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Gabriel Dezen Junior - 4500 Questões Comentadas de Direito Constitucional - 14º Edição - Ano 2010

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CAPÍTULO II ~ Das Forças A r m a d a s ...................... - — -------— ------------ — ~....~~-7S
CAPÍTULO IH -D a Segurança.Pública — ------ — .................. ......................:....... ...................— — .--------- .—764
TÍTULO VI -DATRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO___ _ ___________ ______________________ _ 7 6 5
CAPÍTULO D - Das Finanças Públicas —- .— ^ ------------------------------..—______ ___ 771
TÍTULO VO -D A ORDEM ECONÔMICA.E FINANCEIRA------------------------ ------- -------------------- :----------- 772
CAPÍTULO i-D o s Princípios Gerais da Atividade Ecooomica--------------------------------------------— — ----------------- .--------------- .«.772
CAPÍTULO H - Da Poütíca Urbana :----------------------— ..„-------------- ------- ,™,-----------------.774
CAPÍTULO HI ~Da PoJitica Agrícola e Fundiária c dafisfonna Agrária — ...— ---------- ------- -------- .------ ----- 776
CAPÍTULO IV — Do Sistema Financeiro Nacional— ---- ---------------------------- ------------------------------------ -..777
TÍTULO v m - DA ORDEM SOCIAL------------------ ---- ---------------------------------------------------------------------- ..777
CAPÍTULO m - Da Educação, da Cultura e do Desporto ------ ......------- --------______________ ___ — .„.780
CAPITULO VI — Do Meio Ambiente—,----------- --------- ..................................................................................................... ....................... ..................... ......................„...„7S!
CAPÍTULO VU -D a Família, da Criança, do Adolescente e do Idoso.—.___________ ______ _________„__™™7&3
CAPÍTULO VE1 - Dos índios-_______________________ _______ — ____ ________ ____________ ,______787
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE____________________ _ _ _ __________________________ „ . 7 8 8
CONCURSO PÚBLICO: COMO SE PREPARAR 
COMO ESTUDAR, COMO FAZER A PROVA
Orientação para Estudo de Direito Constitucional e 
Outras M atérias para Concursos Públicos
Qualquer pessoa que tenha disputado, recentemente, um cargo público por concurso 
sabe das imensas dificuldades que essa empreitada envolve. A crescente complexidade 
das provas, empurrando às alturas o nível da exammação, passou a exigir do candidato 
muito mais que apenas decisão de passar: passou a exigir método de trabalho, organização, 
disciplina física e mental, conhecimento da fisiologia do conhecimento, identificação de 
seus próprios limites físicos e mentais, mapeamento de suas dificuldades.
O que leva à aprovação, atualmente, é menos a decisão de querer ser aprovado e 
mais, muito mais, o estudo segundo critérios metodológicos, adaptado à realidade, ao 
nível intelectual e à capacidade de concentração do candidato.
E bastante óbvio que cada pessoa tem as suas peculiaridades e que, em função 
disso, é um erro tremendo se pretender impor um formato único de estudos como se fosse 
a resposta a todos os problemas. O formato que dá certo para um pode conduzir outro ao 
fracasso. Á eficiência na preparação está, pois, diretamente relacionada com a adoção do 
modelo correto para CADA UM, respeitando os elementos intelectuais, físicos, psíquicos, 
emocionais e ambientais da pessoa.
E muito comum, nos meus contatos com meus alunos, reclamações a respeito de 
falta de tempo, falta de concentração, falta de organização, deficiência de memorização, 
reclamações sobre o barulho do local de estudo, pressões de pais e mães, noivos e na­
morados. Enfim, uma longa série de fatores que insiste em se colocar entre o candidato 
e seu objetivo: um cargo de alto nível no serviço público.
Desde logo, uma orientação se faz necessária ao candidato:
- não basta a vontade de passar,
—não basta ter tempo para estudar;
- não basta ter acesso ao material didático;
- não basta estar matriculado em cursinho;
- não basta estar freqüentando aulas;
- não basta gravar aulas e fotocopiar cadernos.
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4SQG QUESTÔSS COMENTADAS OS D1REJTO CONSTmJCiONAL
É INDISPENSÁVEL que o candidato tenha MÉTODO de estudo, o que inclui 
desde a seleção do material que será utilizado até a forma de estudar, passando por cro- 
nogramas de trabalho, regras dè alimentação, programação de abordagem das matérias 
e organização do local de trabalho.
