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CORRIMENTO VAGINALSINDROMES SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS * BAIXO - Vulvovaginite Vaginose, Candidíase, Tricomoníase - Cervicite * ALTO Doença Inflamatória Pélvica · VAGINOSE Ag: Gardnerellavaginalis Diagnostico: 3 de 4 critérios de Amsel · Cor do corrimento · pH da vagina · Microscopia (exame a fresco) · Teste das aminas 1) Corrimento branco – acinzentado, fino, homogêneo 2) pH vaginal > 4,5 3) Teste das aminas (Whiff) + 4) Cluecells (célula alvo) MS: padrão ouro Nugent (gram) TTO: Metronidazol 500 mg VO 12/12 hs x 7 dias MS: gestante · CANDIDÍASE Ag: Candida Diagnóstico: prurido, corrimento branco aderido, em nata, pH 5, colo em framboesa, protozoário móvel TTO: Metronidazol 500 mg VO 12/12 hs x 7 dias ou 2 gr VO DU (tratar parceiro) DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Vaginose Citolítica DX: Leucorreia, prurido, pH 5 Sem patógenos à microscopia, ↑ polimorfonuclear e de células basais e parabasais TTO: Estrogênio tópico · CERVICITE Ag: Gonococo e Clamídia Fatores de risco: transmissão sexual (IST) Diagnóstico: corrimento cervical, colo hiperemiado, friável, sinusorragia e dispareunia TTO: Ceftriaxone 500 mg IM DU (mata gonococo) + Azitromicina 1 gr VO DU (mata clamídia) · BARTOLINITE Ag: Gonococo e clamídia e outros TTO: drenagem (↑ recorrência), marsupialização e bartolinectomia DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA Ag Primários: Gonococo e Clamídia Depois vira Polimicrobiano Diagnóstico: 3 CRITÉRIOS MAIORES ou MÍNIMOS: · DOR hipogástrico · DOR anexial · DOR a mobilização do colo + 1 CRIT MENOR ou ADICIONAL: · Febre · Leucocitose · VHS/ PCR ↑ · Cervicite OU 1 CRITÉRIO ELABORADO: · Endometrite (na biópsia) · Abscesso tubo-ovariano ou no fundo do saco · DIP na laparoscopia TTO: Ambulatorial Monif 1 · Ceftriaxone 500 m IM doseúnica + · Metronidazol 500 mg VO 12/12 hs x 14d + · Doxiciclina 100 mg VO 12/12 hs 14d Hospitalar Monif> 1 Gestantes Sem melhora após 72 hs MS: Ceftriaxone IV + metronidazol IV + doxiciclina VO 14d Opção: Clindamicina IV e Gentamicina IV CLASSIFICAÇÃO DE MONIF: - Estágio 1: DIP não complicada AMB - Estágio 2: DIP com peritonite HOSP - Estágio 3: Oclusão trompa/ Abscesso HOSP - Estágio 4: Abscesso > 10 cm ou roto HOSP + CIR COMPLICAÇÕES SdFitz-Hugh-Curtis aderências em corda de violino CORRIMENTO URETRAL URETRITE = CERVICITE Gram disponível? Diplococo Gram neg. intracelular - Se - :Tto: Clamidia - Se + :Tto: Gonococo e clamídia Se é DST clássica convoca parceiros, trata parceiros ÚLCERA GENITAL AVALIAR: · MÚLTIPLAS? SIM: Herpes / Cancro / Donovanose NÃO:Linfogranuloma / Sífilis · DOLOROSAS? SIM: Herpes (limpa) / Cancro (suja) NÃO:Linfogranuloma/ Sífilis/ Donovanose · FISTULIZAÇÃO LINFONODOS? SIM: Cancro (único) / Linfogranuloma (múltiplos) NÃO: Herpes / Sífilis / Donovanose Lesões Sem Dor... Linfogranuloma Sífilis Donovanose · HERPES Ag: Herpes simplex (sorotipo 2) Diagnóstico: vesículas e ulceras dolorosas e limpas; adenopatia dolorosa que não fistuliza; TTO: Aciclovir 400 mg 3x/dia x 7 dias (1ª vez) ou por 5 dias (recorrência) - Supressivo por 6 meses se tem ≥ 6 ep/ ano · CANCRO MOLE Ag: Haemophilus ducreyi Diagnóstico: Múltiplas úlceras; doem; fundo sujo; adenopatia que fistuliza p 1 orifício. TTO: Azitromicina 1g DU VO ou Ceftriaxone 500 mg IM Convoca parceiro, rastreia parceiro, procura outras DSTs · SÍFILIS Ag: Treponema pallidum FORMAS CLÍNICAS: - Primaria: CANCRO DURO: úlcera única, indolor que some · Secundaria: CONDILOMA PLANO e cutaneomucosa não ulcerada - Terciária: Gomas, tabes dorsalis e aneurisma aórtico DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: Treponêmico (teste ráp): positiva 1º Não treponêmico (VDRL): positiva 1-3 semanas RECOMENDAÇÃO MS: solicitar os 2 p/ diagnóstico MINISTÉRIO DA SAÚDE: gestantes com teste +, iniciam tto e fazem sorologia confirmatória, diferente da 1ª. Ex: se 1º foi VDRL o 2º deve ser treponêmico Padrão ouro na 1ª fase é campo escuro. TTO: - Penicilina benzatina - Primária/ Secundária/ Latente recente: 1 dose de 2,4 milhões UI, IM - Terciária/ Latente tardia (> 2 anos): 3 doses de 2,4 milhões UI, IM PS: 1,2 em cada glúteo Controle de Cura: · VDRL