RESUMO MACROECONOMIA
8 pág.

RESUMO MACROECONOMIA


DisciplinaMacroeconomia I5.131 materiais103.010 seguidores
Pré-visualização8 páginas
RESUMO DE MACROECONOMIA \u2013 Felipe Lemos

AULA 1

Na nossa primeira aula, vamos estudar o Produto Interno Bruto (PIB), evidenciando sua

importância como indicador da avaliação da economia de um país.

Vamos apresentar o PIB sob as óticas da produção, da despesa e da renda, mostrando sua

importância, sua composição e o que é considerado ou não no seu cálculo.

Para melhor entendimento do PIB, vamos definir o PIB nominal e o PIB real e apresentar a

forma de cálculo destes dois tipos de PIB. Vamos introduzir o cálculo do deflator do PIB e da

taxa de inflação, evidenciando sua utilidade para o estudo do crescimento da economia de um

país.

Por fim, vamos mostrar as limitações da consideração do PIB como medida do crescimento

econômico e como indicador do bem-estar social, mencionando os conceitos de PIB per capita

e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Medição das variáveis macroeconômicas

A Ciência Econômica divide-se em dois ramos: a Microeconomia e a Macroeconomia.

Microeconomia: A Microeconomia estuda como as famílias e empresas tomam decisões e

como interagem nos mercados. Basicamente estuda a relação entre vendedores e

compradores, ou seja, entre a oferta e a demanda.

O encontro entre os ofertantes e os demandantes acaba por determinar o preço do produto

comercializado. A determinação dos preços é a essência da Microeconomia.

Macroeconomia: Já a Macroeconomia parte da relação entre a oferta e a demanda na

determinação dos preços, mas consiste no estudo da Economia como um todo e tem por

objetivo explicar as mudanças que afetam o seu funcionamento.

Assim, procura explicar, por exemplo, por que a renda média é elevada em alguns países e

baixa em outros, por que os preços sobem rapidamente em algumas épocas e permanecem

estáveis em outras e por que a produção e o emprego aumentam em alguns anos e se

contraem em outros.

Produto Interno Bruto (PIB)

Para monitorar o desempenho da economia em sua totalidade, os órgãos estatísticos calculam

o Produto Interno Bruto (PIB), que vem a ser a produção total de um país ou de regiões.

Uma vez que a produção que está sendo calculada é a produção vendida, o PIB de um país

pode também ser mensurado através da despesa total dos compradores na aquisição dos bens

e serviços produzidos na sua economia.

O dinheiro gerado nas vendas totais no país vem a ser o total dos recursos financeiros que

todos têm para viver.

É a renda total de um país e indica se uma economia vai bem ou vai mal; se a população conta

com mais ou menos recursos financeiros para viver. O PIB pode ser então mensurado ainda

através da renda total.

O PIB é o indicador mais utilizado na avaliação do desempenho de uma economia. Por ser a

medição de estatísticas sobre a produção total do país, é acompanhado por responsáveis pela

política econômica, por homens de negócio e pela comunidade financeira.

Mais precisamente, o PIB pode ser definido como o valor de todos os bens e serviços finais

produzidos em um país, em um dado período de tempo, geralmente o ano civil.

O PIB soma vários tipos de produtos em uma economia em um valor total. É preciso atentar

para o termo \u201cvalor\u201d. Isto porque surge sempre uma dúvida inicial quando se diz que o PIB é a

soma de tudo que é produzido no país.

Como calcular o PIB? Se for assim, como é possível somar grandezas heterogêneas, como

quantidade de pães, quilos de café, litros de leite, prestação de serviços como os ingressos de

cinema? Realmente esta soma não pode ser feita. A solução é então utilizar o conceito de

valor. Se a produção do país fosse só de café e pão, por exemplo, bastaria verificar quantas

unidades de café foram vendidas e a que preço e obteríamos o faturamento do vendedor na

venda de café, ou seja, o valor em reais apurado com o café. O mesmo seria feito com o pão.

