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Roteiro de Estudos Logística Reversa Aulas 1 a 6

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CST em Logística 
Logística Reversa – Aula 1 
 
CONVERSA INICIAL 
Olá a todos! Nesta conversa inicial, sobre Logística Reversa (LR), 
devemos aprender sobre o objetivo desta disciplina, que tem por 
objetivo trabalhar os conceitos dos caminhos reversos e o 
gerenciamento dos fluxos de materiais. 
 
Além disso, analisaremos a adequação à sustentabilidade nos 
processos de planejamento, implementação e controle do fluxo e 
custos efetivos de insumos, materiais em processo, produtos e todo 
fluxo de informações, considerando até o ponto de consumo e o 
possível retorno ao ponto de origem, com o propósito de recapturar o 
valor ou promover apropriada disposição. Tem o foco também na 
prevenção, conservação, adequação, restauração e/ou reutilização de 
materiais. 
 
Veremos que a evolução da industrialização e também da 
comunicação eletrônica (o e-commerce) trouxe essa necessidade ao 
mercado. Trouxe, também, a importante associação às atuais 
realidades das cidades no Brasil e no mundo quanto ao consumo de 
recursos naturais (que poderiam ser melhor aproveitados de diversas 
maneiras), sabendo-se que o processo de LR tem grande influência 
neste mercado também! 
 
Para entendermos um pouco melhor sobre até onde a LR pode 
chegar, o artigo em anexo nos apresenta uma leitura complementar 
sobre a LR: Oportunidade para redução de custos através do 
gerenciamento da Cadeia Integrada de Valor. Um bom início de 
leitura para todos! 
Saiba Mais 
http://www.spell.org.br/documentos/download/20527 
 
Assista ao vídeo a seguir para saber um pouco mais sobre a disciplina 
de Logística Reversa! Bons estudos! 
 
http://ava.grupouninter.com.br/videos/video2.php?video=http://vod.gru
pouninter.com.br/2015/JUL/MT40030-A01-P01.mp4 
 
Introdução 
A dinâmica dos fluxos de materiais, resultantes da industrialização, do 
poder de consumo e das características mercadológicas dos dias de 
hoje, recomendam a excelência nos canais de fluxos diretos com 
atendimento aos clientes com qualidade, custos adequados e no 
prazo. No entanto, essa demanda direta promove também um elevado 
dinamismo e a necessidade de identificação, mapeamento e inovação 
nos canais chamados de reversos, mais conhecidos como logística 
reversa. 
 
A Logística Reversa tem sido estudada de forma frequente e 
crescente nos recentes livros e pesquisas de Logística Empresarial, 
em âmbito global. Isso apresenta novos meios de contribuir para as 
oportunidades de negócios relacionados à Supply Chain empresarial: 
o Supply Chain Reverso. Dessa forma, o programa dessa disciplina 
está distribuído em assuntos principais, buscando a base literária 
teórica e prática considerando os seguintes temas: 
 A logística reversa e a logística empresarial; 
 A evolução da LR (Logística Reversa); 
 Canais reversos; 
 Tipos de LR de pós-consumo e de pós-venda; 
 Projeto de LR; 
 A LR e o sistema de gestão ambiental; 
 O efeito do desenvolvimento do produto e a LR; 
 Os impactos da coleta seletiva no planejamento da LR; 
 A adequação dos processos logísticos com as normas 
ambientais. 
 
Estudos afirmam que originalmente a LR foi associada à reinserção 
dos resíduos do pós-consumo em novos ciclos produtivos. Tal conduta 
preserva o meio ambiente e a vida, pois além de retardar a ocupação 
de aterros sanitários, diminui a extração de matérias-primas (FIEP, 
2014). 
 
 
LOGÍSTICA EMPRESARIAL X LOGÍSTICA REVERSA 
 
Usualmente, pensamos em logística como gerenciamento do fluxo de 
produtos, de seu ponto de aquisição até seu ponto de consumo. 
Conforme figura a seguir, da produção ao consumo, os produtos 
industrializados seguem um fluxo lógico: 
 
 
 
Fonte: FIEP (2014). 
 
