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1 Oclusão Pré-Clínica Sumário: 1. Moldagem em Alginato............................................................................................................................... 02 2. Relações Intermaxilares em Cêntrica.......................................................................................................... 06 3. Movimentos Excêntricos Mandibulares...................................................................................................... 09 4. Articuladores.............................................................................................................................................. 12 5. Placa Oclusal............................................................................................................................................... 15 6. Análise e Ajuste Oclusal.............................................................................................................................. 17 7. Sistema Estomatognático........................................................................................................................... 20 8. Mecanismos da Dor.................................................................................................................................... 22 9. Disfunção Temporomandibular (DTM)....................................................................................................... 28 10. Desordens Articulares................................................................................................................................. 33 11. Desordens Musculares................................................................................................................................ 39 2 AULA 1 – MOLDAGEM EM ALGINATO OBJETIVOS DA MOLDAGEM: Moldagem: Procedimento de obtenção de um molde, para depois gerar um modelo. Molde: Cópia em negativo do objeto/arcada dentária. Modelo: É obtido após vertermos o gesso no molde. CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS DE MOLDAGEM: • Reprodução dos detalhes. • Tempo de trabalho satisfatório. • Atóxico • Passível de desinfectar. • Estabilidade Dimensional. • Não deformar ao ser removido. • Não distorcer durante o vazamento. • Compatibilidade com os materiais do modelo. ▪ O material se deforma de forma elástica (é desejável), e não de forma plástica (indesejável). ▪ O alginato não reproduz de forma muito precisa e sua estabilidade dimensional é baixa (o gesso deve ser vazado o mais rápido possível. MATERIAIS DE MOLDAGEM: • Hidrocolóide Irreversível (alginato). ➞ Mais indicado para um modelo de estudo • Hidrocolóide Reversível. • Silicone de condensação. • Silicone de adição. • Polissulfeto (mercaptana). • Poliéter. o O silicone, polissulfeto e poliéter são indicados para modelos de prótese fixa. TIPOS DE MOLDAGEM: Moldagem de Estudo: Moldagem inicial, de diagnóstico. Geralmente para quando o paciente necessita de um tratamento ortodôntico, protético, etc. Podem ser utilizados alginato e gesso. Moldagem de Trabalho: Moldagem final, para confecção da prótese em si. 3 MOLDAGEM DE ESTUDO: Material de molde: Hidrocolóide irreversível (alginato). Material de modelo: Gesso III Vantagens: • Fácil manipulação. • Baixo custo. • Conforto para o paciente. • Não exige equipamentos sofisticados. • Hidrofílico. Desvantagens: • Baixa estabilidade dimensional. • Baixa reprodução dos detalhes. • Baixa resistência ao rasgamento. ▪ O conforto depende da manipulação, se o alginato ficar mole ele irá escoar para a garganta do paciente. ▪ Para compensar a estabilidade dimensional, o gesso deve ser rapidamente vazado. ▪ O alginato deve ser deixado em ambiente úmido, para não perder água para o ambiente. Não pode ficar em um ambiente muito molhado, senão sofre embebição. MOLDEIRAS: • O número determina o tamanho da moldeira (1 a 5). • A moldeira 4 é mais rasa na região posterior, e é usada em pacientes edêntulos. • As nervuras servem para retenção do alginato. • Moldeira de aço ou alumínio possuem perfurações para conferir retenção extra. • O fundo de vestíbulo é uma área retentiva e quando ele é totalmente copiado, pode haver uma dificuldade de remoção da moldeira perfurada, sendo que muitas vezes o alginato pode rasgar. 4 SELEÇÃO DA MOLDEIRA: • A seleção da moldeira é feita pela sua largura e não pelo seu comprimento. • Todos os dentes devem ficar dentro da moldeira e sobrar um espaço de aproximadamente 3 mm entre os dentes e a moldeira. • Algumas vezes é preciso abrir a moldeira no final, quando os dentes estão mais vestibularizados. • A moldeira inferior não necessariamente tem o mesmo tamanho da superior. MANIPULAÇÃO E AQUISIÇÃO DO MODELO: • O medidor de água e de pó devem ser da mesma marca do alginato a ser utilizado. • Colocar o alginato em um pote rígido para fazer uma compressão contra a parede do pote. • Fazer batidinhas no medidor para o pó se assentar. • 2 medidas para moldeira S1, S2 e Inferior. 3 medidas para moldeira S3 e S4. • O alginato deve estar em uma consistência boa e escoar para frente. • Inserir a moldeira puxando a comissura labial de um lado. • Quando entrar, inserir primeiro nos dentes posteriores para evitar que o alginato escoe para a garganta. • Colocar o lábio por cima da moldeira para o alginato escoar para todo o fundo de vestíbulo. • Ao remover, soltar primeiro a região posterior e depois a inferior. • Fazer o mínimo de movimentações possíveis. • Deve-se acrescentar alginato na região onde seria a língua, para confecção do modelo com uma base. PROCEDIMENTOS APÓS A OBTENÇÃO DO MOLDE: • Lavar com água e secar levemente. • Recortar excessos (antes de apoiar na bancada para evitar distorções). • Borrifar com hipoclorito de sódio 1% • Aguardar 10 minutos no umidificador. • Lavar e secar novamente. • Verter gesso III sob vibrações. • Deixar no umidificador por 40 a 60 minutos. 