mensal (obst) e trimestral (gineco) Tratamento inadequado gestação: · Incompleto ou com outra droga · Iniciado há 20 semanas DPP, placenta previa, rotura uterina ABORTAMENTO Qual é o 1º exame? Especular Apresentação Clínica Colo aberto Colo fechado INCOMPLETO: útero menor (restos na cavidade) Esvaziamento COMPLETO: útero vazio e menor Endométrio 12 semanas ESPONTÂNEO x PROVOCADO Provocado permitido no brasil - anencefalia: STF liberou 2012... precisa de dx em equivoco, > 12 semanas e 2 médicos assinam pelo laudo de USG - risco materno: 2 médicos assinam laudo - estupro: SeSd anticorpo antifosfolipídeo: colo normal, pode ter LES, anticorpos +, tromboses, feto morto - Anticardiolipina - Anticoagulante lúpico - Anti-beta 2 glicoproteína Insuficiência do corpo lúteo: aborto precoce, ↓ progesterona, colo normal Má formação uterina Causas de abortamento habitual: aneuploidias, dçs cromossômicas, anormalidades anatômicas do útero (bicorno, didelfo, septado), IIC, DM, insuficiência do corpo lúteo, Sd antifosfolipídio, trombofilias hereditárias, SOPCirclagem 12 a 16 semanas Técnica Mc Donald CI da circlagem: dilatação do colo > 4cm, malformações fetais incompatíveis c a vida, infecção cervical ou vaginal purulenta, RPMO, atividade uterina, membranas protusas, IG > 24 sem DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL BENIGNA Mola hidatiforme Completa / Parcial MALIGNA Mola invasora + COMUM Coriocarcinoma Tumor trofoblástico do sítio placentário Mola completa não forma embrião Tem 20% de malignização Genes paternos Cariótipo diploide 46XX (+ freq.), 46XY Mola parcial Tecido fetal 5% - malignização Triploide/ tetraploide 69XXY, 69XXX, 69XYY QUADRO CLÍNICO Sangramento de repetição, “suco ameixa”, vesículas, ↑ útero, hiperemese βHCG ↑↑↑ USG “flocos neve” / “cachos de uva” Útero em sanfona (cresce e diminui) FATOR DE RISCO: Idade 40 anos E os anexos? Vão regredir CONTROLE DE CURA Beta-hCG semanalmente Em torno de 8-10 semanas fica negativo Semanal até 3 exames negativos ! Mensal até 6 meses Sugere malignização: · ↑ em 3 dosagens (dias 1, 7 e 14) · 4 dosagens platô (dias 1, 7, 14 e 21) · 6 meses ainda + (questionável) · Metástases: pulmão (+ comum), vagina (2º lugar) = QUIMIOTERAPIA Orientar Contracepção EXCETO DIU ECTÓPICA Implantação do ovo fora da cavidade abdominal (cav. corporal) Clínica Atraso com dor Β-hCG > 1500 USG útero vazio Localização + comum? Trompa na região ampular Fatores de Risco Ectópica prévia Endometriose Tabagismo Raça negra > 35 anos Cirurgia abdominal DIP (PRINCIPAL) DIU Laqueadura Pílula do dia seguinte TIPOS: tubaria, ovariana, abdominal Principais sinais: atraso menstrual, sangramento vaginal discreto, dor abdominal (+ frequente), útero 1,5 Cordocentese Padrão ouro: diagnóstico e tratamento (+ arriscada) Quando indicar imunoglobulina anti-D Sangramento exame invasivo ou parto OU 28 semanas Exame invasivo EX: amniocentese, cordocentese... Como avaliar a imunoprofilaxia? Coombs indireto Efetiva: teste positivo Teste de Kleihauer Efetiva: teste negativo PS: a cada nova gravidez tem q fazer imunoprofilaxia de novo... SANGRAMENTOS NA 2ª METADE DA GESTAÇÃO DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA (DPP) Descolamento prematuro após 20ª sem FATORES DE RISCO Trauma Ános > 35 Corioamnionite Drogas (cocaína e tabagismo) Polidramnia (e gemelar) Pressão alta (hipertensão) PRINCIPAL FR QUADRO CLÍNICO Sangue irrita o útero Dor abdominal Taquissistolia Hipertonia Sofrimento fetal agudo Tônus uterino AUMENTADO Quando sangra (80%) é escuro 20% hemorragia oculta forma um coágulo retroplacentário DIAGNÓSTICO Clínico USG??? NÃO É P PEDIR Conduta: depende do feto... VIVO Via + Rápida (> CESARIANA) Parto iminente: VAGINAL MORTO Via + segura p a mãe > VIA VAGINAL Se demorar: CESARIANA PS: DPP com feto morto é Grau III = grave corre o risco de coagulação se cesárea · Realizar antes AMNIOTOMIA · ↓ pressão no hematoma · ↓ infiltração miometrial · ↓ tromboplastina p/ mãe COMPLICAÇÕES - Útero Couvelaire (apoplexia uteroplacentária) Massagem + Ocitócito Sutura B-Lynch evita que evolua para histerectomia Ligadura hipogástrica/ Uterina Histerectomia - Síndrome de Sheehan Necrose hipofisária com amenorreia - CIVD Tromboplastina