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Roteiro de Estudos Logística Reversa Aulas 1 a 6

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estruturarmos nossa terceira aula, é necessário: 
 
 Estudar as demandas dos negócios dos dias de hoje e também dos processos associados às 
empresas; 
 Entender dos principais modelos de projetos voltados à Logística Reversa (LR); 
 Entender as técnicas e ferramentas de abordagem estratégica e tática nos processos de Supply 
Chain; 
 Criar cenários e hipóteses da necessidade da aplicação da LR. 
 
 
 
No mercado globalizado, a logística desempenha, de forma decisiva, papel de destaque organizacional. 
Esse cenário não se aplica apenas a empresas que mantêm a logística como core business, mas também 
àquelas que a posicionam como atividade-meio no negócio, podendo ser alocada como ferramenta 
diferenciadora competitiva (PIRES, 2009, apud PONTINI, 2011). 
 
A configuração de uma rede logística envolve decisões estratégicas que terão impacto de longo prazo 
para os resultados financeiros organizacionais. Dentre as principais decisões, podem-se citar a 
determinação do número, da localização e do tamanho dos depósitos, bem como a alocação de espaços 
conforme o tipo de produto. 
 
Um dos objetivos desse planejamento é obter eficiência com a redução de custos como os de 
manutenção, de operação e de transportes (LEVI, 2003). 
 
Compare: 
 
 
Transportes 53%
Estocagem 26%
Armazenagem 21%
 
Fonte: ILOS, 2010 
Custos 
logísticos 
EUA BRASIL 
8,7% 
do PIB 
11,6% 
do PIB 
Leve ascendência em 
comparação a 2006 (11,5%) 
Custos logísticos no Brasil 
(2009) 
Confira alguns itens importantes da Logística Reversa! 
 
Redução de custos 
Segundo Lacerda (in CEL 2000), os processos de logística reversa tem trazido consideráveis retornos 
para as empresas. O reaproveitamento de materiais e a economia com embalagens retornáveis têm 
trazido ganhos que estimulam cada vez mais novas iniciativas e esforços em desenvolvimento e melhoria 
nos processos de logística reversa. 
 
Aumento dos custos 
Ao contrário do que vimos no item anterior, não podemos ignorar os custos que o processo de logística 
reversa pode acarretar para as empresas quando não é feito de forma intencional, isto é, no item 
anterior percebemos que a logística reversa é utilizada em prol da empresa, transformando materiais, 
que seriam inutilizados, em matéria-prima, reduzindo assim, os custos para a empresa; acontece que, o 
contrário também pode acontecer e é o que notamos com mais frequência, isto é, materiais que voltam 
aos seus centros produtivos devido a falhas na produção, pedidos emitidos em desacordo com aquilo que 
o cliente queria, troca de embalagens, etc. Este tipo de processo reverso da logística acarreta custos 
adicionais, muitas vezes altos para as empresas, uma vez que, processos como armazenagem, 
separação, conferência, distribuição serão feitos em duplicidade, e assim como os processos, os custos 
também são duplicados. 
 
Concorrência 
Lacerda (in CEL 2000) defende que os clientes valorizam empresas que possuem políticas de retorno de 
produtos, pois isso, garante-lhes o direito de devolução ou troca de produtos. 
Este processo envolve uma estrutura para recebimento, classificação e expedição de produtos 
retornados, bem como um novo processo no caso de uma nova saída desse mesmo produto. 
Dessa forma, empresas que possuem um processo de logística reversa bem gerido, tendem a se 
sobressair no mercado, uma vez que estas podem atender seus clientes de forma melhor e diferenciada 
de seus concorrentes. Como já é de conhecimento da Logística direta, os fluxos logísticos executam 
papel fundamental na atividade, apoiando o serviço ao cliente e entregando valor (LEITE, 2009), A 
logística reversa apresenta o mesmo significado. 
 
