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Projeto
Odonto
@projeto.0donto
Apostila de
projetoodonto95@gmail.com
Semiogênese é a parte da semiologia que estuda
o principio dos sintomas.
Semiotécnica parte da semiologia que estuda a
técnica de coleta de sinais dos sintomas.
Clínica propedêutica da valor aos sinais e
sintomas. Caracteriza um conjunto de técnicas
para levantar dados e diagnósticos iniciais. As
técnicas utilizadas envolvem observação,
palpação, medida de temperatura e outros
exames simples e inespecíficos.
Introdução
É conjunto de sinais e sintomas.
Sinal → tudo quilo que o profissional observa
(feridas, manchas)
Sintoma → tudo aquilo que o paciente relata
(dor, comichão, ardor, medo, ansiedade)
Sintomatologia pré-clínica → São sinais e
sintomas que surgem antes da manifestação
clínica da doença.
Sintomatologia
Sinal patognomônico → É exclusivo de uma
doença e indica de maneira absoluta a sua
existência. Por si só já indica uma patologia.
Exemplo: inabilidade de encostar o mento no
esterno - meningite.
Síndrome → conjunto de sinais e sintomas que
caracterizam uma patologia.
Indício → sinal ou sintoma que não caracteriza
uma patologia.
Entidade diagnóstica → patologia tão
característica que é visualmente identificada
(cárie e hemangioma, por exemplo).
Critério → é uma determinada manobra que se
faz em frente a uma determinada lesão (placa
branca na mucosa → raspagem para ver se cede
ou não à raspagem).
Definições
Sintoma patognomônico → sintoma
característico de uma patologia.
Síndrome → é um conjunto de sinais e sintomas
que se apresenta para definir uma entidade
mórbida e que se relacionam entre si por uma
particularidade anatômica, física ou bioquímica.
Ex.: Síndrome de Sjõgren que ocorre basicamente
em pacientes do sexo feminino e é caracterizada
por xerostomia, ceratoconjuntivite seca e artrite
reumatoide.
Sinal ou sintoma prodrômico → sinal ou
sintoma que acontece antes da patologia principal
(prova). Ex. pacientes com convulsão, antes de ter
ele vê uns flashes, ou sente uma tontura e já sabe
que vai ter convulsão. Herpes, uns 3 dias antes de
aparecer o local coça, arde e fica vermelho e
neste momento já se deve usar a medicação,
antes das lesões aparecerem. 
Indício diagnóstico → por si só não define o
diagnóstico. Ex: dor, febre, xerostomia, aumento
de volume.
Critério diagnóstico → manobra que
executamos frente a uma determinada lesão. Ex.
se há uma placa esbranquiçada na boca, é
necessário raspá-la pra ver se ela cede ou não a
raspagem. Quando há alguma alteração de cor de
uma lesão, realiza-se uma manobra chamada
vitropressão ou diáscopia que consiste em
pressionar uma lâmina de vidro na lesão e vê-la
através da lâmina e vidro. 
Queixa: : ferida avermelhada na mucosa jugal,
com dor, há 6 dias, 0,5 cm de diâmetro. 
Possíveis diagnósticos:
Afta, Carcinoma Espinocelular, lesão
traumática (excluído - paciente não relata ter
mordido a bochecha ou sofrido trauma no local),
sialolito (excluído - é um problema de glândula,
do ducto da parótida), 
Caso Clínico 1
papiloma (excluído - é um nódulo e tem um
crescimento tecidual, e no caso há apenas uma
ferida), mucosa mordiscada (excluído - ocorre
espessamento da mucosa), herpes (excluído -
formado por múltiplas vesículas transparentes),
pênfigo (excluído - antes de aparecer a ferida
aparece alguma bolha antes e no caso não
apareceu), grânulos de fordyce (excluído -
coloração amarelada, branco), Hemangioma
(excluído - é uma bolha vermelha e não uma
ferida), hiperqueratose (excluído - lesão branca),
Mucocéle (excluído - é uma bolha e não uma
ferida), Leucoedema (excluído - é uma variação
de normalidade da mucosa e é branco-
acinzentado), candidíase (excluído - placa
esbranquiçada no caso da candidíase
pseudomembranosa) 
Possíveis diagnósticos após avaliação:
Afta ou Carcinoma Espinocelular
Conduta:
Esperar de 1 semana a 10 dias para o retorno, pois
a afta leva de 14 a 21 dias para desaparecer. No
retorno deverá ser avaliado se a lesão regrediu,
não precisa estar curada, apenas reduzida. 
Caso o paciente apresentasse o sintoma há 30/40
dias realizar biópsia na hora. 
É o conjunto de dados obtidos inicialmente
através do exame clínico do paciente, que conduz
e orienta o cirurgião-dentista à determinação de
uma doença.
PODE SER:
Provisório → pode ser revisto (como no caso
clínico I - afta)
Definitivo → é o diagnóstico final (se não
sumisse a lesão e a biopsia confirmasse, seria
câncer; caso a lesão fosse regredindo, seria afta)
ORDEM DE DIAGNÓSTICO:
Patologia (sinais e sintomas) → Exame clínico
(anamnese e exame físico) → Hipóteses
diagnósticas → Exames complementares →
Diagnóstico final → Prognóstico → Tratamento
→ Preservação.
Diagnóstico
Está relacionada aos sintomas relatados pelo
paciente através da conversa. Representa
manifestações subjetivas: dor, coceira, dormência,
hipersensibilidade tátil e sensibilidade gustativa.
Anamnese
É observado pelo cirurgião-dentista e representa
manifestações objetivas que o profissional
“percebe” no paciente: sinais (hematoma,
aumento de volume, nódulo).
Exame físico
Sintomas/Sinais → Quadro clínico (semiotécnica)
→ Hipóteses de diagnóstico (semiogênese) →
Diagnóstico final (provisório ou definitivo) →
Prognóstico → Tratamento → Proservação.
*Exames complementares entram em qualquer
uma das etapas.
Aspectos do diagnóstico
:Rol (lista) de patologias que tem alguma coisa em
comum com o quadro clínico do paciente. 
Hipóteses de diagnóstico
Complementam o exame clínico e estão sempre
vinculados a estes. Podem ser exames
hematológicos, citopatologia esfoliativa, biópsias e
exames de imagem.
CLASSIFICAÇÃO:
Especifico - dão um diagnóstico especifico para
determinada patologia. Ex. exames sorológicos,
por exemplo, se o paciente tem suspeita de sífilis
ele faz um exame especifico para sífilis, e se der
positivo já constata que ele possui a doença. O
mesmo ocorre com suspeita de câncer, que se
confirma através de uma biópsia. 
Semi-específico - dá a localização, mas não da o
diagnóstico da lesão (por exemplo, radiografia
periapical, uma lesão periapical pode ser um
abcesso, um cisto, ou um granuloma, porém, em
alguns casos este exame é especifico, como por
exemplo, uma fratura dental ou óssea).
Exames complementares
É o conjunto de meios de qualquer tipo, cuja
finalidade é a cura ou alivio de uma doença ou
sintomas, normalmente após a elaboração de um
diagnóstico.
Deve trazer mais benefícios do que malefícios.
Existem seis tipos: 
Tratamento de Suporte → visa melhorar as
condições orgânicas do paciente;
Tratamento Expectante → orientar o paciente e
ficar na expectativa de melhora, aguarda para
ver como evolui (caso clínico I, afta ou câncer);
Tratamento Sintomático → ou paliativo. Não
trata a doenças, apenas os sintomas (ex. tem dor,
analgésico. Inflamação, anti-inflamatório. Ânsia,
anti-hermético. Ansiedade, ansiolítico).
Tratamento Etiológico → A causa é detectada,
o tratamento é específico para cada patologia (ex.
infecção, tem um antibiótico especifico pra ela, o
câncer tem a radioterapia e quimioterapia,
remoção cirúrgica da patologia, etc), é o
tratamento ideal quando se conhece o agente
etiológico e visa o seu combate. 
Prova terapêutica → tipo de tratamento
realizado quando o diagnostico é provisório. Caso
o tratamento dê resultado para o diagnóstico
provisório, é fechado o diagnóstico final.
Tratamento específico para uma patologia,
avaliar caso haja resultados. Exemplo: infecções
virais, tratamento sintomático e de suporte (pois
não há um remédio especifico, então não é um
tratamento etiológico). 
Tratamento cirúrgico → é o tratamento
baseado na remoção cirúrgica da lesão.
Tipo de doença (tumoral, metabólica, traumática,
de desenvolvimento) • Se a doença tem curso
rápido ou lento.
→ Maior causa de rejeição e insucesso de
implantes são em pacientes fumantes. Fumar, em
casos de tratamento de implantes, torna o
prognóstico desfavorável.
Prognósticoóssea e mucosa de coloração normal
(tanto em cor, como em brilho, consistência). É
assintomática. 
Se remover, manda pra anatomopatológico. 
→ Tórus mandibular: região lingual,
geralmente de pré-molares inferiores, não
necessita tratamento ou remoção, pode ser
bilateral. Mais da metade dos pacientes do sexo
feminino tem alguma excrecência nas regiões de
PMI.
Distúrbios de
desenvolvimento
Raquitismo e osteomalacia, hipofosfatasemia,
hiperparatireoidismo, osteoporose, osteoporose
senil e menopausa. 
Distúrbios endócrino-
metabólicos
PRIMÁRIO: 
Por exemplo, se houver um tumor funcionante
das paratireoides, estas vão aumentar de
tamanho e produzir mais paratormônios → têm-
se então estimulação dos osteoclastos → maior
reabsorção óssea → tira o cálcio do osso → leva
pro sangue.
Tríade radiográfica: 
- Osso com aspecto de vidro fosco ou despolido
(porque remove cálcio).
- Diminuição ou perda de lâmina dura.
Hiperparatireoidismo
Ou displasia cementária periapical.
É um tumor odontogênico benigno de origem
mesenquimal derivado da membrana
periodontal. De etiologia desconhecida,
geralmente assintomática. A maioria dos casos
são evidenciados durante exame radiográfico de
rotina.
Características clinicas: 
Pacientes de meia idade (40 anos), maior
incidência em mulheres de raça negra, região
periapical inferior anterior, e vitalidade pulpar
normal. 
Características radiográficas: 
Lesões radiolúcidas. As alterações radiográficas
tem relação com o grau de maturação da lesão: 
Estágio I (primário ou fibroso) – mais radiolúcido
com pequenos focos de calcificação.
Estágio II (fase mista) – focos radiolúcidos e
radiopacos.
Estágio III (maturado) – radiopaco, massa
homogênea com margens.
Diagnóstico diferencial: 
Estagio I → granuloma periapical.
Estágio II → área cicatricial.
Estágio III → osteíte condensante, odontoma
complexo, cementoblastoma. 
Tratamento: 
Proservação, acompanhamento.
Displasia cementiforme
periapical
Displasias fibrosas:
Substituição de tecido ósseo por fibras.
Doença de células de Langerhans:
Quando o tecido ósseo é substituído por tecido
granulomatoso rico em histiócitos. 
Histiocitose X ou doença da célula de
Langerhans:
Clinicamente pode se apresentar de 3 formas: 
1 - Granuloma eosinófilico → ocorre mais em
crianças, é uma forma benigna. 
2 - Doença de Hand-Schuller-Christian → ocorre
mais em adultos. 
3 - Doença de Letter-Sewe → ocorre mais em
adultos (no livro – crianças), e é a forma mais
grave e letal da doença. 
Tratamento: 
É clinico, porém o cirurgião dentista vai só
diagnosticar e mandar para o médico.
Lesão radiolúcida: 
PORTANTO SEMPRE FAZ TESTE DE VITALIDADE
PULPAR. 
Displasia fibrosa ou lesões fibro ósseas
benignas:
- Monostótica (dois ossos);
- Polostótica (um osso): pode ser: tipo de Jaffe e S,
Albright. 
OBS: 85% são monostótica, os 15% restantes são as
polostóticas.
Patologias decorrentes
de substituição de células
80 a 85% dos casos de displasia;
Mais frequente na maxila que na mandíbula;
Aspecto de vidro fosco;
Margens não definidas (aspecto clinico);
Muitos casos aumentam de volume.
O problema está no interior do osso.
Displasia fibrosa
monostótica
Ou displasia periapical.
Prevalente em mulheres acima dos 40 anos e raça
negra.
Aspecto clinico: 
São massas lobulares, irregulares, radiopacas,
circundadas por área radiolúcida. Tendência para
localização simétrica, bilateral, afetando mais a
mandíbula que a maxila.
Displasia cemento óssea
florida
60% dos indivíduos do gênero masculino,
comumente na 2º década de vida.
Corpo ou sínfise da mandíbula.
Pode apresentar casos de aumento de volume. -
Tratamento: cirúrgico, remove e preenche a
cavidade de sangue.
Cisto ósseo traumático
Ou displasia fibrosa familiar , displasia fibrosa
familiar dos maxilares, doença cística multilocular
dos maxilares e displasia óssea bilateral dos
maxilares.
O termo querubismo é devido à semelhança entre
o aspecto clínico facial do paciente e os
querubins, que apresentam na feição angelical
aumento nos quadrantes do complexo
maxilomandibular.
As lesões se iniciam nos primeiros anos de vida,
apresentam crescimento lento, indolor e
expansivo, principalmente no ramo e ângulo da
mandíbula e túber da maxila. 
É uma lesão fibro-óssea hereditária não
neoplásica. Lesões osteoliticas insuflativas,
bilateralmente na mandíbula. Lesões precoces
ocorrem no corpo posterior e no ramo
ascendente mandibular. As lesões maxilares
podem ocorrer ao mesmo tempo. 
Tratamento: não faz, organismo sozinho vai
fazer sumir. Se tentar fazer cirurgia, pode
contaminar tudo. 
Querubismo
Cisto ósseo traumático e cisto ósseo
aneurismático. 
É uma cavidade patológica revestida por epitélio.
Temos uma cavidade revestida por epitélio, este é
uma membrana semipermeável, ocorre osmose -
passagem de um liquido por uma membrana
semipermeável de uma área de menor densidade
para uma área de maior densidade. O cisto cresce
devido a essa osmose, após a morte de uma célula
que está rodeada por células epiteliais. 
Dentro de um cisto, temos liquido citrino – que é
amarelado quando coloca em uma gaze e contra
luz, tem pontos refringentes (brilhantes) que são
os cristais de colesterina. Sempre fazer teste de
vitalidade pulpar em todos os dentes da região,
pra constatar que não tem nada ver com dente. 
Cistos
Lesão expansiva, não neoplásica, raramente
encontrada no esqueleto facial.
Abaixo da 3º década de vida, sem predileção por
gênero.
Uni ou multilocular, uni ou multicistica, com
aparência de “bolhas de sabão” ou “favo de mel”
associado a uma expansão e fragilidade das
corticais envolvidas.
Cisto ósseo aneurismático
Osteomelites
Distúrbios sistêmicos que alteram a
vascularização sendo predisponente a
osteomielite:
Diabetes – tem uma microangiopatia periférica
(doença dos pequenos vasos periféricos). 
Má nutrição.
Anemias.
 Alcoolismo crônico.
Artrite reumatoide 
Infecções: 
Etiologia – microrganismos.
Osteomielite aguda.
Osteomielite crônica.
Osteomielite crônica esclerosante focal.
Osteomielite crônica esclerosante difusa.
Osteomielite de Garré.
Osteorradionecrose.
Osteonecrose.
Quando você tem um microrganismo de alta
virulência, porém o hospedeiro tem baixa
resistência. 
Aspectos clínicos:
Febrícula (febre bem baixinha, 37º, 37,5º),
halitose, ocorre sequestro ósseo, secreção
purulenta, febre, linfadenopatia (quando os
linfonodos são palpáveis).
Aspectos radiográficos:
Radiolúcido. 
Tratamento:
Antibioticoterapia e renovação cirúrgica.
Osteomielite supurativa
agúda
Igual a aguda o que varia é que nesta, o
hospedeiro é mais resistente e o vírus é de menor
virulência.
O organismo vai conseguindo combater. 
Sequestro ósseo:
Quando um osso infectado está desgarrado do
seu corpo ósseo (quando infecciona, o organismo
expulsa).
Espicula óssea:
Pontas ósseas que ainda não foi feita a
osteoplastia correta, ainda está ligada ao osso
principal.
Esquilula óssea:
Fragmento ósseo não infectado, não ligado ao
corpo ósseo, que o organismo acaba expulsando.
OBS: 
Quando o paciente tem um abcesso não pode
fazer calor extra bucal, pois forma uma fistula
extra bucal e deixa cicatriz. 
O ideal é bochecho com agua morna com sal. 
Osteomielite supurativa
crônica
→ ou osteíte condensante.
100% assintomática.
É na verdade uma sequela de uma patologia Por
exemplo, o paciente teve um abcesso, e ficou uma
área radiolúcida no local, na hora do organismo
refazer aquele osso, ele produz mais osso do que
deveria, gerando osteomielite crônica
esclerosante focal.
Aspectos radiográficos: 
Radiopaca. 
Tratamento: 
Não tem.
Localização: 
Região de molar inferior (onde mais aparece),
porque é a área onde tem mais abcessos.
Osteomielite crônica
esclerosante focal
→ ou osteomielite esclerosante crônica,
periostite. 
No complexo maxilomandibular, essa osteomielite
é semelhante à osteomielite crônica esclerosante
focal e difusa: 
São microrganismos de baixa virulência que
permanecempor tempo prolongado em local
próximo ao ápice do 1º e 2º molares, provocando
uma reação no periósteo e superfície cortical
externa da mandíbula. 
Não há casos relatados na maxila. 
Aspectos clínicos: 
Aumento volumétrico consistente à palpação, liso
e com seus limites precisos, provocando notada
assimetria facial localizada na porção externa e
inferior do corpo de mandíbula.
Radiograficamente: 
Aspecto de "casca de cebola", porém a imagem
não é patognomônica. 
Diagnóstico: 
Clinico e radiográfico.
Osteomielite de Garré
Tratamento: 
Envolve o molar comprometido, tratamento
endodontico ou por exodontia, sendo que a
ambos os procedimentos exigem
antibioticoterapia. Removida a causa, o aspecto
clínico regride gradativamente, bem como o
aspecto radiográfico.
→ causada por um quimioterápico.
Condição clinica caracterizada pela necrose do
osso – resultante de fatores sistêmicos e locais
que comprometem a vascularização óssea. 
A Osteonecrose e a Osteorradionecrose são
parecidas clinicamente, o que as diferenciam é a
anamnese. 
Mais da metade das vezes a osteorradionecrose
ocorre após exodontia, pode ser por trauma de
prótese, problema periodontal acentuado, etc.
Bifosfonatos de sódio (BFS):
Mieloma múltiplo.
Metástases ósseas.
Doença de Paget.
Osteoporose.
Critérios diagnósticos:
Tratamento atual ou precedente com BFS - Osso
necrosado exposto há mais de 8 semanas -
Ausência de história de radioterapia: 60% após
exodontia e 40% associado a infecção.
Tratamento: 
Sempre que possível clinico. 
Enxaguante com clorexidina, analgésicos, e
antibióticos, instruções de higiene bucal.
Tratamento cirúrgico → curetagem agressiva,
antibioticoterapia – Clindamicina, coaptação dos
bordos e terapia fotodinâmica (passa azul de
toluidina e aplica lazer em cima, ele estimula o
corante e ajuda a cicatrização). 
Osteonecrose
Tumores
TUMORES BENIGNOS:
Osteomas (tumores benignos de osso) e
Condromas (de cartilagem).
Osteomas: 
Se desenvolvem quase que exclusivamente no
crânio e na mandíbula ás vezes invadem os seios
paranasais. 
Radiograficamente: massa radiopaca, aspecto de
roído de traça.
Sem sintomatologia.
Achado ocasional em radiografias de rotina.
Não necessita de tratamento. 
Quase todas as lesões radiopacas faz-se
proservação. 
TUMORES MALIGNOS: 
Osteossarcoma, Condrossarcoma, Metastáses
(mama, pulmão, testículos, etc. quando o tumor
não é de osso mas está no osso por conta da
metástase.), sarcoma de Ewig. 
Radiograficamente: todos eles provocam lesões
radiolúcidas, só há uma exceção que é o
Osteossarcoma osteogênico, um tumor maligno
formador de osso. 
Cistos e tumores
odontogênicos
Aspecto clinico:
Sintomatologia pobre, porém pode ter ligeira
parestesia (pressão do nervo alveolar inferior).
Crescimento lento, nem sempre é visível.
Consistência dura, óssea, nos casos mais
extremos, temos o choc-return.
Aspecto da mucosa – normal.
Generalidades: 
Neoplasias envolvem as estruturas anatômicas
(são mais rápidas), já os cistos deslocam! 
Muitas doenças metabólicas e neoplásicas,
aparecem no raio-x como cistos. (ex.
hiperparatireoidismo).
Protocolo: 
3 aplicações de 3 minutos, irrigação abundante
com soro. Exposição – 1 minuto, gaze embebida.
Essa solução queima. - 
Crioterapia (frio).
MARSUPIALIZAÇÃO: 
Indicado quando: - 
Proximidades de estruturas “nobres”. - acesso
cirúrgico difícil - orientação de erupção dentária
Indicações: 
Extensão da cirurgia, pacientes debilitados.
Desvantagens: 
Permanência de remanescente dental,
necessidade de higienização (precisa voltar no
dentista pra fazer), infecção, tratamento longo.
Como faz: tira uma “tampinha” do cisto, e ele
perde a pressão interna e superficializa-se.
ESVAZIAMENTO E ENUCLEAÇÃO
Cuidados: 
Biópsia prévia, “canalização”, irrigação frequente,
aspiração da lesão, cuidados locais, controle
periódico. 
Vantagens: 
Não utiliza enxertos ósseos, cirurgia de pequeno
porte, biológico. 
Proservação: 
Cistos e tumores, fazer radiografias. 
Exames imaginológicos: 
Raio-x, tomografia, etc.
Tratamento: 
Cirúrgico.
→ Planejamento: medicação pré-operatória
diagnóstico, delimitação da lesão (saber onde
começa e onde termina a lesão), necessidade de
tratamento endodôntico (se precisar, sempre faz
antes da cirurgia).
ENUCLEAÇÃO
Remoção da lesão inteira.
Tratamento de escolha (maioria das vezes).
Faz apenas em lesões pequenas.
Preservação das estruturas adjacentes
Vantagens: 
Exame anatomopatológico de toda a lesão - não
existe cavidade acessória (nenhum buraco a mais
no osso) - biópsia excisional já é o tratamento (um
único procedimento cirúrgico).
Desvantagens:
Lesão de grande volume - desvitalização dos
dentes (faz endo) - fratura patológica da
mandíbula (lesões muito grande) - necessidade de
reconstrução óssea (lesões grandes).
ENUCLEAÇÃO COM CURETAGEM
Raspa o osso com cureta ou broca.
Suspeita de um tumor odontogênico
queratocistico ou queratocisto.
Quando as membranas císticas estão finas ou
facilmente fragmentáveis, ai faz a curetagem pra
saber se removeu tudo. 
Remoção de 1 a 2mm de osso ao redor de toda
periferia (com brocas esféricas por exemplo).
Remoção de remanescentes epiteliais.
OBS: atenção especial não só para a loja óssea
bem como para os tecidos moles em torno da
lesão Quando por exemplo a lesão está em cima
do NAI, então fazemos uma “curetagem química”
utilizando: Solução de Carnoy: 3 ml de
clorofórmio 6 ml de álcool absoluto 1 ml de acido
acético glacial 1 grama de cloreto férrico.
Tratamento cirúrgico
Cistos
Conceito: 
Forma típica esférica, comprime estruturas
adjacentes.
Usualmente radiolúcidos de limites precisos,
associados a coroa de dente incluso, raiz residual
ou em lugar de dente não formado. Classificação
dos cistos: 
→ De desenvolvimento: de erupção, dentígero,
tumor odontogênico queratocisto (TOQ). 
→ Inflamatórios.
Múltiplos cistos:
Pode ser síndrome do carcinoma nevóide baso
celular (gorlin). 
Padrão de queratina:
Pede no anatomopatológico.
Ortoqueratina → Menor recidiva (2%).
Paraqueratina → Maior recidiva.
→ De desenvolvimento.
Epidemiologia: 
Pacientes (crianças) com dentição mista. - 
Cisto de tecido mole (é o único).
Não tem sintomatologia.
Aspecto clinico: 
Bolha de coloração arroxeada na gengiva. -
Tratamento: 
Marsupialização. Vai para anatomopatológico.
Cistos de erupção
→ De desenvolvimento.
Localizado entre Incisivo lateral e canino.
Radiolúcido e com aspecto de gota invertida. 
O cisto glóbulo maxilar raramente apresenta
sintomatologia sendo praticamente todos os casos
descobertos acidentalmente através de
radiografias de rotina. 
A remoção cirúrgica é o tratamento indicado, e
sempre que possível, conservar os dentes
adjacentes envolvidos.
Cisto glóbulo maxilar
→ Inflamatório.
Etiologia: Remove a raiz e não cureta, ai fica o
cisto residual.
Abaixo do NAI: Considerar possibilidade de ser
defeito ósseo de Stafne. 
Cisto residual
→ De desenvolvimento.
Mais comum.
Envolve coroa do dente incluso.
3º molares inferiores (mais frequente) / caninos
superiores.
Tratamento: 
Cirúrgico - 
Prognóstico: 
Muito bom, sem tendência de recidiva -
Dentígeros: 
Tamanho acentuado provocam expansão óssea,
raras recidivas, maior frequência de reabsorção
radicular no dente adjacente. 
Diagnóstico diferencial: 
TOQ, ameloblastoma unicistico.
Cistos dentígeros
→ De desenvolvimento.
10 a 12% dos cistos odontogênicos.
Região posterior e ramo de mandíbula.
Crescem no sentido ântero-posterior (cresce pra
trás) sem causar expansão, aparece mais em
ângulo de mandíbula.
Tratamento/ progressão: 
Enucleação e curetagem.
Prognóstico: 
Médio.
Alta taxa de recidiva.
Diagnóstico:
Diagnóstico apenas histopatológico.
Ceratocistos
→ Inflamatório.
É o mais comum.
Dente não responde a teste térmico e elétrico.
Padrão radiográfico: 
Muito parecido com granuloma periapical.
Perda de lâmina dura.
Pode ocorrer reabsorção radicular.
Radiograficamente: 
Área radiolúcida focal na região de periápice.Tratamento:
Cirúrgico.
Prognóstico:
Bom. 
Quando tem abcesso na região de palato, 99% das
vezes é o incisivo lateral que está causando.
Periodontal apical
radicular
Essa síndrome apresenta inúmeras considerações
de envolvimento sistêmico e possibilidades de
transformações malignas principalmente nos
pólipos do cólon. Portanto, o tratamento e a
proservação devem ficar sob a responsabilidade
de médico especializado. 
→ Inflamatório.
Síndrome do carcinoma nevóide basocelular .
Ceratocistos.
Carcinomas basocelulares.
Costelas bífidas.
Projeção frontal (hipertelorismo – testa larga).
Gorlin Goltz
→ MISTO - vem de células epiteliais e
mesenquimais.
Tumor odontogênico mais frequente.
Originário de tecidos epiteliais e mesenquimais.
CLASSIFICAÇÃO: 
Complexo (mais comum) e composto. 
Complexo: 
Mais frequente na região posterior de mandíbula,
radiopacidade densa, formas bizarras
(diferentes), limitada por linha radiolúcida fina e
regular (isso da o diagnóstico). Entre raízes, ou
deslocando dentes inclusos.
Tratamento: cirúrgico.
Prognóstico: bom, não tem recidiva.
Composto: 
Mais comum em crianças e adolescentes - 67%
maxila, mais comum na região anterior.
Frequente associação com dentes inclusos .
Tratamento: cirúrgico.
Prognóstico: bom.
Radiograficamente: estruturas semelhante a
dentes, halo radiolúcido fino e regular.
Odontoma
→ Inflamatório.
Hipoplasia ou agenesia da clavícula.
Maxila hipoplásica.
Protrusão mandibular.
Deformidade congênita / associada a
hereditariedade.
Erupção tardia dos dentes permanentes.
