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ATIVIDADE AVALIATIVA PASTORAL DA CRIANÇA

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ-UFPI
	CURSO BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO
	DISCIPLINA: RESPONSABILIDADE SOCIAL E O TERCEIRO SETOR
	PROFESSORA: ELVIA FLORENCIO TORRES XIMENES
	ALUNA: MARIA EDINEIME LOPES
ATIVIDADE AVALIATIVA
CASTELO DO PIAUÍ-PI
NOVEMBRO DE 2015
PASTORAL DA CRIANÇA
	
	As instituições que formam o Terceiro Setor nasceram da falta de ações rápidas e objetivas por parte do setor governamental voltadas para a solução dos problemas mais básicos da população como saúde, educação, direitos, proteção ao meio ambiente dentre outras. Elas estão divididas em Associações, Organizações Filantrópicas, Organizações Não Governamentais (ONG's) e Fundações. Faremos aqui um breve resumo da história, ações e resultados de uma ONG brasileira mas que está presente em vários países da América Latina, Ásia e África: a Pastoral da Criança (PCç).
	A Pastoral da Criança é um organismo da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB e iniciou seus trabalhos no ano de 1983 na cidade de Florestópolis – PR sob a responsabilidade da Médica Sanitarista e Pediatra Dra. Zilda Arns com o apoio de Dom Geraldo Majella, na época Arcebispo de Londrina-PR. Presente em vários países, promove o fortalecimento dos vínculos familiares e comunidade colocando a criança no centro das atenções, monitorando seu desenvolvimento a partir do primeiro momento da fecundação até os seis anos de idade, através de verificação do peso, medidas, orientando alimentação, higiene dentre outros cuidados necessários para que a criança cresça em um ambiente familiar propício para o seu desenvolvimento integral.
	Para manter suas atividades a Pastoral da Criança conta com doações da UNICEF, BNDES, UNESCO e Ministério da Saúde. Hoje conta com a ajuda de 197.945 voluntários que atendem 1.247.924 crianças espalhados por 19 países.
	No início dos anos 80 havia um elevado índice de mortalidade infantil causada por doenças que podiam ser prevenidas como a desidratação provocada pela diarreia. Nessa época foi lançado um desafio para a Igreja Católica no Brasil: ajudar a salvar milhares de crianças da morte. Foi então que a Igreja criou a Pastoral da Criança e o seu primeiro desafio era ajudar a diminuir essa mortalidade ensinando as mães a prepararem o soro caseiro. Em sua Dissertação de Mestrado, Barbosa (2008, p.56) afirma que
“A Pastoral da Criança tem sua origem em 1982, a partir de uma reunião da ONU (Organização das Nações Unidas) em Genebra. O então diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), James Grant, propôs a D. Paulo Evaristo Arns, na época cardeal arcebispo de São Paulo, que a Igreja Católica poderia ajudar a reduzir a mortalidade infantil no Brasil através de ações básicas e de baixo custo, ensinando as mães a prepararem o soro caseiro.
De volta ao Brasil, o cardeal Arns propõe à sua irmã Zilda Arns Neumman, médica sanitarista que trabalhava no serviço público de saúde do Estado do Paraná, que elaborasse um projeto piloto. Um novo tipo de trabalho foi iniciado na Arquidiocese de Londrina no Paraná, na cidade de Florestópolis, no ano de 1983, sob a coordenação da Dra. Zilda Arns”. (BARBOSA, 2008).
	No seu projeto piloto, a PCç trabalhou mobilizando a comunidade situada em um município pequeno porém considerado pela igreja como um município difícil pois quem mandava e desmandava eram os usineiros. A partir daí decidiram que se o projeto desse certo em Florestópolis, daria certo em qualquer lugar do Brasil. O fato de Florestópolis possuir apenas 15 mil habitantes e ter o maior índice de mortalidade infantil, na época 127 óbitos por mil nascidos vivos, foi determinante para confirmar a escolha do lugar para a execução do projeto.
