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Minerais e Rochas

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MINERAIS 
Fratura denteada ou serrilhada: metais 
nativos (ouro, prata, cobre).
Fratura irregular: muitos minerais 
apresentam, não sendo uma
propriedade diagnóstica. Ex. 
turmalina.
Ex: Prata 
Nativa
Ex: Obsidiana
Ex: Vidro e 
Quartzo
6. TENACIDADE 
���� PROPRIEDADES DOS MINERAIS 
A tenacidade refere-se à resistência dos minerais a esforços (choques mecânicos). 
Tenacidade é uma medida de quantidade de energia que um material pode 
absorver antes de fraturar. Os materiais cerâmicos, por exemplo, têm uma baixa 
tenacidade. Uma confusão comum ao termo é achar que um material duro é
também tenaz, como exemplo temos o diamante, que só pode ser riscado por outro 
diamante (logo, extremamente rígido), mas pode ser quebrado se sofrer uma 
requisição muito alta como uma martelada.
6. TENACIDADE 
���� PROPRIEDADES DOS MINERAIS 
Segundo a tenacidade um mineral pode ser:
• Friável (frágil, quebradiço): Que pode ser quebrado ou reduzido a pó com 
facilidade. Ex: calcita, fluorita, bauxita, gipso, clorita, argila.
• Maleável: deforma-se sem se romper (lâminas delgadas), Ex. ouro, prata, cobre.
• Séctil: facilmente cortado em lâminas com canivete. Ex gipso, talco, serpentina.
• Dúctil: Pode ser transformado facilmente em fios. Ex. ouro, prata, cobre.
• Flexível: Pode ser dobrado, mas não recupera a forma anterior. Ex: talco,gipsita, 
vermiculita.
• Elástica: se dobrado recupera a forma anterior. Ex. Quartzo, coríndon, micas, 
muscovita, biotita.
OBSERVAÇÃO PARA OS ALUNOS DOS PERÍODOS INICIAIS: Lei de Hooke 
(ELASTICIDADE ≠ PLASTICIDADE) aplicada a materiais (σ x ε)
Acima de uma determinada tensão, conhecida como limite elástico ou limite de 
escoamento, a relação entre tensões e deformações se quebra (deixa de ser 
linear). Além deste limite, o sólido pode deformar-se irreversivelmente, exibindo 
um comportamento plástico. O início da deformação plástica significa 
normalmente o colapso de uma estrutura.
���� PROPRIEDADES DOS MINERAIS 
7. DENSIDADE
• É o número que 
expressa a razão entre o 
peso do mineral e o 
peso de um mesmo 
volume de água. 
• Indica quantas vezes 
certo volume do mineral 
é mais pesado que o 
mesmo volume de água. 
���� PROPRIEDADES DOS MINERAIS 
8. BRILHO
• É o reflexo da luz natural nas superfícies do mineral.
• Pode ser metálico ou não metálico.
• O brilho metálico é próprio dos metais como pirita, galena ou ouro
• O brilho não metálico pode receber as demais denominações da tabela:
���� PROPRIEDADES DOS MINERAIS 
NÃO METÁLICOS ADAMANTINO
Ex: Diamante
Ex: Talco
NACARADO
RESINOSO
Ex: Wulfenita
VÍTREO
Ex: Berilo e 
Quartzo
A grande maioria das 
gemas apresenta 
brilho vítreo
8. BRILHO
���� PROPRIEDADES DOS MINERAIS 
METÁLICO SUBMETÁLICO
Ex: Galena 
Ex: Cromita 
METÁLICOS
8. BRILHO
���� PROPRIEDADES DOS MINERAIS 
9. COR 
Depende da absorção 
seletiva da luz, restando a 
fração transmitida e fração 
refletida.
ALGUNS MINERAIS QUE NÃO MUDAM DE COR
���� PROPRIEDADES DOS MINERAIS 
COR ����
ALGUNS MINERAIS QUE MUDAM DE COR
���� PROPRIEDADES DOS MINERAIS 
COR DO TRAÇO ����
Depende da cor do pó fino do 
mineral deixado sobre uma 
superfície - porcelana.
���� PROPRIEDADES DOS MINERAIS 
10. PROPRIEDADES ELÉTRICAS E MAGNÉTICAS 
Piroeletricidade – propriedade que certos minerais possuem de 
transmitir eletricidade quando sujeito a aquecimento. 
Piezoeletricidade – propriedade dos minerais que transmitem 
corrente elétrica quando sujeitos à pressões adequadas. 
Magnetismo – são denominados magnéticos os minerais que em 
seu estado natural possuem a capacidade de orientar o imã.
Os únicos minerais que são
atraídos por um campo magnético são:
- Magnetita (Fe3O4)
- Pirrotita (FeS) Pirrotita
Magnetita
���� IDENTIFICAÇAO DOS MINERAIS E 
MATERIAIS UTILIZADOS 
Materiais para determinação 
macroscópica:
• Placa de vidro;
• Martelo;
• Placa de porcelana fosca;
• Estilete de aço;
• Imã;
• Lupas de mão (aumento 10x);
• Reagentes (HCl);
• Manual de determinação de 
minerais.
