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Roteiro de Estudos Logística Reversa Aulas 1 a 6

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resíduos; 
 A distribuição eficiente, que busque economizar combustível e reduzir a emissão de poluentes; 
 O controle das cadeias de retorno do pós-venda e pós-consumo, que atendam no mínimo às 
legislações aplicáveis e participe na conscientização do consumidor em seu papel dentro deste 
sistema sustentável. 
 
 
O comprometimento das empresas com relação a essas questões tem três classificações distintas. 
Veja a seguir quais são elas: 
1. Fase reativa: são caracterizadas pelo cumprimento da legislação e dos regulamentos. Elas se 
adequam às pressões externas da sociedade, revelando uma visão introspectiva que não inclui em 
suas reflexões estratégicas os impactos de seus produtos ou processos no meio ambiente. 
2. Fase proativa: apresentam a vantagem de se antecipar às novas regulamentações, influenciando-
as. Assim, criam uma imagem satisfatória junto ao público e desenvolvem razoável 
comprometimento da hierarquia superior com os problemas ambientais. 
3. Fase de agregação de valor: revelam grande comprometimento com o meio ambiente, 
integrando-o em sua reflexão estratégica como diferencial competitivo. São várias as ações 
desenvolvidas: 
o Utilizam a análise de ciclo de vida do produto no sentido de medir os impactos causados ao 
meio ambiente; 
o Projetam produtos para serem facilmente desmontados ou reciclados (Design for 
Recycling); 
o Criam uma relação de comprometimento com o meio ambiente em suas redes de 
suprimento e distribuição (EPR = Extended Product Responsability); 
o Incentivam as diversas áreas especializadas na concepção e operação de redes de 
distribuição reversas, de sistemas de reciclagens internos e em parcerias nas cadeias 
reversas (Reverse Supply Chain), gerando diferencial competitivo através da distribuição 
reversa (SHET; PARVATIYAR, 1995, p. 8-19) (LEITE, 2000). 
 
 
Para que se tenha um exemplo científico e aplicável da relação entre a Logística Reversa e a 
sustentabilidade, acesse o link a seguir e leia um artigo! Ele trata da aplicação da Logística Reversa no 
lixo tecnológico (lâmpadas, pilhas e baterias) da Braskem, conceituada empresa do ramo petroquímico. 
O estudo é simples, porém apresenta bons conceitos. Confira! 
http://www.web-resol.org/textos/180-489-1-pb.pdf 
Acesse o material on-line, confira a videoaula do professor Luiz e tenha mais informações! 
 
 
Síntese 
Em resumo, esse tema fecha a conexão com o tema anterior quanto aos aspectos dos processos, 
dos modelos e também das necessidades do entendimento dos fluxos pertencentes às empresas. 
 Tratamos também da visão conjunta dos canais reversos, mostrando os passos para os modelos 
de pós-venda e pós-consumo, dando o pontapé inicial ao importante entendimento da associação 
entre a Logística Reversa e o desenvolvimento sustentável. Esse é um estudo relevante atualmente 
para a sobrevivência das organizações, incluindo os impactos da Logística Reversa nas dimensões 
ambientais, sociais e econômicas. 
Até a próxima aula! 
 
 
Referências 
ALVES, Carlos Alberto. A gestão eficiente dos resíduos. Porto: Publindústria, 2005. 
CARVALHO, José Crespo de. Logística, Supply Chain & Network Management. Lisboa: Ad litteram, 
2003. 
DE BRITO, M. P.; FLAPPER, S. D. P.; DEKKER, R. Reverse Logistics: a review of case studies, 
Econometric Institute Report. 2002 
DONATO, Vitório. Logística Verde: uma abordagem socioambiental. São Paulo: Ciência Moderna, 2009. 
LACERDA, L. 2002, Logística Reversa - Uma visão sobre os conceitos básicos e as práticas 
operacionais. Disponível em: <http://www.coppead.ufrj.br/pesquisa/cel/new/fr-rev.htm>. 
LEITE, Paulo Roberto. Logística Reversa. 2 ed. São Paulo: Pearson / Prentice Hall, 2009. 
RAZZOLINI, Edelvino Filho; BERTÉ, Rodrigo. O reverso da Logística e as Questões Ambientais no 
Brasil. Curitiba: IBPEX, 2009. 
 
