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LINFONODOMEGALIAS Quando a Patologia encontra a Hematologia Prof. Dr. André Teixeira Patologista andre.teixeira@unichristus.edu.br Aulas Laboratório Integrado - Patologia -Casos clínicos e lâminas digitalizadas -Objetivo: “tirar a Patologia do microscópio” -Imagens cobradas em prova estão nos slides -Utilizem PDF’s atualizados dos slides -Referência: Robbins (Bases Patológicas das Doenças) -Questões de prova -Alterações microscópicas -Correlação com clínica e fisiopatologia Linfonodo normal Folículos linfoides Medula Córtex Cápsula Valvas Artéria/Veia Linf. eferente Centro germinativo Zona do manto Imunoistoquímica Folículo linfoide CD20: Linfócitos B CD3: Linfócitos T Folículos linfoides Córtex superficial Região interfolicular Paracórtex Linfonodomegalia -> medida maior que 1,0cm Linfomas Hodgkin Não-hodgkin Leucemias Mieloide Linfoide Metástases Carcinomas Melanoma Sarcomas Bacterianas Tuberculose Virais Mononucleose HIV CMV Protozoários Toxoplasmose Fungos Histoplasmose Blastomicose Criptotocose Lupus Eritematoso Artrite reumatoide Síndrome de Sjogren Vasculites Sarcoidose Doenças de depósito Amiloidose Fármacos Fenitoína Alopurinol Hidralazina Penicilinas Cefalosporinas Malignidade Infecções Autoimunidade Miscelânea Iatrogenia M I A M I Provável benigno Pode ser maligno Localização Qualquer localização Cervical posterior Supraumbilical Supraclavicular Axilar Tamanho Menor que 1,0cm Maior que 2,25cm Consistência Fibroelástica Pétrea Fixação Não aderido Aderido Dor/Sinais flogísticos Doloroso, pode fistulizar Indolor Duração Menos de 3 semanas Mais de um mês Qual o risco de ser maligno? Precisa biopsiar? Caso Clínico 1 Identificação - J.A.V., sexo masculino, 36 anos, casado, professor História da doença atual Referia que vinha apresentando episódios febris há 6 semanas, que eram mais comuns à noite e associavam-se a calafrios e sudorese abundante. Havia ainda episódios de prurido cutâneo. Exame físico Linfonodomegalia palpável em região cervical posterior direita. O maior linfonodo apresentava medida de 2,0cm, era endurecido e indolor à palpação. Não havia sinais flogísticos e pontos de fistulização. Conduta: biópsia excisional + exame anatomopatológico Hemograma Hemoglobina (Hb): 10,2 g/dL (anemia leve a moderada) Hematócrito (Ht): 31% Eritrócitos (RBC): 3,8 milhões/mm³ Volume Corpuscular Médio (VCM): 85 fL Hemoglobina Corpuscular Média (HCM): 28 pg Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM): 33 g/dL Leucócitos (WBC):13.500/mm³ (leucocitose leve) Neutrófilos: 7.000/mm³ (52%) Linfócitos: 3.200/mm³ (24%) Monócitos: 1.000/mm³ (7%) Eosinófilos: 2.000/mm³ (15%) (eosinofilia) Basófilos: 300/mm³ (2%) Plaquetas: 450.000/mm³ Ferritina: 500ng/ml (elevada) Eosinofilia Linfoma? Linfonodomegalia Anemia de doença crônica Vamos ver a histologia? Clique no link ou copie e cole no seu navegador https://pathpresenter.net/public/display?token=41b04ba2 https://pathpresenter.net/public/display?token=41b04ba2 Imagem panorâmica Septos de colágeno Consistência endurecida Células atípicas (Reed-Sternberg e Hodgkin) Recrutamento de outras células Linfonodomegalia Eosinófilos Prurido cutâneo Eosinofilia Célula de Reed-Sternberg Produção de citocinas Sintomas B Ferritina elevada Mitoses Células de Hodgkin LINFOMA DE HODGKIN ESCLEROSE NODULAR Célula de Reed-Sternberg Linfócito B mutado Célula grande, binucleada, com nucléolos evidentes CD15 CD30 Célula em olho de coruja Patogênese Mutações Infecções Ex: EBV Imunossupressão Célula de Reed-Sternberg Recrutamento de outros leucócitos Linfonodomegalia Cervical, mediastinal Dispneia Dor torácica Disfagia Dor abdominal Citocinas Febre, prurido, perda de peso, sudorese noturna Disseminação Baço Fígado Medula óssea - Mais comum - Estadios I ou II - Mediastino - Adultos jovens - Linfonodo endurecido Subtipos - Estadios III ou IV - Incidência bifásica - Sexo masculino - Menos