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Técnica cirúrgica - videocirurgia

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trocateres das mãos do cirurgião e depois do afastamento das vísceras. Na escola europeia o médico trabalha entre as pernas do paciente. Na escola americana ele trabalha ao lado do paciente.
Locação e número: 
Evitar região dos retos abdominais
Os trocaters do cirurgião deve formar ângulo de 60 - 90o com a estrutura a ser abordada
Evitar excesso de trocaters (3-6) 
Técnica de introdução:
Cuidadosa para evitar lesões:
O médico vai injetar cerca de 2L na cavidade peritoneal.
1- alças intestinais
2- bexiga
3- vasos mesentéricos ou grandes vasos abdominais 
4- empalmar o trocater o dedo indicador atua como obstáculo à introdução brusca. Usa para servir de anteparo para não ultrapassar o limite de gás.
5- somente o trocater umbilical é introduzido as “cegas”, os demais são posicionados sob observação direta do laparoscópio.
Depois que coloca o primeiro trocater vai fazer uma inspeção da cavidade. 
Objetivos:
1- Detecção de lesões inadvertidas ocorridas durante 
 a insuflação e locação do 1º trocater 
2- Exclusão de outras afecções intra-abdominais não 
 diagnosticadas previamente
3- Verificação da factibilidade da videocirurgia 	laparoscópica 
Finalização do procedimento:
Inspeção final do abdome - ausência de sangramento
 Retirar instrumentos e trocaters sob visão direta
 Retirar laparoscópio - esvaziar pneumoperitônio 
 Retirar trocater de modo a evitar herniações 
 Fechamento dos orifícios maiores
Orientar o trocater para a parede abdominal para evitar as herniações. 
Manobras fundamentais:
Diérese
 Pequenas incisões – locação dos trocartes 
 Movimentos de divulsão (dissecção e isolamento de estruturas internas) 
Hemostasia 
 Grampos metálicos (titânio) - rapidez/maior custo 
 Ligaduras (nós)- menor custo/tempo maior na execução
 “Nó de Roeder” ou nó do marinheiro.
SÍNTESE
Anastomoses manuais: 
a- custo relativamente baixo 
b- confecção mais difícil e trabalhosa 
c- sutura de fundo gástrico (fundoplicaturas) 
d- suturas de colédoco 
e- sutura de perfuração gástrica, etc. 
Sutura mecânica – grampeadores:
a- fácil e prática de realização das suturas
b- custo elevado para o nosso meio
Eletrocautérios 
 (Bist. Ultrassônico) Ultracision®
 Finalidade
 Diérese e Hemostasia 
Eletrocautério: mono ou bipolar
 Vantagens: 
1- tecnologia avançada, efeito preciso e seguro 
2- aparelhagem compacta, fácil mobilização 
3- fácil manuseio, não exige adestramento 
4- custo baixo 
Eletrocautério
 Desvantagens: 
1- lesão térmica (lesão de colédoco por uso no cístico) 
2- lesão elétrica: centelhamento ou efeito capacitor 
 obs- estas lesões ocorrem a distância e fora do 
 campo visual do cirurgião
3- fumaça: perda de tempo 
Complicações:
Agulha de Veress e trocartes 
 Lesão vascular
 Lesão visceral 
 Enfisema (destaca o peritônio da cavidade abdominal)
Pneumoperitônio 
 Absorção de CO2 
 Pressão intra-peritoneal 
 Lesões termoelétricas – muitas vezes no ponto que ele está cego, com o bisturi elétrico. Só percebe isso no pós operatório.
 Infecciosas
 Hérnias se não fechar adequadamente
Mas ainda há uma grande vantagem da videocirurgia quando comparada à cirurgia convencional:
Colonização bacteriana
 Dor no pós-operatório
 Íleo no pós-operatório
 Aderências 
Como chegamos até aqui:
Treinamento em animais de experimentação
 Criação de múltiplos centros de treinamento
 Troca de experiência 
Há muitos avanços na robótica, sendo que o cirurgião pode trabalhar num console mesmo que ele esteja afastado do paciente. Os braços do robô podem fazer movimentos incríveis. 
Desvantagem é a perda de contato. Vantagem é a visão tridimensional. Se ocorrer uma lesão lá até que você tire os braços do robô pode ser tarde e esse paciente pode morrer.

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