A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
232 pág.
Roteiro de Estudos Logística Reversa Aulas 1 a 6

Pré-visualização | Página 8 de 21

ciclo médio de vida de uma lata de alumínio é de 30 dias, desde sua colocação na prateleira 
do supermercado até seu retorno reciclada. 
 A reciclagem de uma única lata de alumínio pode economizar a energia necessária para manter 
um televisor ligado durante 3 horas ou uma lâmpada de 100 watts por 20 horas. 
 Em média, um quilo equivale a 74 latas. 
 
Plástico 
Existem três tipos de reciclagem do plástico. Interaja com o infográfico a seguir e conheça cada 
um deles: 
 Reciclagem primária ou pré-consumo: é feita com os materiais termoplásticos provenientes 
de resíduos industriais, que são limpos e fáceis de identificar. Tecnologias convencionais de 
processamento transformam esses resíduos em produtos com características de desempenho 
equivalentes às daqueles fabricados a partir de resinas virgens. 
 Reciclagem secundária ou pós-consumo: acontece com os resíduos plásticos recolhidos em 
lixões, sistemas de coleta seletiva, sucatas etc. É feita com os mais diversos tipos de materiais e 
resinas, que são separados e passam por um processo ou por uma combinação de operações 
para serem transformados em outros produtos. 
 
 
 Reciclagem terciária: é a conversão de resíduos plásticos em produtos químicos e 
combustíveis, por processos termoquímicos. Esses plásticos são convertidos em matérias-primas 
que podem originar novamente as resinas virgens ou outras substâncias interessantes para a 
indústria, como gases e óleos combustíveis. 
Para se reciclar o plástico, é preciso separar, moer e lavar o material, secar com batedores e 
sopradores (que farão uma secagem parcial) e depois com aglutinadores (que farão a secagem 
definitiva). Depois esse material será fundido, resfriado, granulado e transformado, enfim, em matéria-
prima. 
Essa “nova” substância poderá ser utilizada na fabricação de inúmeros produtos, como garrafas, 
frascos, baldes, cabides, pentes, “madeira plástica”, cerdas, vassouras, sacolas, filmes, painéis para a 
construção civil etc. 
 
Veja, a seguir, quais plásticos são recicláveis e quais não são: 
 
 
 
A seguir você confere algumas indicações de material complementar! 
 Modelo do ciclo de vida do plástico: 
http://www.termotecnica.ind.br/potencial-de-reciclagem-do-plastico-em-destaque-na-interplast-
2014 
 Ciclo de reciclagem do plástico: 
 http://profacamilagoncalves.blogspot.com.br/2011/07/ecofashion.html 
 Modelos de reutilização: 
 http://blog.ecobrindes.com.br/?p=844 
A necessidade de um programa de coleta seletiva foi determinada através da legislação, 
considerando o Programa de Gestão / Gerenciamento de Resíduos, e também da lei associada ao 
Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que relaciona a coleta seletiva com os aspectos da Logística 
Reversa. 
 Além disso, vale destacar que a Logística Reversa de pós-consumo, dita por Barbieri e Dias 
(2002) “Logística Reversa Sustentável”, também resulta em benefícios econômicos, como a geração de 
lucro, e é qualificada como um negócio inteligente (CALDWELL, 1999), já que o crescimento 
econômico de longo prazo depende de atitudes sustentáveis. 
 
 
Tachizawa (2002, p. 24) comenta ainda que as práticas sociais e sustentáveis ajudam as 
organizações a se manterem competitivas no mercado, seja qual for o setor. Tais benefícios se fazem 
por intermédio do reaproveitamento ou da revenda dos componentes retornados no mercado 
secundário; da economia de insumos; da geração de empregos pela atividade; do reconhecimento da 
imagem corporativa pela credibilidade atribuída pela sociedade, entre outros (LEITE, 2009; MIGUEZ, 
2010). 
Acesse o material on-line e confira o vídeo do professor Luiz! 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina Logística Reversa 
Aula 2 Introdução dos conceitos 
Tema 6 Canais Reversos - Pós-Venda 
Professor Luiz Felipe Cougo 
Coordenadora Alessandra de Paula 
 
