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Roteiro de Estudos Logística Reversa Aulas 1 a 6

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oferecidos em mercados globalizados e extremamente competitivos. 
Resumidamente, existem três grandes categorias de bens produzidos, classificados de acordo 
com a sua vida útil: os bens descartáveis, os bens semiduráveis e os bens duráveis. Essas definições 
são fundamentais para um melhor entendimento das atividades dos canais reversos de distribuição. 
 Bens descartáveis: Apresentam vida útil média de algumas semanas, raramente superior a 
seis meses. São exemplos de bens descartáveis embalagens, brinquedos, materiais para 
escritório, suprimentos para computadores, artigos cirúrgicos, pilhas de equipamentos 
eletrônicos, fraldas, jornais, revistas etc. 
 Bens duráveis: Apresentam vida útil variando de alguns anos a algumas décadas. Exemplos: 
automóveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, máquinas, equipamentos industriais, edifícios, 
aviões, navios etc. 
 Bens semiduráveis: Apresentam vida útil de alguns meses, raramente superior a dois anos. 
Sob o enfoque dos canais reversos de distribuição dos materiais, apresenta características ora de 
bens duráveis ora de bens descartáveis. Exemplos: baterias de veículos, óleos lubrificantes, 
baterias de celulares, computadores e seus periféricos, revistas especializadas etc. 
 
 
 
Alguns fatores têm feito com que as empresas precisem se diferenciar pela constante inovação. 
Alguns deles são: 
 Acelerado desenvolvimento tecnológico vivenciado pela sociedade nas últimas décadas; 
 Introdução de novos materiais, que têm substituído outros com melhoria de desempenho 
técnico do produto e de sua embalagem; 
 Redução de custo dos produtos, associado ao acirramento da competitividade, como 
consequência da globalização e da própria tecnologia. 
Como consequência, tem-se a redução drástica do ciclo de vida dos produtos, causando um alto 
grau de obsolescência e a alta tendência à descartabilidade, o que acarreta modificações nos hábitos 
mercadológicos e logísticos das empresas modernas, exigindo alta velocidade no fluxo de distribuição 
física dos produtos. 
Além disso, o ciclo de compra fica reduzido, e observa-se um aumento das quantidades de 
produtos devolvidos nas cadeias reversas de pós-venda, exigindo um sistema mais eficiente. 
Por outro lado, com os ciclos de vida cada vez menores, os produtos ditos duráveis serão 
descartados mais rapidamente, transformando-se em semiduráveis. Da mesma forma, os produtos 
semiduráveis se tornarão descartáveis. Assim sendo, os produtos de pós-consumo aumentam e 
exaurem os meios de disposição final, tornando-se necessário equacionar o problema de retorno dos 
bens de pós-consumo. 
Existem dois tipos de canais reversos de distribuição, como você pode ver a seguir: 
 
 
 
 
Logística Reversa de Pós-Consumo 
Os canais de distribuição reversos de pós-consumo são constituídos pelo fluxo reverso de uma 
parcela de produtos e de materiais constituintes originados no descarte dos produtos após a sua 
utilização pelo usuário original e retornando ao ciclo produtivo. Segundo Leite (2009), esses canais têm 
como principais características: 
 Equacionamento do retorno de produtos consumidos; 
 Produtos voltam por canais reversos distintos daqueles que o levaram ao mercado. 
Logística Reversa de Pós-Venda 
Os canais reversos de pós-venda são constituídos pelas diferentes formas e possibilidades de 
retorno de uma parcela de produtos, com pouco e nenhum uso, que fluem no sentido inverso, do 
consumidor ao varejista ou ao fabricante, do varejista ao fabricante, entre as empresas, motivado em 
geral por problemas de qualidade, garantia, processos comerciais entre empresas e retornando ao ciclo 
de negócios de alguma forma. Segundo Leite (2009), esses canais têm como principais características: 
 Equacionamento do retorno de produtos não consumidos; 
 Produtos voltam pelos mesmos canais reversos que os levaram ao mercado. 
 