para circulação materna - Ins Renal aguda - Choque Hipovolêmico PLACENTRA PRÉVIA Placenta próxima ou sobre orifício interno do colo confirmada após 28 semanas Placenta previa = Inserção viciosa de placenta Implantação heterotópica da placenta sobre o OI CLASSIFICAÇÃO 1. MARGINAL: o bordo placentário tangencia a borda do OIC, sem ultrapassá-la 2. PARCIAL: recobre parcialmente a área do OIC 3. TOTAL: quando recobre totalmente a área do OIC 4. Placenta de inserção baixa ou lateral: não atinge o OI, mas localiza até 2 cm dele QUADRO CLÍNICOIdade > 35 anos Tabagismo Gemelar Cicatriz uterina Endometrite multiparidade Placenta Progressivo Repetição Espontâneo Vermelho vivo Indolor Ausente hipertonia e sof. fetal agudo DIAGNÓSTICO CLÍNICA (“PREVIA”) NÃO faça toque antes de passar o espéculo NUNCA Exame Especular USG RNM melhor exame CONDUTA A termo Interrupção Prematuro Depois do sangramento... INTenso INTerrompe Leve/moderado: conservador E A VIDA DE PARTO? Total: CESARIANA!!! Parcial: maioria cesariana Marginal: parto vaginal? COMPLICAÇÕES ... se a placenta tem inserção anormal - apresentação anormal - penetração útero anormal Hemorragia Infecção - atonia pós-parto, distocia de parto, discinesias uterinas, lacerações de trajeto O que determina a conduta na PP? - A intensidade do sangramento, a IG, o grau de obst mecânica ao canal do parto (tipo de IVP) ACRETISMO PLACENTÁRIO Qualquer implantação placentária na qual há aderência anormalmente à parede uterina DIAGNÓSTICO SUSPEITA: placenta previa + cesárea anterior PRÉ-NATAL: USG ou RM (+ seguro) CLASSIFICAÇÃO E CONDUTA ACRETA (perfura endométrio): pode tentar conservador, mas padrão histerectomia INCRETA (invade miométrio): histerectomia PERCRETA (≥ serosa): histerectomia Complicação: hemorragia maciça, CIVD, SARA ROTURA SEIO MARGINAL O seio marginal consiste na extrema periferia do espaço interviloso QUADRO CLINICO Sangramento indolor Vermelho vivo Espontâneo Periparto Tônus uterino normal Sem sofrimento fetal DIAGNÓSTICO De presunção USG NORMAL DEFINITIVO após o parto HISTOPATOLÓGICO CONDUTA Sangramento geralmente discreto BOM PROGNÓSTICO PARTO VAGINAL ROTURA DE VASA PRÉVIA Ruptura de vasos umbilicais desprotegido entre a apresentação e o colo Hemorragia muito grave para o feto FATORES DE RISCO Placentas bilobadas Placentas suscenturiadas Inserção velamentosa do cordão QUADRO CLINICO Sangramento vaginal após amniorrexe + Sofrimento fetal agudo DIAGNÓSTICO USG com dopplerfluxometria colorida CONDUTA Cesariana URGÊNCIA ROTURA UTERINA Rompimento parcial ou total do miométrio durante a gravidezou o trabalho de parto FATORES DE RISCO Multiparidade Kristeller Violência Obstétrica Cicatriz uterina Parto obstruído Desproporção cefalopélvica Malformação Iminência de rotura Síndrome de Bandl-Frommel Anel separa corpo do segmento – Bandl Ligamentos redondos distendidos – Frommel causa muita dor e desconforto ROTURA CONSUMADA Dor lancinante – depois período de acalmia Muitas vezes o feto já morreu e o risco agora é da morte materna - Fácil percepção de partes fetais pode ser que desde o inicio já tenha sido insertado fora do útero ectópica abdominal - Sinal de Reasens (“subida” da apresentação, o feto sai do útero e “cai” na cavidade abdominal) e Sinal de Clark (crepitação na palpação abdominal, enfisema subcutâneo) CONDUTA Iminência CESARIANA DE URGÊNCIA Consumada HISTERORRAFIA HISTERECTOMIA Incidência estimada CA mulher 2016: ONCOLOGIA 1. Mama 2. Colorretal 3. Colo do útero *Ca mais comum = pele não melanoma NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS I – MAMA & OVÁRIO MAMA DERRAME PAPILAR Lácteo Hiperprolactinemia?? · Gestação · Prolactinoma · Medicamentosa Multicolor (verde/ amarelo/ marrom) Alteração funcional benigna da mama e ectasia ductal Sanguíneo/ serosanguineo Maior causa? Papiloma intraductal QUANDO INVESTIGAR? Espontâneo, uniductal, unilateral “’água de rocha” ou sanguinolento BIÓPSIA... Citologia negativa não exclui diagnóstico!! NÓDULO PALPÁVEL EXAME CLÍNICO Confirmar a presença de nódulo PAAF Nódulo sólido x Nódulo cístico CÍSTICO SÓLIDO MMG/ USG MMG/USG BIÓPSIA BIÓPSIA EXAME CLÍNICO Sugere BENIGNIDADE: Móvel, regular, fibroelástico, sem retração da pele Sugere