Prévia do material em texto
Projeto Odonto @projeto.0donto Apostila de projetoodonto95@gmail.com Semiogênese é a parte da semiologia que estuda o principio dos sintomas. Semiotécnica parte da semiologia que estuda a técnica de coleta de sinais dos sintomas. Clínica propedêutica da valor aos sinais e sintomas. Caracteriza um conjunto de técnicas para levantar dados e diagnósticos iniciais. As técnicas utilizadas envolvem observação, palpação, medida de temperatura e outros exames simples e inespecíficos. Introdução É conjunto de sinais e sintomas. Sinal → tudo quilo que o profissional observa (feridas, manchas) Sintoma → tudo aquilo que o paciente relata (dor, comichão, ardor, medo, ansiedade) Sintomatologia pré-clínica → São sinais e sintomas que surgem antes da manifestação clínica da doença. Sintomatologia Sinal patognomônico → É exclusivo de uma doença e indica de maneira absoluta a sua existência. Por si só já indica uma patologia. Exemplo: inabilidade de encostar o mento no esterno - meningite. Síndrome → conjunto de sinais e sintomas que caracterizam uma patologia. Indício → sinal ou sintoma que não caracteriza uma patologia. Entidade diagnóstica → patologia tão característica que é visualmente identificada (cárie e hemangioma, por exemplo). Critério → é uma determinada manobra que se faz em frente a uma determinada lesão (placa branca na mucosa → raspagem para ver se cede ou não à raspagem). Definições Sintoma patognomônico → sintoma característico de uma patologia. Síndrome → é um conjunto de sinais e sintomas que se apresenta para definir uma entidade mórbida e que se relacionam entre si por uma particularidade anatômica, física ou bioquímica. Ex.: Síndrome de Sjõgren que ocorre basicamente em pacientes do sexo feminino e é caracterizada por xerostomia, ceratoconjuntivite seca e artrite reumatoide. Sinal ou sintoma prodrômico → sinal ou sintoma que acontece antes da patologia principal (prova). Ex. pacientes com convulsão, antes de ter ele vê uns flashes, ou sente uma tontura e já sabe que vai ter convulsão. Herpes, uns 3 dias antes de aparecer o local coça, arde e fica vermelho e neste momento já se deve usar a medicação, antes das lesões aparecerem. Indício diagnóstico → por si só não define o diagnóstico. Ex: dor, febre, xerostomia, aumento de volume. Critério diagnóstico → manobra que executamos frente a uma determinada lesão. Ex. se há uma placa esbranquiçada na boca, é necessário raspá-la pra ver se ela cede ou não a raspagem. Quando há alguma alteração de cor de uma lesão, realiza-se uma manobra chamada vitropressão ou diáscopia que consiste em pressionar uma lâmina de vidro na lesão e vê-la através da lâmina e vidro. Queixa: : ferida avermelhada na mucosa jugal, com dor, há 6 dias, 0,5 cm de diâmetro. Possíveis diagnósticos: Afta, Carcinoma Espinocelular, lesão traumática (excluído - paciente não relata ter mordido a bochecha ou sofrido trauma no local), sialolito (excluído - é um problema de glândula, do ducto da parótida), Caso Clínico 1 papiloma (excluído - é um nódulo e tem um crescimento tecidual, e no caso há apenas uma ferida), mucosa mordiscada (excluído - ocorre espessamento da mucosa), herpes (excluído - formado por múltiplas vesículas transparentes), pênfigo (excluído - antes de aparecer a ferida aparece alguma bolha antes e no caso não apareceu), grânulos de fordyce (excluído - coloração amarelada, branco), Hemangioma (excluído - é uma bolha vermelha e não uma ferida), hiperqueratose (excluído - lesão branca), Mucocéle (excluído - é uma bolha e não uma ferida), Leucoedema (excluído - é uma variação de normalidade da mucosa e é branco- acinzentado), candidíase (excluído - placa esbranquiçada no caso da candidíase pseudomembranosa) Possíveis diagnósticos após avaliação: Afta ou Carcinoma Espinocelular Conduta: Esperar de 1 semana a 10 dias para o retorno, pois a afta leva de 14 a 21 dias para desaparecer. No retorno deverá ser avaliado se a lesão regrediu, não precisa estar curada, apenas reduzida. Caso o paciente apresentasse o sintoma há 30/40 dias realizar biópsia na hora. É o conjunto de dados obtidos inicialmente através do exame clínico do paciente, que conduz e orienta o cirurgião-dentista à determinação de uma doença. PODE SER: Provisório → pode ser revisto (como no caso clínico I - afta) Definitivo → é o diagnóstico final (se não sumisse a lesão e a biopsia confirmasse, seria câncer; caso a lesão fosse regredindo, seria afta) ORDEM DE DIAGNÓSTICO: Patologia (sinais e sintomas) → Exame clínico (anamnese e exame físico) → Hipóteses diagnósticas → Exames complementares → Diagnóstico final → Prognóstico → Tratamento → Preservação. Diagnóstico Está relacionada aos sintomas relatados pelo paciente através da conversa. Representa manifestações subjetivas: dor, coceira, dormência, hipersensibilidade tátil e sensibilidade gustativa. Anamnese É observado pelo cirurgião-dentista e representa manifestações objetivas que o profissional “percebe” no paciente: sinais (hematoma, aumento de volume, nódulo). Exame físico Sintomas/Sinais → Quadro clínico (semiotécnica) → Hipóteses de diagnóstico (semiogênese) → Diagnóstico final (provisório ou definitivo) → Prognóstico → Tratamento → Proservação. *Exames complementares entram em qualquer uma das etapas. Aspectos do diagnóstico :Rol (lista) de patologias que tem alguma coisa em comum com o quadro clínico do paciente. Hipóteses de diagnóstico Complementam o exame clínico e estão sempre vinculados a estes. Podem ser exames hematológicos, citopatologia esfoliativa, biópsias e exames de imagem. CLASSIFICAÇÃO: Especifico - dão um diagnóstico especifico para determinada patologia. Ex. exames sorológicos, por exemplo, se o paciente tem suspeita de sífilis ele faz um exame especifico para sífilis, e se der positivo já constata que ele possui a doença. O mesmo ocorre com suspeita de câncer, que se confirma através de uma biópsia. Semi-específico - dá a localização, mas não da o diagnóstico da lesão (por exemplo, radiografia periapical, uma lesão periapical pode ser um abcesso, um cisto, ou um granuloma, porém, em alguns casos este exame é especifico, como por exemplo, uma fratura dental ou óssea). Exames complementares É o conjunto de meios de qualquer tipo, cuja finalidade é a cura ou alivio de uma doença ou sintomas, normalmente após a elaboração de um diagnóstico. Deve trazer mais benefícios do que malefícios. Existem seis tipos: Tratamento de Suporte → visa melhorar as condições orgânicas do paciente; Tratamento Expectante → orientar o paciente e ficar na expectativa de melhora, aguarda para ver como evolui (caso clínico I, afta ou câncer); Tratamento Sintomático → ou paliativo. Não trata a doenças, apenas os sintomas (ex. tem dor, analgésico. Inflamação, anti-inflamatório. Ânsia, anti-hermético. Ansiedade, ansiolítico). Tratamento Etiológico → A causa é detectada, o tratamento é específico para cada patologia (ex. infecção, tem um antibiótico especifico pra ela, o câncer tem a radioterapia e quimioterapia, remoção cirúrgica da patologia, etc), é o tratamento ideal quando se conhece o agente etiológico e visa o seu combate. Prova terapêutica → tipo de tratamento realizado quando o diagnostico é provisório. Caso o tratamento dê resultado para o diagnóstico provisório, é fechado o diagnóstico final. Tratamento específico para uma patologia, avaliar caso haja resultados. Exemplo: infecções virais, tratamento sintomático e de suporte (pois não há um remédio especifico, então não é um tratamento etiológico). Tratamento cirúrgico → é o tratamento baseado na remoção cirúrgica da lesão. Tipo de doença (tumoral, metabólica, traumática, de desenvolvimento) • Se a doença tem curso rápido ou lento. → Maior causa de rejeição e insucesso de implantes são em pacientes fumantes. Fumar, em casos de tratamento de implantes, torna o prognóstico desfavorável. Prognósticoóssea e mucosa de coloração normal (tanto em cor, como em brilho, consistência). É assintomática. Se remover, manda pra anatomopatológico. → Tórus mandibular: região lingual, geralmente de pré-molares inferiores, não necessita tratamento ou remoção, pode ser bilateral. Mais da metade dos pacientes do sexo feminino tem alguma excrecência nas regiões de PMI. Distúrbios de desenvolvimento Raquitismo e osteomalacia, hipofosfatasemia, hiperparatireoidismo, osteoporose, osteoporose senil e menopausa. Distúrbios endócrino- metabólicos PRIMÁRIO: Por exemplo, se houver um tumor funcionante das paratireoides, estas vão aumentar de tamanho e produzir mais paratormônios → têm- se então estimulação dos osteoclastos → maior reabsorção óssea → tira o cálcio do osso → leva pro sangue. Tríade radiográfica: - Osso com aspecto de vidro fosco ou despolido (porque remove cálcio). - Diminuição ou perda de lâmina dura. Hiperparatireoidismo Ou displasia cementária periapical. É um tumor odontogênico benigno de origem mesenquimal derivado da membrana periodontal. De etiologia desconhecida, geralmente assintomática. A maioria dos casos são evidenciados durante exame radiográfico de rotina. Características clinicas: Pacientes de meia idade (40 anos), maior incidência em mulheres de raça negra, região periapical inferior anterior, e vitalidade pulpar normal. Características radiográficas: Lesões radiolúcidas. As alterações radiográficas tem relação com o grau de maturação da lesão: Estágio I (primário ou fibroso) – mais radiolúcido com pequenos focos de calcificação. Estágio II (fase mista) – focos radiolúcidos e radiopacos. Estágio III (maturado) – radiopaco, massa homogênea com margens. Diagnóstico diferencial: Estagio I → granuloma periapical. Estágio II → área cicatricial. Estágio III → osteíte condensante, odontoma complexo, cementoblastoma. Tratamento: Proservação, acompanhamento. Displasia cementiforme periapical Displasias fibrosas: Substituição de tecido ósseo por fibras. Doença de células de Langerhans: Quando o tecido ósseo é substituído por tecido granulomatoso rico em histiócitos. Histiocitose X ou doença da célula de Langerhans: Clinicamente pode se apresentar de 3 formas: 1 - Granuloma eosinófilico → ocorre mais em crianças, é uma forma benigna. 2 - Doença de Hand-Schuller-Christian → ocorre mais em adultos. 3 - Doença de Letter-Sewe → ocorre mais em adultos (no livro – crianças), e é a forma mais grave e letal da doença. Tratamento: É clinico, porém o cirurgião dentista vai só diagnosticar e mandar para o médico. Lesão radiolúcida: PORTANTO SEMPRE FAZ TESTE DE VITALIDADE PULPAR. Displasia fibrosa ou lesões fibro ósseas benignas: - Monostótica (dois ossos); - Polostótica (um osso): pode ser: tipo de Jaffe e S, Albright. OBS: 85% são monostótica, os 15% restantes são as polostóticas. Patologias decorrentes de substituição de células 80 a 85% dos casos de displasia; Mais frequente na maxila que na mandíbula; Aspecto de vidro fosco; Margens não definidas (aspecto clinico); Muitos casos aumentam de volume. O problema está no interior do osso. Displasia fibrosa monostótica Ou displasia periapical. Prevalente em mulheres acima dos 40 anos e raça negra. Aspecto clinico: São massas lobulares, irregulares, radiopacas, circundadas por área radiolúcida. Tendência para localização simétrica, bilateral, afetando mais a mandíbula que a maxila. Displasia cemento óssea florida 60% dos indivíduos do gênero masculino, comumente na 2º década de vida. Corpo ou sínfise da mandíbula. Pode apresentar casos de aumento de volume. - Tratamento: cirúrgico, remove e preenche a cavidade de sangue. Cisto ósseo traumático Ou displasia fibrosa familiar , displasia fibrosa familiar dos maxilares, doença cística multilocular dos maxilares e displasia óssea bilateral dos maxilares. O termo querubismo é devido à semelhança entre o aspecto clínico facial do paciente e os querubins, que apresentam na feição angelical aumento nos quadrantes do complexo maxilomandibular. As lesões se iniciam nos primeiros anos de vida, apresentam crescimento lento, indolor e expansivo, principalmente no ramo e ângulo da mandíbula e túber da maxila. É uma lesão fibro-óssea hereditária não neoplásica. Lesões osteoliticas insuflativas, bilateralmente na mandíbula. Lesões precoces ocorrem no corpo posterior e no ramo ascendente mandibular. As lesões maxilares podem ocorrer ao mesmo tempo. Tratamento: não faz, organismo sozinho vai fazer sumir. Se tentar fazer cirurgia, pode contaminar tudo. Querubismo Cisto ósseo traumático e cisto ósseo aneurismático. É uma cavidade patológica revestida por epitélio. Temos uma cavidade revestida por epitélio, este é uma membrana semipermeável, ocorre osmose - passagem de um liquido por uma membrana semipermeável de uma área de menor densidade para uma área de maior densidade. O cisto cresce devido a essa osmose, após a morte de uma célula que está rodeada por células epiteliais. Dentro de um cisto, temos liquido citrino – que é amarelado quando coloca em uma gaze e contra luz, tem pontos refringentes (brilhantes) que são os cristais de colesterina. Sempre fazer teste de vitalidade pulpar em todos os dentes da região, pra constatar que não tem nada ver com dente. Cistos Lesão expansiva, não neoplásica, raramente encontrada no esqueleto facial. Abaixo da 3º década de vida, sem predileção por gênero. Uni ou multilocular, uni ou multicistica, com aparência de “bolhas de sabão” ou “favo de mel” associado a uma expansão e fragilidade das corticais envolvidas. Cisto ósseo aneurismático Osteomelites Distúrbios sistêmicos que alteram a vascularização sendo predisponente a osteomielite: Diabetes – tem uma microangiopatia periférica (doença dos pequenos vasos periféricos). Má nutrição. Anemias. Alcoolismo crônico. Artrite reumatoide Infecções: Etiologia – microrganismos. Osteomielite aguda. Osteomielite crônica. Osteomielite crônica esclerosante focal. Osteomielite crônica esclerosante difusa. Osteomielite de Garré. Osteorradionecrose. Osteonecrose. Quando você tem um microrganismo de alta virulência, porém o hospedeiro tem baixa resistência. Aspectos clínicos: Febrícula (febre bem baixinha, 37º, 37,5º), halitose, ocorre sequestro ósseo, secreção purulenta, febre, linfadenopatia (quando os linfonodos são palpáveis). Aspectos radiográficos: Radiolúcido. Tratamento: Antibioticoterapia e renovação cirúrgica. Osteomielite supurativa agúda Igual a aguda o que varia é que nesta, o hospedeiro é mais resistente e o vírus é de menor virulência. O organismo vai conseguindo combater. Sequestro ósseo: Quando um osso infectado está desgarrado do seu corpo ósseo (quando infecciona, o organismo expulsa). Espicula óssea: Pontas ósseas que ainda não foi feita a osteoplastia correta, ainda está ligada ao osso principal. Esquilula óssea: Fragmento ósseo não infectado, não ligado ao corpo ósseo, que o organismo acaba expulsando. OBS: Quando o paciente tem um abcesso não pode fazer calor extra bucal, pois forma uma fistula extra bucal e deixa cicatriz. O ideal é bochecho com agua morna com sal. Osteomielite supurativa crônica → ou osteíte condensante. 100% assintomática. É na verdade uma sequela de uma patologia Por exemplo, o paciente teve um abcesso, e ficou uma área radiolúcida no local, na hora do organismo refazer aquele osso, ele produz mais osso do que deveria, gerando osteomielite crônica esclerosante focal. Aspectos radiográficos: Radiopaca. Tratamento: Não tem. Localização: Região de molar inferior (onde mais aparece), porque é a área onde tem mais abcessos. Osteomielite crônica esclerosante focal → ou osteomielite esclerosante crônica, periostite. No complexo maxilomandibular, essa osteomielite é semelhante à osteomielite crônica esclerosante focal e difusa: São microrganismos de baixa virulência que permanecempor tempo prolongado em local próximo ao ápice do 1º e 2º molares, provocando uma reação no periósteo e superfície cortical externa da mandíbula. Não há casos relatados na maxila. Aspectos clínicos: Aumento volumétrico consistente à palpação, liso e com seus limites precisos, provocando notada assimetria facial localizada na porção externa e inferior do corpo de mandíbula. Radiograficamente: Aspecto de "casca de cebola", porém a imagem não é patognomônica. Diagnóstico: Clinico e radiográfico. Osteomielite de Garré Tratamento: Envolve o molar comprometido, tratamento endodontico ou por exodontia, sendo que a ambos os procedimentos exigem antibioticoterapia. Removida a causa, o aspecto clínico regride gradativamente, bem como o aspecto radiográfico. → causada por um quimioterápico. Condição clinica caracterizada pela necrose do osso – resultante de fatores sistêmicos e locais que comprometem a vascularização óssea. A Osteonecrose e a Osteorradionecrose são parecidas clinicamente, o que as diferenciam é a anamnese. Mais da metade das vezes a osteorradionecrose ocorre após exodontia, pode ser por trauma de prótese, problema periodontal acentuado, etc. Bifosfonatos de sódio (BFS): Mieloma múltiplo. Metástases ósseas. Doença de Paget. Osteoporose. Critérios diagnósticos: Tratamento atual ou precedente com BFS - Osso necrosado exposto há mais de 8 semanas - Ausência de história de radioterapia: 60% após exodontia e 40% associado a infecção. Tratamento: Sempre que possível clinico. Enxaguante com clorexidina, analgésicos, e antibióticos, instruções de higiene bucal. Tratamento cirúrgico → curetagem agressiva, antibioticoterapia – Clindamicina, coaptação dos bordos e terapia fotodinâmica (passa azul de toluidina e aplica lazer em cima, ele estimula o corante e ajuda a cicatrização). Osteonecrose Tumores TUMORES BENIGNOS: Osteomas (tumores benignos de osso) e Condromas (de cartilagem). Osteomas: Se desenvolvem quase que exclusivamente no crânio e na mandíbula ás vezes invadem os seios paranasais. Radiograficamente: massa radiopaca, aspecto de roído de traça. Sem sintomatologia. Achado ocasional em radiografias de rotina. Não necessita de tratamento. Quase todas as lesões radiopacas faz-se proservação. TUMORES MALIGNOS: Osteossarcoma, Condrossarcoma, Metastáses (mama, pulmão, testículos, etc. quando o tumor não é de osso mas está no osso por conta da metástase.), sarcoma de Ewig. Radiograficamente: todos eles provocam lesões radiolúcidas, só há uma exceção que é o Osteossarcoma osteogênico, um tumor maligno formador de osso. Cistos e tumores odontogênicos Aspecto clinico: Sintomatologia pobre, porém pode ter ligeira parestesia (pressão do nervo alveolar inferior). Crescimento lento, nem sempre é visível. Consistência dura, óssea, nos casos mais extremos, temos o choc-return. Aspecto da mucosa – normal. Generalidades: Neoplasias envolvem as estruturas anatômicas (são mais rápidas), já os cistos deslocam! Muitas doenças metabólicas e neoplásicas, aparecem no raio-x como cistos. (ex. hiperparatireoidismo). Protocolo: 3 aplicações de 3 minutos, irrigação abundante com soro. Exposição – 1 minuto, gaze embebida. Essa solução queima. - Crioterapia (frio). MARSUPIALIZAÇÃO: Indicado quando: - Proximidades de estruturas “nobres”. - acesso cirúrgico difícil - orientação de erupção dentária Indicações: Extensão da cirurgia, pacientes debilitados. Desvantagens: Permanência de remanescente dental, necessidade de higienização (precisa voltar no dentista pra fazer), infecção, tratamento longo. Como faz: tira uma “tampinha” do cisto, e ele perde a pressão interna e superficializa-se. ESVAZIAMENTO E ENUCLEAÇÃO Cuidados: Biópsia prévia, “canalização”, irrigação frequente, aspiração da lesão, cuidados locais, controle periódico. Vantagens: Não utiliza enxertos ósseos, cirurgia de pequeno porte, biológico. Proservação: Cistos e tumores, fazer radiografias. Exames imaginológicos: Raio-x, tomografia, etc. Tratamento: Cirúrgico. → Planejamento: medicação pré-operatória diagnóstico, delimitação da lesão (saber onde começa e onde termina a lesão), necessidade de tratamento endodôntico (se precisar, sempre faz antes da cirurgia). ENUCLEAÇÃO Remoção da lesão inteira. Tratamento de escolha (maioria das vezes). Faz apenas em lesões pequenas. Preservação das estruturas adjacentes Vantagens: Exame anatomopatológico de toda a lesão - não existe cavidade acessória (nenhum buraco a mais no osso) - biópsia excisional já é o tratamento (um único procedimento cirúrgico). Desvantagens: Lesão de grande volume - desvitalização dos dentes (faz endo) - fratura patológica da mandíbula (lesões muito grande) - necessidade de reconstrução óssea (lesões grandes). ENUCLEAÇÃO COM CURETAGEM Raspa o osso com cureta ou broca. Suspeita de um tumor odontogênico queratocistico ou queratocisto. Quando as membranas císticas estão finas ou facilmente fragmentáveis, ai faz a curetagem pra saber se removeu tudo. Remoção de 1 a 2mm de osso ao redor de toda periferia (com brocas esféricas por exemplo). Remoção de remanescentes epiteliais. OBS: atenção especial não só para a loja óssea bem como para os tecidos moles em torno da lesão Quando por exemplo a lesão está em cima do NAI, então fazemos uma “curetagem química” utilizando: Solução de Carnoy: 3 ml de clorofórmio 6 ml de álcool absoluto 1 ml de acido acético glacial 1 grama de cloreto férrico. Tratamento cirúrgico Cistos Conceito: Forma típica esférica, comprime estruturas adjacentes. Usualmente radiolúcidos de limites precisos, associados a coroa de dente incluso, raiz residual ou em lugar de dente não formado. Classificação dos cistos: → De desenvolvimento: de erupção, dentígero, tumor odontogênico queratocisto (TOQ). → Inflamatórios. Múltiplos cistos: Pode ser síndrome do carcinoma nevóide baso celular (gorlin). Padrão de queratina: Pede no anatomopatológico. Ortoqueratina → Menor recidiva (2%). Paraqueratina → Maior recidiva. → De desenvolvimento. Epidemiologia: Pacientes (crianças) com dentição mista. - Cisto de tecido mole (é o único). Não tem sintomatologia. Aspecto clinico: Bolha de coloração arroxeada na gengiva. - Tratamento: Marsupialização. Vai para anatomopatológico. Cistos de erupção → De desenvolvimento. Localizado entre Incisivo lateral e canino. Radiolúcido e com aspecto de gota invertida. O cisto glóbulo maxilar raramente apresenta sintomatologia sendo praticamente todos os casos descobertos acidentalmente através de radiografias de rotina. A remoção cirúrgica é o tratamento indicado, e sempre que possível, conservar os dentes adjacentes envolvidos. Cisto glóbulo maxilar → Inflamatório. Etiologia: Remove a raiz e não cureta, ai fica o cisto residual. Abaixo do NAI: Considerar possibilidade de ser defeito ósseo de Stafne. Cisto residual → De desenvolvimento. Mais comum. Envolve coroa do dente incluso. 3º molares inferiores (mais frequente) / caninos superiores. Tratamento: Cirúrgico - Prognóstico: Muito bom, sem tendência de recidiva - Dentígeros: Tamanho acentuado provocam expansão óssea, raras recidivas, maior frequência de reabsorção radicular no dente adjacente. Diagnóstico diferencial: TOQ, ameloblastoma unicistico. Cistos dentígeros → De desenvolvimento. 