.
	Conteúdo interativo
	Importante instrumento da preservação ambiental, o licenciamento é uma exigência legal a que estão sujeitos todos os empreendimentos ou as atividades que empregam recursos naturais ou que possam causar algum tipo de poluição ou de degradação ao meio ambiente.
	Curiosidade
	Origens e objetivos do licenciamento ambiental
	A poluição e os impactos ambientais causados pelo desenvolvimento desenfreado eram, naquela ocasião, totalmente visíveis; porém, os benefícios trazidos pelo progresso faziam com que esses problemas fossem justificados como um mal necessário para o desenvolvimento.
	Curiosidade
	Atenção
	Você sabe o que significa impacto ambiental?
	Saiba mais
	É importante destacar que existe diferença entre aspecto ambiental e impacto ambiental.
	Curiosidade
	No ano seguinte, foi institucionalizado o processo de Avaliação de Impacto Ambiental – AIA, como um instrumento da política ambiental do NEPA.
	A conferência teve como resultado a Declaração sobre o Ambiente Humano, a qual, entre outras deliberações, determinou que deveria ser confiada às instituições nacionais competentes a tarefa de planificar, administrar e controlar a utilização dos recursos naturais dos Estados, com o propósito de melhorar a qualidade ambiental.
	Somente na década de 1960 teve início a consolidação da normatização, até hoje corrente, relacionada a impactos no meio ambiente.
	Com a crescente conscientização da sociedade, tornou-se cada vez mais necessária a adoção de práticas adequadas de gerenciamento ambiental em quaisquer atividades potencialmente modificadoras do meio ambiente.
	Em 1981, quase duas décadas passadas de uma preocupação cada vez mais crescente com as questões ambientais, o Brasil publicou a primeira lei de âmbito federal sobre o assunto: a Política Nacional do Meio Ambiente − Lei nº 6.938/1981.
	Saiba mais
	O que podemos fazer para diminuir os impactos ambientais?
	Verificando o aprendizado
	Quanto às consequências da poluição, avalie as proposições a seguir:A poluição:
	I) Prejudica o meio ambiente, podendo causar danos à saúde humana.II) Altera os recursos naturais.III) Provoca desequilíbrios ecológicos.A respeito dessas asserções, está correto o que está sendo afirmado em:
	Observe as afirmativas a seguir:I. Impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afeta a biota.II. A Avaliação de Impacto Ambiental – AIA tem por objetivo identificar os impactos potenciais das futuras instalações de um empreendimento.III. O licenciamento ambiental não é obrigatório em todo o território nacional. As atividades potencialmente poluidoras podem funcionar sem o devido licenciamento, dependendo do estado do Brasil.IV. Por meio da Lei nº 6.938/1981, a avaliação de impactos ambientais e o licenciamento ambiental foram criados como instrumentos que visam atingir os objetivos de preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida.V. Segundo a ISO 14001, o aspecto ambiental é o elemento das atividades ou de produtos ou serviços de uma organização que pode interagir com o meio ambiente.Está correto o que está sendo afirmado em:
	2. Critérios de elegibilidade do licenciamento ambiental
	A elegibilidade e a aplicabilidade do licenciamento ambiental
	Conteúdo interativo
	O Conama criou duas exigências: o Estudo de Impactos Ambientais e o Relatório de Impactos Ambientais, respectivamente, EIA e RIMA.
	Atenção
	Por que um divisor de águas?
	Exemplo
	Resolução Conama nº 001, de 23 de janeiro de 1986
	Artigo 3º da Resolução
	Artigo 4º da Resolução
	Artigo 5º da Resolução
	Artigo 7º da Resolução
	Artigo 8º da Resolução
	Artigo 9º da Resolução
	Artigo 10° da Resolução
	Artigo 11° da Resolução
	O que é o EIA?
	A função do EIA é subsidiar o processo de licenciamento ambiental de atividades com relevante potencial de causar desequilíbrios ecológicos. Trata-se de um relatório técnico, elaborado por uma equipe multidisciplinar, independente de empreendedor, profissional e tecnicamente habilitada para analisar os aspectos físicos, biológicos e socioeconômicos do ambiente que, além de atender aos princípios da Política Nacional do Meio Ambiente, deve obedecer às diretrizes gerais.
	Atenção
	O que são medidas mitigatórias?
	RIMA, o que significa?
	Vale a pena ressaltar que a realização de uma audiência pública poderá vir a ser solicitada pelo Ministério Público, por entidade civil, ou por cinquenta cidadãos ou mais, a fim de que qualquer dúvida acerca do projeto seja devidamente esclarecida. A não observância dessa regra poderá provocar a invalidade da licença ambiental.
	Atenção
	Como saber se a atividade em questão precisa ou não elaborar EIA/RIMA?
	Verificando o aprendizado
	Acerca do Estudo dos Impactos Ambientais (EIA), está correto o que se afirma em:
	Em fevereiro de 2021, foi anunciada a construção do novo aeroporto de Maragogi (AL). O aeroporto contará com uma pista de mais de 2,2 metros para pousos e decolagens e terá capacidade para até duas grandes aeronaves simultâneas e 12 aviões de pequeno porte.I. A obra dependerá da

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