MALIGNIDADE: Aderido, irregular, duro, com retração de pele CA DE MAMA (incidência nos quadrantes) QSI (15%) QSE (50%) + glândulas QII (6%) QIE (11%) PAAF Líquido amarelo-esverdeado (não deve ser Ca ...ainda assim, solicitar exames) MAMOGRAFIA(>40ª) USG ... de acordo com a idade Líquido sanguinolento, > 2 recidivas, Massa residual ou nódulo sólido BIÓPSIA ULTRASSONOGRAFIA Indicações: MMG inconclusiva (BI-RADS 0), diferenciação solido x cístico, avaliação de nódulo em jovem e gestante. Sugere BENIGNIDADE Sugere MALIGINIDADE Anecoico Homogêneo Bem delimitado Reforço acústico posterior Misto (cístico + sólido) Heterogêneo Mal delimitado Sombra acústica posterior BIÓPSIA RESSONÂNCIA Indicações: COMPLEMENTAÇÃO À MMG = dúvidas em casos de prótese, múltiplas cirurgias (cicatriz no parênquima >> assimetria no parênquima na MMG), BIRADS 0, doença multicêntrica Desvantagens: não mostra lesões > se após 3 anos, a lesão continuar como benigna, ela será reclassificada como 2 Sempre que possível = tentar fazer a biópsia ambulatorialmente – CORE BIOPSY (punção com agulha grossa) e MAMOTOMIA >> somente para lesões palpáveis A core biopsy é + facilmente realizada e mais disponível Mamotomia + agressiva; a vantagem é que retira um fragmento maior (agulha mais grossa). CORE BIOPSY e MAMOTOMIA Biópsia ambulatorial de lesões palpáveis Se (-) mais ainda com forte suspeita (exame clinico/ exame de imagem) ... BIÓPSIA BIÓPSIA CIRÚRGICA É O PADRÃO-OURO - Biópsia incisional: retira parte do tumor. Lesões maiores - Biópsia excisional: retira todo tumor. Lesões menores Obs.: biópsia excisional = também o método de escolha para cistos suspeitos. E se a lesão não for palpável (ex.: microcalcificações pleomórficas) ... LESÃO IMPALPÁVEL = ESTEREOTAXIA PATOLOGIAS BENIGNAS x CÂNCER DE MAMA PATOLOGIAS BENIGNAS Tumor sólido benigno + comum: FIBROADENOMA FIBROADENOMA · Mais comum · Mulheres jovens (20-35 anos) · Lesão 2-3 cm · Quando retirar: lesão muito grande/ mulheres > 35 anos TUMOR FILOIDES · Parece fibroadenoma, mas com crescimento rápido >> BX · Crescimento absurdamente rápido · Apesar de benigno, tem comportamento agressivo · Conduta: ressecção com margem cirúrgica (caso contrario = recidiva) ESTEATONECROSE · Nódulo após trauma (recente e em mulher jovem), cirurgia mamaria (mamoplastia redutora) ou radioterapia · Tumoração > incluir biópsia de pele · Diferencial de eczema: DOENÇA DE PAGET ECZEMA DOENÇA DE PAGET Geralmente bilateral Não destrói papila Reponde a corticoide Descamação da mama unilateral + destruição/ deformidade do complexo areolo-papilar Não responde a corticoide RASTREAMENTO 2015: MS CI o autoexame!!! MMG bienal de a 69 anos FEBRASGO Baixo risco MMG anual de 40 a 69 anos Alto risco MMG 1 cm · Linfonodo positivo (≥ N1) · Metástase hematogênica (M1) QUIMIOTERAPIA NEOADJUVANTE Antes da cirurgia para reduzir o tumor Obs.: se for feita a QT neoajuvante = não é necessário fazer a QT adjuvante RADIOTERAPIA ADJUVANTE · Cirurgia conservadora · Tumores > 4 cm HORMONIOTERAPIA Receptor estrogênio (+) usar tamoxifeno (antagonista para mama, mas agonista para endométrio) ou inibidores de aromatase por 5 anos TERAPIA ALVO-DIRIGIDA (↓ efeito adverso)TRASTUZUMABE Superexpressam HER2 (Ac monoclonal para pacientes que superexpressam HER-2) Superexpressão de HER-2 = relação com pior prognóstico e agressividade CA DE OVARIO FATORES DE RISCO História familiar (↑ 3x) Idade (± 30 anos) Mutação no BRCA CA mama/ ovário Dieta rica em gordura Menacme longo Nuliparidade Indutores de ovulação Obesidade Tabagismo OBS: a imensa maioria dos Ca de ovário são esporádicos, mas quando há história familiar, há um risco até 3x maior. FATORES DE PROTEÇÃO Amamentação Uso de anovulatórios Laqueadura tubaria Ooferectomia profilática DIAGNÓSTICO CLÍNICA E USG SUSPEITA (*) USGTV com Dopplerfluxometria A clínica é muito inespecífica A USG pode nos ajudar na suspeita - assintomático nas fases iniciais - dx precoce difícil - ALTA morbiletalidade (dx tardio) - 4ª neop ginec em frequência segundo dados do INCA S ólida U SG DOPPLER ↓ IR 8 cm A antes/ após menacme CA 125 principal marcador RUIM: Ca ovário inicial pode dar normal Inespecífico: ↑ DIP, mioma, gravidez BOM: Complementar avaliação