10 a 12% dos cistos odontogênicos. Região posterior e ramo de mandíbula. Crescem no sentido ântero-posterior (cresce pra trás) sem causar expansão, aparece mais em ângulo de mandíbula. Tratamento/ progressão: Enucleação e curetagem. Prognóstico: Médio. Alta taxa de recidiva. Diagnóstico: Diagnóstico apenas histopatológico. Ceratocistos → Inflamatório. É o mais comum. Dente não responde a teste térmico e elétrico. Padrão radiográfico: Muito parecido com granuloma periapical. Perda de lâmina dura. Pode ocorrer reabsorção radicular. Radiograficamente: Área radiolúcida focal na região de periápice.Tratamento: Cirúrgico. Prognóstico: Bom. Quando tem abcesso na região de palato, 99% das vezes é o incisivo lateral que está causando. Periodontal apical radicular Essa síndrome apresenta inúmeras considerações de envolvimento sistêmico e possibilidades de transformações malignas principalmente nos pólipos do cólon. Portanto, o tratamento e a proservação devem ficar sob a responsabilidade de médico especializado. → Inflamatório. Síndrome do carcinoma nevóide basocelular . Ceratocistos. Carcinomas basocelulares. Costelas bífidas. Projeção frontal (hipertelorismo – testa larga). Gorlin Goltz → MISTO - vem de células epiteliais e mesenquimais. Tumor odontogênico mais frequente. Originário de tecidos epiteliais e mesenquimais. CLASSIFICAÇÃO: Complexo (mais comum) e composto. Complexo: Mais frequente na região posterior de mandíbula, radiopacidade densa, formas bizarras (diferentes), limitada por linha radiolúcida fina e regular (isso da o diagnóstico). Entre raízes, ou deslocando dentes inclusos. Tratamento: cirúrgico. Prognóstico: bom, não tem recidiva. Composto: Mais comum em crianças e adolescentes - 67% maxila, mais comum na região anterior. Frequente associação com dentes inclusos . Tratamento: cirúrgico. Prognóstico: bom. Radiograficamente: estruturas semelhante a dentes, halo radiolúcido fino e regular. Odontoma → Inflamatório. Hipoplasia ou agenesia da clavícula. Maxila hipoplásica. Protrusão mandibular. Deformidade congênita / associada a hereditariedade. Erupção tardia dos dentes permanentes. Dentes supranumerários. Disostose cleido craniana → Inflamatório. Número reduzidos de vertebras cervicais ou por múltiplas hemivertebras fundidas e uma massa óssea única. Assimetria facial, escoliose, dificuldade de respirar e de engolir, fissura palatina, deficiência mental e surdez. O faraó Tutankhamon tinha comprovados sinais dessa síndrome Klippel Feil → Inflamatório. Raro/autossômico dominante. Osteomas múltiplos ossos da face. Cistos epidermoides cutâneos. Fibromas. Pólipos adenomatosos múltiplos colón e reto (encaminha para o gastro). Odontomas múltiplos. Dentes supranumerários. Dentes impactados. Síndrome de Gardner Tumores Radiograficamente: Radiopacos, radiolúcidos ou mistos - mesodérmicos, ectodérmicos e mistos. Classificação dos tumores: MISTOS: Vem de células epiteliais e mesenquimais. Odontoma, fibroma ameloblástico, fibro odontoma ameloblástico. MESODÉRMICOS: Cementoblastoma benigno, mixoma odontogênico. ECTODÉRMICOS: ameloblastoma e tumor odontogênico epitelial. → MESODÉRMICOS Intimamente ligado as raízes. Mandíbula: região de pré-molar e molar. Pacientes até 30 anos. A maioria dos cementoblastomas ocorrem na região mandibular, associada à raiz dos molares. - Sem predileção por sexo ou raça. Dor muito discreta pode estar associada à lesão, que em algumas vezes pode causar pequena deformidade da cortical óssea. São caracterizados por uma massa calcificada, circular, intimamente associada e aderida à raiz dentária. Radiograficamente: linha radiolúcida que delimita o contorno da lesão Cementoblastoma benigno → MESODÉRMICOS Lesão multilocular (raquete de tênis). Difusa, deslocamento dos dentes, reabsorção radicular, rompimento de cortical óssea. - Tratamento cirúrgico. Mixoma odontogênico → ECTODÉRMICOS É um tumor benigno localmente invasivo, o tratamento cirúrgico deve ter grande margem de segurança, pois tem muita chance de recidivas. Características clinicas: Crescimento lento e assintomático pode levar a grandes deformidades faciais. Diagnóstico diferencial: Queratocisto, mixoma, fibroma ameloblástico, lesão central de células gigantes. Todos são assintomáticos. AMELOBLASTOMA MULTICISTICO Ou sólido. Acometem principalmente adultos jovens com idade de 35 anos, sem predileção por sexo. Regride pouco. Tratamento: cirúrgico mais complicado. Ameloblastoma AMELOBLASTOMA UNICISTICO São encontrados em pacientes mais jovens, com média idade, na segunda década de vida. Remove como um todo, faz a curetagem ou até Marsupialização, regride pois é único. AMELOBLASTOMA PERIFÉRICO É extra-ósseo. Esse tipo é bem incomum, compondo cerca de 1% dos ameloblastoma, localizado abaixo da mucosa. Radiograficamente: o osso adjacente a lesão pode estar superficialmente erosado. Pode acontecer de um cisto ser metade dentígero e metade ameloblastoma. As glândulas salivares dividem-se anatomicamente: Glândulas salivares maiores: Parótidas, submandibulares e sublinguais Glândulas salivares menores: Em média 350 a 500 espalhadas por todas as mucosas da cavidade bucal, mas principalmente na mucosa labial inferior e região de palato duro e palato mole. Classificação Localização: Fica na fóvea submandibular, localizada na parede interna do corpo do ramo da mandíbula, sai pelo ducto da submandibular ou ducto de whartoon, corre paralelo ao milo-hioideo, faz um “cotovelo” (neste fica saliva parada, por isso tem mais sialolito), perfura o musculo milo-hioideo e deságua nas carúnculas submandibulares localizadas no assoalho bucal lateralmente ao freio lingual. Tipo de saliva: Produz saliva mista. Submandibular Maior chance de ter sialolito – saliva rica em sais minerais, cálcio e fósforo. Sublinguais Localização: Porção interna da mandíbula junto a sínfise mandibular (centro da mandíbula), a saliva chega até a cavidade bucal por 8 a 12 ductos, sendo que alguns deles se anastomosam (se juntam) com o ducto da submandibular, dentre esses temos um principal (maior) que é o ducto de bartholino. Tipo de saliva: Produz apenas saliva mucosa. Tipos de saliva Serosa, mucosa e mista ou seromucosa. A saliva das glândulas salivares menores também não é igual, as produzida na região de palato duro e palato mole é muito mais mucosa, as de lábio inferior produzem mais saliva serosa. Unidade morfofuncional → unidade mínima que produz algo. É o ácino que possui uma forma de ferradura (isso já consegue produzir saliva). Um conjunto de ácinos chama-se adenomero. Um conjunto de adenomero é um lobo glandular. A parótida possui três lóbulos, entre eles passa o nervo facial. Cada lobo tem um ducto intercalar que se unem formando o ducto principal, chamamos o conjunto todo de árvore ductal. Um dos exames complementares utilizado é a Sialografia, é um exame morfofuncional que vê a morfologia (anatomia) e função da glândula. É feito através de uma radiografia de contraste – injeta um liquido, o lipiodol, este liquido preenche toda a arvore ductal e então faz-se a radiografia, enxergamos toda a glândula preenchida pelo liquido radiopaco. Localização: Fica na região parotidea – abaixo e a frente do pavilhão auricular externo. Função: Atua na produção de saliva, esta entra na cavidade bucal pelo ducto de stenon – ele vai paralelo ao musculo masséter, perfura o masséter e entra na cavidade bucal, desagua na carúncula parotidea que fica na mucosa jugal na região de primeiros e segundos molares superiores. Tipo de saliva: Produz apenas saliva serosa. Parótida Dar uma gotinha de limão para o paciente e ela começa a funcionar e expulsa o liquido, tira outras radiografias pra ver este liquido saindo. Exemplo: se houver um cisto o liquido não preenche esta região. Água – 99,1g% Sólidos – 900mg% → Substâncias inorgânicas 500mg% → Substancias orgânicas 400mg% pH ligeiramente ácido: 5,75 a 7,05 com média de 6,8. Volume em condições basais: 1mL/min. Componentes inorgânicos da saliva: Cloreto, bicarbonato, fosfato, iodeto, brometo, fluoreto, sódio, potássio e cálcio. Componentes orgânicos da saliva: Glicoproteínas, amilase, lipase salivar, lisozima, imunoglobulinas, substancias proteicas solúveis, albumina. Composição da saliva Velocidade normal em adultos: 1 a 2mL/min. Velocidade acentuadamente diminuída: 0,7mL/min. Sialoquinese ou hipossalivação: Ou xerostomia, mas não é o correto. 0,7mL/min. Sialometria: Exame ondese vê o volume de saliva. Paciente masca parafina e cospe num potinho (avalia quantidade de cuspe). Componentes inorgânicos da saliva: Cloreto, bicarbonato, fosfato, iodeto, brometo, fluoreto, sódio, potássio e cálcio. Componentes orgânicos da saliva: glicoproteínas, amilase, lipase salivar, lisozima, imunoglobulinas, substancias proteicas solúveis, albumina. Fluxo salivar Xerostomia Xerostomia → sintoma Sialosquese → sinal – vê que o paciente tem menos saliva A falta da saliva irá predispor: Infecções bucais oportunistas; Candidose; Doença periodontal; Cáries, principalmente cervicais (idosos, geralmente tem mais caries cervicais). Quase todos ansiolíticos promovem como efeitos colaterais a hipossalivação). Efeitos da xerostomia: Desconforto oral, dificuldade de engolir, dificuldade de falar, alteração do paladar, difícil retenção de prótese. Exames complementares Serosa, mucosa e mista ou seromucosa. A saliva das glândulas salivares menores também não é igual, as produzida na região de palato duro e palato mole é muito mais mucosa, as de lábio inferior produzem mais saliva serosa. SIALOGRAFIA: Preenche a árvore ductal com solução contrastante radiopaca e estimula as glândulas a trabalharem, e expulsar o líquido. Não usa mais este exame. RADIOGRAFIA: Convencional; Lateral obliqua; Oclusal e Panorâmica. Pesquisa de sialolito, calcificação de glândulas. ULTRASSOM: Aparelho emite som, este som ecoa e ele capta. É um exame apenas morfológico, não vê função temos áreas: hipereucóica (que produz muito eco – aparecem como regiões mais brancas) e aneucoica (que produz pouco eco). CINTILOGRAFIA: É um exame funcional. Usa pertecnato de sódio + tecnécio 99 e dá para o paciente, da uma gotinha de limão (estimulante) e vê a substância entrando e saindo da glândula. Não vê a forma e sim a função. Choque da glândula: histenose da glândula salivar. Exemplo: tireoide metaboliza iodo, então pra fazer o exame coloca iodo mais tecnécio 99, da para o paciente e através da cintilografia vê o iodo entrando e saindo da tireoide. T. C. T. C. ASSOCIADO A CINTILOGRAFIA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA CULTURA E ANTIBIOGRAMA Maior frequência indivíduos do sexo masculino. Alterações inflamatórias com hiperfunção das glândulas salivares menores. Hipersecreção e ectasia (parada de saliva) das glândulas salivares. Presença de pequenos pontos avermelhados e deprimidos, que correspondem ao óstio (orifício) das glândulas salivares. Etiologia: Idiopática (não se sabe) Tratamento: Corticoide intra-lesional, seringa de insulina, corticoide misturado com anestésico. Dividida em: Simples → é menos evidente Glandular superficial (Baelz-Unna) Glandular apostematosa profunda (Volkmann) → tem edema de todo o lábio. Em todas elas: mucosa inferior edemaciada com vários pontos avermelhados secretando um liquido mais espesso, cada um destes pontos avermelhados é um óstio da glândula salivar. Queilite glandular Ou Glandular. Benigna de caráter inflamatório Glândula salivar na região de palato duro que por alguma razão se ulcera - lesão ulcerada no palato duro, com um ou dois centímetros de diâmetro, em especial no sexo masculino. Tratamento: Remoção cirúrgica. Etiologia: Idiopático. Estomatite nicotínica: O cigarro cora os óstios das glândulas salivares. INFECÇÃO Virulência e quantidade X fatores locais, defesa humoral e defesa celular. Fatores locais: Revestimento epitelial Secreção (não deixa o microorganismo entrar pelo ducto) e drenagem Microbiota Defesa humoral – imunoglobulinas: IGG, IGM, IGD e IGE Defesa celular: Fagócitos Linfócitos B e T. Sialometaplasia Necrosante Alterações inflamatórias e infecciosas → Queilite glandular, Sialometaplasia glandular, Sialoadenites. → inflamação da glândula PAROTIDITE EPIDÊMICA: Conhecida como caxumba infecção causada por vírus altamente infectante com período de incubação de aproximadamente 21 dias. Geralmente paciente é acometido das duas parótidas, nem sempre ao mesmo tempo. Sinais e sintomas: Halitose, aumento da região (lóbulo da orelha aumentado), febrícula, prostração ou astenia (cansaço), dor na região. Tratamento: Sintomático e de suporte. Pode dar antibiótico pra evitar uma infecção secundária bacteriana. Obs: Cada vírus tem um tropismo (preferencia) por um lugar do corpo – exemplo, o vírus da raiva tem preferencia por SN e o da caxumba, por glândula salivar, se não cuidar, pode ter orquite, uma inflamação nas gônada. Perdigoto – gotículas de saliva lançadas ao ar enquanto fala. Caxumba só da uma vez! PAROTIDITE AGÚDA SUPURATIVA: Bacteriana. Ocorre em adultos! Microrganismo de alta virulência e hospedeiro de baixa resistência, halitose, febrícula. Possui história clinica rápida. Aspectos clínicos: Presença de secreção purulenta, principalmente quando se faz ordenha da glândula, febre ou febrícula, halitose e aumento de volume da parótida. Pode apresentar dor. Tratamento: Antibioticoterapia. Faz antibiograma pra saber qual antibiótico será o ideal. PAROTIDITE CRÔNICA: Ocorre em adultos. Microrganismo de baixa virulência e hospedeiro de alta resistência, halitose, febrícula. Aspectos clínicos: Presença de secreção purulenta, principalmente quando se faz ordenha da glândula, febre ou febrícula, halitose e aumento de volume da parótida. Pode apresentar dor. Sialoadenites Tratamento: Antibioticoterapia. Faz antibiograma pra saber qual antibiótico será o ideal. PAROTIDITE RECORRENTE: Ocorre em crianças, tem as mesmas características da Parotidite aguda supurativa e crônica. Porém, nas crianças é mais difícil tratar, demora meses ou anos! Ela é recorrente, trata e ela volta. Pode apresentar dor. Sub mandibulites: São todas iguais, porém a da glândula submandibular, tem secreção purulenta, dor, edema, pode ter febre. Ocorre em adultos. Síndrome de Sjogren É uma lesão autoimune onde os nossos elementos de defesa não reconhecem algumas células próprias, principalmente as células das glândulas lacrimais e das glândulas salivares. 5º a 6º década de vida. TRÍADE CARACTERÍSTICA: Cerato conjuntivite seca – olhos secos Queimação/sensação de corpo estranho → 80% Dor → 57% Fotofobia → 53% Olho vermelho → 50% Prurido → 33% Diminuição da acuidade visual → 32% Xerostomia – boca seca Sialometria, cintilografia, Sialografia, biópsia de glândula salivar menor. Por não ter salivação desenvolve-se: Distúrbios auto-agressivos → Autoimune: toda célula tem uma “carimbo” que marca ela como sendo própria do organismo. Quando há uma patologia autoimune, o sistema imunológico não reconhece e acaba ataca as próprias células do corpo. Como trata as lesões autoimunes? Corticoterapia pra diminuir as defesas do organismo. Manifestações da xerostomia: Atrofia das glândulas labiais e papilas linguais → 80% Ausência de saliva → 90% Eritema crônico oral com fissuras → 30% a 70% Estomatites e gengivites recorrentes → 60% Cáries dentárias graves → 63% Manifestações sistêmicas extras glandulares: Atralgias (dor nas articulações) ou artrites (articulações inflamadas) → 50% Manifestações renais → 35% (acidose tubular renal) Manifestações cutâneas → 30% (purpura vascular, eritema multiforme) Quem trata? Reumatologista ou imunologista trata a síndrome, nós tratamos os sintomas. Paciente tem que fazer profilaxias mais frequentes, usar flúor, saliva artificial. Artrite reumatoide DIAGNÓSTICO: Sorologia: Pesquisa de anticorpos anti-SSA/RO → 55-90% e anti SSB/LA → 30-70% Pesquisa de látex → 90% Eletroforese de proteínas (hipergamaglobullinemia) → 75% (A eletroforese separa as proteínas nas suas frações pré- albumina, albumina, alfa-1-Globulinas, alfa-2- globulinas, betaglobulinas e gamaglobulinas). Nenhum destes exames é conclusivo, não dão a certeza se é ou se não é síndrome de sjögren. Biópsia: De uma glândula salivar menor – exame anatomopatológico da o diagnóstico. XEROFTALMIA: Teste de Schimer tipo 1 Teste de Schimer tipo 2 Teste rosa de bengalaRetenção e extravasamento Fenômenos de retenção/ extravasamento de muco. RETENÇÃO DE MUCO: Quando o ducto da glândula é obstruído, mas ela continua produzindo saliva, então forma uma “bexiga”. Mucocéle: É uma bolha de conteúdo cristalino ou azulado geralmente em mucosa de lábio inferior, pode ter poucos milímetros. Ocorre em glândulas salivares menores. EXTRAVASAMENTO DE MUCO: Rompimento do ducto, apio invés da saliva sair pra fora, ela vai proconjuntivo e também forma bolha, também provoca Mucocéle. Tratamento: Remoção da bolha cirurgicamente. “Reicidiva”: No tratamento, na hora da sutura pode pegar uma glândula vizinha e provocar outra Mucocéle. Alterações obstrutivas → ou sialolito. Ocorrência: Submandibular 80% Parótida 20% Sublingual – menos de 1% Cirurgião dentista não pode remover glândulas maiores! (pode tirar o sialolito, mas a remoção completa fica pro médico) Diagnóstico: Radiografia oclusal, 2 com inclinações diferentes. Tratamento: Cirúrgico – captura o sialolito com uma pinça kelly e faz a incisão. Aspectos clínicos: Assoalho de boca inchado, e saliva com gosto ruim, salgado. Sialolitíases Rânula: Acontece só na glândula submandibular, forma uma bolha única de conteúdo cristalino em assoalho de boca. Ocorre por obstrução do ducto. Tratamento: Marsupialização (remove a tampinha da glândula e faz uma saída nova) – sutura o epitélio da mucosa no epitélio do ducto, pra não coaptar as bordas. Oncocitoma → TUMOR BENIGNO Menos de 1% de todas as neoplasias das glândulas salivares. Mais em idosos (55 a 70 anos ao diagnóstico), sem preferência por sexo. Indolor, com crescimento lento, e capta tecnécio (a substância radioativa usada na cintilografia), aparecendo como nódulo quente (significa que capta muito tecnécio, fica vermelho) na cintilografia. Tratamento: Apesar de benigno, pode apresentar potencial destrutivo, deve ser tratado cirurgicamente. → TUMOR BENIGNO Adenolinfoma ou cistoadenoma papilífero linfomatoso. Quase que exclusivamente na parótida e é responsável por 10 a 15% dos tumores desta glândula, sendo o segundo tipo mais frequente das neoplasias benignas das glândulas salivares. Predileção pelo sexo masculino e é raro em negros. Bilateral em 10% dos casos. Geralmente no lobo superficial da parótida, próximo ao ângulo da mandíbula. Capsulado, com superfície lobulada. Tumor de Wharthin → TUMOR BENIGNO Mais frequente das glândulas parótidas. 90% dos tumores benignos de parótida. 50% de todos os tumores da glândula submandibular. Igual prevalência entre os sexos, maior incidência a partir dos 40 anos. Raros casos bilateral. Massa de crescimento lento e indolor na cauda da parótida. Alterações no seu ritmo de crescimento podem significar degenerações malignas. Margem de tecido glandular normal em sua ressecção para diminuir as chances de recidiva (10%). Médico que opera! Características clinicas: Aumento indolor de crescimento lento, assintomático. Se houver levantamento do lóbulo da orelha, tem grandes chances de ser problema da parótida. Adenoma Pleomórfico Tumores das glândulas salivares → Dos tumores benignos de glândulas salivares maiores, 80% ocorrem na parótida. → Dos tumores benignos de glândulas salivares menores 50% na G.S.M. do palato. → Quase todos os tumores são unilaterais. Carcinoma Mucoepidermoide → TUMOR MALIGNO. Tumor maligno mais frequente na glândula parótida e o segundo na glândula submandibular. Outros tumores benignos → TUMORES BENIGNOS Adenoma monomórfico; Mioepitelioma. 5 a 9% de todas as neoplasias salivares e 16% das neoplasias malignas. Pode atingir todas as glândulas salivares, inclusive as menores, onde sua maior incidência é o palato. Incidência igual entre os sexos, e geralmente ocorre a partir dos 50 anos de idade, embora também seja o tumor maligno mais frequente na infância. Apresenta-se clinicamente de forma extremamente heterogênea, refletindo seus graus de malignidade. É dividido em alto e baixo grau. → TUMOR MALIGNO → OU CARCINOMA ADENOIDE CÍSTICO Prevalência igual entre os sexos. Maior incidência a partir dos 50 anos de idade. Representa 6% de todas as neoplasias salivares e 40% das malignas. Apesar de ser menos frequente na glândula parótida que o carcinoma mucoepidermoide, é a neoplasia maligna mais comum na glândula submandibular e nas glândulas salivares menores, representando 30% dos tumores da submandibular, apresenta-se como uma massa que invade rapidamente os tecidos adjacentes gerando dor e paralisia facial. Alta taxa de metástases a distancia, acometendo os pulmões em 40% das vezes, cérebro em 20% e ossos 20%. Tem classicamente 4 padrões histológicos: cribiforme, tubuloglandular, celular sólido e cilindromatoso. Nódulo de crescimento mais rápido. Cilindroma Outros tumores malignos → TUMORES MALIGNOS Carcinoma de células acinares. Carcinoma ex-adenoma pleomórfico. Carcinoma epidermoide. As lesões fundamentais são modificações dos tegumentos determinada por processos inflamatórios, degenerativos, circulatórios, tumorais, metabólicos ou defeito de formação. Com o conhecimento das estruturas da cavidade bucal, reconhecendo as mesmas e sabendo de suas possíveis variações, torna-se mais acessível o reconhecimento de um processo patológico. As lesões fundamentais são descritas de modo a servir como um marco inicial para a descrição do processo. (quando se pede pra descrever a lesão, não é pra falar o nome dela, e sim falar sobre a lesão fundamental). O conhecimento das lesões fundamentais é o primeiro passo para estabelecermos hipóteses de diagnósticos. Elas auxiliam a formular estas hipóteses. Definição A completa descrição de todo o processo patológico de tecidos moles, além da lesão fundamental, deverá conter: Forma: Representa a forma geométrica. Localização: Região anatômica. Coloração: Branca, vermelha, enegrecida, acastanhada. Tamanho: Se circular (diâmetro), outras em mm. Consistência: Branda, consistente, fibrosa, elástica (resistência frente a palpação). Base: Séssil, quando a base da lesão é maior que o equador (figurativamente, lembra a forma de uma montanha). Como descrever a lesão Pediculada, quando a base é menor que o equador da lesão (figurativamente lembra a forma de um cogumelo). Superfície: Brilhante, opaca, lisa, áspera. Contorno: nítido/difuso, regular/irregular. Borda: Elevada, deprimida. Número: Única, múltipla. Limites: São demarcadas estruturas anatômicas que cercam a lesão Diferentes tipos As lesões fundamentas são dividias em: Primárias (a lesão original), podendo ser alteradas por traumatismos, mastigação. Secundárias, sendo que estas derivam das primarias, são decorrentes de modificações que se associam ou se desenvolvem, nas lesões primárias previamente estabelecidas (aparecem consecutivamente às lesões primárias). Placa Definição: É uma elevação tecidual mais extensa do que alta. Característica: Geralmente tem coloração esbranquiçada. É uma lesão de tecido epitelial. Porque é esbranquiçado? O tecido epitelial não é vascularizado e é transparente. A camada de células do tecido epitelial passam da camada basal, subindo até chegar a camada córnea e sofrem esfoliação, se houver nessa superficie um trauma de baixa intensidade e longa duração, esse tecido epitelial se espessa. Pois as células não se esfoliam mais, então ele vai depositar todas as células ali, formando o que clinicamente vemos como a placa. Manobras de semiotécnica: Inspeção, palpação e raspagem para observar se a placa cede a raspagem. Patologias: Leucoplasia, hiperqueratose, nevus branco esponjoso. (hipóteses diagnóstica). Definição: É uma alteração de coloração do epitélio. Sem elevação ou depressão. Coloração, origem da lesão: → Vascular (alteração no vaso sanguinéo, ele pode estar dilatado, por exemplo nas varicosidades linguais, ou ainda extravasamento de um vaso): hipocrômica (menos avermelhado) ou hipercrômica (mais avermelhado).Puntiforme, realizar vitropressão (vascular apenas). → Pigmentar: exógena (vem de fora, exemplo: tatuagem por amálgama) e endógena (melanina ou alguma droga, por exemplo AZT - presente no coquetel pra tratamento da AIDS.). Puntiforme, realizar vitropressão (vascular apenas). Manobras de semiotécnica: Inspeção, palpação, diascopia ou vitropressão (para saber se é pigmentar ou vascular, neste visualiza-se os vasos sanguíneos, pressiona-se uma lâmina de vidro sobre a lesão). Puntiforme, realizar vitropressão (vascular apenas). De origem vascular: → Equimose (se for circular, de pequeno vaso). → Contusão é uma mancha hemorrágica idêntica, porém o tamanho é maior (por exemplo causado por uma mordida). Patologia: Nevus pigmentados ou pigmentar, sarcoma de kaposim, tatuagem por amalgama, hemangioma Mancha Erosão Definição: É o rompimento do tecido epitelial sem a exposição do tecido conjuntivo. Características: Coloração mais avermelhada, geralmente é assintomática, porém pode ter um pouco de ardência. Sulco: É uma erosão retilínea. Patologias: Líquen plano erosivo, queilite actínica e queilite angular (ambas no começo, depois podem evoluir para úlcera). Manobras de semiotécnica: Inspeção e palpação. Úlcera Definição: Rompimento do tecido epitelial com exposição do tecido conjuntivo. Importante: o Carcinoma Espino Celular que representa 95% das neoplasias malignas da cavidade bucal aparece na forma de úlcera. Base: amolecida ou endurecida Bordas: elevadas, deprimidas ou destruidas Fundo: Liso, necrótico (coloração mais acinzentada, amarelada) ou granulomatoso (coloração amarelada com vermelha e presença de grânulos). Natureza: Aguda/crônica. Evolução/involução: Analisar se evoluiu ou involuiu. Halo: Eritematoso ou esbranquiçado, circunda a úlcera. Sintomas: Indolores ou assintomáticos, ou extremamente sensíveis. Forma: Circular ou oval serpinginos. Número: Única ou múltipla. Exemplo: Pizza → a base é a massa da pizza (amolecida ou endurecida), a borda é o que circunda a pizza, o fundo é o molho de tomate. Fora da borda, tem o halo que circunda a ulcera. C.E.C: → base endurecida, pois é infiltrado, infiltra nos tecidos. Não involui apenas evolui, não cicatriza! é assintomático em seu inicio. Fissura: É uma úlcera retilínea. São lesões fundamentais que se diferenciam apenas pelo tamanho. Definição: Bolha: elevação tecidual de conteúdo liquido menor que 3mm de diâmetro. Vesícula: elevação tecidual de conteúdo liquido maior ou igual que 3mm de diâmetro. → observar tamanho, cor e conteúdo. → membrana de revestimento pode ser fina ou espessa. → conteúdo: seroso (soro), pustulosa, hemorrágicas e salivares (manobra – punção). Patologias: Mucocele, herpes, mononucleose. Bolha e vesícula Base: Séssil, pediculada Consistência: Fibrosa, elástica, pétrea (endurecida) Evolução/involução Superfície: Lisa, papulomatosa (cheia de papulas). Forma: Crescimento pra fora: exofitico. Crescimento pra dentro: endofitico. Patologias: Nódulo (ou pápula, se for pequeno) – hiperplasia fibrosa inflamatória, fibroma, papiloma Papulomatose → conjunto de várias pápulas Definição: São orifícios na superfície cutânea ou mucosa, terminais dos trajetos sinuosos que põem em contato com o exterior focos ou cavidades supurativas (pus) internas. Fístulas Ambas diferem de tamanho. Definição: Nódulo: elevação tecidual de conteúdo sólido maior que 3mm Pápula – elevação tecidual de conteúdo sólido menor ou igual a 3mm Nódulo e