CAMINHOS DA HUMANIZACAO NA SAUDE
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CAMINHOS DA HUMANIZACAO NA SAUDE

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HUMANIZAÇÃO

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PRÁTICA E REFLEXÃO

IZABEL CRISTINA RIOS

A Fundação Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) também mantém um
outro projeto, em parceria com as Secretarias de Estado da Saúde e dos Direitos da Pessoa com
Defi ciência, voltado à humanização da saúde: a Rede de Reabilitação Lucy Montoro.

• Conta com uma Unidade Móvel de Reabilitação e unidades fi xas de hospitais e centros de reabilitação, na
capital e em diversas cidades do Estado de São Paulo.
• Viagens da Unidade Móvel pelo estado para fornecimento de órteses, próteses e meios de locomoção a
pessoas com defi ciência, onde não haja unidade fi xa.
• Investimento de R$ 52 milhões na construção e ampliação das primeiras unidades fi xas e funcionamento até 2010.
• Capacidade de 100 mil atendimentos mensais.

Caminhos da Humanização na Saúde é um
livro composto por artigos e relatos que apre-
sentam ao leitor a experiência da autora com
o trabalho da Humanização em vários contex-
tos do campo público da Saúde no Estado de
São Paulo.

Alguns textos revelam seu mergulho teórico
em territórios do conhecimento que permi-
tem compreender e interpretar cenários, fatos
e práticas, que re-signifi cados ganham vigor
para outros desdobramentos.

Outros textos relatam experiências, às vezes
no modo do “como fazer”, sem a pretensão
de dar receitas prontas (que não existem),
mas com a vontade de contar uma história de
trabalho que pode servir de base para outros
projetos.

A heterogeneidade dos textos testemunha al-
gumas entre as muitas possibilidades para o
pensar e o agir nessa temática. Mas em todos
os casos, apresentam-se concepções e meto-
dologias que se contrapõem a certa banali-
zação do tema (que desqualifi ca o potencial
transformador da Humanização sobre as prá-
ticas e mentalidades na área da Saúde).

Os caminhos são muitos...

E este livro tem a intenção de estimular em
todos que encontraram na área da Saúde o
lugar para a expressão do seu encantamen-
to pela vida humana, o desejo de criar outras
formas mais efi cientes e signifi cativas de cui-
dar das pessoas, mais gratifi cantes e fortale-
cedoras para os seus profi ssionais.

Izabel Cristina Rios é médica, formada pela
FMUSP (Faculdade de Medicina da Universi-
dade de São Paulo), Psiquiatra e Psicanalista,
com experiência nas áreas Clínica, Educação
em Saúde e Desenvolvimento Humano e Ins-
titucional. Atua principalmente nos seguintes
temas: Humanização, Humanidades Médi-
cas, Saúde Mental, e Educação Médica. No
CEDEM-FMUSP (Centro de Desenvolvimento
da Educação Médica FMUSP) é pesquisadora,
coordena o Grupo das Disciplinas de Humani-
dades Médicas e integra o Comitê HUMANIZA
HC-FMUSP. No CRT DST aids (Centro de Refe-
rência e Treinamento em Doenças Sexualmen-
te Transmissíveis e aids) foi coordenadora do
Comitê de Humanização e diretora do Núcleo
de Desenvolvimento Institucional e Educação.
Foi coordenadora da Área de Humanização da
Coordenação dos Institutos de Pesquisa da Se-
cretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Na
Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo,
coordenou grupos de Educação Permanente e
Saúde Mental no Programa Saúde da Família.
Planejou e implementou o Centro de Atenção
Psicossocial (CAPS) Casa Viva.

Comitê Humaniza HC FMUSP:
valorização da vida e da cidadania

Objetivos:
• Ferramenta de gestão para melhorar a qualidade e a efi cácia da atenção dispensada aos usuários do HC
FMUSP;
• Conceber e implantar novas iniciativas de humanização que venham benefi ciar os usuários e os profi ssionais
de saúde;
• Desenvolver um conjunto de indicadores de resultados e sistema de incentivo ao tratamento humanizado;
• Modernizar as relações de trabalho, tornando as Unidades mais harmônicas, com profi ssionais preparados para
a humanização no cuidado.

Equipe Coordenadora do Humaniza HC:
Profa. Dra. Linamara Rizzo Battistella, Dra. Valéria Pereira de Souza, Dr. Fábio Pacheco Muniz de Souza e Castro,
Dra. Polyanna Costa Lucinda e Dra Izabel Cristina Rios constituem o GRUPO DE TRABALHO COMITÊ DE HU-
MANIZAÇÃO da Comissão de Bioética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de
São Paulo – Comitê HUMANIZA HC.
Informações: http://www.hcnet.usp.br/humaniza/

CAMINHOS DA

NA SAÚDE

1
HUMANIZAÇÃO

PRÁTICA E REFLEXÃO

Izabel CrIstIna rIos

2009

CAMINHOS DA

NA SAÚDE

2
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

 Rios, Izabel Cristina
 Caminhos da humanização na saúde : prática e
 reflexão / Izabel Cristina Rios. -- São Paulo :
 Áurea Editora, 2009.

 Bibliografia.

 1. Humanização dos serviços de saúde 2. Médico
 e paciente I. Título.

09-06602 CDD-362.19892

 Índices para catálogo sistemático:
 1. Humanização dos serviços de saúde :
 Bem-estar social 362.19892

Produção Editorial: Áurea Editora
Coordenação: Dirceu Pereira Jr.
Edição: Milton Bellintani
Revisão: Silvia Marangoni
Projeto Gráfico e Diagramação: Mveras Design Gráfico

Apoio Oficial:
Rede de Reabilitação Lucy Montoro

Fundação Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FFMUSP)

Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Governo do Estado de São Paulo

3
Para Eduardo

4
Prefácio - Dra. Linamara Rizzo Battistella ................................................ 05

1. Humanização
A essência da ação técnica e ética nas práticas de saúde ............................ 07

2. Violência e Humanização .......................................................................... 27

3. O realce à Subjetividade
Assim começa a humanização na atenção à saúde ...................................... 39

4. A cultura institucional da humanização ................................................. 57

5. Modelo de curso de humanização para serviços de saúde
Conceitos e estratégias para a ação ................................................................71

6. Humanização no ambiente de trabalho
O estudo de fatores psicossociais ..................................................................101

7. Oficinas de humanização
Aproximando as pessoas para o diálogo .......................................................119

8. Recepção humanizada
O programa jovens acolhedores .................................................................... 129

9. Rodas de conversa
Aprendendo saúde mental no PSF ............................................................... 137

10. Impressões dos trabalhadores de uma unidade básica de saúde sobre
o seu trabalho ................................................................................................151

11. Em busca da humanização nos serviços de saúde
A questão do método .................................................................................... 167

SUMÁRIO

5
PREFÁCIO

Linamara Rizzo Battistella

 Humanizar a assistência é conceito e atitude! O Programa Nacio-
nal de Humanização Hospitalar, criado em 2000, assumiu o desafio de
“ofertar atendimento de qualidade, articulando os avanços tecnológicos
com acolhimento, melhoria dos cuidados e das condições de trabalho dos
profissionais”. Este conceito depende da mudança de atitude em direção a
cultura da excelência e da gestão dos processos de trabalho.
 Humanização é ferramenta de gestão, pois valoriza a qualidade do
atendimento, preserva as dimensões biológicas, psicológicas e sociais dos
usuários e enfatiza a comunicação e a integração dos profissionais.
 Fundada no respeito à vulnerabilidade humana e na crença de
que a relação entre dois atores, profissional e paciente, está sempre sujeita
a emoções