Prévia do material em texto
Kathleen Santos Vieira da Conceição - 14682950. TOCQUEVILLE, Alexis de. A democracia na América. Introdução Parte 1: A igualdade das condições (§§ 1-6) a) O autor inicia destacando o que mais chamou atenção dele: “a igualdade das condições”. (§ 1) a1) Ainda no mesmo parágrafo, descreve que ela gera um bom desenvolvimento social. a2) Proporciona uma espécie de molde no corpo governamental, desde as leis até a forma que todos a exercem. b) Explica que a igualdade de condições faz mais do que transformar os costumes, mas também gera opiniões, sentimentos, propõe usos e modifica tudo aquilo que ela não produz. (§ 2) c) Finaliza sua observação com a seguinte proporção: quanto mais o mesmo estudava a sociedade estadunidense, maior era sua percepção de que o ponto chave de todas as suas observações, era a igualdade das condições.(§ 3) d) Compara os EUA e “seu hemisfério” (Europa) no quesito igualdade das condições, colocando o país em um estado extremo e o continente a caminho desse mesmo lugar. (§ 4) d1) “e essa mesma democracia, que reinava sobre as sociedades americanas, pareceu-me na Europa avançar mais rapidamente para o poder.”. e) No ato da comparação foi onde surgiu a ideia do livro A democracia na América. (§ 5) f) Afirma que a “grande revolução revolução democrática” já está acontecendo entre os franceses, entretanto, a mesma é julgada de diferentes maneiras. (§ 6) f1) Dividida basicamente em dois pensamentos: O pensamento das pessoas que esperam detê-la e o das que a tomam como irresistível. [pp. 8] Parte 2: As novas multiformas de poder (§§ 7-17) a) O autor voltou-se para a França há 700 anos atrás (séc. XI) onde pequenas famílias governam suas terras e os habitantes, hereditariamente. Descobre que a única origem do poder é a propriedade da terra. (§ 7) b) Contrapõe-se ao argumento de poder, uma vez que o clero agora abria-se a todos, dando chances iguais de serem parte da nobreza . (§ 8) c) Discorre que com o passar do tempo, a diferença entre os homens tornam-se maiores e mais complexas. (§ 9) c1) A partir de então, faz-se necessária as leis. c2) Surgem os legistas, que deixam os cartórios e vão trabalhar ao lado dos barões feudais. d) Explica a influência do dinheiro que é sentida sobre o Estado, sendo o negócio uma nova forma de poder, fazendo com que, financistas, sejam agora, reconhecidos como poder público. (§ 10) e) Narra que o desejo pelo conhecimento é aflorado, arte, literatura e ciência ganham destaque, resultando na chegada dos letrados ao negócio. (§ 11) f) Conforme crescem os meios de chegar ao poder, perde-se o valor do nascimento. (§ 12) f1) Igualdade introduzida no século XIII pela própria aristocracia. [pp. 9] g) Aponta que durante os 700 anos citados, algumas vezes, os nobres deram poder ao povo, todavia, como estratégia de luta contra reis e rivais. (§13) h) Segue apontando que os reis faziam (com frequência) maior o mesmo que os nobres, com o intuito de rebaixar a aristocracia. (§ 14) i) Explica que na França os reis agiam conforme os “niveladores”. (§ 15) i1) Quando estavam fortes, trabalhavam para elevar o povo ao nível dos nobres. i2) Quando fracos, deixavam que o povo ficasse acima. j) Declara que desde que os cidadãos passaram a possuir propriedades terrenas (o que lhes dava poder), não se teve mais desenvolvimento e inovações no campo artístico e comercial. (§ 16) j1) Desde então, o único desenvolvimento que se viu, foi o universal. j2) Na visão do autor, a ganância pelas coisas que haviam na época, pareciam trabalhar de acordo com a ideia do rico ficar mais pobre e o pobre ficar mais rico. k) Segue na ideia de que desde o momento em que os trabalhos inteligentes tornaram-se fonte de riqueza, teve-se que considerar todo o tipo de ciência. (§ 17) k1) Suas conquistas estenderam-se então, com as da civilização e das luzes, e a literatura foi um arsenal aberto a todos, no qual os fracos e os pobres vieram cada dia buscar armas. [pp. 10] Parte 3: Século XI (§§ 18-28) a) Traz a concepção que ao decorrer dos últimos 700 anos, não se encontra grandes acontecimentos que não tenham sido benéficos para a igualdade. (§ 18) b) Exemplifica como as demandas são destinadas aos pobres igualmente aos que pertencem ao palácio. (§ 19) c) Declara que se for analisado a cada meio século, a partir do século XI, a