pápula Patologias que aparecem escurecidas, a maioria aparece como uma mancha. As lesões escurecidas da cavidade bucal apresentam diferentes tecidos adjacentes devido ao: → Denso acúmulo de melanina (por ex. produção em excesso). → Material estranho pigmentado (corpo estranho levado a região). → Aumento da visibilidade dos vasos (distúrbio vascular, distúrbio da forma anatômica). Definição A etiologia das lesões escurecidas está associada aos fatores fisiológicos (ex. aumento da na produção de melanina) externos (depósito de algo na mucosa) e sistêmicos (ex. alteração no vaso). Fatores endógenos: Deposição de hemoglobina, hemosiderina e melanina. Fatores exógenos: Depositados traumaticamente na submucosa ou ingerido e absorvidos e distribuídos hematologicamente para serem precipitados no tecido conjuntivo. Origem sanguínea: Referem-se ao aumento do suprimento sanguíneo no local dos capilares ou pela proliferação dos tecidos vasculares (do tecido endotelial, que reveste o vaso, elas sendo estimuladas, pode provocar uma lesão escurecida). Lesões de origem vascular variam de tonalidade, vão de um vermelho mais vivo até coloração arroxeada. Este é um fator de origem interna. Melanina: A melanina é um pigmento granular endógeno variando de coloração, sintetizada nos melanócitos. Etiologia Distúrbios relacionado com essa síntese e produção apresentam diferentes etiologias. Coloração varia de castanho claro a um castanho mais escuro, ou acinzentada, ou mais enegrecida. Variações de normalidade Varicosidades linguais, pigmentação racial melânica, efélides, língua negra pilosa. Efélides: Aumento da síntese de melanina pelos melanócitos na camada basal. Manchas de coloração acastanhadas que variam de 2 a 4mm. Está presente na pele e não na mucosa (conhecidas como sardas). Melanose por drogas → Pigmentação por drogas. Induzidas pelo uso frequente de drogas que estimulam a produção de melanina. Tais drogas podem ser: Antivirais, antimaláricos, imunossupressores (pacientes que fazem tratamento de AIDS, ex. AZT). Importante na Anamnese saber os antecedentes mórbidos do paciente. Apresenta manchas acastanhadas. Não é potencialmente maligna. Alterações patológicas Melanose do fumante Definição: Relacionada a componentes do tabaco que estimulam a produção de melanina. Local: Predileção pela mucosa gengival vestibular (maior contato com a fumaça). Aspectos clínicos: Aparece na forma de uma mancha ou manchas múltiplas de superfície integra assintomática e que varia de uma coloração mais acastanhada a mais enegrecida. Nicotina e benzopirenos aumentam a atividade de produção de melanina, extremamente relacionados. Não é potencialmente maligna. Definição: Representa aumento na síntese de melanina sem aumento dos melanócitos. Etiologia: Desconhecida. Aspectos clínicos: Apresenta-se como uma única lesão que varia de coloração, não ultrapassando 7mm de diâmetro. Não tem correlação com raça, não se sabe por que aparece. Local: Mais incidente no vermelhão dos lábios. Não é potencialmente maligna. Mácula melanótica → Cavernoso: quando há um grande vaso envolvido (C.D. não atua, pois paciente pode ter hemorragia). Manobras de semiotécnica: Inspeção, palpação e diáscopia (se for mesmo hemangioma, vai ter isquemia na área) – só isquemia se for de origem vascular! EXAMES COMPLEMENTARES: → Para grandes lesões: arteriografia ou ressonância magnética (injetado contraste, e este percorre toda a veia ou artéria que nutre o hemangioma até chegar a veia ou artéria principal) usa pra descobrir se está sendo nutrido por um grande vaso ou não. → Pequenas lesões: diagnóstico apenas clinico (diáscopia fecha diagnóstico), faz fotografias. Porque as vezes ele é tão pequeno que não dá pra remover material pro exame anatomopatológico. Características clinicas: Mancha, vesícula ou bolha (se tiver dilatado) de superfície lisa, integra e brilhante e sua coloração varia de vermelho a arroxeado (origem vascular). Origem: Pode ter sido um trauma que levou o vaso a se dilatar. Tratamento: Esclerose química da lesão. Utiliza: ethamolin, anestésico e seringa de insulina. Coloca o ethamolin e o anestésico em partes iguais na seringa, insere dentro do vaso e aspira – se vir sangue significa que realmente está dentro do vaso, então injeta a substância. A quantidade depende do tamanho do hemangioma, às vezes precisade três ou quatro aplicações. Remove se tiver em área de trauma (a não ser que paciente se negue). Após a aplicação, não desaparece de imediato... depois de mais ou menos uma semana a lesão vai sumir. Diagnóstico diferencial: Equimose, nevus, tatuagem por amalgama, sarcoma de kaposi. Não é potencialmente maligna. Definição: Considerado uma neoplasia benigna de vasos sanguíneos (proliferação de vasos, do endotélio), com dilatação das artérias e veias. Bastante comum. EXISTEM DOIS TIPOS: Congênitos: Referem-se à morfogênese dos vasos na vida intrauterina, má formação de vasos. Adquirido: Aparece durante a vida do paciente. Neste, o cirurgião dentista pode atuar. O hemangioma adquirido tem uma classificação - referente a diferença de diâmetro do vaso em questão: → Capilar: quando há um pequeno vaso envolvido (C.D. pode atuar). Hemangioma 2 – Nevo juncional: Se a célula névica tiver alojada na camada basal do tecido epitelial. 3 – Nevo composto: Se a célula névica tiver alojada no tecido epitelial e no tecido conjuntivo ao mesmo tempo. → Fator exógeno. Definição: É uma condição iatrogênica provocada pela introdução do amalgama no interior dos tecidos. A prata existente dentro do amalgama mancha as fibras reticulares do tecido conjuntivo. Em situações de retro obturações de canais radiculares, restaurações, coloração cinza-ardósia (mancha escurecida). Características clinicas: Mancha escurecida que varia de nuances cinza a cinza escuro, assintomática e de superfície integra. Pode aparecer no RX periapical, de forma radiopaca. Exames complementares: Biópsia. Manobra de semiotécnica: Inspeção, palpação e diáscopia ou vitropressão. Tratamento: Excisão cirúrgica da lesão. Tatuagem por amalgama Naevus = marca de nascença. LESÃO POTENCIALMENTE MALIGNA - pode se malignizar em seu curso clinico. Definição: Composto por células névicas, é caracterizado por uma proliferação de células oriundas da crista neural que migram para a epiderme durante o desenvolvimento, que são as células névicas. Classificação histológica: Depende da localização da célula histológica. 1 – Nevo intradérmico: Se a célula névica tiver alojada só no tecido conjuntivo. Nevo pigmentado / nevus Mudanças clinicas: Se estiver evoluindo, já malignizou Sangramentos espontâneos, ardência local, discreto aumento de tamanho. Ocorrência: → Intradérmico: 64 a 80% → Composto: 6 a 7% → Juncional: 1% raros Local: Mais comuns em mucosa palatina, fundo de sulco e mucosa jugal. O nevo que demonstra maior atividade é o juncional, tem considerável tendência de se malignizar. Pois ele está na área de maior atividade celular. Melanoma tem predileção pela mucosa palatina Nevo juncional → malignização → melanoma → mudanças clinicas. O melanoma é extremamente raro, porém é muito agressivo e tem potencial de metástase. Exame clinico: Durante o exame físico, realizar manobras de semiotécnica. Características clinicas: Mancha enegrecida, acastanhada. Rápida progressão clinica, pode levar o paciente a óbito rapidamente. Manobra de semiotécnica: Inspeção, palpação e vitropressão ou diáscopia. Tratamento Nevo: Excisão cirúrgica. Se estiver com características malignas, remover com margem de segurança. Etiologia: Não se sabe ao certo. Toda lesão escurecida da cavidade bucal deve ser removida. → HHV8 – HERPES VIRUS HUMANO TIPO 8 Neoplasia branda. Definição: Proliferação de células de origem endotelial. Etiologia: Viral. Agente etiológico: Herpes vírus humano do tipo 8. Extremamente associado a pacientes com grandes problemas de imunossupressão (ex. pacientes com HIV). Características clínicas: Lesões em mucosas e pele (lesões de maior tamanho). Na pele aparece na forma de manchas de coloração avermelhada com predileção de dorso nasal. Origem vascular – membros inferiores. Lesão pouco agressiva. Aspecto clinico: Na cavidade bucal, aparece como uma mancha vermelha semelhante ao hemangioma. Tratamento: Quando é na pele, o dermatologista que realiza o tratamento. Na boca, o tratamento é feito a nível hospitalar com intérferon, injeção desta substancia dentro da lesão para promover uma diminuição do seu tamanho, utiliza seringa de insulina, aplica até a lesão desaparecer. Exame complementar: Biópsia incisional. Sarcoma de Kaposi Linfangioma Não é uma patologia propriamente dita, é um distúrbio de desenvolvimento: Definição: É uma neoplasia benigna de vasos linfáticos, considerada um distúrbio de desenvolvimento. Originário de restos de vasos linfáticos oriundo no processo de formação desses vasos (ainda durante a vida intrauterina). O 1/3 posterior da língua, região de amidalas, arcos amidalianos são regiões onde temos maior concentração de cadeias linfáticas, é a primeira porta de defesa do organismo. Características clinicas: É um nódulo de coloração avermelhada, arroxeada, aparece na época do nascimento e com o passar do tempo ele diminui de tamanho até ficar imperceptível. Localização: Geralmente no 1/3 posterior da língua no dorso lingual, pode resultar em sensação de macroglossia – desconforto. Tratamento: Esperar regressão, proservando. Pode remover cirurgicamente, porém é um pouco contraindicado por causa da circulação linfática... Porém pode fazer se ele estiver aumentado e incomodando muito. Diagnóstico diferencial: Hiperplasia fibrosa inflamatória, granuloma (por ser um aumento tecidual). Definição: Lesão fundamental – placa. Classificação: Espessamento epitelial, lesões superficiais, alterações de cor da submucosa. Lesões brancas → pois o tecido epitelial não é vascularizado, apenas o conjuntivo, e a maioria de suas células são os queratinócitos, então se ocorre o espessamento da camada córnea, será de cor branca. Definição Caracteriza-se por apresentar deposição de material em sua superfície. Apresenta-se com aspecto opaco e rugoso. Manobra de semiotécnica: raspagem – ver se cede ou não. Normalmente cede a raspagem! Lesões: candidíase pseudomembranosa, queimadura química, úlceras em cicatrização ou que tenha processo necrótico (pseudoplaca, placa falsa). Superficiais Tratamento: A base de antifúngicos. Pode pedir para o paciente fazer bochecho, passar antifúngico na prótese, tomar suspensão oral, passar pomada, comprimido, comprimido semanal, etc. Locais: Mucosa palatina, mucosa jugal, mucosa retro comissural, língua, etc. A cândida albicans vive em equilíbrio, pois faz parte da microbiota, só manifesta exercendo ação patógena, se houver algum desequilíbrio na mucosa bucal, como diabetes, pacientes tratados com radioterapia e quimioterapia, presença de hipossalivação, etc. E fatores locais, por exemplo, paciente que usa prótese total mal higienizada. É um marcador de progressão da doença AIDS. Quando paciente que faz o uso do coquetel regularmente, e apresenta candidíase, é porque a imunidade está extremamente baixa, significa que o remédio não está servindo, precisa trocar. Pacientes oncológicos que fizeram radioterapia e quimioterapia, por conta de xerostomia e queda de resistência, eles são mais propensos a ter candidíase pseudomembranosa. Alterações de submucosa Há diminuição da vascularização periférica, pela presença de mais fibras colágenas, tentando reparar a região. A vascularização do tecido conjuntivo da mucosa é substituída por um tecido menos vascularizado. Ocorre geralmente em processos cicatriciais, de reparação, geralmente em ulceras muito profundas. → Grânulos de fordyce, cicatrizes, fibrose na submucosa, úlceras profundas. Manobra de semiotécnica: Raspagem – ceder ou não. Etiologia: Fúngica. Agente etiológico: Cândida albicans. Aspectos clínicos: Recoberta por falsa placa branca que cede a raspagem. Aspecto rugoso, opaco, semelhante a nata de leite. Embaixo de cada pseudoplaca tem uma área erosiva, própria da candidíase. Diagnóstico diferencial: Leucoplasia, hiperqueratose, líquenplano. Candidíase pseudomembranosa Maioria das lesões. Geralmente não cede a raspagem. Caracteriza-se pela deposição de queratina. A queratina adicional produz aparência opaca ao invés de translucidez. Manobra de semiotécnica: Inspeção, palpação e raspagem (ver se cede). Lesões: Hiperqueratose, leucoplasia, Queilite Actinica, líquen plano, nevo branco esponjoso, Leucoedema, candidíase hiperplásica, mucosa mordiscada. Espessamento epitelial Como fazer: - Deixar a região áspera com uma maxi ou minicute. Pode fazer pequenas retenções (buraquinhos). Preparar a resina e aplicar na área chapeável da prótese e levar em posição na boca do paciente. Remove os excessos com uma lâmina de bisturi. Isto promoverá alivio na região que está sendo traumatizada, então aguarda pra ver se a placa regride. Diagnóstico diferencial: Leucoplasias, líquen plano Etiologia: É a resposta do epitélio a fatores irritativos contínuos de baixa intensidade e longa duração. Ex. utilização de próteses mal adaptadas, gerando trauma – estimula o epitélio a se espessar, formando uma placa esbranquiçada Características clinicas: Placa branca que não cede a raspagem, assintomática e que dá para relacionar causa e efeito. Observar se existe trauma local, precisa procurar qual a causa que promoveu o aparecimento da placa branca. Exames complementares: Biópsia incisional ou excisional. Tratamento: Remover cirúrgica da placa e remover o trauma. Também pode: Identificação do trauma → remoção do trauma → Proservar por 15 dias e esperar a regressão total ou parcial. Se regredir, é hiperqueratose. Ás vezes não some completamente, então remove o resto cirurgicamente. Mas sempre tratar a causa! Por exemplo, se for a prótese, precisa trocar ela. Se o paciente se negar a remover a prótese (se ela for a causa do trauma), pode reembasar a prótese com uma resina SOFT (macia), mais resiliente, então pode utilizar por 20 ou 30 dias no máximo, isto serve para aliviar a região do trauma. Hiperqueratose Leucoplasia “leuco” é branco, e “plasia” é crescimento. Segundo a OMS – “placa branca não removível a raspagem e que não pode ser classificada clinica ou patologicamente como outra enfermidade”. É considerada uma lesão potencialmente maligna – 1 a 6% - população em geral. Se não houver fatores genéticos, nem fumo e nem álcool, ela não sofre transformações malignas. Se for maligna, haverá Displasia epitelial (variações celulares anormais no processo de multiplicação das células do tecido epitelial). Etiologia: Desconhecida, multifatorial, porém sabe-se que está diretamente relacionada a tabagistas crônicos associados ao etilismo e também fatores genéticos (predisposição genética). - Álcool associado ao fumo: 80% de probabilidade. Atuam em sinergismo. O álcool promove uma desidratação da mucosa, deixando-a mais susceptível a trauma. - É 6 vezes mais comum em fumantes. A principal característica entre as leucoplasias e outras placas brancas bucais é a presença de displasia epitelial – a camada basal do tecido epitelial é a área de maior atividade celular, de maior replicação (pois a camada córnea é renovada fisiologicamente, e as células que vão pra lá, são produzidas na camada basal), ou seja, é a área de maior propensão para que ocorra um erro de divisão celular. Então, por exemplo, o paciente fuma muito e é etilista, então, os agentes carcinógenos que atuam no tecido podem alterar alguma divisão celular, então as células modificadas começam a se replicar, produzindo mais células modificadas – padrão de maturação celular patológico, misturado. A arquitetura do tecido epitelial acaba ficando completamente comprometida pois houve mutação nas células, gerando a displasia epitelial. Classificação das displasias epiteliais: Leve (bem no inicio). Moderada. Severa (todo o tecido afetado). Estas células alteradas levam a formação do câncer! A displasia é o primeiro passo para evolução de um carcinoma. Displasia epitelial: Atipias celulares, aumento de mitoses, desequilíbrio núcleo-citoplasma, queratinização celular. Leucoplasia → (agentes agindo – fumo e álcool principalmente) então evolui para → displasia epitelial → que pode evoluir para → carcinoma Espinocelular ou carcinoma epidermóide. Muitas vezes a displasia epitelial é vista apenas por microscopia eletrônica. Tratamento: Excisão cirúrgica, remove com margem de segurança. Se o paciente é fumante, observar principalmente vermelhão dos lábios, mucosa labial! Aspecto clinico: Placa branca que não cede a raspagem. Porém temos 2 tipos de leucoplasias: Leucoplasia homogênea: placa branca uniforme, bem delimitada. Leucoplasia não homogênea ou heterogênea: possui áreas nodulares, verrucosas e eritoplásicas (avermelhadas, erosivas), com maior frequência de transformações malignas, com semelhança clinica ao líquen plano (leucoplasia verrucosa proliferativa). Líquen plano Doença inflamatória muco-cutânea, sendo que as manifestações cutâneas e mucosas podem ocorrer simultaneamente ou não. Histologicamente ocorre a degeneração da camada do epitélio induzida imunologicamente após a mediação celular (tentativa de reparação). Presença de acumulo de linfócitos T na camada subjacente ao epitélio. Etiologia: Fortemente associado ao estresse, o estresse desencadeia essas respostas imunológicas. Diagnóstico: Somente biópsia pra descobrir se realmente é líquen plano. Não medica sem saber o diagnóstico certo. Clinicamente há variedade clinica, classificado em: - Líquen Plano reticular: placa branca em forma linear que não cede a raspagem, simétrico e bilateral, - lembrando estrias (estrias de vickham), rendas e redes. Líquen Plano erosivo: erosão de coloração avermelhada, ardência bucal - potencialmente maligno segundo a literatura. Líquen Plano em placa: placa branca que não cede a raspagem. Em pele: pápulas de coloração rósea, prurido (coceira). Podendo ter as três formas em conjunto no paciente! Diagnostico diferencial: Reticular: leucoedema, hiperqueratose. Erosivo: eritroplasia, candidíase atrófica. Em placa: leucoplasia, hiperqueratose, nevus branco esponjoso. Locais que aparece: Mucosa gengival, mucosa jugal, fundo de sulco, lábio, borda lateral da língua ou na pele em forma de pápulas. É controlável, porém em algum momento de desequilíbrio a patologia volta a se manifestar. Tratamento: É igual para todas as formas clínicas. Paciente deve estabelecer-se emocionalmente (procurar uma terapia, fazer algo que ele goste) e Corticoterapia. Corticosteróide: Betametasona na forma de elixir diluído 1 colher de sopa em 1 copo de agua (bochechos: coloca liquido na boca, preenche espera 1min e expectora). Em regiões de erosões pode aplicar Oncilon em orabase. Propianato de Clobetasol 0,05% - corticoterápico feito em farmácias de manipulação. Exames complementares: Biopsia incisional. O diagnostico é sempre dado pela biopsia. Nevus branco esponjoso Alteração genética, hereditário, herança autossômica dominante. Importante perguntar antecedentes familiares do paciente. Placa branca irregular que não cede a raspagem, assintomática. Na linha de oclusão precisa ser observado se há aumento tecidual aparecendo ulceras ou erosão para possível remoção cirúrgica. Não há tratamento, apenas faz acompanhamento. Exame complementar: Biopsia incisional Monilíase Origem/ etiologia: fúngica. Agente etiológico: Cândida albicans, cândida tropicalis, glabata. → Principalmente em imunodeprimidos e neutropênicos (pois a Cândida albicans vive em harmonia com nosso organismo, não produzindo nenhum maleficio, porém vai ser patogênica nestas situações de grave imunodepressão). O crescimento excessivo da cândida é sempre superficial, e raro penetrar na intimidade dos tecidos. Introdução Patogênese - fatores que levam a cândida sair do seu equilíbrio e exercer patogenicidade. FATORES SISTÊMICOS ASSOCIADOS A FATORES LOCAIS: Hánecessidade destes fatores devido a sua patogênese fraca. EXEMPLOS DE FATORES GERAIS SISTÊMICOS: → Pacientes diabéticos: Que tem o fluxo salivar diminuído, pois a saliva é um lubrificante, é um meio de proteção (possui imunoglobulinas). A mucosa fica mais susceptível a trauma e a infecção por cândida albicans. → Pacientes que evoluem para AIDS: A candidíase é um marcador de que o coquetel não está fazendo efeito, que o sistema imunológico do paciente está ficando muito debilitado. → Pacientes transplantados: Possuem resistência do sistema imunológico baixa. → Pacientes com câncer bucal: Não se alimentam direito, ou até mesmo câncer em outros órgãos que induzem a queda de resistência. Patogênese Estes fatores gerais fazem com que a Cândida que está em um estado de “levedura”, saia deste estágio e passe para um estágio de hifa (mais resistente) e exerça patogenicidade infectando a cavidade bucal. Em pacientes gravemente debilitados e imunocomprometidos, a infecção pode estender-se para o trato digestivo - esofagite por cândida, pode até levar o paciente a morte se este não procurar tratamento. Porém, de maneira geral é de fácil tratamento. FATORES LOCAIS: Uso de próteses, aparelhos ortodônticos, placas de mordida, uso de chupeta em bebês ou bico de mamadeira (não tem o sistema imunológico todo estruturado, ela está se formando ainda). FATORES PREDISPONENTES DA CANDIDÍASE: → Idade: Imaturidade imunológica da infância. → Distúrbios endócrinos: Diabéticos (fortemente associado). → Tratamento prolongado com corticóides: Estes medicamentos facilitam a conversão de glicogênio em glicose aumentando o substrato (alimento) para o crescimento da cândida, então ela se desenvolve e prolifera. → Xerostomia: O ressecamento da mucosa bucal é um fator (pode ser por um tumor de glândula salivar, uso de antidepressivo, paciente que trata da tireoide – usa Puran, um medicamento que provoca hipossalivação. → Carcinoma Espinocelular: Debilitado, não se alimenta direito, não consegue higienizar bem. → Pobre higienização bucal. → Antibioticoterapia. → Quimioterapia e radioterapia: Em especial a radioterapia, atua diretamente nas glândulas salivares, diminuindo o fluxo salivar, e também diminui a resistência. → Desnutrição. → Pós-operatório: É comum quando faz por exemplo exodontia seriada para instalação de uma prótese imediata, e na semana seguinte ás vezes o paciente aparece com candidíase porque não consegue se alimentar direito – resistência cai – tem os pontos, se não higieniza aquilo acumula alimento, etc. → O uso da prótese: Levam a grande capacidade de aderência do fungo ao acrílico, além da redução do fluxo salivar na área chapeável e higiene (em especial quando o paciente usa a prótese a muito tempo, pois esta fica muito porosa e isso gera a adesão de fungos). A patogênese está relacionada a dois fatores: Capacidade de transformação da levedura para a forma de hifa. Capacidade do microrganismo se aderir aos queratinócitos da mucosa – é um fator de virulência. CANDIDÍASE HIPERPLÁSICA CRÔNICA: É uma resposta tecidual hiperplásica, assemelha- se a leucoplasia, pouco comum na cavidade bucal. → Placa esbranquiçada que não cede a raspagem. QUEILITE ANGULAR: Erosão avermelhada que acomete região de ângulo bucal, uni ou bilateral, podendo chegar até em forma de ulceras, pode apresentar incomodo e ardência. Perda de dimensão vertical. CANDIDÍASE PSEUDOMEMBRANOSA AGUDA: Placa branca que cede a raspagem, com área subjacente avermelhada, presença de alteração do paladar (ás vezes). Quando raspa e fica só a área avermelhada, então ela se transforma em uma candidíase atrófica aguda. CANDIDÍASE ATRÓFICA AGUDA: Erosão de coloração avermelhada, geralmente está subjacente da pseudoplaca, pode apresentar um certo desconforto. Formas Agudas CANDIDÍASE ATRÓFICA CRÔNICA: Encontrado em pacientes com prótese total (que usam a mesma PT a muito tempo), com predileção pela mucosa palatina. → Mancha avermelhada assintomática, localizada em toda área chapeável da prótese, geralmente sendo um achado clinico. Formas crônicas Candidíase mucocutânea Acomete pele e mucosa, bastante comum em pacientes que fazem uso de fraldas. Em pele pode ser placas ou manchas, ásperos e rugosos. Tratamento Exames complementares: Meio de cultura TRATAMENTO: antifúngico → gel oral, comprimido, bochechos. Depende do comprometimento, da intensidade clinica e da cooperação do paciente. Protocolo: Nistatina - suspensão oral - de 3 a 5x por dia, 1 colher de sopa para ½ copo de égua. Higienização da prótese com sabão neutro e escova / caso ele durma com a prótese, após higienizar a prótese, passar Nistatina pura na área chapeável da prótese e voltar a posição Cetaconazol: Comprimidos 200mg (tem o creme vaginal também). Itraconazol: Capsulas de 50mg Fluconazol: Comprimidos de 50/100/150mg Miconazol: Daktarin gel oral -> preferencia de ser passado apenas na prótese. Diabético não pode ingerir Miconazol e Nistatina pois elas possuem açúcar na sua composição. → Pode associar o gel daktarin com a Nistatina. Na microbiota bucal temos vários tipos de cândida, entre elas a albicans em uma situação de equilíbrio do hospedeiro com o agente agressor, não produzindo nenhum maleficio, quando esse equilíbrio é rompido ela exerce sua função patogênica. Fatores que