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Gabriel Dezen Junior - 4500 Questões Comentadas de Direito Constitucional - 14º Edição - Ano 2010

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traditório apenas alongaria o processo, sem nenhum efeito prático.
) A prova ilícita pode ser admitida no processo se o fato provado por ela for fi
secundário no processo, ou no caso de não existir outros meios de provar fato 
relevante.
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) O acusado em processo penal somente será considerado culpado após o trânsito ^
em julgado da sentença penal.
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} Há possibilidade de o civilmente identificado ser submetido a identificação ^ ■
criminai. ’
) A decisão penal condenatória de juiz criminal de primeira instância pode jj
transformar o acusado em culpado definitivamente, nos termos constitucionais.
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) Crimes de ação penal pública somente poderão ser apreciados em processo y -
penal se houver iniciativa do Ministério Público.
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) A manifestação do promotor público, pedindo o arquivamento de inquérito g
penal sobre crime de ação penal pública, dá condição ao particular de iniciar 
o processo penal por via da ação penal privada subsidiária. ^
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) A lei não poderá restringir a publicidade dos atos processuais, que serão pú­
blicos, no interesse da Justiça.
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4500 QUESTÕES COMENTADAS OS DIREITO CONSTITUCIONAL
315. { ) Ninguém será preso senão por ordem escrita e fundamentada de autoridade
policiai ou judiciária competente.
316. ( ) A prisão de alguém, fora dos casos de flagrante delito, somente poderá acon­
tecer por ordem de juiz criminal.
317. ( ) Há possibilidade constitucional de prisão sem flagrante delito ou sem ordem
escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente.
318. ( ) A comunicação da prisão de pessoa, e do local onde está presa, deverá ser
obrigatoriamente feita ao juiz competente.
319. ( ) A comunicação da prisão de pessoa à família do preso, ou à pessoa por ele
indicada, alternativamente, poderá ser feita a qualquer tempo, desde que antes 
do inicio do processo penal competente.
320. ( ) É direito constitucional do preso a assistência de sua família.
321. ( ) O preso tem direito de permanecer calado e só falar em juízo, pelo que é proi­
bido pela Constituição a autoridade policial concluir pela culpa desse diante 
de sua recusa de alegar inocência ou explicar-se.
322. ( ) O preso não tem direito à identificação dos responsáveis pela sua prisão, dada
a irrelevância desse dado no processo penal.
323. ( ) Aprisão ilegal poderá ser relaxada pela autoridade policiai ou judiciária, diante
da existência de indícios que façam presumir não ser o preso o autor do crime 
alegado.
324. ( ) A possibilidade de liberdade provisória, mesmo que sem fiança, deve ser as­
segurada ao preso.
325. ( ) Há possibilidade de prisão civil por dívida,
326. ( ) O inadimplemento involuntário e escusável de prestação alimentícia toma
possível a prisão civil do responsável
327. ( ) Habeas corpus é ação que protege a liberdade de locomoção apenas de brasi­
leiros, natos ou naturalizados.
328. ( ) O habeas corpus é ação que visa a proteger direitos líquidos e certos, princi­
palmente a liberdade de locomoção.
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Titulo n — Dos Diieúos t Garantias Fuadameatau
Não cabe habeas corpus se a restrição ilegal ou abusiva da liberdade de loco­
moção não estiver concretizada, ou seja, quando for apenas uma possibilidade, 
mesmo que iminente.
O uso do mandado de segurança pressupõe, necessariamente, ato de autoridade 
pública diretamente praticado por esta e iesivo a direito liquido e certo.
O mandado de segurança protege todos os direitos líquidos e certos não am­
parados por habeas corpus ou habeas data.
O mandado de segurança pressupõe, sempre, um ato ilegal ou abusivo.
Não cabe mandado de segurança quando o ato ilegal ou abusivo a direito 
liquido e certo do impetrante tenha sido praticado por pessoa física que não 
seja autoridade pública.
As entidades com legitimidade para propor mandado de segurança coletivo ■ 
somente podem fazê-lo em benefício de interesses de seus membros ou asso­
ciados.
