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Apostila+-+Logística+e+Distribuição+Física

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Aéreo
O transporte aéreo é uma atividade que envolve com facilidade vários países, devido à velocidade do meio utilizado. O principio seguido é o mesmo, tanto para cargas nacionais (transporte doméstico ou cabotagem), quanto para cargas internacionais (operações de comércio exterior), baseado em normas da IATA (International Air Transport Associantion) e em acordo e convenções internacionais.
O transporte pode ser realizado por meio de reservas para apenas um espaço na aeronave, pra determinada carga, ou para o espaço total, ou ainda para afretamento de aviões cargueiros destinados a tal finalidade.
Vantagens do transporte aéreo 
Este modal diferencia-se dos demais por:
Possibilitar maior rapidez no transporte
Apropriado para a remessa de mercadorias de pouco peso ou volume e de alto valor comercial.
É muito utilizado para o transporte de amostras
Ideal para o transporte urgente
AWB (airway bill) obtido com maior rapidez, face à emissão antecipada
Os aeroportos, normalmente, estão localizados mais próximos dos centros de produção, uma vez que estão espalhados praticamente por todas as cidades importantes do planeta 
Os fretes internos, para colocação das mercadorias nos aeroportos são menores e o tempo é mais curto
Possibilidade de aplicação da política de just in time, com redução de custos de capital de giro pelo embarque contínuo, praticamente diário
Maior competitividade do exportador, visto que a entrega rápida pode ser um bom argumento de venda
Redução dos custos de embalagem, pois a mercadoria estará menos sujeita a manipulação
Segurança nos transportes de pequeno volume
O seguro de transportes aéreos é mais baixo em relação ao marítimo, cerca de 30% na média.
Cargas que podem ser transportadas e suas restrições
Todo tipo de carga pode ser transportado por este modal, porém não devem oferecer risco à aeronave, aos passageiros, aos operadores e às outras cargas transportadas. Assim pode-se transportar animais vivos, cargas comuns secas, congeladas, armamento e outros. 
As mercadorias perigosas deverão ser autorizadas pela própria empresa aérea e deverão ser identificados, de modo que a pessoa ao manipulá-la possa ter o devido cuidado.
As mercadorias perigosas são classificadas pela ONU nas seguintes classes:
	
	Cargas
	Classe 1
	Explosivos
	Classe 2 
	Gases
	Classe 3 
	Líquidos inflamáveis 
	Classe 4
	Sólidos inflamáveis
	Classe 5 
	Combustíveis e oxidantes
	Classe 6 
	Substâncias tóxicas (venenosas) e infecciosas
	Classe 7
	Materiais radioativos
	Classe 8 
	Corrosivos
	Classe 9
	Outras mercadorias perigosas
Além destas, as mercadorias magnéticas, animais ferozes e de grande porte, material orgânico sujeito a contaminação, deverão ter autorização especial para embarque.
2.10.1.3	 Frete aéreo
As tarifas de frete aéreos são estabelecidas de comum acordo entre as empresas de transporte aéreo, controladas pela IATA. 
O frete é cobrado pelo peso da carga, calculado por quilo, porém o volume também é considerado, se exceder limites previamente estabelecidos para um determinado peso, ou seja, 6 vezes o peso da carga.
A regra é a seguinte: cada quilograma pode ocupar no máximo um espaço de 6m3 (seis metros cúbicos). Se este espaço for excedido, o frete será cobrado com base no peso ou com base no volume.
Exemplo: uma carga com peso de 1 tonelada terá seu frete cobrado na base do peso desde ocupe no máximo 6m3 de espaço.
Os fretes são cobrados do aeroporto de partida ao de destinado e não incluem despesas de carreto e liberação para embarque e desembarque.
Tarifas de frete aéreo
Tarifas de frete é o valor cobrado por um transportador, por determinada unidade de carga. Os principais tipos de tarifas são:
Tarifas mínimas: é aplicada a pequenas encomendas que não atingem o valor mínimo do frete do peso. Será de US$ 35,00 para os países fronteiriços ao Brasil, exceto Colômbia e Venezuela; US$ 50,00 para os países da América Central, América do Norte, Europa, Venezuela e Colômbia; US$ 60,00 a US$ 80,00 para a Ásia, Nova Zelândia e Oceania.
Tarifa normal: aplicada a embarques de até 45 kg. Em alguns países, esta tarifa é de 100 kg.
Tarifa quantitativa: é aplicada por faixa de 45 a 100 kg, 100 a 300 kg, 300 a 500 kg e acima de 500 kg diminuindo à medida que o peso for maior.
Tarifas ad valorem: aplicada a mercadorias de alto valor FOB como pedras preciosas, selo, etc.
Tarifas redução: aplicada a produtos culturais, aparelhos médicos, etc.
Tarifas de sobretaxa: aplicada a cargas que apresentam dificuldades para seu transporte, como cargas com medidas extraordinárias ou pesos excessivos.
2.10.1.5	Formas de pagamento do frete
O pagamento do frete aéreo pode ser feito de duas formas:
Pré-pago (freight prepaid) o pagamento deve ser feito no ponto de embarque. Normalmente, isto ocorre quando a venda é feita na condição CIF e CFR
A pagar (freight collect) o pagamento poderá ocorrer em qualquer lugar, em geral no destino da carga. O transporte aéreo não permite o freight collect para determinadas cargas, como exemplo: restos mortais, amostras, mercadorias perecíveis e animais vivos.
 