podem quebrar esse equilíbrio: diabéticos, HIV positivo, câncer, baixa imunidade, o CD4 diminui. (sai do estudo de levedura para de hifa - prolongamentos que penetram no conjuntivo. Diagnostico diferencial: Candidíase atrófica aguda- Líquen plano erosivo. Candidíase pseudomembranosa- Úlcera de cicatrização. Prognóstico: Satisfatório. Mucosa do dorso da língua apresenta sítios de colonização residual e reservatórios de micro- organismos. Observações Agente etiológico: Paracoccidioide brasiliensis (esse fungo geralmente está em árvores, folhas e terras). Etiologia: Fungo Predileção: Pelo sexo masculino - na proporção de 25:1. É vista em pacientes da América do sul incluído Brasil, Colômbia, Uruguai e Argentina. Possui alta patogenicidade, é extremamente agressivo e invasivo. Comum em trabalhadores rurais, e pessoas com hábitos de mascar gravetos, limpar o ânus com folhas de árvores e até por inalação dos esporos do fungo. Introdução Lesão clássica, porém pode aparecer como lesões infiltradas nodulares. Aspecto: Úlcera profunda, dolorida, infiltrada, endurecida, extensa, salpicada por pontos avermelhados. Pode aparecer também como lesões nodulares infiltradas, salpicada por pontos avermelhados, aumento de tecido. Características benignas. Paciente também apresenta trismo, sialorreia Diagnostico diferencial: Carcinoma Espinocelular, doença periodontal quando na mucosa gengival. Exames complementares: Biopsia incisional. Prognostico: Não muito favorável, depende da progressão da patologia. Diagnóstico Este fungo tem predileção pelos alvéolos pulmonares, quando ele se aloja no pulmão ele aparece em “bloquinhos” sendo chamado na literatura de aspecto de Árvore em Primavera (tem este aspecto na radiografia). NA CAVIDADE BUCAL: Estomatite Ulcerativa Moriforme: Aspecto Moriforme – bolinhas da amora. Estomatite = inflamação na boca. Característica clínica Antifúngico - cetoconazol 200mg – 2cp/dia por 6 meses. Após um mês já some, porém precisa continuar o tratamento, senão volta ainda mais forte. Esta infecção pode levar a óbito. Após o tratamento apresenta uma fibrose cicatricial. Tratamento Doença de país tropical. Vetor: Mosquito prego (apenas a fêmea infecta), “Phebotomus”. Parasita: Leishmania brasiliensis (se aloja no mosquito, fica em seu sistema excretor, e quando ele pica, injeta a Leishmania para o ser humano). Doença de notificação compulsória: Notificar a vigilância epidemiológica. Observação: O mosquito geralmente pica em áreas descobertas – antebraço, perna, o rosto – ondefoi picado forma uma ulcera denominada pelos populares de “Ferida Brava” ou “ulcera de Bauru”. Úlcera dolorida, endurecida, profunda, infiltrada, que coça muito (prurido). Tempo da úlcera: Essa ulcera permanece de 20-30 dias. Autocontaminação: O paciente pode se auto contaminar quando coçar e leva a mão para outras regiões do corpo Introdução Presença de uma ulcera infiltrada em regiões descobertas que cicatriza sozinhas, há envolvimento das cartilagens e mucosa bucal. Quando há comprometimento da cartilagem nasal (tem tropismo por cartilagem), o nariz do paciente abaixa um pouco em altura e há perfuração da cartilagem nasal, pode apresentar epistaxe nasal. Na boca - ulcera infiltrada, endurecida, dolorida, profunda, mucosa palatina é região de preferencia. Sintomatologia: Dolorida. Exames complementares: Biopsia incisional e Reação sorológica de Montenegro (exame especifico de leishmaniose). Características clínicas Tratamento: feito pelo medico, o SUS fornece o medicamento (20 injeções intramusculares de Glucantine), e o CD acompanha a regressão das lesões intrabucais. Diagnostico diferencial: blastomicose. Prognostico: favorável se diagnosticado cedo. Tratamento Etiologia: Bacteriana. Agente etiológico: Treponema pallidum. CLASSIFICAÇÃO: Congênita: A mãe passa para o feto (transmissão vertical) → a criança nasce com as sequelas do Treponema pallidum, porém ela não tem a doença. Se a mãe for tratada até o terceiro mês, tem 90% de chance da criança não ter sequelas. Adquirida: contraído ao longo da vida sexual ativa. Introdução Penetração (por fissuras – ânus, vagina (mais preocupante, pois não tem a visualização direta da lesão) ou bucal) do treponema em 2-6 semanas, tem-se a fase primaria é chamado de cancro sifilítico e tem presença de linfadenopatia (único sintoma) → ulcera endurecida, assintomática. Onde o treponema penetrou se forma uma lesão e esta regride espontaneamente. Sífilis adquirida FASES DA SIFILIS ADQUIRIDA: Fase primaria: 3 a 12 semanas contato (cancro sifilítico). Fase secundaria: 2 a 10 semanas (roséola sifilítica). As roséolas sifilíticas são lesões que marcam a fase secundária, pequenas pápulas ou manchas avermelhadas que pegam todo o corpo. Na boca, essa fase pode ser bem variada, placas brancas, úlceras. (nestas duas fases desaparece espontaneamente depois de um certo tempo). Fase latente: Em media de 10 anos onde não apresenta sintoma (paciente é portador e transmissor da bactéria). Fase terciaria ou tardia: Muitos anos depois aparece lesões neurológicas e agressivas. Marcado por uma lesão chamada Goma sifilítica – fase mais comprometedora da sífilis, gera lesões sistêmicas de comprometimento de órgãos vitais (lesões oculares, cardiovasculares, neurológicas). A partir do 4º mês gestacional. Sequelas: cegueira, surdez, retardo mental, fronte olímpica (osso frontal mais alargado), maxila curta, palato ogival (bem profundo), nariz em sela. Hipoplasia de esmalte nos molares “em amora” (aparece pintinhas) e hipoplasia de incisivos - incisivos em barril. Tríade de HUTCHINSON: Queratite intersticial (acumulo de liquido dos tecidos em região de pele). Surdez. Hipoplasia de incisivos e molares. Sífilis congênita Todas as fases possuem o mesmo tratamento: Antibioticoterapia. Penicilina G. Benzatina. Primária/secundária – 2.400 milhões UI/IM. Secundária – 7,200 milhões UI/IM. O medico infectologista que realiza. A lesão aparece no local onde houve contato – na cavidade bucal aparece como uma úlcera infiltrada e tem regressão espontânea. São vírus DNA com pelo menos 08 subtipos patógenos conhecidos. Causam manifestações bucais. Família Vírus Patologia Herpes vírus humano Herpes simples 1 G.H.A. (gengivo estomatite herpética primária – na gengiva, em outras regiões é: primo infecção herpética ou infecção herpética primária – primeiro contato que o individuo tem com o vírus, desencadeando a resposta imunológica). Herpes recorrente. Herpes simples 2 Herpes genital, herpes bucal. Vírus varicela zoster 3 Catapora, varicela zoster. Vírus Epstein – Barr 4 Mononucleose infecciosa e leucoplasia pilosa. Herpes vírus humanos tipo 8 Sarcoma de Kaposi Sinal prodrômico: Desconforto local, prurido, sensação de dormência, febrícula, perda de apetite, sensação de que vai ficar com gripe. Recorrência: Falha do sistema imunológico. A herpes recorrente ocorre exclusivamente no epitélio queratinizado (mucosa gengival, palatina). Diferente das ulcerações aftosas recorrentes (não queratinizado). Pode ocorrer na região peribucal. Diagnóstico diferencial: Com ulceração aftosa recorrente, eritema multiforme, reações de hipersensibilidade. TRATAMENTO: Controle dos sinais e sintomas. Cura através da presença da migração de anticorpos (quimiotaxia) específicos para a região. Antivirais – estágios iniciais. Analgésicos, antipiréticos e hidratação. 45 horas do aparecimento dos sintomas. Uso tópico, pra lesões de lábios recorrentes: → Criança – aciclovir (20mg/kg); famciclovir (500mg/2xdia/3dias). → Adulto – aciclovir (400mg/2xdia/5dias) famciclovir (500mg/3xdia/5dias). Sistêmico: → Aciclovir - 400m 3x por 7 dias. → Panciclovir - 125mg 2x por 5 dias. → Valaciclovir - 500mg 2x por 5 dias. HSV – DNA, membro da família HHV. Classificação: Existem dois tipos distintos: Herpes simples 1 (comum ser adquirido na infância). Herpes simples 2. Os dois tipos diferem no modo de transmissão. Fase mais infectante: Fase vesicular, pois as vesículas estão repletas de vírus. → HSV 2 – Geralmente por via sexual, responsável mais por lesões genitais. O contágio depende da resistência do hospedeiro. Introdução Contato direto com a saliva infectada, limitando- se á orofaringe. Lesões de lábio – “lesões do frio” e sensação de dormência (pois o vírus segue o trajeto do nervo trigêmeo, por isso a dormência, formigamento do lábio). Manifestações clinicas: 1º manifestação: Gengivo estomatite herpética primária (GEHP) – se for apenas na mucosa gengival, porém em outras regiões (generalizada na boca) denomina-se primo-infecção herpética ou infecção herpética primária. Aparecem na forma de múltiplas vesículas, elas coalescem (unem-se) formando uma bolha ou múltiplas bolhas, esta se rompe formando uma úlcera e cicatriza. Extremamente dolorida, paciente não consegue se alimentar. (por conta da falta de alimentação e higienização, pode ter candidíase). Quando passa o ciclo do vírus, isto desaparece completamente. Tratamento: Antiviral que ajuda a diminuir um pouco o ciclo do vírus. Infecção primária (vírus fica alojado no gânglio trigeminal → entra em fase latente (vírus adormecido) → Quando a resistência do hospedeiro cair muito, o vírus pode ser reativado → temos Herpes recorrente. Herpes vírus humano 1 VIRUS VARICELA ZOSTER Este vírus fica na raiz espinhal. Infecção primária: Varicela zóster. Catapora. Infecção recorrente: Herpes zóster. Locais envolvidos mais comuns – face e tronco. Segue o trajeto do nervo, com envolvimento dermatológico unilateral. Herpes vírus humano 3 Histologicamente: Projeções queratolíticas afiladas – confere um aspecto clinico peculiar, a leucoplasia pilosa (“pelos”), são placas brancas retilíneas na borda lateral da língua, afiladas, só a nível epitelial, que não cede a raspagem e são assintomáticas. Se não for nessa região, não é leucoplasia pilosa. Pra ter a infecção precisa ter o sistema imunológico deprimido – ex. pacientes portadores de AIDS. Transmissão: Contato salivar. Diagnóstico diferencial: Leucoplasia, hiperqueratose. Tratamento: Ácido retinóico (pra lesões apenas a nível epitelial, essa medicação promove uma “descamação” e lise destas lesões, “queima” as lesões e estas esfoliam – aplica com cotonete), aciclovir. MANIFESTAÇÕES CLINICAS: Em crianças: Febre, exantemas (manchas pelo corpo todo). Porta de entrada – vias respiratórias. Em adultos: Mialgias (dor muscularPode ser bom, ruim ou duvidoso e para se qualificar corretamente devem ser avaliadas: Condições orgânicas do paciente: ex. paciente tem uma patologia simples, com dando anatômico pequeno, porém ele precisa operar e não possui condições orgânicas pra isso. Ou, por exemplo, paciente precisa se tratar com um medicamento e tem alergia à ele. Dano anatômico: exemplo, uma cárie, o prognóstico depende muito de sua extensão, forma, etc. Dano funcional: ex. uma cárie no molar inferior, pequena, porém acometeu uma cúspide de suporte, a vestibular, então o dano funcional é grande, mesmo o que o dano anatômico seja pequeno. Efetividade de recursos terapêuticos disponíveis: por ex. um paciente se machuca no meio da floresta e outro próximo a um grande hospital, o prognostico do segundo é mais favorável e vista dos recursos terapêuticos disponíveis. Colaboração do paciente: se o paciente toma a medicação corretamente, segue as instruções pós operatórias certinhas ou não, se ele se comporta no momento do tratamento. Condições emocionais do paciente: paciente precisa querer se curar, não pode desistir. Existem patologias que tem origem emocional (ex. líquen plano). Todas as patologias (menos câncer e autismo) quando tem preferência por gênero, preferem mais as mulheres. Tratamento Inespecífico - ele fornece um indício diagnóstico é um dado que por si só não fornece o diagnóstico, por exemplo um hemograma, ele mostra que existe alguma alteração, mas ele não fala nem a patologia e nem a localização desta. Por exemplo, no caso de uma leucocitose (um aumento do número de leucócitos), que pode indicar uma infecção, alergia. Mostra que existe alteração, mas não mostra nem o que é e nem onde está. Ou follow up. É o período após o tratamento em que o paciente será acompanhado durante o tempo indicado pela doença, no qual todas as possibilidades são esperadas (cura completa, estado estacionário, piora e morte). Cura completa → remissão total dos sintomas (ex. sinusite, tomou antibiótico e sarou). Cura clínica → exclusivo de tumores malignos, quando após 5 anos não há sinais e sintomas. Estado estacionário → não há piora nem melhora dos sintomas e sinais. Estado indeterminado → não há como saber se houve melhora ou piora (paciente em coma, por exemplo). Piora do quadro clínico → houve piora na patologia. Sobrevida → tempo de vida após o diagnóstico da patologia. Óbito Proservação O exame clínico é essencial, exceto em urgências odontológicas. Sendo elas dor, hemorragia e infecção (se houver febre, cansaço e dificuldade de respiração). Exame clínico é composto por: Anamnese e exame físico (geral e regional - Extra Bucal e Intrabucal) A partir do exame clínico é possível elaborar um quadro de diagnóstico: Definição Hipótese de diagnóstico → diagnóstico final → prognóstico → tratamento → proservação (exames complementares podem ser feitos em qualquer parte do processo) Fenômeno DOR: Antigamente a maior procura por tratamentos era causado por dor, hoje devido a mudança no planos de tratamento (preservação dos dentes), sistema de saúde público, fluoretação das águas e tratamentos preventivos houve uma inversão e a maior procura atualmente é por estética. Os passos da anamnese são: Identificação → queixa principal/duração → história da doença atual → antecedentes pessoais → história da doença → antecedentes mórbidos pessoais → antecedentes mórbidos familiares → hábitos e vícios → hábitos higiênicos buco- dentais → histórico odontológico. A anamnese é a fase inicial do exame clínico, onde há a coleta dos sintomas através do relato livre e espontâneo do paciente. É necessária a coleta de dados relevantes para o diagnóstico. Criar relação de afetividade com o paciente. Dor pode ser surda, pulsátil, contínua, provocada, espontânea, lancinante. Dislalias - alterações vocais de ordem fonológicos (trocar letras) Disartrias - alterações de ordem morfológica (trismo; anquiloglossia - língua presa) Ao terminara a anamnese lê-se toda a ficha para ter certeza que está tudo certo. Introdução à anamnese Uma boa anamnese pode dar a maioria dos diagnósticos. Situação familiar - como a pessoa vive ( criança com problema infeccioso - vive com o avô, mas passa muito mais tempo com a empregada. Mais interessante saber sobre a empregada do que sobre o avô). Antecedentes familiares - descendência (quais familiares estão vivos, histórico de doenças). Empatia → capacidade de compreender o outro a partir do ponto de vista dele. Respeito ou aceitação incondicional → capacidade de aceitar o outro como ele é, sem crítica ou julgamento dos seus pensamentos, sentimentos e conduta. Congruência → capacidade de ser você mesmo numa relação, sem se esconder atrás de uma máscara ou fachada. Confrontação → capacidade de perceber o comunicar ao paciente discrepâncias e incoerências em seu comportamento, entre o que fala e faz. Facilitadores PACIENTES ANSIOSOS: Paciente teme o diagnóstico - esperando por uma patologia grave, como câncer ou aids. Paciente tenso, mexe nos dedos ou na roupa, suspira, umedece os lábios. Encorajar o paciente a falar de seus sentimentos e anseios ajuda diminuir a ansiedade. RAIVA E HOSTILIDADE: A doença, indisposição e “perda de controle” pode ser a causa para a hostilidade do paciente. Neste momento o profissional não pode ter atitudes que demonstrem relapso, insensibilidade e incompetência O profissional deve ter o cuidado não não reagir a hostilidade, sendo hostil e agressivo com o paciente. Deve agir de maneira calma e racional de modo a conquistar a confiança e o respeito do paciente. O profissional pode criar uma conexão com o paciente, incluindo-o para: “juntos resolver o problema” CHORO: Paciente emocionalmente abalado durante a consulta. O profissional não deve interromper essa manifestação, deve mostrar-se compreensivo. O paciente deve se sentir amparado e reconfortado neste momento e a consulta prossegue sem demais prejuízos. PACIENTES SEXUALMENTE ATRAENTES OU SEDUTORES: A tração pode ser provocada por insinuação proposital do paciente ou partir do profissional. Deve-se sempre manter o relacionamento dentro dos limites profissionais. Após a consulta o profissional deve avaliar quais as possíveis causas do ocorrido. O paciente procurava vantagem? Qual? O profissional foi excessivamente afetuoso ou fez algum comentário sobre a aparência do paciente? As roupas e condutas do profissional foram adequadas? É necessária uma auto-análise honesta e correção de postura - caso necessário. Concreticidade → capacidade de decodificar a experiência do outro em elementos mais concretos e objetivos, esclarecendo experiências que podem ser confusas para o paciente. Imediaticidade → capacidade de abordar os sentimentos mútuos que surgem na relação à medida que aparecem durante a consulta. SILÊNCIO: Paciente de difícil comunicação. Pode ser causado por diversos motivos, tais como: organização de pensamento; lembrar de detalhes; decidir quais informações são pertinentes ou até mesmo se decidindo se confia no profissional. Algumas vezes o silêncio do paciente pode ser motivado por alguma pergunta, gesto ou sinal de reprovação vindo do profissional. O paciente silencioso também pode assumir um papel passivo, aguardando as perguntas do profissional. Deve-se respeitar estes momentos e encorajar o paciente à expor seus pensamentos, tentar deixa- lo confortável com a situação. PACIENTES PROLIXOS: O profissional deve ter cuidado nesta situação para não demonstrar impaciência com o paciente. Uma solução é deixar o paciente falar livremente por cerca de 10 minutos e avalia-lo durante esse tempo no padrão de fala, se é detalhista, ansioso, se apresenta organização de ideias e raciocínio lógico. O profissional deve dirigir o relato para os itens mais importantes fazendo perguntas objetivas. PACIENTES COM SINTOMAS MÚLTIPLOS: Paciente apresenta múltiplas doençasintensa), febre, calafrios. São sinais prodrômicos. Ciclo do Herpes vírus humano tipo 3: Máculas (manchas avermelhadas) → pápulas → vesicopustular (vesículas cheia de vírus) → (prurido) → crosta → cicatriz. Infecção primária – (varicela zóster): Vírus aloja-se na raiz dorsal dos gânglios nervosos espinhais. Latência → reativação = herpes zoster HERPES ZOSTER – presença de dor, presenças de lesões no trajeto do nervo trigêmeo (facial/oftálmico). Face: região mais comum, porém na região abdominal e dorsal também acontece. Tratamento: Antitérmicos, antivirais (Valaciclovir) → valtrex – 2 comprimidos/3x ao dia por 1 semana. Cuidados: Não compartilhar travesseiros, almofadas, talheres, copos, comida. EPSTEIN BARR – virulência baixa. É um vírus linfotrópico (células B) – predileção por tecido linfoide, por células B. Vias de transmissão – salivar e via genital. Porta de entrada do vírus: Tecido linfoide da orofaringe. Manifestação clinica: Leucoplasia pilosa – manifesta-se em pacientes imunocomprometidos. Região de predileção: Borda lateral da língua (região de maior trauma na boca) no terço posterior e médio ou na região de tonsilas, região amidaliana (onde tem maior concentração de tecido linfoide – primeira porta de defesa do organismo). Herpes vírus humano 4 Úlcera: É uma perda de solução de continuidade com o epitélio com exposição do tecido conjuntivo subjacente. Vesícula: É uma elevação tecidual contendo liquido em seu interior medindo menos que 3mm de diâmetro. Bolha: É uma elevação tecidual contendo liquido em seu interior medindo mais que 3mm de diâmetro Lesões fundamentais Quando estivermos mediante á uma ulcera, durante o exame físico intra-bucal deveremos levar em consideração alguns aspectos: História da lesão: quando começou e quanto tempo faz que apareceu. Duração/evolução: aumentou ou diminuiu a dor? Aumentou ou diminuiu de tamanho? Sintomatologia: se dói ou não. Verificar presença de fios de sangue na saliva: CEC tem necrose do tecido, e também sangramento espontâneo. Aspectos clínicos da lesão: (CEC aparece na forma de uma ulcera e é infiltrado nos tecidos – importante saber o histórico da lesão). É de fundamental importância no estudo das lesões ulcerativas, sabermos diferenciar uma ulcera com características benignas e malignas. CARACTERÍSTICAS BENIGNAS: Evolução lenta. Involução rápida. Sintomatologia dolorosa. Pouca tendência ao sangramento. Rasa e não infiltrada. Superfície lisa e amarelada. Forma arredondada. Halo inflamatório. Lesões ulcerativas Base não endurecida á palpação. Não friável á incisão. Comprometimento ganglionar com característica inflamatória. CARACTERÍSTICAS MALIGNAS Evolução rápida. Não involui. No seu inicio não há sintomatologia. Sangra facilmente. Infiltrada e destruída. Leito com vegetação/necrose. Sem halo inflamatório. Base endurecida á palpação. Friável á incisão (há perda de elasticidade tecidual – fica frágil e rasga fácil). Comprometimento ganglionar com característica tumoral. Ulcerações aftosas recorrentes Tem contorno regular. Etiologia: Bases imunológicas. Disfunção imune local com presença de linfócitos T. É considerada uma patologia inflamatória crônica de natureza imunológica. A etiologia é multifatorial: “diferentes agentes em diferentes pacientes” (Neville, 2002). Fatores desencadeadores: → Associa-se á infecções bacterianas, deficiência de ferro e vitamina B12, reações alérgicas, fatores emocionais , condições endócrinas, fatores imunológicos (deficiência). CLASSIFICAÇÃO CLINICA: Ulceração aftosa recorrente (UAR) maior. UAR menor (mucosas não queratinizadas) – afta vulgar. UAR do tipo herpetiforme (não tem nada ver com herpes, o nome é apenas porque clinicamente é semelhante a herpes). UAR MENOR – afta vulgar Forma mais comum. Apresentam-se clinicamente, com a presença de 1 á 5, menores que 0,5 cm, na forma oval. Pseudoplaca amarelada. Tempo de cicatrização – com 7 dias começa a involuir e formar a pseudoplaca caminhando para a cicatrização. Circunscrita por halo avermelhado, sintomatologia dolorosa até o 5º, 6º dia, rasa. Afeta a mucosa não queratinizada com predileção para assoalho de mucosa e mucosa jugal. UAR MAIOR – é apenas uma úlcera. PMNR – Afta de Sutton, é rara de aparecer. Apresentam-se clinicamente, com presença de úlcera única, maior que 0,5cm, crateriforme (tem bases elevadas igual ao CEC). Tempo de cicatrização. Fibrose cicatricial/profundidade do processo. Muito recorrente em pacientes com a defesa imunológica baixa, as vezes antes da cicatrização da primeira ulcera, já aparecem mais, paciente para de se alimentar por conta da dor e diminui ainda mais a resistência. Extremamente doloroso. UAR DO TIPO HERPETIFORME – a forma clinica é semelhante a do herpes recorrente. Pequenas úlceras recorrentes que cicatrizam em 1 a 2 semanas (são várias ulceras). Agentes etiológicos diferentes e aspecto clínico diferentes do Herpes vírus humano. TRATAMENTO DAS UAR: Quatro principais objetivos: Manejo da dor. Manejo nutricional: orientar o paciente a fazer uso de suplementos vitamínicos (sustagem, nutrem, diluídos em leite ou em água). Controle das recorrências: complexo B e vitamina C auxiliam no processo de reepitelização das mucosas, tomar vitamina C por alguns meses, ajuda a diminuir a recorrência. Manejo da úlcera: reduzindo a duração/cicatrização. → Corticoterapia. → Oncilon em orabase/triancinolona. Modo de utilizar: não friccionar!! Se não esfarela. Colocar no dedo e passar de uma vez só para que a pomada tenha adesão a mucosa (passar antes de dormir). → Muita dor: anestésico tópico diluído em água. → Laser terapia de baixa intensidade também ajuda a diminuir a dor. → Bochechos com xarope de Betametasona (0,01%). → Betametasona gel (0,05%). → Evitar drogas caústicas como: formol, paramonoclorofenol, alboresil, nitrato de prata – promovem uma úlcera traumática. Pode associar o tratamento; Oncilon + bochecho + vitamina C. Úlcera traumática Quando sofre um trauma com tal intensidade que faz com que ulcere. Etiologia: Sempre identificar a causa e relacionar causa e efeito. Existe trauma? Se sim, remove o trauma e espera 15 dias e observar se regride ou não. Pode ser por fatores extrínsecos e intrínsecos. Características clinicas: Não tem contorno regular, pois o trauma pode ser de forma irregular. Pode passar Oncilon pra fazer uma camada protetora. Hipersensibilidade Substância química colocada na mucosa que o organismo nunca teve contato e pode provocar uma úlcera. Exemplo: resina acrílica + monômero utilizada para fazer provisórios, pode causar alergia. Exames complementares: Biópsia incisional da lesão (porque são lesões difusas). Tratamento: Corticoterapia sistêmica – 20 á 60mg diárias Medidas de suporte – dieta/ bochechos com clorexidina ou Betametasona. Presença de crosta hemorrágica – precisa higienizar! É uma doença inflamatória aguda de pele e mucosas, causando uma variedade de lesões cutâneas. Patologia que se apresenta na cavidade bucal sob uma expressão clinica muito variável. Tem inicio abrupto – de um, dois dias, o paciente