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APOSTILA TERAPEUTICA

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fica se “lambendo” constantemente). Não há antídoto 
específico, devendo-se fazer um tratamento sintomático, utilizando-se principalmente anti-histamínicos e 
corticóides. 
• Apresentações comerciais (veterinárias): 
* Cipermetrina: Ectoplus e Cipermetrin; 
* Deltametrina: Butox, Xampú Duprat e K-Othrine (exclusivamente para uso em ambientes), 
* Flumetrina: Bayticol; 
* Permetrina: Pulvex, Permosin e Ectiban. 
 
6. MONOSSULFETO DE TETRAETIURAM (=Monossulfiram): 
• Mecanismo de ação: Após sua absorção pela pele, o monossulfiram chega ao fígado e é metabolizado em 
carbamato. Portanto, tem um efeito indireto. 
• Indicações: O monossulfiram é pouco utilizado em medicina veterinária, pois além da exigência de 
aplicações repetidas, mancha o pelo dos animais de amarelo. É indicado exclusivamente no combate das 
escabioses. 
• Apresentações comerciais: Tetmosol (H), Tiuran (V), Ectomosol (V) e Sarnasol (V). 
 
7. OUTRAS DROGAS: 
 
a. FIPRONIL: 
O fipronil é uma droga nova e pouco estudada, sendo que as poucas informações a seu respeito são fornecidas 
pelo laboratório fabricante. É ativo contra carrapatos (2 meses) e pulgas (3 meses), sendo apresentado sob a 
forma de spray ou spot-on. Segundo o fabricante, é seguro para animais gestantes e recém-nascidos. Existem 
suspeitas de que o produto possa ser inalado e causar reações respiratórias no animal e no aplicador. Para 
carnívoros, deve ser sempre preferida a formulação spray. 
Apresentações comerciais veterinárias: Frontline (carnívoros) e Topspot (ruminantes). 
 
 
 
 
b. LUFENURON: 
A exemplo do fipronil, também quase não tem trabalhos científicos a seu respeito. O lufenuron é a droga 
popularmente conhecida como “anticoncepcional de pulgas”. Na realidade, a droga atua no envoltório dos ovos, 
fazendo com que os mesmos não eclodam. Portanto, é efetivo para o combate das pulgas a longo prazo, exigindo 
a administração mensal durante algum tempo. A associação do fipronil ao lufenuron tem determinado resultados 
promissores, pois permite o controle simultâneo das pulgas no animal e no ambiente. Apresentação comercial 
veterinária: Program. 
c. NITEMPIRAM: 
O nitempiram é também uma droga nova, de mecanismo de ação não divulgado. Após administração oral, parece 
“intoxicar” o sangue dos animais que o recebem, matando, desta maneira, as pulgas que o sugam. Segundo o 
fabricante, pode ser usado em fêmeas gestantes e filhotes acima de 4 semanas de vida e não determina qualquer 
efeito colateral. A droga permanece ativa por 24 horas nos cães e 48 horas nos gatos e deve sempre ser associada 
a outros métodos para a erradicação total das pulgas. 
Apresentação comercial veterinária: Capstar. 
 
VI. DROGAS CONTRA PROTOZOÁRIOS: 
 
VI.1. PROTOZOÁRIOS ENTÉRICOS: 
 
1. METRONIDAZOL: 
• Mecanismo de ação / Espectro: Interrupção da síntese de DNA. Atua principalmente contra Trichomonas, 
Giardia e Entamoeba e tem alguma atividade contra bactérias anaeróbicas. Um análogo do metronidazol, o 
dimetridazol, tem também atividade contra Histomonas meleagrides (“doença da cabeça negra dos perus”). 
• Farmacocinética: Droga bem absorvida por via oral (principalmente na presença de alimentos no tubo 
digestivo) e de ampla distribuição pelo organismo. O metabolismo é hepático e a eliminação renal conferindo 
à urina uma cor avermelhada e escura. 
• Toxicidade: A droga não deve ser administrada a animais debilitados, gestantes ou com comprometimento 
renal. Nos carnívoros, pode causar desordens neurológicas, letargia, fraqueza, neutropenia, hepatotoxicidade, 
hematúria, anorexia, náuseas, vômitos e diarréias. Na superdosagem, podem ser observados midríase, ataxia, 
nistagmo, desorientação, tremores, convulsões, bradicardia e rigidez, sintomas que levam vários dias para 
desaparecer. 
• Apresentações comerciais: Flagyl (H) e Metronidazol (H). 
 
