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UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA- UNAMA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
ANDRÉIA DE NAZARÉ MARTINS FIDELIS
SAMARA DO NASCIMENTO MARTINS
VIRGINIA DA GAMA SILVA DA SILVA
PANORAMA DA DENGUE NA REGIÃO NORTE NO ANO DE 2020 À 2024
BELÉM/PA
2025
ANDRÉIA DE NAZARÉ MARTINS FIDELIS
SAMARA DO NASCIMENTO MARTINS
VIRGINIA DA GAMA SILVA DA SILVA
PANORAMA DA DENGUE NA REGIÃO NORTE NO ANO DE 2020 À 2024
Projeto de pesquisa apresentado como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Enfermagem pela Universidade da Amazônia (UNAMA).
Orientador (a): Prof. Maria Eduarda Avelino
BELÉM/PA
2025
RESUMO
A dengue, uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, continua a ser um problema com sérias consequências para a saúde na região, especialmente considerando as condições climáticas e ambientais que favorecem a proliferação do vetor. A importância de estudos sobre dengue na região Norte, reside não apenas na compreensão da epidemia atual, mas também na contribuição para estratégias mais eficazes de prevenção e controle. O conhecimento detalhado do perfil epidemiológico é crucial para adequar as intervenções em saúde pública às necessidades específicas da população local. Este projeto buscará contribuir significativamente para o entendimento da dinâmica do panorama da dengue na região Norte nos anos de 2020 a 2024 e suas implicações nos diversos níveis de atenção à saúde. Espera-se que os resultados ofereçam subsídios para políticas públicas direcionadas ao enfrentamento da doença. Como objetivo deste presente estudo, será analisar o panorama da dengue na região norte nos anos de 2020 a 2024. A pesquisa utilizará dados secundários provenientes das notificações compulsórias e informações da Secretaria de Saúde local. Métodos estatísticos serão aplicados para análise descritiva e espacial dos dados. 	Comment by Maria Eduarda de Sousa Avelino: Faltou colocar o tipo de estudo e outros dados da metodologia
Palavras-chave: Dengue; Aedes aegypti; Região Norte; Panorama da dengue.
ABSTRACT
Keywords: Dengue; Aedes aegypti; Northern Region; Dengue overview.
Sumário
1 INTRODUÇÃO	6
1.1 JUSTIFICATIVA	7
1.2 OBJETIVOS	7
1.2.1 Objetivo geral	7
1.2.2 Objetivos específicos	8
2 REFERENCIAL TEÓRICO	9
2.1 AGENTE ETIOLÓGICO	9
2.2 CONTEXTO HISTÓRICO DA DENGUE NO BRASIL	10
2.3 EPIDEMIOLOGIA DA DENGUE	11
2.4 SITUAÇÃO ATUAL DA DENGUE NA REGIÃO NORTE	12
2.5 FATORES ASSOCIADOS DA DENGUE	13
2.6 SINTOMAS DA DENGUE	14
3 MATERIAL E MÉTODOS	16
3.1 TIPO DE ESTUDO E ASPECTO ÉTICO	16
3.2 COLETA DE DADOS	16
3.3 CRITÉRIO DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO	16
3.4 ANÁLISE DE DADOS	17
4 CRONOGRAMA	18
REFERÊNCIAS	19
1 INTRODUÇÃO
A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e tem se tornado um dos principais problemas de saúde pública em diversas regiões tropicais e subtropicais do mundo. No Brasil, a dengue apresenta uma incidência alarmante, com surtos que se intensificam em períodos de chuva e calor, favorecendo a proliferação do vetor (BASTOS, 2024, p. 122).
A região norte, não é exceção, enfrentando ao longo dos anos um cenário complexo e desafiador no que tange ao controle e à prevenção da dengue. A análise do perfil epidemiológico de pessoas acometidas pela doença é fundamental para o entendimento dos padrões de transmissão e para a elaboração de estratégias eficazes de intervenção (DA COSTA, 2024, p. 12).