aparece com lesões bucais. Etiologia: Imunológica – é imunomediada com deposição de complexos imunes na microcirculação superficial de pele e mucosas (Ig). Geralmente está relacionada com uso de drogas licitas – antibioticoterapia, sulfas. Quando faz o uso de uma medicação pela primeira vez e o sistema imunológico reconhece a droga como algo não benéfico para o organismo e desencadeia a resposta imunológica que promove lesões na pele e mucosa. Presenças de fatores desencadeantes: Anti-inflamatórios não esteroides, sulfas, penicilina; progesterona, tratamento radioterápico. Características clínicas: Polimorfismo clinico, vesículas e bolhas hemorrágicas. Inicio abrupto. Afeta adultos jovens. Sintomas prodômicos: febre, mal estar, cefaleia, tosse e doresde garganta, sete dias antes do seu inicio. • Tem alta sensibilidade, sangramento. Lesões eritematosas de pele em 50%. Lesões em alvo ou Iris – lesão circular. SÍNDROME DE STEVENS – JOHNSON: é a forma mais grave desta patologia denomina-se acomete pele, mucosas bucais e conjuntiva ocular e órgãos genitais. Cavidade bucal: (70%) vesículas que rompem-se sofrem necrose e desenvolvem para grandes ulceras rasas e irregulares. Crostas hemorrágicas na mucosa labial. Distribuição difusa pela mucosa bucal Presença de dor, trismo, sialorreia, altamente debilitante. Eritema multiforme Pênfigo vulgar OU DOENÇA DE BESNIER Não tem nada que promove, começa sem motivo algum. Doença auto imune mucocutânea, que provoca a ruptura e perda da adesão celular da camada espinhosa, isto confere um aspecto clinico característico. Resultado de auto anticorpos que reagem com proteínas presentes na camada de queratina. O próprio organismo não reconhece suas próprias células. Perda de adesão celular na camada espinhosa – fenômeno chamado de acantólise. (PROVA COM CTZ). Isso gera a BOLHA INTRA-EPITELIAL – a bolha promove um sinal patognomônico do pênfigo vulgar. É o mais comum dos pênfigos. Bases na imunologia (produção de auto anticorpos). A ação citotóxica pode provocar danos cutâneos e mucosos. Sua principal característica é a perda de adesão intercelular (acantólise); As lesões bucais são as primeiras que aparecem e as ultimas que desaparecem! A lesão fundamental é uma bolha ou vesícula que se rompem. Há fácil sangramento, dor e desconforto. Se na mucosa gengival – presença de “GENGIVITE DESCAMATIVA” – se for na mucosa gengival ela descama, por isso o nome. Presença do “SINAL DE NIKOLSKI” (em função da acantólise). Quando tem ulceras na boca e há suspeita de pênfigo – passa espátula na mucosa e esta descama inteira, solta o epitélio completamente! Pois houve a perda de adesão de células, isto fica ulcerado. Isto se chama SINAL DE NIKOLSKI. Pode ter presença da candidíase – pois paciente não consegue mais higienizar o local. Diagnóstico diferencial: UAR menor, eritema multiforme, lesões de lúpus eritematoso. Exames complementares: Biópsia incisional. Tratamento: Corticoterapia – Prednisona (80 á 150mg). Manutenção de 10mg. Depois da utilização, o médico mantem uma dose baixa e vai tirando gradativamente o corticoterápico. Lúpus eritematoso sistêmico A palavra “lúpus” vem de lobo, em função de uma mancha que ele tem na face. Classificação: Crônico discóide (mais brando). Eritematoso sistêmico. Definição: É uma doença inflamatória crônica, multisistêmica de etiologia incerta. Presença de numerosos auto anticorpos que reagem com tecido normal (doença autoimune!!). Não se sabe porque ocorre. Manifestações clinicas: DTM – pois promove degeneração das articulações. Acredita-se que pode estar relacionado a fator genético – casamentos consanguíneos. Fatores infecciosos e ambientais, distúrbios endócrinos e imunológicos. CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO SEGUNDO AMERICAN COLLEGE RHEUMATOLOGY (precisa ter pelo menos quatro destes critérios para fechar diagnóstico). 1 – Eritema malar – presença de mancha avermelhada na região malar (nas maçãs do rosto). 2 – Lesões discóide. 3 – Fotossensibilidade. 4 – Úlceras orais. 5 – Artrite. 6 – Serosite ou pericardite – a membrana que reveste o coração inflama. 7 – Comprometimento renal - proteinúria – presença de proteínas na urina. 8 – Alterações hematológicas. 9 – Alterações neurológicas. 10 – Alterações imunológicas. Na cavidade bucal: Úlceras. Comprometimento das glândulas salivares. DTM – é uma doença articular. Vermelhão dos lábios (ulceras). Diagnóstico diferencial: Pênfigo vulgar, eritema multiforme. Exame complementar: Biópsia incisional, exame laboratorial especifico para lúpus – pesquisa de células L.E. (lúpus eritematoso). Tratamento: A base de corticoterápicos – tratamento multidisciplinar, médico. O tumor maligno da cavidade bucal é um problema de saúde publica, porque tratar um paciente com câncer é caro! E normalmente após a doença, ele se aposenta, mesmo se for novo. O câncer de boca é uma das principais localizações anatômicas de câncer em todo o mundo, estando, em geral, entre as dez neoplasias mais frequentes. Intodução Dificuldades do diagnostico clinico do carcinoma espino celular. Aparências diversas (polimorfismo) – todo câncer nasce pequeno! Determinação de risco para cada indivíduo. Medo e desconhecimento sobre o problema – pelo paciente e pelo profissional! Educação dos profissionais da área da saúde no reconhecimento de lesões malignas ou com potencial de transformação maligna. Dificuldade de diagnóstico ESTRATÉGIAS COMUNITÁRIAS DO GOVERNO AMERICANO: Promoção de saúde na comunidade em geral. Uso de flúor (agua, comprimidos, bochechos). Reforço da higiene pessoal (escova, fio dental). Programa de prevenção de câncer. Protetor de boca para times. ESTRATÉGIAS PROFISSIONAIS: Aconselhamento para redução do risco de doença. Uso de flúor. Controle de placa. Detecção precoce da doença e controle. Fabricação de protetores bucais. ESTRATÉGIA INDIVIDUAL: Estar informado sobre estratégias. Uso de flúor. Higiene pessoal. Evitar tabaco e álcool. Usar protetores bucais e capacete. Diagnóstico do Carcinoma Espino Celular. EXAMES: Convencionais: Citologia esfoliativa e biopsia. Modernos: Marcadores → exame de sangue, caso paciente tenha muito p53 (marcador) a chance dele ter câncer é muito grande (componentes no sangue). Imunohistoquimica → realiza biópsia, coloca o fragmento no formol, manda pro laboratório – cora com corantes especiais. Biologia molecular → estuda o DNA da célula. Diagnóstico CEC Prevenção câncer bucal Mutações A massa tumoral resulta da expansão clonal de uma única célula que sofreu um dano genético → cópia fiel de uma célula com defeito, que se multiplica perpetuando esse defeito. Mutações no genoma de células somáticas. Para isso acontecer devemos ter esses fatores: Fatores exógenos (ambientais, cigarro, álcool, radiação, trauma, componentes químicos). Fatores endógenos (predisposição genética). Após mudança do genoma das células, pode acontecer duas coisas: Ativação de oncogenes (genes que aumentam a chance do câncer). Inativação de anti oncogenes (antioncogenicos: ou matam a célula com defeito ou consertam a célula, para ter cancer esse antioncogenico deve ser desativado). O que faz o gene supressor de tumor P53? Ou ele repara a célula, ou se ele não conseguir, a célula defeituosa realizará apoptose. Cada oncogene da um diferente tipo de câncer. Ex: EGFR – Carcinoma Espinocelular. Fator genético: Pacientes que tem parentes com carcinoma espino celular de boca apresentam risco 3 vezes maior em ter CEC também. Proto-oncogenes: Genes que controlam a proliferação e diferenciação celular. Genes supressores de tumor: Inibem o crescimento celular anormal e bloqueiam a transformação maligna. Regulam o crescimento celular e bloqueiam o crescimento anormal. Contribui para o câncer perder a função dele Temos mais ou menos 12 genes supressores de tumor. Principal → P53 (é um gene supressor de tumor): mutação mais comum no câncer humano, ele estimula a apoptose. OCONGENES Atuação: Pontos específicos da replicação celular. Fatores de crescimento: hiperexpressão c-sis (PDGF). Receptores de fatores de crescimento: hiperexpressão c-erB2 (fator de prognóstico). Proteínas transdutoras de sinais: ativação constante- ras. Proteínas de transcrição nuclear: ativam a proliferação. Para converter-se em oncogênes, os protooncogenes devem ser ativados, por: 1 – substancias químicas. 2 – radiações. 3 – algum vírus. ONCOGENES – mais de 1000 Principais: rãs, C- MYC, C – ERB-B-1. Biologia tumoral Fatores exógenos Radiação solar. CIGARRO: 20 minutos após parar de fumar: Pressão arterial e frequência cardíaca voltam ao normal. Temperatura das mãose dos pés a nível normal. 8 horas depois de fumar: Estabilizam-se as concentrações sanguíneas de monóxido de carbono e de oxigênio. Não há mais nicotina circulando no sangue. 48 horas após parar de fumar: Melhora significativa no olfato e no paladar. 1 a 3 semanas após parar: Melhora na disposição física. Melhora a circulação sanguínea. A função pulmonar aumenta em até 30%. 5 anos após parar de fumar: Em 5 a 15 anos o risco de derrame cerebral fica reduzido ao mesmo de um não fumante. O risco de câncer de boca, garganta, e esôfago chega a metade do risco de um fumante. 10 anos após parar de fumar: A taxa de morte por câncer de pulmão chega à metade da de um fumante. Células pré cancerosas são substituídas por células normais. Sobre parar de fumar - taxa de recidiva: Até 3 meses: 57,5%. Entre 3 e 6 meses: 19,4%. Entre 6 meses e 1 ano: 17,1%. Após 1 ano: 1,5%. ÁLCOOL Ação do álcool no desenvolvimento do câncer: Aumento de permeabilidade das células da mucosa e semi mucosa aos agentes carcinogênicos, devido ao efeito solubilizante do álcool Agressão celular produzida pelos metabólitos do etanol, os chamados aldeídos. Deficiências nutricionais secundárias ao consumo crônico do próprio álcool. Diminuição dos mecanismos locais de defesa. O álcool e o fumo são sinérgicos (um potencializa o outro) em relação ao câncer. Alcoolismo e tabagismo associados o risco relativo ao cancer bucal é potencializado drasticamente sendo 141,6 maior que em pacientes que não fumam nem bebem. Os filhos da droga Cigarro (nicotina): Os filhos de mulheres que fumam durante a gestação nascem menores e com peso baixo. Está provado que o cigarro provoca problemas no coração do recém-nascido. Álcool: Grávidas alcoólatras te bebes com alteração no formato do rosto e membros mais compridos. O álcool também causa problemas no fígado, rim e coração. Cocaína: Se usada na gestação pode fazer com que as crianças nasçam pequenas, com peso muito abaixo do normal, tamanho da caixa craniana menor e retardamento mental. Também gera crianças agitadas e irritadiças. Lesões cancerizáveis Potencial de malignidade. Leucoplasia. Queilite Actinica. Nevus. Líquen Plano. A leucoplasia: A Queilite Actinica e o líquen plano, quando tem transformação maligna eles se transformam em carcinoma espinocelular ou carcinoma epidermóide. O nevus se transforma em melanoma. Processos proliferativos não neoplásicos A lesão fundamental dos processos proliferativos é um nódulo ou pápula. Os processos proliferativos não neoplásicos podem ser confundidos com patologias que apresentam-se na forma de nódulos como por exemplo as neoplasias benignas, devemos assim saber suas características clínicas. 1 – Processo proliferativo não neoplásico: A (um tecido qualquer) → sofre injuria, se prolifera e → A’ (produz um tecido novo). → Aumento celular onde as células são iguais as de origem, com aumento do número celular e componente inflamatório (presença de células inflamatórias) – isso clinicamente gera a inflamação. 2 – Neoplasia benigna: → Aumento celular onde as células são iguais as de origem, com aumento do número celular e SEM componente inflamatório. Na neoplasia benigna, no tecido denomina o seu nome. Ex.: de tecido adiposo – lipoma. 3 – Neoplasia maligna: → Aumento celular onde as células são diferentes das de origem, com variados graus de diferenciação celular. TUMORES BENIGNOS TUMORES MALIGNOS Linfonodos podem não estar presentes Linfonodos rugosos, fixos Lesão fundamental: pápula ou nódulo Lesão fundamental: úlcera (maioria) Não há sangramento Sangram facilmente Evolução lenta Evolução rápida Respeita estruturas subjacentes É infiltrativo e não respeita estruturas TUMORES BENIGNOS TUMORES MALIGNOS Elástico/fibroelástico Friável – perda da elasticidade Presença de capsula fibrosa (limitada) Não possui cápsula – destrutiva A maioria dos tumores malignos que acomete a cavidade bucal é o CEC. Os processos proliferativos não neoplásicos apresentam-se geralmente sob a forma de nódulos, sangrantes (não todos, apenas um) e exofiticos (crescimento pra fora), não sendo submucosos. Processos proliferativos não neoplásicos – presença do componente inflamatório! Os traumas mais frequentes na cavidade bucal são classificados em: Traumas de alta intensidade e instantâneo (ex. um soco). Traumas de baixa intensidade e longa duração (ex. prótese). Histologicamente: A presença de tecido de granulação e tecido fibroso inflamado. O trauma crônico causado pela prótese total irrita o tecido conjuntivo submucoso, pode ocorrer reabsorção do rebordo alveolar e perda de retenção da prótese. As hiperplasias fibrosas inflamatórias mais antigas possuem mais tecido fibroso do que tecido inflamatório, são mais róseas, mais consistente à palpação. As mais recentes possuem mais tecido inflamatório e são mais elásticas. Características clínicas: Depende do grau de inflamação local. Lesão fundamental: Será sempre um nódulo róseo a avermelhado, superfície lisa e brilhante se não houver trauma em cima da hiperplasia. Hiperplasia fibrosa inflamatória Definição: É um aumento tecidual reacional (em reação a um trauma/estimulo). Etiologia: Trauma de baixa intensidade e longa duração (agentes físicos). Podem estar associados a excessos de restauração gengival. Próteses com câmara de vácuo. O uso da prótese com o passar dos anos perde sua adaptação/retenção, e os tecidos bucais ficam sujeitos á alterações anatômicas. (a prótese deve ser substituída de 5 em 5 anos). Hipossalivação – mucosa fica mais susceptível a traumas, pois está menos lubrificada. Presença de trauma crônico. Também é hiperplasia fibrosa inflamatória, só tem esse nome por conta da sua forma clinica. Também conhecida como papilomatose protética, localizada na mucosa palatina. Acomete de 3 á 4 % dos pacientes. Projeções papilares – aparece como múltiplas pápulas na mucosa palatina ou na mucosa de rebordo alveolar, quando joga jato de ar, elas se “abrem”, se movem. Tratamento: Remove uma pápula pra mandar pro exame anatomopatológico, e fazer no resto mucoabrasão com uma broca de aço (pode ser a maxicute ou multilaminadas) e desgasta as pápulas. Não tem como suturar, então cicatriza por segunda intenção – a mucosa se reepiteliza. Antes da cirurgia – um passo importante que pode ser feito, é reembasar a prótese com lysanda. Hiperplasia papilar palatina Tratamento das hiperplasias fibrosas inflamatórias: Remoção do trauma + remoção cirúrgica do trauma e confecção de uma prótese nova se esta for a causa. Pode estar associada com a presença da cândida albicans. Diagnóstico diferencial: Relação de causa e efeito. Neoplasias benignas – geralmente, observar se se adapta ao contorno da prótese. Lipoma, fibroma, fibroma ossificante periférico. Tratamento – remoção cirúrgica: Hiperplasias por câmara de vácuo – preenche a depressão da prótese com lysanda, coloca em posição, deixa a hiperplasia diminuir de tamanho pra fazer uma cirurgia menor e menos traumática. Associado a candidíase. Reembase da prótese. Mucoabrasão – para as hiperplasias papilares Confecção de nova prótese. Hiperplasia Linfóide reacional Regiões onde a presença de tecido linfoide é maior (arcos amidalianos, úvula, terço posterior da língua, borda lateral de língua – primeira barreira do organismo contra agentes agressores). Estes tecidos podem sofrer reações inflamatórias por agentes irritantes manifestando-se por aumentando teciduais. No terço posterior da língua temos papilas foleadas e estas podem estar aumentadas, este aspecto clinico denomina-se hiperplasia linfoide reacional, pode ser bilateralmente ou unilateralmente; Clinicamente, apresenta-se como um grupamento de tecido linfoide localizada na região póstero lateral da língua na região das papilas foleadas que se irritadas tornam-se aumentadas. Granuloma piogênico Etiologia: É umaumento tecidual em reação á uma resposta inflamatória local. É uma reação excessiva do tecido por vários agentes etiológicos. Presença de proliferação de tecido de granulação. Presença de tecido endoepitelial proliferativo ricamente vascularizado com mínimo suporte de colágeno. Na palpação ele é mais amolecido e sangrante por conta de sua composição. Apesar do nome, o granuloma piogênico não contém pus e sim é um tecido altamente vascularizado. Características clínicas: Principal região anatômica é a mucosa gengival Papila interdental Episódios de sangramento Nódulo flácido e vermelho (tecido endoepitelial vascularizado). Granuloma gravídico – epúlides gestacional (granuloma piogênico em grávidas). Aparecimento no final gestacional pela presença da taxa de estrogênio – nítida interferência. Se na hora da excisão cirúrgica da lesão, esta não for retirada completamente, pode ter recidiva. Tratamento: Remoção cirúrgica e identificação do trauma. Curetagem do periósteo: Se tiver na mucosa gengival, certificar-se que não ficou nenhum tecido. Diagnóstico diferencial: Hiperplasia fibrosa inflamatória, fibroma ossificante periférico (FOP), lesão periférica de células gigantes. Radiografia periapical: Pode ser solicitada para ver se há reabsorção óssea (quando em rebordo alveolar). Essa lesão tem alto percentual de recidiva, então é necessário que na remoção cirúrgica faça-se uma curetagem eficiente, removendo com margem de segurança. Tratamento: Remoção cirúrgica e curetagem óssea Recidiva de 12 a 37% dos casos. Sua origem está relacionada ao ligamento periodontal ou periósteo. Etiologia: Trauma de alta intensidade, exodontias recentes (por exemplo, se deixar um remanescente dental na hora da exodontia). Presença de células precursoras de periósteo com presença de osteoblastos e osteoclastos oriundos do tecido de origem. Características clinicas: Localização mais frequente, coloração típica, aspectos radiográficos quando acomete regiões desdentadas (erosão na forma de taça). Também aparece sob a forma de um nódulo assintomático de crescimento autolimitado, pode ser séssil ou pediculado, superfície integra, lisa, brilhante, originário da região de ligamento periodontal ou rebordo alveolar (cels percussoras para o seu aparecimento). Coloração típica: Vermelho arroxeado. Comprime e causa discreta reabsorção do rebordo, uma erosão em forma de taça. Consistência a palpação: Bem endurecido. Lesão periférica de células gigantes Queilite actínica 1886 descrita e considerada lesão cancerizável. 1923 relacionou a etiologia com exposição solar, hoje se sabe que os danos são provocados pela radiação ultravioleta B (UVB). Percentual de transformação maligna → 12% a 20%. Clinicamente: Descamamento, ressecamento (100%), fissuras, adelgaçamento do vermelhão, eritema, edema, áreas esbranquiçadas, falta de limites na linha de transição entre vermelhão e pele, crostas, perda de elasticidade, áreas leucoplásicas, ulcerações e sangramento. Primeiras manifestações: Eritema e edema. Estágio avançado: Estágios mais avançados áreas leucoplásicas e ulcerações. Alguns autores ainda classificam como aguda e crônica. Aguda – forma inicial, desaparece sozinha. Pode sumir e voltar. Crônica – não desaparece sozinha. Quando chega a fase de crosta, está cronificando – remoção cirúrgica. Pode haver transformação maligna. Histológicamente Histologicamente: A leucoplasia é igual a hiperqueratose – pra diferenciar – remove o trauma. Dos tumores da cavidade bucal, o melanoma tem o pior prognóstico – cresce rápido e tem alto potencial de metástase. Carcinoma in situ – inicial, ainda não atingiu o tecido conjuntivo, esta apenas no tecido epitelial. Carcinoma invasivo – já atingiu o tecido conjuntivo. Leucoplasia – displasia leve/moderada/severa e depois carcinoma in situ. Observar: Úlceras que não cicatrizam, crescimentos teciduais, imobilidade da língua ou dificuldade de fala, abalamento dental, alterações de cor, laivos de sangue (filamentos de sangue sem causa aparente). Fatores de risco: Idade superior a 40 anos, sexo masculino, tabagistas crônicos, etilistas crônicos, má higiene bucal, desnutridos imunodeprimidos, dieta pobre em vitaminas proteínas e minerais, dieta rica em gorduras e álcool. Fatores a observar Determinantes do prognóstico I– TIPO HISTOLÓGICO: Quanto mais indiferenciado o tumor, maior alteração, maior rapidez de multiplicação, mais curto o curso clínico, maior rapidez de metástases, pior prognóstico. Classificação de BRODERS: Baseado em graus de diferenciação Grau I – sobrevida maior, disseminação tardia e lenta. Grau II – infiltração maior, disseminação + rápida, menor sobrevida. Grau III – rápida infiltração e disseminação com prognóstico agravado. Grau IV – disseminação rápida e infiltração extensa, com prognóstico pobre. II – SEDE OU LOCALIZAÇÃO ANATÔMICA: Lábio > Assoalho > Mucosa jugal > Pilar + retro- molar > Gengiva > Palato > Língua (por ordem de gravidade). Frequência de metástases: Língua (1/3 posterior) > Assoalho > Língua (2/3 posteriores) > Gengiva inferior > Mucosa bucal e labial > Gengiva superior > Palato duro. III – SER PRIMÁRIO DA CAVIDADE BUCAL OU METÁSTASE DE OUTRO SITIO IV – ESTADIAMENTO CLINICO: TNM – Tamanho do tumor, número de Nódulos palpáveis, número de Metástases. V – RECIDIVA APÓS TRATAMENTO: Quando aparece novamente a lesão, mais difícil de tratar. VI – ESTADO GERAL DO PACIENTE. VII – CONDIÇÃO PSÍQUICA: Paciente que quer viver, vive mais tempo. Inicial – ideal de diagnóstico. Exteriorização - mais frequente. Final ou de caquexia (fraqueza, sem energia). O câncer tem um metabolismo intenso, requer muita energia. Diagnóstico precoce → quanto mais precoce é o diagnóstico, mais fácil é o tratamento e com menores sequelas. Aspecto radiográfico de tumor ósseo – roído de traça Fases de evolução Carcinoma: Tumores de tecido epitelial (ex. adenocarcinoma, carcinoma espinocelular). Sarcoma: Tumores de tecido conjuntivo (ex. Osteossarcoma). Sarcomas são mais raros na cavidade bucal, pior prognóstico que o carcinoma, ele é radioresistente (resistente a radioterapia). Sarcomas aparecem como manchas endurecidas que vão aflorar ou ulcerar após estarem desenvolvidos. O CEC começa como uma lesão ulcero-vegetante. Se fizer biópsia no estroma da lesão vem tecido necrótico, biópsia no parênquima da lesão. Nomenclaturas VIII – EFETIVIDADE DE RECURSOS TERAPÊUTICOS DISPONÍVEIS. Estado dental: Score de avaliação QUANTIDADE DE CALCULO DENTAL PONTOS Ausente 0 Discreta 1 Moderada 2 Intensa 3 PLACA BACTERIANA PONTOS Ausente 0 Discreta 1 Moderada 2 Intensa 3 ASPECTO PONTOS Bom 0 Cáries (lesões em esmalte ou dentina) 1 Exposição pulpar (cáries com destruição coronária) 2 Abcesso ou fístula 3 PONTUAÇÃO OBTIDA PROCEDIMENTO 000 Orientações gerais sobre cuidados odontológicos 001 - 003 Profilaxia de placa e polimento dental PONTUAÇÃO OBTIDA PROCEDIMENTO 010 - 033 Raspagem radicular e polimento dental 100 - 133 Selamento em massa – raspagem radicular (sn) 200 - 233 Extração ou endo – raspagem radicular (sn) 300 - 333 Extração dentária – raspagem radicular (sn) Tipos de tratamento: Cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia (dar condições ao organismo para ele combater o câncer), hormônioterapia. Quimioterapia Medicamentos que interrompem a divisão celular. 1 – Curativa: objetiva conseguir controle completo do tumor. 2 – Adjuvante: quando se segue a cirurgia curativa. 3 – Néo adjuvante ou prévia: indicada para se obter redução parcial do tumor e permitir uma complementação cirúrgica ou Rxt (radioterapia). 