comum - Raros - Homens idosos - Imunossupressão - Doenca avançada Esclerose nodular Celularidade mista Rico em Linfócitos Depleção linfocitáriaRico em Linfócitos Nodular rico em linfócitos Caso Clínico 2 Identificação - M.C.A., 64 anos, sexo feminino, cozinheira. História da doença atual Paciente com quadro de febre, tosse, perda de peso (8kg nos últimos 6 meses) e aumento do volume abdominal há 3 meses. Refere ainda linfonodos aumentados em regiões cervical, axilar e inguinal. Exame físico Linfonodos aumentados nas cadeias mencionadas acima. Alguns linfonodos com consistência amolecida e aderência aos tecidos moles adjacentes. Presença de hepatomegalia e esplenomegalia. Exames laboratoriais Aumento de DHL (desidrogenase láctica). Conduta: biópsia excisional de linfonodo + exame anatomopatológico. Hemograma Hemoglobina (Hb): 9,5 g/dL (anemia normocítica normocrômica) Hematócrito (Ht): 29% Eritrócitos (RBC): 3,5 milhões/mm³ Volume Corpuscular Médio (VCM): 88 fL Hemoglobina Corpuscular Média (HCM): 30 pg Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM): 34 g/dL Leucócitos (WBC):4.800/mm³ (leucopenia leve) Neutrófilos: 2.500/mm³ (52%) Linfócitos: 1.100/mm³ (23%) Monócitos: 900/mm³ (19%) Eosinófilos: 200/mm³ (4%) Basófilos: 100/mm³ (2%) Plaquetas: 95.000/mm³ (trombocitopenia moderada) Pancitopenia + Linfonodomegalia Infiltração medular? Vamos ver a histologia? Clique no link ou copie e cole no seu navegador https://pathpresenter.net/public/display?token=e4f136d6 https://pathpresenter.net/public/display?token=e4f136d6 Necrose Células viáveis Consistência amolecida Infiltração do tecido adiposo Linfonodo pouco móvel, aderido Mitoses Células grandes Alto grau histológico Normal Morte celular acelerada Comportamento agressivo Alto grau histológico DHL aumentada Marcação para CD20 Marcador de linf. B LINFOMA DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B https://www.researchgate.net/figure/Schematic-representation-of-the-signalling-pathways-regulating-and-regulated-by-Bcl-6_fig2_12903335 Patogênese Mutações que comprometem a diferenciação do linfócito B Linfoma de Hodgkin -Geralmente em um único grupo de linfonodos -Disseminação por contiguidade -Comprometimento extranodal incomum -Acomete adultos jovens -Maior chance de cura -Possuem células de Reed- Sternberg Linfoma Não Hodgkin -Múltiplos linfonodos -Disseminação não contígua -Comprometimento extranodal comum -Pico de incidência em idosos -Prognóstico variável, tende a ser mais agressivo -Alto Grau x Baixo Grau -Não possuem células de Reed- Sternberg Caso Clínico 3 Identificação - C.A.A., 56 anos, sexo masculino, pedreiro. História da doença atual Paciente tabagista, comparece à Unidade Básica de Saúde queixando-se de “caroço no pescoço” há 4 meses, com aumento progressivo. Havia ainda o relato de que apresentava episódios frequentes de tosse, tendo sido tratado para uma suposta pneumonia no pulmão direito que não apresentava melhora completa. Exame físico Linfonodo supraclavicular endurecido, único, com maior medida de 2,5cm, indolor, móvel e não aderido a planos profundos. Não havia sinais flogísticos. Conduta: biópsia linfonodal e investigação de lesão pulmonar. Vamos ver a histologia? Clique no link ou copie e cole no seu navegador https://pathpresenter.net/public/display?token=09d3e41c https://pathpresenter.net/public/display?token=09d3e41c Perda da coloração basofílica Área com linfócitos normais Restante do linfonodo Área com linfócitos normais Células atípicas no linfonodo Células atípicas no linfonodo Produção de queratina Origem epitelial Mitose Nucléolos Perda da diferenciação Neoplasia maligna de pulmão associada ao tabagismo METÁSTASE DE CARCINOMA EPIDERMOIDE Patogênese Clone metastático Digestão da MEC por metaloproteinases Invasão de vasos Disseminação Crescimento em outros órgãos Qual órgão aquele linfonodo drena? OBRIGADO PELA ATENÇÃO ! Me siga nas redes sociais @andrect22 (IG)