Nos últimos anos, especialmente no ano de 2023, a região norte vivenciou uma série de desafios relacionados à dengue, que se intensificaram em função de fatores climáticos, sociais e estruturais. Para Almeida (2020, p. 23), a combinação de chuvas intensas e temperaturas elevadas cria um ambiente propício para a reprodução do Aedes aegypti, enquanto questões como a urbanização desordenada, a falta de saneamento básico e a conscientização da população sobre as medidas de prevenção contribuem para a manutenção do ciclo de transmissão. 
Diante desse cenário, segundo Bayer et al., (2021, p. 56), torna-se imprescindível compreender as características epidemiológicas das pessoas afetadas pela doença, incluindo dados demográficos, taxas de hospitalização, complicações clínicas e a distribuição geográfica dos casos.
Esta pesquisa tem como objetivo analisar o panorama da dengue na região norte nos anos de 2020 a 2024, buscando identificar grupos mais vulneráveis e possíveis fatores associados à gravidade da doença. 
Nos últimos anos, o aumento da incidência de casos de dengue tem levantado preocupações acerca do seu controle e prevenção, especialmente em um contexto de mudanças climáticas e urbanização acelerada. Diante desse cenário, surge a problemática: Qual o perfil epidemiológico de casos de dengue na região norte no ano de 2023?
1.1 JUSTIFICATIVA
Em 2023, o aumento dos casos de dengue na região norte demanda uma análise aprofundada do perfil epidemiológico da doença. Socialmente, a dengue representa uma preocupação não apenas para a saúde individual, mas também para o bem-estar coletivo das comunidades afetadas. A doença causa absenteísmo escolar e laboral, impactando diretamente na qualidade de vida da população (ALMEIDA, 2020, p. 23).
Estudos recentes apontam que as populações mais vulneráveis são as que enfrentam maiores dificuldades no acesso à informação sobre prevenção e tratamento da dengue (SILVA et al., 2023, p. 78). Assim sendo, é primordial que gestores públicos estejam munidos de dados atualizados sobre os casos da doença na região para promover campanhas educativas direcionadas que atendam especificamente àquelas áreas com maior incidência. 
Do ponto de vista acadêmico, o aprofundamento nas questões relacionadas ao perfil epidemiológico da dengue é fundamental para enriquecer as discussões existentes nos campos da Saúde Pública e Epidemiologia. Embora haja uma vasta literatura sobre a doença, as particularidades regionais exigem estudos contextualizados que abordem a realidade local com atualizações necessárias frente ao cenário emergente em 2023 (MARTINS et al., 2023, p. 34).
Cientificamente, compreender o perfil epidemiológico dos casos de dengue na Região Norte em 2023 é crucial diante do panorama global das doenças infecciosas. Com mudanças climáticas evidentes que influenciam padrões de transmissão de doenças (THOMPSON et al., 2023, p. 76), os dados coletados neste estudo poderão oferecer insights sobre como fatores ambientais interagem com aspectos sociais e demográficos no aumento da incidência.
1.2 OBJETIVOS
1.2.1 Objetivo geral
Analisar o panorama da dengue na região norte nos anos de 2020 a 2024.
1.2.2 Objetivos específicos
 - Descrever o perfil demográfico dos casos de dengue na região norte de 2020 à 2024;
- Avaliar a tendência de incidência por ano de dengue na região norte de 2020 à 2024;
- Identificar os sorotipos dos casos de dengue na região norte de 2020 à 2024.
- Verificar a evolução dos casos de dengue na região norte de 2020 à 2024.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 AGENTE ETIOLÓGICO
O agente etiológico responsável pela dengue é o vírus da dengue, que pertence à família Flaviviridae e ao gênero Flavivirus. Esse vírus é classificado em quatro sorotipos diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4, cada um dos quais pode causar a mesma doença, mas com variações na gravidade e na resposta imunológica dos indivíduos infectados (World Health Organization [WHO], 2021).
A classificação taxonômica do vírus da dengue pode ser descrita da seguinte forma: reino Viricota, fila Kitrinoviricota, ordem Amarillovirales, família Flaviviridae e gênero Flavivirus (NOGUEIRA et al., 2020, p. 234).