4 – Paliativa: melhora qualidade de sobrevida e mínima os sintomas. Fatores de risco pra quimioterapia: Má higiene oral, nutrição, presença prévia de xerostomia, infecções pré existentes, mielosupressão. Complicações da mucosite: Causada pela quimioterapia. Dor, desnutrição,desidratação, infecções (oral e sistêmica), sangramento oral. Tratamento: Enxaguantes bucais. Xerostomia: Se alimenta mal, ↓ fala, ↓ saúde oral e dos dentes, ↓ qualidade de vida. Pode ser utilizada em caráter: Exclusivo: Apenas esta modalidade terapêutica é empregada, devido a vários fatores, como radiossensibilidade tumoral, inoperabilidade, ausência de resposta à quimioterapia, etc. Adjuvante: Quando a radiação é associada a uma ou mais comumente a duas modalidades terapêuticas (cirurgia e quimioterapia), onde a ordem das três irá variar de acordo com cada caso, proporcionando ao paciente melhor chance de cura ao mesmo tempo em que evita cirurgias mutilantes, quais tem péssimo impacto na funcionalidade e no psiquismo do individuo. Curativo: Empregada com sucesso em tumores radiossensíveis e/ou em estados precoces. Paliativo: Alivio principalmente de queixas álgicas como é o caso das metástases ósseas. Também perfeitamente utilizada em metástases cerebrais ou em tumores localmente avançados, onde o objetivo principal é o alivio sintomático e não mais a cura. A radiação provoca radiolise – quebra da molécula de água, temos então hidrogênio e oxigênio livre, na hora de recombinar pode dar H2O2 que é água oxigenada – letal pras células. Tipos: Teleradioterapia – aparelho emissor a distancia (provoca menos sequelas). Braquiterapia – aparelho está em contato. O tipo e actinoterapia depende de fatores relacionados ao tumor: Localização. Grau histológico. Extensão do tumor. Comprometimento das estruturas anatômicas. Envolvimento ganglionar. Estágio da lesão. Radioterapia TIPOS DE TELERADIOTERAPIA: Convencional (SUS). Tridimensional: requer a utilização de tomografias, programas sofisticados de computação, e modelagem do feixe de radiação. - Modulação de intensidade do feixe (tem mais ou menos 3 no brasil): (IMRT) que permite isolar perfeitamente a área do tumor a ser tratada, possibilitando o aumento da dose de radiação com menor efeito sobre as células sadias. FATORES COMPLICADORES DA RXT: Reprodução celular. Tecidos normais limitantes. Medula espinal, quiasma e nervo óptico. Tecidos normais muito sensíveis. Mucosa da cavidade bucal. Glândulas salivares. O tecido ósseo também é muito sensível a radiação. EFEITOS DA RXT NA PELE E NA BOCA: Epiderme: bronzeamento e epilação (os pelos da pele na região atingida não crescem mais). Cavidade bucal: cárie de radiação, xerostomia, mucosite, perda de paladar (agelsia), osteorradionecrose. A importância da prevenção da ORN. HIPOGEUSIA – diminuição do paladar: Máxima intensidade por volta da sexta semana de tratamento. Inicio de retorno por volta do quarto mês pós- término. CÁRIE DE RADIAÇÃO: A radiação mexe na dentina – locais onde o esmalte é fino, é mais afetado (cervical e incisal dos dentes), são rápidas. Ação sobre os odontoblastos, diminuindo a capacidade de produção de dentina reacional. O esmalte também sofre alterações, tornando-se vulnerável à cárie. Diminuição acentuada do fluxo salivar. Modificação das características da saliva (pH). Inabilidade de remineralização do esmalte. Desenvolvimento de microrganismos cariogênicos. Mudança na microbiota bucal. Placa bacteriana torna-se altamente acidogênica. Aumento progressivo de S. mutans, lactobacillus e candida. Características clinicas: Apresenta dois cursos de evolução distintos: Pouco tempo após a RXT e progressão rápida. Grande intervalo após RXT e progressão lenta. TRATAMENTO: Tratamento odontológico restaurador convencional. Tratamento endodôntico. “Sepultamento” da raiz (faz a endo, corta o dente na altura da gengiva). Exodontia - NUNCA REALIZAR EXTRAÇÃO EM PACIENTE IRRADIADO NA REGIÃO DE CAVIDADE BUCAL (RISCO DE OSTEORRADIONECROSE). Efeitos deletérios da radiação: Cárie de radiação, mucosite, xerostomia. OSTEORRADIONECROSE: Acomete principalmente a mandíbula. Radiograficamente perda de trabeculado ósseo e reabsorções com alterações escleróticas. Principal fator desencadeante é a exodontia (não é o único). O organismo não repara, pois o osso, os vasos estão alterados. Não tem mais capacidade de regeneração. XEROSTOMIA: Ocorre em 60 a 88% dos pacientes irradiados. Sialodenite temporária (24 a 72 horas). Alteração da saliva (10 a 20 Gy). Xerostomia (acima de 40 Gy). 8% do fluxo diminuído. MUCOSITE RXT Ocorre após a 2º semana de Rxt. Sobretudo em mucosa jugal, assoalho, palato mole e borda lateral de língua. GRAUS DE MUCOSITE: Grau 1 – Eritema com lesões assintomáticas. Grau 2 – Eritema com ulceras dificultando ingestão de sólidos. Grau 3 – Eritema com ulceras dificultando ingestão de líquidos. Grau 4 – Ulceras confluentes sem possibilidade de alimentação. Braquiterapia: Proteção aos tecidos circunvizinhos sadios. É um crescimento tecidual inútil ao organismo. São encapsulados e não resultam metástases. No interior destes tumores encontramos células maduras e representativas do tecido de origem. Neoplasias de tecido conjuntivo! Nomenclatura: Tecido de origem + sufixo “oma” = nome da neoplasia. Ex. fibras = fibroma adiposo = lipoma glândulas salivares = adenoma. Podemos classifica-los em: Epiteliais (são superficiais). Mesenquimais: São encapsulados, não resultando em metástases. É auto-limitado, crescimento lento, aumentam de tamanho até um certo ponto. Intodução Público: Adolescentes femininos 11-13 anos. Meninas expostas a vacina induz 10 vezes mais a produção de anticorpos. Classificação clínica: Quatro formas: papiloma escamoso, condiloma acuminado, verruga vulgar e hiperplasia focal. Papilas do tecido epitelial (não tem origem no tecido conjuntivo). Etiologia: Papiloma vírus humano HPV. Subtipos: Aproximadamente 200; porém na cavidade bucal os subtipos 6 e 11. Incapaz de penetrar na mucosa sendo necessário microtraumas. (precisa de microtraumas para entrar em uma mucosa e se instalar; a mucosa oral tem muitos microtraumas.). Pelo menos 13 subtipos de HPV são considerados oncogênicos. Dentre eles os subtipos 16 e 18 são considerados de risco oncogênico presente em 70% dos casos de câncer de colo de útero. Sua transmissão ocorre por contato direto de pele e mucosa infectada (microtrauma, exodontia, implante, manicure etc). A principal forma de transmissão é a via sexual, mas não é a única forma de transmissão. Papilomas Papiloma escamoso Definição: Proliferação benigna do epitélio escamoso estratificado. Presença de projeções epiteliais digitiformes (prolongamentos) ou verruciforme. Aspectos clínicos: Agrupamento de múltiplas pápulas de superfície verrucosa com projeções epiteliais de coloração rósea (papilomatose). Ou nódulo exofiticos de consistência amolecida indolor, pediculada com numerosas projeções epiteliais de coloração branca. Etiologia: Viral. Taxa de infectuosidade baixa 3% de todas as lesões bucais. A via sexual de transmissão é a mais comum porém não é a exclusiva! Em especial, com crianças. Transmissão: Através do sexo oral, compartilhar comida, etc. Crescimento limitado – tem pequenas dimensões.. As lesões papilomatosas múltiplas podem se malignizar virando um CEC. Aspectos/características clínicas: As lesões que possam vir á coalescerem são denominadas de PAPILOMATOSES. Tratamento: Excisão cirurgia ou utilização de ácidos – ácido tricloracético (ATA) que promove uma esfoliação dessa pápula, “queima” a região, porém por ser muito agressivo não é muito indicado. Diagnóstico diferencial: Fibroma, hiperplasia fibrosa inflamatória. Apenas transmitido sexualmente. Definição: É uma proliferação do epitélio estratificado escamoso da genitália, região perianal e cavidade bucal. Etiologia: DST – HPV 11,53 e 54. As lesões são grupamento de múltiplas pápulas e a região mais acometida é a cabeça do pênis, denominadas popularmente de crista de galo. Características clinicas: Transmissão através de contato sexual. Período de incubação de 3 meses. Apresenta-secomo massas exofídicas, róseas e bem demarcadas. Tendem á ser maiores que os papilomas. Condiloma acuminado Hiperplasia epitelial focal Etiologia: HPV – 13 e 32 É caracterizada pela proliferação local do epitélio escamoso local. Aspectos/características clinicas: Apresenta-se como múltiplas pápulas envolvendo mucosas labial, jugal e lingual, consistentes, aglomeradas e espraiadas por toda a mucosa, de coloração rósea. Não é localizada. Tratamento: O ácido tricloracético tem uma indicação precisa, ele queima a lesão, necrosa o epitélio, este esfolia e reepiteliza novamente. Etiologia: Papiloma vírus humano tipo 2,6 e 40. Muito infectocontagiosa (bem mais que o papiloma escamoso). Características clinicas: Acomete outros locais como a pele – extremidades dos dedos da mão e do pé e região da face. Acomete frequentemente crianças. Pápulas indolores, com superfície rugosa sendo que as lesões cutâneas podem ser amareladas. Crescimento de pequeno tamanho. Tratamento: Excisão cirúrgica, e quando na pele é encaminhado para o dermatologista. Diagnóstico diferencial: Papiloma escamoso, fibroma, hiperplasia fibrosa inflamatória. Verruga vulgar Fibroma FIBROMA IRRITATIVO É a neoplasia benigna mais comum da cavidade bucal. Aspectos/características clinicas: Nódulo mais frequentemente localizado na mucosa jugal ao longo da linha de oclusão de superfície lisa e coloração rósea. Assintomático, a não ser que ele cresça até a região de oclusão, ulcere e fique sintomático. Diagnóstico diferencial: Hiperplasia fibrosa inflamatória, Mucocéle (porém tem conteúdo liquido), lipoma, papiloma. Realizar exame anatomopatológico. Tratamento: Excisão cirúrgica – anestesia a distância e por baixo da lesão passa a agulha para que ela insufle, e realizar as incisões semilunares. Lipoma Definição: É uma neoplasia benigna de origem mesenquimal de etiologia incerta composto por gordura. Apresentam-se encapsulados, sendo o sítio mais comum a mucosa jugal, língua e assoalho bucal Tem sua origem no tecido conjuntivo. Diagnóstico diferencial: Hiperplasia fibrosa inflamatória, fibroma, papiloma Características clinicas: Nódulo de consistência branda indolor e coloração ligeiramente amarelada, assintomático. O crescimento pode ser endofitico ou exofitico. Quando coloca no fixador da biópsia (formol 10%) ele boia. Diagnóstico através do exame anatomopatológico. Tratamento: Excisão cirúrgica. Não tem taxa de recidiva Tratamento: Não trata o linfangioma, apenas proserva, pois a tendência é que ele diminua com o passar dos anos. Porém, se atrapalhar a função opta-se pela remoção cirúrgica. Diagnóstico diferencial: Hemangioma, hiperplasia. Hemangioma Definição: Proliferação de vasos sanguíneos. Caracteriza-se por um crescimento rápido com proliferação de células endoteliais seguida por involução gradual. Clinicamente: Nódulo, bolha, pápula ou mancha. Realizar vitropressão ou diáscopia - isquemia. Tratamento: Esclerose química com ethamolin. Diagnóstica diferencial: Se for mancha – tatuagem por amalgama, equimose, nevus pigmentado. Linfangioma Definição: Neoplasia benigna de origem vascular linfática. Região de dorso lingual – proliferação dos linfáticos. Etiologia desconhecida. São classificados como tumores benignos hamartomatosos dos vasos linfáticos. Acredita-se também que possa ser uma malformação e desenvolvimento por um vaso linfático que não se comunica com o restante. Diminui com o passar do tempo. Caracteristicas clinicas: Massa nodular localizada geralmente no dorso de língua no terço posterior. Predileção em cabeça e pescoço ocorrendo em 75% dos casos. Adenoma pleomórfico É um tumor benigno de glândulas salivares, acomete glândulas salivares parótidas submandibulares e menores. Apresenta crescimento lento e assintomático. Na cavidade bucal sua maior incidência é o palato mole e 1/3 posterior do palato duro. Etiologia incerta. Derivado de uma mistura de elementos ductais e mioepiteliais. Características clinicas: Nódulo de superfície lisa, róseo, o crescimento é exofitico porém é um pouco submucoso, então, endofitico também. Consistência amolecida. Quando se aloja em glândulas salivares, ele pode comprimir alguma estrutura nervosa e provocar parestesia do local. Exames complementares: Biópsia e punção por aspiração com agulha fina. Tratamento: Excisão cirúrgica. Se estiver na glândula parótida, é o cirurgião cabeça e pescoço que faz. Diagnóstico diferencial: Tórus. DA mucosite é uma complicação estomatológica comum em pacientes que passam por radioterapia na região da cabeça e do pescoço, que pode variar de um desconforto por conta dos eritemas difusos a úlceras doloridas que podem ser isoladas, agrupadas ou coalescentes, ocorrendo de 7 dias a 10 dias após a sessão de radioterapia. A) Certo B) Errado Odontologia - Estomatologia - Instituto Americano de desenvolvimento (IADES) - 2018 - Escola Superior de Ciências da Saúde - DF (ESCS/DF) - Médico Multiprofissional Um paciente de 44 anos de idade, mulato, com histórico de diabetes e câncer de mediastino, está em tratamento em uma unidade de oncologia, com sessões de quimio e radioterapia. Por causa da condição de saúde geral, ele apresentava cansaço, falta de ar e dor no tórax. Relatou perda de peso e muita sensibilidade nos dentes que ainda possuía. Com base no caso clínico, julgue os itens a seguir. A presença de osteorradionecrose deriva, na maioria dos casos, secundariamente ao trauma local, independentemente da dose de radiação, de remanescentes dentários ou do tipo de tratamento. A) Certo B) Errado Questão 1 Odontologia - Estomatologia - Instituto Americano de desenvolvimento (IADES) - 2018 - Escola Superior de Ciências da Saúde - DF (ESCS/DF) - Médico Multiprofissional Um paciente de 44 anos de idade, mulato, com histórico de diabetes e câncer de mediastino, está em tratamento em uma unidade de oncologia, com sessões de quimio e radioterapia. Por causa da condição de saúde geral, ele apresentava cansaço, falta de ar e dor no tórax. Relatou perda de peso e muita sensibilidade nos dentes que ainda possuía. Com base no caso clínico, julgue os itens a seguir. Questão 2 Odontologia - Estomatologia - Instituto Americano de desenvolvimento (IADES) - 2018 - Escola Superior de Ciências da Saúde - DF (ESCS/DF) - Médico Multiprofissional Uma paciente jovem, com histórico de trombose e hipertensão pulmonar grave, fazendo uso de oxigenoterapia domiciliar, procurou um serviço odontológico por causa de fortes dores nos dentes 31 e 41, além de presença de edema no palato da região do dente 26. No exame radiográfico, foi observada uma extensa área de perda óssea vertical nos dois elementos inferiores, com nível ósseo apenas no ápice dentário. No dente 26, foi observada rarefação óssea no ápice das raízes mesial e palatina. A paciente faz tratamento com vários medicamentos de uso contínuo, como anti- hipertensivo, anticoagulante e diuréticos. Com base no caso clínico apresentado, julgue os itens a seguir. Se a paciente retornar, dias depois, com extensa úlcera no palato, essa será devida à queimadura provocada pelo uso excessivo de gelo no palato para aliviar o edema. A prescrição de antibiótico e anti-inflamatório prevenirá infecções e aliviará a dor local. A) Certo B) Errado Questão 3 https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia/assunto/estomatologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia/banca/iades https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia/banca/iadeshttps://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia/ano/2018 https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/orgao/escola-superior-de-ciencias-da-saude-df-escs-df https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/orgao/escola-superior-de-ciencias-da-saude-df-escs-df https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia Odontologia - Estomatologia - Instituto de Estudos Superiores do Extremo Sul (IESES) - 2017 - Instituto Geral de Perícias - SC (IGP/SC) - Perito Criminal Na proteção do complexo dentino-pulpar para cavidades muito profundas e com exposição e sangramento pulpar, o material de proteção de melhor escolha é: A) A perda de dentes, especialmente os anteriores, pode causar distúrbios fonéticos. B) Deformidade permanente relacionada a dano estético só deve ser avaliada quando existe interesse indenizatório. C) Quando há prejuízo somente em próteses ou nos dentes destas, porém resultantes de agressões, trata-se de um dano à coisa associado à lesão corporal. D) Tratamentos odontológicos realizados nas lesões, previamente ao exame pericial, invalidam a perícia. Questão 4 Odontologia - Estomatologia - Fundação de Estudos e Pesquisas Sócio-Econômicos (FEPESE) - 2017 - Prefeitura de Fraiburgo - SC - Odontólogo (20 H) Um paciente de 42 anos de idade, sexo masculino, compareceu à unidade básica de saúde relatando dor na mucosa bucal. Ao exame clínico, observaram-se áreas com ulcerações distribuídas na mucosa jugal. Numa manobra semiotécnica, o cirurgião-dentista realizou uma firme pressão lateral com uma gaze em área da mucosa jugal livre de ulceração e aparentemente normal. Ao procedimento, observou a formação de uma bolha. Diante dos achados clínicos, assinale a alternativa que indica a mais provável doença que o paciente apresenta. A) Pênfigo Vulgar B) Lúpus Erimetatoso C) Líquen Plano-Reticular D) Epidermólise bolhosa E) Doença de Behçt Questão 5 Odontologia - Estomatologia - Comissão Permanente do Vestibular / UFRN (COMPERVE) - 2017 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Odontólogo A maioria das neoplasias malignas da cavidade oral é ocasionada por lesões orais potencialmente malignas, presentes por um longo período de tempo. Em geral, o desconhecimento da população sobre essas lesões e seus fatores etiológicos contribuem para sua incidência. Muitos dos agentes associados ao desenvolvimento do câncer de boca também estão envolvidos no surgimento de lesões potencialmente malignas. Dentre as lesões orais potencialmente malignas mais prevalentes, destacam-se a leucoplasia e a eritroplasia, cuja prevenção deve se basear no controle A) Da infecção pelo HPV. B) Do tabagismo. C) Da exposição crônica à radiação solar. D) Das deficiências nutricionais. Questão 6 Odontologia - Estomatologia - Fundação Getúlio Vargas (FGV) - 2015 - TJ/RO - Analista Judiciário A halitose pode ser considerada um problema social, com prevalência relativamente alta na população. Sobre a etiologia dessa afecção bucal, é correto afirmar que: A) O odor desagradável do hálito se origina principalmente de compostos sulfídricos voláteis, especialmente sulfeto de hidrogênio, metilmercaptana e dimetilsulfeto; B) A queilite angular, que acomete pacientes portadores de próteses totais acrílicas é fator etiológico para a halitose; C) A ingestão de álcool resulta na produção de compostos sulfídricos voláteis; D) Patologias gastrointestinais como a hérnia gástrica e a esofagite de regurgitação são causas muito frequentes de halitose; E) A diminuição do fluxo salivar (xerostomia) ocorre em decorrência da halitose. Questão 7 https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia Odontologia - Estomatologia - Fundação Getúlio Vargas (FGV) - 2015 - TJ/BA - Analista Judiciário Paciente adulto, fumante, chega ao consultório do estomatologista queixando-se de alteração de cor na língua, sensação de náusea e algumas vezes gosto desagradável na boca. Ao exame clínico verifica-se alteração na linha média anterior às papilas circunvaladas, espalhando-se para as margens lateral e anterior da língua, que se apresenta com as papilas alongadas e de coloração acastanhada. Tais características levaram o estomatologista ao diagnóstico de língua: A) Bífida B) Escrotal C) Presa D) Fissurada E) Pilosa Questão 8 Odontologia - Estomatologia - FUNDATEC Processos Seletivos (FUNDATEC) - 2013 - Prefeitura Municipal de Nova Roma do Sul - RS - Cirurgião Dentista Considerando os processos osteomielíticos dos ossos gnáticos, analise as assertivas abaixo: I. Na maioria dos pacientes com osteomielite supurativa aguda, um tratamento antibiótico suficiente e apropriado elimina a infecção e afasta a necessidade de intervenção cirúrgica. II. O material biopsiado de pacientes com osteomielite supurativa crônica, revela um componente de tecido mole significativo, que consiste em tecido conjuntivo fibroso inflamado subagudo ou crônico, preenchendo os espaços intertrabeculares do osso. III. O fragmento de osso necrótico que se separa do osso vitalizado é denominado sequestro ósseo. IV. A osteomielite esclerosante difusa acomete quase exclusivamente os adultos e apresenta-se primariamente na maxila. Quais estão corretas? Questão 9 A) Apenas I e II. B) Apenas II e III. C) Apenas I, II e III. D) Apenas II, III e IV. E) I, II, III e IV. Odontologia - Estomatologia - FUNDATEC Processos Seletivos (FUNDATEC) - 2013 - Prefeitura Municipal de Nova Roma do Sul - RS - Cirurgião Dentista __________________ apresenta-se, do ponto de vista radiográfico, como uma área cística na borda da mandíbula, região da loja submandibular, sempre abaixo do canal mandibular e representa uma cavidade óssea que pode incluir tecido da glândula submandibular. Assinale a alternativa que completa adequadamente a lacuna acima. A) Cisto de Stafne B) Cisto ósseo aneurismático C) Cisto residual D) Cisto ósseo traumático E) Ceratocisto odontogênico Questão 10 https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia https://www.estudegratis.com.br/questoes-de-concurso/materia/odontologia 01. B 02. C 03. C 04. A 05. A 06. B 07. A 08. E 09. C 10. A Gabarito 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. E 22. B 23. A 24. B 25. A 26. E 27. B 28. D 29. A 30. A 31. E 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. 45. 46. 47. 48. 49. 50. 1. C 2. A 3. C 4. D 5. A 6. A 7. A8. A 9. C 10. D 11. A 12. C 13. D 14. C 15. E 16. D 17. A 18. B 19. D 20. C 21. E 22. B 23. A 24. B 25. A 26. E 27. B 28. D 29. A 30. A 31. E 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. 45. 46. 47. 48. 49. 50.orgânicas ou problemas emocionais. Por diversas vezes aumenta pequenos sintomas com o objetivo de dar importância a sua doença e ou ganhar a simpatia do profissional. Deve-se ficar atento para não menosprezar sintomas reais e valorizar sintomas exagerados, que não irão auxiliar na obtenção do diagnóstico. Comportamentos comuns NACIONALIDADE Importante não apenas pela ocorrência de patologias mais frequentes em determinados países , mas também como hábitos alimentares (peixe cru para orientais e alimentos mais gordurosos nos países nórdicos). PROFISSÃO É importante a verificação não só da modalidade de trabalho como também das condições locais e jornada (surfista - queilite actínica). Obs: O único item no qual não é obrigatória a presença do cirurgião dentista é a identificação pessoal. O cirurgião dentista obrigatoriamente atua a partir da queixa do paciente. NOME O nome deve ser completo, sem abreviações, para o cadastramento do paciente. SEXO A determinação do sexo (masculino e feminino) é importante uma vez que certas patologias tem maior ocorrência em determinado gênero, o que auxilia muitas vezes na elaboração do diagnóstico. Exemplo: o Líquen Plano e úlcera aftosa em mulheres e paracoccidioidomicose e carcinoma espinocelular em homens. IDADE Dada faixa etária apresenta maior incidência de determinada patologia. O aspecto físico geral pode dizer muito sobre o estado geral de saúde, aspectos psicológicos e condições de vida. RAÇA Determina-se raça por negra (melanoderma), branca (leucoderma) ou parda (feoderma). Pode- se ainda colocar raça amarela (orientais) e vermelha (indígenas). NATURALIDADE Anotar a região de procedência do paciente. O Brasil por ser um país continental, apresenta áreas endêmicas de certas patologias, como a Leishmaniose na região da cidade de Bauru ou a Hanseníase na região do Amazonas. ENDEREÇO O registro do lugar onde o paciente possa ser encontrado é fundamental, caso haja necessidade de retorno do mesmo para complementação de um diagnóstico ou tratamento, ou para acompanhamento de um processo de cura ou controle do seu estado local e geral. ESTADO CIVIL O estado civil classifica-se como: solteiro, casado, viúvo ou separado e sua definição é importante pois pode definir neuroses por desajustes conjugais. Além disso inúmeras patologias estão associadas à promiscuidade e à ausência de parceiros fixos, levando a uma suscetibilidade maior de doenças infecciosas. Identificação do paciente A queixa principal é a informação do motivo que levou o paciente a consultar o cirurgião-dentista. Em geral, essa queixa é registrada segundo as palavras do paciente, podendo demonstrar, por si só, a natureza da doença. Queixa principal A história da doença atual resulta no histórico completo e detalhado da queixa principal apresentando toda a sua evolução e sintomatologia. As perguntas devem ser propostas de forma mais clara e simples possível, procurando orientar o paciente a recordar e ordenar os fatos ocorridos desde o inicio da doença até o momento atual. Presença e alteração da dor. Fatores com relatos. Como começou e como evoluiu, tratamentos prévios para essa doença. LOCALIZAÇÃO E IRRADIAÇÃO Precisa, vaga, superficial, profunda. CARÁTER E INTENSIDADE Surda, em queimação, pontada, pulsátil, uniforme, lancinante. EVOLUÇÃO Recorrente, episódio único, ocorrência diária, contínua, periódica, rítmica, evolução rápida. História da doença atual PACIENTES COM CONDIÇÕES ENDÓCRINAS Portador de diabetes, sede excessiva, portador de hipo/hipertireoidismo, perda ou ganho de peso súbita, menstruação regular, uso de hormônios (inclusive anticoncepcionais), gravidez. DISTÚRBIOS NEUROPSIQUIÁTRICOS Fadiga, nervosismo, tratamento do sistema nervoso, epilético, uso de medicamentos. DISTÚRBIOS HEMATOPOIÉTICOS Anemia, leucemia, discrasias sanguíneas, hemorragia, ultimo exame laboratorial, já realizou transfusão sanguínea. RELAÇÃO COM FUNÇÕES ORGÂNICAS Respiração, tosse, deglutição, posição do paciente, esforço físico. FATORES ATENUANTE OU DE CESSAÇÃO Alimentos ou bochechos quentes ou frios, uso de analgésicos ou anti-inflamatórios. A história familiar, que é a descrição do estado de saúde dos membros da família, pode revelar a possibilidade de condições com tendência genética, como doença coronariana, diabetes e hemofilia. Pergunta: tem algum problema de saúde na família? 