tumoral Seguimento pos tratamento Dx Definitivo HISTOPALÓGICO Tumores Benignos NÃO NEOPLÁSICOS NEOPLÁSICOS - Cistos funcionais (folicular / corpo lúteo) - Endometriomas - Abscesso - Teratoma benigno - Cistadenoma - Struma ovarii* - Fibromas** (*) tem tec tireoidiano secreta hormônio tireoidiano (**) SD DE MEIGS = tumor de ovário (geralmente é um fibroma) + ascite + derrame pleural TTO DOS TUM BENIGNOS: CONSERVADOR (ooforoplastia / cistectomia – retirada de cisto) Tumores Malignos EPITELIAL Adenocarcinoma seroso: + comum Adenocarcinoma mucinoso: pseudomixoma peritoneal Pseudomixoma = ou é tu ovário mucinoso (benigno ou maligno) ou tu de apêndice Cistoadenocarcinoma mucinoso Cistoadenocarcinoma endometrioide Tumor de céls claras Tumor de brenner Tumor de céls transicionais GERMINATIVO Disgerminoma: germinativo maligno mais comum Teratoma imaturo: pseudopuberdade precoce CORDÃO SEXUAL ANDROblastoma: secretor de ANDROgênio KRUKENBERG = metástase TGI (ANEL DE SINETE) ESTADIAMENTO TODOS OS ESTADIAMENTOS GINECOLÓGICOS SÃO CIRÚRGICOS, exceto COLO OVÁRIO IA: Apenas um ovário IB: Bilateral IC: Cápsula rota II: pelve III: abdome IV: metástase fora do abdome OBS: Disseminação em ginecologia é LINFÁTICA Exceto em OVÁRIO transcelômica TRATAMENTO LAPAROTOMIA diag, estadiamento e tratamento CIRURGIA RADICAL CITOREDUTORA: Lavado + Biópsias peritoneais + Histerectomia total + Anexectomia bilateral + Omentectomia infracólica + Ressecar implantes e linfonodos Idade fértil IA e G1 (bem diferenciado) - avaliar salpingo-ooferectomia unilateral QT ADJUVANTE: A partir de IC (citologia + / cápsula rota) ou para todo tumor indiferenciado (G3) G1: bem diferenciado G2: moderadamente indiferenciado G3: indiferenciado Quase todas as pacientes necessitam de QT adjuvante Corpos psamomatosos Cistoadenoma Seroso Corpúsculo de Shiller Durval Tumores do seio endodérmico Corpúsculo de Carl-Exner Tumores da teca granulosa Pseudomixoma peritoneal Cistoadenocarcinoma mucinoso Céls em anel de sinete Tumor de krukenberg Sd de Meigs Fibroma e Brenner Principal FR p Ca Historia familiar Fatores de proteção Amamentação, ACO, laq tubaria, ooforectomia Forma + precoce de disseminação Transcelômica Tipo histol. De pior prognostico entre os epiteliais Carcinoma de cels claras Metástase a distancia Fígado, pulmão e cérebro NEOPLASIA GINECOLÓGICAS II COLO/ VULVA/ ENDOMÉTRIO SANGRAMENTO VAGINAL As causas a serem pensadas conforme a faixa etária... Em uma mulher de 27 anos: Obstétrico Sem atraso, útero pequeno Infecção Sem corrimento do colo Neoplasia em JOVEM? HPV Disfuncional Menstruação regular Ca de Colo de útero 2º tum + comum em mulheres HPV (PAPILOMA VÍRUS HUMANO) Mais oncogênicos: 16 e 18 Condiloma: 6 e 11 baixo potencial oncogênico VACINAS: Composição: partículas semelhantes a vírus (fragmentos semelhantes ao vírus) BIVALENTE QUADRIVALENTE HPV 16 e 18 10-25 anos HPV 6, 11, 16 e 18 9-26 anos (*) Existe sempre uma reação cruzada, de maneira que a vacina sempre acaba tendo uma proteção adicional (assim, a proteção não é exclusiva contra os sorotipos descritos acima) Público-alvo: mulheres que idealmente ainda não tiveram contato com o HPV (mulheres que já tiveram lesão de alto grau por HPV – podem fazer a vacina) 2014 – SUS meninas dos 11 aos 13 anos 2015 – SUS meninas dos 9 aos 11 anos Vacina adotada = QUADRIVALENTE (3 doses) Esquema recomendado (laboratório): 0,2 e 6 meses Esquema adotado (MS): 0, 6 e 60 meses ATUALIZAÇÃO EM 2015: ✓ Vacinar mulheres HIV 9-26 anos (público) = esquema 0, 2 e 6 meses pacientes com imunidade baixa evoluem muito + rapidamente para câncer invasor ✓ Quadrivalente pode até 45 anos (privado) ATUALIZAÇÃO EM 2016: ✓ Apenas 2 doses 9-13 anos – esquema 0 e 6 meses CÂNCER DE COLO Fator de risco: HPV (e fatores p/ DST), tabaco, ↓ imunidade, ACO, sexarca precoce, no de parceiros sexuais ANAMNESE + EXAME FÍSICO Estágios avançados: dor, corrimento, sangue RASTREIO COLPOCITOLOGIA lesão precursoras 1. QUANDO COLHER? 