 
CST em Logística 
Logística Reversa – Aula 5 
 
Professor Luiz Felipe Cougo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Logística Reversa e o Desenvolvimento Sustentável 
 
Descrição inicial e contextualização 
Este ponto alto da disciplina trata dos assuntos da LR associados às questões 
ambientais, que inclui a influencias do desenvolvimento sustentável, das 
dimensões da sustentabilidade e demais importantes técnicas e ferramentas 
ambientais que mundialmente são reconhecidas como referencias globais para 
aplicação de um sistema de gestão ambiental nas empresas. Isto se reflete nas 
ações da LR com foco na prevenção da poluição, no atendimento à legislação 
ambiental e social e também no comprometimento à melhoria contínua nos 
processos voltados para as partes interessadas, como os clientes, os 
trabalhadores, a sociedade e o meio ambiente. 
A evolução Ambiental foi uma consequência reativa da Revolução industrial, dos 
índices de crescimento, exploração e graves acidentes ocorridos pela agricultura 
e industrias químicas. Este histórico trouxe também iniciativas que, de certo 
modo, buscam a prevenção da poluição e a minimização dos impactos 
ambientais até os dias de hoje. Dentre os aspectos conhecidos da história 
ambiental, destacam-se: 
1972 – Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente (Estocolmo). Publicou-se, 
nesse ano, o relatório LIMITES DO CRESCIMENTO que previam a escassez 
catastróficas dos recursos naturais. A previsão feita foi que em 2010 os alimentos 
e a produção industrial iriam declinar e, como consequência, haveria uma 
diminuição da população por PENÚRIA, FALTA DE ALIMENTOS E POLUIÇÃO. 
O relatório dizia: “ Se se mantiverem as atuais tendências de crescimento da 
população mundial, industrialização, contaminação ambiental, produção de 
alimentos e esgotamento dos recursos, este planeta alcançará os limites de seu 
crescimento no curso dos próximos cem anos. O resultado mais provável será 
um súbito e incontrolável declínio tanto de população como da capacidade 
industrial. 
ESSE DOCUMENTO FOI CRITICADO POR MUITOS SEGMENTOS COMO 
“ALARMISTA” 
 A partir das discussões que ocorreram em ESTOCOLMO muitas outras 
discussões foram registradas nos anos seguintes. Estocolmo teve uma 
importância muito grande ao lançar a preocupação com a CONSERVAÇÃO 
DO PLANETA e o equilíbrio do CRESCIMENTO ECONÔMICO. 
 Convenção sobre Comércio Internacional de espécies ameaçadas da 
fauna e da flora (1973); 
 Convenção Internacional para a prevenção da poluição pelos navios 
(1973); 
 Conferência alimentar mundial (1974); 
 Convenção sobre a conservação da natureza no Pacífico Sul (1976); 
 Conferência das Nações Unidas sobre a água (1977); 
 Conferência das Nações Unidas sobre a Desertificação (1977); 
 Conferência Mundial sobre o Clima (1978); 
 Conferência sobre a Conservação de espécies migrantes da fauna 
selvagem (1979); 
 Convenção sobre a conservação da fauna e da flora marítimas da 
Antártida (1980); 
 
Muitos outros documentos foram normalizados e muitas pessoas se moblizaram 
nesse sentido. 
Em 1983, numa assembleia da ONU, criou-se a CMMAD. Foi presidida pela 
Primeira-Ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland e adotou-se o conceito de 
Desenvolvimento Sustentável em seu relatório Our Common Future (Nosso 
futuro comum), também conhecido como Relatório Brundtland. 
Segundo o Relatório da Comissão Brundtland, elaborado em 1987, uma série de 
medidas deveriam ser tomadas pelos países para promover o desenvolvimento 
sustentável. Entre elas: 
 
 
 
Em âmbito internacional, as metas propostas foram: 
• Adoção da estratégia de desenvolvimento sustentável pelas organizações 
de desenvolvimento (órgãos e instituições internacionais de financiamento); 
• proteção dos ecossistemas supranacionais como a antártica,

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