5 GESSO – PROPORÇÃO ÁGUA/PÓ (ml/g): UMIDIFICADOR: • Devemos colocar o alginato no umidificador pois ele sofre cinérese (perda de água) em ambiente comum. • O umidificador possui uma grade para que o alginato não tenha contato direto com a água. • O umidificador deve ter espaço para 2 modelos (um superior e um inferior). OBTENÇÃO DO MODELO: • O modelo deve ter uma base mais alta que o alginato para facilitar a remoção. • Devem ser feitas retenções mecânicas para a união do gesso do modelo ao gesso “novo” do articulador. MODELO DE ESTUDO – RECORTE: • Recorte dos modelos após retirar dos moldes. • Superior: 7 recortes. Região anterior com formato de telhado. • Inferior: região anterior arredondada 6 ________________________________________________________________________________________ AULA 2 – RELAÇÕES INTERMAXILARES EM CÊNTRICA OCLUSÃO: • Ato de fechar; • Relacionamento dos dentes superiores com os inferiores; • Envolvimento entre os dentes maxilares e mandibulares e demais estruturas do sistema estomatognático. POSIÇÕES MANDIBULARES: • Relação cêntrica (RC) • Máxima intercuspidação habitual (MIH) • Oclusão em relação cêntrica (ORC) Relação cêntrica (RC): Posição onde os côndilos estão em posição mais anterossuperiores na fossa mandibular, apoiados nas vertentes posteriores das eminências articulares com os discos articulares adequadamente interpostos. Relação óssea, não depende de dentes ou contatos dentários. Máxima Intercuspidação Habitual (MIH): Posição maxilomandibular determinada pelo maior número de contatos entre dentes antagonistas. É uma posição dentária, onde a mandíbula estará sempre sendo desviada da Relação Centrica. Oclusão em Relação Cêntrica(ORC): • RC + MIH = ORC • 90% da população não possui essa concordância. CONTATO PREMATURO: • Primeiro contato existente quando a mandíbula tenta se fechar com os côndilos em cêntrica (90% comum) • Deslize em cêntrica: Mandíbula desliza de RC para MIH quando há o contato prematuro, por ser a posição mais confortável. • Contato que aumenta a dimensão vertical. 7 DIMENSÃO VERTICAL: • Altura do terço inferior da face. • Relação espacial da mandíbula em relação à maxila no plano vertical. • A distância do canto externo do olho até a comissura labial é igual à distância do ponto subnasal ao gnátio (base do nariz à base do mento) – incluindo o espaço funcional livre. DIVIDIDA EM: Dimensão Vertical de Repouso (DVR): • Mandíbula em posição de repouso; • Espaço Funcional Livre: Espaço entre a arcada superior e inferior (2 a 4 mm); • Tônus muscular em estado de equilíbrio; • Independe da presença dos dentes; • Razoavelmente constante durante a vida; • Reproduzível. Dimensão Vertical de Oclusão (DVO): • Relação vertical da mandíbula com a maxila, quando os dentes se tocam; • Não inclui o espaço funcional livre; • DVO = DVR – Espaço Funcional Livre. CURVAS DO PLANO OCLUSAL: Curva de Spee: Curva antero-posterior. Côncava em relação a superior, convexa para inferior. Curva de Wilson: Curva látero-lateral. Superiores angulam p/ Vestibular, inferiores p/ lingual. Plano Oclusal: União dessas curvas. 8 RELACIONAMENTO DOS DENTES POSTERIORES: Cúspides Cêntricas: Conferem estabilidade (MIH). Superiores = Palatinas, Inferiores = Vestibulares. Não cêntricas: Conferir proteção aos tecidos moles. Superiores = Vestibular, Inferiores = Lingual. Tripoidismo: Contato que confere maior estabilidade ao dente. (não é mt comum) Cúspide com 3 contatos, semelhante a um tripé. RELACIONAMENTO DOS DENTES ANTERIORES: Overbite: Distância vertical entre a borda incisal do inferior com a borda incisal do superior. Overjet: Distância horizontal entre a face vestibular do inferior com a borda incisal do superior. 9 ________________________________________________________________________________________ AULA 3 – MOVIMENTOS EXCÊNTRICOS MANDIBULARES MECÂNICA DO MOVIMENTO MANDIBULAR: • Rotação: Abertura inicial de 25mm • Translação: Completa a abertura - 40mm • Eixos de rotação: horizontal, frontal (vertical), sagital. MOVIMENTOS MANDIBULARES: • Cêntricos: Abertura e Fechamento • Excêntricos ou Excursivos: Protrusão, Retrusão, Lateralidade • Bordejantes: Quando a mandíbula se move através dos limites de movimentação. Ex.: Abertura máxima. • Intrabordejantes (funcionais): Quando a mandíbula realiza movimentos menores, dentro desse limite de movimentação. Ex.: falar e mastigar. TIPOS DE MOVIMENTOS BORDEJANTES: Plano Sagital: Diagrama de Posselt • Movimento de abertura, fechamento, protrusão e retrusão. 1. Abertura – Rotação e Translação. 2. Fechamento em protrusão máxima. (Inferiores na frente) 3. Retrusão até a MIH 4. Movimento Funcional – Intrabordejante. 10 Plano Frontal: Gráfico de Mongini: • Movimentos de lateralidade, abertura e fechamento. 1. Lateralidade Esquerda Máxima 2. Abertura Máxima 3. Fechamento e Lateralidade Direita Máxima 4. Movimento Funcional – Intrabordejante. Plano Horizontal: Arco gótico de Gysi: • Movimentos de Lateralidade, Protrusão e Retrusão; 1. Lateralidade Esquerda Máxima 2. Protrusão Máxima. 3. Lateralidade Direita Máxima. 4. Movimento Funcional – Intrabordejante. Lado de trabalho x não-trabalho: • Côndilo de trabalho (rotação) o Rotação no eixo da mandíbula. • Côndilo de não trabalho (translação) o Irá orbitar sobre o eixo de rotação. o Movimento: frente, baixo e para dentro. o Ângulo de Bennett: Relação do movimento de lateralidade do côndilo em relação a parede medial da articulação (15º). o Movimento de Bennett: Quando o côndilo não está bem apoiado na parede medial da articulação, a mandíbula fará um pequeno movimento até que até que o côndilo encoste na parede, e assim prossiga com os movimentos de lateralidade do côndilo. Envelope de movimento: Objeto tridimensional que engloba os 3 diagramas nos 3 planos possíveis, pois na prática os movimentos acontecem ao mesmo tempo e sem essa divisão didática dos planos. 11 GUIAS DOS MOVIMENTOS MANDIBULARES: Guia Posterior (condilar): • Guia do côndilo sobre a parede posterior da eminência articular. • Ângulo da eminência articular (ângulo alfa) o Parede da eminência articular em relação ao plano horizontal Guia Anterior (dentes anteriores): • Guia formado pelos dentes (mais importante). o Guia incisal: toque de todos os dentes posteriores em protrusão, sem o toque dos posteriores. o Guia canina: toque apenas do canino do lado de trabalho, em movimento de lateralidade. o Função em grupo: Toque dos dentes posteriores até o canino, em movimento de lateralidade. SISTEMA HIDRÁULICO DE SUSTENTAÇÃO: Quando existe uma força atuando em sentido do longo eixo do dente, ele sofre uma leve intrusão dentro do alvéolo, porém se essa força for feita em sentido lateral, o dente sofrerá uma compressão e tração dentro do alvéolo, causando a mobilidade do dente, chamado de trauma oclusal primário, caso o paciente já tenha problema periodontal será considerado um trauma oclusal secundário. INTERFERÊNCIAS OCLUSAIS: Contato dentário indevido, que impede ou prejudica a função dos guias de desoclusão, durante os movimentos excêntricos da mandíbula (protrusão e lateralidade). • Protrusão – contato protrusivo. • Lateralidade – contato laterotrusivo (não trabalho) e mediotrusivo (trabalho) MECANISMO DE PROTEÇÃO MÚTUA: Dentes posteriores protegem os anteriores de contatos excessivos