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Roteiro de Estudos Logística Reversa Aulas 1 a 6

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reversa, 
seus fatores e atividades típicas, bem como os desafios que a 
envolvem. Espero que tenha sido proveitoso... até a próxima aula! 
 
Referências 
DE BRITO, M. P., FLAPPER, S. D. P. e DEKKER, R. Reverse 
Logistics: a review of case studies, Econometric Institute Report. EI 
2002-21, maio. 
 
DONATO, V. Logística Verde: uma abordagem socioambiental. São 
Paulo: Ciência Moderna, 2009. 
 
FLEURY, P F. et. al. Logística Empresarial: a perspectiva brasileira. 
São Paulo: Atlas, 2000. 
 
LACERDA, L. Logística Reversa – Uma visão sobre os conceitos 
básicos e as práticas operacionais. In: 
(http://www.coppead.ufrj.br/pesquisa/cel/new/fr-rev.htm) – Acesso em 
18/09/2015. 
 
LEITE, P.R. Logística Reversa. 2ª ed. São Paulo: Pearson/Prentice 
Hall, 2009. 
 
RAZZOLINI, E. F.; BERTÉ, R. O reverso da Logística e as 
questões ambientais no Brasil. Curitiba: IBPEX, 2009. 
 
 
 
Disciplina Logística Reversa 
Aula 2 Introdução dos conceitos 
Tema 1 Conceito e tipos de fluxos logísticos 
Professor Luiz Felipe Cougo 
Coordenadora Alessandra de Paula 
 
 
 
 
Introdução 
Olá, seja bem-vindo à segunda aula da disciplina “Logística Reversa”! 
Nessa aula, veremos as características da Logística Reversa, incluindo os tipos de fluxos 
logísticos, as diferenças entre ela e a Logística Direta e os aspectos estratégicos para a correta adoção 
desta ferramenta. Vamos lá? 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
Conceito e tipos de fluxos logísticos 
 
 
 Os autores Rogers e Tibben-Lembke (1998) conceituam a Logística Reversa ou Inversa como: 
 "Processo de planejamento, implementação e controle da eficiência e eficácia e dos custos, dos 
fluxos de matérias-primas, produtos em curso, produtos acabados e informação relacionada, desde o 
ponto de consumo até ao ponto de origem, com o objetivo de recapturar valor ou realizar a deposição 
adequada". 
O desenvolvimento e progresso da Logística Inversa tem sido impulsionado, em grande parte, 
pelas questões ambientais e, mais especificamente, pelo problema da deposição das embalagens, da 
recuperação dos produtos, da destinação de partes de produtos ou materiais, das devoluções de 
produtos em fim de vida e de produtos com defeito. 
Esta área da Logística teve grande crescimento, não só devido à legislação ambiental, a qual 
impõe leis mais exigentes, mas também pela consciencialização ambiental das empresas, organizações 
e organismos públicos. Em termos econômicos e financeiros, a Logística Inversa já representa cerca de 
0,5% do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos. 
Essa vertente da Logística encontra-se em franco desenvolvimento, sendo um grande potencial 
de negócio emergente para as empresas e organizações, pois as políticas ambientais tendem a ser 
cada vez mais exigentes. Outro fator de grande importância, e que está diretamente relacionado com o 
grande aumento da Logística Inversa, é a compra de produtos através da internet, o chamado e-
commerce (Carvalho, 2003, p. 71-72). 
 
 
Com o crescimento exponencial das vendas on-line, os sistemas de Logística Inversa, no que diz 
respeito à questão da gestão das devoluções, têm crescido de forma abrupta. Isso porque, como não é 
possível visualizar o produto fisicamente, devolve-se grande parte do que é adquirido, por não 
corresponder às expectativas do cliente, o que faz acionar os sistemas de Logística Inversa. 
Podemos afirmar que a grande maioria desses sistemas são usados devido à questão das 
devoluções. Quando os produtos não corresponderem às expectativas, os clientes podem acionar o 
processo de devolução, que é disponibilizado por cada vez mais empresas, de modo a prestarem um 
serviço de pós-venda de qualidade. Assim, pode-se atingir ou mesmo ultrapassar as expectativas dos 
clientes, tornando-o fiel. 
É muito melhor ter um fornecedor de confiança do que comprar em vários sem ter a segurança 
da qualidade, não é mesmo? 
 