cada findar desses períodos terá uma dupla revolução, onde o nobre estará baixado na escala social ou terá um plebeu sendo elevado. A cada meio século que se aproximam, logo se tocarão. (§ 20) d) Tal acontecimento não se realiza apenas na França, mas sim, em todo universo cristão. (§ 21) e) A vida dos povos como um todo, sempre resultava no bem da democracia. Todos ajudaram com seus esforços, até mesmo aqueles que eram contra ela. (§22) e1) “e todos trabalharam em comum, uns contra a própria vontade, outros sem o saber, cegos instrumentos nas mãos de Deus.” [pp. 11] f) A igualdade das condições se desenvolve aos poucos, tendo como principais as características seguintes: universalidade, longa duração, está fora do poder humano. (§ 23) f1) Todos os acontecimentos para o desenvolvimento. g) Levanta questionamentos sobre a democracia poder ser vencida ou não: (§ 24) g1) “Alguém acredita que, depois de ter destruído o feudalismo e vencido os reis, a democracia recuará diante dos burgueses e dos ricos?” h) Responde ao último questionamento: "Aonde vamos, então?” Não se sabe. Pois ao nível que chegou o cristianismo, já não há mais como prever aquilo que foi definido. (§ 25) i) Informa que o livro foi escrito sob um terror religioso que habitava na alma do autor pela vista de uma revolução que provocou tantas ruínas. (§ 26) j) Nega que para saber sobre a vontade de Deus, seja necessário ouvi-lo. Basta apenas observar e poderá ver tudo aquilo que o dedo dele traçou. (§ 27) k) Condiciona as meditações e observações: Se levassem o homem a entender que o desenvolvimento da igualdade provém do passado e do presente, então, essa simples descoberta mostraria o desenvolvimento humano e daria carácter sagrado às observações. (§ 28) k1) A democracia foi apenas aceita e querer detê-la, segundo o autor, era como lutar contra Deus, então não restava nada mais além de aceitá-la. Parte 4: O controle da revolução democrática (§§ 29- 40) a) Define o movimento cristão da época como provedor de um “espetáculo assustador”, forte demais para ser detido, mas não rápido o suficiente para ser dirigido. (§ 29) [pp. 12] b) Aborda alguns pontos que são os deveres daqueles que constituem a sociedade democrática: ensinar, reavivar crenças, substituir aos poucos o instinto pela ciência e se adaptar às circunstâncias. (§ 30) c) Julga necessário uma nova ciência política para um novo mundo. (§ 31) d) Entretanto, essa ciência não é pensada uma vez que, estão apenas vivendo as correrias do dia a dia e, às vezes, sem perceber, sendo arrastados para o abismo. (§ 32) e) Defende que não há na Europa, povos cujas as revoluções tenham tido mais progresso do que na França, entretanto, as revoluções francesas sempre marcharam “ao acaso”. (§ 33) f) As revoluções francesas sempre se fizeram sozinhas, independentes. (§ 34) f1) Os mais poderosos, inteligentes e morais não buscam dirigi-la. f2) Declara que a democracia foi abandonada e a partir de então cresceu conforme seus “instintos” como um filho de abandono paterno. f3) Sendo ainda ignoradaquando tomou o poder. f4) Ao invés de tentar instruí-las, tentaram erradicá-las, certamente sem sucesso. [pp. 13] g) Explica que devido a forma que foi tratada, a revolução democrática sem os devidos cuidados como estabelecer legislação por exemplo, acabou sendo quase que inútil. (§ 35) g1) Desta forma o resultado é a democracia que acarreta o jeito vicioso de fazer por si só, e vendo os males que ela acarreta, ignoram os bens que ela pode oferecer. h) O autor afirma que quando o poder real governava junto a aristocracia, em meio as misérias, eles (os ricos) tinham várias alegrias que tempos de revolução não poderiam proporcionar. (§ 36) i) A força do povo fazia com que o palácio o temesse e o respeitasse. (§ 37) j) O interesse benevolente dos nobres para com o povo, parte da ideia de que “tem que cuidar do povo” como rebanho, ajudar a traçar seu destino. (§ 38) k) Por falta de conhecimento, o povo acatava as ordens de seus chefes sem questionar. Apenas recebiam suas benfeitorias. (§ 39) l) Complementa que como o nobre acreditava merecer seus privilégios e o servo ser inferior por ordem imutável da natureza, pode-se perceber uma certa semelhança entre essas duas classes. (§ 40) [pp. 14] Parte 5: O poder na mão de cada um (§§ 41-54) a) Define que o que deprava os homens