Os flavivírus são vírus de RNA de fita simples que possuem uma cápsula proteica composta por proteínas estruturais que desempenham papéis cruciais na infecção celular. A estrutura do vírus é vulnerável a fatores ambientais e ao sistema imunológico humano (BRASIL et al., 2019, p. 23). A relevância da dengue como um problema de saúde pública no Brasil se deve à interação complexa entre os vetores transmitentes, principalmente o mosquito Aedesaegypti, e os fatores socioeconômicos que facilitam sua proliferação.
Estudos recentes indicam que as infecções consecutivas por diferentes sorotipos do vírus podem aumentar o risco de formas graves da doença devido ao fenômeno de "amplificação dependente de anticorpos" (SCHMIDT-CHANASIT et al., 2019). Essa situação destaca a importância das vacinas desenvolvidas para prevenir a dengue, uma vez que a proteção contra um único sorotipo não confere imunidade completa contra os outros. Compreender a taxonomia e as características do vírus da dengue é crucial para formular estratégias eficazes para prevenção e controle da doença no Brasil.
A dengue é transmitida principalmente por meio de picadas de mosquitos infectados. O vetor biológico responsável pela disseminação do vírus da dengue é o mosquito Aedes aegypti. Este mosquito se reproduz em águas paradas e está amplamente associado a ambientes urbanos, onde há presença humana intensa. Além do Aedes aegypti, o Aedes albopictus também pode atuar como vetor, embora sua importância na transmissão da dengue seja menor nas áreas urbanas (NOGUEIRA et al., 2020, p. 234).
A transmissão ocorre quando um mosquito fêmea infectado pica uma pessoa saudável para se alimentar de seu sangue. Após a infecção inicial por um dos sorotipos do vírus da dengue, a pessoa pode desenvolver anticorpos; no entanto, essa resposta imunológica não confere proteção total contra os outros sorotipos existentes. Na verdade, a infecção subsequente por um sorotipo diferente pode aumentar o risco de desenvolvimento de formas mais graves da doença devido ao fenômeno conhecido como heterologia (ALMEIDA, 2020, p. 23).
2.2 CONTEXTO HISTÓRICO DA DENGUE NO BRASIL
A dengue é uma doença viral endêmica no Brasil, cuja introdução e disseminação podem ser entendidas dentro de um contexto histórico complexo. O primeiro relato de infecção por dengue no país data da década de 1840, mas foi apenas nos anos 1920 que as primeiras epidemias significativas foram observadas, especialmente no Rio de Janeiro (NASCIMENTO et al., 2022, p. 67). 
Durante as décadas seguintes, o Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão do vírus da dengue, passou a ser considerado um vetor importante não apenas da dengue, mas também de outras doenças como a febre amarela. Sua erradicação foi uma prioridade nas campanhas de saúde pública realizadas nas décadas de 1930 e 1940 (RIBEIRO et al., 2021, p. 65)
No entanto, as estratégias de controle foram prejudicadas por períodos de urbanização acelerada e descontrole ambiental. Com a chegada do mosquito Aedes aegypti na década de 1980 e o aumento da mobilidade populacional, novas epidemias começaram a surgir. A partir dos anos 1990, o Brasil testemunhou um aumento alarmante nos casos notificados de dengue. Em 1999, foi registrado o surgimento do sorotipo DEN-3 na região sul do país, multiplicando os desafios para o controle da doença (SILVA et al., 2023, p. 78).
Ao longo dos anos 2000 e 2010, o Brasil enfrentou diversas epidemias com um crescente número de casos graves e hospitalizações relacionadas à dengue. Em particular, em 2015 houve um pico significativo com mais de 1 milhão de casos registrados. Esse aumento se deveu não apenas à presença persistente do vetor em áreas urbanas, mas a fatores climáticos como chuvas intensas que favorecem a formação de criadouros para os mosquitos (OLIVEIRA et al., 2023, p. 89).