Duas premissas iniciais são fundamentais a quem queira fazer um bom trabalho 
de preparação em Direito Constitucional:
• NÃO USE O TEXTO “SECO” DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL!
* NÃO TENTE MEMORIZAR NEM DECORAR NADA!
Inutilidade do estudo do “texto seco” da Constituição
Ófqué seçhama de. “texto seco” da'Constituição, na linguagem jurídica, é o texto 
constitudqnal não comentado, contendo apenas ^os tdispositivos._ ,E ,a inutilidade de se 
trabalhar, sobre,ele vem dos vastosproblemas.çpni aredaçap, a qual contém contradições, 
inçompletudes,.dispositivos que negam um ao outro, regras enium lugar e.exceções 
importantíssimas em.outro..Veja alguns exemplos: , . :
, ,■. :L;No art.49, XVII, é dito, que compete aoÇpngr essoNacional aproyara, alienação 
de terj^spúblicas .de .área maior de^JOÔ hectares. §ó;issq..Masdo axt.l §§,.§- 2°, cqnsta 
que, se a alienação for para reforma.agrária,, isso.nlo-é necessário.
. • ' 2.-No '.a??. 20, ,§ 1 % lêrise .que a-minesadora que explorar-jazida mineral deve pagar
um- percentual sobre a.exploração a. três .entidades: ao órgão federal da área.mméral, ao 
Estado onde-está a.jazida, e ao Município,.-Nãa há nenhuma palavra sobre indenização 
aò proprietário;.Esta só aparecfc no art472y§;2?. t: " - ’
• *' ''3.fíó'art 49, IV, .é dito qué compètèaa Congresso Nacional aprovar a decretação 
de intervenção federal, mas o § 3o do art 36 informa que Háduas hipóteses de decretação 
dè intervençãonãò sujeitas-ao! Congresso:’ ■■ ;■
' '4** 'Âextinção de cargos públicos federais é matériá tra ta i 'em âETE dispositivos
còqs^túcíona^Çãrts: sir.W; 5 2 fm ;73 |9Ô , II;'Í27;§ Zo:f 8 ÍV I' e 8 4 , ^ ^ , i ^ N E - 
HfíuM deles 'faz qualquer referência, aos outros^ sendo 'problema do’ aluno localizá-los.
Esses são apenas quatro exemplos. A Constituição está repleta deles. Por conta 
disso, uma leitura do texto constitucional, no qual não há nenhuma referência aos dis­
positivos que contêm exceções ou situações especiais, fatalmente irá conduzâr o leitor a 
conclusões erradas e, consequentemente, à perda, de questões importantes em concursos-
Fica, então, uma primeira dica, que-.en^ndo-Mtal:, D-i'lLlZE:jUMA CQNST1TUI- 
ÇÃO INTERPRETADA, que contenha, além • de. explicações • e r.emissões; decisões do 
Supremo Tribunal Federal, permitindo a-você localizar a matéria de forma completa dentro
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Concurso Púb!ic« como se prcjjaíar; como estudaz, como fazer a prov»
da Constituição e, a partir daí, elaborar seus esquemas, resumos, quadros e fluxogramas, 
essenciais a um bom aprendizado.
A importância desses esquemas e resumos é tanta que tratei do assunto em dois 
livros, ambos com edições já encerradas. Ainda neste ano de 2010 a Vestcon colocará no 
mercado uma nova obra de minha autoria que representará uma evolução no tratamento 
sistematizado e esquematizado do Direito Constitucional para concursos, cxrjo nome será 
Direito Constitucional Esquematizado.
O erro da memorização
Em nossa vida escolar e acadêmica fomos treinados, em vários momentos, a 
estudar decorando, quer fórmulas químicas, quer regras de colocação pronominal, quer 
acidentes geográficos. É bastante comum encontrar candidatos a concursos públicos que 
tentam utilizar esse mesmo caminho para o estudo dos Direitos para concurso público. 
Esse é um erro tenebroso. O Direito - qualquer Direito! - não pode ser estudado pela 
memorização, pois quem memoriza não se habilita a pensar, nâo tem elementos para 
raciocinar simplesmente porque NÃO ENTEHDEU o que leu. Ou seja: ou a questão da 
prova vem redigida da mesma maneira e nos mesmos termos lidos pelo candidato ou o 
candidato não poderá resolvê-ía.
Quer