Dentes supranumerários.
Disostose cleido craniana
→ Inflamatório.
Número reduzidos de vertebras cervicais ou por
múltiplas hemivertebras fundidas e uma massa
óssea única. 
Assimetria facial, escoliose, dificuldade de
respirar e de engolir, fissura palatina, deficiência
mental e surdez. 
O faraó Tutankhamon tinha comprovados sinais
dessa síndrome
Klippel Feil
→ Inflamatório.
Raro/autossômico dominante.
Osteomas múltiplos ossos da face.
Cistos epidermoides cutâneos.
Fibromas.
Pólipos adenomatosos múltiplos colón e reto
(encaminha para o gastro).
Odontomas múltiplos.
Dentes supranumerários.
Dentes impactados.
Síndrome de Gardner
Tumores
Radiograficamente: Radiopacos, radiolúcidos ou
mistos - mesodérmicos, ectodérmicos e mistos.
Classificação dos tumores: 
MISTOS: Vem de células epiteliais e
mesenquimais. Odontoma, fibroma ameloblástico,
fibro odontoma ameloblástico. 
MESODÉRMICOS: Cementoblastoma benigno,
mixoma odontogênico.
ECTODÉRMICOS: ameloblastoma e tumor
odontogênico epitelial.
→ MESODÉRMICOS
Intimamente ligado as raízes. 
Mandíbula: região de pré-molar e molar.
Pacientes até 30 anos. 
A maioria dos cementoblastomas ocorrem na
região mandibular, associada à raiz dos molares. -
Sem predileção por sexo ou raça. 
Dor muito discreta pode estar associada à lesão,
que em algumas vezes pode causar pequena
deformidade da cortical óssea. 
São caracterizados por uma massa calcificada,
circular, intimamente associada e aderida à raiz
dentária. 
Radiograficamente: linha radiolúcida que delimita
o contorno da lesão
Cementoblastoma benigno
→ MESODÉRMICOS
Lesão multilocular (raquete de tênis).
Difusa, deslocamento dos dentes, reabsorção
radicular, rompimento de cortical óssea. -
Tratamento cirúrgico.
Mixoma odontogênico
→ ECTODÉRMICOS
É um tumor benigno localmente invasivo, o
tratamento cirúrgico deve ter grande margem de
segurança, pois tem muita chance de recidivas.
Características clinicas: 
Crescimento lento e assintomático pode levar a
grandes deformidades faciais. 
Diagnóstico diferencial: 
Queratocisto, mixoma, fibroma ameloblástico,
lesão central de células gigantes.
Todos são assintomáticos.
AMELOBLASTOMA MULTICISTICO
Ou sólido.
Acometem principalmente adultos jovens com
idade de 35 anos, sem predileção por sexo.
Regride pouco.
Tratamento: cirúrgico mais complicado. 
Ameloblastoma
AMELOBLASTOMA UNICISTICO
São encontrados em pacientes mais jovens, com
média idade, na segunda década de vida. 
Remove como um todo, faz a curetagem ou até
Marsupialização, regride pois é único.
AMELOBLASTOMA PERIFÉRICO
É extra-ósseo.
Esse tipo é bem incomum, compondo cerca de 1%
dos ameloblastoma, localizado abaixo da mucosa.
Radiograficamente: o osso adjacente a lesão
pode estar superficialmente erosado. 
Pode acontecer de um cisto ser metade dentígero
e metade ameloblastoma.
As glândulas salivares dividem-se
anatomicamente:
Glândulas salivares maiores: 
Parótidas, submandibulares e sublinguais
Glândulas salivares menores: 
Em média 350 a 500 espalhadas por todas as
mucosas da cavidade bucal, mas principalmente
na mucosa labial inferior e região de palato duro
e palato mole.
Classificação
Localização:
Fica na fóvea submandibular, localizada na
parede interna do corpo do ramo da mandíbula,
sai pelo ducto da submandibular ou ducto de
whartoon, corre paralelo ao milo-hioideo, faz um
“cotovelo” (neste fica saliva parada, por isso tem
mais sialolito), perfura o musculo milo-hioideo e
deságua nas carúnculas submandibulares
localizadas no assoalho bucal lateralmente ao
freio lingual. 
Tipo de saliva:
Produz saliva mista. 
Submandibular
Maior chance de ter sialolito – saliva rica em sais
minerais, cálcio e fósforo.
Sublinguais
Localização:
Porção interna da mandíbula junto a sínfise
mandibular (centro da mandíbula), a saliva chega
até a cavidade bucal por 8 a 12 ductos, sendo que
alguns deles se anastomosam (se juntam) com o
ducto da submandibular, dentre esses temos um
principal (maior) que é o ducto de bartholino. 
Tipo de saliva:
Produz apenas saliva mucosa.
Tipos de saliva
Serosa, mucosa e mista ou seromucosa. 
A saliva das glândulas salivares menores também
não é igual, as produzida na região de palato duro
e palato mole é muito mais mucosa, as de lábio
inferior produzem mais saliva serosa.
Unidade morfofuncional
→ unidade mínima que produz algo.
É o ácino que possui uma forma de ferradura
(isso já consegue produzir saliva). Um conjunto de
ácinos chama-se adenomero. Um conjunto de
adenomero é um lobo glandular. 
A parótida possui três lóbulos, entre eles passa o
nervo facial. Cada lobo tem um ducto intercalar
que se unem formando o ducto principal,
chamamos o conjunto todo de árvore ductal.
Um dos exames complementares utilizado é a
Sialografia, é um exame morfofuncional que vê a
morfologia (anatomia) e função da glândula. 
É feito através de uma radiografia de contraste –
injeta um liquido, o lipiodol, este liquido preenche
toda a arvore ductal e então faz-se a radiografia,
enxergamos toda a glândula preenchida pelo
liquido radiopaco. 
Localização: 
Fica na região parotidea – abaixo e a frente do
pavilhão auricular externo. 
Função:
Atua na produção de saliva, esta entra na
cavidade bucal pelo ducto de stenon – ele vai
paralelo ao musculo masséter, perfura o masséter
e entra na cavidade bucal, desagua na carúncula
parotidea que fica na mucosa jugal na região de
primeiros e segundos molares superiores. 
Tipo de saliva:
Produz apenas saliva serosa.
Parótida
Dar uma gotinha de limão para o paciente e ela
começa a funcionar e expulsa o liquido, tira
outras radiografias pra ver este liquido saindo.
Exemplo: se houver um cisto o liquido não
preenche esta região.
Água – 99,1g%
Sólidos – 900mg%
→ Substâncias inorgânicas 500mg%
→ Substancias orgânicas 400mg%
pH ligeiramente ácido: 
5,75 a 7,05 com média de 6,8.
Volume em condições basais: 
1mL/min.
Componentes inorgânicos da saliva:
Cloreto, bicarbonato, fosfato, iodeto, brometo,
fluoreto, sódio, potássio e cálcio.
Componentes orgânicos da saliva:
Glicoproteínas, amilase, lipase salivar, lisozima,
imunoglobulinas, substancias proteicas solúveis,
albumina.
Composição da saliva
Velocidade normal em adultos: 
1 a 2mL/min. 
Velocidade acentuadamente diminuída:
0,7mL/min.
Sialoquinese ou hipossalivação:
Ou xerostomia, mas não é o correto.
0,7mL/min. 
Sialometria: 
Exame ondese vê o volume de saliva. 
Paciente masca parafina e cospe num potinho
(avalia quantidade de cuspe). 
Componentes inorgânicos da saliva: 
Cloreto, bicarbonato, fosfato, iodeto, brometo,
fluoreto, sódio, potássio e cálcio. 
Componentes orgânicos da saliva:
glicoproteínas, amilase, lipase salivar, lisozima,
imunoglobulinas, substancias proteicas solúveis,
albumina.
Fluxo salivar
Xerostomia
Xerostomia → sintoma
Sialosquese → sinal – vê que o paciente tem
menos saliva
A falta da saliva irá predispor:
Infecções bucais oportunistas;
Candidose;
Doença periodontal;
Cáries, principalmente cervicais (idosos,
geralmente tem mais caries cervicais).
Quase todos ansiolíticos promovem como efeitos
colaterais a hipossalivação).
Efeitos da xerostomia:
Desconforto oral, dificuldade de engolir,
dificuldade de falar, alteração do paladar, difícil
retenção de prótese.
Exames complementares
Serosa, mucosa e mista ou seromucosa. 
A saliva das glândulas salivares menores também
não é igual, as produzida na região de palato duro
e palato mole é muito mais mucosa, as de lábio
inferior produzem mais saliva serosa.
SIALOGRAFIA:
Preenche a árvore ductal com solução
contrastante radiopaca e estimula as glândulas a
trabalharem, e expulsar o líquido. Não usa mais
este exame.
RADIOGRAFIA:
Convencional; Lateral obliqua; Oclusal e
Panorâmica.
Pesquisa de sialolito, calcificação de glândulas.
ULTRASSOM:
Aparelho emite som, este som ecoa e ele capta. É
um exame apenas morfológico, não vê função
temos áreas: hipereucóica (que produz muito eco
– aparecem como regiões mais brancas) e
aneucoica (que produz pouco eco).
CINTILOGRAFIA:
É um exame funcional. Usa pertecnato de sódio +
tecnécio 99 e dá para o paciente, da uma gotinha
de limão (estimulante) e vê a substância entrando
e saindo da glândula. Não vê a forma e sim a
função.
Choque da glândula: histenose da glândula salivar.
Exemplo: tireoide metaboliza iodo, então pra fazer o exame coloca iodo mais tecnécio 99, da para o
paciente e através da cintilografia vê o iodo entrando e saindo da tireoide.
T. C.
T. C. ASSOCIADO A CINTILOGRAFIA
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
CULTURA E ANTIBIOGRAMA
Maior frequência indivíduos do sexo masculino.
Alterações inflamatórias com hiperfunção das
glândulas salivares menores.
Hipersecreção e ectasia (parada de saliva) das
glândulas salivares.
Presença de pequenos pontos avermelhados e
deprimidos, que correspondem ao óstio (orifício)
das glândulas salivares.
Etiologia:
Idiopática (não se sabe)
Tratamento:
Corticoide intra-lesional, seringa de insulina,
corticoide misturado com anestésico.
Dividida em:
Simples → é menos evidente
Glandular superficial (Baelz-Unna)
Glandular apostematosa profunda (Volkmann) →
tem edema de todo o lábio. 
Em todas elas: mucosa inferior edemaciada com
vários pontos avermelhados secretando um
liquido mais espesso, cada um destes pontos
avermelhados é um óstio da glândula salivar.
Queilite glandular
Ou Glandular.
Benigna de caráter inflamatório
Glândula salivar na região de palato duro que por
alguma razão se ulcera - lesão ulcerada no palato
duro, com um ou dois centímetros de diâmetro,
em especial no sexo masculino.
Tratamento:
Remoção cirúrgica.
Etiologia:
Idiopático.
Estomatite nicotínica:
O cigarro cora os óstios das glândulas salivares.
INFECÇÃO
Virulência e quantidade X fatores locais, defesa
humoral e defesa celular.
Fatores locais:
Revestimento epitelial
Secreção (não deixa o microorganismo entrar
pelo ducto) e drenagem
Microbiota
Defesa humoral – imunoglobulinas:
IGG, IGM, IGD e IGE
Defesa celular:
Fagócitos
Linfócitos B e T.
Sialometaplasia
Necrosante
Alterações inflamatórias
e infecciosas
→ Queilite glandular, Sialometaplasia glandular,
Sialoadenites.
→ inflamação da glândula
PAROTIDITE EPIDÊMICA:
Conhecida como caxumba infecção causada por
vírus altamente infectante com período de
incubação de aproximadamente 21 dias.
Geralmente paciente é acometido das duas
parótidas, nem sempre ao mesmo tempo.
Sinais e sintomas:
Halitose, aumento da região (lóbulo da orelha
aumentado), febrícula, prostração ou astenia
(cansaço), dor na região.
Tratamento:
Sintomático e de suporte. Pode dar antibiótico pra
evitar uma infecção secundária bacteriana.
Obs: Cada vírus tem um tropismo (preferencia)
por um lugar do corpo – exemplo, o vírus da
raiva tem preferencia por SN e o da caxumba, por
glândula salivar, se não cuidar, pode ter orquite,
uma inflamação nas gônada. Perdigoto –
gotículas de saliva lançadas ao ar enquanto fala.
Caxumba só da uma vez!
PAROTIDITE AGÚDA SUPURATIVA:
Bacteriana. Ocorre em adultos!
Microrganismo de alta virulência e hospedeiro de
baixa resistência, halitose, febrícula.
Possui história clinica rápida.
Aspectos clínicos:
Presença de secreção purulenta, principalmente
quando se faz ordenha da glândula, febre ou
febrícula, halitose e aumento de volume da
parótida. Pode apresentar dor.
Tratamento:
Antibioticoterapia. Faz antibiograma pra saber
qual antibiótico será o ideal.
PAROTIDITE CRÔNICA:
Ocorre em adultos.
Microrganismo de baixa virulência e hospedeiro
de alta resistência, halitose, febrícula.
Aspectos clínicos:
Presença de secreção purulenta, principalmente
quando se faz ordenha da glândula, febre ou
febrícula, halitose e aumento de volume da
parótida. Pode apresentar dor.
Sialoadenites Tratamento:
Antibioticoterapia. Faz antibiograma pra saber
qual antibiótico será o ideal.
PAROTIDITE RECORRENTE:
Ocorre em crianças, tem as mesmas
características da Parotidite aguda supurativa e
crônica. Porém, nas crianças é mais difícil tratar,
demora meses ou anos! Ela é recorrente, trata e
ela volta. Pode apresentar dor. 
Sub mandibulites:
São todas iguais, porém a da glândula
submandibular, tem secreção purulenta, dor,
edema, pode ter febre. Ocorre em adultos.
Síndrome de Sjogren
É uma lesão autoimune onde os nossos elementos
de defesa não reconhecem algumas células
próprias, principalmente as células das glândulas
lacrimais e das glândulas salivares.
5º a 6º década de vida.
TRÍADE CARACTERÍSTICA:
Cerato conjuntivite seca – olhos secos
Queimação/sensação de corpo estranho → 80%
Dor → 57%
Fotofobia → 53%
Olho vermelho → 50%
Prurido → 33%
Diminuição da acuidade visual → 32%
Xerostomia – boca seca
Sialometria, cintilografia, Sialografia, biópsia de
glândula salivar menor.
Por não ter salivação desenvolve-se:
Distúrbios 
auto-agressivos
→ Autoimune: toda célula tem uma “carimbo”
que marca ela como sendo própria do organismo.
Quando há uma patologia autoimune, o sistema
imunológico não reconhece e acaba ataca as
próprias células do corpo. 
Como trata as lesões autoimunes? Corticoterapia
pra diminuir as defesas do organismo.
Manifestações da xerostomia:
Atrofia das glândulas labiais e papilas linguais →
80%
Ausência de saliva → 90%
Eritema crônico oral com fissuras → 30% a 70%
Estomatites e gengivites recorrentes → 60%
Cáries dentárias graves → 63%
Manifestações sistêmicas extras glandulares:
Atralgias (dor nas articulações) ou artrites
(articulações inflamadas) → 50%
Manifestações renais → 35% (acidose tubular
renal)
Manifestações cutâneas → 30% (purpura
vascular, eritema multiforme)
Quem trata? Reumatologista ou imunologista
trata a síndrome, nós tratamos os sintomas.
Paciente tem que fazer profilaxias mais
frequentes, usar flúor, saliva artificial.
Artrite reumatoide
DIAGNÓSTICO:
Sorologia:
Pesquisa de anticorpos anti-SSA/RO → 55-90% e
anti SSB/LA → 30-70%
Pesquisa de látex → 90%
Eletroforese de proteínas
(hipergamaglobullinemia) → 75% (A eletroforese
separa as proteínas nas suas frações pré-
albumina, albumina, alfa-1-Globulinas, alfa-2-
globulinas, betaglobulinas e gamaglobulinas).
Nenhum destes exames é conclusivo, não dão a
certeza se é ou se não é síndrome de sjögren.
Biópsia:
De uma glândula salivar menor – exame
anatomopatológico da o diagnóstico.
XEROFTALMIA:
Teste de Schimer tipo 1
Teste de Schimer tipo 2
Teste rosa de bengalaRetenção e extravasamento
Fenômenos de retenção/ extravasamento de
muco.
RETENÇÃO DE MUCO:
Quando o ducto da glândula é obstruído, mas ela
continua produzindo saliva, então forma uma
“bexiga”.
Mucocéle: 
É uma bolha de conteúdo cristalino ou azulado
geralmente em mucosa de lábio inferior, pode ter
poucos milímetros. Ocorre em glândulas salivares
menores.
EXTRAVASAMENTO DE MUCO:
Rompimento do ducto, apio invés da saliva sair
pra fora, ela vai proconjuntivo e também forma
bolha, também provoca Mucocéle.
Tratamento: 
Remoção da bolha cirurgicamente.
“Reicidiva”:
No tratamento, na hora da sutura pode pegar
uma glândula vizinha e provocar outra Mucocéle.
Alterações obstrutivas
→ ou sialolito.
Ocorrência:
Submandibular 80%
Parótida 20%
Sublingual – menos de 1%
Cirurgião dentista não pode remover glândulas
maiores! (pode tirar o sialolito, mas a remoção
completa fica pro médico)
Diagnóstico:
Radiografia oclusal, 2 com inclinações diferentes.
Tratamento:
Cirúrgico – captura o sialolito com uma pinça
kelly e faz a incisão.
Aspectos clínicos:
Assoalho de boca inchado, e saliva com gosto
ruim, salgado.
Sialolitíases
Rânula:
Acontece só na glândula submandibular, forma
uma bolha única de conteúdo cristalino em
assoalho de boca. Ocorre por obstrução do ducto.
Tratamento: 
Marsupialização (remove a tampinha da glândula
e faz uma saída nova) – sutura o epitélio da
mucosa no epitélio do ducto, pra não coaptar as
bordas.
Oncocitoma
→ TUMOR BENIGNO
Menos de 1% de todas as neoplasias das glândulas
salivares.
Mais em idosos (55 a 70 anos ao diagnóstico), sem
preferência por sexo.
Indolor, com crescimento lento, e capta tecnécio
(a substância radioativa usada na cintilografia),
aparecendo como nódulo quente (significa que
capta muito tecnécio, fica vermelho) na
cintilografia.
Tratamento: 
Apesar de benigno, pode apresentar potencial
destrutivo, deve ser tratado cirurgicamente.
→ TUMOR BENIGNO
Adenolinfoma ou cistoadenoma papilífero
linfomatoso.
Quase que exclusivamente na parótida e é
responsável por 10 a 15% dos tumores desta
glândula, sendo o segundo tipo mais frequente
das neoplasias benignas das glândulas salivares.
Predileção pelo sexo masculino e é raro em
negros.
Bilateral em 10% dos casos. Geralmente no lobo
superficial da parótida, próximo ao ângulo da
mandíbula.
Capsulado, com superfície lobulada.
Tumor de Wharthin
→ TUMOR BENIGNO
Mais frequente das glândulas parótidas.
90% dos tumores benignos de parótida.
50% de todos os tumores da glândula
submandibular.
Igual prevalência entre os sexos, maior incidência
a partir dos 40 anos.
Raros casos bilateral.
Massa de crescimento lento e indolor na cauda da
parótida.
Alterações no seu ritmo de crescimento podem
significar degenerações malignas.
Margem de tecido glandular normal em sua
ressecção para diminuir as chances de recidiva
(10%).
Médico que opera!
Características clinicas: 
Aumento indolor de crescimento lento,
assintomático. Se houver levantamento do lóbulo
da orelha, tem grandes chances de ser problema
da parótida.
Adenoma Pleomórfico
Tumores das 
glândulas salivares
→ Dos tumores benignos de glândulas salivares
maiores, 80% ocorrem na parótida.
→ Dos tumores benignos de glândulas salivares
menores 50% na G.S.M. do palato.
→ Quase todos os tumores são unilaterais.
Carcinoma
Mucoepidermoide
→ TUMOR MALIGNO.
Tumor maligno mais frequente na glândula
parótida e o segundo na glândula submandibular.
Outros tumores benignos
→ TUMORES BENIGNOS
Adenoma monomórfico;
Mioepitelioma.
5 a 9% de todas as neoplasias salivares e 16%
das neoplasias malignas. Pode atingir todas
as glândulas salivares, inclusive as menores,
onde sua maior incidência é o palato.
Incidência igual entre os sexos, e geralmente
ocorre a partir dos 50 anos de idade, embora
também seja o tumor maligno mais frequente
na infância.
Apresenta-se clinicamente de forma
extremamente heterogênea, refletindo seus
graus de malignidade.
É dividido em alto e baixo grau.
→ TUMOR MALIGNO
→ OU CARCINOMA ADENOIDE CÍSTICO
Prevalência igual entre os sexos.
Maior incidência a partir dos 50 anos de idade.
Representa 6% de todas as neoplasias salivares e
40% das malignas.
Apesar de ser menos frequente na glândula
parótida que o carcinoma mucoepidermoide, é a
neoplasia maligna mais comum na glândula
submandibular e nas glândulas salivares
menores, representando 30% dos tumores da
submandibular, apresenta-se como uma massa
que invade rapidamente os tecidos adjacentes
gerando dor e paralisia facial.
Alta taxa de metástases a distancia, acometendo
os pulmões em 40% das vezes, cérebro em 20% e
ossos 20%.
Tem classicamente 4 padrões histológicos:
cribiforme, tubuloglandular, celular sólido e
cilindromatoso.
Nódulo de crescimento mais rápido.
Cilindroma
Outros tumores malignos
→ TUMORES MALIGNOS
Carcinoma de células acinares.
Carcinoma ex-adenoma pleomórfico.
Carcinoma epidermoide.
As lesões fundamentais são modificações dos
tegumentos determinada por processos
inflamatórios, degenerativos, circulatórios,
tumorais, metabólicos ou defeito de formação. 
Com o conhecimento das estruturas da cavidade
bucal, reconhecendo as mesmas e sabendo de
suas possíveis variações, torna-se mais acessível o
reconhecimento de um processo patológico. 
As lesões fundamentais são descritas de modo a
servir como um marco inicial para a descrição do
processo. (quando se pede pra descrever a lesão,
não é pra falar o nome dela, e sim falar sobre a
lesão fundamental). 
O conhecimento das lesões fundamentais é o
primeiro passo para estabelecermos hipóteses de
diagnósticos. Elas auxiliam a formular estas
hipóteses. 
Definição
A completa descrição de todo o processo
patológico de tecidos moles, além da lesão
fundamental, deverá conter:
Forma: 
Representa a forma geométrica.
Localização: 
Região anatômica.
Coloração: 
Branca, vermelha, enegrecida, acastanhada.
Tamanho: 
Se circular (diâmetro), outras em mm. 
Consistência: 
Branda, consistente, fibrosa, elástica (resistência
frente a palpação).
Base: 
Séssil, quando a base da lesão é maior que o
equador (figurativamente, lembra a forma de
uma montanha).
Como descrever a lesão
Pediculada, quando a base é menor que o
equador da lesão (figurativamente lembra a
forma de um cogumelo).
Superfície: 
Brilhante, opaca, lisa, áspera.
Contorno: 
nítido/difuso, regular/irregular.
Borda: 
Elevada, deprimida.
Número: 
Única, múltipla.
Limites: 
São demarcadas estruturas anatômicas que
cercam a lesão
Diferentes tipos
As lesões fundamentas são dividias em:
Primárias (a lesão original), podendo ser
alteradas por traumatismos, mastigação. 
Secundárias, sendo que estas derivam das
primarias, são decorrentes de modificações que
se associam ou se desenvolvem, nas lesões
primárias previamente estabelecidas (aparecem
consecutivamente às lesões primárias).
Placa
Definição: 
É uma elevação tecidual mais extensa do que alta. 
Característica:
Geralmente tem coloração esbranquiçada. É uma
lesão de tecido epitelial.
Porque é esbranquiçado? 
O tecido epitelial não é vascularizado e é
transparente. A camada de células do tecido
epitelial passam da camada basal, subindo até
chegar a camada córnea e sofrem esfoliação, se
houver nessa superficie um trauma de baixa
intensidade e longa duração, esse tecido epitelial
se espessa.
Pois as células não se esfoliam mais, então ele vai
depositar todas as células ali, formando o que
clinicamente vemos como a placa. 
Manobras de semiotécnica: 
Inspeção, palpação e raspagem para observar se
a placa cede a raspagem. 
Patologias: 
Leucoplasia, hiperqueratose, nevus branco
esponjoso. (hipóteses diagnóstica).
Definição: 
É uma alteração de coloração do epitélio. Sem
elevação ou depressão. 
Coloração, origem da lesão: 
→ Vascular (alteração no vaso sanguinéo, ele
pode estar dilatado, por exemplo nas
varicosidades linguais, ou ainda extravasamento
de um vaso): hipocrômica (menos avermelhado)
ou hipercrômica (mais avermelhado).Puntiforme, realizar vitropressão (vascular
apenas).
→ Pigmentar: exógena (vem de fora, exemplo:
tatuagem por amálgama) e endógena (melanina
ou alguma droga, por exemplo AZT - presente no
coquetel pra tratamento da AIDS.).
Puntiforme, realizar vitropressão (vascular
apenas).
Manobras de semiotécnica: 
Inspeção, palpação, diascopia ou vitropressão
(para saber se é pigmentar ou vascular, neste
visualiza-se os vasos sanguíneos, pressiona-se
uma lâmina de vidro sobre a lesão).
Puntiforme, realizar vitropressão (vascular
apenas).
De origem vascular:
→ Equimose (se for circular, de pequeno vaso).
→ Contusão é uma mancha hemorrágica idêntica,
porém o tamanho é maior (por exemplo causado
por uma mordida).
Patologia: 
Nevus pigmentados ou pigmentar, sarcoma de
kaposim, tatuagem por amalgama, hemangioma
Mancha
Erosão
Definição: 
É o rompimento do tecido epitelial sem a
exposição do tecido conjuntivo.
Características:
Coloração mais avermelhada, geralmente é
assintomática, porém pode ter um pouco de
ardência. 
Sulco: 
É uma erosão retilínea. 
Patologias: 
Líquen plano erosivo, queilite actínica e queilite
angular (ambas no começo, depois podem evoluir
para úlcera).
Manobras de semiotécnica: 
Inspeção e palpação.
Úlcera
Definição: 
Rompimento do tecido epitelial com exposição do
tecido conjuntivo. 
Importante: o Carcinoma Espino Celular que
representa 95% das neoplasias malignas da
cavidade bucal aparece na forma de úlcera. 
Base: 
amolecida ou endurecida Bordas: elevadas,
deprimidas ou destruidas 
Fundo: 
Liso, necrótico (coloração mais acinzentada,
amarelada) ou granulomatoso (coloração
amarelada com vermelha e presença de
grânulos).
Natureza: 
Aguda/crônica.
Evolução/involução:
Analisar se evoluiu ou involuiu.
Halo: 
Eritematoso ou esbranquiçado, circunda a úlcera.
Sintomas: 
Indolores ou assintomáticos, ou extremamente
sensíveis. 
Forma: 
Circular ou oval serpinginos.
Número: 
Única ou múltipla. 
Exemplo: 
Pizza → a base é a massa da pizza (amolecida ou
endurecida), a borda é o que circunda a pizza, o
fundo é o molho de tomate. Fora da borda, tem o
halo que circunda a ulcera. 
C.E.C:
→ base endurecida, pois é infiltrado, infiltra nos
tecidos. Não involui apenas evolui, não cicatriza! é
assintomático em seu inicio. 
Fissura:
É uma úlcera retilínea.
São lesões fundamentais que se diferenciam
apenas pelo tamanho.
Definição: 
Bolha: elevação tecidual de conteúdo liquido
menor que 3mm de diâmetro. 
Vesícula: elevação tecidual de conteúdo liquido
maior ou igual que 3mm de diâmetro.
→ observar tamanho, cor e conteúdo.
→ membrana de revestimento pode ser fina ou
espessa.
→ conteúdo: seroso (soro), pustulosa,
hemorrágicas e salivares (manobra – punção).