Um partido político que tenha um único deputado federal eleito por sua legenda, 
e nenhum secador, pode propor mandado de segurança coletivo.
Entidades de classe e organizações sindicais não precisam estar funcionando 
há mais de um ano para poder propor mandado de segurança coletivo.
O mandado de injunção destina-se, exclusivamente, a proporcionar o exercício 
de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacio­
nalidade, à soberania e à cidadania.
O habeas data é a única via possível para a retificação de dados pessoais exis­
tentes em bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público.
O habeas data é instrumento constitucional assegurado ao impetrante para 
conhecer quaisquer dados de seu interesse, constante em bancos de dados de 
entidades governamentais ou de caráter público.
Qualquer brasileiro é parte legítima para propor ação popular.
O autor da ação popular é isento de custas e do ônus da sucumbência.
Qualquer ato de autoridade pública, lesivo a um bem jurídico, é atacável por 
ação popular.
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4S0Q QUeSTÕÊS COMSNTADAS OE QlfiSTO CONSTmjOONAl.
343. { ) O Estado poderá prestar assistência jurídica integrai e gratuita à pessoa que
tenha rendimentos que lhe assegurem apenas a subsistência.
344. ( ) Existe possibilidade constitucional de pagamento, pelo Estado, de indenização
por causa de tuna decisão judicial.
345. ( ) A certidão de óbito é gratuita para o reconhecidamente pobre.
346. ( ) Habeas corpus, habeas data, mandado de mjtmção e ação popular são ações
gratuitas.
347. ( ) Como regra, as normas que, na Constituição, garantem direitos fundamentais,
têm aplicação imediata. Por exceção, aquelas que dependam de lei que as 
regulamente precisam dessa lei para que sejam aplicadas» antes do que não 
produzem nenhum efeito.
348. ( ) Somente a Constituição pode prever direitos e garantias à pessoa, ao brasileiro
e ao cidadão. As leis e tratados limitam-se a regulamentá-los.
349- ( ) Tratados internacionais, sempre, são fontes de direitos e garantias ao brasilei­
ro, desde que prevejam matéria de interesse do brasileiro ou que o alcance de 
qualquer forma.
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247. Verdadeira. A redação do art 5o, EI, informa que “ninguém” será submetido a 
tais situações. Ninguém, no texto constitucional, significa qualquer brasileiro, nato ou 
naturalizado, e qualquer estrangeiro.
248. Verdadeira. É o teor do art 5o, V.
249. Falsa. A Constituição afirma que é inviolável a liberdade de crença, o que inclui 
qualquer crença e qualquer rito, desde que não fira direitos de terceiros» Não se pode 
perder de vista que trata-se, aqui, de direitos individuais de consciência e crença.
250. Falsa^ Aproteção aos cultos e Hturgias já está assegurada pela Constituição Federal. 
A lei deverá apenas regular a proteção aos locais de culto.
251. Falsa. A Constituição determina que, nas entidades civis e militares de internação 
coletiva (como presídios e quartéis) seja assegurada a prestação de assistência religiosa.
252. Falsa. Sendo a liberdade de consciência, como é, inviolável, a alegação de convicção 
política paia eximir-se dessa obrigação é um direito constitucionalmente assegurado à
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Título U ~ Dos Direitos e Garaatras ruodamcntãs
pessoa, a qual, logicamente, não poderá ser punida por exercitá-lo. A perda de direitos 
ocorre se essa pessoa recusar-se, também, a cumprir a prestação alternativa que a lei lhe 
impõe, tudo segundo o art. S3, VUL
253. Falsa. À expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação 
independe de censura ou de licença (art 5% IX).
254. Verdadeira. Teor do art 5o, X.
255. Falsa. A vida privada, como todos os direitos fimdameiitais previstos na Constituição, 
não tem proteção absoluta, e é violável em caso de investigação policial ou judicial. B 0 
que consta do art 5o, X, XI e XEL
256* Verdadeira. É 0 qae consta do art 5o, XI.