	Sem nenhum tipo de distinção, hoje a Pastoral da Criança promove a convivência de respeito, solidariedade, valorização das diferenças entre as pessoas e cuidados com o meio ambiente que nos cerca. Procura também denunciar a injustiça e a falta de condições dignas de vida para todos. Acompanha gestantes e crianças até completarem seis anos de idade. Procura atuar, principalmente, junto às famílias mais pobres, que enfrentam maiores dificuldades por viverem em condições muito difíceis.
	Todo esse trabalho só é possível porque existem os líderes comunitários que trabalham como voluntários na organização. São pessoas simples da comunidade que contribuem com os seus conhecimentos e suas experiências doando seu tempo para fazer o bem. Esses voluntários são capacitados no Guia do Líder, um material desenvolvido exclusivamente para capacitar seus voluntários para que eles possam melhorar seus conhecimentos, trocar experiências e depois compartilhar com as famílias acompanhadas.
	O trabalho do líder é feito através do acompanhamento e domicílio de gestantes e crianças próximas a sua casa realizando três atividades:
Visita domiciliar onde conversam com gestantes e familiares para conhecer melhor a situação e as necessidades da família para planejar a melhor forma de ajudá-los;
Dia da Celebração da vida: as famílias se reúnem para a Celebração da Vida e o líder comunitário realiza o “peso das crianças”. Nessa oportunidade também há espaços para brincadeiras educativas com as famílias;
Reunião para reflexão e avaliação, momento em que os líderes avaliam o trabalho, conversam, aprendem mais e buscam estratégias de melhoria do trabalho.
	Para preparar os líderes para o trabalho, a Pastoral da Criança se utiliza do Guia do Líder para fazer as capacitações dos colaboradores. É um material riquíssimo em informações, foi elaborado e, sempre que necessário, atualizado de acordo com as experiências de todos os voluntários.
“O Guia do Líder é um tesouro escrito por muitas mãos, que cuidaram de reunir experiências de mais de 20 anos de história de amor e dedicação de milhares e milhares de voluntários. Ele deve ser um novo sopro de ânimo e de coragem par continuarmos a construção de um mundo melhor à serviço da vida e da esperança.” (Guia do Líder, 2011, p. 8).
	Com uma linguagem simples mostra como acontece todo o processo de gestação e desenvolvimento da criança, aborda todos os cuidados necessários que a família deve ter desde os primeiros dias de gravidez até os seis anos de idade, a importância do aleitamento materno, além de apresentar informações referentes a possíveis problemas nessas fases e suas soluções. A vacinação, o peso ideal, o sobrepeso, primeiros socorros, e é claro, a redução da mortalidade infantil.
	Uma ferramenta interessante utilizada no trabalho da PCç é o Caderno do Líder utilizado para fazer o acompanhamento de crianças e gestantes através de Indicadores de Saúde, referentes a amamentação, peso, diarreia, vacinação e acesso aos serviços de saúde; e Indicadores de Oportunidades e Conquistas 	que mostram se a criança tem oportunidade de aprender novas habilidades e se desenvolver.
“Esses indicadores servem para valorizar e estimular atitudes na família e na comunidade que promovam o desenvolvimento da criança. Eles não servem para avaliar o desenvolvimento, foram feitos para acompanhar como a criança está se desenvolvendo e não devem ser usados como um interrogatório. A pergunta de cada indicador orienta como você, líder, deve conversar e pensar junto com os pais quais situações da rotina da família podem podem ser oportunidades que a criança precisa para apresentar conquistas em seu desenvolvimento”. (Guia do Líder, 2011, p. 142).
	A Pastoral da Criança se utiliza de uma metodologia simples e enfatiza o diálogo entre líderes e famílias como forma de promover a criação e fortalecimento de laços de confiança entre ambos. Assim, a família, parte mais interessada nos resultados, se torna parceira na luta pelo desenvolvimento pleno da criança e facilita a conquista de resultados positivos, podendo ajudar outras famílias com os conhecimentos adquiridos através dos voluntários.
	Para aumentar o suporte oferecido às comunidades a Pastoral da