2.10.2	Transporte Marítimo
Histórico: Os egípcios foram o primeiro povo a utilizar o mar com fins comercias. Construíram os primeiros navios com o objetivo de trocar papiros por madeira do Líbano. Na Idade Média, as Cidades-Estados bálticas e italianas por muito monopolizaram o tráfego marítimo europeu, obtendo margens de lucros exorbitantes no comércio das especiarias.
O transporte marítimo é aquele realizado por navios em oceanos e mares. Pode ser utilizado para todos os tipos de carga e para qualquer porto do globo, sendo o único meio de transporte que possibilita a remessa de milhares de toneladas ou de metros cúbicos de qualquer produto de uma só vez. 
O transporte marítimo é dividido em:
Navegação de longo curso: faz ligação entre países próximos ou distantes (navegação internacional)
Navegação de cabotagem: realiza a conexão entre portos de um mesmo país (navegação nacional)
Os navios podem ter os mais diversos tamanhos e características, com capacidade para, por exemplo, 1.000 ou 100.000 toneladas, e diversas finalidades, pois podem carregar vários tipos de produto, como carga geral, frigorífica, porta-conteiners, granéis líquidos ou sólidos e automóveis. A maioria das cargas, tanto soltas quanto unitizadas, são transportadas normalmente em navios de armadores que mantêm linhas reguladoras de tráfego, e as commodites, como grãos, líquidos, minério e petróleo são geralmente transportadas normalmente em navios afretados para este fim, ou em frota própria, como ocorre no caso da Petrobrás, como petróleo 
Os principais acordos que regulamentam o transporte marítimo de bens são: Regras de Haia (25.08.1924), Protocolo que emenda a Convenção (23.01.1968), mais conhecido como Regras de Visby, a convenção sobre o código de conduta para conferência de Linha (06.06.1974) e as Regras de Hamburgo (30.03.1978).
As regras se constituem de um convênio assinado em 02/08/1924, em Bruxelas, entrando em vigor em 02/06/1931. Possui 14 artigos, sendo os mais importantes para o usuário de transporte:
Transportador: proprietário ou fretador que celebra um contrato de transporte com o usuário.
Contrato de transporte: são aqueles amparados por documentos de posse relativo ao transporte de mercadorias por mar, como exemplo, o conhecimento de embarque.
Bens: todo tipo de produto, exceto animais vivos e cargas cujo contrato prevê o transporte de convés.
Navio: qualquer embarcação usada para transportar produtos por mar.
Transporte de mercadoria: abrange o período entre o momento de carga e descarga dos produtos do navio.
2.10.3	Tipos de Armadores 
O conferenciado (que faz parte de uma conferência de fretes),
O “out sider” (que é regular, mas não faz parte de uma conferência de fretes),