���� CLASSIFICAÇÃO DOS MINERAIS 
São grupos de minerais que compõem a maioria da mineralogia das 
rochas. São aqueles minerais que definem, classificam e 
caracterizam uma rocha.
MINERAIS ESSENCIAIS (PRINCIPAIS) ����
MINERAIS ACESSÓRIOS ����
São grupos de minerais que participam das rochas como elementos 
menores ou traços. Geralmente são os minerais que definem 
características tecnológicas e econômicas específicas de uma 
formação rochosa. Ocorrem em percentagem pouco significativa e 
não influem na classificação da rocha. 
ATENÇÃO para não confundir com os minerais secundários que nos 
solos se originam da intemperização dos minerais primários das 
rochas (TANTO OS ESSENCIAIS QUANTO ACESSÓRIOS). A 
presença de minerais primários nos solos confirma QUE o ambiente 
é de baixo grau de intemperismo.
São os minerais mais comuns na crosta (60%), geralmente apresentam cores 
claras, duas direções de clivagem bem definidas e contornos normalmente 
regulares. KAlSi3O8 (feldspato potássico ou ortoclásio – cor rosa, mais 
resistentes, presente em GRANITOS), NaAlSi3O8 e CaAlSi2O8 (plagioclásios –
cor cinza, menos resistentes a alterações – intemperismo, presente em 
BASALTOS), sua alteração costuma produzir minerais de argila (os plagioclásios 
alteram-se para CAOLINITA), sendo comuns nas rochas ígneas e metamórficas, 
nas sedimentares normalmente se encontram alterados, possuem dureza 6.
MINERAIS MAIS FREQUENTES NAS ROCHAS E SOLOS����
FELDSPATOS (ALUMINOSSILICATOS) ����
QUARTZO ����
Quimicamente SiO2, possui hábito prismático piramidal 
hexagonal, sem clivagem e com fratura conchoidal 
(abaulada), duro - dureza 7, ocorrendo em quase todo tipo 
de rocha. Nas rochas, o quartzo não apresenta geralmente 
forma própria, ocupando os espaços deixados por outros 
minerais. Como é transparente, mostra aparentemente a 
cor dos outros minerais. É distinguido pelo brilho vítreo. 
Comum nas rochas sedimentares, graças à sua alta 
resistência química e física. Nas rochas graníticas o 
quartzo é um mineral de fácil reconhecimento, pois se 
assemelha ao vidro quebrado.
Apresentam-se como lâminas longas de terminações irregulares, com clivagem 
em duas direções, e seção hexagonal (prismas). Comuns nas rochas 
magmáticas e metamórficas. Cores escuras. Aparecem como pontos pretos nas 
rochas. São silicatos de ferro e magnésio (ferromagnesianos). Alguns anfibólios 
apresentam hábito fibroso, donde também se extraem fibras para o amianto. Os 
piroxênios alteram-se para ESMECTITA (argilomineral secundário expansivo).
ANFIBÓLIOS E PIROXÊNIOS ����
MICAS (FILOSSILICATOS PRIMÁRIOS: MUSCOVITA e BIOTITA)����
São filossilicatos - forma lamelar (folhas/placas), decorrência de uma direção de 
clivagem perfeita, com hábito foliáceo. São elásticos. Ocorrem principalmente 
nas rochas ígneas e metamórficas, alterando-se com certa facilidade em 
argilominerais. Dureza 2. As micas mais comuns são a muscovita (prateada ou 
transparente – K) nas rochas, geralmente aparecem como placas brilhantes. Os 
filitos e mica-xistos possuem mica finamente granulada que lhes confere o brilho 
característico. A muscovita é comum em rochas metamórficas, pegmatitos, 
micaxistos, quartzitos e gnaisses e as vezes em sedimentos, pelo fato de ser 
um mineral quimicamente estável. Já a biotita (preta – Fe e Mg) é encontrada 
em rochas ígneas ácidas (granitos, riólitos) e intermediárias (dioritos e 
andesitos), em xistos e gnaisses (metamórficas). Altera-se em mineral 
secundário chamado clorita (xistos verdes) flexível porém não elástico.
MINERAIS MAIS FREQUENTES NAS ROCHAS E SOLOS����
Com fórmula (MG, Fe)2SiO2 (ferromagnesianos), apresenta 
cores verde escuras, alterando-se facilmente para silicatos 
hidratados de Fe e Mg. São minerais típicos de rochas 
ígneas básicas ou rochas metamórficas destas derivadas. 
Sua alteração, quando em estágio inicial, pode resultar em 
zeólitas (pedra que ferve, porosa).
OLIVINA (PERIDOTO) ����
CALCITA E DOLAMITA ����
Pertencentes ao grupo dos carbonatos, apresentam fórmula

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