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AULA 5 Prof.ª Joice Martins Diaz A luno: A LA N F E R N A N D E S V IE IR A M O N T E IR O E m ail: alan.m onteiro1812@ gm ail.com 2 CONVERSA INICIAL Nesta aula abordaremos assuntos relacionados ao esforço para criar uma escola inclusiva e a importância do empenho de todos os profissionais envolvidos. A formação inicial e continuada de professores para a educação inclusiva, um dos principais e mais importantes fatores nesse contexto, ao mesmo tempo que se tem a certeza de que é essencial, gera dúvidas quanto aos saberes e diretrizes necessárias para atender a educação inclusiva. O atendimento educacional especializado (AEE) é um exemplo de ação que deve ser pensada por profissionais capacitados, não menos importante que a figura do professor, porém com saberes específicos para esse fim. Nesse contexto, a formação continuada para os professores torna-se um facilitador de todo o processo. Abordaremos também sobre desenho universal e tecnologia assistiva (que são complementares), com o objetivo de maximizar os aspectos positivos na vida de quem necessita de amparo na educação diária. Diante de todo o olhar diferenciado, voltado para a criação de uma escola inclusiva, nada mais justo que adaptar, também, a forma de avaliar o aluno de inclusão, uma vez que se torna mais importante nesse processo a avaliação qualitativa, de acompanhamento e aperfeiçoamento das ações. Por fim, partindo do princípio de que a educação inclusiva é para todos, a gestão da escola também deve ser democrática e pensada com base na participação e opinião de todos, como professores, pedagogos, comunidade externa e todos os envolvidos em prol da criação de uma escola inclusiva. TEMA 1 – FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Dentre todas as modificações de que uma escola necessita (estrutura, projeto político-pedagógico, gestão), a formação continuada de seus professores também é um assunto de extrema relevância (se não for o mais relevante) para que a inclusão aconteça de fato. Porém, questiona-se: quais os saberes necessários para que os professores possam atuar em sala de aula de forma que atendam alunos com necessidades educativas especiais? E quais seriam as diretrizes para essa formação continuada na perspectiva da educação inclusiva? No ano de 1994, foi expedida a Portaria n. 1.793 pelo Ministério da Educação, que traz a necessidade de complementar os currículos de formação A luno: A LA N F E R N A N D E S V IE IR A M O N T E IR O E m ail: alan.m onteiro1812@ gm ail.com 3 docente e também de todos os outros profissionais envolvidos na educação dos alunos com necessidades especiais. Considerando a distância entre o que prevê a legislação para a educação inclusiva e a realidade das escolas, a formação inicial e continuada dos professores também faz parte dessa pauta, e devemos pensar as condições desses professores, visando um atendimento adequado aos alunos. Dentro desse contexto, Beyer descreve que a maioria dos professores se julgam despreparados para atender alunos com necessidades especiais: falta- lhes a compreensão da proposta, a formação conceitual correspondente, a maestria do ponto de vista das didáticas e metodologias e as condições de trabalho […]. Os professores já em experiência de educação inclusiva mostram níveis preocupantes de stress, […] principalmente devido à inexistência de uma formação anterior visando à capacitação para o ensino desse alunado. (2003, p. 1-2). Para Saviani, “ao adquirir competência o professor ganha também condições de perceber, dentro da escola, os obstáculos que se opõem à sua ação competente” (1995, p. 45). O art. 59 da LDB assegura, por meio dos sistemas de ensino, onde deverão atender os educandos com necessidades educacionais especiais, garantindo: I – Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II – Terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para superdotados; III – professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns. (Brasil, 1996) Diante desse contexto, que nos leva a pensar em um professor com formação específica e continuada, é sabido que na prática isso não acontece, e a formação inicial e continuada dos professores é um dos problemas que a educação inclusiva enfrenta em seu processo de inclusão, e talvez o que ganha mais destaque. É necessário pensar em formação continuada além da capacitação técnica, envolvendo também a prática pedagógica na perspectiva inclusiva, tendo como objetivo a reflexão e articulação de novos saberes, de todos os envolvidos no processo de inclusão, para então garantir a educação para todos. Dessa forma, acredita-se que o maior desafio posto para a formação continuada dos professores é a questão de reproduzir conhecimentos suficientes para proporcionar novas atitudes, trazendo compreensão de situações complexas para A luno: A LA N F E R N A N D E S V IE IR A M O N T E IR O E m ail: alan.m onteiro1812@ gm ail.com 