Patologias: 
Mucocele, herpes, mononucleose.
Bolha e vesícula
Base: 
Séssil, pediculada 
Consistência: 
Fibrosa, elástica, pétrea (endurecida)
Evolução/involução 
Superfície: 
Lisa, papulomatosa (cheia de papulas). 
Forma:
Crescimento pra fora: exofitico.
Crescimento pra dentro: endofitico.
Patologias: 
Nódulo (ou pápula, se for pequeno) – hiperplasia
fibrosa inflamatória, fibroma, papiloma
Papulomatose → conjunto de várias pápulas
Definição: 
São orifícios na superfície cutânea ou mucosa,
terminais dos trajetos sinuosos que põem em
contato com o exterior focos ou cavidades
supurativas (pus) internas. 
Fístulas
Ambas diferem de tamanho.
Definição: 
Nódulo: elevação tecidual de conteúdo sólido
maior que 3mm 
Pápula – elevação tecidual de conteúdo sólido
menor ou igual a 3mm
Nódulo e pápula
Patologias que aparecem escurecidas, a maioria
aparece como uma mancha. 
As lesões escurecidas da cavidade bucal
apresentam diferentes tecidos adjacentes devido
ao:
→ Denso acúmulo de melanina (por ex. produção
em excesso).
→ Material estranho pigmentado (corpo estranho
levado a região).
→ Aumento da visibilidade dos vasos (distúrbio
vascular, distúrbio da forma anatômica).
Definição
A etiologia das lesões escurecidas está associada
aos fatores fisiológicos (ex. aumento da na
produção de melanina) externos (depósito de algo
na mucosa) e sistêmicos (ex. alteração no vaso).
Fatores endógenos: 
Deposição de hemoglobina, hemosiderina e
melanina.
Fatores exógenos: 
Depositados traumaticamente na submucosa ou
ingerido e absorvidos e distribuídos
hematologicamente para serem precipitados no
tecido conjuntivo.
Origem sanguínea:
Referem-se ao aumento do suprimento sanguíneo
no local dos capilares ou pela proliferação dos
tecidos vasculares (do tecido endotelial, que
reveste o vaso, elas sendo estimuladas, pode
provocar uma lesão escurecida). Lesões de
origem vascular variam de tonalidade, vão de um
vermelho mais vivo até coloração arroxeada. Este
é um fator de origem interna.
Melanina: 
A melanina é um pigmento granular endógeno
variando de coloração, sintetizada nos
melanócitos.
Etiologia
Distúrbios relacionado com essa síntese e
produção apresentam diferentes etiologias.
Coloração varia de castanho claro a um castanho
mais escuro, ou acinzentada, ou mais enegrecida. 
Variações de normalidade
Varicosidades linguais, pigmentação racial
melânica, efélides, língua negra pilosa. 
Efélides:
Aumento da síntese de melanina pelos
melanócitos na camada basal. 
Manchas de coloração acastanhadas que variam
de 2 a 4mm. Está presente na pele e não na
mucosa (conhecidas como sardas).
Melanose por drogas
→ Pigmentação por drogas.
Induzidas pelo uso frequente de drogas que
estimulam a produção de melanina. 
Tais drogas podem ser: 
Antivirais, antimaláricos, imunossupressores
(pacientes que fazem tratamento de AIDS, ex.
AZT). 
Importante na Anamnese saber os antecedentes
mórbidos do paciente. 
Apresenta manchas acastanhadas. 
Não é potencialmente maligna.
Alterações patológicas
Melanose do fumante
Definição: 
Relacionada a componentes do tabaco que
estimulam a produção de melanina. 
Local: 
Predileção pela mucosa gengival vestibular
(maior contato com a fumaça). 
Aspectos clínicos: 
Aparece na forma de uma mancha ou manchas
múltiplas de superfície integra assintomática e
que varia de uma coloração mais acastanhada a
mais enegrecida. 
Nicotina e benzopirenos aumentam a atividade de
produção de melanina, extremamente
relacionados. 
Não é potencialmente maligna.
Definição: 
Representa aumento na síntese de melanina sem
aumento dos melanócitos. 
Etiologia: 
Desconhecida. 
Aspectos clínicos: 
Apresenta-se como uma única lesão que varia de
coloração, não ultrapassando 7mm de diâmetro.
Não tem correlação com raça, não se sabe por
que aparece. 
Local: 
Mais incidente no vermelhão dos lábios. 
Não é potencialmente maligna.
Mácula melanótica
→ Cavernoso: quando há um grande vaso
envolvido (C.D. não atua, pois paciente pode ter
hemorragia).
Manobras de semiotécnica: 
Inspeção, palpação e diáscopia (se for mesmo
hemangioma, vai ter isquemia na área) – só
isquemia se for de origem vascular! 
EXAMES COMPLEMENTARES: 
→ Para grandes lesões: arteriografia ou
ressonância magnética (injetado contraste, e este
percorre toda a veia ou artéria que nutre o
hemangioma até chegar a veia ou artéria
principal) usa pra descobrir se está sendo nutrido
por um grande vaso ou não. 
→ Pequenas lesões: diagnóstico apenas clinico
(diáscopia fecha diagnóstico), faz fotografias.
Porque as vezes ele é tão pequeno que não dá pra
remover material pro exame anatomopatológico.
Características clinicas: 
Mancha, vesícula ou bolha (se tiver dilatado) de
superfície lisa, integra e brilhante e sua coloração
varia de vermelho a arroxeado (origem vascular). 
Origem: 
Pode ter sido um trauma que levou o vaso a se
dilatar. 
Tratamento: 
Esclerose química da lesão. Utiliza: ethamolin,
anestésico e seringa de insulina. Coloca o
ethamolin e o anestésico em partes iguais na
seringa, insere dentro do vaso e aspira – se vir
sangue significa que realmente está dentro do
vaso, então injeta a substância. A quantidade
depende do tamanho do hemangioma, às vezes
precisade três ou quatro aplicações. Remove se
tiver em área de trauma (a não ser que paciente
se negue). Após a aplicação, não desaparece de
imediato... depois de mais ou menos uma semana
a lesão vai sumir. 
Diagnóstico diferencial: 
Equimose, nevus, tatuagem por amalgama,
sarcoma de kaposi. 
Não é potencialmente maligna. 
Definição: 
Considerado uma neoplasia benigna de vasos
sanguíneos (proliferação de vasos, do endotélio),
com dilatação das artérias e veias. Bastante
comum.
EXISTEM DOIS TIPOS: 
Congênitos: 
Referem-se à morfogênese dos vasos na vida
intrauterina, má formação de vasos. 
Adquirido: 
Aparece durante a vida do paciente. Neste, o
cirurgião dentista pode atuar.
O hemangioma adquirido tem uma classificação - 
referente a diferença de diâmetro do vaso em
questão:
→ Capilar: quando há um pequeno vaso
envolvido (C.D. pode atuar).
Hemangioma
2 – Nevo juncional: 
Se a célula névica tiver alojada na camada basal
do tecido epitelial. 
3 – Nevo composto: 
Se a célula névica tiver alojada no tecido epitelial
e no tecido conjuntivo ao mesmo tempo.
→ Fator exógeno.
Definição: 
É uma condição iatrogênica provocada pela
introdução do amalgama no interior dos tecidos.
A prata existente dentro do amalgama mancha as
fibras reticulares do tecido conjuntivo. Em
situações de retro obturações de canais
radiculares, restaurações, coloração cinza-ardósia
(mancha escurecida).
Características clinicas: 
Mancha escurecida que varia de nuances cinza a
cinza escuro, assintomática e de superfície
integra. Pode aparecer no RX periapical, de forma
radiopaca. 
Exames complementares: 
Biópsia.
Manobra de semiotécnica: 
Inspeção, palpação e diáscopia ou vitropressão.
Tratamento: 
Excisão cirúrgica da lesão.
Tatuagem por amalgama
Naevus = marca de nascença.
LESÃO POTENCIALMENTE MALIGNA - pode se
malignizar em seu curso clinico.
Definição: 
Composto por células névicas, é caracterizado por
uma proliferação de células oriundas da crista
neural que migram para a epiderme durante o
desenvolvimento, que são as células névicas.
Classificação histológica: 
Depende da localização da célula histológica.
1 – Nevo intradérmico: 
Se a célula névica tiver alojada só no tecido
conjuntivo.
Nevo pigmentado / nevus
Mudanças clinicas:
Se estiver evoluindo, já malignizou
Sangramentos espontâneos, ardência local,
discreto aumento de tamanho. 
Ocorrência:
→ Intradérmico: 64 a 80% 
→ Composto: 6 a 7% 
→ Juncional: 1% raros 
Local: 
Mais comuns em mucosa palatina, fundo de sulco
e mucosa jugal. O nevo que demonstra maior
atividade é o juncional, tem considerável
tendência de se malignizar. Pois ele está na área
de maior atividade celular. Melanoma tem
predileção pela mucosa palatina
Nevo juncional → malignização → melanoma
→ mudanças clinicas. 
O melanoma é extremamente raro, porém é
muito agressivo e tem potencial de metástase.
Exame clinico: 
Durante o exame físico, realizar manobras de
semiotécnica. 
Características clinicas: 
Mancha enegrecida, acastanhada. Rápida
progressão clinica, pode levar o paciente a óbito
rapidamente.
Manobra de semiotécnica: 
Inspeção, palpação e vitropressão ou diáscopia.
Tratamento Nevo: 
Excisão cirúrgica. Se estiver com características
malignas, remover com margem de segurança.
Etiologia: 
Não se sabe ao certo. Toda lesão escurecida da
cavidade bucal deve ser removida. 
→ HHV8 – HERPES VIRUS HUMANO TIPO 8
Neoplasia branda.
Definição: 
Proliferação de células de origem endotelial.
Etiologia: 
Viral.
Agente etiológico: 
Herpes vírus humano do tipo 8.
Extremamente associado a pacientes com
grandes problemas de imunossupressão (ex.
pacientes com HIV).
Características clínicas: 
Lesões em mucosas e pele (lesões de maior
tamanho). 
Na pele aparece na forma de manchas de
coloração avermelhada com predileção de dorso
nasal. 
Origem vascular – membros inferiores. Lesão
pouco agressiva. 
Aspecto clinico: 
Na cavidade bucal, aparece como uma mancha
vermelha semelhante ao hemangioma.
Tratamento: 
Quando é na pele, o dermatologista que realiza o
tratamento. 
Na boca, o tratamento é feito a nível hospitalar
com intérferon, injeção desta substancia dentro
da lesão para promover uma diminuição do seu
tamanho, utiliza seringa de insulina, aplica até a
lesão desaparecer. 
Exame complementar: 
Biópsia incisional. 
Sarcoma de Kaposi
Linfangioma
Não é uma patologia propriamente dita, é um
distúrbio de desenvolvimento: 
Definição: 
É uma neoplasia benigna de vasos linfáticos,
considerada um distúrbio de desenvolvimento.
Originário de restos de vasos linfáticos oriundo no
processo de formação desses vasos (ainda
durante a vida intrauterina). O 1/3 posterior da
língua, região de amidalas, arcos amidalianos são
regiões onde temos maior concentração de
cadeias linfáticas, é a primeira porta de defesa do
organismo. 
Características clinicas: 
É um nódulo de coloração avermelhada,
arroxeada, aparece na época do nascimento e
com o passar do tempo ele diminui de tamanho
até ficar imperceptível. 
Localização: 
Geralmente no 1/3 posterior da língua no dorso
lingual, pode resultar em sensação de
macroglossia – desconforto.
Tratamento: 
Esperar regressão, proservando. Pode remover
cirurgicamente, porém é um pouco
contraindicado por causa da circulação linfática...
Porém pode fazer se ele estiver aumentado e
incomodando muito. 
Diagnóstico diferencial: 
Hiperplasia fibrosa inflamatória, granuloma (por
ser um aumento tecidual). 
Definição: 
Lesão fundamental – placa.
Classificação: 
Espessamento epitelial, lesões superficiais,
alterações de cor da submucosa. 
Lesões brancas → pois o tecido epitelial não é
vascularizado, apenas o conjuntivo, e a maioria de
suas células são os queratinócitos, então se ocorre
o espessamento da camada córnea, será de cor
branca. 
Definição
Caracteriza-se por apresentar deposição de
material em sua superfície.
Apresenta-se com aspecto opaco e rugoso.
Manobra de semiotécnica: raspagem – ver se
cede ou não.
Normalmente cede a raspagem!
Lesões: candidíase pseudomembranosa,
queimadura química, úlceras em cicatrização ou
que tenha processo necrótico (pseudoplaca, placa
falsa). 
Superficiais
Tratamento: 
A base de antifúngicos. Pode pedir para o
paciente fazer bochecho, passar antifúngico na
prótese, tomar suspensão oral, passar pomada,
comprimido, comprimido semanal, etc. 
Locais: 
Mucosa palatina, mucosa jugal, mucosa retro
comissural, língua, etc. A cândida albicans vive
em equilíbrio, pois faz parte da microbiota, só
manifesta exercendo ação patógena, se houver
algum desequilíbrio na mucosa bucal, como
diabetes, pacientes tratados com radioterapia e
quimioterapia, presença de hipossalivação, etc. E
fatores locais, por exemplo, paciente que usa
prótese total mal higienizada. 
É um marcador de progressão da doença AIDS.
Quando paciente que faz o uso do coquetel
regularmente, e apresenta candidíase, é porque a
imunidade está extremamente baixa, significa
que o remédio não está servindo, precisa trocar.
Pacientes oncológicos que fizeram radioterapia e
quimioterapia, por conta de xerostomia e queda
de resistência, eles são mais propensos a ter
candidíase pseudomembranosa. 
Alterações de submucosa
Há diminuição da vascularização periférica, pela
presença de mais fibras colágenas, tentando
reparar a região. 
A vascularização do tecido conjuntivo da mucosa
é substituída por um tecido menos vascularizado.
Ocorre geralmente em processos cicatriciais, de
reparação, geralmente em ulceras muito
profundas. 
→ Grânulos de fordyce, cicatrizes, fibrose na
submucosa, úlceras profundas. 
Manobra de semiotécnica: 
Raspagem – ceder ou não. 
Etiologia: 
Fúngica.
Agente etiológico: 
Cândida albicans.
Aspectos clínicos:
Recoberta por falsa placa branca que cede a
raspagem. Aspecto rugoso, opaco, semelhante a
nata de leite. Embaixo de cada pseudoplaca tem
uma área erosiva, própria da candidíase.
Diagnóstico diferencial: 
Leucoplasia, hiperqueratose, líquenplano.
Candidíase
pseudomembranosa
Maioria das lesões. Geralmente não cede a
raspagem.
Caracteriza-se pela deposição de queratina.
A queratina adicional produz aparência opaca ao
invés de translucidez.
Manobra de semiotécnica: 
Inspeção, palpação e raspagem (ver se cede).
Lesões: 
Hiperqueratose, leucoplasia, Queilite Actinica,
líquen plano, nevo branco esponjoso,
Leucoedema, candidíase hiperplásica, mucosa
mordiscada. 
Espessamento epitelial Como fazer: - 
Deixar a região áspera com uma maxi ou
minicute.
Pode fazer pequenas retenções (buraquinhos).
Preparar a resina e aplicar na área chapeável da
prótese e levar em posição na boca do paciente.
Remove os excessos com uma lâmina de bisturi.
Isto promoverá alivio na região que está sendo
traumatizada, então aguarda pra ver se a placa
regride. 
Diagnóstico diferencial: 
Leucoplasias, líquen plano 
Etiologia: 
É a resposta do epitélio a fatores irritativos
contínuos de baixa intensidade e longa duração.
Ex. utilização de próteses mal adaptadas, gerando
trauma – estimula o epitélio a se espessar,
formando uma placa esbranquiçada
Características clinicas: 
Placa branca que não cede a raspagem,
assintomática e que dá para relacionar causa e
efeito. Observar se existe trauma local, precisa
procurar qual a causa que promoveu o
aparecimento da placa branca.
Exames complementares: 
Biópsia incisional ou excisional.
Tratamento: 
Remover cirúrgica da placa e remover o trauma.
Também pode: Identificação do trauma →
remoção do trauma → Proservar por 15 dias e
esperar a regressão total ou parcial. Se regredir, é
hiperqueratose. 
Ás vezes não some completamente, então remove
o resto cirurgicamente. Mas sempre tratar a
causa! Por exemplo, se for a prótese, precisa
trocar ela. Se o paciente se negar a remover a
prótese (se ela for a causa do trauma), pode
reembasar a prótese com uma resina SOFT
(macia), mais resiliente, então pode utilizar por 20
ou 30 dias no máximo, isto serve para aliviar a
região do trauma.
Hiperqueratose
Leucoplasia
“leuco” é branco, e “plasia” é crescimento.
Segundo a OMS – “placa branca não removível a
raspagem e que não pode ser classificada clinica
ou patologicamente como outra enfermidade”.
É considerada uma lesão potencialmente maligna
– 1 a 6% - população em geral. Se não houver
fatores genéticos, nem fumo e nem álcool, ela não
sofre transformações malignas. Se for maligna,
haverá Displasia epitelial (variações celulares
anormais no processo de multiplicação das
células do tecido epitelial).
Etiologia: 
Desconhecida, multifatorial, porém sabe-se que
está diretamente relacionada a tabagistas
crônicos associados ao etilismo e também fatores
genéticos (predisposição genética). - 
Álcool associado ao fumo: 80% de probabilidade.
Atuam em sinergismo. 
O álcool promove uma desidratação da mucosa,
deixando-a mais susceptível a trauma. - 
É 6 vezes mais comum em fumantes. 
A principal característica entre as leucoplasias e
outras placas brancas bucais é a presença de
displasia epitelial – a camada basal do tecido
epitelial é a área de maior atividade celular, de
maior replicação (pois a camada córnea é
renovada fisiologicamente, e as células que vão
pra lá, são produzidas na camada basal), ou seja, é
a área de maior propensão para que ocorra um
erro de divisão celular.
Então, por exemplo, o paciente fuma muito e é
etilista, então, os agentes carcinógenos que atuam
no tecido podem alterar alguma divisão celular,
então as células modificadas começam a se
replicar, produzindo mais células modificadas –
padrão de maturação celular patológico,
misturado. A arquitetura do tecido epitelial acaba
ficando completamente comprometida pois
houve mutação nas células, gerando a displasia
epitelial. 
Classificação das displasias epiteliais:
Leve (bem no inicio).
Moderada.
Severa (todo o tecido afetado).
Estas células alteradas levam a formação do
câncer! A displasia é o primeiro passo para
evolução de um carcinoma. 
Displasia epitelial: 
Atipias celulares, aumento de mitoses,
desequilíbrio núcleo-citoplasma, queratinização
celular. 
Leucoplasia → (agentes agindo – fumo e
álcool principalmente) então evolui para →
displasia epitelial → que pode evoluir para →
carcinoma Espinocelular ou carcinoma
epidermóide. 
Muitas vezes a displasia epitelial é vista apenas
por microscopia eletrônica. 
Tratamento: 
Excisão cirúrgica, remove com margem de
segurança. Se o paciente é fumante, observar
principalmente vermelhão dos lábios, mucosa
labial!
Aspecto clinico: 
Placa branca que não cede a raspagem. 
Porém temos 2 tipos de leucoplasias: 
Leucoplasia homogênea: placa branca uniforme,
bem delimitada.
Leucoplasia não homogênea ou heterogênea:
possui áreas nodulares, verrucosas e eritoplásicas
(avermelhadas, erosivas), com maior frequência
de transformações malignas, com semelhança
clinica ao líquen plano (leucoplasia verrucosa
proliferativa). 
Líquen plano
Doença inflamatória muco-cutânea, sendo que as
manifestações cutâneas e mucosas podem
ocorrer simultaneamente ou não.
Histologicamente ocorre a degeneração da
camada do epitélio induzida imunologicamente
após a mediação celular (tentativa de reparação).
Presença de acumulo de linfócitos T na camada
subjacente ao epitélio.
Etiologia: 
Fortemente associado ao estresse, o estresse
desencadeia essas respostas imunológicas.
Diagnóstico: 
Somente biópsia pra descobrir se realmente é
líquen plano. Não medica sem saber o diagnóstico
certo. 
Clinicamente há variedade clinica, classificado
em: - 
Líquen Plano reticular: placa branca em forma
linear que não cede a raspagem, simétrico e
bilateral, - lembrando estrias (estrias de vickham),
rendas e redes.
Líquen Plano erosivo: erosão de coloração
avermelhada, ardência bucal - potencialmente
maligno segundo a literatura. 
Líquen Plano em placa: placa branca que não
cede a raspagem.
Em pele: pápulas de coloração rósea, prurido
(coceira).
Podendo ter as três formas em conjunto no
paciente! 
Diagnostico diferencial: 
Reticular: leucoedema, hiperqueratose.
Erosivo: eritroplasia, candidíase atrófica.
Em placa: leucoplasia, hiperqueratose, nevus
branco esponjoso.
Locais que aparece: 
Mucosa gengival, mucosa jugal, fundo de sulco,
lábio, borda lateral da língua ou na pele em forma
de pápulas.
É controlável, porém em algum momento de
desequilíbrio a patologia volta a se manifestar. 
Tratamento:
É igual para todas as formas clínicas.
Paciente deve estabelecer-se emocionalmente
(procurar uma terapia, fazer algo que ele goste) e
Corticoterapia.
Corticosteróide: Betametasona na forma de
elixir diluído 1 colher de sopa em 1 copo de agua
(bochechos: coloca liquido na boca, preenche
espera 1min e expectora).
Em regiões de erosões pode aplicar Oncilon em
orabase.
Propianato de Clobetasol 0,05% - corticoterápico
feito em farmácias de manipulação. 
Exames complementares: 
Biopsia incisional.
O diagnostico é sempre dado pela biopsia.
Nevus branco esponjoso
Alteração genética, hereditário, herança
autossômica dominante. Importante perguntar
antecedentes familiares do paciente. 
Placa branca irregular que não cede a raspagem,
assintomática.
Na linha de oclusão precisa ser observado se há
aumento tecidual aparecendo ulceras ou erosão
para possível remoção cirúrgica.
Não há tratamento, apenas faz acompanhamento.
Exame complementar: 
Biopsia incisional
Monilíase
Origem/ etiologia: fúngica.
Agente etiológico: Cândida albicans, cândida
tropicalis, glabata.
→ Principalmente em imunodeprimidos e
neutropênicos (pois a Cândida albicans vive em
harmonia com nosso organismo, não produzindo
nenhum maleficio, porém vai ser patogênica
nestas situações de grave imunodepressão). 
O crescimento excessivo da cândida é sempre
superficial, e raro penetrar na intimidade dos
tecidos.
Introdução
Patogênese - fatores que levam a cândida sair do
seu equilíbrio e exercer patogenicidade.
FATORES SISTÊMICOS ASSOCIADOS A
FATORES LOCAIS: 
Hánecessidade destes fatores devido a sua
patogênese fraca.
EXEMPLOS DE FATORES GERAIS SISTÊMICOS:
→ Pacientes diabéticos:
Que tem o fluxo salivar diminuído, pois a saliva é
um lubrificante, é um meio de proteção (possui
imunoglobulinas). A mucosa fica mais susceptível
a trauma e a infecção por cândida albicans.
→ Pacientes que evoluem para AIDS:
A candidíase é um marcador de que o coquetel
não está fazendo efeito, que o sistema
imunológico do paciente está ficando muito
debilitado.
→ Pacientes transplantados: 
Possuem resistência do sistema imunológico
baixa. 
→ Pacientes com câncer bucal: 
Não se alimentam direito, ou até mesmo câncer
em outros órgãos que induzem a queda de
resistência. 
Patogênese
Estes fatores gerais fazem com que a Cândida
que está em um estado de “levedura”, saia deste
estágio e passe para um estágio de hifa (mais
resistente) e exerça patogenicidade infectando a
cavidade bucal. Em pacientes gravemente
debilitados e imunocomprometidos, a infecção
pode estender-se para o trato digestivo -
esofagite por cândida, pode até levar o paciente a
morte se este não procurar tratamento. Porém, de
maneira geral é de fácil tratamento. 
FATORES LOCAIS: 
Uso de próteses, aparelhos ortodônticos, placas de
mordida, uso de chupeta em bebês ou bico de
mamadeira (não tem o sistema imunológico todo
estruturado, ela está se formando ainda).
FATORES PREDISPONENTES DA CANDIDÍASE: 
→ Idade: 
Imaturidade imunológica da infância.
→ Distúrbios endócrinos: 
Diabéticos (fortemente associado).
→ Tratamento prolongado com corticóides: 
Estes medicamentos facilitam a conversão de
glicogênio em glicose aumentando o substrato
(alimento) para o crescimento da cândida, então
ela se desenvolve e prolifera.
→ Xerostomia: 
O ressecamento da mucosa bucal é um fator
(pode ser por um tumor de glândula salivar, uso
de antidepressivo, paciente que trata da tireoide
– usa Puran, um medicamento que provoca
hipossalivação. 
→ Carcinoma Espinocelular:
Debilitado, não se alimenta direito, não consegue
higienizar bem.
→ Pobre higienização bucal.
→ Antibioticoterapia.
→ Quimioterapia e radioterapia: 
Em especial a radioterapia, atua diretamente nas
glândulas salivares, diminuindo o fluxo salivar, e
também diminui a resistência. 
→ Desnutrição.
→ Pós-operatório:
É comum quando faz por exemplo exodontia
seriada para instalação de uma prótese imediata,
e na semana seguinte ás vezes o paciente aparece
com candidíase porque não consegue se
alimentar direito – resistência cai – tem os
pontos, se não higieniza aquilo acumula alimento,
etc. 
→ O uso da prótese: 
Levam a grande capacidade de aderência do
fungo ao acrílico, além da redução do fluxo
salivar na área chapeável e higiene (em especial
quando o paciente usa a prótese a muito tempo,
pois esta fica muito porosa e isso gera a adesão
de fungos). 
A patogênese está relacionada a dois fatores:
Capacidade de transformação da levedura para a
forma de hifa.
Capacidade do microrganismo se aderir aos
queratinócitos da mucosa – é um fator de
virulência.
CANDIDÍASE HIPERPLÁSICA CRÔNICA: 
É uma resposta tecidual hiperplásica, assemelha-
se a leucoplasia, pouco comum na cavidade bucal.
→ Placa esbranquiçada que não cede a
raspagem.
QUEILITE ANGULAR: 
Erosão avermelhada que acomete região de
ângulo bucal, uni ou bilateral, podendo chegar até
em forma de ulceras, pode apresentar incomodo
e ardência. Perda de dimensão vertical.
CANDIDÍASE PSEUDOMEMBRANOSA AGUDA: 
Placa branca que cede a raspagem, com área
subjacente avermelhada, presença de alteração
do paladar (ás vezes). 
Quando raspa e fica só a área avermelhada, então
ela se transforma em uma candidíase atrófica
aguda.
CANDIDÍASE ATRÓFICA AGUDA: 
Erosão de coloração avermelhada, geralmente
está subjacente da pseudoplaca, pode apresentar
um certo desconforto.
Formas Agudas
CANDIDÍASE ATRÓFICA CRÔNICA: 
Encontrado em pacientes com prótese total (que
usam a mesma PT a muito tempo), com
predileção pela mucosa palatina. 
→ Mancha avermelhada assintomática, localizada
em toda área chapeável da prótese, geralmente
sendo um achado clinico. 
Formas crônicas
Candidíase mucocutânea
Acomete pele e mucosa, bastante comum em
pacientes que fazem uso de fraldas. 
Em pele pode ser placas ou manchas, ásperos e
rugosos.
Tratamento
Exames complementares: 
Meio de cultura 
TRATAMENTO: 
antifúngico → gel oral, comprimido, bochechos.
Depende do comprometimento, da intensidade
clinica e da cooperação do paciente.
Protocolo: Nistatina - suspensão oral - de 3 a 5x
por dia, 1 colher de sopa para ½ copo de égua.
Higienização da prótese com sabão neutro e
escova / caso ele durma com a prótese, após
higienizar a prótese, passar Nistatina pura na área
chapeável da prótese e voltar a posição
Cetaconazol: 
Comprimidos 200mg (tem o creme vaginal
também).