é o uso de um poder que consideram ilegítimo e a obediência a um que consideram opressor. (§ 41) b) Aponta dois lados: o do lazer, luxos e riquezas e o outro, que apresenta a grosseria, o trabalho e a ignorância. (§ 42) c) Contrapõe dizendo que no meio de toda essa ignorância, encontra-se paixão, generosidade, crenças profundas e virtudes. (§ 43) d) A sociedade organizada deste modo, poderia obter poder, estabilidade e glória. (§ 44) e) “Mas eis que as posições se confundem; as barreiras erguidas entre os homens se abaixam;” (§ 45) e1) Divide-se os domínios, o poder se iguala e as inteligências também. e2) Deste modo, o estado social torna-se definitivamente democratico. f) Ilustra que se conseguissem ver as leis como fruto de seu trabalho, acataram sem custo. Passariam a ver o chefe de Estado como alguém necessário e não como algo divino, teriam um sentimento mais tranquilo quanto a tudo isso, pois teriam seus direitos garantidos. (§ 46) g) Complementa dizendo que uma vez ciente de seus verdadeiros interesses, o povo compreenderia que na vida social há direitos e deveres. (§ 47) h) Compreende que neste modelo a sociedade não será imóvel, mas seus movimentos poderão ser moldados em busca do bem comum. (§48) h1) Caso achem menos interessante do que uma aristocracia, se depararam com menos misérias, que resultarão em menos frustrações, uma sociedade mais tranquila. [pp. 15] i) Ressalta que na falta do “é assim porque a natureza quis”, todos se verão iguais aos seus semelhantes. (§ 49) i1) Ao perceber que só encontraram apoio um nos outros, na busca dele, perceberão também que o interesse particular se confunde com o geral. j) Resgata a ideia de que no modelo em que a nação está mais “globalizada”, pode ser que ela perca seu brilho, sua força. Todavia, todos viverão de um modo mais tranquilo, tanto no quesito financeiro, quanto no emocional. (§ 50) k) Defende que se nem tudo fosse bom, o corpo social deixaria as vantagens da aristocracia e se apegariam a todos os bens da democracia. (§ 51) l) Questiona quando deixar o modelo de seus ancestrais, que lugar ocupará? (§ 52) m) O poder real se desfez sem ser substituído pelas leis. Agora o povo que respeitava, o ignora, mas com medo. (§ 53) n) Percebe que não há mais um povo que queria lutar separadamente contra a tirania, e como uma força opressora, mas frequentemente conservadora, pode resultar na fraqueza de todos. (§ 54) Parte 6: Des(apego) das crenças (§§ 55-71) a) Objeta que a divisão de fortunas aproximou pobres e ricos, o que os fez odiar ainda mais um ao outro, distanciando-os do poder. Para ambos a ideia de direitos não existe, então os resta força para o presente e futuro. (§ 55) [pp. 16] b) O pobre ficou apenas com as coisas que são negativas: preconceitos e ignorância. (§ 56) c) Distingue o motivo da sociedade estar tranquila: Não pela consciência de sua força e sim, por acreditar estar doente e ver qualquer esforço de mudança como uma possível fatalidade. (§ 57) d) Deste modo, abandonam o que a aristocracia oferecia de bom, sem desfrutar das utilidades que o estado atual oferece. (§ 58) d1) “detendo-nos complacentemente no meio dos escombros do antigo edifício, parecemos querer estabelecer-nos aí para sempre.” e) Nega ser menos pior do que o que acontece no “mundo intelectual”. (§ 59) f) A democracia francesa se apoderou de uma só vez da sociedade, sem estabelecer de forma calma o seu lugar. Atropelou seus inimigos, opiniões e até mesmo aqueles que estavam caminhando com ela. Ilimitada, apenas fluiu. (§ 60) g) Essa é a confusão que os franceses testemunharam. (§ 61) h) Busca em sua memória algo que em seu tempo que tenha feito mais dor do que o rompimento do vínculo das pessoas, mas não encontra nada. (§ 62) [pp. 17] i) Narra que estranhamente os cristãos que aceitam que são todos iguais diante de Deus, não têm a mesma óptica perante a lei e a liberdade, essa vêm como adversária. (§ 63) j) Descobre outros homens que o seu olhar pela liberdade é gracioso, pois acreditam que ela é uma das mais nobres virtudes, fonte de bens e benefícios. (§ 64) j1) “Compreendo que estes vão se apressar a chamar a religião em seu auxílio, porque devem saber que não se pode estabelecer o reinado da liberdade sem o dos costumes, nem fundar os costumes sem as crenças.” j2) Mas perceberam que a religião os colocará em