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AI-Aulas 8 a 16

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Universidade Estácio de Sá
Campus João Uchôa 
ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
CCA0156 – 2015.2
Aulas 8 a 16
Prof. Gisela Madureira
UNIDADE III: Metodologias de AI para internet (web) 
3.1 Ontologias e representação do conhecimento: 
- a organização da informação é cada vez mais importante, em função da quantidade de informações (dados) disponíveis, o que dificulta a recuperação da informação; 
- são necessárias técnicas para melhorar o tratamento dos dados (seleção, processamento, recuperação e disseminação). 
- nos últimos anos, as ontologias tem sido usadas para organizar o conteúdo; 
- em organização da informação, o termo ontologia, tem significado diferente do da filosofia; 
- ontologia é um "catálogo de tipos de coisas" em que há um domínio, na perspectiva do usuário de uma determinada linguagem (Sowa, 1999); 
- para Gruber (1996), "Uma ontologia é uma especificação explícita de uma conceitualização (...) Em tal ontologia, definições associam nomes de entidades no universo do discurso (por exemplo, classes, relações, funções,etc, com textos que descrevem o que os nomes significam e os axiomas normais que restringem a interpretação e o uso desses termos)"; 
Aula 8
- para elaborar uma ontologia, definem-se categorias de coisas dentro de um mesmo domínio; 
- Conceitualização refere-se a uma visão abstrata e simplificada do mundo que se deseja representar, através de objetos, conceitos e outras identidades de um determinado domínio e o relacionamento entre eles; 
- uma rede conceitual é formada a partir de um vocabulário que confere um caráter intencional às ontologias que, por sua vez, regulam, a combinação entre os termos e as relações, criadas por especialistas. Os usuários formulam as consultas a partir dos conceitos formulados; 
- assim, uma ontologia determina a linguagem a ser utilizada para as consultas. 
- os componentes básicos de uma ontologia são classes (organizadas em uma taxonomia), relações (representam a interação entre os conceitos do domínio); axiomas (para modelar sentenças sempre verdadeiras) e instâncias (utilizadas para representar elementos específicos, os dados). 
3.2 Indexação e classificação de informação na internet: taxonomia e folksonomia
- Os sistemas de informação e de busca na internet dependem de uma classificação da informação através de métodos de representação e indexação: 
- No âmbito da indexação de documentos e da representação do conhecimento podem na internet, podem ser observados dois desenvolvimentos: folksonomia e ontologia; 
- as ontologias servem para a integração avançada da informação, enquanto a folksonomia (folk- popular) refere-se as classificações realizadas pelos usuários partir de tags (etiquetas), aplicadas aos conteúdos; 
- a taxonomia é o método tradicional de indexação e classificação que depende de conhecimento prévio do usuário. Quando o usuário não sabe representar o que busca, não encontra. 
- nos sistemas de informação colaborativos, o usuário participa da produção, organização e difusão de informações, nas redes sociais às quais pertencem. 
- folsonomia é um termo criado por Thomas Vander Wal, em 2004, no Instituto de AI, descrito como "uma estrutura categórica criada pelos usuários, de baixo para cima, desenvolvida com um thesaurus emergente" (VANDER WAL, 2007). 
- a folksonomia é um método de representação e indexação baseado na classificação colaborativa da informação e desloca a indexação de dados para o uso de "metadados" criados pelos próprios usuários; 
- refere-se ao esforço de integração do usuário na especificação da informação; 
- a segmentação da informação é consequência da linguagem natural para representar e recuperar a informação em ambientes virtuais culturais; 
- o grande compartilhamento de uma tag demonstra parcerias semânticas em um dado domínio e ou novas ontologias. 
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Leituras complementares:
Texto compl. 11: JARDIM, André Desessards. Ontologias. em: 
http://ia.ucpel.tche.br/~lpalazzo/Aulas/IWS/m05/IntroOnto.pdf. 