durante o fechamento. Dentes anteriores protegem os posteriores de contatos fora do longo eixo durante os movimentos excêntricos CRITÉRIOS PARA UMA OCLUSÃO FUNCIONAL IDEAL: • Forças oclusais direcionadas ao longo eixo dos dentes • Contatos dentários bilaterais, simultâneos e homogêneos • Dimensão vertical de oclusão adequada • Mecanismo de proteção mútua 12 ________________________________________________________________________________________ AULA 4 – ARTICULADORES ARTICULADORES: Instrumentos que pretendem reproduzir os movimentos mandibulares, dentro de uma limitação mecânica a eles inerente. A função mais importante é relacionar o modelo inferior ao superior em relação cêntrica. ➢ TIPOS DE ARTICULADOR: • Charneira ou dobradiça simples • Semiajustáveis • Totalmente ajustáveis CHARNEIRA OU DOBRADIÇA SIMPLES: Vantagem: • Baixo custo • Curto tempo de montagem Desvantagem: • Baixa precisão • Reproduz apenas a MIH. ARTICULADORES TOTALMENTE AJUSTÁVEIS: Permitem ajustes PRECISOS de: • Ângulo da eminência articular • Ângulo de Bennett • Distância intercondilar • Movimento rotacional condilar Vantagem: • Reprodução de todos os movimentos mandibulares com precisão Desvantagem: • Alto custo • Tempo gasto para transferir informações 13 ARTICULADORES SEMIAJUSTÁVEIS: Permitem ajustes MÉDIOS de: • Ângulo da eminência. • Ângulo de Bennett • Distância intercondilar Tipos de ASA: • ARCON (usado atualmente). • NÃO ARCON INDICAÇÕES DE USO DO ASA: • Diagnóstico e planejamento: o Estudo dos movimentos mandibulares; o Visualização lingual dos dentes; o Visualização de contatos prematuros e deslize em cêntrica; o Ajuste oclusal; o Enceramento diagnóstico; o Planejamento ortodôntico ou protético. • Tratamento • Educação e orientação do paciente MONTAGEM DOS MODELOS NO ASA:Montagem do modelo superior: • Registro com arco facial • Prender o modelo com gesso tipo IV na placa de montagem. (Após fazer as retenções no modelo). • Mesa de Camper: Posição padronizada (mais usada para confecção de prótese total) 14 Montagem do modelo inferior: • Inverter articulador • Posicionar modelo inferior contra superior • Prender modelo inferior no superior • Prender modelo inferior no ASA REGISTRO INTEROCLUSAL: • Transferir do paciente para o articulador o relacionamento entre as arcadas superior e inferior • Usado apenas quando não há estabilidade entre os modelos. • Montagem em MIH Posições Maxilo-Mandibulares: Modelos de Estudo: RC ou MIH Modelos de Trabalho: MIH Técnicas de obtenção da RC: • Pressão no mento • Manipulação bimanual de Dawson • JIG de Lucia • Tiras de Long (leaf gauge) • Deglutição Ajuste da guia condilar: • Registros excêntricos o Protrusão máxima e lateralidade máxima. Articuladores de trajetos fixos • Ângulo da eminência, Ângulo de Bennett e Distância intercondilar FIXOS. Personalização da guia anterior 15 ________________________________________________________________________________________ AULA 5 – PLACA OCLUSAL DEFINIÇÃO: Aparelho removível, normalmente feito de resina acrílica rígida, que cobre as superfícies oclusais e incisais dos dentes de um arco, criando contatos oclusais precisos com os dentes do arco oposto. As placas devem ser rígidas para estabilizar e proteger a arcada, também podem ajudar no tratamento de DTM e bruxismo. VANTAGENS DA PLACA OCLUSAL: • Método reversível • Não invasivo • Tratamento de dor e disfunção da ATM e musculatura associada. • Modalidade de tratamento mais comum para DTM. • Efetividade entre 70% a 90% MECANISMOS DE AÇÃO DA PLACA: • Desenvolvimento de esquema oclusal adequado • Redução na hiperatividade muscular • Redução da carga nas estruturas articulares • Alteração da posição condilar • Aumento da DVO • Tratamento cognitivo OBJETIVOS DA PLACA: • Estabilizar relações oclusais e articulares • Reduzir sobrecarga articular • Eliminar interferências oclusais • Reduzir a atividade de músculos mastigatórios • Reduzir a atividade parafuncional • Proteger dentes/restaurações de desgastes excessivos/patológicos TÉCNICAS DE CONFECÇÃO: Técnica direta: Boca do paciente. Tecnica indireta: Laboratório; Técnica analógica/prensada; Técnica digital = scaner 16 REQUISITOS PARA UMA BOA PLACA: • Perfeita adaptação, estabilidade e retenção • Receber contatos dentários bilaterais, simultâneos e homogêneos. • Guia anterior. • Desoclusão pelo canino. • Superfície mais plana possível. • Não promover injúria aos tecidos moles adjacentes. ➢ TIPOS DE PLACAS: Arcada total: Lisa, de reposicionamento, Resiliente. Região anterior: Plano de mordida anterior ou “Front Plateau” Região posterior: Plano de mordida posterior, Placa pivotante. PLACA OCLUSAL LISA: • Superior: mais estável, mais fácil ajuste, mais resistente, maior retenção. • Inferior: mais estética, melhor fonação, melhor aceitação pelo paciente. PLACA REPOSICIONADORA: • Deslocamento de disco com Redução - agudo • Uso controlado (período curto de uso) PLACA OCLUSAL RESILIENTE: • Protetor bucal para esportes • Criança com DTM - dentição mista (a placa é trocada com frequência) • Ortodontia inicial PLANO DE MORDIDA ANTERIOR (FRONT PLATEAUS): • Eliminação de contatos inadequados. • Força excessiva nos anteriores • Extrusão dos posteriores. • Mordida aberta anterior. PLANO DE MORDIDA POSTERIOS: • Extrusão dos anteriores • Mordida aberta posterior 17 ________________________________________________________________________________________ AULA 6 – ANÁLISE E AJUSTE OCLUSAL ➢ ANALISE OCLUSAL: Cuidados clínicos e laboratoriais com o intuito de promover uma avaliação bem detalhada das condições de engrenamento oclusal, para que seja possível a recondução de um elemento ou grupo de elementos dentários ao seu devido equilíbrio no sistema mastigatório. Quando for realizar a análise oclusal recomenda-se montar o articulador em RC, pois é possível alterá-lo para MIH caso necessário, porém não é possível fazer o contrário. Em outros casos montamos em mih. ETAPA CLÍNICA: • Curvas e plano oclusal • Elementos presentes e ausentes • Inclinações, extrusões, migrações • Anatomia da superfície oclusal • Qualidade das restaurações • Periodonto de proteção e inserção SISTEMAS DE ALAVANCA: Classe 1 - interfixa (mais eficaz) Classe 2 - interesistente Classe 3 - interpotente ETAPA LABORATORIAL: • Curvas e plano oclusal • Inclinação, extrusões, migrações. • Discrepância entre RC e MIH • Localização dos contatos oclusais. • Regra do terço. • Guia anterior. • Ajuste oclusal diagnóstico. 