1 - boa saúde; 2 - diabetes; 3 - doenças cardiovascular; 4 - doença reumática; 5 - neoplasia; 6 - doença hemorrágica; 7 - doença alérgica. Antecedentes familiares Os antecedentes mórbidos pessoais constituem uma revisão dos episódios sobre os cuidados com a saúde e condições médicas que foram diagnosticadas. Esta informação geralmente abrange doenças passadas, vacinações, hospitalizações, alergias, tratamentos em curso e medicações em uso. 1ª pergunta: “tem algum problema de saúde?” Ex: cardiopatia, hemorragia, hipertensão, alergia, diabético, algum medicamento (uso diário/contínuo). PACIENTE CARDIOPATA É contraindicado procedimento odontológico em pacientes que tenham infartado em menos de 6 meses. Ex: endocardite bacteriana. Causada por bactérias da boca que se instalam em válvulas cardíacas. Profilaxia - Amoxicilina 2g 1h antes do procedimento ou Clindamicina 600mg 1 antes do procedimento (para alérgicos à penicilina) Obs: deve-se evitar anestésicos com adrenalina (pode usar prilocaína + felipressina ou mepivacaína sem vasoconstritor). DIABÉTICOS Maior chance de infecção pós-operatória. Receitar antibiótico (depois). PERFIL ALÉRGICO Bronquite asmática; submeteu a tratamento com antibiótico, teve reação alérgica; alergia a algum medicamento, cosmético ou alimento; urticária; teve reação alérgica à anestesia. DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS Sífilis, hepatite, icterícia, hanseníase, aids. CONDIÇÕES RESPIRATÓRIAS Sofre de alguma pneumopatia. Antecedentes pessoais Hábitos São atitudes rotineiras e repetitivas que não causam necessariamente danos de qualquer natureza ao paciente. Pergunta: tem algum hábito relacionado a boca? Ex: morder lábio, morder bochecha, roer unha, morder caneta, chupar o dedo (lesão embaixo da língua, causada por apoio nos incisivos inferiores) Vício São hábitos nocivos como etilismo, tabagismo (inalado, aspirado ou mascado), hábitos sexuais (caso seja identificado ist’s por exemplo). Tem algum vício? Fuma?; Já fumou?; Há quanto tempo fuma?; Há quanto tempo parou de fumar?; Qual o primeiro cigarro que você fuma no dia? (quanto mais cedo maior é o vício químico). Hábitos e vícios Você bebe? O que você bebe? (para a boca bebidas fermentadas são menos agressivas que bebidas destiladas). Para mensurar o grau de alcoolismo, pode -se utilizar o questionário CAGE no qual se pergunta: Já sentiu a necessidade de reduzir a ingestão de álcool? Já se sentiu aborrecido com as críticas sobre o ato de beber? Já se apresentou sentimento de culpa por beber? Já aconteceu de beber pela manhã de forma a fortalecer os nervos ou livrar-se de uma ressaca? Duas ou mais respostas positivas sugerem alcoolismo. Limpeza, aplicação de flúor, selante, restauração, ortodontia, implante, radiologia, tratamento gengival, tratamento de canal, cirurgia, prótese. Mastigação unilateral, dor na região da atm, estalitos ao abrir e fechar a boca, respiração bucal, dores na cabeça, nuca, face e pescoço. Características de salivação, dificuldade em engolir alimentos secos. Sensibilidade nos dentes, sangramento gengival. Refeições em horários irregulares, dieta com excesso de açúcar, escovação após as refeições, frequência de refeições a base de frutas, verduras e legumes. Frequência, data e razão de visita ao dentista. Histórico Odontológico O exame físico tem por finalidade a obtenção dos principais sinais presentes na doença. Este exame, diferente da anamnese, fornece dados objetivos. Qualquer que seja o motivo da consulta, o exame físico deve ser completo e sucede aanamnese. Algumas vezes é impossível manter essa relação cronológica, já que ao entrar no consultório, alguns sinais já podem ser percebidos, porém, mesmo assim, deve-se efetuar o exame completo e sequencial do paciente. Garantem um bom exame físico - sentidos aguçados para realização do exame, demonstrar segurança para o paciente, conhecimento anatômico, boas condições de visualização, boa iluminação, cooperação do paciente. Introdução Podem ser feita de maneira: → Direta – usando apenas os sentidos → Indireta – usando aparelho, um instrumento que potencialize os sentidos. Semiotécnica são as técnicas de pesquisa dos sinais. Pode ser realizada diretamente através do sentido do examinador ou indiretamente através da utilização de instrumentos, que de alguma forma venham a ampliar esses sentidos. INSPEÇÃO Esse é o primeiro passo do exame físico. Nessa manobra utiliza-se a visão que pode ser realizada diretamente “a olho nu” ou através de lentes e espelhos indiretamente, as estruturas devem estar secas e com boa visibilidade. Avaliar o aspecto, cor, forma, tamanho, e movimento das diversas áreas corporais. PALPAÇÃO A palpação colhe sinais pelo tato e compressão. Através do tato se obtém informações sobre a porção superficial e a compressão se tem informações sobre a porção mais profunda da área que está palpando. Manobras de semiotécnica Sentidos aguçados, segurança (no que fala, no conhecimento), bom conhecimento anatômico, boas condições de visualização, secar e afastar as estruturas (sugador, gaze, etc), cooperação do paciente, biossegurança. Condições mínimas Abcesso, alveolite, diabetes, guna (”gengivite de trincheira”; odor “ninho de rato”; inversão papilar na gengiva interdentária; gosto metálico), câncer, má higiene bucal, presença de cáries, próteses mal adaptadas, próteses mal higienizadas, xerostomia, presença de úlceras ou tecidos necrosados, infecções periodontais, infecções de vias aéreas. PUNÇÃO Punção consiste na introdução de uma agulha (seringa lua) no interior dos tecidos. Quanto ao líquido puncionado pode-se observar: sangue - hemangioma; saliva - mucocele; líquido cístico/citrino - cisto; pus - abcesso; linfa - linfangioma; pressão branca/negativa do êmbolo (não retrocede) - conteúdo sólido ou semissólido. Há também a cavidade oca, quando o êmbolo não puxa nada. DIASCOPIA Este termo quer dizer “observar através de”, e significa visualizar uma determinada estrutura comprimida por uma lâmina de vidro. Esta manobra é conhecida também como vitropressão sendo utilizada em lesões escuras, suspeitas de hemangioma ou nevo, fazendo-se compressão com uma lâmina de vidro sobre a área a ser estudada. EXPLORAÇÃO TRAJETOS FISTULOSOS Explorar os trajetos das fístulas. RASPAGEM Lesão branca - verificar se cede ou não à raspagem. FOTOGRAFIA Fotografar a lesão para acompanhar o tamanho. Nesta etapa percebe-se alterações como: textura, presença e consistência de nódulos submucosos, tamanho, forma, sensibilidade à palpação, alteração de temperatura, crepitações, mobilidade, resistência muscular e presença de massas. → Palpação indireta: é aquela na qual o clínico se utiliza de instrumentos que alcançam locais onde as mãos diretamente não alcançariam (sonda exploratória nº 5z). → Palpação direta: pode ser digital (utiliza-se a polpa digital - cadeia ganglionar submandibular), bidigital (utiliza-se dois dedos, polegar e indicador - lábio inferior, indicador e médio - cadeia ganglionar pré-auricular) e digitopalmar (utilizando o indicador para palpação e a palma da mão oposta como anteparo - estudo da mucosa jugal e assoalho de boca). PERCUSSÃO Percussão é o ato de percutir (bater ou tocar). É amplamente utilizado como auxiliar de diagnóstico da patologia periapical e/ou periodontal através da percussão vertical ou horizontal respectivamente. → Direta: muito utilizado na medicina. → Indireta: usando cabo do espelho (periapicopatias - verticalmente; periodontopatias - horizontalmente). Choc en retour: sensação de apertar uma bolinha de ping pong - crepitação. Cisto cresce, vai adelgaçando as corticais, tornando-as pergamináceas. AUSCULTAÇÃO É o ato de ouvir sons e ruídos produzidos no organismo. Em odontologia seu emprego é restrito, porém importante na avaliação fisiológica da ATM para pesquisa de estalitos e crepitações ou o roçar de fragmentos frente a uma fratura. OLFAÇÃO Esta manobra, em que se utiliza o olfato, é um recurso válido na detecção de certas alterações fisiopatológicas, como odor cetônico (maçã verde) no diabético. No exame físico geral devem-se observar as estruturas sem se levar em conta, em principio, o motivo da consulta. Observa-se o paciente: marcha, postura, coerência na fala, estado mental, higiene, alterações nas unhas, pelos, manchas na pele, hidratação, etc. Exame físico geral Estado geral do paciente (bom, regular, mau ou péssimo). Ver o biotipo do paciente: longilíneo, médiolineo ou brevilíneo. Ambulação - claudicante (manco), andar rápido, falta de equilíbrio. Tegumento - manchas, pelos em locais que não deveriam ou ausência dos mesmos. Postura - encurvado, lordose, escoliose. Sinais vitais: frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), pressão sanguínea (PA), temperatura (TAX). “No exame físico se observa o detalhe e se observa o todo”. As mucosas podem ser: Revestimento: Caracterizada pela elasticidade. Palato mole; ventre da língua; assoalho; rebordo; lábio; mucosa jugal; fundo de sulco. Mastigatória Caracterizada pela dureza. Gengiva (inserida, principalmente); palato duro. Especializada Presença de papilas e corpúsculos gustativos Dorso da língua Mucosas Deve-se examinar todas as estruturas da cabeça, pescoço e face a procura de alterações, como aumento, depressões e distribuição de vários elementos. Avaliar simetria na face. Exame geral da face: cadeias ganglionares; articulação temporomandibular; glândulas salivares maiores; ossos e musculatura; olhos - distância pupilar, mobilidade ocular, diplopia (fratura no assoalho da órbita), pálpebras; nariz - ausência do nariz, epistaxe, presença do septo internasal; ouvido - presença, secreções, tegumento, hábitos parafuncionais. Exame físico extrabucal O exame intrabucal deve ser feito de maneira ordenada e completa, examinando-se pausadamente cada estrutura com a certeza de não ter omitido nenhum detalhe. Sequência do exame intrabucal: Obs: deve-se examinar primeiramente a queixa principal, e depois seguir a sequência: Lábios; Fundo de sulco/vestíbulo; Gengiva inserida (periodonto); Gengiva livre (periodonto); Papila interdental (periodonto); Mucosa jugal; Língua; Assoalho bucal; Palato duro; Palato mole Exame físico intrabucal É um procedimento cirúrgico para elucidação de diagnóstico, que se utiliza de manobras cirúrgicas, ou seja, remoção de um tecido vivo para análise macro (avaliação a olho nu) e microscópica (na lâmina). É muitas vezes o único método para se chegar a um diagnóstico das patologias bucais O objetivo é fornecer um fragmento representativo para interpretação anatomopatológica. É ferramenta de diagnóstico e tem valor legal. Biópsia não é tratamento Introdução todas as lesões da cavidade bucal que necessitem a elucidação de um diagnóstico. Úlceras que não cicatrizem em até 15 dias (Carcinoma Espinocelular aparece na forma de uma úlcera). Nódulos associados à prótese. Nódulos e pápulas. Lesões brancas – OBRIGATÓRIO (leucoplasias são lesões potencialmente malignas, podem sofrer transformações malignas) Doenças infectocontagiosas e relacionadas com o sistema imune. Lesões erosivas/ ulcerativas. Lesões enegrecidas da cavidade bucal. Raízes residuais com presença de lesões (tecido associado). Lesões intraósseas. Lesões vermelhas, suspeita de Eritoplasia. Lesões bucais suspeitas de patologias sistêmicas. Determinação histológica de tumor maligno. Quando a citologia esfoliativa for classe III,IV e V de papanicolau Indicações De ordem geral pacientes com problemas sistêmicos como hemofílicos, diabéticos, cardiopatas. Nos casos de processos malignos devemos nos cercar de todas as precauções que cada caso exige e realizar os exames o mais breve possível. Diabético descompensado. e hipertenso descompensado adiar a biópsia até que o paciente tenha condições sistêmicas aceitáveis (se possível). Paciente muito nervoso. Condições sistêmicas do paciente e casos de Hemangioma ou lesões vasculares (o hemangioma é uma lesão de origem vascular e é nutrido por vasos sanguíneo) não fazer incisão – mandar pro médico. Alterações onde o diagnóstico é evidente. Contra indicaçõesBiópsia EM RELAÇÃO AO INSTRUMENTAL: Biópsia com bisturi: Mais utilizada, lâmina 15 Biópsia por Punch: É igual bisturi, só que mais roliço, não precisa fazer incisão. Biópsia por punção e aspiração: Onde tem conteúdo liquido. Tipos de líquidos: Citrino: indicativo de cistos; Sangue: indicativo de hemangioma; Saliva: Mucocéle ou rânula; Pus: abcesso; “Branca”: cavidade vazia (seringa fica vazia) Biópsia por congelação: Utilizada para lesões de difícil acesso nas quais existem dúvidas no diagnóstico se a lesão é benigna ou maligna. Classificação Introdução O material é congelado cortado e analisado microscopicamente no centro cirúrgico com o paciente ainda anestesiado, após o resultado, conclui-se a cirurgia. EM RELAÇÃO AO VOLUME: Incisional: Remove apenas um fragmento da lesão, geralmente lesão de difícil intervenção. Excisional: Remove a lesão inteira (lesão única, de pequeno volume, bem localizada, região anatômica de fácil visualização, fácil acesso). Instrumentais: Anestesia, bisturi, descolador, pinça dente de rato, pinça allis, pinças kelly, tesoura, portaagulha, sugador descartável. Assepsia. Antissepsia intra e extra oral (tecido) - clorexidina 0,12% Anestesia: Maioria das vezes infiltrativa a distância, a agulha passa por baixo da lesão para a mesma insuflar. A anestesia nunca deve ser feita em cima da lesão, para que o anestésico não interfira no estudo anatomopatológico. Diérese: Incisão semilunar, pois tem uma melhor adaptação das bordas na hora da sutura (melhor cicatrização e reparo). Técnica cirúrgica O frasco deve conter boca larga, com tampa e o volume do fixador deve ser de 10x maior que o volume do fragmento. Relatório ao patologista: Deve constar: a identificação do paciente, queixa, duração, resumo da história da doença, descrição da lesão, impressões trans-operatórias, hipótese de diagnóstico. É encaminhado também outros exames complementares como radiografias. Resultado do exame: → Nosológico: patologista da o nome da doença • → Descritivo: descreve toda a lâmina. Grande expansão de uma lesão – escolhe área que foge do padrão. São áreas que podem ter mais atividade celular. Prova: qual a melhor região para coleta? Onde tem maior concentração da lesão ou onde está ulcerado. É um recurso auxiliar. Não fecha diagnóstico. A esfoliação é a perda de aderência e coesão celular (processo fisiológico das células). Este exame indica se há alteração celular. Utilizado quando o paciente se recusa a fazer biópsia ou não dá pra fazer. Citologia esfoliativa é o estudo microscópico da morfologia celular. Finalidade: detectar presença de células malignas. Exame de triagem de câncer, Bases: turnover celular – renovação fisiológica e frequente. Tecido Epitelial: Camada córnea → é colhido célula desta camada; Camada granulosa; Camada espinhosa; Camada basal; Membrana basal. Exérese: Remoção do fragmento. Hemostasia. Síntese: fio de sutura SEDA, de preferencia realizar ponto simples. Cuidados com o fragmento removido: O fragmento é depositado em uma gaze, e depois emergir o mesmo em um frasco de formol a 10%. Citologia Esfoliativa Critérios celulares Onde a célula passa de um padrão normal, para malignidade, passa por algumas etapas: Perda de relação núcleo-citoplasma; Mitoses aumentadas; Marca região de maior atividade celular. Utiliza: → azul de toluidina como corante. → ácido acético remove o excesso de corante, deixando evidente a região de maior atividade celular Técnica: passa o corante e depois pede pro paciente fazer bochecho com ácido acético. O azul de toluidina → marca seletivamente grupos ácidos de componentes teciduais (radicais carboxílicos, sulfatos e fosfatos), apresentando afinidade pelo DNA dos núcleos celulares. A intensidade da coloração está na dependência do grau de comprometimento da superfície epitelial. Detecção de: Displasias epiteliais, carcinomas in situ precocemente invasivos, na delimitação das margens do epitélio neoplásico. Fidelidade do exame Falso negativo: 5% Falso positivo: 1,7 % Vários graus de mutação celular. Vantagens Baixo custo, fácil realização, não tem cirurgia, não tem pós-operatório, menor trauma, não é invasivo, não necessita de anestesia, é um exame de triagem de câncer. Desvantagens Exame que não fecha diagnóstico, é um exame superficial, não fornece classificação morfológica das neoplasias, impossibilidade de avaliar infiltração nos tecidos, evidencia apenas lesões superficiais Indicações Quando paciente se nega a realizar a biópsia, pacientes descompensados. Contra-indicações Fechar diagnóstico com esse exame. Técnica espátula de ponta romba (24) - passar delicadamente na lesão e depositar na placa de microscopia eletrônica. 2 a 3 lâminas. Fixador de citologia esfoliativa – líquor de Hoffman: mistura em partes iguais de álcool e éter ou pode ser só álcool 100%. Deixar a Lâmina totalmente imersa. Teste de Sheed Indica qual a melhor área anatômica para fazer a coleta. Finalidade: utilizado quando precisamos fazer acompanhamento de uma lesão, usado em lesões muito extensas. Proservar lesões extensas. estuda apenas os elementos figurados. É possível pedir apenas um eritrograma (apenas a série vermelha), um leucograma (apenas série branca) ou apenas contagem de plaquetas. Sangue divide-se em duas partes, plasma e elementos figurados: Plasma → substâncias orgânicas → proteínas (albumina, globulina e imunoglobulina), hormônio, água, lipídio, vitaminas. → substâncias inorgânicas → sais minerais. - Elementos figurados → hemácias ou eritrócitos, leucócitos (glóbulos brancos), plaquetas (ou trombócitos). Classificações do sangue: Sistema ABO Sangue O - é o doador universal. AB+ - é receptor universal. Fator RH – positivo ou negativo. Pancitopenia → “Pan” = todos “Cito” = células e “Penia” = diminuição, ou seja, é quando ocorre uma diminuição de todas as células. Hemograma Apenas sobre a parte vermelha do sangue. HEMÁCIAS (NÚMERO): Aumentada: poliglobulia (aspectos clínicos: mucosa mais avermelhada). Porque aumenta o numero de hemácias? Pessoas que moram em altas altitudes possuem poliglobulia, pois, por conta do ar rarefeito, o organismo deles produzem mais hemácias para compensar a baixa quantidade de oxigênio. Mulheres que estão em pré-parto, o organismo precisa de maior oxigenação. Diminuída: anemia (aspectos clínicos: palidez) Eritograma Quais as causas da anemia? Desnutrição, hemorragia, patologias medulares (sangue é formado na medula óssea). Anemia ferropriva – falta de ferro. Anemia falciforme – mudança na morfologia das hemácias. Normalmente uma hemácia tem formato bicôncavo. VCM – Volume corpuscular médio (saber se a hemácia está grande ou pequena): Microcitose – hemácias pequenas; Macrocitose – hemácias grandes; Anisocitose – conjunto de células de diferentes tamanhos. Porque o sangue é vermelho? Por que dentro da hemácia temos a hemoglobina, e dentro da hemoglobina temos o ferro que possui quatro radicais. O sangue arterial possui mais oxigênio, oxida o ferro (o ferro se liga ao oxigênio), por isso o sangue é mais vermelho. O oxigênio vai até a célula, e está pega uma molécula de oxigênio e devolve uma de gás carbônico, então oque era oxihemoglobina, vira carbohemoglobina. O sangue arterial é rico é oxigênio, possui mais oxihemoglobina (cor mais vermelha). O sangue venoso é rico em CO2, possui mais carbohemoglobina (cor azulada). Porque a célula precisa de oxigênio? Porque a célula precisa de energia. As mitocôndrias são as “fabricas” de energia das células, para produzir energia, é necessário a realização do ciclo de Krebs, onde ocorre a transformação de ATP (trifosfato de adenosina) em ADP (difosfato de adenosina), e cada vez que isso ocorre, solta energia. Sem oxigênio → células do coração e cérebro param de fabricar energia. HEMOGLOBINA (NÚMERO): Hiperglobulinemia Aumento do numero de hemoglobina (mucosa mais avermelhada). Hipogloblunimemia Diminuição do numero de hemoglobina (palidez). HEMATÓCRITO: Porcentagem de glóbulos vermelhos sobre o volume total. Alta: paciente com desidratação (hematócrito aumentado, existe maior porcentagem de glóbulos vermelhos do que de plasma). Baixa: hemorragia, pois o coração tem que bombear um volume mínimo de sangue, em média de 5 a 6 litros, se há pouco volume de sangue, o coração tem dificuldade para bombear. Então o organismo, para manter o volume mínimo circulante, coloca mais água no sangue. Deste modo, teremos mais plasma do que glóbulos vermelhos. HEMOSSEGMENTAÇÃO E ERITROSEGMENTAÇÃO: Pode estar aumentado (em pacientes que vivem em locais de alta temperatura, mulheres em pré- parto, pós-cirúrgico) ou diminuído. Não usa mais, há uma discussão se isto é válido ou não. Granulócitos: neutrófilos (maior número, + de 60%), eosinófilos e basófilos. Agranulócitos: linfócitos e monócitos. NEUTRÓFILOS: Serve para combater bactérias. Neutrofilia: aumento do numero de neutrófilos – infecção bacteriana. Neutropenia: diminuição do número de neutrófilos – imunidade diminuída, principalmente por Corticoterapia. OBS: toda vez que há uma leucocitose, tem-se Neutrofilia, pois o neutrófilo é maior número. Nós temos circulante no sangue, os neutrófilos em bastonetes e segmentados, pois estão mais preparados para combater as bactérias. Se houver neutrófilos metamielócitos, ocorreu um desvio para a esquerda, o que significa que há uma infecção aguda ou crônica grave, onde o organismo está mandando todas as células possíveis manda quem tem disponível. O desvio a esquerda é visível no hemograma. Leucograma EOSINÓFILOS: Responsáveis por reações alérgicas Eosinofilia: aumento – pacientes que possuem asma, bronquite, alergia medicamentosa. Tratamento: anti-histamínico, corticoide. Eosinopenia: diminuição – tratamento: corticoide. BASÓFILOS Basofilia: número aumentado de basófilos. Em casos de infecção, geralmente vermes. não existe basotopenia, pois é normal não ter basófilos circulantes. LINFÓCITOS Responsáveis pela imunidade. Infecções virais! Linfocitose: aumentado Linfocitopenia: diminuído Linfócitos B (baço dependente): reconhecem material antigênico e produzem anticorpos; Linfócitos T (timo dependente): auxiliares: diferenciação e proliferação celular supressores: regulam os T auxiliares. citotóxicos: destroem células com antígenos diferentes. Vírus do HIV → Quando o vírus entra no organismo, ele manda vários linfócitos para combatê-lo, porém, ele se replica utilizando o DNA ou RNA dos linfócitos, então o vírus já invade estas células. Ou seja, é uma Linfocitose inútil, pois o vírus está usando estes linfócitos em seu beneficio, e não sendo destruído por ele. Para saber o grau de infecção do HIV – relação T4 e T8, especificamente. Elisa → não vê o vírus da AIDS, e sim o anticorpo, anti-HIV. É um exame de triagem, se der positivo, ai realiza-se outros exames. Se não for o vírus do HIV, os linfócitos combatem. MONÓCITOS: São os “lixeiros”, eles aparecem em finais de infecção. Monocitose: aumentado (infecções crônicas). Monocitopenia: diminuído. TROMBÓCITOS – plaquetas: Trombocitose: mulheres em pré-parto, pré- menstrual, pós-cirúrgico. Plaquetopenia ou trombocitopenia: 150 mil – está um pouco abaixo, mas dá pra operar. Com 100 mil, ver a urgência da cirurgia... E com 70 mil, não faz procedimento. AAS – não é um anticoagulante, e sim um anti- agregante! Evita a formação de trombos, então não precisa pedir pro paciente parar de tomar. Exame físico intra bucal – devemos realiza-lo de maneira sistemática seguindo uma ordem frequente determinada pelo cirurgião dentista. → Importante tracionar a língua para observar as bordas laterais! C.E.C representa 95% das neoplasias malignas bucais e tem tratamento e cura se estiver no começo. Introdução MUCOSA LABIAL EXTERNA: Avaliar: inspeção do vermelhão dos lábios, comissuras labiais (direita e esquerda), linha úmida dos lábios. Patologias que podem aparecer nesta região: → Queilite Actinica: provocada pela radiação solar (lesão potencialmente maligna), os lábios ficam descamados. Pode ser encontrados em qualquer idade, principalmente em indivíduos cuja ocupação natural os mantém expostos às radiações solares. Região: vermelhão dos lábios. Áreas a avaliar MUCOSA LABIAL INTERNA SUPERIOR E INFERIOR: Avaliar: Mucosa de fundo de sulco, inserção de freios e bridas laterais. MUCOSA DE ASSOALHO BUCAL: Avaliar: Carúnculas. MUCOSA DE LINGUA: Avaliar: Dorso, ventre e bordas laterais. MUCOSA PALATINA: Avaliar: Rafe, palato duro e palato mole PORÇÃO ANTERIOR DA OROFARINGE MUCOSA GENGIVAL MUCOSA JUGAL: Avaliar: Ducto parotídeo patologia que pode ocorrer: hiperplasia fibrosa inflamatória (pacientes que usam prótese total); mucosa palatina e região de fundo de sulco. FOSSETAS PALATINAS: Variação de normalidade. PARTE VISIVEL DA OROFARINGE: Avaliar: Úvula, arcos amidalianos, tonsilas. BORDA LATERAL DA LÍNGUA: Importância fundamental (C.E.C. 95% dos canceres da cavidade bucal, se não tracionar a língua, não visualiza) variação de normalidade: prolongações epiteliais → franjas linguais (coloração rósea), pode ser confundida com hiperplasia. Fica na borda lateral da língua e em uma porção do ventre lateral. → Queilite e Angular: quando há ausência de dentes, o ângulo bucal pode apresentar-se ulcerado ou erosivo, por conta da perda de dimensão vertical