Ademais, nos últimos anos observou-se a introdução da vacina contra a dengue como uma medida estratégica para controlar a disseminação da doença. A vacina Dengvaxia foi aprovada no Brasil em 2015; no entanto, sua aplicação inicial enfrentou desafios relacionados à aceitação pública e ao manejo eficaz na imunização das populações mais vulneráveis (LIMA; COSTA, 2024, p. 234). Da mesma forma, campanhas educativas têm sido implementadas para aumentar a conscientização sobre prevenção e controle do mosquito transmissor.
O contexto histórico da dengue no Brasil revela uma luta contínua entre medidas sanitaristas e a adaptação das condições socioambientais adversas que favorecem a proliferação do Aedes aegypti. O fortalecimento das estratégias integradas é crucial para enfrentar esse desafio persistente (CAMPOS et al., 2022, p. 56).
2.3 EPIDEMIOLOGIA DA DENGUE
A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se tornou um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. Estima-se que o país tenha enfrentado um aumento significativo nos casos nos últimos anos, resultando em epidemias recorrentes e desafiadoras para os sistemas de saúde (CAMPOS et al., 2022, p. 56).
De acordo com dados do Ministério da Saúde, a incidência da dengue apresentou flutuações alarmantes, sendo que em 2023 o número de casos notificados já ultrapassou 1 milhão em todo o território nacional, especialmente nas regiões Nordeste e Norte do Brasil (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023).
Para Reis et al (2022, p. 13), a epidemiologia da dengue no Brasil é complexa e diversificada. Entre os principais fatores que contribuem para a disseminação da doença estão as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do mosquito, como altas temperaturas e chuvas frequentes. A urbanização descontrolada também desempenha um papel crucial na proliferação do Aedes aegypti, uma vez que criadouros estão frequentemente presentes em áreas densamente povoadas.
O perfil demográfico dos casos de dengue mostra uma predominância entre adultos jovens e crianças. Em um estudo realizado entre 2020 e 2022 na Região Norte, por exemplo, observou-se que a faixa etária mais afetada varia entre 20 a 39 anos, seguida por crianças de até 14 anos (CAMPOS et al., 2022, p. 56). Além disso, o gênero masculino apresentou uma taxa ligeiramente superior nos casos notificados, possivelmente refletindo diferenças nas atividades externas realizadas por homens em comparação às mulheres.
A gravidade clínica da dengue também é uma preocupação significativa. Estudos indicam que formas graves da doença têm se tornado mais frequentes, implicando a necessidade urgente de estratégias eficazes de diagnóstico precoce e tratamento adequado. A introdução de vacinas contra dengues em algumas regiões tem sido vista como parte essencial das estratégias preventivas; no entanto, ainda existem desafios relacionados à aceitação comunitária e à logística de imunização (ANDRADE et al., 2023, p. 89).
Além das intervenções médicas e vacinação, as campanhas educativas são vitais na luta contra a dengue. As ações voltadas à conscientização sobre prevenção, como eliminação de criadouros e cuidados ao redor das residências, têm mostrado eficiência na redução das taxas de infecção (ALMEIDA et al., 2020, p. 23). Essas campanhas são particularmente importantes em comunidades vulneráveis onde as condições socioeconômicas limitam o acesso aos serviços básicos.
A epidemiologia da dengue no Brasil continua sendo um desafio persistente para as autoridades sanitárias. A combinação de fatores ambientais, sociais e comportamentais exige uma abordagem integrada que envolva não apenas medidas preventivas, mas também educação comunitária para reduzir a incidência dessa arbovirose (CAMPOS et al., 2022, p. 56).
2.4 SITUAÇÃO ATUAL DA DENGUE NA REGIÃO NORTE
De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, a incidência de casos de dengue na região Norte mostrou um aumento significativo nos últimos anos, especialmente durante os períodos chuvosos. Em 2022, a Amazônia Legal registrou altos números de infecções, com estados como Amazonas e Pará liderando as estatísticas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023).
As condições ambientais da Região Norte – caracterizadas por florestas densas, chuvas frequentes e um clima tropical, propiciam ambientes ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti. Além disso, a urbanização descontrolada em cidades como Manaus e Belém tem contribuído para o aumento das áreas propensas à criação de mosquitos (BRASIL et al., 2023). Essa urbanização muitas vezes é acompanhada pela falta de infraestrutura adequada para o saneamento básico, o que intensificao problema.
