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Disciplina : CCE0317 – Refrigeração e Climatização
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10ª Aula
Curso : 841 - Engenharia Mecânica
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Curso : 841 - Engenharia Mecânica
CONDENSADORES EVAPORATIVOS
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 Introdução
Uma instalação que usa um condensador evaporativo dispensa o
 condensador normal; esse equipamento é uma composição de 
condensador e torre numa só peça. 
Em geral é localizado na cobertura, onde funciona melhor, porém pode ser 
instalado em qualquer parte do prédio.
Os condensadores evaporativos podem ser colocados acima ou abaixo 
dos evaporadores, sendo melhor aci­ma; podem ser usados para 
instalações que utilizam mais de um compressor.
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Partes constituintes
 Carcaça - em geral feita de chapas de aço galvanizado, submetidas a 
	tratamento anticorrosivo.
2. Serpentina de condensação - é uma tubulação de cobre com aletas 
 contínuas também de cobre, para resis­tir à corrosão.
Ventiladores - são colocados na parte superior, acima dos eliminadores, 
 	
	para evitar que a água seja arras­tada com o ar. 
	São do tipo dupla entrada, dupla largura e montados no mesmo eixo 
	no caso de haver mais de uma unidade; a descarga do ar pode ser na 
	lateral ou na vertical.
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Motor dos ventiladores - é a máquina acionadora dos ventiladores, deve 
	ficar do lado de fora e protegida contra as intempéries.
Bomba - dágua e motor - fica localizada na parte externa abaixo da 
 
 	bandeja, de modo a trabalhar "afogada", para evitar entrada de ar na 
	sucção.
6. Distribuidor de água e borrifadores - ficam localizados logo acima da 
	serpentina de condensação; são feitos de latão ou cobre e servem 	
	
	para espargir a água pressionada pela bomba de modo uniforme.
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 Bandeja de água - é feita de chapas de aço galvanizado e localiza-se no
	 fundo da carcaça, de modo a rece­ber água depois de passar pelas 
	serpentinas, da caixa ou da rua.
Torneira de bóia - é a peça indicada para manter o nível da água da 
	bandeja sempre constante.
Abertura de entrada de ar - é a abertura colocada logo acima da bandeja 
	
	e abaixo da serpentina de condensação.
 Eliminadores - evitam que a água seja arrastada pelo ar até o 
	ventilador; são feitos de chapas de aço com proteção contra 
	corrosão.
Aberturas de saída do ar - devem ser colocadas do lado oposto à 
	entrada e servem para a saída do ar quen­te; são dutos de chapas 
	galvanizadas.
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 Entrada de gás quente - é um ponto lateral e externo da carcaça, onde
	se liga a tubulação de cobre vinda do compressor.
 Receptor do refrigerante líquido - fica localizado na bandeja e se
 	
	 destina a receber o refrigerante depois de condensado nas 
	serpentinas; daí é enviado ao evaporador do sistema; depois de 
	sofrer a expansão.
14. Saída do refrigerante líquido - é o ponto onde se liga a tubulação de 
	líquido em alta pressão que se destina à serpentina de resfriamento
	da bandeja.
15, Dreno - é uma saída de água controlada por um registro, para
	 esvaziamento da cuba nas ocasiões de reparos e manutenção.
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Funcionamento 
Nas Figs. 6.13 e 6.14 vemos todo o conjunto montado para operação. 
O gás quente oriundo do compressor passa pelas serpentinas de 
condensação, onde recebe a água borrifada; nessa região, o gás cede calor 
à água e ao ar e se condensa, sendo depositado no receptor do líquido sob 
 a forma de líquido em alta pressão. 
Do receptor, o fluido frigorígeno se desloca para a válvula de expansão e daí 
às serpentinas de expansão direta (evaporador), onde circula o ar que é refrigerado. 
No evaporador, o fluido se torna gasoso e novamente é aspirado pelo 
com­pressor pela linha de sucção.
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A bomba-d'água recebe a água depositada na bandeja e pressiona-a no distribuidor de água e borrifadores. 
A água espargida é lançada sobre as serpentinas de condensação, provoca 
troca de calor com o fluido quente e se evapora (calor latente de 
vaporização). 
O ar circulando sob a ação do ventilador mantém contato com as serpen­tinas 
e a água que lhe cede calor, é lançado ao exterior sob a forma quente e 
úmida, ou seja, praticamente saturado.
À semelhança da torre , a temperature de bulbo úmido do ar nunca é atingida 
pela água de retorno situada na bandeja.
Haverá sempre um “approach” (a = tw2 – tu) da ordem de 5 ºC.
tw2 = temperatura da água de retorno em ºC
tu = temperatura de bulbo úmido do ar em ºC
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Dados práticos gerais para os condensadores evaporativos
Vazão de ar dos ventiladores - a vazão dos ventiladores deve ser em
	 torno de 250 CFM por tonelada de refrigeração, ou seja, 7,07 MCM 
	
	por TR.
Água de circulação - a quantidade de água de circulação deve ser de 1 
	GPM por tonelada de refrigeração, ou seja, 3,78 
	
	litros/minuto por TR.
Perdas de água - a quantidade de água perdida por evaporação é da 
	ordem de 2 galões/hora por tonelada de refrigeração, ou seja, 
	0,126 Iitros/minuto por TR, ou seja, cerca de 3,3% de perda.
Na Tabela 6.2 vemos alguns dados para os condensadores evaporativos 
baseada nos dados práticos acima descritos.
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Imaginam um ciclo de Refrigeração 
que não seja por compressão de vapor ?
Conhecem este ciclo ?
fig. 17.1
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REFRIGERAÇÃO POR ABSORÇÃO
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 Relação entre o Ciclo de Absorção e o de Compressão a Vapor
O francês Ferdinand Carré inventou o sistema de absorção e tirou uma patente nos Esta­dos Unidos em 1860. 
O primeiro uso do sistema nos Estados Unidos foi provavelmente feito pelos Estados Confederados durante a Guerra Civil para suprimento de gelo natural que havia sido cortado pelo norte.
O ciclo de compressão de vapor é descrito como um ciclo operado a trabalho por que a elevação da pressão do refrigerante é conseguida por um compressor que requer trabalho. 
O ciclo de absorção, por outro lado, é referido como ciclo operado a calor porque a maior parte do custo de operação é associada com o fornecimento de calor que libera o vapor do líquido de alta pressão. 
Na verdade existe a necessidade de algum trabalho para acionar a bomba no ciclo de absorção, mas a quantidade de trabalho para uma dada quantidade de refrígeração é mínima, comparada com aquela que seria necessária no ciclo de compressão de vapor.
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Vamos lembrar !!!!
Calor (q) entrando = propriedades saindo - propriedades entrando
Calor (q) saindo = propriedades entrando - propriedades saindo
 propriedades ? 
vazão mássica
entalpias
entropias, etc
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Balanço de energia em um volume de controle com vazão constante
(+)
W
(-)
q
(-)
(+)
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m = vazão, kg/s
 h = entalpia, J/kg 
 V = velocidade, m/s 
 z = elevação, m
 g = aceleração da gravidade = 9,81 m/s2
 q = taxa de transferência de energia na forma de calor, W
 W = taxa de transferência de energia na forma de trabalho, W 
 E = energia do sistema, J
A maioria dos processos ocorrem em condições de regime permanente, 
para os quais o termo dE/d é nulo. 
Nessas condições a equação da energia pode ser escrita como :