1x/ ano, após 2 negativos a cada 3 anos ... entre 25 a 64 anos, após a sexarca PS: se ela iniciou a vida sexual de forma + precoce tem que esperar até os 25 anos, é uma patologia que demora muito tempo para evoluir FIM: após 64a com 2 negativos nos últimos 5 anos SITUAÇÕES ESPECIAIS GESTANTE: tudo igual HIV +: após sexarca em qualquer idade começar a colher, no 1º ano de 6/6 meses... e depois coleta ANUAL (se CD4 35 anos e tiver atipia, é bom olhar o endométrio LIE-AG (HSIL): Colposcopia AOI (origem indefinida): Colposcopia HIV + c/ LIE-BG ou ASC-US: Colposcopia ...se parece CA: Colposcopia Se vier 2 resultados de baixo grau (LIE-BG / ASC-US) mandar direto p colposcopia Em mulheres menopausadas, a JEC fica mais interiorizada – logo, em pós-menopausadas, pode-se entrar um pouco mais com a escova endocervical (até as cercas desaparecerem) OBS: LSIL = corresponde na biópsia a NIC I HSIL = corresponde na biópsia a NIC II e III DIAGNÓSTICO COLPOSCOPIA + BIÓPSIA ÁCIDO ACÉTICO ↑ atividade proteica fica acetobranca TESTE DE SCHILLER (LUGOL) ↓ glicogênio fica iodo negativo (sinônimo de Schiller +) GESTANTE: Biópsia só na suspeita de invasão Achado + suspeito de invasão: VASOS ATÍPICOS Colposcopia insatisfatória (sem JEC): JEC onde tem + risco de Ca de colo Abrir + espéculo / espéculo endocervical / estrogênio Avaliação do canal endocervical ESCOVADO / CURETAGEM / HISTEROSCOPIA Preconizado pelo MS HISTOLOGIA: - Lesões intraepiteliais - Câncer cervical LESÕES INTRAEPITELIAIS (NIC) DESTRUTIVO NIC I acompanhar por 2 anos Se continuar NIC I persistente depois de 2 anos Realizar Crioterapia/ Cauterização EXÉRESE (≥ NIC II) Como escolher EZT x CONE CAF ou EZT: passa uma alça com corrente elétrica e tirar uma fatia Exérese da zona de transformação CI: Suspeita invasão; Não vê limite da lesão; Gestante; JEC não visível CONE CÂNCER CERVICAL - Ca de colo+ comum: EPIDERMOIDE (sinônimos: escamoso / espinocelular) (*) Epidermoide = + comum em colo, vulva e vagina - 2º + comum é o ADENOCARCINOMA (+ relacionado ao HPV 18) ESTADIAMENTO 2018 Estadiamento do Ca de colo é CLÍNICO ou seja não precisa de cirurgia ESTÁDIO 0: Carcinoma in situ ESTÁDIO I: restrito ao colo uterino Ia1: 4 cm IIB: invade paramétrio ESTÁDIO III: IIIA: 1/3 inferior da vagina IIIB: parede pélvica / hidronefrose IIIC: linfonodo pélvico (IIIC1) ou para-aórtico (IIIC2) ESTÁDIO IV: IVA: bexiga e reto IVB: metástase à distancia OBS: como avaliar paramétrio = toque retal TRATAMENTO Estádio 0 Cone é diagnóstico e terapêutico Estádio I A1 Padrão: HT tipo 1 Deseja gestar: cone Estádio I A2 Padrão: HT tipo 2 + linfadenectomia previa Estádio I B1 e 2 Padrão: Wertheim-Meigs Estádio I B3 Wertheim-Meigs ou Quimiorradioterapia Estádio II A1 Wertheim-Meigs ou Quimiorradioterapia Estádio ≥ II A2 Quimiorradioterapia OPÇÃO: RT para todas (exceto IVB) O que + cai em provas: estádio IB1 = clássica indicação de Wertheim-Meigs CÂNCER DE VULVA Fatores de risco: HPV, tabagismo e linfogranulomas venérios CLÍNICA • Úlcera – crônica, indolor (em uma mulher mais velha) • Prurido – sintoma mais comum e precoce (70%) DIAGNÓSTICO Clínica Prurido (+ comum) – 70% Exames Teste de Collins (para direcionar a biópsia - mas geralmente não é necessária, pois a lesão é característica) e Biópsia TIPO HISTOLÓGICO: ESCAMOSO – mais comum LOCAL MAIS COMUM: GRANDES LÁBIOS DISSEMINAÇÃO: LINFÁTICA (1º acometido – inguinofemorais) Tratamento se > 2 cm vulvectomia até 2 cm pode fazer uma ressecção com margem Outras Lesões Vulvares: Líquen Escleroso Idosa com apagamento de pequenos lábios, hipocromia vulvar e prurido = BIÓPSIA Melanoma Lesão hiperpigmentada = BIÓPSIA Paget Erosão e descamação na vulva = BIÓPSIA CÂNCER DE ENDOMÉTRIO FATORES DE RISCO Obesidade, > 60 anos, nuliparidade, branca, anovulação crônica, menacme longo, diabetes, hiperplasia, HAS* (*) alguns autores falam que tb é um FR Qual é o principal risco? OBESIDADE, especialmente após a menopausa FATORES DE PROTEÇÃO Multiparidade, tabagismo e contracepção com progesterona PS: tem substância no tabaco que exerce efeito anti-estrogênico no endométrio CLINICA SUA na peri ou pós menopausa Pós-menopausa: ATROFIA (30%) USG endométrio fino TERAPIA HORMONAL (30%) Não fala de TH no caso CA ENDOMÉTRIO (15%) USG endométrio espesso + fator de risco SUSPEITA DE CÂNCER MENOPAUSA Endométrio > 4 mm sem TH Endométrio > 8 mm com TH COLPOCITOLOGIA Pode ser suspeita Atipia glandular em > 35 a Célula endometrial após menopausa HISTOLOGIA - Endometrioide + comum - Céls claras e seroso papilar + agressivos Fazer LAPAROTOMIA: diagnóstico, estadiamento e tratamento ESTADIAMENTO FIGO AQUI É CIRÚRGICO! ESTÁDIO I corpo uterino IA: só endométrio IB: até metade do miométrio IA IC: além da metade do miométrio IB ESTÁDIO II colo uterino IIA: glandular endocervical I IIB: estroma cervical II ESTÁDIO III ... outros sítios ginecológicos Anexos/ vagina/ paramétrio/ linfonodo ESTÁDIO IV ... não ginecológicos Bexiga/ intestino/ distância DIAGNÓSTICO CLÍNICA e USG SUSPEITA ! SUSPEITA = realizar BIÓPSIA · CURETA DE NOVAK Vantagem: ambulatorial Desvantagens: às cegas/ muitos resultados falso negativos · CURETAGEM FRACIONADA Desvantagem: às cegas/ possibilidade de falso negativo · HISTEROSCOPIA COM BIÓPSIA = biópsia sob visualização direta (padrão-ouro) • LESÕES PRECURSORAS • CÂNCER DE ENDOMÉTRIO Lesões Precursoras HIPERPLASIA ENDOMETRIAL Precede 80% dos CA endométrio HIPERPLASIA É LAUDO HISTOPATOLÓGICO Tipos de Hiperplasia OMS (Risco de Malignização) - SIMPLES SEM ATIPIA (1%) - COMPLEXA SEM ATIPIA (3%) - SIMPLES COM ATIPIA (8%) - COMPLEXA COM ATIPIA (29%) International Endometrial Group BENIGNA OU SEM ATIPIA NEOPLASIA INTRAEPITELIAL ENDOMETRIAL (NIE) OU ATÍPICA (*)quem manda na conduta = ter ou não atipia TRATAMENTO HIPERPLASIAS Atipia X Desejo de Gestar Benigna ou SEM atipia - Progesterona: é o + utilizado - Histerectomia: pós-menopausa com falha TTO clinico (exceção) NIE ou COM atipia - Progesterona: desejo de gestar (exceção) - Histerectomia: eleição na presença atipia CÂNCER ENDOMETRIAL Qual é o tipo + comum? ENDOMETRIOIDE !!! TTO: LAPAROTOMIA estadiamento e tratamento Lavado + HTA + anexectomia + linfadenectomia Radioterapia: ≥ 50% invasão miometrial (≥ IB) Quimioterapia: Metástase HAS CRÔNICA PRÉ-ECLÂMPSIA > 35 anos Multigesta HÁ em qualquer semana Proteinúria ou não Calciuria > 100 mg/ 24 hs Persiste após parto 35 anos Primigesta HA após 20 sem Proteinúria (> 300 mg) após 20 sem Calciuria 300 mg) na 2ª metade da gestação – é + fácil diagnosticar a pré-eclâmpsiaDOENÇAS CLINICAS NA GESTAÇÃO HIPERTENSÃO GESTACIONAL (TRANSITÓRIA) PA ≥ 140 x 90 mmHg sem proteinúria após 20 sem e normaliza até 12 sem pós-parto PRÉ-ECLÂMPSIA O que é? ≥ 140 x 90 mmHg + Proteinúria ≥ 300 mg/dia OU ≥ 1 + na fita OBS: padrão ouro para avaliar proteinúria = urina de 24 hs (um EAS normal não descarta ptn diante de um EAS normal, solicitar padrão-ouro) Proteinúria/ creatinina urinaria ≥ 0,3 equivale à proteinúria de 24 hs ≥ 300 mg Pode ser pré-eclâmpsia sem proteinúria? APENAS SE HTA > 20 sem MAIS plaquetopenia ( 1,1, EAP, ↑ 2x transaminases, sintomas cerebrais ou visuais PORÉM SE HTA > 20 sem SEM proteinúria e SEM estas alterações Porque após 20 semanas?? NORMAL: ondas de invasão trofoblástica ... queda da PA 1ª ONDA: 6 a 12 semanas 2ª ONDA: 16 a 22 semanas O trofoblasto destrói a camada muscular da artéria espiralada >> “abre a boca do vaso” – cai a resistência – aumento do fluxo.. isso é o que deve ocorrer normalmente Na pré-eclâmpsia: não há 2ª onda – vaso espiralado com alta resistência – isquemia com lesão endotelial – liberação de substancias vasoativas – TROMBOXANE (aumenta a resistência vascular periférica/ vasoconstrição) – insuficiência placentária, CIUR, sofrimento fetal crônico, centralização... PRÉ-ECLÂMPSIA = AUSÊNCIA DA 2ª ONDA DE INVASÃO FATORES DE RISCO Exposição pela 1ª vez (nulipara) Excessiva às vilosidades (gemelar, mola) Vasculopatia prévia (HAS, DM, Pré-eclâmpsia em gestação anterior) OBS: ALTO RISCO – pré eclampsia em gestação anterior, HAS crônica AAS com 12 semanas/ suplementação de cálcio em casos de ingesta inadequada. LEVE GRAVE PA ≥ 140 x 90 sem sinais de gravidade PAS ≥ 160 ou PAD ≥ 110 Proteinúria > 5g/ urina 23 hs ou 2+ na fita Edema agudo de pulmão (EAP) Oligúria Creatinina ≥ 1,4 mg/dl HELLP: LDH ≥ 600 / esquizócitos / BB ≥ 1,2 / AST (TGO) ≥ 70 / plaquetas > pode provocar hipotensão refratário ao TTO, por isso tem preferencia em utilizar a HIDRALAZINA (*) Metildopa = categoria B EVITAR: diurético, IECA e propranolol - Propanolol: não é CI, mas deve ser evitado, pois pode fazer CIUR (existem drogas + seguras p HAS) PREVENÇÃO DE ECLÂMPSIA EM TODA PRÉ-ECLÂMPSIA GRAVE/ IMINÊNCIA/ ECLÂMPPSIA ** Se a px tiver qualquer critério de pré-eclâmpsia grave, mesmo se não apresentar sintoma fazer sulfato!! DROGA DE ESCOLHA: SULFATO DE MAGNÉSIO PRITCHARD ATAQUE: 4Gg IV + 10g IM MANUTENÇÃO:5g IM 4/4 hs Deve ser utilizado em locais sem bomba infusora ZUSPAN ATAQUE: 4g IV MANUTENÇÃO: 1-2 g/h IV em BI SIBAI ATAQUE: 6g IV MANUTENÇÃO: 2-3 g/h IV em BI (*) + utilizados Pritchard e Zuspan A dose de ataque é feita em forma lenta (20 min) · Magnesemia terapêutica: 4-7 mEq/L ** não é necessário fazer a dosagem para fazer o acompanhamento. Pode-se fazer o acompanhamento clinico para avaliar a intoxicação ** Se a mulher convulsionar em uso de sulfato de magnésio = repetir (porém faça metade da dose de ataque). RISCO DE INTOXICAÇÃO Reflexo patelar Respiração deve estar >16 irpm Diurese >25mL/h OLIGÚRIA ≤ 25 não é sinal de intoxicação ajustar dose de Mg INTOXICAÇÃO: reflexo patelar ausente ou FR > glicose circula mais tempo >> maior disponibilidade para o feto Qual o mecanismo de passagem da glicose pela placenta? DIFUSÃO FACILITADA DIAGNÓSTICO ZUGAIB e REZENDE 1ª consulta (1º trimestre) GLICEMIA COM JEJUM GJ 20 anos e duração 20 anos ou retinopatia benigna Classe F Nefropatia Classe R Retinopatia proliferativa Classe RF Retinopatia e Nefropatia PARTO - DMG s/ complicação Não precisa antecipar - Tratou com insulina Com 38/39 semanas se feto e mãe bem pode ser via vaginal COMPLICAÇÕES Macrossomia, distócia de espáduas, SFA, polidramnia e malformação fetal (Sd regressão caudal) Obs.: Macrossomia: hiperglicemia na mãe >> hiperglicemia na criança >> aumento da insulina >> insulina tem efeito de hormônio de crescimento-símile Polidramnia: hiperglicemia >> diurese osmótica (hiperosmolaridade urinária pela glicose) Qual a malformação + específica do DM? SÍNDROME DA REGRESSÃO CAUDAL Mais observada em diabéticas prévias DM gestacional não aumenta malformação (pq ela ocorre depois do período de organogênese) Obs.: DISTÓCIA DE ESPÁDUAS: 1ª. – Chamar ajuda 2ª. – Manobras: Mc Roberts: hiperflexão + abdução das coxas; Pressão suprapúbica Nas próximas não tem ordem fixa: • Jacquemier = retirada do braço posterior (o diâmetro passa a a ser axilo-acromial ao invés de biacromial) • Woods (saca-rolha) = pressão na parte clavicular, rodando 180º., jogando o braço que está embaixo para cima O QUE NÃO FAZER: Kristeller / Tração cervical (lesão de plexo braquial) GEMELARIDADE Num de ovos fertilizados Monozigótica: do mesmo ovo Dizigótica: ovos diferentes Num de placentas Monocoriônica: uma placenta Dicoriônica: placentas direrentes Num de cav amnióticas Monoamniótica: uma cavidade Diamniótica: cavidades diferentes Toda dizigótica tem que dicoriônica e diamniótica. A monozigótica ira depender do tempo de divisão do ovo. MONOZIGÓTICA (até 72 hs) (mesmo ovo) Monocoriônica Dicoriônica Diamniótica Monoamniótica (4-8 d) (> 8 dias) DIZIGÓTICA Dicoriônica Diamniótica FATORES DE RISCO - História familiar, raça, idade Dizigótica - Técnica de fertilização Monozigótica e dizigótica OBS: algumas mulheres tem tendência a ovular + de 1x DIAGNÓSTICO DICORIÔNICA: SINAL Y/ LAMBDA Parto ± 38 sem (antes se complicar) MONOCORIÔNICA: SINAL T Parto ± 36 semanas (antes se complicar) OBS: só visto no 1º trimestre (07 a 08 semanas) Melhor p avaliar CORIONICIDADE Complicações específicas (MONOCORIÔNICAS) Sd Transfusão feto-fetal (Monocoriônica e Diamniótica) · Feto doador: pálido,oligodramnia, CIUR · Feto receptor: polidramnia, hidropsia TRATAMENTO - Amniocentese seriadas (casos leves) - Fotocoagulação com laser (casos graves) Complicações de Gestação Gemelar: Pré-eclâmpsia DG Parto prematuro Aborto CIUR PP Anemia DPP Indicações de CESARIANA em gemelar Tripla, complicações (Sd de transfusão feto-fetal unidos), monoamniótica e 1º feto não cefálico INFECÇÃO URINÁRIA Ag principal: Escherichia coli · BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA - ≥ 105 UFC/ml em pxs assintomáticos - sempre tratar gestante + URC de controle - DROGAS: amoxicilina, nitrofurantoína, fosfomicina · CISTITE - Mesmo TTO e controle anterior - TTO: por 7 dias - Controle com Urocultura · PIELONEFRITE - SEMPRE internar + ATB parenteral Cefalosporina de 1ª ou 3ªG IV Depois completa ATB por 14d em casa 2