Ademais, a mobilidade populacional acentuada nas regiões norte do país também tem implicações diretas na disseminação do vírus da dengue. As migrações internas em busca de melhores condições de vida muitas vezes resultam na introdução do vírus em novas áreas e no aumento da vulnerabilidade dessas populações (SILVA et al., 2023, p. 78). 
Em algumas comunidades ribeirinhas e indígenas da região Norte, há uma especial preocupação devido à dificuldade de acesso a serviços de saúde adequados e à falta de informação sobre prevenção (FERNANDES, 2024, p. 98).
Em resposta à situação alarmante da dengue na região Norte, o governo brasileiro implementou campanhas educativas voltadas para a conscientização sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito. Essas iniciativas incluem ações comunitárias para eliminar locais de reprodução e promover hábitos que impeçam a entrada do mosquito nas casas. No entanto, ainda existem desafios significativos relacionados ao engajamento das comunidades locais e à eficácia das ações governamentais (OLIVEIRA et al., 2023, p. 89).
Além disso, em termos de prevenção vacinal, há esforços em andamento para promover o uso da vacina Dengvaxia em populações identificadas como de maior risco. Contudo, as hesitações quanto às vacinas persistem entre certas camadas da população devido à desinformação (LIMA, 2024, p. 234). Assim sendo, é vital continuar fortalecendo as campanhas informativas.
A situação atual da dengue na região Norte do Brasil requer atenção contínua e estratégias integradas que considerem tanto as especificidades ambientais quanto sociais dessa vasta região. Um enfoque colaborativo entre os governos federal e estadual juntamente com as comunidades locais é fundamental para reduzir a incidência dessa doença (CAMPOS et al., 2022, p. 56).
2.5 FATORES ASSOCIADOS A DENGUE
A urbanização acelerada e a falta de infraestrutura adequada de saneamento básico são alguns dos principais fatores que contribuem para a alta incidência da doença em áreas urbanas (PAUL et al., 2023, p. 89). 
Nas regiões tropicais, onde o clima quente e úmido favorece a reprodução do mosquito, o aumento das chuvas intensifica ainda mais o problema, criando poças d'água que servem como criadouros ideais (SILVA et al., 2023, p. 78).
Além das condições ambientais, os fatores socioeconômicos desempenham um papel crucial na disseminação da dengue. Populações com menor acesso a serviços de saúde e informações sobre prevenção tendem a ser mais vulneráveis à infecção. Estudos apontam que áreas de alta densidade populacional e condições precárias de habitação estão associadas a um maior número de casos reportados (GOMES et al., 2023, p. 45). 
A insuficiência de campanhas educativas efetivas ainda exacerba essa situação, levando à falta de conscientização sobre medidas preventivas (LIMA, 2024, p. 234).
O comportamento humano também é um fator importante na transmissão da dengue. Práticas como deixar recipientes com água parada e o descarte inadequado do lixo aumentam as chances de infestação pelos mosquitos. Além disso, eventos como festivais ou concentrações em áreas com alta incidência da doença podem favorecer a propagação do vírus entre as pessoas (FREITAS et al., 2023, p. 123).
Recentemente, a introdução de vacinas contra a dengue trouxe novas perspectivas no controle da doença, mas sua eficácia depende da cobertura vacinal em populações consideradas em risco (MARTINS et al., 2023, p.34). No entanto, desafios relacionados à aceitação das vacinas ainda persistem em algumas comunidades devido à desinformação e ao receio sobre efeitos colaterais.
Em sintonia com esses desafios, os governos têm implementado políticas integradas envolvendo ações intersetoriais para controlar os vetores da doença. A participação comunitária é fundamental para aumentar a eficácia dessas estratégias (FERNANDES, 2024, p. 78). Assim sendo, é crucial continuar investigando os fatores associados à dengue para desenvolver intervenções mais eficazes que possam mitigar sua incidência.