Ao final, os dois valores seriam somados e teríamos o PIB, em valor. Em suma, o PIB sempre é

medido em valor, ou seja, monetariamente. O PIB brasileiro é expresso em reais, o PIB

americano em dólares e o alemão em euros, para citarmos apenas alguns exemplos. Vimos

então que o PIB pode ser expresso através de três óticas: da produção, da despesa e da renda.

PIB pela ótica da produção

4 Observações:

1- Sendo o PIB uma medida de produto, não se pode chegar ao seu valor simplesmente

somando todas as receitas registradas no país. Assim, todos os bens e serviços

produzidos no ano devem apenas ser contados uma vez.

Muitos bens passam por vários estágios de produção, antes de chegar às mãos do

cliente final.

2- As transações financeiras e as transferências de renda não estão incluídas no PIB

porque não envolvem produção.

Por exemplo: compra e venda de ações, debêntures, títulos da dívida pública, pois

consistem em transferências de renda entre particulares ou agentes públicos.

3- Só a produção elaborada dentro do país é contada. Quando um estrangeiro ganha

renda no Brasil, ela é contada no PIB brasileiro, mas não a renda recebida por

brasileiros no exterior.

4- Só os produtos produzidos no período corrente são contados. Produtos produzidos no

passado não são contados. O PIB mede duas coisas ao mesmo tempo: a renda total de

todas as pessoas da economia e a despesa total com os bens e serviços produzidos na

economia. O PIB consegue medir tanto a renda total como a despesa total porque, na

verdade, para a economia como em seu todo, a renda deve ser igual à despesa.

Para se evitar a dupla contagem, é preciso que se retirem os bens que são usados em

estágios intermediários da produção \u2014 bens intermediários \u2014 dos cálculos dos bens

finais e serviços, que são aqueles comprados pelo usuário final, e não por quem vai

revendê-los ou promover uma transformação produtiva neles.

PIB pela ótica da despesa

PIB pela ótica da renda

Pela ótica da renda, o PIB pode ser calculado pela soma da remuneração dos fatores de

produção utilizados na obtenção de todos os bens e serviços, durante o ano.

 A produção de bens e serviços tem custo porque os recursos devem ser alocados para a

produção desses bens e serviços. Estes custos geram as rendas dos proprietários dos fatores

de produção.

Renda (Y) = componentes da renda (salários, renda de autônomos, juros, lucros e aluguéis) +

impostos indiretos, depreciação e renda líquida enviada ao exterior.

PIB real

Se a despesa total aumenta de um ano para o outro, pelo menos uma das duas situações pode

ter ocorrido:

1) A economia está produzindo uma quantidade maior de bens e serviços e/ou

2) Os bens e serviços estão sendo vendidos a preços mais elevados.

Quando os economistas estudam mudanças ao longo do tempo, esses dois efeitos devem ser

separados. Ou seja, eles desejam estabelecer uma medida da quantidade de bens e serviços

produzidos na economia que não sejam afetados pelas variações nos preços desses bens e

serviços.

Para isso, os economistas usam uma medida chamada de PIB real, que responde à seguinte

questão hipotética:

Qual seria o valor dos bens e serviços produzidos este ano se os avaliássemos aos preços

vigentes em algum outro ano específico?

Avaliando a produção a preços fixos em níveis passados, por exemplo, o PIB real mostra como

a produção geral de bens e serviços da economia muda com o passar do tempo.

Vale ressaltar que o crescimento econômico corresponde ao aumento do PIB. Como o cálculo

do PIB é realizado pela multiplicação do preço pela quantidade, seu crescimento pode se dar

tanto pelo aumento dos preços como pelo aumento das quantidades.

Como no PIB real o que interessa é verificar se houve aumento das quantidades produzidas, a

solução é imaginar que não houve aumento dos preços, ou seja, a ocorrência de inflação, pois
Diego
Diego fez um comentário
Olá, será que você poderia me enviar esse arquivo por email? diegoleao@live.com
2 aprovações
Carregar mais