4 o ensino, fazendo com que os professores estejam preparados e qualificados para desempenhar seu papel de maneira responsável e satisfatória. TEMA 2 – ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE) Oferecido no contraturno do ensino regular, o AEE é um serviço ligado à educação especial, que colabora com a identificação, elaboração e organização dos recursos pedagógicos e também de acessibilidade. Além disso, colabora também para eliminar barreiras, com o intuito de promover a participação plena dos alunos, sempre considerando suas necessidades específicas. As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a educação básica, na Resolução n. 4, de 13 de julho de 2010, em seu art. 1º e seguintes, postulam que: § 1º Os sistemas de ensino devem matricular os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), complementar ou suplementar à escolarização, ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de AEE da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos. § 2º Os sistemas e as escolas devem criar condições para que o professor da classe comum possa explorar as potencialidades de todos os estudantes, adotando uma pedagogia dialógica, interativa, interdisciplinar e inclusiva e, na interface, o professor do AEE deve identificar habilidades e necessidades dos estudantes, organizar e orientar sobre os serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade para a participação e aprendizagem dos estudantes. § 3º Na organização desta modalidade, os sistemas de ensino devem observar as seguintes orientações fundamentais: I – o pleno acesso e a efetiva participação dos estudantes no ensino regular; II – a oferta do atendimento educacional especializado; III – a formação de professores para o AEE e para o desenvolvimento de práticas educacionais inclusivas; IV – a participação da comunidade escolar; V – a acessibilidade arquitetônica, nas comunicações e informações, nos mobiliários e equipamentos e nos transportes; VI – a articulação das políticas públicas intersetoriais. O objetivo da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva é ofertar o AEE, a formação de professores, a participação da família e de toda a comunidade, com a intenção de garantir o acesso dos alunos com deficiências. Sendo assim, segundo a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação, em seu Manual de orientação: programa de implantação de sala de recursos multifuncionais, página 7, do ano de 2010, define o público do AEE da seguinte forma: Alunos com deficiência – aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial, os quais, em interação com A luno: A LA N F E R N A N D E S V IE IR A M O N T E IR O E m ail: alan.m onteiro1812@ gm ail.com 5 diversas barreiras, podem ter obstruído sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade; Alunos com transtornos globais de desenvolvimento – aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo, psicose infantil, entre outros; Alunos com altas habilidades ou superdotação – aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotora, artes e criatividade. Sobre a institucionalização do AEE, com base no que dispõe a Resolução CNE/CEB n. 4/2009, art. 10º, o projeto político-pedagógico deve pensar o AEE prevendo a seguinte organização: I – sala de recursos multifuncionais: espaço físico, mobiliário, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos; II – matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola; III – cronograma de atendimento aos alunos; IV – plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas; V – professores para o exercício da docência do AEE; VI – outros profissionais da educação: tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais, guia-intérprete e outros que atuem no apoio, principalmente às atividades de alimentação, higiene e locomoção; VII – redes de apoio no âmbito da atuação profissional, da formação, do desenvolvimento da pesquisa, do acesso a recursos, serviços e equipamentos, entre outros que maximizem o AEE. A estruturação do AEE é feita por meio dos recursos técnicos e financeiros, verba oriunda da União, como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). TEMA 3 – DESENHO UNIVERSAL E TECNOLOGIA ASSISTIVA “Tecnologia assistiva” (TA) é um termo utilizado para organizar todos os tipos de recursos que podem promover a inclusão e uma vida mais independente. Para Bersch, A TA deve ser entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência ou pelo envelhecimento. Podemos então dizer que o objetivo maior da TA é proporcionar à pessoa com deficiência maior A luno: A LA N F E R N A N D E S V IE IR A M O N T E IR O E m ail: alan.m onteiro1812@ gm ail.com 6 independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado e trabalho. (2017, p. 2) Contamos com diferentes categorias de TA, como: Comunicação aumentativa e alternativa; Recursos de acessibilidade ao computador; Sistemas de controle de ambiente; Projetos arquitetônicos para