18 ➢ AJUSTE OCLUSAL: Procedimento pelo qual as superfícies oclusais dos dentes são desgastadas seletivamente para melhorar, de maneira geral, os padrões de contatos dentários. Para assim criar um sinergismo entre o sistema mastigatório e neuromuscular. OBJETIVOS DO AJUSTE OCLUSAL: • Direcionamento axial das cargas oclusais • Estabilidade mandibular – contatos bilaterais e simultâneos. • Reanatomização das facetas de desgaste. • Plano oclusal adequado. • Mecanismo de proteção mútua. TIPOS DE AJUSTE: Ajuste Total: RC = MIH. ORC. Ajuste Parcial: Usado em patologias oclusais, reanatomização de facetas de desgaste, restaurações. PROTOCOLO PARA AJUSTE OCLUSAL TOTAL: • Análise oclusal prévia no ASA • Medicação: Ansiolítico, relaxante muscular e antissialagogo. • Alimentação pastosa • Instrumentação, material e técnica adequada: o Quando: indicação precisa. o Onde: localização dos contatos o Como: regras básicas o Porquê: eliminar a causa REGRAS BÁSICAS PARA AJUSTE OCLUSAL: • Regra de bull: áreas não funcionais. • Não alterar a DVO. • Contatos entre cúspides funcionais: consultar posicionamento no arco, excursões laterais, menos funcional no ciclo mastigatório. • Alinhar altura das bordas incisais dos ant/inf antes do ajuste protrusivo. • Eliminar contatos posteriores durante as excursões. 19 TIPOS DE MARCAÇÕES ENCONTRADAS: • Risco / Traço • Borrão cheio • Borrão vazio • Puntiforme LOCALIZAÇÃO DOS CONTATOS: POSSÍVEIS ÁREAS DE INTERFERÊNCIAS OLCUSAIS 20 ________________________________________________________________________________________ AULA 7 – SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO COMPONENETES DO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO: FUNÇÕES: • Mastigação • Deglutição • Paladar • Respiração • Fala • Postura COMPONENTES ANATÔMICOS: • Ossos • Dentes • Tecidos moles • Músculos • Articulação • Ligamentos OSSOS: • Maxila • Mandíbula • Temporal • Esfenóide • Hióide • Clavícula • Esterno • Escápula MÚSCULOS: • Masseter: Eleva a mandíbula e oclui os dentes, é o músculo mais potente da mastigação. • Temporal: Eleva e retrai a mandíbula e oclui os dentes, é considerado um músculo de reposicionamento. • Pterigóideo Medial: Eleva, estabiliza e realiza a protrusão da mandíbula • Pterigóideo Lateral o Superior: Ativado quando ocorre apertamento dos dentes. o Inferior: Contração bilateral = protrusão, Contração unilateral = lateralidade. • Suprahioide: Contração = Deglutição. Atua na abertura de boca junto com o infrahioide. • Infrahioide: Contração = estabiliza a musculatura do hióide. 21 ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR: Função: Rotação e Translação da mandíbula Classificação: • Articulação Ginglimoidal: Rotação • ArticulaçãoArtroidal: Translação • Articulação Ginglimoartroidal: Realiza os 2 movimentos • Articulação complexo ou composta: Envolve 3 estruturas ósseas (temporal, mandíbula e disco articular) LIGAMENTOS DA ATM: Colaterais: 2 ligamentos que prendem o disco ao côndilo Capsula articular: Cobre toda a articulação, protegendo-a e impedindo que o líquido sinovial extravase. Temporomandibular: Determina o fim do movimento de rotação e o início do movimento de translação. Esfenomandibular: Limita a abertura da mandíbula Estilomandibular: Não limita nenhum tipo de movimento Zona Bilaminar / Região retrodiscal: Área inervada e com vasos sanguíneos, dividida em: • Lâmina retrodiscal superior: porção que ocupa o lugar do disco quando ele se desloca anteriormente. • Lâmina retrodiscal inferior: estabiliza o disco no côndilo. CINEMÁTICA MANDIBULAR: Os movimentos mandibulares terão dois tipos de determinantes, que devem funcionar em harmonia para um correto funcionamento mandibular. Determinantes Fisiológicos: Sistema nervoso central envia os comandos para o funcionamento da mandíbula. Determinantes Anatômicos: São os ligamentos que limitam esses movimentos. Lado de Trabalho: Lado para o qual a mandíbula se movimenta. há contato (apenas no lado de trabalho). Lado de não-trabalho: Lado oposto ao movimento mandibular – não há contato (se existir contato há uma interferência oclusal). Protrusiva: Movimento anterior – contato apenas em anteriores. 22 ALAVANCAS: Classe 1 - Interfixa • Mais potente • Fulcro no meio • Alavanca que mais sobrecarrega o fulcro Classe 2 - Interesistente • Resistência no meio • Lado oposto à aplicação da força Classe 3- Interpotente • Menos potente • Potência no meio • Lado de aplicação da força • Resistencia e fulcro em um canto ALAVANCAS NO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO: Função Normal: Alavanca classe III - Interpotente O sistema estomatognático geralmente age como alavanca classe III. Onde a ATM funciona como fulcro, o musculo funciona como potência e o bolo alimentar como resistência. Interferência Oclusal: Alavanca classe II – Interesistente Quando a mandíbula faz o movimento de trabalho e há uma interferência oclusal no lado de não trabalho, esse contato passa a ser a resistência. A potência continua sendo o musculo, e a ATM continua sendo o fulcro. A mandíbula faz o movimento, porém há uma resistência no meio. Quando a interferência impede o movimento da mandíbula: Alavanca classe I – Interfixa Quando a interferência é tão grande que impede o movimento mandibular, o ponto fixo (fulcro) deixa de ser a ATM e passa a ser o dente com a respectiva interferência. O músculo continua sendo a potência e a resistência passa a ser o canino que está guiando o movimento. 23 ________________________________________________________________________________________ AULA 8 – MECANISMOS DE DOR DOR: Experiência sensorial e emocional desagradável, associada com um dano tecidual real ou potencial, ou descrita em termos desse dano. Esta definição é geral, englobando a dor aguda e crônica. TERMINOLOGIA: Nocicepção: Sinais que chegam ao sistema nervoso central em resposta a algum estimulo nervoso de dor. Dor: Interpretação quando o estimulo nervoso chega no córtex cerebral. Sofrimento: Como o indivíduo sente a dor (sintoma) Comportamento: Como o indivíduo manifesta a dor (sinal) VIA NEURAL DA DOR: 1. Transdução: Momento em que o estímulo (dano) vira impulso nervoso para percorrer a via neural da dor. 2. Transmissão: Percurso do estímulo nervoso entre as células neurais até chegar ao córtex. 