2. PIRIMETAMINA: 
• Mecanismo de ação: Igual ao do trimetoprim, ou seja, inibição da tetraidrofolase-redutase. 
• Indicações: Em humanos, é usada para o tratamento da malária. Em medicina veterinária, é usada apenas 
para o tratamento da toxoplamose, associada a sulfonamidas. 
• Farmacocinética: Droga pouco palatável, geralmente necessitando-se forçar a ingestão. Os comprimidos 
podem ser dissolvidos numa solução açucarada, que se mantém estável por 7 dias. A absorção é razoável e o 
metabolismo e eliminação são similares ao das sulfas. 
• Toxicidade: Em relação ao trimetoprim, é mais tóxica e menos eficiente. Pode determinar deficiência de 
ácido fólico também no hospedeiro, levando a anorexia, depressão, vômito e depressão da medula óssea 
(anemia, trombocitopenia e leucopenia). Estes sinais são facilmente reversíveis com administração de ácido 
fólico (5 mg/kg/dia), ácido folínico (1 mg/kg/dia) ou levedo de cerveja (100 mg/kg/dia). 
• Apresentações comerciais: Daraprim (H) e Fansidar (H, associado à sulfadoxina). 
 
3. AMPRÓLIO: 
• Mecanismo de ação / Espectro: Análogo estrutural da vitamina B1, é um eimeriostático preventivo e 
curativo, que atua por inibição da mesma. É indicado no tratamento das eimerioses. A administração de 
dietas ricas em tiamina pode reduzir a ação do amprólio. 
• Farmacocinética: Não existem estudos sobre a farmacocinética da droga. 
• Toxicidade: O amprólio é pouco seletivo, determinando, principalmente nas terapias prolongadas, inibição 
da tiamina também no hospedeiro, levando a um quadro de anorexia, diarréia, emese, depressão e sinais 
neurológicos. A administração de tiamina (1-10 mg/kg/dia/IM, EV) é indicada na reversão destes sinais. 
• Apresentações comerciais: Amprosol (V) e Cocciden AF (V). 
 
 
4. OUTROS COCCIDIOSTÁTICOS (VETERINÁRIOS):
• Clopidol: Cocciden; 
• Maduramicina: Cygro; 
• Monenzina: Coban (indicado para ruminantes); 
• Narazina: Monteban; 
• Nicarbazina: Cycarb e Nicarbazina; 
• Nitrofurazona: NF-180; 
• Sulfonamidas: Várias, já citadas anteriormente; 
• Toltrazuril: Baycox. 
 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: A maioria dos coccidiostáticos, principalmente a narazina, pode ser fatal se 
ingerida por eqüinos, mesmo que em quantidades pequenas. Portanto, estes animais nunca devem receber rações 
para aves ou cama de galinheiro em suas dietas. 
 
VI. 2. OUTROS PROTOZOÁRIOS: 
 
1. ACETURATO DE DIMINAZENO: 
• Mecanismo de ação: Interferência na síntese de DNA do parasito. 
• Espectro: Esterilizante nas grandes babesias (Babesia bigemina, B. canis, B. caballi) e cura clínica nas 
pequenas (B. bovis e B. argentina). 
• Toxicidade: Droga muito tóxica, provocando alterações no SNC (salivação, tremores musculares, emese, 
diarréia e degeneração hepática, renal, cardíaca e muscular). Nas intoxicações, usar atropina como antídoto. 
• Apresentações comerciais (veterinárias): Babesan, Beronal, Ganaseg, Pirenthal, Plasmosil e Ganatet 
(associado à tetraciclina). 
 
2. IMIDOCARB: 
Droga com as mesmas características gerais do diminazeno, mas com índice terapêutico muito maior. Além de 
atuar contra babesias, apresenta ainda efeito contra Ehrlichia e Anaplasma. Apresentação comercial 
(veterinária): Imizol. 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: A dose indicada para bovinos na bula do Imizol é esterilizante e, portanto, 
acaba com a premunição do animal. O laboratório fabricante está modificando a bula, para que uma dose mais 
correta possa ser fornecida aos profissionais veterinários. 
 
3. PRIMAQUINA: 
• Mecanismo de ação / Espectro: Interrupção da função mitocondrial do parasita. Primariamente utilizado 
como um antimalárico, é indicado em medicina veterinária para o tratamento das babesioses felinas. 
• Farmacocinética: A droga é administrada pela via oral. Por ser bastante irritante ao trato gastrointestinal, é 
comum a ocorrência de vômitos. 
• Apresentação comercial: Primaquina Comprimidos (H). 
 
4. TETRACICLINAS: 
Já discutidas anteriormente, as tetraciclinas são as drogas de escolha para