Polígrafo de Nutrição

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funciona como atrativo (palatabilizante) para a maioria das espécies. Reduz o pó como agente aglutinante em pellets. Serve de veículo para medicamentos e outros aditivos. É um suplemento proteíco-líquido quando enriquecido com fonte de nitrogênio. Tem consistência pegajosa o que dificulta as misturas. Excesso de melaço (15-25 % da ração) provoca  distúrbios digestivos, diarréias e baixos rendimentos. O melaço varia muito em sua composição devido a idade, tipo e qualidade da cana, fertilidade do solo, sistema de recolhimento e processamento. 

	Se fornecer menos de 10 % da dieta, o melaço de cana e beterraba se equivalem a um grão de boa qualidade como fonte de energia, mas em quantidades crescentes, decresce o ganho de peso e a eficiência da utilização de alimentos.


b)SUBPRODUTOS LÍQUIDOS DO LEITE

		Soro fresco, soro condensado e soro desidratado. O soro é a fração líquida do leite após a retirada da caseína e gordura para a fabricação de queijos e manteiga. No soro fica a maioria da lactose, minerais e proteínas hidrossolúveis do leite. Num evaporador, elimina a água e obtêm-se o soro condensado com 40-50 % de sólidos,  10-13 % de PB na MS e 55-70 % de lactose. Este deteriora-se rápido. É utilizada em suplementos líquidos para bovinos em menor grau para suínos e aves, para melhorar a palatabilidade, a textura e como fonte de nutrientes. O soro desidrado tem menos de 10 % de umidade, é mais caro, mas o frete é mais barato. É utilizado em substitutos lácteos para terneiros e em rações incicias para aves e leitões. O soro líquido contém 4-5 % de MS. Ruminantes podem consumir até 30 % da MS como soro líquido. Suínos com mais de 20 % da MS apresentam diarréia.


c)SUBPRODUTOS DESIDRATADOS


POLPA DE BETERRABA

	É o resíduo após a extração do açúcar. Pode ser fornecida úmida ou seca. É bem aceita por vacas leiteiras( até 2,5-3 kg/animal/dia). Bastante palatável e mais digestível que as forrageiras. É pobre em proteína e rica em fibra que é bastante digestível devido ao baixo conteúdo de lignina. 


POLPA DE CITROS

	São os resíduos da fabricação de sucos. É constituído pela casca, polpa e sementes seca, após a extração do suco nas indústrias. Normalmente é encontrada na forma peletizada. A fibra (alto teor pectina) é de alta disgestibildade no rúmen. Pobre em fósforo. O odor é agradável e bem apetecível devido aos óleos essenciais da casca. Exige período de adaptação. Para  vacas de leite e novilhas, 20 a 30 % da MS da dieta ou  até 4 kg/animal/dia. Quantidades acima de 6 kg podem prejudicar o odor e sabor do leite.


3)RAÍZES E TUBÉRCULOS

	As raízes tem alto conteúdo de água (75-90 %) o que torna o transporte caro, de difícil armazenamento e consumo limitado, moderadamente baixo em fibra (5-11 % da MS), PB de 4 a 12 % , pobres em Ca , P e ricos em K. São constituídos principalmente por carboidratos (50-70 % da MS). Os carboidratos nas raízes estão na forma de açúcares nos tubérculos na forma de amido. O valor nutritivo das raízes depende da espécie, variedade, tamanho da raiz, condições climáticas durante o cultivo. As raízes são alimentos adequados para ruminantes, porém deve-se cortar para evitar engasgamentos. Têm ligeira ação laxante. A beterraba açucareira é a raiz de maior conteúdo de MS e valor nutritivo e os nabos o contrário.


a)MANDIOCA (Manihot esculenta)