Requisitos do cliente 
O atendimento aos requisitos do cliente é capaz de promover os vínculos necessários entre fornecedor e 
o comprador, tangíveis e intangíveis, capazes de fortalecer o grau de relacionamento entre as partes e 
estendê-la em regime de longo prazo, objetivando a rentabilidade na atividade (CHRISTOPHER, 2001, p. 
56). Ainda segundo o autor, a logística tem plenas condições de oferecer um nível de diferenciação por 
intermédio de serviços, influenciando diretamente na qualidade percebida pelo cliente. 
 
Ballou (2008) comenta que a logística apresenta caráter de valor agregado direto nos processos, uma 
vez que um produto ou serviço de qualidade, se não disponibilizado ao consumidor no momento e 
local/acesso adequados, passa a ser imperceptível e questionável aos olhos do cliente. 
O autor também menciona o serviço ao cliente no campo logístico como “resultado de todas as 
atividades logísticas ou dos processos da cadeia de suprimentos” (2006, p. 93). Visto isso, o 
posicionamento e o planejamento dos canais de estrutura logística direta e reversa a serem adotados 
impactam diretamente na satisfação e no processo de fidelização (Pontini, 2011). 
 
 
 
CST em Logística 
Logística Reversa – Aula 3 – parte II 
Professor Luiz Felipe Cougo 
 
O Planejamento da Logística Reversa 
 
A gestão de retorno de produtos é mais do que decidir o que fazer com eles: envolve a captura de 
informações que permitam entender os motivos do seu retorno e com isto atuar sobre as 
causas da insatisfação dos clientes, contribuindo para reduzir os retornos futuros. Além disso, 
um processo rápido e eficiente para os clientes aumenta a credibilidade. 
 
 
 
Estas informações podem ajudar tanto na fabricação, na embalagem e nas ações de marketing 
(promoções com produtos de retorno em determinados mercados, e melhoria do produto/serviço). 
 
Um modelo de planejamento deve seguir os dados anteriores para que as ações relacionadas ao fluxo de 
materiais e informações esteja adequado, deve-se considerar ainda, os fatores de tomadas de decisão 
quando se utilizar dos verbos associados à LR estratificando-os de modo que o planejamento cumpra 
com as necessidades. 
Pensando nisso, reflita: 
 
 Se considerar a ideia que a LR aplicada na empresa estará sob sua responsabilidade, o que de fato 
deveria ser visualizado e executado dentro das suas atribuições e responsabilidades? 
 
 Como enxergar que todas as hipóteses foram mapeadas para que caso ocorra alguma necessidade 
de aplicação, ela será feita da melhor maneira, com o menor custo possível, com qualidade e 
prazos adequados? 
 
O método funciona como um mapeamento 
destas atividades, onde ficará estabelecido:
 
O que será feito 
Quem fará o quê 
Em qual período de tempo 
Em qual área da empresa 
Os motivos pelos quais a atividade 
deve ser feita 
Pois bem, existe uma ótima ferramenta que 
precisamos ler, entender e aplicar como técnica de 
mapeamento que associa os principais agentes 
executores da LR com a estratificação das ações, 
chamada 5W2H. 
O 5W2H, basicamente, é um checklist de 
determinadas atividades que precisam ser 
desenvolvidas com o máximo de clareza possível 
por parte dos colaboradores da empresa. 
 
 
Em um segundo momento, deverá figurar em uma tabela como será feita esta atividade e quanto 
custará aos cofres da empresa tal processo. Esta ferramenta é extremamente útil para as empresas, uma 
vez que elimina por completo qualquer dúvida que possa surgir sobre um processo ou sua atividade. 
 
Em um meio ágil e competitivo como é o ambiente corporativo, a ausência de dúvidas agiliza e muito as 
atividades a serem desenvolvidas por colaboradores de setores ou áreas diferentes. Afinal, um erro na 
transmissão de informações pode acarretar diversos prejuízos à sua empresa, por isso é preciso ficar 
atento à essas questões decisivas, e o 5W2H é excelente neste quesito!

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