 
Os canais reversos de pós-venda abrigam os fluxos estratégicos e operacionais dos bens de pós-
venda. Esses, por sua vez, são os bens com pouco ou nenhum uso que, após triagem, retornam pelos 
elos diretos da cadeia de suprimentos ou, dependendo do nível de dano, são direcionados aos canais 
de pós-consumo (LEITE, 2009). 
A figura abaixo exemplifica de modo simplificado o ciclo dos produtos no pós-venda: 
 
 
 
No lado direito, é apresentado o fluxo direto comum de bens pela cadeia, iniciando-se no 
fornecedor de matéria-prima, passando pelo atacadista, varejista e chegando, por fim, ao consumidor 
final. As setas de sentido oposto se referem ao retorno dos produtos pós-venda, que fazem o uso dos 
próprios elos da cadeia direta de distribuição. 
Já no lado esquerdo, estão dispostas as fases pelas quais os produtos, já em estado de pós-
venda, são submetidos até que sejam redirecionados aos seus respectivos destinos. Assim, o produto 
pode ser considerado irrecuperável e direcionado ao desmanche, tendo o mesmo destino dos bens de 
pós-consumo: a reciclagem. Pode ser redirecionado diretamente ou via remanufatura ao mercado 
secundário ou mesmo retornar ao consumidor final (mercado primário), após sofrer algum reparo ou 
conserto se necessário. 
 
Conforme já citado no movimento reverso de pós-consumo, a redução do ciclo de vida dos 
produtos também influi no movimento reverso de pós-vendas. Isso se deve pois, em coexistência com 
o fator de respeito à preservação ambiental pelo destino apropriado dos produtos, o grau de 
obsolescência das mercadorias está inversamente relacionado à capacidade de retorno desse produto 
para recomercialização no mercado, principalmente em nichos nos quais a atualização tecnológica é 
condição de existência (CARDOSO et al., 2007; LEITE, 2009). 
Embora a PNRS, a qual será abordada doravante, seja direcionada de forma específica ao campo 
do pós-consumo, ela também se relaciona ao campo de pós-venda. Isso se deve à necessidade de 
manutenção de tais produtos, dos resíduos resultantes da assistência técnica ou mesmo do tratamento 
das embalagens utilizadas nos produtos de pós-venda (LEITE, 2011). 
 
 
Os excedentes de pós-venda devem ser administrados, a fim de equacionar o fluxo dos bens por 
intermédio de um relatório de ciclo de vida dos produtos, capaz de minimizar os custos com o fluxo 
reverso (HORNGREEN et al. 2000). 
Acesse o material on-line e confira a videoaula do professor Luiz! 
Referências 
DE BRITO, M. P.; FLAPPER, S. D. P.; DEKKER, R. Reverse Logistics: a review of case studies, 
Econometric Institute Report, 2002. 
DONATO, Vitório. Logística Verde: uma abordagem socioambiental. São Paulo: Ciência Moderna, 
2009. 
FLEURY, P. F. et al. Logística Empresarial: A perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas, 2000. 
LACERDA, L. Logística Reversa: Uma visão sobre os conceitos básicos e as práticas operacionais. 
Disponível em: http://www.coppead.ufrj.br/pesquisa/cel/new/fr-rev.htm Acesso em 28 set. 2015. 
LEITE, Paulo Roberto. Logística Reversa. 2 ed. São Paulo: Pearson / Prentice Hall, 2009. 
RAZZOLINI, Edelvino Filho; BERTÉ, Rodrigo. O reverso da Logística e as Questões Ambientais no 
Brasil. Curitiba: IBPEX, 2009. 
CST em Logística 
Logística Reversa – Aula 3 – parte 1 
Professor Luiz Felipe Cougo 
 
Introdução 
Bem-vindo(à) à aula 03 da disciplina de Logística Reversa! 
Nesta aula, falaremos sobre os seguintes assuntos: 
 Logística reversa, os processos e a realização dos produtos e serviços 
 O Planejamento da Logística Reversa 
 Modelos de redes e cadeias reversas 
 Requisitos legais e outros subscritos pela organização 
 Regras gerais dos processos 
Logística reversa, os processos e a realização dos produtos e serviços 
 
Para

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.