de oclusão, a região torna-se quente e úmida propiciando o aparecimento de fungos no local (cândida albicans). Pode ser bilateral ou unilateral. OBS: é uma forma clinica da candidíase. Leucoedema Definição: Agrupamento de pápulas que são chamadas de carúnculas, nelas desemboca todo o produto produzido pelas glândulas sublinguais e submandibulares. Localização: Fica a frente do freio lingual, no assoalho bucal. Manobras de semiotécnica: Palpação, inspeção e ordenha. Se traumatizar pode aparecer MUCOCELE (Trauma na região lingual dos inferiores. Os ductos de saliva podem ser afetados e produzir essa patologia, forma uma bolha na região). Carúnculas sublinguais Ou Ducto de Stenon. Definição: Nódulo ou pápula, pouco consistente a palpação, podendo ser plano ou proeminente, fibroso, e de mesma coloração da mucosa jugal, localizado na face vestibular do segundo molar superior, observamos um orifício de exteriorização do ducto parotídeo. São responsáveis pela maior quantidade de saliva que banha a cavidade bucal Localização: Bilateralmente na mucosa jugal, na altura do 1º e 2º Molar superior. Se necessário, ordenhar a glândula com a mão espalmada (pode estar aumentado). Manobras de semiotécnica: Palpação, inspeção e ordenha. Ducto Parotídeo Definição: É considerado um edema intra-epitelial, apresenta maior predileção pela raça negra. Não apresenta sintomatologia, sendo um achado clinico. São restos epiteliais da vida intra-uterina. É uma variação de coloração da mucosa, branco- acinzentada, faz o tracionamento da mucosa, se desaparecer é Leucoedema, se não desaparecer, pode ser Líquen Plano (tem ardência) que também ocorre só na mucosa jugal. Predileção pela raça negra. Localização: Exclusivamente namucosa jugal, bilateral. Clinicamente: Apresenta-se como uma mancha branco- acinzentada, difusa, assintomática, localizada, preferencialmente, na mucosa jugal. Pigmentação racial melânica Definição: Variação de normalidade comum na raça negra. Ocorre uma maior síntese dos melanócitos e maior produção de melanina por eles. Localização: Mucosa gengival, porém não se restringe apenas ela. Não invade a gengiva marginal livre, somente a inserida, a tonalidade varia e é simétrico. Grânulos de FordyceDiagnóstico diferencial: Carcinoma epidermóide pigmentado e pigmentação por AZT (paciente portador de HIV). Definição: São excrecências ósseas que limita-se a cortical óssea. Sua nomenclatura depende da localização anatômica. Localização: Se tiver na lingual da mandíbula ou na palatina da maxila – TÓRUS. O Tórus é simétrico, rígido e não aumenta de tamanho. É indicada a remoção apenas se o paciente começar a traumatizar, ou for necessário para utilização de prótese. Todo Tórus é uma exostose, mas nem toda exostose é um Tórus. É apenas uma variação da normalidade, porém nesta região do palato pode ter adenoma, uma neoplasia benigna bem semelhante, porém mais mole. Tórus mandibular: Plano Nodular: base individual e múltiplas protuberâncias. Lobular: massa lobulada de base única. Manobras de semiotécnica: Inspeção e palpação. Importante palpar pra ver se é endurecido Exostose e Tórus Definição: São consideradas glândulas sebáceas ectópicas, por serem órgãos anexos da pele e, neste caso, estão localizadas na mucosa. Apresentam-se, clinicamente como múltiplas pápulas de coloração branco-amarelada, com mucosa íntegra. Localização: Na mucosa jugal (geralmente bilateral), mucosa retro comissural e mucosas labiais. Maior concentração perto da mucosa do trígono retro- molar. São assintomáticos e, sendo assim, geralmente são achados clínicos. Glossite romboide mediana Definição: É originada da persistência do tubérculo ímpar, uma estrutura que emerge entre o primeiro e o segundo arcos branquiais que normalmente cresce pelos tubérculos laterais da língua. Durante o desenvolvimento da língua, o tubérculo ímpar está fixado ao forame cego e ocorre crescimento tecidual por todos os lados. Consequentemente, o tubérculo ímpar não é visível na língua normal, porém persistindo sua presença daria origem a glossite rombóide mediana. Então, é a presença do tubérculo impar. Clinicamente: Observa-se área despapilada, discretamente avermelhada com forma rombóide ou oval. Língua fissurada Definição: As papilas filiformes alongadas agem como um absorvente de toda dieta ingerida pelo paciente principalmente as ricas em corantes como fumo, coca-cola, café, chá, entre outros, assumindo, assim, uma pigmentação muitas vezes. A língua pilosa é uma condição benigna resultante do acúmulo de queratina nas papilas filiformes, as quais estão presentes no dorso da língua. Diferente de língua saburrosa - que é causada por uma camada de restos de alimentos por conta de má higienização. Esta placa sai com a raspagem com uma espátula de madeira. Fatores de risco: fatores que induzem maior produção de queratina como tabagismo (língua negra pilosa em pacientes tabagistas - nicotina, alcatrão. Tonalidade castanho escuro), higiene bucal insatisfatória, consumo de chá ou café, e uso de enxaguantes bucais oxidantes costumam estar associados. Traumas: Consumo de alimentos muito quentes ou gelados. Tratamento: Diminuição de bebidas quentes (especialmente café) e abandono do hábito de fumar também devem ser recomendados. Nos casos em que a aparência estática, a queixa de halitose e/ou o gosto desagradável na boca causem desconforto ao paciente, a adoção de higiene do dorso da língua com escova dental e a remoção dos fatores predisponentes costumam levar a diminuição da condição. Língua pilosa Ou língua escrotal Definição: Clinicamente, apresenta-se como um sulco central no dorso da língua e destes saem fissuras secundárias em direção à borda lateral da língua. Ocorre com maior frequência em indivíduos com síndrome de Down. Pode passar de um quadro assintomático para sintomático. Isso ocorre quando o paciente deixa seguidamente de fazer a higienização da língua, acumulando nas fissuras e sulcos restos alimentares os quais irão promover um processo inflamatório local. Assim, o paciente deverá ser orientado para a higienização local, através da descontaminação do local com uso de cremes dentais a base de camomila, leite de magnésia com gaze, raspadores linguais e escovação da língua. Ver se há infecção por cândida albicans e prescrever antifúngico. Língua geográfica Ou glossite migratória benigna ou glossite migratória. Definição: Caracteriza-se por várias erosões eritematosas, circunvaladas por um halo esbranquiçado e ligeiramente elevado. O aspecto migratório da afecção predomina, evidenciando erosões eritematosas que desaparecem em um intervalo de 1 a 2 semanas de um local da língua e reaparecem em outro. Etiologia: Relacionada à disturbios psicogênicos (estresse emocional). Para muitos autores a língua geográfica é hereditária constituindo uma má formação. Linha alba Definição: Dilatações de veias Clinicamente: Manchas ou pápulas localizadas na borda lateral e ventre da língua, de coloração violácea ou arroxeada. Se por algum motivo traumatizar, faz- se uma esclerose química. Varicosidades linguais Ou linha de oclusão. Definição: Espessamento epitelial, porém na linha de oclusão. Paciente pressiona a mucosa jugal entre os dentes quando estes estão em oclusão. Características clínicas: Encontramos uma placa esbranquiçada retilínea, rugosa e geralmente bilateral em mucosa jugal, na região do plano oclusal. Assoalho bucal protruido Definição: Em pacientes que apresentam perda parcial ou total dos dentes geralmente constata-se reabsorção do rebordo alveolar que pode ser observada ao examinarmos o assoalho bucal. Esta reabsorção ocorre devido à presença de forças mastigatórias locais (diretamente sobre o rebordo alveolar) provocando sua reabsorção fisiológica. Com esta reabsorção o assoalho bucal protrui e invade o espaço onde há ausência do elemento dental. Clinicamente: Apresenta processo de despapilação e repapilação. As papilas filiformes presentes na maior parte do dorso e borda lateral da lingua apresentam-se atrofiadas. É uma condição Crônica e ciclica. Alguns sintomas podem ser relatados pelo paciente. (onde tem retração das papilas fica mais sensível podendo causar ardencia – região avermelhada circunscrita por halo esbranquiçado). Definição: É um espessamento epitelial de origem traumática. Pode estar na linha de oclusão ou espalhada. Clinicamente: De roído de traça, placa esbranquiçada. Trauma de baixa intensidade e longa duração. Mucosa mordiscada Nódulos de Bohn Ou Pérolas de Epstein. Definição: Apresentam-se como cistos desenvolvidos. Durante o processo de proliferação da lâmina dentária, estes pequenos cistos são encontrados na crista do rebordo alveolar em recém nascidos. Sem tratamento, desaparece após 3 ou 4 meses. Definição: A língua crenada recebe esta denominação pelo aspecto morfológico que apresenta decorrente da pressão da língua sobre a superfície lingual dos dentes, demarcando-a. Língua crenada Clinicamente: O cisto gengival apresenta-se como um nódulo branco, de base larga medindo aproximadamente 2 mm de diâmetro. (por conta do tecido linfoide) reacional (uma resposta imunológica). Definição: O terço posterior da língua e as tonsilas amidalianas são ricas em tecido linfóide (barreira imunológica), este tecido responde às agressões. Papilas no terço posterior da língua, na lateral ficam elevadas. Agrupamento de tecido linfóide localizado na região póstero-lateral do dorso da língua é uma estrutura anatômica denominada de papila foliácea. Essas estruturas também são chamadas de tonsilas linguais ou acessórias e,em decorrência da ação de estímulos inflamatórios locais, tornam-se aumentadas. Clinicamente: Protuberância nodular de forma e tamanho variáveis. A superfície é lisa e brilhante sendo que a coloração varia de branco amarelada a vermelho intenso, o aumento tecidual é bilateral, indolor ou apresenta leve incômodo nos episódios de inflamação aguda. Hiperplasia linfóide A linfa corre por todo corpo. Funções da linfa: Drena o fluído não reabsorvido na porção venosa do capilar. Defesa (gânglios linfáticos ou linfonodos). Ajuda no retorno venoso, por exemplo, o sangue que está no dedo do pé, e precisa voltar para o coração, porém é mais difícil, então o sistema linfático ajuda a drenar um pouco do liquido do sangue pra ajuda-lo a retornar. Coração → bombeia sangue. Vaso linfático → faz a linfa correr pelo corpo. Os vasos linfáticos estão sempre do lado de músculos, quando eles tencionam, se mexem, apertam os vasos linfáticos, as valvas fecham e vão empurrando a linfa. Sistema linfático e Sistema imunológico: 1º Os linfonodos agem como um filtro, filtrando bactérias, retendo corpos estranhos e micro- organismos. 2º Atuam na produção dos linfócitos. Todo vaso linfático passa por uma cadeia de linfonodos, dentro dele tem um tecido que filtra, retém corpos estranhos. Tamanho de um linfonodo: 2 a 3 mm. Formato de um linfonodo: lentililiforme (achatado). Terminações nervosas: ficam na cápsula dos linfonodos. Normalmente não são palpáveis, são macios. Sistema linfático Aumenta de volume (incha), consistente a palpação, dolorido a palpação (palpa a terminação nervosa), é móvel, fugaz e de superfície lisa. Linfonodos inflamatórios Características tumorais Linfonodo com características tumorais: Tumor – libera células – célula maligna para no linfonodo – começa a se duplicar - aumento de volume, muito consistente a palpação, superfície rugosa ou nodosa e é fixo (pois se adere aos tecidos adjacentes), é indolor a palpação (pois não palpa mais a terminação nervosa, ela está no meio do conjunto). Cadeias ganglionares Submandibular, submentoniana, pré e retro auricular, cervical – superficial, a média e profunda (acompanha o músculo esternocleidomastóide). Existem 12, 20 até 30 linfonodos em cada cadeia. Cadeia submandibular De onde vem a linfa que é drenada na cadeia submandibular? Praticamente de toda a cavidade bucal (mais extensa de todas): assoalho de seio maxilar, assoalho de cavidade piriforme (nariz), todos os dentes da arcada superior, toda mucosa jugal, 2/3 posteriores da língua, assoalho de boca (com exceção da região mediana), dentes posteriores inferiores (PM pra trás), lábio inferior com exceção do 1/3 mediano, porção visível da orofaringe, arcos amidalianos. Quando tem resfriado, dor de garganta (faringite), os linfonodos inflamatórios aparecem. Cadeia submentoniana Cadeia submentoniana drena a linfa de: 1/3 anterior da língua, incisivos e caninos inferiores, 1/3 inferior da língua, 1/3 médio da língua, 1/3 mediano do lábio inferior, ápice da língua, região central de assoalho de boca, pele da região mentoniana, 1/3 médio do assoalho de boca. A cadeia pré-auricular drena a linfa de: Lóbulo da orelha, trágus, todo pavilhão auricular externo, região parotídea. Cadeia pré-auricular A cadeia retro auricular drena a linfa de: Couro cabeludo. Cadeia retro auricular Mento, linha mento lábio, epitélio do lábio, semimucosa labial, vermelhão do lábio, linha úmida do lábio, mucosa labial, freio labial, gengiva inserida, gengiva livre por vestibular, gengiva livre por lingual, gengiva inserida por lingual, freio lingual, dorso da língua, ápice da língua ou 1/3 anterior, 1/3 médio, 1/3 posterior ou região de V lingual (formada pelas papilas circunvaladas), porção visível da orofaringe, úvula, palato mole, linha hamular, palato duro, região de rugosidades palatinas, região de fossa palatina, gengiva inserida por palatina, gengiva livre por palatina, gengiva livre por vestibular, gengiva inserida por vestibular, freio labial, mucosa labial, linha úmida do lábio superior, vermelhão do lábio, semimucosa do lábio, filtro, septo internasal, ápice nasal. Mento a ápice nasal Região mentoniana, mucosa labial inferior, região de fundo de sulco, gengiva alveolar, gengiva inserida, gengiva livre por vestibular, assoalho de boca, carúnculas, língua, vai até as rugosidades palatinas (não tem fossa incisiva, pois estamos na lateral), região de canino e pré molar, gengiva inserida, gengiva livre por palatina, gengiva livre e inserida por V, gengiva alveolar, região de fundo de sulco ou região infraorbitária. Região mentoniana até a asa do nariz De orelha a orelha Lóbulo da orelha, pré-auricular (mais pra cima), parotidea (mais pra baixo), região geniana ou de osso zigomático (indo mais pra frente), região retro comissural (pra baixo da região geniana) até chegar a comissura, epitélio e mucosa da comissura, região de carúncula, mucosa jugal na região de trígono, no rebordo alveolar – o próprio trígono retro-molar, pilar amidaliano ou arco amidaliano, porção visível da orofaringe. A principal finalidade é ser um depósito de cálcio. E ele é um depósito de cálcio de fácil acesso. A cada décimo de milímetros de osso, existe um vaso sanguíneo. Células ósseas: Osteócitos - osteoblasto velho; Osteoblastos - forma osso; Osteoclastos - reabsorve osso. Fosfatase alcalina – é uma enzima fundamental para ter deposição óssea. Introdução O cálcio serve para as contrações musculares, impulsos nervosos, para manter a calcemia (concentração ideal de cálcio no sangue). Se faltar cálcio o coração não bate, não tem impulsos nervosos, ele é importantíssimo. Falta de cálcio no sangue: Sangue passa pelo hipotálamo, e se a calcemia estiver baixa ele irá detectar, então ele estimula as paratireoides a produzirem paratormônio → que estimula os osteoclastos a trabalharem → osteoclastos reabsorvem o osso → removem o cálcio do osso e mandam para o sangue, e a calcemia volta a normalidade. Excesso de cálcio: O sangue passa pelo hipotálamo → ele estimula as células C que estão nas paratireoides a produzirem calcitonina, esta estimula os osteoblastos a trabalharem, e estes removem o cálcio do sangue e colocam no osso. Absorção de cálcio: A absorção do cálcio é feita no intestino grosso. Uma das finalidades dos rins é a retenção de cálcio. Fontes de cálcio: Laticínios, sardinha, folhas verde escuras. Eliminação do cálcio: A maior parte é eliminada pela urina. Cálcio Ligamento periodontal As fibras do ligamento transformam pressão em tração. Tem mais osso na lâmina dura porque tem tração o tempo todo. Tecido ósseo tecido dinâmico que cresce até a idade adulta. Se o osso fosse imutável, não teria osteoporose. Após o crescimento, ele está em constante remodelação segundo estímulos adequados. Possui sistema de canalículos responsável pela troca de nutrientes e outras moléculas entre o sangue e as células, ou seja, a cada décimo de milímetro temos um vaso que alimenta, coloca cálcio, oxigênio e retira gás carbônico (canais de havers e volkman, eles também podem retirar o cálcio rápido do osso). O osso tem um enorme metabolismo, em até oito anos todas as células do nosso esqueleto ósseo são substituídos. O metabolismo depende de: Duplo controle hormonal; Forças de pressão (reabsorção) e tração (neoformação) – base do tratamento ortodôntico. Função – o osso se molda de acordo com a função. Fatores locais - tração e pressão fatores sistêmicos - hormônios reguladores do cálcio; hormônios sexuais; fatores de crescimento; citocinas (sistema imune). Metabolismo ósseo Matriz extracelular Orgânica: colágeno tipo I. Mineral: cálcio, fosfato criando cristais de hidroxiapatita. Não existe difusão pela matriz, apenas via canalículos. Tecido epitelial que reveste por dentro e por fora – periósteo reveste externamente e endósteo internamente. MEMBRANAS CONJUNTIVASREVESTIMENTO ÓSSEO: Endósteo – reveste internamente o osso. Periósteo – reveste externamente o osso. Canais de havers – revestidos por Endósteo. Canais de volkman – revestido por Endósteo. SISTEMA LAMELAR: Possui lamelas concêntricas. Que estão ao redor de um vaso e vivem em relação a esse vaso. OSSO X CARTILAGEM: O crescimento do tecido ósseo só se dá de forma aposicional (síntese óssea), já a cartilagem pode crescer de forma aposicional e intersticial (como não possui vasos, ela vai se acrescentando). O tecido ósseo possui um sistema canalicular especifico para nutrição, o cartilaginoso não apresenta, o tecido é alimentado pela própria matriz. O tecido ósseo possui um suprimento vascular direto, o cartilaginoso é avascular. FISIOLOGIA ÓSSEA: A fisiologia óssea depende de: Fatores locais: Tração, pressão e função. Periósteo: Hormônios reguladores do cálcio (paratormônio e calcitonina), hormônios sexuais, fatores de crescimento e citocinas (sistema imune – o osso pode ser oco, no meio do osso temos a medula óssea que produz glóbulos brancos e glóbulos vermelhos, ou seja, participa do sistema imune). Cálcio: → contração muscular, transmissão de impulsos nervosos, coagulação, manutenção do PH do organismo (em especial do sangue, o cálcio é alcalino, por isso mantém o PH). Falta de vitamina D – não reabsorve cálcio. PERDA DE ELEMENTO DENTAL: Ocorre reabsorção óssea porque não existe mais as fibras do ligamento periodontal e porque o organismo não irá gastar energia com algo que não tem mais função. Protege os órgãos internos. Proporciona uniões cinemáticas (movimento) rígidas (por exemplo se a tíbia e a fíbula se movimentam é porque o fêmur está rígido, se ele se movimentasse toda vez que a tíbia e a fíbula, não seria possível andar; por outro lado, o fêmur só se movimenta porque o quadril é rígido). Facilita a ação muscular e o movimento corporal. Propriedades estruturais e mecânicas que permitem desenvolvimento destas funções. Apenas dentina e esmalte são mais duros. Um dos tecidos mais dinâmicos e metabolicamente ativos, ao longo de toda a vida. Ricamente vascularizado. Enorme capacidade de auto reparação através de remodelação óssea. Pode alterar suas propriedades e configuração e resposta a “demandas mecânicas”. A intensidade e a frequência das demandas mecânicas e diferentes condições de carga, afetam sua morfologia (uso aumentado ou desuso). Sistema esquelético Semiotécnica A semiotécnica é bastante complicada, faz-se então exames complementares. As patologias ósseas, a maioria não apresenta sinais e sintomas, normalmente são descobertas ocasionalmente em radiografias de rotina, ao contrário das patologias de tecidos moles que apresentam sintais e sintomas mais evidentes. Às vezes pode ter uma parestesia do lábio inferior por uma patologia óssea, se por exemplo esta estiver fazer pressão no nervo alveolar inferior. Os ossos da maxila e mandíbula apresentam mais patologias que os demais ossos. Isso ocorre, pois: Tem maior contato com o meio externo, através de exodontia, carie profunda, periodontopatias graves, enquanto que uma fíbula ou tíbia só vai ter contato se houve fratura. O único tecido ósseo que tem no seu interior tecidos mais calcificados do que ele mesmo (dentes). Tem no seu interior tecidos embrionários Tem no seu interior tecidos como bainha de hertwig e restos epiteliais de malassez. Os restos epiteliais de malassez recobrem a raiz como se fosse uma cesta de basquete, de alguma maneira eles separam os dentes do corpo, evitando reação de corpo estranho. Quanto ao número de locos: unilocular ou multilocular. NÃO É PATOLOGIA Aspecto: Radiolúcida, unilocular, oval ou elíptica, bem delimitada por margens ósseas espessas • Localização: Localizadas entre o ângulo mandibular e o primeiro molar inferior, sem contato com os dentes, está caracteristicamente debaixo do canal dentário inferior (isso da o diagnóstico clinico e radiográfico de que é o defeito ósseo de Stafne). Exemplo de como descrever: Lesão radiolúcida, focal, circunscrita, com cerca de 1,5cm de diâmetro, localizada na borda inferior da mandíbula próximo ao ângulo do lado direito. O sexo masculino são significativamente mais afetados (70 a 90%) mais frequentes nas 5º e 6º décadas de vida. Hipertrofia/ hiperplasia da glândula submandibular, levando a uma remodelação óssea focal da imagem. Em cortes axiais de TC/RM a lesão mostra-se localizada para lingual na região posterior da mandíbula situada entre a linha milo-hioidea, o bordo anterior do musculo pterigoideo medial e o bordo inferior da mandíbula com abertura da concavidade lingual. Defeito ósseo de Stafne Síndrome de Eagle Calcificação do tendão estilohioideo (este tendão sai do processo estiloide). Queixa: Paciente sente uma “pontada” quando vira o pescoço. Tratamento: O tratamento é cirúrgico, porém não é recomendado realizar. O ideal é não fazer nada. Exames laboratoriais: Cultura e antibiograma (coleta de substância ou secreção purulenta e faz cultura de microrganismos e testa os antibióticos neles pra ver quais vão ser melhores para destruí-los. Faz isto quando o paciente é resistente a antibióticos), biópsia, hemograma, bioquímica do sangue (dosagem de vitamina D que é de grande importância pra deposição de cálcio, dosagem de fosfatase alcalina), urina (calciúria – dosagem de cálcio na urina) . Exames imaginológicos: Extra bucais, intra bucais e esqueleto. Exames imaginológicos especializados: tomografia computadorizada, ressonância magnética (exame caro), ultrassonografia, cintilografia óssea. Condições para interpretar imagens radiográficas: conhecer e dominar as técnicas radiográficas, conhecer a anatomia radiográfica normal da área e suas variações e conhecer os sinais radiográficos das patologias. Caracteristicas das lesões: Quanto à imagem radiográfica: radiopaca, radiolúcida ou mista. Quanto à forma: focais ou difusas. Quanto ao número de ossos: monostótica ou polostótica. Exames complementares - Lesões radiolúcidas – conhecida como tumor marrom do hiperparatireoidismo, pois quando faz o exame anatomopatológico vê lesão central de células gigantes. SECUNDÁRIO: Ou falso hiperparatireoidismo É uma patologia renal, os rins param de filtrar o cálcio (diminuindo a calcemia), e este sai todo pela urina (calciúria), há um hiperparatireoidismo para repor este cálcio que está sendo perdido (controle pelo hipotálamo). Biópsia: Presença de tecido amarronzado. OBS: as duas tem o mesmo aspecto radiográfico, são iguais, só muda o modo como acontece. Diagnóstica e manda para o endocrinologista Fatores de risco: Histórico familiar de fratura, fumo, mais de duas doses de bebida alcoólica por dia, baixo peso e baixa estatura com ossatura delicada, sedentarismo (depois de um tempo é importante realizar musculação para prevenir tal doença), idade avançada, uso continuo de certos medicamentos como: corticoides, anticonvulsivantes ou metotrexate, ingestão inadequada de cálcio, ser de raça branca ou asiática. É rara osteoporose em mulheres negras. A falta de prevenção da osteoporose deverá resultar em algum tipo de fratura. Não existe um tratamento eficiente para osteoporose. Pacientes fumante apresentam maior risco de insucesso de implantes osteointegrados que pacientes diabéticos, pois dois segundos depois de inalar fumaça, a concentração de oxigênio intraósseo diminui. Sempre avisar o paciente fumante pra parar de fumar dois ou três dias antes da cirurgia, e no pós- operatório, parar o máximo de tempo que conseguir. Osteoporose Tórus palatino – acomete a rafe mediana (pra ser distúrbio de desenvolvimento) Tórus mandibular Fenda palatina Prognatismo/ micrognatismo TÓRUS: São excrecências/ exostose óssea sem significado patológico. Não necessitam de tratamento, a não ser se atrapalhar, ou se o paciente for cancerofóbico. Apresentam-se na forma de nódulos de consistência