acessibilidade; Órteses e próteses; Adequação postural; Auxílios de mobilidade; Auxílios para ampliar a função visual e os recursos que traduzem conteúdos visuais em áudio ou informação tátil; Auxílios para melhorar a função auditiva e recursos utilizados para traduzir os conteúdos de áudio em imagens, texto e língua de sinais; Mobilidade em veículos; Recursos que favorecem o esporte e o lazer. A Lei n. 13.146, de julho de 2015, que trata dos critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, em seu parágrafo VIII, define TA da seguinte forma: VIII – tecnologia assistiva ou ajuda técnica: produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. Já o desenho universal pensa na criação de produtos, ambientes e serviços acessíveis para qualquer pessoa, independente das características pessoais. Ele não é considerado uma tecnologia direcionada somente a quem necessita de amparo, e sim para o maior número de pessoas possível. Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte composto por arquitetos, engenheiro e designers de produtos, no ano de 1997, classificou o desenho universal em sete princípios, da seguinte forma: 1. Flexibilidade no uso; 2. Uso simples e intuitivo; 3. Informações de fácil percepção; A luno: A LA N F E R N A N D E S V IE IR A M O N T E IR O E m ail: alan.m onteiro1812@ gm ail.com 7 4. Tolerância ao erro; 5. Baixo esforço físico; 6. Dimensionamento e espaço para aproximação e uso. A Lei n. 13.146/2015, em seu parágrafo X, define “desenho universal” da seguinte forma: X – Desenho universal: concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva. (Brasil, 2015) A TA e o desenho universal são complementares e têm como objetivo maximizar os aspectos positivos na vida daqueles que necessitam desse amparo. TEMA 4 – AVALIAÇÃO TRADICIONAL VERSUS AVALIAÇÃO INCLUSIVA O ato de avaliar a aprendizagem é uma tarefa que requer reflexão no sentido de questionar sua função e finalidade. Em qual pressuposto epistemológico essa ação está pautada? Destacada como forte tema na vida das pessoas, da associação dos resultados à tomada de decisão, a avaliação envolve conotações e concepções diferentes, que requerem atenção e forma ampla de análise (Both, 2011). Seguindo essa perspectiva, a forma de mediação pedagógica de encontro com uma pedagogia diferenciada está influenciada por linhas de correntes pedagógicas progressistas, envolvendo elementos da Escola Nova (que teve como precursor o filósofo John Dewey), pensando e se preocupando com o lugar do aluno nesse processo (Garcia, 2018). As avaliações chamadas “formativas” ou “processuais e somativas” “compõem a coluna central da qual derivam todas as demais iniciativas consequentes da ação de avaliar” e facilitar a aprendizagem (Both, 2011, p. 30). Luckesi (1995) inclui a avaliação classificatória e diagnóstica nessa composição de iniciativas para fins de avaliação. O Quadro 1 resume as principais características de cada tipo de avaliação: Quadro 1 – Resumo das características de cada tipo de avaliação Avaliação formativa ou processual Encontra-se sempre próxima do aluno em sua fase escolar, acompanhando-o passo a passo e dia a dia em seu esforço de estudante, mantendo o empenho pela melhoria do seu desempenho. São A luno: A LA N F E R N A N D E S V IE IR A M O N T E IR O E m ail: alan.m onteiro1812@ gm ail.com 8 instrumentos dessa avaliação: observação do desempenho e da contribuição do aluno; conselho pedagógico; estudo de caso; seminário; debate; trabalho em grupo; relatório individual (Both, 2011, p. 31-33). Avaliação somativa Avalia o aluno de modo pontual e utiliza instrumentos como provas, testes, trabalhos, a fim de identificar se o aluno está em condições de dar continuidade em seus estudos ou se precisa ficar retido (Garcia, 2018, p. 158). Avaliação classificatória e diagnóstica Com a intenção de planejar novas estratégias de aprendizagem, essa avaliação classifica saberes, verifica os saberes já incorporados e, com isso, desenvolve potencialidades com base no que o aluno já aprendeu (Luckesi, 1995). Partimos do pressuposto de que todas as pessoas são diferentes, e a educação inclusiva tem como principal objetivo proporcionar aprendizado de qualidade para todos. Nesse processo, o aluno de inclusão deve também participar das avaliações, de forma adaptada, respeitando as limitações e nunca esquecendo da principal estratégia pedagógica: equiparar as oportunidades. É necessário pensar em formas de avaliação qualitativa, deixando de lado aquela versão que todos conhecem, quantitativa, em que se atribui uma nota, e o aluno que não alcançar a média é reprovado. Ao pensarmos em formas qualitativas de avaliação, é possível organizar e planejar estratégias avaliativas que considerem o aprendizado do aluno como um todo, em todo o seu percurso, de forma individual, pensando nas possíveis adaptações para suas necessidades, evitando comparações. A avaliação assistida é uma das estratégias indicadas