2.6 SINTOMAS DA DENGUE
Os sintomas típicos da dengue, incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, além de erupções cutâneas que podem surgir após alguns dias da febre (TEIXEIRA et al., 2021, p.44). Em alguns casos, pode ocorrer uma forma mais grave da doença, conhecida como dengue hemorrágica ou síndrome do choque da dengue (DHF/DSS), que se caracteriza por hemorragias, queda da pressão arterial e pode levar à morte se não for tratada adequadamente (BRAZ et al., 2020, p. 67).
O diagnóstico da dengue é essencial para o manejo clínico apropriado. Os métodos diagnósticos disponíveis incluem testes sorológicos para detecção de anticorpos IgM e IgG contra o vírus da dengue, além de técnicas moleculares como RT-PCR para identificação do RNA viral em fluidos corporais durante a fase aguda da infecção (SANTOS et al., 2022, p. 89). A detecção precoce é vital, pois permite a monitorização do paciente e a prevenção de complicações severas.
Além dos sinais clássicos, a avaliação clínica deve levar em consideração a história epidemiológica do paciente e possíveis exposições ao vetor. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil (BRASIL, 2023), exames laboratoriais complementares como hemograma completo são frequentemente utilizados para avaliar a contagem de plaquetas e hematócrito, já que alterações nesses parâmetros estão associadas à gravidade da doença.
Em relação à notificação da dengue no Brasil, sim, é considerada uma doença de notificação compulsória. A Lei nº 6.259/75 determina que os casos suspeitos ou confirmados devem ser comunicados às autoridades de saúde locais para monitoramento e controle das epidemias. Essa medida é fundamental para o planejamento adequado das ações de saúde pública e prevenção contra surtos futuros (MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL, 2023).
A vigilância epidemiológica desempenha um papel crucial no combate à dengue. O registro sistemático dos casos permite identificar áreas com maior incidência e direcionar esforços preventivos mais eficazes. Portanto, entender os sinais e sintomas desta infecção não apenas contribui para o diagnóstico individualizado dos pacientes mas também ajuda na resposta coletiva aos surtos (BRAZ et al., 2020, p. 67).
3 MATERIAL E MÉTODOS
3.1TIPO DE ESTUDO E ASPECTO ÉTICO
A metodologia deste estudo será descritiva e analítica, com enfoque quantitativo, utilizando dados secundários obtidos exclusivamente através do Sistema de Informação de Saúde do Ministério da Saúde, mais conhecido como DATASUS, no endereço eletrônico (https://datasus.saude.gov.br/). Este estudo buscará analisar o panorama da dengue na região norte nos anos de 2020 a 2024.
Diante disso, o projeto segue as recomendações da Resolução N° 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, que define as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. O projeto não precisará ser submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), por se tratar de dados públicos presentes em bancos de dados de forma aberta, sem identificação dos indivíduos envolvidos na pesquisa.
3.2 COLETA DE DADOS
Os dados serão extraídos diretamente da base do DATASUS, utilizando ferramentas específicas para análise estatística. O processo envolverá acesso ao banco de dados via sistema do Ministério da Saúde, extração das informações relevantes sobre características demográficas (idade, sexo, etnia), dados clínicos, e condições preexistentes.
3.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO
Serão considerados como critérios de inclusão casos de dengue na região norte nos anos de 2020 a 2024, registrados no DATASUS em pacientes que tiveram diagnóstico prévio ou concomitante. Serão excluídos casos em que não há confirmação laboratorial de dengue ou aqueles em que os dados disponíveis são considerados incompletos ou inconsistentes.	Comment by Maria Eduarda de Sousa Avelino: Coinfecção com outros arbovírus? Não seria diagnóstico confirmado apenas para a dengue?
3.4ANÁLISE DE DADOS
Os dados obtidos serão armazenados em planilhas no Microsoft Excel®. Serão elaborados tabelas e gráficos para melhor visualização dos resultados coletados, permitindo descrever frequência absoluta e relativa das variáveis demográficas. As variáveis quantitativas das quais foram avaliadas estatisticamente de forma descritiva através do software BioEstat 5.0 (AYRES et al., 2007), utilizando o teste G, para a verificação da frequência de ocorrência das mesmas nos sujeitos estudados, com o nível de significância de 5% (p

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