Itraconazol: 
Capsulas de 50mg 
Fluconazol: 
Comprimidos de 50/100/150mg
Miconazol: 
Daktarin gel oral -> preferencia de ser passado
apenas na prótese.
Diabético não pode ingerir Miconazol e Nistatina
pois elas possuem açúcar na sua composição. 
→ Pode associar o gel daktarin com a Nistatina.
Na microbiota bucal temos vários tipos de
cândida, entre elas a albicans em uma situação de
equilíbrio do hospedeiro com o agente agressor,
não produzindo nenhum maleficio, quando esse
equilíbrio é rompido ela exerce sua função
patogênica.
Fatores que podem quebrar esse equilíbrio:
diabéticos, HIV positivo, câncer, baixa imunidade,
o CD4 diminui. (sai do estudo de levedura para de
hifa - prolongamentos que penetram no
conjuntivo.
Diagnostico diferencial:
Candidíase atrófica aguda- Líquen plano erosivo.
Candidíase pseudomembranosa- Úlcera de
cicatrização.
Prognóstico: 
Satisfatório.
Mucosa do dorso da língua apresenta sítios de
colonização residual e reservatórios de micro-
organismos.
Observações
Agente etiológico: 
Paracoccidioide brasiliensis (esse fungo
geralmente está em árvores, folhas e terras). 
Etiologia: 
Fungo 
Predileção:
Pelo sexo masculino - na proporção de 25:1.
É vista em pacientes da América do sul incluído
Brasil, Colômbia, Uruguai e Argentina.
Possui alta patogenicidade, é extremamente
agressivo e invasivo. 
Comum em trabalhadores rurais, e pessoas com
hábitos de mascar gravetos, limpar o ânus com
folhas de árvores e até por inalação dos esporos
do fungo.
Introdução Lesão clássica, porém pode aparecer como lesões
infiltradas nodulares. 
Aspecto: 
Úlcera profunda, dolorida, infiltrada, endurecida,
extensa, salpicada por pontos avermelhados.
Pode aparecer também como lesões nodulares
infiltradas, salpicada por pontos avermelhados,
aumento de tecido. 
Características benignas. 
Paciente também apresenta trismo, sialorreia
Diagnostico diferencial: 
Carcinoma Espinocelular, doença periodontal
quando na mucosa gengival. 
Exames complementares: 
Biopsia incisional. 
Prognostico: 
Não muito favorável, depende da progressão da
patologia.
Diagnóstico
Este fungo tem predileção pelos alvéolos
pulmonares, quando ele se aloja no pulmão ele
aparece em “bloquinhos” sendo chamado na
literatura de aspecto de Árvore em Primavera
(tem este aspecto na radiografia).
NA CAVIDADE BUCAL: 
Estomatite Ulcerativa Moriforme:
Aspecto Moriforme – bolinhas da amora.
Estomatite = inflamação na boca.
Característica clínica
Antifúngico - cetoconazol 200mg – 2cp/dia por 6
meses. 
Após um mês já some, porém precisa continuar o
tratamento, senão volta ainda mais forte. 
Esta infecção pode levar a óbito. Após o
tratamento apresenta uma fibrose cicatricial.
Tratamento
Doença de país tropical. 
Vetor: 
Mosquito prego (apenas a fêmea infecta),
“Phebotomus”. 
Parasita: 
Leishmania brasiliensis (se aloja no mosquito, fica
em seu sistema excretor, e quando ele pica, injeta
a Leishmania para o ser humano). 
Doença de notificação compulsória:
Notificar a vigilância epidemiológica. 
Observação:
O mosquito geralmente pica em áreas
descobertas – antebraço, perna, o rosto – ondefoi picado forma uma ulcera denominada pelos
populares de “Ferida Brava” ou “ulcera de Bauru”.
Úlcera dolorida, endurecida, profunda, infiltrada,
que coça muito (prurido). 
Tempo da úlcera:
Essa ulcera permanece de 20-30 dias.
Autocontaminação:
O paciente pode se auto contaminar quando
coçar e leva a mão para outras regiões do corpo 
Introdução
Presença de uma ulcera infiltrada em regiões
descobertas que cicatriza sozinhas, há
envolvimento das cartilagens e mucosa bucal.
Quando há comprometimento da cartilagem
nasal (tem tropismo por cartilagem), o nariz do
paciente abaixa um pouco em altura e há
perfuração da cartilagem nasal, pode apresentar
epistaxe nasal.
Na boca - ulcera infiltrada, endurecida, dolorida,
profunda, mucosa palatina é região de
preferencia. 
Sintomatologia: Dolorida.
Exames complementares: Biopsia incisional e
Reação sorológica de Montenegro (exame
especifico de leishmaniose). 
Características clínicas
Tratamento: feito pelo medico, o SUS fornece o
medicamento (20 injeções intramusculares de
Glucantine), e o CD acompanha a regressão das
lesões intrabucais.
Diagnostico diferencial: blastomicose. 
Prognostico: favorável se diagnosticado cedo.
Tratamento
Etiologia: Bacteriana.
Agente etiológico: Treponema pallidum.
CLASSIFICAÇÃO:
Congênita: A mãe passa para o feto (transmissão
vertical) → a criança nasce com as sequelas do
Treponema pallidum, porém ela não tem a
doença. Se a mãe for tratada até o terceiro mês,
tem 90% de chance da criança não ter sequelas. 
Adquirida: contraído ao longo da vida sexual
ativa.
Introdução
Penetração (por fissuras – ânus, vagina (mais
preocupante, pois não tem a visualização direta
da lesão) ou bucal) do treponema em 2-6
semanas, tem-se a fase primaria é chamado de
cancro sifilítico e tem presença de linfadenopatia
(único sintoma) → ulcera endurecida,
assintomática. 
Onde o treponema penetrou se forma uma lesão e
esta regride espontaneamente.
Sífilis adquirida
FASES DA SIFILIS ADQUIRIDA:
Fase primaria: 
3 a 12 semanas contato (cancro sifilítico).
Fase secundaria: 
2 a 10 semanas (roséola sifilítica). As roséolas
sifilíticas são lesões que marcam a fase
secundária, pequenas pápulas ou manchas
avermelhadas que pegam todo o corpo. 
Na boca, essa fase pode ser bem variada, placas
brancas, úlceras. (nestas duas fases desaparece
espontaneamente depois de um certo tempo).
Fase latente: 
Em media de 10 anos onde não apresenta sintoma
(paciente é portador e transmissor da bactéria).
Fase terciaria ou tardia: 
Muitos anos depois aparece lesões neurológicas e
agressivas. 
Marcado por uma lesão chamada Goma sifilítica
– fase mais comprometedora da sífilis, gera
lesões sistêmicas de comprometimento de órgãos
vitais (lesões oculares, cardiovasculares,
neurológicas).
A partir do 4º mês gestacional.
Sequelas: cegueira, surdez, retardo mental, fronte
olímpica (osso frontal mais alargado), maxila
curta, palato ogival (bem profundo), nariz em sela.
Hipoplasia de esmalte nos molares “em amora”
(aparece pintinhas) e hipoplasia de incisivos -
incisivos em barril. 
Tríade de HUTCHINSON: 
Queratite intersticial (acumulo de liquido dos
tecidos em região de pele).
Surdez.
Hipoplasia de incisivos e molares. 
Sífilis congênita
Todas as fases possuem o mesmo tratamento:
Antibioticoterapia. Penicilina G. Benzatina.
Primária/secundária – 2.400 milhões UI/IM.
Secundária – 7,200 milhões UI/IM.
O medico infectologista que realiza. 
A lesão aparece no local onde houve contato – na
cavidade bucal aparece como uma úlcera
infiltrada e tem regressão espontânea.
São vírus DNA com pelo menos 08 subtipos patógenos conhecidos. Causam manifestações bucais.
Família Vírus Patologia
Herpes
vírus
humano
Herpes simples 1
G.H.A. (gengivo estomatite herpética primária – na gengiva,
em outras regiões é: primo infecção herpética ou infecção
herpética primária – primeiro contato que o individuo tem
com o vírus, desencadeando a resposta imunológica). Herpes
recorrente. 
Herpes simples 2 Herpes genital, herpes bucal.
Vírus varicela zoster 3 Catapora, varicela zoster.
Vírus Epstein – Barr 4 Mononucleose infecciosa e leucoplasia pilosa.
Herpes vírus humanos tipo 8 Sarcoma de Kaposi
Sinal prodrômico: 
Desconforto local, prurido, sensação de
dormência, febrícula, perda de apetite, sensação
de que vai ficar com gripe. 
Recorrência: 
Falha do sistema imunológico. 
A herpes recorrente ocorre exclusivamente no
epitélio queratinizado (mucosa gengival, palatina).
Diferente das ulcerações aftosas recorrentes (não
queratinizado). 
Pode ocorrer na região peribucal.
Diagnóstico diferencial: 
Com ulceração aftosa recorrente, eritema
multiforme, reações de hipersensibilidade. 
TRATAMENTO: 
Controle dos sinais e sintomas. 
Cura através da presença da migração de
anticorpos (quimiotaxia) específicos para a
região.
Antivirais – estágios iniciais.
Analgésicos, antipiréticos e hidratação. 
45 horas do aparecimento dos sintomas.
Uso tópico, pra lesões de lábios recorrentes: 
→ Criança – aciclovir (20mg/kg); famciclovir
(500mg/2xdia/3dias).
→ Adulto – aciclovir (400mg/2xdia/5dias)
famciclovir (500mg/3xdia/5dias).
Sistêmico: 
→ Aciclovir - 400m 3x por 7 dias.
→ Panciclovir - 125mg 2x por 5 dias.
→ Valaciclovir - 500mg 2x por 5 dias.
HSV – DNA, membro da família HHV.
Classificação: 
Existem dois tipos distintos: 
Herpes simples 1 (comum ser adquirido na
infância).
Herpes simples 2.
Os dois tipos diferem no modo de transmissão.
Fase mais infectante: 
Fase vesicular, pois as vesículas estão repletas de
vírus. 
→ HSV 2 – Geralmente por via sexual,
responsável mais por lesões genitais.
O contágio depende da resistência do hospedeiro.
Introdução
Contato direto com a saliva infectada, limitando-
se á orofaringe. Lesões de lábio – “lesões do frio”
e sensação de dormência (pois o vírus segue o
trajeto do nervo trigêmeo, por isso a dormência,
formigamento do lábio).
Manifestações clinicas: 
1º manifestação: Gengivo estomatite herpética
primária (GEHP) – se for apenas na mucosa
gengival, porém em outras regiões (generalizada
na boca) denomina-se primo-infecção herpética
ou infecção herpética primária. 
Aparecem na forma de múltiplas vesículas, elas
coalescem (unem-se) formando uma bolha ou
múltiplas bolhas, esta se rompe formando uma
úlcera e cicatriza. Extremamente dolorida,
paciente não consegue se alimentar. (por conta da
falta de alimentação e higienização, pode ter
candidíase). Quando passa o ciclo do vírus, isto
desaparece completamente.
Tratamento: 
Antiviral que ajuda a diminuir um pouco o ciclo
do vírus. 
Infecção primária (vírus fica alojado no gânglio
trigeminal → entra em fase latente (vírus
adormecido) → Quando a resistência do
hospedeiro cair muito, o vírus pode ser reativado
→ temos Herpes recorrente. 
Herpes vírus humano 1
VIRUS VARICELA ZOSTER
Este vírus fica na raiz espinhal.
Infecção primária:
Varicela zóster.
Catapora.
Infecção recorrente: 
Herpes zóster.
Locais envolvidos mais comuns – face e tronco.
Segue o trajeto do nervo, com envolvimento
dermatológico unilateral.
Herpes vírus humano 3
Histologicamente:
Projeções queratolíticas afiladas – confere um
aspecto clinico peculiar, a leucoplasia pilosa
(“pelos”), são placas brancas retilíneas na borda
lateral da língua, afiladas, só a nível epitelial, que
não cede a raspagem e são assintomáticas. Se não
for nessa região, não é leucoplasia pilosa. Pra ter a
infecção precisa ter o sistema imunológico
deprimido – ex. pacientes portadores de AIDS.
Transmissão: 
Contato salivar. 
Diagnóstico diferencial: 
Leucoplasia, hiperqueratose. 
Tratamento:
Ácido retinóico (pra lesões apenas a nível
epitelial, essa medicação promove uma
“descamação” e lise destas lesões, “queima” as
lesões e estas esfoliam – aplica com cotonete),
aciclovir. 
MANIFESTAÇÕES CLINICAS: 
Em crianças:
Febre, exantemas (manchas pelo corpo todo).
Porta de entrada – vias respiratórias.
Em adultos:
Mialgias (dor muscularPode ser bom, ruim ou duvidoso e para se
qualificar corretamente devem ser avaliadas:
Condições orgânicas do paciente: ex. paciente
tem uma patologia simples, com dando anatômico
pequeno, porém ele precisa operar e não possui
condições orgânicas pra isso. Ou, por exemplo,
paciente precisa se tratar com um medicamento e
tem alergia à ele. 
Dano anatômico: exemplo, uma cárie, o
prognóstico depende muito de sua extensão,
forma, etc.
Dano funcional: ex. uma cárie no molar inferior,
pequena, porém acometeu uma cúspide de
suporte, a vestibular, então o dano funcional é
grande, mesmo o que o dano anatômico seja
pequeno.
Efetividade de recursos terapêuticos
disponíveis: por ex. um paciente se machuca no
meio da floresta e outro próximo a um grande
hospital, o prognostico do segundo é mais
favorável e vista dos recursos terapêuticos
disponíveis.
Colaboração do paciente: se o paciente toma a
medicação corretamente, segue as instruções pós
operatórias certinhas ou não, se ele se comporta
no momento do tratamento. 
Condições emocionais do paciente: paciente
precisa querer se curar, não pode desistir.
Existem patologias que tem origem emocional
(ex. líquen plano). Todas as patologias (menos
câncer e autismo) quando tem preferência por
gênero, preferem mais as mulheres.
Tratamento
Inespecífico - ele fornece um indício diagnóstico
é um dado que por si só não fornece o
diagnóstico, por exemplo um hemograma, ele
mostra que existe alguma alteração, mas ele não
fala nem a patologia e nem a localização desta.
Por exemplo, no caso de uma leucocitose (um
aumento do número de leucócitos), que pode
indicar uma infecção, alergia. Mostra que existe
alteração, mas não mostra nem o que é e nem
onde está. 
Ou follow up.
É o período após o tratamento em que o paciente
será acompanhado durante o tempo indicado
pela doença, no qual todas as possibilidades são
esperadas (cura completa, estado estacionário,
piora e morte).
Cura completa → remissão total dos sintomas
(ex. sinusite, tomou antibiótico e sarou).
Cura clínica → exclusivo de tumores malignos,
quando após 5 anos não há sinais e sintomas.
Estado estacionário → não há piora nem
melhora dos sintomas e sinais.
Estado indeterminado → não há como saber se
houve melhora ou piora (paciente em coma, por
exemplo).
Piora do quadro clínico → houve piora na
patologia.
Sobrevida → tempo de vida após o diagnóstico
da patologia.
Óbito
Proservação
O exame clínico é essencial, exceto em urgências
odontológicas. Sendo elas dor, hemorragia e
infecção (se houver febre, cansaço e dificuldade
de respiração).
Exame clínico é composto por:
Anamnese e exame físico (geral e regional - Extra
Bucal e Intrabucal)
A partir do exame clínico é possível elaborar um
quadro de diagnóstico:
Definição Hipótese de diagnóstico → diagnóstico final →
prognóstico → tratamento → proservação
(exames complementares podem ser feitos em
qualquer parte do processo)
Fenômeno DOR:
Antigamente a maior procura por tratamentos
era causado por dor, hoje devido a mudança no
planos de tratamento (preservação dos dentes),
sistema de saúde público, fluoretação das águas e
tratamentos preventivos houve uma inversão e a
maior procura atualmente é por estética.
Os passos da anamnese são: 
Identificação → queixa principal/duração →
história da doença atual → antecedentes pessoais
→ história da doença → antecedentes mórbidos
pessoais → antecedentes mórbidos familiares →
hábitos e vícios → hábitos higiênicos buco-
dentais → histórico odontológico.
A anamnese é a fase inicial do exame clínico,
onde há a coleta dos sintomas através do relato
livre e espontâneo do paciente.
É necessária a coleta de dados relevantes para o
diagnóstico.
Criar relação de afetividade com o paciente.
Dor pode ser surda, pulsátil, contínua, provocada,
espontânea, lancinante.
Dislalias - alterações vocais de ordem fonológicos
(trocar letras)
Disartrias - alterações de ordem morfológica
(trismo; anquiloglossia - língua presa)
Ao terminara a anamnese lê-se toda a ficha para
ter certeza que está tudo certo.
Introdução à anamnese Uma boa anamnese pode dar a maioria dos
diagnósticos.
Situação familiar - como a pessoa vive ( criança
com problema infeccioso - vive com o avô, mas
passa muito mais tempo com a empregada. Mais
interessante saber sobre a empregada do que
sobre o avô).
Antecedentes familiares - descendência (quais
familiares estão vivos, histórico de doenças).
Empatia → capacidade de compreender o outro
a partir do ponto de vista dele.
Respeito ou aceitação incondicional →
capacidade de aceitar o outro como ele é, sem
crítica ou julgamento dos seus pensamentos,
sentimentos e conduta.
Congruência → capacidade de ser você mesmo
numa relação, sem se esconder atrás de uma
máscara ou fachada.
Confrontação → capacidade de perceber o
comunicar ao paciente discrepâncias e
incoerências em seu comportamento, entre o que
fala e faz.
Facilitadores
PACIENTES ANSIOSOS:
Paciente teme o diagnóstico - esperando por uma
patologia grave, como câncer ou aids.
Paciente tenso, mexe nos dedos ou na roupa,
suspira, umedece os lábios.
Encorajar o paciente a falar de seus sentimentos e
anseios ajuda diminuir a ansiedade.
RAIVA E HOSTILIDADE:
A doença, indisposição e “perda de controle” pode
ser a causa para a hostilidade do paciente.
Neste momento o profissional não pode ter
atitudes que demonstrem relapso, insensibilidade
e incompetência
O profissional deve ter o cuidado não não reagir a
hostilidade, sendo hostil e agressivo com o
paciente. Deve agir de maneira calma e racional
de modo a conquistar a confiança e o respeito do
paciente.
O profissional pode criar uma conexão com o
paciente, incluindo-o para: “juntos resolver o
problema”
CHORO:
Paciente emocionalmente abalado durante a
consulta.
O profissional não deve interromper essa
manifestação, deve mostrar-se compreensivo.
O paciente deve se sentir amparado e
reconfortado neste momento e a consulta
prossegue sem demais prejuízos.
PACIENTES SEXUALMENTE ATRAENTES OU
SEDUTORES:
A tração pode ser provocada por insinuação
proposital do paciente ou partir do profissional.
Deve-se sempre manter o relacionamento dentro
dos limites profissionais.
Após a consulta o profissional deve avaliar quais
as possíveis causas do ocorrido. O paciente
procurava vantagem? Qual? O profissional foi
excessivamente afetuoso ou fez algum
comentário sobre a aparência do paciente? As
roupas e condutas do profissional foram
adequadas?
É necessária uma auto-análise honesta e correção
de postura - caso necessário.
Concreticidade → capacidade de decodificar a
experiência do outro em elementos mais
concretos e objetivos, esclarecendo experiências
que podem ser confusas para o paciente.
Imediaticidade → capacidade de abordar os
sentimentos mútuos que surgem na relação à
medida que aparecem durante a consulta.
SILÊNCIO:
Paciente de difícil comunicação. Pode ser causado
por diversos motivos, tais como: organização de
pensamento; lembrar de detalhes; decidir quais
informações são pertinentes ou até mesmo se
decidindo se confia no profissional.
Algumas vezes o silêncio do paciente pode ser
motivado por alguma pergunta, gesto ou sinal de
reprovação vindo do profissional.
O paciente silencioso também pode assumir um
papel passivo, aguardando as perguntas do
profissional.
Deve-se respeitar estes momentos e encorajar o
paciente à expor seus pensamentos, tentar deixa-
lo confortável com a situação.
PACIENTES PROLIXOS:
O profissional deve ter cuidado nesta situação
para não demonstrar impaciência com o paciente.
Uma solução é deixar o paciente falar livremente
por cerca de 10 minutos e avalia-lo durante esse
tempo no padrão de fala, se é detalhista, ansioso,
se apresenta organização de ideias e raciocínio
lógico.
O profissional deve dirigir o relato para os itens
mais importantes fazendo perguntas objetivas.
PACIENTES COM SINTOMAS MÚLTIPLOS:
Paciente apresenta múltiplas doençasintensa), febre, calafrios.
São sinais prodrômicos. 
Ciclo do Herpes vírus humano tipo 3:
Máculas (manchas avermelhadas) → pápulas
→ vesicopustular (vesículas cheia de vírus) →
(prurido) → crosta → cicatriz.
Infecção primária – (varicela zóster): 
Vírus aloja-se na raiz dorsal dos gânglios
nervosos espinhais.
Latência → reativação = herpes zoster 
HERPES ZOSTER – presença de dor, presenças
de lesões no trajeto do nervo trigêmeo
(facial/oftálmico). Face: região mais comum,
porém na região abdominal e dorsal também
acontece.
Tratamento: 
Antitérmicos, antivirais (Valaciclovir) → valtrex –
2 comprimidos/3x ao dia por 1 semana.
Cuidados: 
Não compartilhar travesseiros, almofadas,
talheres, copos, comida.
EPSTEIN BARR – virulência baixa.
É um vírus linfotrópico (células B) – predileção
por tecido linfoide, por células B.
Vias de transmissão – salivar e via genital.
Porta de entrada do vírus: 
Tecido linfoide da orofaringe. 
Manifestação clinica:
Leucoplasia pilosa – manifesta-se em pacientes
imunocomprometidos.
Região de predileção: 
Borda lateral da língua (região de maior trauma
na boca) no terço posterior e médio ou na região
de tonsilas, região amidaliana (onde tem maior
concentração de tecido linfoide – primeira porta
de defesa do organismo).
Herpes vírus humano 4
Úlcera: 
É uma perda de solução de continuidade com o
epitélio com exposição do tecido conjuntivo
subjacente. 
Vesícula: 
É uma elevação tecidual contendo liquido em seu
interior medindo menos que 3mm de diâmetro.
Bolha: 
É uma elevação tecidual contendo liquido em seu
interior medindo mais que 3mm de diâmetro
Lesões fundamentais
Quando estivermos mediante á uma ulcera,
durante o exame físico intra-bucal deveremos
levar em consideração alguns aspectos:
História da lesão: quando começou e quanto
tempo faz que apareceu.
Duração/evolução: aumentou ou diminuiu a
dor? Aumentou ou diminuiu de tamanho? 
Sintomatologia: se dói ou não.
Verificar presença de fios de sangue na
saliva: CEC tem necrose do tecido, e também
sangramento espontâneo. 
Aspectos clínicos da lesão: (CEC aparece na
forma de uma ulcera e é infiltrado nos tecidos –
importante saber o histórico da lesão). 
É de fundamental importância no estudo das
lesões ulcerativas, sabermos diferenciar uma
ulcera com características benignas e malignas. 
CARACTERÍSTICAS BENIGNAS:
Evolução lenta.
Involução rápida.
Sintomatologia dolorosa.
Pouca tendência ao sangramento.
Rasa e não infiltrada.
Superfície lisa e amarelada.
Forma arredondada.
Halo inflamatório.
Lesões ulcerativas
Base não endurecida á palpação.
Não friável á incisão.
Comprometimento ganglionar com característica
inflamatória.
CARACTERÍSTICAS MALIGNAS
Evolução rápida.
Não involui.
No seu inicio não há sintomatologia.
Sangra facilmente.
Infiltrada e destruída.
Leito com vegetação/necrose.
Sem halo inflamatório.
Base endurecida á palpação.
Friável á incisão (há perda de elasticidade
tecidual – fica frágil e rasga fácil).
Comprometimento ganglionar com característica
tumoral.
Ulcerações aftosas recorrentes
Tem contorno regular.
Etiologia: 
Bases imunológicas.
Disfunção imune local com presença de linfócitos
T. É considerada uma patologia inflamatória
crônica de natureza imunológica. 
A etiologia é multifatorial: “diferentes agentes em
diferentes pacientes” (Neville, 2002).
Fatores desencadeadores: → Associa-se á
infecções bacterianas, deficiência de ferro e
vitamina B12, reações alérgicas, fatores
emocionais , condições endócrinas, fatores
imunológicos (deficiência). 
CLASSIFICAÇÃO CLINICA:
Ulceração aftosa recorrente (UAR) maior.
UAR menor (mucosas não queratinizadas) – afta
vulgar.
UAR do tipo herpetiforme (não tem nada ver com
herpes, o nome é apenas porque clinicamente é
semelhante a herpes). 
UAR MENOR – afta vulgar
Forma mais comum.
Apresentam-se clinicamente, com a presença de 1
á 5, menores que 0,5 cm, na forma oval.
Pseudoplaca amarelada.
Tempo de cicatrização – com 7 dias começa a
involuir e formar a pseudoplaca caminhando
para a cicatrização.
Circunscrita por halo avermelhado,
sintomatologia dolorosa até o 5º, 6º dia, rasa.
Afeta a mucosa não queratinizada com
predileção para assoalho de mucosa e mucosa
jugal. 
UAR MAIOR – é apenas uma úlcera. 
PMNR – Afta de Sutton, é rara de aparecer.
Apresentam-se clinicamente, com presença de
úlcera única, maior que 0,5cm, crateriforme (tem
bases elevadas igual ao CEC).
Tempo de cicatrização.
Fibrose cicatricial/profundidade do processo.
Muito recorrente em pacientes com a defesa
imunológica baixa, as vezes antes da cicatrização
da primeira ulcera, já aparecem mais, paciente
para de se alimentar por conta da dor e diminui
ainda mais a resistência. 
Extremamente doloroso.
UAR DO TIPO HERPETIFORME – a forma
clinica é semelhante a do herpes recorrente.
Pequenas úlceras recorrentes que cicatrizam em 1
a 2 semanas (são várias ulceras).
Agentes etiológicos diferentes e aspecto clínico
diferentes do Herpes vírus humano. 
TRATAMENTO DAS UAR: 
Quatro principais objetivos:
Manejo da dor.
Manejo nutricional: orientar o paciente a fazer uso
de suplementos vitamínicos (sustagem, nutrem,
diluídos em leite ou em água). 
Controle das recorrências: complexo B e vitamina
C auxiliam no processo de reepitelização das
mucosas, tomar vitamina C por alguns meses,
ajuda a diminuir a recorrência. 
Manejo da úlcera: reduzindo a
duração/cicatrização.
→ Corticoterapia.
→ Oncilon em orabase/triancinolona. Modo de
utilizar: não friccionar!! Se não esfarela. Colocar
no dedo e passar de uma vez só para que a
pomada tenha adesão a mucosa (passar antes de
dormir). 
→ Muita dor: anestésico tópico diluído em água.
→ Laser terapia de baixa intensidade também
ajuda a diminuir a dor. 
→ Bochechos com xarope de Betametasona
(0,01%).
→ Betametasona gel (0,05%).
→ Evitar drogas caústicas como: formol,
paramonoclorofenol, alboresil, nitrato de prata –
promovem uma úlcera traumática. 
Pode associar o tratamento; Oncilon + bochecho +
vitamina C.
Úlcera traumática
Quando sofre um trauma com tal intensidade que
faz com que ulcere. 
Etiologia: 
Sempre identificar a causa e relacionar causa e
efeito. 
Existe trauma? 
Se sim, remove o trauma e espera 15 dias e
observar se regride ou não. 
Pode ser por fatores extrínsecos e intrínsecos.
Características clinicas: 
Não tem contorno regular, pois o trauma pode ser
de forma irregular. 
Pode passar Oncilon pra fazer uma camada
protetora. 
Hipersensibilidade
Substância química colocada na mucosa que o
organismo nunca teve contato e pode provocar
uma úlcera. 