MOURA, Maria Aparecida. Folksonomias, redes sociais e a formação para o tagging literacy: Desafios para a organização da informação em ambientes colaborativos virtuais. IN: I n f . I n f . , L on d r in a , v . 1 4 , n. e s p , p . 2 5 - 4 5 , 2 0 0 9. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/2196/3217. 
UNIDADE III: Metodologias de AI para internet (web) 
3.3 Sistemas de busca e de recomendação:
Sistema de busca: 
- sistema de software desenvolvido para procurar e encontrar informações armazenadas em um banco de dados, a partir de palavras-chave, o que diminui enormemente o tempo da procura; 
- surgiram logo após o aparecimento da internet para oferecer a informação de forma mais rápida e eficiente. 
- exemplo de sistemas de busca: Yahoo, Altavista, Amazon e, especialmente, o Google. 
permitem a organização da informação no ciberespaço, através de palavras-chave, tags e links, utilizando recursos de filtragem e catalogação baseados fundamentalmente na álgebra booleana ou Álgebra de Boole (matemática e ciência da computação), que trabalha dentro da lógica binária do zero e um. 
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Agentes inteligentes ou sistemas de recomendação (SR) Agentes inteligentes: 
no final dos anos 90, começam a operar os agendes inteligentes (agentes de software) cuja segunda geração passou a ser chamada de Sistemas de Recomendação. 
Sistemas de recomendação (SR): 
- série de inovações tecnológicas voltadas para a internet e aplicadas no cotidiano dos usuários, que servem para guiar os caminhos na internet; 
- os primeiros grandes SR foram o Yahoo!, em 1996, e o Amazon, em 1997, hoje utilizados amplamente no e-commerce; 
- diferentemente dos sistemas de busca, como o Google, são baseados nos conceitos de recomendação e de descoberta da informação, a partir dos inputs dos usuários e na apropriação de conhecimento sobre eles para gerar listas de recomendações (recomendar produtos ou serviços) e personalizar o comércio online para cada consumidor; 
- para Johnson (2001), os sistemas de recomendação, chamados por ele de agentes sociais, aproveitam-se do conhecimento sobre os usuários para recomendar informações, através da alimentação de grandes bancos de dados formado por milhões de pessoas. A proximidade das preferencias permite para um usuário transformar possibilidades em probabilidades de forma que os agendes (SR) antecipem as preferências dos usuários, por isso, é possível que alterem a formação do gostos culturais dos usuários.
Leituras obrigatórias: 
DIGERATI. O básico sobre o Google. IN: Os segredos do Google. São Paulo: Digerati Comunicação e Tecnologia, 2004, p. 6 a 13 (No PDF, p. 7 a 14). em: http://www.scribd.com/doc/4744469/OS-SEGREDOS- DO-GOOGLE
Leitura complementar: 
JEANNENEY, Jean-Noel. Quando o Google desafia a Europa: em defesa de uma reação. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2006. 
UNIDADE IV: Modelagem digital e ambientes hipermídia 
4.3. Interação homem-computador e modelos mentais Interação homem-computador (Engenharia cognitiva): 
- área multidisciplinar que relaciona ciência da computação, artes, design, ergonomia, psicologia, sociologia, comunicação, semiótica e linguística; 
-  ocorre através da interface (hardware e software) com o usuário; 
-  os ambientes informacionais hipermídiaticos compreendem a construção de um novo espaço, virtual, que opera com trocas simbólicas e processos de significação; 
- os ambientes informacionais incorporam outros sistemas de significação (vídeo, cinema, rádio, livro, jornal, pintura, fotografia) com a lógica digital 
- a Engenharia Cognitiva é a base da IHC busca compreender os princípios fundamentais da ação humana com aspectos ergonômicos (agradável de usar) que propiciam um engajamento prazeroso do usuário para além da facilidade de uso. 
- possibilitar que o usuário caminhe até a informação através de uma interface compatível com