3. Modulação: Dor modula durante o percurso (SNC ➞ Periférico), aumentando ou diminuindo a dor. 4. Percepção: Impulso atinge o córtex e o paciente sente dor. NEUROANATOMIA FUNCIONAL: Neurônios de 1ª ordem: • A-Delta: Transmissão de dor aguda • C: Transmissão de dor crônica Neurônios de 2ª ordem: • Neurônio nociceptivo especifico (NNE): Impulsos relacionados ao estímulo nocivo. • Neurônios de variação dinâmica ampla (NVA): Propriocepção, pressão e toque leve. o Os NVA são importantes para nós pois podem ser utilizados para modular a dor. Neurônio Aferente: Vai da periferia para o SNC. Ex.: leva informação de quando toco em algo quente. Neurônio Eferente: Volta do SNC para a periferia. Ex.: traz de volta a informação, me fazendo retirá-la. 24 SISTEMA TRIGEMINAL: • Núcleo espinhal trigeminal • Núcleo Trigeminal sensitivo • Trato espinhal do nervo trigeminal. o Subnúcleo oral o Subnúcleo interpolar o Subnúcleo caudado Trajeto de dor relacionado ao nervo trigêmeo: O neurônio de primeira ordem sai da estrutura (musculo/dente) e entra no SNC pelo Gânglio de Gasser (onde está o núcleo da célula nervosa), se dirige ao núcleo caudado do trato espinhal e fará sinapse com neurônio de segunda ordem, o neurônio de 2ª ordem cruza a linha média e sobe para o tálamo e depois para o córtex. TRANSMISSÃO: POTENCIAL DE AÇÃO: É a maneira pela qual o estímulo é transmitido dento de uma mesma célula. Ocorre um ciclo de despolarização e repolarização que vai ocorrendo ao longo de todo o axônio, até chegar ao final da célula. Em repouso – membrana polarizada Mais íons (+) fora da célula que dentro ➞ parte externa da membrana está (+) e a interna (-). Fora: mais Na+; dentro: mais K+. Recebe estímulo – Despolarização Abertura de canais de Na+ ➞ Influxo de íons Na+ promove a despolarização da membrana (que passa a ter mais íons (+) na sua parte interna e mais (-) na externa). A polarização da célula foi invertida, ou seja, ela foi despolarizada. Repolarização A abertura de canais de K+ ➞ Permite a saída de íons K+, restabelecendo uma maior concentração de íons (+) na parte externa da membrana. 25 SINAPSE: • É a forma de transmissão de impulsos de uma célula para outra. • Impulso chega ao fim da célula (na sinapse) ➞ liberação de NT na fenda sináptica ➞ NT estimulam a célula seguinte. • Os neurotransmissores devem ser eliminados da fenda, senão ficaria estimulando para sempre. • Sinapse elétrica ➞ Músculos lisos e cardíacos • Sinapse química ➞ Sistema Nervoso Central ATIVAÇÃO DOS NOCICEPTORES PERIFÉRICOS: • Estímulo Térmico • Estímulo Mecânico • Estímulo Químico. TRANSMISSÃO DE IMPULSOS PELO CÓRTEX Trato paleoespinotalâmico (c) Ascende pela formação reticular, que é uma das principais áreas de modulação da dor. Na formação reticular existem vários interneurônios, e a informação vai sendo repassada através deles até chegar ao tálamo e, então, ir para o córtex. Trato neoespinotalâmico (A-delta) Ascende por fora da formação reticular e vai até o tálamo e, então, para o córtex. É a via percorrida quando os neurônios de 1ª ordem são fibras do tipo A-delta e, portanto, é responsável pelas informações via da dor aguda (fibras mais rápidas). LOCAL DA DOR x ORIGEM DA DOR: Local da dor: Local onde o paciente sente a dor. Origem da Dor: Local onde está a causa da dor. 26 DOR PRIMÁRIA x DOR HETEROTRÓPICA: Local da dor = Origem da dor ➞ Dor primária Local da dor ≠ Origem da dor ➞ Dor heterotrópica ➞ Ex.: Dor Centra, Dor Projetada, Dor Referida. DOR REFERIDA: • Espontânea • Dependente da fonte original • Inervação diferente da dor primária • Fonte original sensibiliza interneurônios SENSIBILIDADE CENTRAL: Hiperexcitabilidade dos interneurônios do SNC. Está relacionada com à cronificação da dor. Efeitos sobre o neurônio aferente: • Dor referida: o Dor em outro lugar o Raramente cruza a linha média. • Hiperalgesia secundária: o Sensibilidade aumentada a estímulo no local da dor. o Ausência de qualquer causa local. o Persiste após final da causa primária. Efeitos sobreo neurônio eferente: • Cocontração muscular: o Contração muscular para proteger a área que está sendo lesada. • Pontos-gatilho miofacial: o Ponto que aperta no músculo e irradia dor para outro local. Efeitos sobre o neurônio autônomo: • Efeitos autônomos em áreas relacionadas ao local da dor. • Efeitos Vasomotores e Glandulares. o Aumento de temperatura, lacrimejamento, alteração da cor da pele (avermelhada) 27 CONCEITOS DE MODULAÇÃO: Impulsos nervosos são modulados à medida que são conduzidos aos centros superiores. No mesmo caminho podem ser modulados, aumentados (facilitação), reduzidos (inibição) Teoria do portão de controle da vida: Entre o neurônio aferente primário e o de 2ª ordem, no local da sinapse, existe um portão de controle da dor (neurônios inibitórios), que quando são ativados ocorre a diminuição da dor. Existem 2 maneiras de ativar esses neurônios inibitórios. 1- Através da ativação dos mecanoceptores A-beta, que são os de carga e pressão, que ativam os neurônios inibitórios, diminuindo a dor. NÃO SÃO OS A-BETA QUE DIMINUEM A DOR CRONICA. Eles ativam os neurônios inibitórios que por sua vez diminuem a dor. Estão mais relacionados com a dor aguda. 2- Nociceptores A-beta e C: os centros superiores liberam neurotransmissores do SNC e eles ativam neurônios inibitórios e a dor diminui. Ou seja, as duas formas de ativar os neurônios inibitórios são através da ativação dos mecanoceptores A-beta e pelos neurotransmissores liberados pelo SNC. Como usamos essa informação para o controle da dor dos pacientes? Através de aparelhos que liberam “choquinhos” que estimulam os mecanoceptores A-Beta., e com o tempo ocorre a redução do estimulo nervoso da dor. Mais usado para dores crônicas. FORMAÇÃO RETICULAR: É responsável por grande parte da modulação da dor. Resumindo a modulação: a dor é levada até o córtex, mas ela pode ser modulada a partir do momento que o SNC libera neurotransmissores na região da sinapse, fazendo com que essa dor diminua. Obs: pacientes de dor crônica tem redução de limiar de despolarização. 28 ________________________________________________________________________________________ AULA 9 – DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR (DTM) ➢ DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULARES: Conjunto de problemas músculo-esqueletais do sistema mastigatório, caracterizado por dor e desconforto nos músculos e/ou articulações temporomandibulares, muitas vezes associados a ruídos articulares e restrição dos movimentos mandibulares. EPIDEMIOLOGIA: • Maior parte dos sintomas aos 20 a 40 anos. • Redução dos sinais e sintomas com o avanço da idade. • A maioria dos sinais e sintomas são brandos - estalido e dor muscular. • Predominância feminina. • 45% da população tem pelo menos 1 sintoma de DTM. (sintoma = paciente) • 58% da população tem pelo menos 1 sinal de DTM. (sinal = examinador) o Isso significa que tem mais pessoas que tem DTM e não sabe. ETIOLOGIA: • Teoria do deslocamento mecânico • Teoria neuromuscular • Teoria muscular • Teoria psicofisiológica • Teoria psicológica • Modelo Multifatorial ➢ MODELO MULTIFATORIAL: FATORES ETIOLÓGICOS CONTRIBUINTES: Fatores Predisponentes: Aumentam o risco de DTM. Ex.: Bruxismo. Fatores Desencadeantes: Causam o aparecimento da DTM. Ex.: Restauração, Microtrauma. Fatores Perpetuante: Dificultam o fator de cura ou aumentam a DTM. Ex.: Ansiedade, Depressão. 