Exemplo: resina acrílica + monômero utilizada
para fazer provisórios, pode causar alergia. 
Exames complementares: 
Biópsia incisional da lesão (porque são lesões
difusas).
Tratamento: 
Corticoterapia sistêmica – 20 á 60mg diárias
Medidas de suporte – dieta/ bochechos com
clorexidina ou Betametasona. 
Presença de crosta hemorrágica – precisa
higienizar! 
É uma doença inflamatória aguda de pele e
mucosas, causando uma variedade de lesões
cutâneas. Patologia que se apresenta na cavidade
bucal sob uma expressão clinica muito variável.
Tem inicio abrupto – de um, dois dias, o paciente
aparece com lesões bucais. 
Etiologia:
Imunológica – é imunomediada com deposição
de complexos imunes na microcirculação
superficial de pele e mucosas (Ig). Geralmente
está relacionada com uso de drogas licitas –
antibioticoterapia, sulfas. Quando faz o uso de
uma medicação pela primeira vez e o sistema
imunológico reconhece a droga como algo não
benéfico para o organismo e desencadeia a
resposta imunológica que promove lesões na pele
e mucosa. 
Presenças de fatores desencadeantes: 
Anti-inflamatórios não esteroides, sulfas,
penicilina; progesterona, tratamento
radioterápico. 
Características clínicas:
Polimorfismo clinico, vesículas e bolhas
hemorrágicas.
Inicio abrupto.
Afeta adultos jovens.
Sintomas prodômicos: febre, mal estar, cefaleia,
tosse e doresde garganta, sete dias antes do seu
inicio. • Tem alta sensibilidade, sangramento. 
Lesões eritematosas de pele em 50%.
Lesões em alvo ou Iris – lesão circular. 
SÍNDROME DE STEVENS – JOHNSON: é a forma
mais grave desta patologia denomina-se acomete
pele, mucosas bucais e conjuntiva ocular e órgãos
genitais.
Cavidade bucal: (70%) vesículas que rompem-se
sofrem necrose e desenvolvem para grandes
ulceras rasas e irregulares.
Crostas hemorrágicas na mucosa labial.
Distribuição difusa pela mucosa bucal Presença
de dor, trismo, sialorreia, altamente debilitante.
Eritema multiforme
Pênfigo vulgar
OU DOENÇA DE BESNIER
Não tem nada que promove, começa sem motivo
algum.
Doença auto imune mucocutânea, que provoca a
ruptura e perda da adesão celular da camada
espinhosa, isto confere um aspecto clinico
característico. 
Resultado de auto anticorpos que reagem com
proteínas presentes na camada de queratina. O
próprio organismo não reconhece suas próprias
células.
Perda de adesão celular na camada espinhosa –
fenômeno chamado de acantólise. (PROVA COM
CTZ). Isso gera a BOLHA INTRA-EPITELIAL – a
bolha promove um sinal patognomônico do
pênfigo vulgar.
É o mais comum dos pênfigos.
Bases na imunologia (produção de auto
anticorpos).
A ação citotóxica pode provocar danos cutâneos
e mucosos.
Sua principal característica é a perda de adesão
intercelular (acantólise); 
As lesões bucais são as primeiras que aparecem e
as ultimas que desaparecem! 
A lesão fundamental é uma bolha ou vesícula que
se rompem.
Há fácil sangramento, dor e desconforto.
Se na mucosa gengival – presença de
“GENGIVITE DESCAMATIVA” – se for na mucosa
gengival ela descama, por isso o nome. 
Presença do “SINAL DE NIKOLSKI” (em função da
acantólise). 
Quando tem ulceras na boca e há suspeita de
pênfigo – passa espátula na mucosa e esta
descama inteira, solta o epitélio completamente!
Pois houve a perda de adesão de células, isto fica
ulcerado. Isto se chama SINAL DE NIKOLSKI. 
Pode ter presença da candidíase – pois paciente
não consegue mais higienizar o local. 
Diagnóstico diferencial: 
UAR menor, eritema multiforme, lesões de lúpus
eritematoso. 
Exames complementares: 
Biópsia incisional.
Tratamento: 
Corticoterapia – Prednisona (80 á 150mg).
Manutenção de 10mg. 
Depois da utilização, o médico mantem uma dose
baixa e vai tirando gradativamente o
corticoterápico.
Lúpus eritematoso
sistêmico
A palavra “lúpus” vem de lobo, em função de uma
mancha que ele tem na face. 
Classificação: 
Crônico discóide (mais brando).
Eritematoso sistêmico. 
Definição: 
É uma doença inflamatória crônica,
multisistêmica de etiologia incerta. 
Presença de numerosos auto anticorpos que
reagem com tecido normal (doença autoimune!!).
Não se sabe porque ocorre. 
Manifestações clinicas: 
DTM – pois promove degeneração das
articulações.
Acredita-se que pode estar relacionado a fator
genético – casamentos consanguíneos. 
Fatores infecciosos e ambientais, distúrbios
endócrinos e imunológicos. 
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO SEGUNDO
AMERICAN COLLEGE RHEUMATOLOGY 
(precisa ter pelo menos quatro destes critérios
para fechar diagnóstico). 
1 – Eritema malar – presença de mancha
avermelhada na região malar (nas maçãs do
rosto).
2 – Lesões discóide.
3 – Fotossensibilidade.
4 – Úlceras orais.
5 – Artrite.
6 – Serosite ou pericardite – a membrana que
reveste o coração inflama.
7 – Comprometimento renal - proteinúria –
presença de proteínas na urina.
8 – Alterações hematológicas.
9 – Alterações neurológicas.
10 – Alterações imunológicas. 
Na cavidade bucal:
Úlceras.
Comprometimento das glândulas salivares.
DTM – é uma doença articular. 
Vermelhão dos lábios (ulceras). 
Diagnóstico diferencial: 
Pênfigo vulgar, eritema multiforme. 
Exame complementar: 
Biópsia incisional, exame laboratorial especifico
para lúpus – pesquisa de células L.E. (lúpus
eritematoso). 
Tratamento: 
A base de corticoterápicos – tratamento
multidisciplinar, médico. 
O tumor maligno da cavidade bucal é um
problema de saúde publica, porque tratar um
paciente com câncer é caro! E normalmente após
a doença, ele se aposenta, mesmo se for novo. 
O câncer de boca é uma das principais
localizações anatômicas de câncer em todo o
mundo, estando, em geral, entre as dez neoplasias
mais frequentes. 
Intodução
Dificuldades do diagnostico clinico do carcinoma
espino celular.
Aparências diversas (polimorfismo) – todo
câncer nasce pequeno!
Determinação de risco para cada indivíduo. 
Medo e desconhecimento sobre o problema –
pelo paciente e pelo profissional! 
Educação dos profissionais da área da saúde no
reconhecimento de lesões malignas ou com
potencial de transformação maligna.
Dificuldade de diagnóstico
ESTRATÉGIAS COMUNITÁRIAS DO GOVERNO
AMERICANO:
Promoção de saúde na comunidade em geral.
Uso de flúor (agua, comprimidos, bochechos).
Reforço da higiene pessoal (escova, fio dental).
Programa de prevenção de câncer.
Protetor de boca para times.
ESTRATÉGIAS PROFISSIONAIS:
Aconselhamento para redução do risco de
doença.
Uso de flúor.
Controle de placa.
Detecção precoce da doença e controle.
Fabricação de protetores bucais.
ESTRATÉGIA INDIVIDUAL:
Estar informado sobre estratégias.
Uso de flúor.
Higiene pessoal.
Evitar tabaco e álcool.
Usar protetores bucais e capacete.
Diagnóstico do Carcinoma Espino Celular.
EXAMES:
Convencionais: 
Citologia esfoliativa e biopsia.
Modernos: 
Marcadores → exame de sangue, caso paciente
tenha muito p53 (marcador) a chance dele ter
câncer é muito grande (componentes no sangue).
Imunohistoquimica → realiza biópsia, coloca o
fragmento no formol, manda pro laboratório –
cora com corantes especiais. 
Biologia molecular → estuda o DNA da célula.
Diagnóstico CEC
Prevenção câncer bucal
Mutações
A massa tumoral resulta da expansão clonal de
uma única célula que sofreu um dano genético →
cópia fiel de uma célula com defeito, que se
multiplica perpetuando esse defeito. 
Mutações no genoma de células somáticas.
Para isso acontecer devemos ter esses
fatores:
Fatores exógenos (ambientais, cigarro, álcool,
radiação, trauma, componentes químicos).
Fatores endógenos (predisposição genética).
Após mudança do genoma das células, pode
acontecer duas coisas:
Ativação de oncogenes (genes que aumentam a
chance do câncer).
Inativação de anti oncogenes (antioncogenicos: ou
matam a célula com defeito ou consertam a
célula, para ter cancer esse antioncogenico deve
ser desativado).
O que faz o gene supressor de tumor P53? 
Ou ele repara a célula, ou se ele não conseguir, a
célula defeituosa realizará apoptose. Cada
oncogene da um diferente tipo de câncer.
Ex: EGFR – Carcinoma Espinocelular.
Fator genético: 
Pacientes que tem parentes com carcinoma
espino celular de boca apresentam risco 3 vezes
maior em ter CEC também.
Proto-oncogenes: 
Genes que controlam a proliferação e
diferenciação celular.
Genes supressores de tumor: 
Inibem o crescimento celular anormal e
bloqueiam a transformação maligna.
Regulam o crescimento celular e bloqueiam o
crescimento anormal.
Contribui para o câncer perder a função dele
Temos mais ou menos 12 genes supressores de
tumor.
Principal → P53 (é um gene supressor de tumor):
mutação mais comum no câncer humano, ele
estimula a apoptose.
OCONGENES
Atuação: Pontos específicos da replicação
celular.
Fatores de crescimento: hiperexpressão c-sis
(PDGF).
Receptores de fatores de crescimento:
hiperexpressão c-erB2 (fator de prognóstico).
Proteínas transdutoras de sinais: ativação
constante- ras.
Proteínas de transcrição nuclear: ativam a
proliferação.
Para converter-se em oncogênes, os
protooncogenes devem ser ativados, por: 
1 – substancias químicas.
2 – radiações.
3 – algum vírus.
ONCOGENES – mais de 1000 Principais: rãs, C-
MYC, C – ERB-B-1.
Biologia tumoral Fatores exógenos
Radiação solar.
CIGARRO: 
20 minutos após parar de fumar:
Pressão arterial e frequência cardíaca voltam ao
normal.
Temperatura das mãose dos pés a nível normal.
8 horas depois de fumar:
Estabilizam-se as concentrações sanguíneas de
monóxido de carbono e de oxigênio.
Não há mais nicotina circulando no sangue.
48 horas após parar de fumar:
Melhora significativa no olfato e no paladar.
1 a 3 semanas após parar:
Melhora na disposição física.
Melhora a circulação sanguínea.
A função pulmonar aumenta em até 30%.
5 anos após parar de fumar:
Em 5 a 15 anos o risco de derrame cerebral fica
reduzido ao mesmo de um não fumante.
O risco de câncer de boca, garganta, e esôfago
chega a metade do risco de um fumante.
10 anos após parar de fumar:
A taxa de morte por câncer de pulmão chega à
metade da de um fumante.
Células pré cancerosas são substituídas por
células normais. 
Sobre parar de fumar - taxa de recidiva:
Até 3 meses: 57,5%.
Entre 3 e 6 meses: 19,4%.
Entre 6 meses e 1 ano: 17,1%.
Após 1 ano: 1,5%.
ÁLCOOL
Ação do álcool no desenvolvimento do câncer:
Aumento de permeabilidade das células da
mucosa e semi mucosa aos agentes
carcinogênicos, devido ao efeito solubilizante do
álcool
Agressão celular produzida pelos metabólitos do
etanol, os chamados aldeídos.
Deficiências nutricionais secundárias ao consumo
crônico do próprio álcool.
Diminuição dos mecanismos locais de defesa.
O álcool e o fumo são sinérgicos (um potencializa
o outro) em relação ao câncer. Alcoolismo e
tabagismo associados o risco relativo ao cancer
bucal é potencializado drasticamente sendo 141,6
maior que em pacientes que não fumam nem
bebem. 
Os filhos da droga
Cigarro (nicotina):
Os filhos de mulheres que fumam durante a
gestação nascem menores e com peso baixo.
Está provado que o cigarro provoca problemas no
coração do recém-nascido.
Álcool:
Grávidas alcoólatras te bebes com alteração no
formato do rosto e membros mais compridos. 
O álcool também causa problemas no fígado, rim
e coração. 
Cocaína: 
Se usada na gestação pode fazer com que as
crianças nasçam pequenas, com peso muito
abaixo do normal, tamanho da caixa craniana
menor e retardamento mental.
Também gera crianças agitadas e irritadiças. 
Lesões cancerizáveis
Potencial de malignidade.
Leucoplasia.
Queilite Actinica.
Nevus.
Líquen Plano. 
A leucoplasia:
A Queilite Actinica e o líquen plano, quando tem
transformação maligna eles se transformam em
carcinoma espinocelular ou carcinoma
epidermóide. 
O nevus se transforma em melanoma. 
Processos proliferativos
não neoplásicos
A lesão fundamental dos processos proliferativos
é um nódulo ou pápula.
Os processos proliferativos não neoplásicos
podem ser confundidos com patologias que
apresentam-se na forma de nódulos como por
exemplo as neoplasias benignas, devemos assim
saber suas características clínicas. 
1 – Processo proliferativo não neoplásico:
A (um tecido qualquer) → sofre injuria, se
prolifera e → A’ (produz um tecido novo). 
→ Aumento celular onde as células são iguais as
de origem, com aumento do número celular e
componente inflamatório (presença de células
inflamatórias) – isso clinicamente gera a
inflamação.
2 – Neoplasia benigna:
→ Aumento celular onde as células são iguais as
de origem, com aumento do número celular e
SEM componente inflamatório. 
Na neoplasia benigna, no tecido denomina o seu
nome. Ex.: de tecido adiposo – lipoma.
3 – Neoplasia maligna:
→ Aumento celular onde as células são diferentes
das de origem, com variados graus de
diferenciação celular.
TUMORES BENIGNOS TUMORES MALIGNOS
Linfonodos podem não
estar presentes
Linfonodos rugosos,
fixos
Lesão fundamental:
pápula ou nódulo
Lesão fundamental:
úlcera (maioria)
Não há sangramento Sangram facilmente
Evolução lenta Evolução rápida
Respeita estruturas
subjacentes
É infiltrativo e não
respeita estruturas
TUMORES BENIGNOS TUMORES MALIGNOS
Elástico/fibroelástico
Friável – perda da
elasticidade
Presença de capsula
fibrosa (limitada)
Não possui cápsula –
destrutiva
A maioria dos tumores malignos que acomete a
cavidade bucal é o CEC.
Os processos proliferativos não neoplásicos
apresentam-se geralmente sob a forma de
nódulos, sangrantes (não todos, apenas um) e
exofiticos (crescimento pra fora), não sendo
submucosos. 
Processos proliferativos não neoplásicos –
presença do componente inflamatório! 
Os traumas mais frequentes na cavidade
bucal são classificados em: 
Traumas de alta intensidade e instantâneo (ex.
um soco). 
Traumas de baixa intensidade e longa duração
(ex. prótese).
Histologicamente:
A presença de tecido de granulação e tecido
fibroso inflamado. 
O trauma crônico causado pela prótese total irrita
o tecido conjuntivo submucoso, pode ocorrer
reabsorção do rebordo alveolar e perda de
retenção da prótese. 
As hiperplasias fibrosas inflamatórias mais
antigas possuem mais tecido fibroso do que
tecido inflamatório, são mais róseas, mais
consistente à palpação. 
As mais recentes possuem mais tecido
inflamatório e são mais elásticas.
Características clínicas: 
Depende do grau de inflamação local.
Lesão fundamental: 
Será sempre um nódulo róseo a avermelhado,
superfície lisa e brilhante se não houver trauma
em cima da hiperplasia.
Hiperplasia fibrosa
inflamatória
Definição:
É um aumento tecidual reacional (em reação a um
trauma/estimulo). 
Etiologia: 
Trauma de baixa intensidade e longa duração
(agentes físicos). 
Podem estar associados a excessos de
restauração gengival. 
Próteses com câmara de vácuo. 
O uso da prótese com o passar dos anos perde sua
adaptação/retenção, e os tecidos bucais ficam
sujeitos á alterações anatômicas. (a prótese deve
ser substituída de 5 em 5 anos). 
Hipossalivação – mucosa fica mais susceptível a
traumas, pois está menos lubrificada. 
Presença de trauma crônico.
Também é hiperplasia fibrosa inflamatória, só
tem esse nome por conta da sua forma clinica.
Também conhecida como papilomatose protética,
localizada na mucosa palatina. 
Acomete de 3 á 4 % dos pacientes.
Projeções papilares – aparece como múltiplas
pápulas na mucosa palatina ou na mucosa de
rebordo alveolar, quando joga jato de ar, elas se
“abrem”, se movem. 
Tratamento:
Remove uma pápula pra mandar pro exame
anatomopatológico, e fazer no resto mucoabrasão
com uma broca de aço (pode ser a maxicute ou
multilaminadas) e desgasta as pápulas. 
Não tem como suturar, então cicatriza por
segunda intenção – a mucosa se reepiteliza.
Antes da cirurgia – um passo importante que
pode ser feito, é reembasar a prótese com
lysanda. 
Hiperplasia papilar
palatina
Tratamento das hiperplasias fibrosas
inflamatórias: 
Remoção do trauma + remoção cirúrgica do
trauma e confecção de uma prótese nova se esta
for a causa. 
Pode estar associada com a presença da cândida
albicans. 
Diagnóstico diferencial: 
Relação de causa e efeito.
Neoplasias benignas – geralmente, observar se se
adapta ao contorno da prótese. 
Lipoma, fibroma, fibroma ossificante periférico. 
Tratamento – remoção cirúrgica:
 Hiperplasias por câmara de vácuo – preenche a
depressão da prótese com lysanda, coloca em
posição, deixa a hiperplasia diminuir de tamanho
pra fazer uma cirurgia menor e menos
traumática. 
Associado a candidíase.
Reembase da prótese.
Mucoabrasão – para as hiperplasias papilares
Confecção de nova prótese. 
Hiperplasia Linfóide
reacional
Regiões onde a presença de tecido linfoide é
maior (arcos amidalianos, úvula, terço posterior
da língua, borda lateral de língua – primeira
barreira do organismo contra agentes
agressores). 
Estes tecidos podem sofrer reações inflamatórias
por agentes irritantes manifestando-se por
aumentando teciduais. 
No terço posterior da língua temos papilas
foleadas e estas podem estar aumentadas, este
aspecto clinico denomina-se hiperplasia linfoide
reacional, pode ser bilateralmente ou
unilateralmente; 
Clinicamente, apresenta-se como um grupamento
de tecido linfoide localizada na região póstero
lateral da língua na região das papilas foleadas
que se irritadas tornam-se aumentadas. 
Granuloma piogênico
Etiologia: 
É umaumento tecidual em reação á uma resposta
inflamatória local.
É uma reação excessiva do tecido por vários
agentes etiológicos.
Presença de proliferação de tecido de granulação.
Presença de tecido endoepitelial proliferativo
ricamente vascularizado com mínimo suporte de
colágeno. 
Na palpação ele é mais amolecido e sangrante por
conta de sua composição. 
Apesar do nome, o granuloma piogênico não
contém pus e sim é um tecido altamente
vascularizado.
Características clínicas: 
Principal região anatômica é a mucosa gengival
Papila interdental Episódios de sangramento
Nódulo flácido e vermelho (tecido endoepitelial
vascularizado).
Granuloma gravídico – epúlides gestacional
(granuloma piogênico em grávidas).
Aparecimento no final gestacional pela presença
da taxa de estrogênio – nítida interferência. 
Se na hora da excisão cirúrgica da lesão, esta não
for retirada completamente, pode ter recidiva.
Tratamento: 
Remoção cirúrgica e identificação do trauma.
Curetagem do periósteo:
Se tiver na mucosa gengival, certificar-se que não
ficou nenhum tecido. 
Diagnóstico diferencial: 
Hiperplasia fibrosa inflamatória, fibroma
ossificante periférico (FOP), lesão periférica de
células gigantes.
Radiografia periapical: 
Pode ser solicitada para ver se há reabsorção
óssea (quando em rebordo alveolar). 
Essa lesão tem alto percentual de recidiva, então é
necessário que na remoção cirúrgica faça-se uma
curetagem eficiente, removendo com margem de
segurança. 
Tratamento: 
Remoção cirúrgica e curetagem óssea Recidiva de
12 a 37% dos casos.
Sua origem está relacionada ao ligamento
periodontal ou periósteo.
Etiologia: 
Trauma de alta intensidade, exodontias recentes
(por exemplo, se deixar um remanescente dental
na hora da exodontia). 
Presença de células precursoras de periósteo com
presença de osteoblastos e osteoclastos oriundos
do tecido de origem.
Características clinicas: 
Localização mais frequente, coloração típica,
aspectos radiográficos quando acomete regiões
desdentadas (erosão na forma de taça). 
Também aparece sob a forma de um nódulo
assintomático de crescimento autolimitado, pode
ser séssil ou pediculado, superfície integra, lisa,
brilhante, originário da região de ligamento
periodontal ou rebordo alveolar (cels percussoras
para o seu aparecimento). 
Coloração típica: 
Vermelho arroxeado. 
Comprime e causa discreta reabsorção do
rebordo, uma erosão em forma de taça. 
Consistência a palpação: 
Bem endurecido.
Lesão periférica de
células gigantes
Queilite actínica
1886 descrita e considerada lesão cancerizável.
1923 relacionou a etiologia com exposição solar,
hoje se sabe que os danos são provocados pela
radiação ultravioleta B (UVB).
Percentual de transformação maligna → 12% a
20%.
Clinicamente:
Descamamento, ressecamento (100%), fissuras,
adelgaçamento do vermelhão, eritema, edema,
áreas esbranquiçadas, falta de limites na linha de
transição entre vermelhão e pele, crostas, perda
de elasticidade, áreas leucoplásicas, ulcerações e
sangramento.
Primeiras manifestações:
Eritema e edema.
Estágio avançado:
Estágios mais avançados áreas leucoplásicas e
ulcerações. 
Alguns autores ainda classificam como aguda e
crônica.
Aguda – forma inicial, desaparece sozinha. Pode
sumir e voltar. 
Crônica – não desaparece sozinha. Quando
chega a fase de crosta, está cronificando –
remoção cirúrgica. Pode haver transformação
maligna.
Histológicamente
Histologicamente:
A leucoplasia é igual a hiperqueratose – pra
diferenciar – remove o trauma. Dos tumores da
cavidade bucal, o melanoma tem o pior
prognóstico – cresce rápido e tem alto potencial
de metástase.
Carcinoma in situ – inicial, ainda não atingiu o
tecido conjuntivo, esta apenas no tecido epitelial.
Carcinoma invasivo – já atingiu o tecido
conjuntivo. 
Leucoplasia – displasia leve/moderada/severa e
depois carcinoma in situ.
Observar: 
Úlceras que não cicatrizam, crescimentos
teciduais, imobilidade da língua ou dificuldade de
fala, abalamento dental, alterações de cor, laivos
de sangue (filamentos de sangue sem causa
aparente). 
Fatores de risco: 
Idade superior a 40 anos, sexo masculino,
tabagistas crônicos, etilistas crônicos, má higiene
bucal, desnutridos imunodeprimidos, dieta pobre
em vitaminas proteínas e minerais, dieta rica em
gorduras e álcool. 
Fatores a observar Determinantes do
prognóstico
I– TIPO HISTOLÓGICO:
Quanto mais indiferenciado o tumor, maior
alteração, maior rapidez de multiplicação, mais
curto o curso clínico, maior rapidez de
metástases, pior prognóstico. 
Classificação de BRODERS: 
Baseado em graus de diferenciação
Grau I – sobrevida maior, disseminação tardia e
lenta.
Grau II – infiltração maior, disseminação + rápida,
menor sobrevida.
Grau III – rápida infiltração e disseminação com
prognóstico agravado.
Grau IV – disseminação rápida e infiltração
extensa, com prognóstico pobre.
II – SEDE OU LOCALIZAÇÃO ANATÔMICA:
Lábio > Assoalho > Mucosa jugal > Pilar + retro-
molar > Gengiva > Palato > Língua (por ordem de
gravidade).
Frequência de metástases: 
Língua (1/3 posterior) > Assoalho > Língua (2/3
posteriores) > Gengiva inferior > Mucosa bucal e
labial > Gengiva superior > Palato duro.
III – SER PRIMÁRIO DA CAVIDADE BUCAL OU
METÁSTASE DE OUTRO SITIO
IV – ESTADIAMENTO CLINICO:
TNM – Tamanho do tumor, número de Nódulos
palpáveis, número de Metástases. 
V – RECIDIVA APÓS TRATAMENTO:
Quando aparece novamente a lesão, mais difícil
de tratar. 
VI – ESTADO GERAL DO PACIENTE.
VII – CONDIÇÃO PSÍQUICA:
Paciente que quer viver, vive mais tempo. 
Inicial – ideal de diagnóstico.
Exteriorização - mais frequente.
Final ou de caquexia (fraqueza, sem energia).
O câncer tem um metabolismo intenso, requer
muita energia. 
Diagnóstico precoce → quanto mais precoce é o
diagnóstico, mais fácil é o tratamento e com
menores sequelas. 
Aspecto radiográfico de tumor ósseo – roído
de traça
Fases de evolução
Carcinoma:
Tumores de tecido epitelial (ex. adenocarcinoma,
carcinoma espinocelular).
Sarcoma:
Tumores de tecido conjuntivo (ex.
Osteossarcoma).
Sarcomas são mais raros na cavidade bucal, pior
prognóstico que o carcinoma, ele é
radioresistente (resistente a radioterapia).
Sarcomas aparecem como manchas endurecidas
que vão aflorar ou ulcerar após estarem
desenvolvidos. 
O CEC começa como uma lesão ulcero-vegetante.
Se fizer biópsia no estroma da lesão vem tecido
necrótico, biópsia no parênquima da lesão. 
Nomenclaturas
VIII – EFETIVIDADE DE RECURSOS
TERAPÊUTICOS DISPONÍVEIS.
Estado dental:
Score de avaliação
QUANTIDADE DE CALCULO DENTAL PONTOS
Ausente 0
Discreta 1
Moderada 2
Intensa 3
PLACA BACTERIANA PONTOS
Ausente 0
Discreta 1
Moderada 2
Intensa 3
ASPECTO PONTOS
Bom 0
Cáries (lesões em esmalte ou dentina) 1
Exposição pulpar (cáries com
destruição coronária)
2
Abcesso ou fístula 3
PONTUAÇÃO OBTIDA PROCEDIMENTO
000
Orientações gerais sobre
cuidados odontológicos
001 - 003
Profilaxia de placa e
polimento dental
PONTUAÇÃO OBTIDA PROCEDIMENTO
010 - 033
Raspagem radicular e
polimento dental
100 - 133
Selamento em massa –
raspagem radicular (sn)
200 - 233
Extração ou endo –
raspagem radicular (sn)
300 - 333
Extração dentária –
raspagem radicular (sn)
Tipos de tratamento:
Cirurgia, radioterapia, quimioterapia,
imunoterapia (dar condições ao organismo para
ele combater o câncer), hormônioterapia.
Quimioterapia
Medicamentos que interrompem a divisão celular.
1 – Curativa: objetiva conseguir controle
completo do tumor.
2 – Adjuvante: quando se segue a cirurgia
curativa.
3 – Néo adjuvante ou prévia: indicada para se
obter redução parcial do tumor e permitir uma
complementação cirúrgica ou Rxt (radioterapia).
4 – Paliativa: melhora qualidade de sobrevida e
mínima os sintomas. 
Fatores de risco pra quimioterapia:
Má higiene oral, nutrição, presença prévia de
xerostomia, infecções pré existentes,
mielosupressão. 
Complicações da mucosite:
Causada pela quimioterapia. Dor, desnutrição,desidratação, infecções (oral e sistêmica),
sangramento oral. 
Tratamento: 
Enxaguantes bucais.