No entanto, existe também um fluxo logístico reverso, do ponto de 
consumo até o ponto de origem, que precisa ser gerenciado, como o 
exemplo da figura a seguir: 
 
 
 
Fonte: FIEP (2014). 
 
Esse fluxo logístico reverso é comum para uma boa parte das 
empresas. Por exemplo, fabricantes de bebidas, a indústria de latas de 
alumínios, pneus, indústria de eletrônicos, vidros, baterias 
automotivas, embalagens de defensivos agrícolas, varejo e indústria 
automobilística. 
 
Esses setores, por exemplo, também têm que lidar com o fluxo de 
retorno de embalagens, de devoluções de clientes ou do 
reaproveitamento de materiais para produção de modo a reaproveitar 
os materiais sem ter que extrair recursos naturais. 
 
O processo tem custo, mas traz benefícios ambientais viáveis sob o 
ponto de vista da sustentabilidade. Há produtos que não podem ser 
reaproveitados e devem ser descartados com segurança em lugares 
próprios para evitar contaminação do solo e afetar as fontes de vida. 
 
Vamos aprofundar um pouco mais os nossos conhecimentos sobre a 
Logística Empresarial e a Logística Reversa? Então não perca o vídeo 
a seguir, no qual o professor Luiz Felipe traz algumas explicações 
sobre o assunto. 
 
 
http://ava.grupouninter.com.br/videos/video2.php?video=http://vod.gru
pouninter.com.br/2015/JUL/MT40030-A01-P02.mp4 
 
LOGÍSTICA REVERSA – HISTÓRICO E EVOLUÇÃO 
 
Como visto no tema anterior, os registros históricos de estudos sobre 
o assunto Logística Reversa são encontrados nas décadas de 1970 e 
1980. Tinha o foco principal relacionado ao retorno de bens a serem 
processados em reciclagem de materiais, denominados e analisados 
como canais de distribuição reversos. A partir da década de 1990 o 
tema tornou-se mais visível no cenário empresarial. 
Em 1991, na Alemanha, surgiu a primeira legislação tratando do 
assunto.
 
No Brasil, entre 2000 e 2009, segmentos como embalagens de 
agrotóxicos e de óleos lubrificantes, pneus, dentre outros, 
implementaram sistemas de Logística Reversa. Em 2011, o MMA 
(Ministério do Meio Ambiente) definiu o comitê orientador para a 
implantação de LR para medicamentos, embalagens em geral, 
embalagens de óleos lubrificantes, eletroeletrônicos e lâmpadas 
fluorescentes. Desde 2010, a LR é obrigatória no Brasil através da Lei 
12.305 que trata da PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
 
Portanto, a reutilização de produtos e materiais não é um evento novo. 
O reaproveitamento e a reciclagem de materiais como os metais, 
plásticos e papéis são processos realizados já há tempos. Nesses 
casos, a reciclagem se justifica, pois a recuperação é algo mais viável 
economicamente do que o simples descarte. Todavia, a crescente 
preocupação com o meio ambiente e a importância do reuso vêm 
tomando maiores proporções. Ao invés de um fluxo único dos 
materiais, a ideia da logística reversa é ser cada vez mais empregada. 
Em todos os casos, a oportunidade de reutilização deu origem a um 
novo fluxo de materiais, partindo do consumidor e chegando ao 
fornecedor. O gerenciamento desse caminho inverso dos materiais, 
quando comparado ao fluxo direto da cadeia de suprimentos, é 
chamado de Logística Reversa. 
 
Dentre inúmeros termos e definições conhecidos nos dias de hoje 
sobre o tema, alguns conceitos podem ser abordados de maneira 
enfática, a saber: 
 
A Logística Reversa é definida como a parte do processo da cadeia de 
suprimento que planeja, implementa e controla de modo eficiente e 
eficaz o fluxo direto e reverso e o estoque de bens, serviços e 
informação entre o ponto de origem e o ponto de consumo com o 
propósito de atender os requisitos dos clientes (Council of Logistics 
Management – CLM, 2001, apud Gonçalves, 2006). 
 
 
Sob o ponto de vista evolutivo, a definição dada por Leite (2009) está 
coerente com as práticas atuais. Trata-se do

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