para esses alunos pois, além de avaliar os resultados, acompanha o aprendizado. É necessário, de acordo com a necessidade do aluno, testar diferentes formas de ajuda, por exemplo: uso de figuras e objetos, ou apenas repetir a instrução dada pelo professor para que ele entenda melhor. Com base nessa percepção, professores e psicólogos poderão desenvolver estratégias mais adequadas para esses alunos. A avaliação centrada no desenvolvimento do aluno e de seu potencial está apoiada em políticas que apresentam e defendem a educação para todos, ou seja, inclusiva. Sendo assim, os alunos de inclusão têm o direito de ser avaliados de forma apropriada a suas necessidades. Tais políticas sugerem que A luno: A LA N F E R N A N D E S V IE IR A M O N T E IR O E m ail: alan.m onteiro1812@ gm ail.com 9 (i) avaliação deverá basear-se em padrões de aprendizagem; (ii) desempenho a avaliar deve ser representado de forma real e adequada; (iii) avaliação deve ser incorporada no currículo de ensino; (iv) a avaliação deve ter por objetivo fornecer vários tipos de dados sobre a aprendizagem dos alunos; (v) os padrões educacionais devem ser avaliados, mas não só através da imposição de testes estandardizados focalizados nos resultados; (vi) as pessoas que realizam avaliações devem ser as mesmas que concebem e implementam e, posteriormente, apresentam o relatório dos resultados da avaliação e consequentemente participam na elaboração dos PEIs; (vii) as boas práticas e as práticas inovadoras devem ser utilizadas para orientar as políticas e planear o sistema de avaliação. (Candeias et al., 2009 citados por Candeias, 2009, p. 25) As políticas têm grande influência nas práticas avaliativas e em toda a organização da escola. Diferente da avaliação convencional, a avaliação desses alunos está voltada a verificar o desempenho, feita por meio de relatórios detalhados, apresentando não só os resultados quantitativos, mas também os qualitativos, que servirão de apoio para formular ou ajustar um plano individualizado. TEMA 5 – GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA INCLUSIVA A aproximação dos sujeitos (internos e externos) é uma das premissas para uma gestão democrática numa escola inclusiva, pois fazem parte do processo educacional. Para tanto, a atuação do gestor é de grande importância na construção de uma escola para todos. Diante desse contexto, Mantoan apresenta que a escola não pode continuar ignorando o que acontece ao seu redor nem anulando e marginalizando as diferenças nos processos pelos quais forma e instrui os alunos. E muito menos desconhecer que aprender implica ser capaz de expressar, dos mais variados modos, o que sabemos, implica representar o mundo a partir de nossas origens, de nossos valores e sentimentos. (2003, p. 12) A ideia de gestão restrita e ligada somente ao ato administrativo não atenderá as exigências e particularidades de uma escola inclusiva. Compreendida como união entre política e filosofia, a gestão escolar deve ser pensada de forma coletiva, dando voz aos familiares e professores. Para Libâneo, Oliveira e Tochi (2006 p. 328), “a participação é o principal meio de assegurar a gestão democrática, possibilitando o envolvimento de todos os integrantes da escola no processo de tomada de decisões e no funcionamento da organização escolar”. É importante lembrar que a gestão tem um papel importante no âmbito administrativo, no que diz respeito às questões ligadas à autonomia administrativa A luno: A LA N F E R N A N D E S V IE IR A M O N T E IR O E m ail: alan.m onteiro1812@ gm ail.com 10 e financeira. Já no âmbito educacional, é importante que o gestor participe da elaboração do projeto político-pedagógico da escola, bem como do seu currículo. A gestão democrática, no âmbito da legislação, é descrita da seguinte forma: Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II – participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. (Brasil, 1996, art. 14) Coletividade, autonomia, participação e descentralização do poder são os princípios de uma gestão democrática. Nesse sentido, a descentralização do poder ligada ao diretor da escola perde a força, uma vez que as ações, tomadas de decisões e organizações serão feitas de forma coletiva. A luno: A LA N F E R N A N D E S V IE IR A M O N T E IR O E m ail: alan.m onteiro1812@ gm ail.com 11 REFERÊNCIAS BERSCH, R. Introdução à tecnologia assistida. Porto Alegre: Assistiva, 2017. Disponível em: . Acesso em: 24 set. 2019. BEYER, H. O. A. A Educação inclusiva: incompletudes escolares e perspectivas de ação. Cadernos de Educação Especial, Santa Maria, n. 22, 2003. BOTH, I. J. Avaliação: “voz da consciência” da aprendizagem. Curitiba: Ibepex, 2011. BRASIL. Ministério da Educação. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: . Acesso em: 24 set. 2019. _____. Presidência da República. Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de 2000. 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