Xerostomia:
Se alimenta mal, ↓ fala, ↓ saúde oral e dos
dentes, ↓ qualidade de vida. 
Pode ser utilizada em caráter:
Exclusivo: 
Apenas esta modalidade terapêutica é
empregada, devido a vários fatores, como
radiossensibilidade tumoral, inoperabilidade,
ausência de resposta à quimioterapia, etc. 
Adjuvante: 
Quando a radiação é associada a uma ou mais
comumente a duas modalidades terapêuticas
(cirurgia e quimioterapia), onde a ordem das três
irá variar de acordo com cada caso,
proporcionando ao paciente melhor chance de
cura ao mesmo tempo em que evita cirurgias
mutilantes, quais tem péssimo impacto na
funcionalidade e no psiquismo do individuo. 
Curativo: 
Empregada com sucesso em tumores
radiossensíveis e/ou em estados precoces.
Paliativo: 
Alivio principalmente de queixas álgicas como é o
caso das metástases ósseas. Também
perfeitamente utilizada em metástases cerebrais
ou em tumores localmente avançados, onde o
objetivo principal é o alivio sintomático e não
mais a cura. 
A radiação provoca radiolise – quebra da
molécula de água, temos então hidrogênio e
oxigênio livre, na hora de recombinar pode dar
H2O2 que é água oxigenada – letal pras células.
Tipos: 
Teleradioterapia – aparelho emissor a distancia
(provoca menos sequelas).
Braquiterapia – aparelho está em contato.
O tipo e actinoterapia depende de fatores
relacionados ao tumor:
Localização.
Grau histológico.
Extensão do tumor.
Comprometimento das estruturas anatômicas.
Envolvimento ganglionar.
Estágio da lesão. 
Radioterapia TIPOS DE TELERADIOTERAPIA:
Convencional (SUS).
Tridimensional: requer a utilização de
tomografias, programas sofisticados de
computação, e modelagem do feixe de radiação. -
Modulação de intensidade do feixe (tem mais
ou menos 3 no brasil): (IMRT) que permite isolar
perfeitamente a área do tumor a ser tratada,
possibilitando o aumento da dose de radiação
com menor efeito sobre as células sadias.
FATORES COMPLICADORES DA RXT:
Reprodução celular.
Tecidos normais limitantes.
Medula espinal, quiasma e nervo óptico.
Tecidos normais muito sensíveis.
Mucosa da cavidade bucal.
Glândulas salivares. 
O tecido ósseo também é muito sensível a
radiação.
EFEITOS DA RXT NA PELE E NA BOCA:
Epiderme: bronzeamento e epilação (os pelos da
pele na região atingida não crescem mais).
Cavidade bucal: cárie de radiação, xerostomia,
mucosite, perda de paladar (agelsia),
osteorradionecrose. A importância da prevenção
da ORN.
HIPOGEUSIA – diminuição do paladar:
Máxima intensidade por volta da sexta semana
de tratamento.
Inicio de retorno por volta do quarto mês pós-
término. 
CÁRIE DE RADIAÇÃO: 
A radiação mexe na dentina – locais onde o
esmalte é fino, é mais afetado (cervical e incisal
dos dentes), são rápidas.
Ação sobre os odontoblastos, diminuindo a
capacidade de produção de dentina reacional.
O esmalte também sofre alterações, tornando-se
vulnerável à cárie.
Diminuição acentuada do fluxo salivar.
Modificação das características da saliva (pH).
Inabilidade de remineralização do esmalte.
Desenvolvimento de microrganismos
cariogênicos.
Mudança na microbiota bucal.
Placa bacteriana torna-se altamente acidogênica.
Aumento progressivo de S. mutans, lactobacillus e
candida.
Características clinicas: 
Apresenta dois cursos de evolução distintos:
Pouco tempo após a RXT e progressão rápida.
Grande intervalo após RXT e progressão lenta. 
TRATAMENTO: 
Tratamento odontológico restaurador
convencional.
Tratamento endodôntico.
“Sepultamento” da raiz (faz a endo, corta o dente
na altura da gengiva).
Exodontia - NUNCA REALIZAR EXTRAÇÃO EM
PACIENTE IRRADIADO NA REGIÃO DE CAVIDADE
BUCAL (RISCO DE OSTEORRADIONECROSE).
Efeitos deletérios da radiação: 
Cárie de radiação, mucosite, xerostomia. 
OSTEORRADIONECROSE:
Acomete principalmente a mandíbula.
Radiograficamente perda de trabeculado ósseo e
reabsorções com alterações escleróticas.
Principal fator desencadeante é a exodontia (não
é o único).
O organismo não repara, pois o osso, os vasos
estão alterados. 
Não tem mais capacidade de regeneração.
XEROSTOMIA:
Ocorre em 60 a 88% dos pacientes irradiados.
Sialodenite temporária (24 a 72 horas).
Alteração da saliva (10 a 20 Gy).
Xerostomia (acima de 40 Gy).
8% do fluxo diminuído.
MUCOSITE RXT 
Ocorre após a 2º semana de Rxt.
Sobretudo em mucosa jugal, assoalho, palato mole
e borda lateral de língua. 
GRAUS DE MUCOSITE:
Grau 1 – Eritema com lesões assintomáticas.
Grau 2 – Eritema com ulceras dificultando
ingestão de sólidos.
Grau 3 – Eritema com ulceras dificultando
ingestão de líquidos.
Grau 4 – Ulceras confluentes sem possibilidade
de alimentação. 
Braquiterapia: 
Proteção aos tecidos circunvizinhos sadios.
É um crescimento tecidual inútil ao organismo.
São encapsulados e não resultam metástases. No
interior destes tumores encontramos células
maduras e representativas do tecido de origem.
Neoplasias de tecido conjuntivo! 
Nomenclatura: 
Tecido de origem + sufixo “oma” = nome da
neoplasia.
Ex. fibras = fibroma adiposo = lipoma glândulas
salivares = adenoma.
Podemos classifica-los em:
Epiteliais (são superficiais).
Mesenquimais: São encapsulados, não
resultando em metástases. É auto-limitado,
crescimento lento, aumentam de tamanho até um
certo ponto.
Intodução Público:
Adolescentes femininos 11-13 anos.
Meninas expostas a vacina induz 10 vezes mais a
produção de anticorpos.
Classificação clínica:
Quatro formas: papiloma escamoso, condiloma
acuminado, verruga vulgar e hiperplasia focal.
Papilas do tecido epitelial (não tem origem no
tecido conjuntivo). 
Etiologia: 
Papiloma vírus humano HPV.
Subtipos: 
Aproximadamente 200; porém na cavidade bucal
os subtipos 6 e 11. 
Incapaz de penetrar na mucosa sendo necessário
microtraumas. (precisa de microtraumas para
entrar em uma mucosa e se instalar; a mucosa
oral tem muitos microtraumas.).
Pelo menos 13 subtipos de HPV são considerados
oncogênicos. Dentre eles os subtipos 16 e 18 são
considerados de risco oncogênico presente em
70% dos casos de câncer de colo de útero. 
Sua transmissão ocorre por contato direto de pele
e mucosa infectada (microtrauma, exodontia,
implante, manicure etc). A principal forma de
transmissão é a via sexual, mas não é a única
forma de transmissão.
Papilomas
Papiloma escamoso
Definição: 
Proliferação benigna do epitélio escamoso
estratificado. Presença de projeções epiteliais
digitiformes (prolongamentos) ou verruciforme.
Aspectos clínicos: 
Agrupamento de múltiplas pápulas de superfície
verrucosa com projeções epiteliais de coloração
rósea (papilomatose). Ou nódulo exofiticos de
consistência amolecida indolor, pediculada com
numerosas projeções epiteliais de coloração
branca. 
Etiologia: 
Viral. Taxa de infectuosidade baixa 3% de todas
as lesões bucais. 
A via sexual de transmissão é a mais comum
porém não é a exclusiva! Em especial, com
crianças. 
Transmissão:
Através do sexo oral, compartilhar comida, etc.
Crescimento limitado – tem pequenas dimensões..
As lesões papilomatosas múltiplas podem se
malignizar virando um CEC.
Aspectos/características clínicas: 
As lesões que possam vir á coalescerem são
denominadas de PAPILOMATOSES. 
Tratamento: 
Excisão cirurgia ou utilização de ácidos – ácido
tricloracético (ATA) que promove uma esfoliação
dessa pápula, “queima” a região, porém por ser
muito agressivo não é muito indicado. 
Diagnóstico diferencial:
Fibroma, hiperplasia fibrosa inflamatória.
Apenas transmitido sexualmente. 
Definição: 
É uma proliferação do epitélio estratificado
escamoso da genitália, região perianal e cavidade
bucal. 
Etiologia: 
DST – HPV 11,53 e 54. 
As lesões são grupamento de múltiplas pápulas e
a região mais acometida é a cabeça do pênis,
denominadas popularmente de crista de galo.
Características clinicas: 
Transmissão através de contato sexual.
Período de incubação de 3 meses.
Apresenta-secomo massas exofídicas, róseas e
bem demarcadas.
Tendem á ser maiores que os papilomas.
Condiloma acuminado
Hiperplasia epitelial focal
Etiologia: 
HPV – 13 e 32 É caracterizada pela proliferação
local do epitélio escamoso local.
Aspectos/características clinicas: 
Apresenta-se como múltiplas pápulas envolvendo
mucosas labial, jugal e lingual, consistentes,
aglomeradas e espraiadas por toda a mucosa, de
coloração rósea. 
Não é localizada. 
Tratamento: 
O ácido tricloracético tem uma indicação precisa,
ele queima a lesão, necrosa o epitélio, este esfolia
e reepiteliza novamente. 
Etiologia: 
Papiloma vírus humano tipo 2,6 e 40.
Muito infectocontagiosa (bem mais que o
papiloma escamoso). 
Características clinicas: 
Acomete outros locais como a pele –
extremidades dos dedos da mão e do pé e região
da face. 
Acomete frequentemente crianças. 
Pápulas indolores, com superfície rugosa sendo
que as lesões cutâneas podem ser amareladas.
Crescimento de pequeno tamanho.
Tratamento: 
Excisão cirúrgica, e quando na pele é
encaminhado para o dermatologista. 
Diagnóstico diferencial: 
Papiloma escamoso, fibroma, hiperplasia fibrosa
inflamatória. 
Verruga vulgar
Fibroma
FIBROMA IRRITATIVO
É a neoplasia benigna mais comum da cavidade
bucal.
Aspectos/características clinicas: 
Nódulo mais frequentemente localizado na
mucosa jugal ao longo da linha de oclusão de
superfície lisa e coloração rósea. Assintomático, a
não ser que ele cresça até a região de oclusão,
ulcere e fique sintomático. 
Diagnóstico diferencial: 
Hiperplasia fibrosa inflamatória, Mucocéle (porém
tem conteúdo liquido), lipoma, papiloma. Realizar
exame anatomopatológico. 
Tratamento: 
Excisão cirúrgica – anestesia a distância e por
baixo da lesão passa a agulha para que ela
insufle, e realizar as incisões semilunares. 
Lipoma
Definição: 
É uma neoplasia benigna de origem mesenquimal
de etiologia incerta composto por gordura.
Apresentam-se encapsulados, sendo o sítio mais
comum a mucosa jugal, língua e assoalho bucal
Tem sua origem no tecido conjuntivo.
Diagnóstico diferencial: 
Hiperplasia fibrosa inflamatória, fibroma,
papiloma
Características clinicas: 
Nódulo de consistência branda indolor e
coloração ligeiramente amarelada, assintomático.
O crescimento pode ser endofitico ou exofitico.
Quando coloca no fixador da biópsia (formol 10%)
ele boia. 
Diagnóstico através do exame
anatomopatológico.
Tratamento: 
Excisão cirúrgica. 
Não tem taxa de recidiva
Tratamento: 
Não trata o linfangioma, apenas proserva, pois a
tendência é que ele diminua com o passar dos
anos. 
Porém, se atrapalhar a função opta-se pela
remoção cirúrgica. 
Diagnóstico diferencial: 
Hemangioma, hiperplasia. 
Hemangioma
Definição: 
Proliferação de vasos sanguíneos. Caracteriza-se
por um crescimento rápido com proliferação de
células endoteliais seguida por involução gradual.
Clinicamente: 
Nódulo, bolha, pápula ou mancha. Realizar
vitropressão ou diáscopia - isquemia. 
Tratamento: 
Esclerose química com ethamolin. 
Diagnóstica diferencial: 
Se for mancha – tatuagem por amalgama,
equimose, nevus pigmentado. 
Linfangioma
Definição:
Neoplasia benigna de origem vascular linfática.
Região de dorso lingual – proliferação dos
linfáticos.
Etiologia desconhecida.
São classificados como tumores benignos
hamartomatosos dos vasos linfáticos.
Acredita-se também que possa ser uma
malformação e desenvolvimento por um vaso
linfático que não se comunica com o restante.
Diminui com o passar do tempo. 
Caracteristicas clinicas: 
Massa nodular localizada geralmente no dorso de
língua no terço posterior.
Predileção em cabeça e pescoço ocorrendo em
75% dos casos. 
Adenoma pleomórfico
É um tumor benigno de glândulas salivares,
acomete glândulas salivares parótidas
submandibulares e menores. 
Apresenta crescimento lento e assintomático.
Na cavidade bucal sua maior incidência é o palato
mole e 1/3 posterior do palato duro. 
Etiologia incerta.
Derivado de uma mistura de elementos ductais e
mioepiteliais. 
Características clinicas: 
Nódulo de superfície lisa, róseo, o crescimento é
exofitico porém é um pouco submucoso, então,
endofitico também. 
Consistência amolecida. Quando se aloja em
glândulas salivares, ele pode comprimir alguma
estrutura nervosa e provocar parestesia do local.
Exames complementares: 
Biópsia e punção por aspiração com agulha fina.
Tratamento: 
Excisão cirúrgica. 
Se estiver na glândula parótida, é o cirurgião
cabeça e pescoço que faz. 
Diagnóstico diferencial: 
Tórus.
DA mucosite é uma complicação estomatológica
comum em pacientes que passam por radioterapia
na região da cabeça e do pescoço, que pode variar
de um desconforto por conta dos eritemas difusos
a úlceras doloridas que podem ser isoladas,
agrupadas ou coalescentes, ocorrendo de 7 dias a
10 dias após a sessão de radioterapia.
A) Certo
B) Errado
Odontologia - Estomatologia - Instituto Americano de
desenvolvimento (IADES) - 2018 - Escola Superior de
Ciências da Saúde - DF (ESCS/DF) - Médico
Multiprofissional
Um paciente de 44 anos de idade, mulato, com
histórico de diabetes e câncer de mediastino, está
em tratamento em uma unidade de oncologia,
com sessões de quimio e radioterapia. Por causa
da condição de saúde geral, ele apresentava
cansaço, falta de ar e dor no tórax. Relatou perda
de peso e muita sensibilidade nos dentes que
ainda possuía.
Com base no caso clínico, julgue os itens a seguir.
A presença de osteorradionecrose deriva, na
maioria dos casos, secundariamente ao trauma
local, independentemente da dose de radiação, de
remanescentes dentários ou do tipo de
tratamento. 
A) Certo
B) Errado
Questão 1
Odontologia - Estomatologia - Instituto Americano de
desenvolvimento (IADES) - 2018 - Escola Superior de
Ciências da Saúde - DF (ESCS/DF) - Médico
Multiprofissional
Um paciente de 44 anos de idade, mulato, com
histórico de diabetes e câncer de mediastino, está
em tratamento em uma unidade de oncologia,
com sessões de quimio e radioterapia. Por causa
da condição de saúde geral, ele apresentava
cansaço, falta de ar e dor no tórax. Relatou perda
de peso e muita sensibilidade nos dentes que
ainda possuía.
Com base no caso clínico, julgue os itens a seguir.
Questão 2
Odontologia - Estomatologia - Instituto Americano de
desenvolvimento (IADES) - 2018 - Escola Superior de
Ciências da Saúde - DF (ESCS/DF) - Médico
Multiprofissional
Uma paciente jovem, com histórico de trombose e
hipertensão pulmonar grave, fazendo uso de
oxigenoterapia domiciliar, procurou um serviço
odontológico por causa de fortes dores nos dentes
31 e 41, além de presença de edema no palato da
região do dente 26. No exame radiográfico, foi
observada uma extensa área de perda óssea
vertical nos dois elementos inferiores, com nível
ósseo apenas no ápice dentário. No dente 26, foi
observada rarefação óssea no ápice das raízes
mesial e palatina. A paciente faz tratamento com
vários medicamentos de uso contínuo, como anti-
hipertensivo, anticoagulante e diuréticos.
Com base no caso clínico apresentado, julgue os
itens a seguir.
Se a paciente retornar, dias depois, com extensa
úlcera no palato, essa será devida à queimadura
provocada pelo uso excessivo de gelo no palato
para aliviar o edema. A prescrição de antibiótico e
anti-inflamatório prevenirá infecções e aliviará a
dor local.
A) Certo
B) Errado
Questão 3 
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia/assunto/estomatologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia/banca/iades
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia/banca/iadeshttps://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia/ano/2018
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/orgao/escola-superior-de-ciencias-da-saude-df-escs-df
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/orgao/escola-superior-de-ciencias-da-saude-df-escs-df
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
Odontologia - Estomatologia - Instituto de Estudos
Superiores do Extremo Sul (IESES) - 2017 - Instituto
Geral de Perícias - SC (IGP/SC) - Perito Criminal
Na proteção do complexo dentino-pulpar para
cavidades muito profundas e com exposição e
sangramento pulpar, o material de proteção de
melhor escolha é:
A) A perda de dentes, especialmente os
anteriores, pode causar distúrbios fonéticos.
B) Deformidade permanente relacionada a dano
estético só deve ser avaliada quando existe
interesse indenizatório.
C) Quando há prejuízo somente em próteses ou
nos dentes destas, porém resultantes de
agressões, trata-se de um dano à coisa associado
à lesão corporal.
D) Tratamentos odontológicos realizados nas
lesões, previamente ao exame pericial, invalidam
a perícia.
Questão 4
Odontologia - Estomatologia - Fundação de Estudos e
Pesquisas Sócio-Econômicos (FEPESE) - 2017 -
Prefeitura de Fraiburgo - SC - Odontólogo (20 H)
Um paciente de 42 anos de idade, sexo masculino,
compareceu à unidade básica de saúde relatando
dor na mucosa bucal. Ao exame clínico,
observaram-se áreas com ulcerações distribuídas
na mucosa jugal. Numa manobra semiotécnica, o
cirurgião-dentista realizou uma firme pressão
lateral com uma gaze em área da mucosa jugal
livre de ulceração e aparentemente normal. Ao
procedimento, observou a formação de uma
bolha.
Diante dos achados clínicos, assinale a alternativa
que indica a mais provável doença que o paciente
apresenta.
A) Pênfigo Vulgar
B) Lúpus Erimetatoso
C) Líquen Plano-Reticular
D) Epidermólise bolhosa
E) Doença de Behçt
Questão 5
Odontologia - Estomatologia - Comissão Permanente
do Vestibular / UFRN (COMPERVE) - 2017 -
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) -
Odontólogo
A maioria das neoplasias malignas da cavidade
oral é ocasionada por lesões orais potencialmente
malignas, presentes por um longo período de
tempo. Em geral, o desconhecimento da
população sobre essas lesões e seus fatores
etiológicos contribuem para sua incidência.
Muitos dos agentes associados ao
desenvolvimento do câncer de boca também
estão envolvidos no surgimento de lesões
potencialmente malignas. Dentre as lesões orais
potencialmente malignas mais prevalentes,
destacam-se a leucoplasia e a eritroplasia, cuja
prevenção deve se basear no controle
A) Da infecção pelo HPV.
B) Do tabagismo.
C) Da exposição crônica à radiação solar.
D) Das deficiências nutricionais.
Questão 6
Odontologia - Estomatologia - Fundação Getúlio
Vargas (FGV) - 2015 - TJ/RO - Analista Judiciário
A halitose pode ser considerada um problema
social, com prevalência relativamente alta na
população. Sobre a etiologia dessa afecção bucal,
é correto afirmar que:
A) O odor desagradável do hálito se origina
principalmente de compostos sulfídricos voláteis,
especialmente sulfeto de hidrogênio,
metilmercaptana e dimetilsulfeto;
B) A queilite angular, que acomete pacientes
portadores de próteses totais acrílicas é fator
etiológico para a halitose;
C) A ingestão de álcool resulta na produção de
compostos sulfídricos voláteis;
D) Patologias gastrointestinais como a hérnia
gástrica e a esofagite de regurgitação são causas
muito frequentes de halitose;
E) A diminuição do fluxo salivar (xerostomia)
ocorre em decorrência da halitose.
Questão 7
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
Odontologia - Estomatologia - Fundação Getúlio
Vargas (FGV) - 2015 - TJ/BA - Analista Judiciário
Paciente adulto, fumante, chega ao consultório do
estomatologista queixando-se de alteração de cor
na língua, sensação de náusea e algumas vezes
gosto desagradável na boca. Ao exame clínico
verifica-se alteração na linha média anterior às
papilas circunvaladas, espalhando-se para as
margens lateral e anterior da língua, que se
apresenta com as papilas alongadas e de
coloração acastanhada. 
Tais características levaram o estomatologista ao
diagnóstico de língua:
A) Bífida
B) Escrotal
C) Presa
D) Fissurada
E) Pilosa
Questão 8
Odontologia - Estomatologia - FUNDATEC Processos
Seletivos (FUNDATEC) - 2013 - Prefeitura Municipal de
Nova Roma do Sul - RS - Cirurgião Dentista
Considerando os processos osteomielíticos dos
ossos gnáticos, analise as assertivas abaixo:
I. Na maioria dos pacientes com osteomielite
supurativa aguda, um tratamento antibiótico
suficiente e apropriado elimina a infecção e afasta
a necessidade de intervenção cirúrgica.
II. O material biopsiado de pacientes com
osteomielite supurativa crônica, revela um
componente de tecido mole significativo, que
consiste em tecido conjuntivo fibroso inflamado
subagudo ou crônico, preenchendo os espaços
intertrabeculares do osso.
III. O fragmento de osso necrótico que se separa
do osso vitalizado é denominado sequestro ósseo.
IV. A osteomielite esclerosante difusa acomete
quase exclusivamente os adultos e apresenta-se
primariamente na maxila.
Quais estão corretas?
Questão 9
A) Apenas I e II.
B) Apenas II e III.
C) Apenas I, II e III.
D) Apenas II, III e IV.
E) I, II, III e IV.
Odontologia - Estomatologia - FUNDATEC Processos
Seletivos (FUNDATEC) - 2013 - Prefeitura Municipal de
Nova Roma do Sul - RS - Cirurgião Dentista
__________________ apresenta-se, do
ponto de vista radiográfico, como uma área
cística na borda da mandíbula, região da loja
submandibular, sempre abaixo do canal
mandibular e representa uma cavidade óssea que
pode incluir tecido da glândula submandibular.
Assinale a alternativa que completa
adequadamente a lacuna acima.
A) Cisto de Stafne
B) Cisto ósseo aneurismático
C) Cisto residual
D) Cisto ósseo traumático
E) Ceratocisto odontogênico
Questão 10 
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia
01. B
02. C
03. C
04. A
05. A
06. B
07. A
08. E
09. C
10. A
Gabarito
11. 
12. 
13. 
14. 
15. 
16. 
17. 
18. 
19. 
20. 
21. E
22. B
23. A
24. B
25. A
26. E
27. B
28. D
29. A
30. A
31. E 
32.
33.
34.
35.
36.
37.
38.
39.
40.
41.
42.
43.
44.
45.
46.
47.
48.
49.
50.
1. C
2. A
3. C
4. D
5. A
6. A
7. A8. A
9. C
10. D
11. A
12. C
13. D
14. C
15. E
16. D
17. A
18. B
19. D
20. C
21. E
22. B
23. A
24. B
25. A
26. E
27. B
28. D
29. A
30. A
31. E 
32.
33.
34.
35.
36.
37.
38.
39.
40.
41.
42.
43.
44.
45.
46.
47.
48.
49.
50.orgânicas
ou problemas emocionais.
Por diversas vezes aumenta pequenos sintomas
com o objetivo de dar importância a sua doença e
ou ganhar a simpatia do profissional.
Deve-se ficar atento para não menosprezar
sintomas reais e valorizar sintomas exagerados,
que não irão auxiliar na obtenção do diagnóstico.
Comportamentos comuns 
NACIONALIDADE
Importante não apenas pela ocorrência de
patologias mais frequentes em determinados
países , mas também como hábitos alimentares
(peixe cru para orientais e alimentos mais
gordurosos nos países nórdicos).
PROFISSÃO
É importante a verificação não só da modalidade
de trabalho como também das condições locais e
jornada (surfista - queilite actínica).
Obs: O único item no qual não é obrigatória a
presença do cirurgião dentista é a identificação
pessoal. O cirurgião dentista obrigatoriamente
atua a partir da queixa do paciente.
NOME
O nome deve ser completo, sem abreviações, para
o cadastramento do paciente.
SEXO
A determinação do sexo (masculino e feminino) é
importante uma vez que certas patologias tem
maior ocorrência em determinado gênero, o que
auxilia muitas vezes na elaboração do
diagnóstico. Exemplo: o Líquen Plano e úlcera
aftosa em mulheres e paracoccidioidomicose e
carcinoma espinocelular em homens.
IDADE
Dada faixa etária apresenta maior incidência de
determinada patologia. O aspecto físico geral
pode dizer muito sobre o estado geral de saúde,
aspectos psicológicos e condições de vida.
RAÇA
Determina-se raça por negra (melanoderma),
branca (leucoderma) ou parda (feoderma). Pode-
se ainda colocar raça amarela (orientais) e
vermelha (indígenas).
NATURALIDADE
Anotar a região de procedência do paciente. O
Brasil por ser um país continental, apresenta
áreas endêmicas de certas patologias, como a
Leishmaniose na região da cidade de Bauru ou a
Hanseníase na região do Amazonas.
ENDEREÇO
O registro do lugar onde o paciente possa ser
encontrado é fundamental, caso haja necessidade
de retorno do mesmo para complementação de
um diagnóstico ou tratamento, ou para
acompanhamento de um processo de cura ou
controle do seu estado local e geral.
ESTADO CIVIL
O estado civil classifica-se como: solteiro, casado,
viúvo ou separado e sua definição é importante
pois pode definir neuroses por desajustes
conjugais. Além disso inúmeras patologias estão
associadas à promiscuidade e à ausência de
parceiros fixos, levando a uma suscetibilidade
maior de doenças infecciosas.
Identificação do paciente
A queixa principal é a informação do motivo que
levou o paciente a consultar o cirurgião-dentista.
Em geral, essa queixa é registrada segundo as
palavras do paciente, podendo demonstrar, por si
só, a natureza da doença.
Queixa principal
A história da doença atual resulta no histórico
completo e detalhado da queixa principal
apresentando toda a sua evolução e
sintomatologia. As perguntas devem ser
propostas de forma mais clara e simples possível,
procurando orientar o paciente a recordar e
ordenar os fatos ocorridos desde o inicio da
doença até o momento atual. Presença e alteração
da dor. Fatores com relatos. Como começou e
como evoluiu, tratamentos prévios para essa
doença.
LOCALIZAÇÃO E IRRADIAÇÃO 
Precisa, vaga, superficial, profunda.
CARÁTER E INTENSIDADE
Surda, em queimação, pontada, pulsátil, uniforme,
lancinante.
EVOLUÇÃO
Recorrente, episódio único, ocorrência diária,
contínua, periódica, rítmica, evolução rápida.
História da doença atual
PACIENTES COM CONDIÇÕES ENDÓCRINAS
Portador de diabetes, sede excessiva, portador de
hipo/hipertireoidismo, perda ou ganho de peso
súbita, menstruação regular, uso de hormônios
(inclusive anticoncepcionais), gravidez.
DISTÚRBIOS NEUROPSIQUIÁTRICOS
Fadiga, nervosismo, tratamento do sistema
nervoso, epilético, uso de medicamentos.