29 Função Normal ➞ Ocorre um evento ➞ se o evento for maior que a tolerância fisiológica teremos alterações funcionais (DTM), caso essas alterações superem a tolerância estrutural teremos um Colapso Oclusão: • Alterando a estabilidade oclusal + alterando a resposta do sistema neuromuscular. • Fatores oclusais podem ser co-fatores na DTM, mas seu papel não deve ser destacado. Hábito parafuncional: • Morder objetos • Bruxismo • Mascar chiclete • Onicofagia (roer unhas) • Postura inadequada • Influência dos fatores tempo e duração Traumas: • Microtrauma: + tempo - dano (esse é mais perigoso pois você não percebe o dano) • Macrotrauma: - tempo + dano Lassidão articular: • Gera hipermobilidade articular ➞ Influencia nas desordens articulares. Aspectos psicológicos e comportamentais: • Estresse e/ou ansiedade Condição geral da saúde: • Fator predisponente ou perpetuante. ➢ CRITÉRIOS PARA DIAGNÓSTICO DAS DTMs: 1. Histórico 2. Restrição Mandibular 3. Interferência mandibular 4. Má oclusão súbita 5. Sobrecarga na ATM 6. Manipulação funcional 7. Diagnóstico por bloqueio anestésico 30 HISTÓRICO: Dor após trauma na atm? • Sim: Dor Articular - constante ou pioram a partir do evento • Não: Dor Muscular – Dor cíclica, sem evento direto. RESTRIÇÃO MANDIBULAR: Restrição de abertura entre 25 a 30mm? • Sim: Dor Articular - sob força ativa (forçar a boca) abertura igual; Dor Muscular - sob força ativa abertura aumenta. • Não: desordem muscular. INTERFERÊNCIA MANDIBULAR: Desvio: • Desordem articular: desvio uniforme que voltam a trajetória retilínea durante o trajeto. • Desordem muscular: desvios amplos, inconsistentes e não associados a sons articulares. Deflexão: • Desordem articular: Deflexão para o lado da atm envolvida na protrusão. • Desordem muscular: não ocorre deflexão durante a protrusão. MÁ OCLUSÃO SÚBITA: Desoclusão posterior? • Sim: Desordem articular - desoclusão posterior ipsilateral • Não: Desordem muscular - Pterigoideo latera l- contato forte no canino contralateral. Músculos elevadores - "dentes não se encaixam", difícil visualização clínica. SOBRECARGA NA ATM: Com dor? • Sim: Desordem Articular • Não: Desordem Muscular. 31 MANIPULAÇÃO FUNCIONAL: Com dor? • Sim: Desordem Articular • Não: Desordem Muscular. DIAGNOSTICO POR BLOQUEIO ANESTÉSICO: A dor cessou após bloqueio do nervo Auriculotemporal? • Sim: Desordem Articular • Não: Desordem Muscular. EXAME CLÍNICO PARA DTM: 1- Observar cabeça e pescoço em busca de simetria esquelética e de tecidos moles 2- Examinar a dentição, maxila, mandíbula e face em busca de alinhamento e simetria 3- Examinar sinais de atividade parafuncional na dentição e nas estruturas moles 4- Observar e medir a amplitude dos movimentos mandibulares 5- Palpar e auscultar ruído articular durante movimentos mandibulares 6- Palpar paredes laterais e posterior da ATM em busca de sensibilidade 7- Palpar os músculos mastigatórios. SINAIS E SINTOMAS: • Dor na ATM; • Dor nos músculos da mastigação e dificuldade de mastigação; • Dor na região do ouvido e dificuldade de audição; • Limitação dos movimentos mandibulares; • Apertamento de bochechas, lábios e mucosas; • Dores cervicais; • Cefaléia; • Tontura e vertigem. • Ruídos articulares o Estalos: Deslocamento do disco com redução. o Crepitação: DTM degenerativa. 32 CLASSIFICAÇÃO: 1- DESORDENS DE MÚSCULOS MASTIGATÓRIOS: • Dor Aguda o Cocontração protetora o Mioespasmo o Miosite • Dor Crônica o Dor miofascial o Fibromialgia o Contratura muscular 2- DESORDENS DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR: • Dor articular: o Condições inflamatórias o Doenças degenerativas o Anquilose • Desordem da ATM o Desvio da forma o Deslocamento do disco o Deslocamento do complexo côndilo-disco. 3- DESORDENS CONGÊNITAS E DE DESENVOLVIMENTO: • Hiperplasia ou Hipoplasia da cabeça da mandíbula; • Agenesia condilar; • Condilíase (reabsorção da ATM); • Neoplasias; • Fraturas. 33 ________________________________________________________________________________________ AULA 10 – DESORDENS ARTICULARES ➢ DESORDENS DAS ARTICULAÇÕES TEMPOROMANDIBULARES: • Dor articular: artralgia • Afeta ligamentos do disco, zona bilaminar,cápsula articular e tecidos retrodiscais • Superfícies articulares não são inervadas, não causam dor, a dor é gerada pelas estruturas adjacentes. • A pessoa geralmente não consegue distinguir o local da dor. • Disfunção: sensação de enrijecimento, sons articulares, desvios e restrição de movimentos. • ATM normal ➡ só há rotação entre côndilo e disco • Dor aguda: resposta protetora muscular • Dor crônica: efeitos excitatórios centrais ETIOLOGIA: • Macrotraumas: Eventos agudos; impactos na mandíbula • Microtraumas: Bruxismo, roer unhas, morder lápis, etc. • Outros fatores: Perda de suporte dentário posterior; tensão emocional; instabilidade ortopédica? CLASSIFICAÇÃO: (Academia Americana de Dor Orofacial) • Desvios na forma: o Defeitos na superfície articular o Afinamento e perfuração do disco • Deslocamento do disco: o Com redução, sem redução aguda ou crônica • Deslocamento do complexo côndilo-disco o Hipermobilidade, Deslocamento. • Desordens inflamatórias: o Capsulite o Sinovite o Retrodiscite • Doenças degenerativas: o Osteoartrose o Osteoartrite o Poliartrites • Anquilose: o Fibrosa ou óssea 34 1- DESVIOS NA FORMA: Defeitos na superfície articular: • Rotação normal • Translação: estalido quando o côndilo tenta passar e retornar pelo defeito (abertura e fechamento). • Trauma, inflamação, anomalias estruturais, remodelamento fisiológico • Normalmente não há dor • Tratamento: Padrão de movimento para evitar a interferência Reduzir força mastigatória Eliminar hábitos deletérios Placa estabilizadora Cirurgia (último caso) Afinamento e perfuração do disco: • Sobrecarga na ATM com os dentes ocluídos. • Sons desconfortáveis ou crepitação • Indicação de que há mudança degenerativa na ATM. • Má-oclusão pela presença de fragmentos. • Diagnóstico confirmado por imagem (artrografia) • Dor em fase inicial (depois há cronificação do quando e o paciente pode se adaptar) • Tratamento: placa estabilizadora (ajuda a diminuir sobrecarga na ATM); cirurgia 2- DESLOCAMENTO DO DISCO: • Deslocamento geralmente anterior ou anteromedial > tracionamento pelo m. pterigoideo lateral superior • Confirmação: Ressonância Magnética ou Artrografia Deslocamento do disco com redução: • Redução = voltar para o lugar. • Disco desalojado em uma posição anterior ou anteromedial com boca fechada e retorna à posição normal relativa ao côndilo na abertura. • Côndilo apoiado na banda posterior do disco. • Estalo na abertura - quando o côndilo ultrapassa a banda posterior do disco. • Pode haver estalo no fechamento, próximo à MIH (clique recíproco) • Desvio para o lado afetado (quando é unilateral) e depois volta ao centro. • Tratamento: Só quando há dor (em caso de adaptação fisiológica) Placa estabilizadora ou placa protrusiva (terapia de reposicionamento) Clique precoce tem melhor prognóstico que o tardio 35 Deslocamento do disco sem redução: • Falha em recapturar o disco no fechamento ➡ Espessamento da banda posterior • Translação limitada ➡ Abertura máxima limitada • Pode ser proveniente de macrotrauma agudo ou deteriorização progressiva a partir do deslocamento com redução (disco vai ficar amassado). • Deslocamento sem redução agudo: o Severa limitação de abertura (25-30 mm) (abaixo de 25 = desordem muscular) o Deflexão ipsilateral na abertura e protrusiva o Lateralidade ipsilateral normal e contralateral limitada o Não há som (estalidos) o Diagnóstico diferencial com desordens musculares o Geralmente doloroso ➡ inflamação dos ligamentos o Tratamento: Mobilização manual (quando a lâmina retrodiscal está intacta) AINEs e Relaxantes Musculares antes da manobra. Placa reposicionadora por 2 meses Placa estabilizadora para formação de pseudo disco. Cirurgia em caso de insucesso. • Deslocamento sem redução crônico: o Disco deformado e zona bilaminar disfuncional o Mesmas limitações de movimento, porém menos severas o Crepitação ➡ mudanças degenerativas o Pode haver perfuração da zona bilaminar o Dor (se presente) menos severa o Tratamento: tentativa de mobilização, placa estabilizadora, cirurgia • Fatores que predispõem ao deslocamento do disco: o Inclinação da eminência articular o Morfologia do côndilo e da fossa o Frouxidão ligamentar o Fatores hormonais o Inserção do m. pterigoideo lateral superior 3- DESLOCAMENTO DO COMPLEXO CÔNDILO-DISCO: Aderência e adesões: • À eminência • Ao côndilo • Aderência = colamento temporário • Adesão = colamento permanente 36 Hipermobilidade / Subluxação: • Continuidade da abertura após a rotação máxima do disco sobre o côndilo • Côndilos saltam para frente/cima no final do movimento. • Côndilos projetam-se lateralmente para fora na face. • Pode haver desvio na mandíbula no fechamento. • Pode levar a recorrência de deslocamento da mandíbula. • Pacientes com histórico de abertura bucal excessiva. • Deve-se testar a lassidão ligamentar • Movimento barulhento e áspero. • Geralmente não há dor. • Tratamento: Minimizar a hipermobilidade; Exercícios para fortalecer os músculos levantadores; Cirurgia Deslocamento / Luxação espontânea / Travamento aberto: • Posicionamento do complexo côndilo-disco à frente do tubérculo + espasmo muscular posicionando o côndilo superiormente. • Impedimento do retorno do côndilo • Inabilidade em fechar a boca após abertura • Mais frequente com histórico de hipermobilidade (travamento parcial) • Pode haver espasmo dos músculos levantadores • Má-oclusão aguda com contato apenas em posteriores • Depressões na área pré-auricular • Deve-se testar a lassidão ligamentar • Dor forte • Tratamento: Abordagem tranquilizadora; Abertura contra resistência (relaxamento dos m. elevadores); Pressão no mento para baixo e para trás; Pressão nos molares para baixo e para trás; Repouso; alimentação pastosa; Cirurgia: eminectomia ou eminoplastia. 4- DESORDENS INFLAMATÓRIAS: • Inflamação causada por sobrecarga na ATM: o bruxismo, mastigação excessivamente dura, trauma, estiramento ou infecção • Dor contínua em repouso e aumentada com a função • Efeitos excitatórios centrais 37 Capsulite e sinovite: • Capsulite: inflamação da cápsula articular • Sinovite: inflamação da camada externa da sinóvia • Apenas podem ser diferenciadas por ressonância (t1 e t2) • Podem estar associadas a trauma ou outras desordens (hipermobilidade, desloc. do disco e mandibular) • Sensibilidade à palpação lateral da ATM • Tratamento: Depende da etiologia Macrotrauma (Côndilo ou DAD): placa estabilizadora, reposicionamento (DAD) Microtrauma: Limitar função, AINEs, calor, ultrassom, injeção de corticoides. Retrodiscite: • Compressão do côndilo nos tecidos retrodiscais • Trauma agudo externo no mento • Dor constante e sensibilidade à palpação lateral e posterior • Dor aumenta com apertamento ou lateralidade para o lado afetado • Pode haver má-oclusão (edema força o côndilo para frente) > sem contato posterior ipsilateral e contato forte dos anteriores contralateral • Tratamento: Semelhante ao da capsulite/sinovite Limitar função, dieta pastosa, AINEs, fisioterapia, placa estabilizadora (quando causada por DAD), placa reposicionadora; evitar mobilização manual; Injeções de corticoides. 5- DOENÇAS DEGENERATIVAS: Osteoartrose: • Desordem degenerativa não inflamatória • Afeta articulação e osso. • Pressão excessiva. • Pode ocorrer afinamento e perfuração da cortical articular • Formação de áreas císticas: colapso das articulações e erosão óssea • Proliferação óssea: osteófitos • Ausência de dor e de sensibilidade à palpação • Limitação de amplitude de movimentos• Deflexão ipsilateral • Crepitação na abertura e fechamento • Alterações na oclusão • Terapia contraindicada na ausência de dor • Pode representar a fase final da osteoartrite 38 Osteoartrite: • Se diferencia da osteoartrose pela inflamação da sinóvia • Dor constante e localizada (palpação lateral), aumenta com função e tempo frio e úmido • Mais tarde: dor após repouso, crepitação e rigidez matinal • Achados radiográficos: achatamento do côndilo, osteófito, formação cística, redução do espaço articular • Autolimitada (regride após 3 anos) • Tratamento: conscientização, dieta pastosa, repouso, AINEs, relaxante muscular, injeção de corticoides Poliartrite: • Semelhante à osteoartrite • Envolve os 2 lados da atm • Dor e sensibilidade à palpação lateral, crepitação • Maloclusão - mordida aberta anterior • Afetam primariamente superfícies articulares (artrites) • Sobrecarga ➡ capacidade de reparo excedida • Cargas normais ➡ capacidade adaptativa diminuída por idade ou fatores sistêmicos • Tratamento: sistêmico com medicamentos, AINEs, placa estabilizadora, repouso, fisioterapia 6- ANQUILOSE: Imobilidade ou consolidação da articulação devido a doença, trauma ou procedimento cirúrgico. Gera restrição de