	É um alimento concentrado, aquoso e energético. A raiz contém 65-90 % de água, baixo conteúdo protéico, de fibra, de gordura e vitaminas, exceto a niacina, riboflavina, e tiamina. A maioria da MS são carboidratos prontamente solúveis, a base de sacarose. Dá planta pode-se fornecer aos ruminantes,  o caule, as folhas (rica em PB), raiz (pobre em PB), raspas ou farelos (até 40 % da ração) e silagem da parte aérea (onde geralmente adiciona-se 3 % de sal para evitar o apodrecimento, pois o sal ajuda a retirar a água). A raiz é usada como fonte energética para porcas em gestação e lactação. É bem apetecida pelas vacas leiteiras, oferece perigo de envenenamento pelo conteúdo de ácido cianídrico, pois possui um glicosídio cianogênico chamado linamariana, que por hidrólise produz ácido cianídrico + cetona + glicose. A Linamarina encontra-se em toda a planta mas concentra-se mais na casca da raiz. Para inativar deve-se picar e expor ao ar ou cozinhar, pois o ácido cianídrico é volátil. Dietas baseadas em mandioca podem causar bócio endêmico, creatinismo e retardamento mental, devido ao glicosídeo cianogênico, que dá origem ao tiocinato que impede a absorção do iodo pela glândula tireóide. Deve-se acostumar o animal ao uso aumentando gradativamente até 8 kg/animal/dia.  

Subproduto da mandioca:

Raspa de mandioca : é obtida pela moagem grosseira das raízes após a lavagem e secagem ao sol, ou artificialmente. Rico em energia e pobre em proteína. Limite não existe, mas normalmente 50 % ou menos do concentrado para bovinos de leite.


b)BATATA (Solanum tuberosum)

	Alimento energético muito digestível . O excesso da produção de turbérculos ou os de descarte são utilizados para bovinos e ovinos. A energia digestível é alta e quase toda é amido. O conteúdo de água é 78-80 % e a proteína é de qualidade baixa. O teor de Ca é baixo. Para bovinos pode ser fornecida crua. Para suínos pode-se cozinhar. Possui Solanina (glicosídeo) que pode causar distúrbios intestinais em terneiros. Para bovinos adultos pode-se fornecer até 18 kg/animal/dia cortada. 


c)BATATA DOCE

	Contém alto teor de água, de amido e na variedade amarela certo teor de carotenóides. É um tubérculo que quando consumido em grandes quantidades e mofado apresenta metabólitos tóxicos potentes capazes de matar as vacas em um dia após a ingestão. 


d)BETERRABA FORRAGEIRA

	 É plantada para uso com animais. Pode também ser fornecida para vacas de leite. O teor de fibra é baixo e o  de açúcares solúveis é alto.


2)ALIMENTOS PROTÉICOS OU CONCENTRADOS PROTÉICOS

	A proteína constitui o nutriente de segunda maior exigência, antecedido apenas pela energia. 

As forrageiras contém teores variados de proteína mas quase sempre insuficientes para altas produções, sendo necessária a adição de alimentos com teores elevados de proteínas que são os concentrados protéicos.

	Em geral, os concentrados protéicos são mais caros que os energéticos, e seu mau uso aumenta o custo de produção. Para monogástricos e ruminantes lactentes (pré-ruminantes) deve-se se fornecer aminoácidos essenciais, sendo importante a qualidade da proteína. Já para ruminantes, a necessidade dietética é uma combinação de  requerimentos para nutrir os microorganismos e para o fornecimento adequado de aminoácidos essenciais digestíveis no intestino.  Em ruminantes de alta produção deve-se, passar para o intestino grande quantidade de proteína ingerida , não degradada no rúmen (PNDR). Neste caso a qualidade protéica é mais importante do que para animais de baixa produção e que consumem pouco.

	A maioria dos concentrados energéticos (exceto gordura, amido e açúcar refinado) fornecem certa quantidade de proteína, mas insuficiente para atender as necessidades dos animais, exceto adultos em manutenção.

	Possuem mais de 20 % de PB e menos de 18 % de FB. Para a seleção da proteína, deve-se observar:

Muitas fontes de proteínas estão disponíveis em quantidades limitadas e em algumas regiões.

Para monogástricos é importante o conteúdo e disponibilidade de aminoácidos (absorção no intestino delgado).

Presença de compostos indesejáveis ou tóxicos.

Muitas fontes de proteína contém muito fósforo .

Vitaminas e traços de minerais.

   	

2.1)CONCENTRADOS PROTÉICOS DE ORIGEM ANIMAL


a)FARINHA DE CARNE

	As boas farinhas contém 60 a 80 % de PB e 9 % de gordura. Deve ser isenta de microorganismos.  Tem odor característico e pode afetar a aceitabilidade pelos animais. No Brasil, está proibida a comercialização para a utilização em ruminantes, podendo ser usada para monogástricos e principalmente cães. 


b)FARINHA DE CARNE E OSSOS

	É produzida através da adição de ossos em maior ou menor proporção a farinha de carne. É elaborada com recortes