Basicamente, são dois os fluxos: direto e reverso. Ambos têm a mesma parte interessada 
(clientes e fornecedores), o que muda é apenas o fluxo do material e/ou da informação. Na página 
seguinte você confere um quadro baseado em: Reverse Logistics Council (2007) apud Miquez (2010, p. 
6), que expõe as principais diferenças entre a Logística tradicional e a reversa: 
 
 
 
 
Acesse o material on-line e confira o vídeo no qual o professor Luiz traz mais informações sobre o 
conceito de Logística Reversa. 
 
 
 
 
 
 
Disciplina Logística Reversa 
Aula 2 Introdução dos conceitos 
Tema 2 A visão Estratégica da Logística Reversa 
Professor Luiz Felipe Cougo 
Coordenadora Alessandra de Paula 
 
 
Sob o ponto de vista estratégico e operacional, existem algumas questões básicas a serem 
respondidas para que a Logística Reversa seja aplicável, a saber: 
 Quais alternativas estão disponíveis para recuperar produtos, partes de produtos e materiais? 
 Quem deve realizar as diversas atividades de recuperação? 
 Como estas atividades devem ser realizadas? 
 É possível integrar as atividades típicas da Logística Reversa com sistemas de distribuição e 
produção clássicos? 
 Quais são os custos e benefícios da Logística Reversa, do ponto de vista econômico e ambiental? 
Há processos em que a Logística Reversa apresenta maneiras diferentes de aplicação, todavia, a 
abordagem estratégica deve incluir, além das questões vistas anteriormente, uma análise quanto aos 
aspectos de: 
 Recuperação de valor financeiro (retorno do investimento); 
 Seguimento de legislações; 
 Prestação de serviços aos clientes; 
 Mitigação dos riscos, reforço da imagem de marca e demonstração de responsabilidade social. 
 Fatores como esses devem necessariamente fazer parte da pauta de análise crítica da direção 
das organizações, para que a operacionalização das decisões tomadas seja adequada ao processo. 
 
 
É importante destacar alguns aspectos operacionais, ou seja, aqueles que envolvem o uso das 
principais ferramentas de Logística aplicadas à Logística Reversa, como a localização de instalações; a 
roteirização e a gestão de estoques, de transporte e de armazenagem. 
A Logística Reversa, por meio de sistemas operacionais, tem por objetivo tornar possível o 
retorno dos bens ou de seus materiais constituintes ao ciclo produtivo de negócios. Ou seja, busca 
agregar valor econômico, de serviço, ecológico, legal e de localização ao planejar redes reversas. 
Além disso, ao operacionalizar esse fluxo, organiza as respectivas informações, desde a coleta 
dos bens de pós-consumo ou de pós-venda, por meio dos processamentos logísticos de consolidação, 
separação e seleção, até a reintegração ao ciclo. 
 Portanto, como característica complementar ao fluxo direto, a figura abaixo mostra o fluxo 
reverso necessário, sob o aspecto operacional, que deve ser mapeado na logística dos materiais e de 
informações. 
 
 
 
Os chamados canais reversos devem ser criados de maneira que incluam todas as hipóteses e 
cenários, considerando a viabilidade do negócio. As opções são inúmeras, como mostra o exemplo da 
figura abaixo: 
 
Acesse o material on-line e aprofunde os estudos a respeito do que foi trabalhando nesse tema 
assistindo à videoaula do professor Luiz! 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina Logística Reversa 
Aula 2 Introdução dos conceitos 
Tema 3 Canais Reversos 
Professor Luiz Felipe Cougo 
Coordenadora Alessandra de Paula 
 
 
Como visto no tema anterior, o estudo dos canais reversos de distribuição interessa às empresas 
pela oportunidade de recuperação de custos envolvidos e pela diferenciação dos níveis de serviços

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