movimentos. O paciente pode acordar com dificuldade de abrir a boca. Anquilose fibrosa: • Tecido fibrótico pode aderir aos tecidos da articulação. • Causa mais comum é o hematoma secundário a trauma • Carga prolongada ➡ reduz lubrificação ➡ adesão ➡ maturação ➡ anquilose • Mais comum no compartimento superior (rotação normal e translação restrita) • Clinicamente é semelhante ao deslocamento de disco sem redução. (DAD) • Dificuldade de abertura, protrusão e movimento contralateral limitados, deflexão ipsilateral • Dor é variável ➡ tensão nos ligamentos discais • Tratamento: depende da dor e grau de disfunção. Cirurgia para remover a anquilose e depois fisioterapia Anquilose óssea: • Proliferação de células ósseas ➡ união das estruturas rígidas da ATM (incomum) • Semelhante à anquilose fibrosa, normalmente sem dor • Infecção, fratura ou doença inflamatória crônica • Tratamento depende da extensão da disfunção mastigatória, normalmente requer cirurgia para remover osso unido 39 ________________________________________________________________________________________ AULA 11– DESORDENS MUSCULARES DESORDENS DOS MÚSCULOS MASTIGATÓRIOS: • Dor muscular • A dor muscular (mialgia) é a causa mais frequente de desconforto na cabeça e no pescoço (após as dores de origem dentária) • Pode surgir de músculos, tendões e fáscia • Difusa, contínua, indefinida, em apertamento ou pressão • Difícil localização • Intensidade bastante variada • Dor somática profunda > efeitos excitatórios centrais DOR AGUDA X DOR CRÔNICA: 40 COCONTRAÇÃO PROTETORA: • Mecanismo reflexo • Resposta protetora do SNC a uma injúria ou ameaça • Apertamento muscular • Atividade de músculos antagonistas • Dor Etiologia: • Bruxismo • Abertura prolongada da boca • Traumatismos como injeções de anestésicos locais • Desordens articulares • Estresse emocional Sinais e sintomas: • Músculos tensos à palpação. • Restrição de movimentos • Dor em função/mínima em repouso • Sensação de fraqueza muscular • Dor Muscular cíclica Tratamento: • Eliminação da causa • Repouso ➞ Evitar fisioterapia e exercícios excessivos • Analgésicos • Placa oclusal (tratar a causa) MIOESPASMO: • Contração tônica involuntária súbita e aguda de um músculo ou grupo de músculos • Conhecida como “câimbra” • Pode durar de minutos a dias Etiologia: • Alongamento excessivo de músculo enfraquecido por cocontração protetora • Dor profunda • Certos tranquilizantes • Desequilíbrio eletrolítico 41 Sinais e sintomas: • Dor variando de difusa a lancinante, podendo referir à orelha, têmpora ou face • Rigidez e encurtamento do músculo • Grande limitação de abertura (10-20 mm) • Má oclusão súbita Tratamento: • Restrição dos movimentos mandibulares • Massagem leve e alongamento gradual após remissão da dor. • Analgésicos (melhor que relaxante muscular). • Bloqueio anestésico • Controle dos fatores contribuintes • Placa oclusal MIOSITE: • Inflamação do músculo resultante de causa local • Mais frequente em masseter e pterigoideo medial • O paciente normalmente relaciona o início dos sintomas a um evento específico • Quando envolve tendão, é chamada tendinite Etiologia: • Traumatismos externos • Estiramento muscular • Infecção (abscessos dentários) • Cocontração protetora e mioespasmos prolongados e severos Sinais e sintomas: • Dor, edema e músculos doloridos à palpação • Dor em repouso • Se houver infecção: febre, mal-estar e linfadenite regional Tratamento: • Limitação do movimento dos músculos e AINEs • Eliminação da causa/antibioticoterapia • Injeção é contraindicada • Exercícios e massagens são contraindicados até a remissão dos sintomas agudos • Fisioterapia após diminuição dos sintomas • Placa oclusal 42 DOR MIOFASCIAL • Desordem regional de dor muscular • Ponto gatilho (trigger points): área de sensibilidade localizada e profunda das bandas tensas dos músculos esqueléticos, tendões ou ligamentos, capaz de causar dor referida quando estimulado • Localizados em fuso muscular - 1 a 2 mm • Ativos ou latentes • Ativos causam sintomas espontâneos nas áreas de referência Etiologia: • Trauma • Dor profunda contínua • Fatores locais: hábitos, postura, tensão muscular • Fatores sistêmicos: hipovitaminose, fadiga, condição física pobre, infecções virais, estresse Sinais e sintomas: • Áreas de dor local e dor referida (normalmente dor de cabeça) • Músculos com PGs palpáveis • Fadiga muscular, rigidez e fraqueza • Restrição de movimentos • Músculos doloridos quando estirados • Pode haver alterações autonômicas Tratamento: • Curto prazo: o Restaurar amplitude de movimento o Terapias para pontos-gatilho • Longo prazo: o Alongamento muscular regular o Correção postural o Fisioterapia o Controle dos fatores contribuintes o Tratamento multidisciplinar Terapia para pontos-gatilho: • Spray/alongamento • Injeções nos pontos-gatilho • Agulhamento a seco 43 Pontos de Gatilho: 44 FIBROMIALGIA: • Doença sistêmica de tecidos moles • Dor pelo corpo, especialmente em músculos com sobrecarga • Não é uma desordem mastigatória • Mais frequente em mulheres 25-50 anos • Pontos sensíveis (tender points) em locais específicos • Pode ser acompanhada de dor miofascial Etiologia: • Causa desconhecida • Condição física pobre • Distúrbios do sono > fatores predisponentes Sinais e sintomas: • Dor generalizada, crônica (3 meses) e difusa. • 11 dos 18 pontos sensíveis • Fadiga e distúrbios do sono/parestesias • Cefaleia tipo tensional • Dismenorreia • Redução da serotonina plasmática Diagnóstico: • Índice de dor generalizada (IDG) • Escala de gravidade dos sintomas (EGS) • IDG ≥ 7 e EGS ≥ 5 Tratamento: • Não há cura • Educar o paciente • Reduzir a severidade dos sintomas • Antidepressivos • Treinamento cardiovascular, correção postural, fisioterapia, hipnose CONTRATURA MUSCULAR: • Encurtamento clínico do comprimento de repouso do músculo • Hipomobilidade crônica mandibular • Não resulta de efeito excitatório central • Miotática x miofibrótica 45 Etiologia: • Miotática: o Contração parcial por período prolongado o Músculo impedido de estirar completamente • Miofibrótica: o Formação de tecido cicatricial o Inflamação (miosite),traumatismo ou cirurgias Sinais e sintomas: • Limitação de abertura sem dor • Deflexão mandibular • Protrusão e excursão lateral são normais • EMG normal Tratamento: • Miotática o Fisioterapia o Evitar movimentos agressivos e excessivos o Placa oclusal/antidepressivos (bruxismo) • Miofibrótica o Prognóstico ruim o Fisioterapia para aumentar comprimento das adesões / não forçar abertura o Remoção cirúrgica da inserção muscular DOR MIOFASCIAL X FIBROMIALGIA: 46 47 Rafael Almeida – 2020.1