 
 
Trocando Ideias 
Aqui é um bom momento para desenvolver uma prática de estudo relevante sobre o tema. 
Convém que, dentro dos processos organizacionais, as situações de Logística Reversa de pós-consumo 
e de pós-venda estejam bem definidas e mapeadas. Qual é a utilização delas no seu local de trabalho? 
Elas são aplicadas da forma como foi descrito ou existem “adaptações”? 
Entre no fórum e deixe seu relato. Aproveite também para ver o que seus colegas têm a dizer! 
Após a leitura e conhecimento desta aula, existe um texto interessante que você tem acesso no 
link a seguir. Trata-se do artigo chamado “Um novo cenário para a LR nos produtos usados no Brasil”. 
É de grande aprendizado! 
http://www.clrb.com.br/site/midia.asp?id=98 
 
 
Antes de finalizar os estudos desse tema, acesse o material on-line e confira o vídeo do professor 
Luiz! 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina Logística Reversa 
Aula 2 Introdução dos conceitos 
Tema 4 Canais de distribuição diretos e reversos 
Professor Luiz Felipe Cougo 
Coordenadora Alessandra de Paula 
 
 
A Logística Reversa de Pós-Consumo deverá planejar, operar e controlar o fluxo de retorno dos 
produtos de pós-consumo ou de seus materiais constituintes, classificados em função de seu estado de 
vida e origem. Clique em cada um para mais informações: 
 Em condições de uso: refere-se às atividades em que o bem durável e semidurável apresenta 
interesse de reutilização, sendo sua vida útil estendida, por meio da entrada no canal reverso de 
reuso, em mercado de segunda mão, até atingir o fim de sua vida útil. 
 Fim de vida útil: a logística reversa poderá atuar em duas áreas não destacadas: dos bens 
duráveis ou descartáveis. Os duráveis ou semiduráveis entrarão no canal reverso de 
Desmontagem e Reciclagem Industrial, sendo desmontados na etapa de Desmanche. Seus 
componentes poderão ser aproveitados ou remanufaturados, retornando ao mercado secundário 
ou à própria indústria, que o reutilizará, sendo uma parcela destinada ao canal reverso de 
Reciclagem. 
Os produtos são retornados por meio do canal reverso de Reciclagem Industrial, onde os 
materiais constituintes são reaproveitados e se constituirão em matérias-primas secundárias, 
que retornam ao ciclo produtivo pelo mercado correspondente. 
 Destino Final: no caso de não haver as condições mencionadas, serão destinadas ao Destino 
Final, ou seja, os aterros sanitários, os lixões e a incineração com recuperação energética. 
 
 
Fluxograma da Logística Reversa de Pós-Consumo 
 
 
Uma parcela dos bens de pós consumo será reintegrada ao ciclo produtivo e irá fluir pelos canais 
reversos de reciclagem. Com a revalorização dos seus materiais constituintes, estes podem ser 
reintegrados ao ciclo produtivo na fabricação de um produto similar ao que lhe deu origem ou de um 
produto distinto. Em função dessa diferença, há a distinção de duas categorias de ciclos reversos de 
retorno ao ciclo produtivo, que você confere nas próximas páginas: 
 
 
Canais de distribuição reversos de ciclo aberto 
 São constituídos pelas diversas etapas de retorno dos materiais constituintes dos produtos de 
pós-consumo, tais como plásticos, papéis, vidros, metais etc., que são reintegrados ao ciclo produtivo 
e substituem as matérias-primas virgens necessárias para a fabricação de itens diversos. Pode-se citar 
como exemplo os eletrodomésticos descartados, de onde são extraídos diversos componentes, sendo 
um deles o material ferroso que será reintegrado como matéria-prima secundária na fabricação de 
chapas de aço, barras de ferro e vigas, entre outros. 
No canal de ciclo aberto, a matéria-prima extraída será utilizada na elaboração de produtos 
diferentes daqueles dos quais os materiais foram extraídos, pois nessa categoria

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