DISTÚRBIOS HEMATOPOIÉTICOS
Anemia, leucemia, discrasias sanguíneas,
hemorragia, ultimo exame laboratorial, já realizou
transfusão sanguínea.
RELAÇÃO COM FUNÇÕES ORGÂNICAS
Respiração, tosse, deglutição, posição do paciente,
esforço físico.
FATORES ATENUANTE OU DE CESSAÇÃO
Alimentos ou bochechos quentes ou frios, uso de
analgésicos ou anti-inflamatórios.
A história familiar, que é a descrição do estado de
saúde dos membros da família, pode revelar a
possibilidade de condições com tendência
genética, como doença coronariana, diabetes e
hemofilia.
Pergunta: tem algum problema de saúde na
família?
1 - boa saúde; 2 - diabetes; 3 - doenças
cardiovascular; 4 - doença reumática; 5 -
neoplasia; 6 - doença hemorrágica; 7 - doença
alérgica.
Antecedentes familiares
Os antecedentes mórbidos pessoais constituem
uma revisão dos episódios sobre os cuidados com
a saúde e condições médicas que foram
diagnosticadas. Esta informação geralmente
abrange doenças passadas, vacinações,
hospitalizações, alergias, tratamentos em curso e
medicações em uso.
1ª pergunta: “tem algum problema de saúde?” Ex:
cardiopatia, hemorragia, hipertensão, alergia,
diabético, algum medicamento (uso
diário/contínuo).
PACIENTE CARDIOPATA
É contraindicado procedimento odontológico em
pacientes que tenham infartado em menos de 6
meses. Ex: endocardite bacteriana. Causada por
bactérias da boca que se instalam em válvulas
cardíacas.
Profilaxia - Amoxicilina 2g 1h antes do
procedimento ou Clindamicina 600mg 1 antes do
procedimento (para alérgicos à penicilina)
Obs: deve-se evitar anestésicos com adrenalina
(pode usar prilocaína + felipressina ou
mepivacaína sem vasoconstritor).
DIABÉTICOS
Maior chance de infecção pós-operatória. Receitar
antibiótico (depois).
PERFIL ALÉRGICO
Bronquite asmática; submeteu a tratamento com
antibiótico, teve reação alérgica; alergia a algum
medicamento, cosmético ou alimento; urticária;
teve reação alérgica à anestesia.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
Sífilis, hepatite, icterícia, hanseníase, aids.
CONDIÇÕES RESPIRATÓRIAS
Sofre de alguma pneumopatia.
Antecedentes pessoais
Hábitos
São atitudes rotineiras e repetitivas que não
causam necessariamente danos de qualquer
natureza ao paciente.
Pergunta: tem algum hábito relacionado a boca?
Ex: morder lábio, morder bochecha, roer unha,
morder caneta, chupar o dedo (lesão embaixo da
língua, causada por apoio nos incisivos inferiores)
Vício
São hábitos nocivos como etilismo, tabagismo
(inalado, aspirado ou mascado), hábitos sexuais
(caso seja identificado ist’s por exemplo).
Tem algum vício? Fuma?; Já fumou?; Há quanto
tempo fuma?; Há quanto tempo parou de fumar?;
Qual o primeiro cigarro que você fuma no dia?
(quanto mais cedo maior é o vício químico).
Hábitos e vícios
Você bebe? O que você bebe? (para a boca
bebidas fermentadas são menos agressivas que
bebidas destiladas).
Para mensurar o grau de alcoolismo, pode -se
utilizar o questionário CAGE no qual se pergunta:
Já sentiu a necessidade de reduzir a ingestão de
álcool? 
Já se sentiu aborrecido com as críticas sobre o ato
de beber? 
Já se apresentou sentimento de culpa por beber?
Já aconteceu de beber pela manhã de forma a
fortalecer os nervos ou livrar-se de uma ressaca?
Duas ou mais respostas positivas sugerem
alcoolismo.
Limpeza, aplicação de flúor, selante, restauração,
ortodontia, implante, radiologia, tratamento
gengival, tratamento de canal, cirurgia, prótese.
Mastigação unilateral, dor na região da atm,
estalitos ao abrir e fechar a boca, respiração
bucal, dores na cabeça, nuca, face e pescoço.
Características de salivação, dificuldade em
engolir alimentos secos. Sensibilidade nos dentes,
sangramento gengival. Refeições em horários
irregulares, dieta com excesso de açúcar,
escovação após as refeições, frequência de
refeições a base de frutas, verduras e legumes.
Frequência, data e razão de visita ao dentista.
Histórico Odontológico
O exame físico tem por finalidade a obtenção dos
principais sinais presentes na doença. Este exame,
diferente da anamnese, fornece dados objetivos.
Qualquer que seja o motivo da consulta, o exame
físico deve ser completo e sucede aanamnese.
Algumas vezes é impossível manter essa relação
cronológica, já que ao entrar no consultório,
alguns sinais já podem ser percebidos, porém,
mesmo assim, deve-se efetuar o exame completo
e sequencial do paciente.
Garantem um bom exame físico - sentidos
aguçados para realização do exame, demonstrar
segurança para o paciente, conhecimento
anatômico, boas condições de visualização, boa
iluminação, cooperação do paciente.
Introdução
Podem ser feita de maneira: 
→ Direta – usando apenas os sentidos 
→ Indireta – usando aparelho, um instrumento
que potencialize os sentidos. 
Semiotécnica são as técnicas de pesquisa dos
sinais. Pode ser realizada diretamente através do
sentido do examinador ou indiretamente através
da utilização de instrumentos, que de alguma
forma venham a ampliar esses sentidos.
INSPEÇÃO
Esse é o primeiro passo do exame físico. Nessa
manobra utiliza-se a visão que pode ser realizada
diretamente “a olho nu” ou através de lentes e
espelhos indiretamente, as estruturas devem
estar secas e com boa visibilidade. Avaliar o
aspecto, cor, forma, tamanho, e movimento das
diversas áreas corporais.
PALPAÇÃO
A palpação colhe sinais pelo tato e compressão.
Através do tato se obtém informações sobre a
porção superficial e a compressão se tem
informações sobre a porção mais profunda da
área que está palpando.
Manobras de semiotécnica
Sentidos aguçados, segurança (no que fala, no
conhecimento), bom conhecimento anatômico,
boas condições de visualização, secar e afastar as
estruturas (sugador, gaze, etc), cooperação do
paciente, biossegurança.
Condições mínimas
Abcesso, alveolite, diabetes, guna (”gengivite de
trincheira”; odor “ninho de rato”; inversão papilar
na gengiva interdentária; gosto metálico), câncer,
má higiene bucal, presença de cáries, próteses
mal adaptadas, próteses mal higienizadas,
xerostomia, presença de úlceras ou tecidos
necrosados, infecções periodontais, infecções de
vias aéreas.
PUNÇÃO
Punção consiste na introdução de uma agulha
(seringa lua) no interior dos tecidos.
Quanto ao líquido puncionado pode-se observar:
sangue - hemangioma; saliva - mucocele; líquido
cístico/citrino - cisto; pus - abcesso; linfa -
linfangioma; pressão branca/negativa do êmbolo
(não retrocede) - conteúdo sólido ou semissólido.
Há também a cavidade oca, quando o êmbolo não
puxa nada.
DIASCOPIA
Este termo quer dizer “observar através de”, e
significa visualizar uma determinada estrutura
comprimida por uma lâmina de vidro. Esta
manobra é conhecida também como vitropressão
sendo utilizada em lesões escuras, suspeitas de
hemangioma ou nevo, fazendo-se compressão
com uma lâmina de vidro sobre a área a ser
estudada.
EXPLORAÇÃO TRAJETOS FISTULOSOS
Explorar os trajetos das fístulas.
RASPAGEM
Lesão branca - verificar se cede ou não à
raspagem.
FOTOGRAFIA
Fotografar a lesão para acompanhar o tamanho.
Nesta etapa percebe-se alterações como: textura,
presença e consistência de nódulos submucosos,
tamanho, forma, sensibilidade à palpação,
alteração de temperatura, crepitações,
mobilidade, resistência muscular e presença de
massas.
→ Palpação indireta: é aquela na qual o clínico se
utiliza de instrumentos que alcançam locais onde
as mãos diretamente não alcançariam (sonda
exploratória nº 5z).
→ Palpação direta: pode ser digital (utiliza-se a
polpa digital - cadeia ganglionar submandibular),
bidigital (utiliza-se dois dedos, polegar e indicador
- lábio inferior, indicador e médio - cadeia
ganglionar pré-auricular) e digitopalmar
(utilizando o indicador para palpação e a palma
da mão oposta como anteparo - estudo da
mucosa jugal e assoalho de boca).
PERCUSSÃO
Percussão é o ato de percutir (bater ou tocar). É
amplamente utilizado como auxiliar de
diagnóstico da patologia periapical e/ou
periodontal através da percussão vertical ou
horizontal respectivamente.
→ Direta: muito utilizado na medicina.
→ Indireta: usando cabo do espelho
(periapicopatias - verticalmente; periodontopatias
- horizontalmente).
Choc en retour: sensação de apertar uma bolinha
de ping pong - crepitação. Cisto cresce, vai
adelgaçando as corticais, tornando-as
pergamináceas.
AUSCULTAÇÃO
É o ato de ouvir sons e ruídos produzidos no
organismo. Em odontologia seu emprego é
restrito, porém importante na avaliação
fisiológica da ATM para pesquisa de estalitos e
crepitações ou o roçar de fragmentos frente a
uma fratura.
OLFAÇÃO
Esta manobra, em que se utiliza o olfato, é um
recurso válido na detecção de certas alterações
fisiopatológicas, como odor cetônico (maçã verde)
no diabético.
No exame físico geral devem-se observar as
estruturas sem se levar em conta, em principio, o
motivo da consulta.
Observa-se o paciente: marcha, postura,
coerência na fala, estado mental, higiene,
alterações nas unhas, pelos, manchas na pele,
hidratação, etc.
Exame físico geral
Estado geral do paciente (bom, regular, mau ou
péssimo).
Ver o biotipo do paciente: longilíneo, médiolineo
ou brevilíneo.
Ambulação - claudicante (manco), andar rápido,
falta de equilíbrio.
Tegumento - manchas, pelos em locais que não
deveriam ou ausência dos mesmos.
Postura - encurvado, lordose, escoliose.
Sinais vitais: frequência cardíaca (FC), frequência
respiratória (FR), pressão sanguínea (PA),
temperatura (TAX).
“No exame físico se observa o detalhe e se
observa o todo”.
As mucosas podem ser:
Revestimento:
Caracterizada pela elasticidade.
Palato mole; ventre da língua; assoalho; rebordo;
lábio; mucosa jugal; fundo de sulco.
Mastigatória 
Caracterizada pela dureza.
Gengiva (inserida, principalmente); palato duro.
Especializada
Presença de papilas e corpúsculos gustativos
Dorso da língua
Mucosas
Deve-se examinar todas as estruturas da cabeça,
pescoço e face a procura de alterações, como
aumento, depressões e distribuição de vários
elementos. Avaliar simetria na face.
Exame geral da face: cadeias ganglionares;
articulação temporomandibular; glândulas
salivares maiores; ossos e musculatura; olhos -
distância pupilar, mobilidade ocular, diplopia
(fratura no assoalho da órbita), pálpebras; nariz -
ausência do nariz, epistaxe, presença do septo
internasal; ouvido - presença, secreções,
tegumento, hábitos parafuncionais.
Exame físico extrabucal
O exame intrabucal deve ser feito de maneira
ordenada e completa, examinando-se
pausadamente cada estrutura com a certeza de
não ter omitido nenhum detalhe.
Sequência do exame intrabucal:
Obs: deve-se examinar primeiramente a queixa
principal, e depois seguir a sequência:
Lábios; Fundo de sulco/vestíbulo; Gengiva
inserida (periodonto); Gengiva livre (periodonto);
Papila interdental (periodonto); Mucosa jugal;
Língua; Assoalho bucal; Palato duro; Palato mole
Exame físico intrabucal
É um procedimento cirúrgico para elucidação de
diagnóstico, que se utiliza de manobras cirúrgicas,
ou seja, remoção de um tecido vivo para análise
macro (avaliação a olho nu) e microscópica (na
lâmina).
É muitas vezes o único método para se chegar a
um diagnóstico das patologias bucais
O objetivo é fornecer um fragmento
representativo para interpretação
anatomopatológica. É ferramenta de diagnóstico
e tem valor legal. Biópsia não é tratamento
Introdução
todas as lesões da cavidade bucal que necessitem
a elucidação de um diagnóstico. 
Úlceras que não cicatrizem em até 15 dias
(Carcinoma Espinocelular aparece na forma de
uma úlcera).
Nódulos associados à prótese.
Nódulos e pápulas.
Lesões brancas – OBRIGATÓRIO (leucoplasias são
lesões potencialmente malignas, podem sofrer
transformações malignas)
Doenças infectocontagiosas e relacionadas com o
sistema imune.
Lesões erosivas/ ulcerativas.
Lesões enegrecidas da cavidade bucal.
Raízes residuais com presença de lesões (tecido
associado).
Lesões intraósseas.
Lesões vermelhas, suspeita de Eritoplasia.
Lesões bucais suspeitas de patologias sistêmicas.
Determinação histológica de tumor maligno.
Quando a citologia esfoliativa for classe III,IV e V
de papanicolau
Indicações
De ordem geral pacientes com problemas
sistêmicos como hemofílicos, diabéticos,
cardiopatas. 
Nos casos de processos malignos devemos nos
cercar de todas as precauções que cada caso
exige e realizar os exames o mais breve possível.
Diabético descompensado. e hipertenso
descompensado adiar a biópsia até que o
paciente tenha condições sistêmicas aceitáveis (se
possível). 
Paciente muito nervoso.
Condições sistêmicas do paciente e casos de
Hemangioma ou lesões vasculares (o
hemangioma é uma lesão de origem vascular e é
nutrido por vasos sanguíneo) não fazer incisão –
mandar pro médico.
Alterações onde o diagnóstico é evidente. 
Contra indicaçõesBiópsia
EM RELAÇÃO AO INSTRUMENTAL:
Biópsia com bisturi:
Mais utilizada, lâmina 15
Biópsia por Punch:
É igual bisturi, só que mais roliço, não precisa
fazer incisão.
Biópsia por punção e aspiração:
Onde tem conteúdo liquido.
Tipos de líquidos:
Citrino: indicativo de cistos;
Sangue: indicativo de hemangioma;
Saliva: Mucocéle ou rânula;
Pus: abcesso;
“Branca”: cavidade vazia (seringa fica vazia) 
Biópsia por congelação:
Utilizada para lesões de difícil acesso nas quais
existem dúvidas no diagnóstico se a lesão é
benigna ou maligna. 
Classificação
Introdução
O material é congelado cortado e analisado
microscopicamente no centro cirúrgico com o
paciente ainda anestesiado, após o resultado,
conclui-se a cirurgia.
EM RELAÇÃO AO VOLUME:
Incisional: 
Remove apenas um fragmento da lesão,
geralmente lesão de difícil intervenção.
Excisional: 
Remove a lesão inteira (lesão única, de pequeno
volume, bem localizada, região anatômica de fácil
visualização, fácil acesso).
Instrumentais: 
Anestesia, bisturi, descolador, pinça dente de rato,
pinça allis, pinças kelly, tesoura, portaagulha,
sugador descartável. 
Assepsia.
Antissepsia intra e extra oral (tecido) - clorexidina
0,12%
Anestesia: 
Maioria das vezes infiltrativa a distância, a agulha
passa por baixo da lesão para a mesma insuflar. A
anestesia nunca deve ser feita em cima da lesão,
para que o anestésico não interfira no estudo
anatomopatológico.
Diérese: 
Incisão semilunar, pois tem uma melhor
adaptação das bordas na hora da sutura (melhor
cicatrização e reparo).
Técnica cirúrgica
O frasco deve conter boca larga, com tampa e o
volume do fixador deve ser de 10x maior que o
volume do fragmento. 
Relatório ao patologista: 
Deve constar: a identificação do paciente, queixa,
duração, resumo da história da doença, descrição
da lesão, impressões trans-operatórias, hipótese
de diagnóstico. É encaminhado também outros
exames complementares como radiografias.
Resultado do exame: 
→ Nosológico: patologista da o nome da doença •
→ Descritivo: descreve toda a lâmina. 
Grande expansão de uma lesão – escolhe área
que foge do padrão. São áreas que podem ter
mais atividade celular. 
Prova: qual a melhor região para coleta? Onde
tem maior concentração da lesão ou onde está
ulcerado.
É um recurso auxiliar. Não fecha diagnóstico. 
A esfoliação é a perda de aderência e coesão
celular (processo fisiológico das células). Este
exame indica se há alteração celular. Utilizado
quando o paciente se recusa a fazer biópsia ou
não dá pra fazer. Citologia esfoliativa é o estudo
microscópico da morfologia celular. 
Finalidade: detectar presença de células malignas.
Exame de triagem de câncer,
Bases: turnover celular – renovação fisiológica e
frequente. 
Tecido Epitelial:
Camada córnea → é colhido célula desta camada;
Camada granulosa; Camada espinhosa; Camada
basal; Membrana basal.
Exérese: 
Remoção do fragmento.
Hemostasia.
Síntese:
fio de sutura SEDA, de preferencia realizar ponto
simples.
Cuidados com o fragmento removido: 
O fragmento é depositado em uma gaze, e depois
emergir o mesmo em um frasco de formol a 10%.
Citologia Esfoliativa
Critérios celulares 
Onde a célula passa de um padrão normal, para
malignidade, passa por algumas etapas: 
Perda de relação núcleo-citoplasma;
Mitoses aumentadas;
Marca região de maior atividade celular.
Utiliza: 
→ azul de toluidina como corante. 
→ ácido acético remove o excesso de corante,
deixando evidente a região de maior atividade
celular Técnica: passa o corante e depois pede pro
paciente fazer bochecho com ácido acético. 
O azul de toluidina → marca seletivamente
grupos ácidos de componentes teciduais (radicais
carboxílicos, sulfatos e fosfatos), apresentando
afinidade pelo DNA dos núcleos celulares. 
A intensidade da coloração está na dependência
do grau de comprometimento da superfície
epitelial. 
Detecção de: 
Displasias epiteliais, carcinomas in situ
precocemente invasivos, na delimitação das
margens do epitélio neoplásico.
Fidelidade do exame
Falso negativo: 5% 
Falso positivo: 1,7 %
Vários graus de mutação celular.
Vantagens
Baixo custo, fácil realização, não tem cirurgia, não
tem pós-operatório, menor trauma, não é
invasivo, não necessita de anestesia, é um exame
de triagem de câncer. 
Desvantagens
Exame que não fecha diagnóstico, é um exame
superficial, não fornece classificação morfológica
das neoplasias, impossibilidade de avaliar
infiltração nos tecidos, evidencia apenas lesões
superficiais
Indicações
Quando paciente se nega a realizar a biópsia,
pacientes descompensados.
Contra-indicações
Fechar diagnóstico com esse exame.
Técnica
espátula de ponta romba (24) - passar
delicadamente na lesão e depositar na placa de
microscopia eletrônica.
2 a 3 lâminas.
Fixador de citologia esfoliativa – líquor de
Hoffman: mistura em partes iguais de álcool e
éter ou pode ser só álcool 100%. Deixar a Lâmina
totalmente imersa. 
Teste de Sheed
Indica qual a melhor área anatômica para fazer a
coleta. 
Finalidade: utilizado quando precisamos fazer
acompanhamento de uma lesão, usado em lesões
muito extensas. Proservar lesões extensas.
estuda apenas os elementos figurados. É possível
pedir apenas um eritrograma (apenas a série
vermelha), um leucograma (apenas série branca)
ou apenas contagem de plaquetas. 
Sangue divide-se em duas partes, plasma e
elementos figurados:
Plasma 
→ substâncias orgânicas → proteínas (albumina,
globulina e imunoglobulina), hormônio, água,
lipídio, vitaminas. 
→ substâncias inorgânicas → sais minerais. -
Elementos figurados 
→ hemácias ou eritrócitos, leucócitos (glóbulos
brancos), plaquetas (ou trombócitos).
Classificações do sangue:
Sistema ABO
Sangue O - é o doador universal.
AB+ - é receptor universal. 
Fator RH – positivo ou negativo. 
Pancitopenia → “Pan” = todos “Cito” = células e
“Penia” = diminuição, ou seja, é quando ocorre
uma diminuição de todas as células. 
Hemograma
Apenas sobre a parte vermelha do sangue.
HEMÁCIAS (NÚMERO):
Aumentada: poliglobulia (aspectos clínicos:
mucosa mais avermelhada).
Porque aumenta o numero de hemácias? Pessoas
que moram em altas altitudes possuem
poliglobulia, pois, por conta do ar rarefeito, o
organismo deles produzem mais hemácias para
compensar a baixa quantidade de oxigênio.
Mulheres que estão em pré-parto, o organismo
precisa de maior oxigenação.
Diminuída: anemia (aspectos clínicos: palidez) 
Eritograma
Quais as causas da anemia? Desnutrição,
hemorragia, patologias medulares (sangue é
formado na medula óssea).
Anemia ferropriva – falta de ferro.
Anemia falciforme – mudança na morfologia das
hemácias. Normalmente uma hemácia tem
formato bicôncavo. 
VCM – Volume corpuscular médio (saber se a
hemácia está grande ou pequena): 
Microcitose – hemácias pequenas;
Macrocitose – hemácias grandes;
Anisocitose – conjunto de células de diferentes
tamanhos. 
Porque o sangue é vermelho? 
Por que dentro da hemácia temos a hemoglobina,
e dentro da hemoglobina temos o ferro que
possui quatro radicais. O sangue arterial possui
mais oxigênio, oxida o ferro (o ferro se liga ao
oxigênio), por isso o sangue é mais vermelho. O
oxigênio vai até a célula, e está pega uma
molécula de oxigênio e devolve uma de gás
carbônico, então oque era oxihemoglobina, vira
carbohemoglobina. O sangue arterial é rico é
oxigênio, possui mais oxihemoglobina (cor mais
vermelha). O sangue venoso é rico em CO2, possui
mais carbohemoglobina (cor azulada). 
Porque a célula precisa de oxigênio? 
Porque a célula precisa de energia. As
mitocôndrias são as “fabricas” de energia das
células, para produzir energia, é necessário a
realização do ciclo de Krebs, onde ocorre a
transformação de ATP (trifosfato de adenosina)
em ADP (difosfato de adenosina), e cada vez que
isso ocorre, solta energia. Sem oxigênio → células
do coração e cérebro param de fabricar energia.
HEMOGLOBINA (NÚMERO):
Hiperglobulinemia
Aumento do numero de hemoglobina (mucosa
mais avermelhada).
Hipogloblunimemia
Diminuição do numero de hemoglobina (palidez).
HEMATÓCRITO: 
Porcentagem de glóbulos vermelhos sobre o
volume total. 
Alta: paciente com desidratação (hematócrito
aumentado, existe maior porcentagem de
glóbulos vermelhos do que de plasma).
Baixa: hemorragia, pois o coração tem que
bombear um volume mínimo de sangue, em
média de 5 a 6 litros, se há pouco volume de
sangue, o coração tem dificuldade para bombear.
Então o organismo, para manter o volume mínimo
circulante, coloca mais água no sangue. Deste
modo, teremos mais plasma do que glóbulos
vermelhos. 
HEMOSSEGMENTAÇÃO E ERITROSEGMENTAÇÃO: 
Pode estar aumentado (em pacientes que vivem
em locais de alta temperatura, mulheres em pré-
parto, pós-cirúrgico) ou diminuído. Não usa mais,
há uma discussão se isto é válido ou não. 
Granulócitos: neutrófilos (maior número, + de
60%), eosinófilos e basófilos. 
Agranulócitos: linfócitos e monócitos.
NEUTRÓFILOS: 
Serve para combater bactérias.
Neutrofilia: aumento do numero de neutrófilos –
infecção bacteriana.
Neutropenia: diminuição do número de
neutrófilos – imunidade diminuída,
principalmente por Corticoterapia. 
OBS: toda vez que há uma leucocitose, tem-se
Neutrofilia, pois o neutrófilo é maior número.
Nós temos circulante no sangue, os neutrófilos em
bastonetes e segmentados, pois estão mais
preparados para combater as bactérias. Se
houver neutrófilos metamielócitos, ocorreu um
desvio para a esquerda, o que significa que há
uma infecção aguda ou crônica grave, onde o
organismo está mandando todas as células
possíveis manda quem tem disponível. O desvio a
esquerda é visível no hemograma.
Leucograma
EOSINÓFILOS: 
Responsáveis por reações alérgicas
Eosinofilia: aumento – pacientes que possuem
asma, bronquite, alergia medicamentosa.
Tratamento: anti-histamínico, corticoide. 
Eosinopenia: diminuição – tratamento:
corticoide. 
BASÓFILOS
Basofilia: número aumentado de basófilos. Em
casos de infecção, geralmente vermes. não existe
basotopenia, pois é normal não ter basófilos
circulantes.
LINFÓCITOS
Responsáveis pela imunidade. Infecções virais! 
Linfocitose: aumentado
Linfocitopenia: diminuído 
Linfócitos B (baço dependente): reconhecem
material antigênico e produzem anticorpos;
Linfócitos T (timo dependente): auxiliares:
diferenciação e proliferação celular supressores:
regulam os T auxiliares. citotóxicos: destroem
células com antígenos diferentes. 
Vírus do HIV → Quando o vírus entra no
organismo, ele manda vários linfócitos para
combatê-lo, porém, ele se replica utilizando o
DNA ou RNA dos linfócitos, então o vírus já invade
estas células. Ou seja, é uma Linfocitose inútil, pois
o vírus está usando estes linfócitos em seu
beneficio, e não sendo destruído por ele. Para
saber o grau de infecção do HIV – relação T4 e
T8, especificamente. 
Elisa → não vê o vírus da AIDS, e sim o anticorpo,
anti-HIV. É um exame de triagem, se der positivo,
ai realiza-se outros exames. 
Se não for o vírus do HIV, os linfócitos combatem.
MONÓCITOS:
São os “lixeiros”, eles aparecem em finais de
infecção.
Monocitose: aumentado (infecções crônicas).
Monocitopenia: diminuído. 
TROMBÓCITOS – plaquetas:
Trombocitose: mulheres em pré-parto, pré-
menstrual, pós-cirúrgico.
Plaquetopenia ou trombocitopenia: 150 mil –
está um pouco abaixo, mas dá pra operar. Com
100 mil, ver a urgência da cirurgia... E com 70 mil,
não faz procedimento.
AAS – não é um anticoagulante, e sim um anti-
agregante! Evita a formação de trombos, então
não precisa pedir pro paciente parar de tomar. 
Exame físico intra bucal – devemos realiza-lo de
maneira sistemática seguindo uma ordem
frequente determinada pelo cirurgião dentista. 
→ Importante tracionar a língua para observar as
bordas laterais! C.E.C representa 95% das
neoplasias malignas bucais e tem tratamento e
cura se estiver no começo. 
Introdução
MUCOSA LABIAL EXTERNA: 
Avaliar: inspeção do vermelhão dos lábios,
comissuras labiais (direita e esquerda), linha
úmida dos lábios. 
Patologias que podem aparecer nesta região:
 → Queilite Actinica: provocada pela radiação
solar (lesão potencialmente maligna), os lábios
ficam descamados. Pode ser encontrados em
qualquer idade, principalmente em indivíduos
cuja ocupação natural os mantém expostos às
radiações solares. Região: vermelhão dos lábios. 
Áreas a avaliar
MUCOSA LABIAL INTERNA SUPERIOR E
INFERIOR:
Avaliar: Mucosa de fundo de sulco, inserção de
freios e bridas laterais. 
MUCOSA DE ASSOALHO BUCAL:
Avaliar: Carúnculas. 
MUCOSA DE LINGUA:
Avaliar: Dorso, ventre e bordas laterais. 
MUCOSA PALATINA:
Avaliar: Rafe, palato duro e palato mole 
PORÇÃO ANTERIOR DA OROFARINGE 
MUCOSA GENGIVAL 
MUCOSA JUGAL:
Avaliar: Ducto parotídeo patologia que pode
ocorrer: hiperplasia fibrosa inflamatória
(pacientes que usam prótese total); mucosa
palatina e região de fundo de sulco. 