uma situação sem saída com seus adversários, por isso uns a atacam e outros nem se dão o trabalho de defendê-la. k) Diferencia os que têm e os que são desprovidos de liberdade. (§ 65) k1) Enquanto a postura de uns é de almejar o reconhecimento desse direito, outros, que a possuem, apenas reclamam de tê-lo. [pp. 18] l) Percebe homens que são colocados à frente da sociedade que os rodeia: Homens puros, passivos e com hábitos tranquilos. Entretanto, às vezes são enxergados como inimigos da sociedade, uma vez que não sabem distinguir benfeitorias com aquilo que é novo. (§ 66) m) Perto destes, o autor percebe aqueles que querem mostrar a todo custo a utilidade humana, sem se preocupar com justiça ou bem estar, focando tão somente no progresso. (§ 67) n) Questiona “Aonde estamos, pois?”. (§ 68) o) O autor resume todos os pontos e contrapontos apresentados anteriormente. (§ 69) o1) “religiosos combatem a liberdade e os amigos da liberdade atacam as religiões; espíritos nobres e generosos gabam a escravidão e almas baixas e servis preconizam a independência; cidadãos honestos e esclarecidos são inimigos de qualquer progresso, ao passo que homens sem patriotismo e sem costumes fazem-se apóstolos da civilização” p) O autor faz uma série de questionamentos sobre a semelhança entre os séculos, se terão os mesmos elementos e comportamentos. (§ 70) q) Ilustra um pensamento que em parte ignora os fatos, a fim de não querer duvidar da justiça divina, que não colocaria o homem em meio a misérias de pensamentos e problemáticas a serem resolvidas. (§ 71) [pp. 19] Parte 7: A experiência estadunidense e sua descrição (§§ 72-84) a) Declara que “há um país no mundo em que a revolução social de que falo parece ter alcançado”, no caso, os EUA, de uma maneira mais fácil, ou pelo menos sem passar por tantas revoluçõescomo a França. (§ 72) b) Narra que os emigrantes que chegaram à América no início do século XVII, se depararam com o início da democracia e ali, puderam se desenvolver sossegadamente nas leis. (§ 73) c) Acredita que certamente a França alcançaria a condição dos Estados Unidos. Todavia, ciente de que são caminhos diferentes a serem percorridos e os resultados possivelmente também serão em cada um dos países. (§ 74) d) O autor declara que não foi aos EUA apenas para sanar suas curiosidades, mas sim, encontrar ensinamentos que pudesse aproveitar em seu país. Encontrar os povos que conseguiram concretizar ou quase, o conceito da igualdade das condições, observando que efeitos teria sobre eles e se seria proveitoso aplicá-los a outros. (§ 75) [pp. 20] e) Informa que na primeira parte da obra, apontou a direção que a democracia que se desenvolvia nos EUA tomaria. Quais seriam suas causas e consequências, os pontos positivos e negativos produzidos pela mesma e como os estadunidenses lidariam com ela. (§ 76) f) Na segunda parte, seu objetivo era mostrar “a influência que exercem na América a igualdade das condições e o governo da democracia sobre a sociedade civil”. (§ 77) f1) Antes mesmo de terminar seu trabalho surgiram outros dos próprios estadunidenses, entretanto, ocultando a gravidade dos quadros. g) Alega não ter certeza sobre o parecer do seu texto ser claro o suficiente para o entendimento de que ele está falando dos EUA. (§ 78) h) Ao escrever seus textos, tomou o cuidado de recorrer aos originais para consulta e disponibilizá-as. (§ 79) h1) Quanto a opiniões, consultou os entendidos do assunto. [pp. 21] i) Nesta hora, afirma que o leitor terá de confiar em sua palavra. Pois, muitas vezes poderia até citar nomes, entretanto nem sempre seriam úteis para veracidade, uma vez que nem todos eram conhecidos. (§ 80) i1) As vezes, colhia informações no contato com imigrantes, com viajantes, e pessoas do país. Deste modo, preferiu arriscar o trabalho do que citar estes. j) Ciente de que mesmo com os devidos cuidados seria fácil para alguém criticar o livro, caso quisesse. (§ 81) k) O autor explica que é necessário ler o livro completo e julgar os fatos no seu contexto, pois os mesmos coexistem.(§ 82) l) Afirma que o autor que quer ser compreendido deve buscar sê-lo, a partir do uso de tecnologias da escrita.(§ 83) m) Finaliza dizendo que o livro não foi escrito para ninguém e nem para nenhum partido, pois enquanto pensam no “amanhã”, o autor estava pensando no futuro. (§ 84)