FOSSETAS PALATINAS:
Variação de normalidade. 
PARTE VISIVEL DA OROFARINGE:
Avaliar: Úvula, arcos amidalianos, tonsilas. 
BORDA LATERAL DA LÍNGUA:
Importância fundamental (C.E.C. 95% dos
canceres da cavidade bucal, se não tracionar a
língua, não visualiza) variação de normalidade:
prolongações epiteliais → franjas linguais
(coloração rósea), pode ser confundida com
hiperplasia. Fica na borda lateral da língua e em
uma porção do ventre lateral.
 → Queilite e Angular: quando há ausência de
dentes, o ângulo bucal pode apresentar-se
ulcerado ou erosivo, por conta da perda de
dimensão vertical de oclusão, a região torna-se
quente e úmida propiciando o aparecimento de
fungos no local (cândida albicans). Pode ser
bilateral ou unilateral.
OBS: é uma forma clinica da candidíase. 
Leucoedema
Definição: 
Agrupamento de pápulas que são chamadas de
carúnculas, nelas desemboca todo o produto
produzido pelas glândulas sublinguais e
submandibulares. 
Localização: 
Fica a frente do freio lingual, no assoalho bucal.
Manobras de semiotécnica: 
Palpação, inspeção e ordenha.
Se traumatizar pode aparecer MUCOCELE
(Trauma na região lingual dos inferiores. Os
ductos de saliva podem ser afetados e produzir
essa patologia, forma uma bolha na região). 
Carúnculas sublinguais
Ou Ducto de Stenon.
Definição: 
Nódulo ou pápula, pouco consistente a palpação,
podendo ser plano ou proeminente, fibroso, e de
mesma coloração da mucosa jugal, localizado na
face vestibular do segundo molar superior,
observamos um orifício de exteriorização do
ducto parotídeo. São responsáveis pela maior
quantidade de saliva que banha a cavidade bucal 
Localização: 
Bilateralmente na mucosa jugal, na altura do 1º e
2º Molar superior. Se necessário, ordenhar a
glândula com a mão espalmada (pode estar
aumentado). 
Manobras de semiotécnica: 
Palpação, inspeção e ordenha.
Ducto Parotídeo
Definição: 
É considerado um edema intra-epitelial,
apresenta maior predileção pela raça negra. Não
apresenta sintomatologia, sendo um achado
clinico. São restos epiteliais da vida intra-uterina.
É uma variação de coloração da mucosa, branco-
acinzentada, faz o tracionamento da mucosa, se
desaparecer é Leucoedema, se não desaparecer,
pode ser Líquen Plano (tem ardência) que
também ocorre só na mucosa jugal. Predileção
pela raça negra.
Localização: 
Exclusivamente namucosa jugal, bilateral.
Clinicamente: 
Apresenta-se como uma mancha branco-
acinzentada, difusa, assintomática, localizada,
preferencialmente, na mucosa jugal.
Pigmentação racial
melânica
Definição: 
Variação de normalidade comum na raça negra.
Ocorre uma maior síntese dos melanócitos e
maior produção de melanina por eles.
Localização: 
Mucosa gengival, porém não se restringe apenas
ela. Não invade a gengiva marginal livre, somente
a inserida, a tonalidade varia e é simétrico.
Grânulos de FordyceDiagnóstico diferencial: 
Carcinoma epidermóide pigmentado e
pigmentação por AZT (paciente portador de HIV).
Definição: 
São excrecências ósseas que limita-se a cortical
óssea. Sua nomenclatura depende da localização
anatômica. 
Localização: 
Se tiver na lingual da mandíbula ou na palatina da
maxila – TÓRUS. 
O Tórus é simétrico, rígido e não aumenta de
tamanho. É indicada a remoção apenas se o
paciente começar a traumatizar, ou for necessário
para utilização de prótese. Todo Tórus é uma
exostose, mas nem toda exostose é um Tórus. É
apenas uma variação da normalidade, porém
nesta região do palato pode ter adenoma, uma
neoplasia benigna bem semelhante, porém mais
mole.
Tórus mandibular: 
Plano
Nodular: base individual e múltiplas
protuberâncias.
Lobular: massa lobulada de base única.
Manobras de semiotécnica: 
Inspeção e palpação. Importante palpar pra ver se
é endurecido
Exostose e Tórus
Definição: 
São consideradas glândulas sebáceas ectópicas,
por serem órgãos anexos da pele e, neste caso,
estão localizadas na mucosa. Apresentam-se,
clinicamente como múltiplas pápulas de
coloração branco-amarelada, com mucosa
íntegra.
Localização: 
Na mucosa jugal (geralmente bilateral), mucosa
retro comissural e mucosas labiais. Maior
concentração perto da mucosa do trígono retro-
molar. São assintomáticos e, sendo assim,
geralmente são achados clínicos.
Glossite romboide mediana
Definição: 
É originada da persistência do tubérculo ímpar,
uma estrutura que emerge entre o primeiro e o
segundo arcos branquiais que normalmente
cresce pelos tubérculos laterais da língua.
Durante o desenvolvimento da língua, o tubérculo
ímpar está fixado ao forame cego e ocorre
crescimento tecidual por todos os lados.
Consequentemente, o tubérculo ímpar não é
visível na língua normal, porém persistindo sua
presença daria origem a glossite rombóide
mediana. Então, é a presença do tubérculo impar. 
Clinicamente: 
Observa-se área despapilada, discretamente
avermelhada com forma rombóide ou oval.
Língua fissurada
Definição: 
As papilas filiformes alongadas agem como um
absorvente de toda dieta ingerida pelo paciente
principalmente as ricas em corantes como fumo,
coca-cola, café, chá, entre outros, assumindo,
assim, uma pigmentação muitas vezes.
A língua pilosa é uma condição benigna
resultante do acúmulo de queratina nas papilas
filiformes, as quais estão presentes no dorso da
língua.
Diferente de língua saburrosa - que é causada por
uma camada de restos de alimentos por conta de
má higienização. Esta placa sai com a raspagem
com uma espátula de madeira.
Fatores de risco:
fatores que induzem maior produção de
queratina como tabagismo (língua negra pilosa
em pacientes tabagistas - nicotina, alcatrão.
Tonalidade castanho escuro), higiene bucal
insatisfatória, consumo de chá ou café, e uso de
enxaguantes bucais oxidantes costumam estar
associados.
Traumas: 
Consumo de alimentos muito quentes ou gelados.
Tratamento:
Diminuição de bebidas quentes (especialmente
café) e abandono do hábito de fumar também
devem ser recomendados. Nos casos em que a
aparência estática, a queixa de halitose e/ou o
gosto desagradável na boca causem desconforto
ao paciente, a adoção de higiene do dorso da
língua com escova dental e a remoção dos fatores
predisponentes costumam levar a diminuição da
condição.
Língua pilosa
Ou língua escrotal
Definição: 
Clinicamente, apresenta-se como um sulco central
no dorso da língua e destes saem fissuras
secundárias em direção à borda lateral da língua.
Ocorre com maior frequência em indivíduos com
síndrome de Down. Pode passar de um quadro
assintomático para sintomático. Isso ocorre
quando o paciente deixa seguidamente de fazer a
higienização da língua, acumulando nas fissuras e
sulcos restos alimentares os quais irão promover
um processo inflamatório local. Assim, o paciente
deverá ser orientado para a higienização local,
através da descontaminação do local com uso de
cremes dentais a base de camomila, leite de
magnésia com gaze, raspadores linguais e
escovação da língua. Ver se há infecção por
cândida albicans e prescrever antifúngico.
Língua geográfica
Ou glossite migratória benigna ou glossite
migratória.
Definição: 
Caracteriza-se por várias erosões eritematosas,
circunvaladas por um halo esbranquiçado e
ligeiramente elevado. 
O aspecto migratório da afecção predomina,
evidenciando erosões eritematosas que
desaparecem em um intervalo de 1 a 2 semanas
de um local da língua e reaparecem em outro. 
Etiologia: 
Relacionada à disturbios psicogênicos (estresse
emocional).
Para muitos autores a língua geográfica é
hereditária constituindo uma má formação. 
Linha alba
Definição: 
Dilatações de veias
Clinicamente:
Manchas ou pápulas localizadas na borda lateral e
ventre da língua, de coloração violácea ou
arroxeada. Se por algum motivo traumatizar, faz-
se uma esclerose química. 
Varicosidades linguais
Ou linha de oclusão.
Definição: 
Espessamento epitelial, porém na linha de
oclusão. Paciente pressiona a mucosa jugal entre
os dentes quando estes estão em oclusão.
Características clínicas: 
Encontramos uma placa esbranquiçada retilínea,
rugosa e geralmente bilateral em mucosa jugal,
na região do plano oclusal.
Assoalho bucal protruido
Definição: 
Em pacientes que apresentam perda parcial ou
total dos dentes geralmente constata-se
reabsorção do rebordo alveolar que pode ser
observada ao examinarmos o assoalho bucal. 
Esta reabsorção ocorre devido à presença de
forças mastigatórias locais (diretamente sobre o
rebordo alveolar) provocando sua reabsorção
fisiológica. Com esta reabsorção o assoalho bucal
protrui e invade o espaço onde há ausência do
elemento dental.
Clinicamente: 
Apresenta processo de despapilação e
repapilação. As papilas filiformes presentes na
maior parte do dorso e borda lateral da lingua
apresentam-se atrofiadas. É uma condição
Crônica e ciclica. Alguns sintomas podem ser
relatados pelo paciente. (onde tem retração das
papilas fica mais sensível podendo causar
ardencia – região avermelhada circunscrita por
halo esbranquiçado).
Definição: 
É um espessamento epitelial de origem
traumática. Pode estar na linha de oclusão ou
espalhada.
Clinicamente:
De roído de traça, placa esbranquiçada. Trauma
de baixa intensidade e longa duração. 
Mucosa mordiscada
Nódulos de Bohn
Ou Pérolas de Epstein.
Definição: 
Apresentam-se como cistos desenvolvidos.
Durante o processo de proliferação da lâmina
dentária, estes pequenos cistos são encontrados
na crista do rebordo alveolar em recém nascidos.
Sem tratamento, desaparece após 3 ou 4 meses. 
Definição: 
A língua crenada recebe esta denominação pelo
aspecto morfológico que apresenta decorrente da
pressão da língua sobre a superfície lingual dos
dentes, demarcando-a.
Língua crenada 
Clinicamente: 
O cisto gengival apresenta-se como um nódulo
branco, de base larga medindo aproximadamente
2 mm de diâmetro. 
(por conta do tecido linfoide) reacional (uma
resposta imunológica).
Definição: 
O terço posterior da língua e as tonsilas
amidalianas são ricas em tecido linfóide (barreira
imunológica), este tecido responde às agressões.
Papilas no terço posterior da língua, na lateral
ficam elevadas. Agrupamento de tecido linfóide
localizado na região póstero-lateral do dorso da
língua é uma estrutura anatômica denominada de
papila foliácea. Essas estruturas também são
chamadas de tonsilas linguais ou acessórias e,em
decorrência da ação de estímulos inflamatórios
locais, tornam-se aumentadas. 
Clinicamente:
Protuberância nodular de forma e tamanho
variáveis. A superfície é lisa e brilhante sendo que
a coloração varia de branco amarelada a
vermelho intenso, o aumento tecidual é bilateral,
indolor ou apresenta leve incômodo nos episódios
de inflamação aguda.
Hiperplasia linfóide
A linfa corre por todo corpo.
Funções da linfa: 
Drena o fluído não reabsorvido na porção venosa
do capilar. 
Defesa (gânglios linfáticos ou linfonodos). 
Ajuda no retorno venoso, por exemplo, o sangue
que está no dedo do pé, e precisa voltar para o
coração, porém é mais difícil, então o sistema
linfático ajuda a drenar um pouco do liquido do
sangue pra ajuda-lo a retornar. 
Coração → bombeia sangue.
Vaso linfático → faz a linfa correr pelo corpo.
Os vasos linfáticos estão sempre do lado de
músculos, quando eles tencionam, se mexem,
apertam os vasos linfáticos, as valvas fecham e
vão empurrando a linfa. 
Sistema linfático e Sistema imunológico:
1º Os linfonodos agem como um filtro, filtrando
bactérias, retendo corpos estranhos e micro-
organismos. 
2º Atuam na produção dos linfócitos.
Todo vaso linfático passa por uma cadeia de
linfonodos, dentro dele tem um tecido que filtra,
retém corpos estranhos.
Tamanho de um linfonodo: 2 a 3 mm.
Formato de um linfonodo: lentililiforme
(achatado).
Terminações nervosas: ficam na cápsula dos
linfonodos.
Normalmente não são palpáveis, são macios.
Sistema linfático
Aumenta de volume (incha), consistente a
palpação, dolorido a palpação (palpa a
terminação nervosa), é móvel, fugaz e de
superfície lisa. 
Linfonodos inflamatórios
Características tumorais
Linfonodo com características tumorais: 
Tumor – libera células – célula maligna para no
linfonodo – começa a se duplicar - aumento de
volume, muito consistente a palpação, superfície
rugosa ou nodosa e é fixo (pois se adere aos
tecidos adjacentes), é indolor a palpação (pois não
palpa mais a terminação nervosa, ela está no
meio do conjunto). 
Cadeias ganglionares
Submandibular, submentoniana, pré e retro
auricular, cervical – superficial, a média e
profunda (acompanha o músculo
esternocleidomastóide). 
Existem 12, 20 até 30 linfonodos em cada cadeia.
Cadeia submandibular
De onde vem a linfa que é drenada na cadeia
submandibular? 
Praticamente de toda a cavidade bucal (mais
extensa de todas): assoalho de seio maxilar,
assoalho de cavidade piriforme (nariz), todos os
dentes da arcada superior, toda mucosa jugal, 2/3
posteriores da língua, assoalho de boca (com
exceção da região mediana), dentes posteriores
inferiores (PM pra trás), lábio inferior com
exceção do 1/3 mediano, porção visível da
orofaringe, arcos amidalianos.
Quando tem resfriado, dor de garganta (faringite),
os linfonodos inflamatórios aparecem. 
Cadeia submentoniana
Cadeia submentoniana drena a linfa de: 1/3
anterior da língua, incisivos e caninos inferiores,
1/3 inferior da língua, 1/3 médio da língua, 1/3
mediano do lábio inferior, ápice da língua, região
central de assoalho de boca, pele da região
mentoniana, 1/3 médio do assoalho de boca. 
A cadeia pré-auricular drena a linfa de:
Lóbulo da orelha, trágus, todo pavilhão auricular
externo, região parotídea. 
Cadeia pré-auricular
A cadeia retro auricular drena a linfa de:
Couro cabeludo.
Cadeia retro auricular
Mento, linha mento lábio, epitélio do lábio,
semimucosa labial, vermelhão do lábio, linha
úmida do lábio, mucosa labial, freio labial,
gengiva inserida, gengiva livre por vestibular,
gengiva livre por lingual, gengiva inserida por
lingual, freio lingual, dorso da língua, ápice da
língua ou 1/3 anterior, 1/3 médio, 1/3 posterior ou
região de V lingual (formada pelas papilas
circunvaladas), porção visível da orofaringe,
úvula, palato mole, linha hamular, palato duro,
região de rugosidades palatinas, região de fossa
palatina, gengiva inserida por palatina, gengiva
livre por palatina, gengiva livre por vestibular,
gengiva inserida por vestibular, freio labial,
mucosa labial, linha úmida do lábio superior,
vermelhão do lábio, semimucosa do lábio, filtro,
septo internasal, ápice nasal. 
Mento a ápice nasal
Região mentoniana, mucosa labial inferior, região
de fundo de sulco, gengiva alveolar, gengiva
inserida, gengiva livre por vestibular, assoalho de
boca, carúnculas, língua, vai até as rugosidades
palatinas (não tem fossa incisiva, pois estamos na
lateral), região de canino e pré molar, gengiva
inserida, gengiva livre por palatina, gengiva livre
e inserida por V, gengiva alveolar, região de
fundo de sulco ou região infraorbitária.
Região mentoniana até
a asa do nariz
De orelha a orelha
Lóbulo da orelha, pré-auricular (mais pra cima),
parotidea (mais pra baixo), região geniana ou de
osso zigomático (indo mais pra frente), região
retro comissural (pra baixo da região geniana)
até chegar a comissura, epitélio e mucosa da
comissura, região de carúncula, mucosa jugal na
região de trígono, no rebordo alveolar – o
próprio trígono retro-molar, pilar amidaliano ou
arco amidaliano, porção visível da orofaringe.
A principal finalidade é ser um depósito de cálcio.
E ele é um depósito de cálcio de fácil acesso. A
cada décimo de milímetros de osso, existe um
vaso sanguíneo. 
Células ósseas: Osteócitos - osteoblasto velho;
Osteoblastos - forma osso; Osteoclastos -
reabsorve osso.
Fosfatase alcalina – é uma enzima fundamental
para ter deposição óssea.
Introdução
O cálcio serve para as contrações musculares,
impulsos nervosos, para manter a calcemia
(concentração ideal de cálcio no sangue). Se faltar
cálcio o coração não bate, não tem impulsos
nervosos, ele é importantíssimo. 
Falta de cálcio no sangue:
Sangue passa pelo hipotálamo, e se a calcemia
estiver baixa ele irá detectar, então ele estimula
as paratireoides a produzirem paratormônio →
que estimula os osteoclastos a trabalharem →
osteoclastos reabsorvem o osso → removem o
cálcio do osso e mandam para o sangue, e a
calcemia volta a normalidade.
Excesso de cálcio:
O sangue passa pelo hipotálamo → ele estimula
as células C que estão nas paratireoides a
produzirem calcitonina, esta estimula os
osteoblastos a trabalharem, e estes removem o
cálcio do sangue e colocam no osso.
Absorção de cálcio:
A absorção do cálcio é feita no intestino grosso.
Uma das finalidades dos rins é a retenção de
cálcio.
Fontes de cálcio:
Laticínios, sardinha, folhas verde escuras. 
Eliminação do cálcio:
A maior parte é eliminada pela urina.
Cálcio
Ligamento periodontal
As fibras do ligamento transformam pressão em
tração. 
Tem mais osso na lâmina dura porque tem tração
o tempo todo.
Tecido ósseo
tecido dinâmico que cresce até a idade adulta. 
Se o osso fosse imutável, não teria osteoporose.
Após o crescimento, ele está em constante
remodelação segundo estímulos adequados.
Possui sistema de canalículos responsável pela
troca de nutrientes e outras moléculas entre o
sangue e as células, ou seja, a cada décimo de
milímetro temos um vaso que alimenta, coloca
cálcio, oxigênio e retira gás carbônico (canais de
havers e volkman, eles também podem retirar o
cálcio rápido do osso). 
 O osso tem um enorme metabolismo, em até oito
anos todas as células do nosso esqueleto ósseo
são substituídos. O metabolismo depende de: 
Duplo controle hormonal;
Forças de pressão (reabsorção) e tração
(neoformação) – base do tratamento ortodôntico.
Função – o osso se molda de acordo com a
função.
Fatores locais - tração e pressão
fatores sistêmicos - hormônios reguladores do
cálcio; hormônios sexuais; fatores de crescimento;
citocinas (sistema imune).
Metabolismo ósseo
Matriz extracelular
Orgânica: colágeno tipo I.
Mineral: cálcio, fosfato criando cristais de
hidroxiapatita.
Não existe difusão pela matriz, apenas via
canalículos. 
Tecido epitelial que reveste por dentro e por fora
– periósteo reveste externamente e endósteo
internamente. 
MEMBRANAS CONJUNTIVASREVESTIMENTO
ÓSSEO:
Endósteo – reveste internamente o osso.
Periósteo – reveste externamente o osso.
Canais de havers – revestidos por Endósteo.
Canais de volkman – revestido por Endósteo.
SISTEMA LAMELAR:
Possui lamelas concêntricas. Que estão ao redor
de um vaso e vivem em relação a esse vaso. 
OSSO X CARTILAGEM:
O crescimento do tecido ósseo só se dá de forma
aposicional (síntese óssea), já a cartilagem pode
crescer de forma aposicional e intersticial (como
não possui vasos, ela vai se acrescentando). 
O tecido ósseo possui um sistema canalicular
especifico para nutrição, o cartilaginoso não
apresenta, o tecido é alimentado pela própria
matriz.
O tecido ósseo possui um suprimento vascular
direto, o cartilaginoso é avascular. 
FISIOLOGIA ÓSSEA:
A fisiologia óssea depende de:
Fatores locais:
Tração, pressão e função. 
Periósteo:
Hormônios reguladores do cálcio (paratormônio e
calcitonina), hormônios sexuais, fatores de
crescimento e citocinas (sistema imune – o osso
pode ser oco, no meio do osso temos a medula
óssea que produz glóbulos brancos e glóbulos
vermelhos, ou seja, participa do sistema imune).
Cálcio:
→ contração muscular, transmissão de impulsos
nervosos, coagulação, manutenção do PH do
organismo (em especial do sangue, o cálcio é
alcalino, por isso mantém o PH).
Falta de vitamina D – não reabsorve cálcio.
PERDA DE ELEMENTO DENTAL:
Ocorre reabsorção óssea porque não existe mais
as fibras do ligamento periodontal e porque o
organismo não irá gastar energia com algo que
não tem mais função. 
Protege os órgãos internos.
Proporciona uniões cinemáticas (movimento)
rígidas (por exemplo se a tíbia e a fíbula se
movimentam é porque o fêmur está rígido, se ele
se movimentasse toda vez que a tíbia e a fíbula,
não seria possível andar; por outro lado, o fêmur
só se movimenta porque o quadril é rígido).
Facilita a ação muscular e o movimento corporal.
Propriedades estruturais e mecânicas que
permitem desenvolvimento destas funções.
Apenas dentina e esmalte são mais duros.
Um dos tecidos mais dinâmicos e
metabolicamente ativos, ao longo de toda a vida.
Ricamente vascularizado.
Enorme capacidade de auto reparação através de
remodelação óssea.
Pode alterar suas propriedades e configuração e
resposta a “demandas mecânicas”.
A intensidade e a frequência das demandas
mecânicas e diferentes condições de carga,
afetam sua morfologia (uso aumentado ou
desuso).
Sistema esquelético
Semiotécnica
A semiotécnica é bastante complicada, faz-se
então exames complementares.
As patologias ósseas, a maioria não apresenta
sinais e sintomas, normalmente são descobertas
ocasionalmente em radiografias de rotina, ao
contrário das patologias de tecidos moles que
apresentam sintais e sintomas mais evidentes.
Às vezes pode ter uma parestesia do lábio inferior
por uma patologia óssea, se por exemplo esta
estiver fazer pressão no nervo alveolar inferior. 
Os ossos da maxila e mandíbula apresentam mais
patologias que os demais ossos.
Isso ocorre, pois:
Tem maior contato com o meio externo, através
de exodontia, carie profunda, periodontopatias
graves, enquanto que uma fíbula ou tíbia só vai
ter contato se houve fratura.
O único tecido ósseo que tem no seu interior
tecidos mais calcificados do que ele mesmo
(dentes).
Tem no seu interior tecidos embrionários
Tem no seu interior tecidos como bainha de
hertwig e restos epiteliais de malassez.
Os restos epiteliais de malassez recobrem a raiz
como se fosse uma cesta de basquete, de alguma
maneira eles separam os dentes do corpo,
evitando reação de corpo estranho.
Quanto ao número de locos: unilocular ou
multilocular.
NÃO É PATOLOGIA
Aspecto: 
Radiolúcida, unilocular, oval ou elíptica, bem
delimitada por margens ósseas espessas •
Localização: 
Localizadas entre o ângulo mandibular e o
primeiro molar inferior, sem contato com os
dentes, está caracteristicamente debaixo do canal
dentário inferior (isso da o diagnóstico clinico e
radiográfico de que é o defeito ósseo de Stafne).
Exemplo de como descrever: 
Lesão radiolúcida, focal, circunscrita, com cerca
de 1,5cm de diâmetro, localizada na borda inferior
da mandíbula próximo ao ângulo do lado direito.
O sexo masculino são significativamente mais
afetados (70 a 90%) mais frequentes nas 5º e 6º
décadas de vida.
Hipertrofia/ hiperplasia da glândula
submandibular, levando a uma remodelação
óssea focal da imagem.
Em cortes axiais de TC/RM a lesão mostra-se
localizada para lingual na região posterior da
mandíbula situada entre a linha milo-hioidea, o
bordo anterior do musculo pterigoideo medial e o
bordo inferior da mandíbula com abertura da
concavidade lingual. 
Defeito ósseo de Stafne
Síndrome de Eagle
Calcificação do tendão estilohioideo (este tendão
sai do processo estiloide). 
Queixa: 
Paciente sente uma “pontada” quando vira o
pescoço.
Tratamento:
O tratamento é cirúrgico, porém não é
recomendado realizar. 
O ideal é não fazer nada.
Exames laboratoriais: Cultura e antibiograma
(coleta de substância ou secreção purulenta e faz
cultura de microrganismos e testa os antibióticos
neles pra ver quais vão ser melhores para
destruí-los. Faz isto quando o paciente é
resistente a antibióticos), biópsia, hemograma,
bioquímica do sangue (dosagem de vitamina D
que é de grande importância pra deposição de
cálcio, dosagem de fosfatase alcalina), urina
(calciúria – dosagem de cálcio na urina) .
Exames imaginológicos: Extra bucais, intra
bucais e esqueleto.
Exames imaginológicos especializados:
tomografia computadorizada, ressonância
magnética (exame caro), ultrassonografia,
cintilografia óssea. 
Condições para interpretar imagens
radiográficas: conhecer e dominar as técnicas
radiográficas, conhecer a anatomia radiográfica
normal da área e suas variações e conhecer os
sinais radiográficos das patologias. 
Caracteristicas das lesões:
Quanto à imagem radiográfica: radiopaca,
radiolúcida ou mista. 
Quanto à forma: focais ou difusas.
Quanto ao número de ossos: monostótica ou
polostótica.
Exames complementares
- Lesões radiolúcidas – conhecida como tumor
marrom do hiperparatireoidismo, pois quando faz
o exame anatomopatológico vê lesão central de
células gigantes. 
SECUNDÁRIO:
Ou falso hiperparatireoidismo
É uma patologia renal, os rins param de filtrar o
cálcio (diminuindo a calcemia), e este sai todo
pela urina (calciúria), há um hiperparatireoidismo
para repor este cálcio que está sendo perdido
(controle pelo hipotálamo). 
Biópsia: 
Presença de tecido amarronzado. 
OBS: as duas tem o mesmo aspecto radiográfico,
são iguais, só muda o modo como acontece.
Diagnóstica e manda para o endocrinologista
Fatores de risco: 
Histórico familiar de fratura, fumo, mais de duas
doses de bebida alcoólica por dia, baixo peso e
baixa estatura com ossatura delicada,
sedentarismo (depois de um tempo é importante
realizar musculação para prevenir tal doença),
idade avançada, uso continuo de certos
medicamentos como: corticoides,
anticonvulsivantes ou metotrexate, ingestão
inadequada de cálcio, ser de raça branca ou
asiática. 
É rara osteoporose em mulheres negras.
A falta de prevenção da osteoporose deverá
resultar em algum tipo de fratura.
Não existe um tratamento eficiente para
osteoporose.
Pacientes fumante apresentam maior risco de
insucesso de implantes osteointegrados que
pacientes diabéticos, pois dois segundos depois de
inalar fumaça, a concentração de oxigênio
intraósseo diminui. Sempre avisar o paciente
fumante pra parar de fumar dois ou três dias
antes da cirurgia, e no pós- operatório, parar o
máximo de tempo que conseguir.
Osteoporose
Tórus palatino – acomete a rafe mediana (pra ser
distúrbio de desenvolvimento) 
Tórus mandibular
Fenda palatina
Prognatismo/ micrognatismo
TÓRUS:
São excrecências/ exostose óssea sem significado
patológico. Não necessitam de tratamento, a não
ser se atrapalhar, ou se o paciente for
cancerofóbico. 
Apresentam-se na forma de nódulos de
consistência