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Jorge Bernardi - Processo Legislativo Brasileiro - Pesquisável - Ano 2009

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em ordem do 
dia nas três sessões deliberativas ordinárias seguintes.
[...]
É necessário que, para uma matéria seja incluída na ordem 
do dia, esta tenha recebido parecer, que a mesma tenha sido lida 
no período do expediente, que tenha sido publicada no Diário do 
Senado Federal e distribuída em avulsos, sendo observados os in­
terstícios de três dias úteis ou a sua dispensa, a requerimento de 
Senador, desde que cia esteja tramitando há mais dc cinco dias no 
Senado (art. 171, Risf).
Sem parecer, poderá a matéria em tramitação normal ser incluída 
na ordem do dia, por deliberação do plenário, sc a única ou última 
comissão não proferiu o parecer no prazo regimental. A outra hipó­
tese ocorre por ato do presidente, quando se tratar de lei ânua que 
prorrogue prazo dc lei, ou projeto dc decreto legislativo referente a 
convênio ou a acordo internacional cujo prazo de deliberação esteja 
vencendo. E, finalmente, em projetos que têm prazo de deliberação 
e faltem 20 dias para o seu término (art. 172, Risf).
O prazo máximo que um projeto poderá ficar parado na Mesa é 
de um mês. A partir desse período, este deve ser incluído na ordem 
do dia, salvo sc estiver cm diligência que tenha sido aprovada pelo 
plenário (art. 173, Risf).
Da mesma forma que na Câmara Federal, a seqüência da sessão 
1 1 0 Senado poderá ser alterada em algumas situações, tais como 
para a posse de Senador. Outras situações são: leitura de men- 
sagem-ofício ou documento sobre matéria urgente; pedido de ur­
gência cm situação dc segurança nacional ou calamidade pública: 
aprovação de adiamento ou inversão da ordem do dia pelo Senado; 
retirada de matéria para correção de erro ou falha na instrução; 
constituição de série, nas votações secretas; falta de q u o r u m 
para deliberação.
Se a pauta for esgotada e ainda restar tempo para o término da 
sessão, o presidente destinará a palavra preferencialmente aos líde­
res e, a seguir, aos senadores que tenham se inscrito (art. 176, Risf).
Da sessão extraordinária no Senado Federal
As sessões deliberativas extraordinárias do Senado Federal são 
aquelas realizadas em horário diferente das sessões ordinárias em 
que há pauta, ou seja, ordem do dia a ser deliberada. Fias possuem 
rito c duração das sessões deliberativas ordinárias e são convoca­
das de ofício pelo presidente ou através de deliberação do Senado, 
quando as circunstâncias recomendarem ou haja necessidade de 
deliberação urgente.
0 período do expediente nas sessões deliberativas extraordiná­
rias terá a duração de apenas 30 minutos e não mais 120 minutos, 
como no caso das sessões ordinárias. Os senadores poderão pro­
nunciar-se antes da ordem do dia somente se não houver número de 
parlamentares em plenário suficiente para a deliberação (arts. 187
e 188, Risf).
Cabe ao presidente estabelecer o dia, o horário e a ordem do 
dia das sessões deliberativas extraordinárias, devendo divulgar 
previamente ao Senado, em sessão ou por meio de qualquer meio 
de comunicação. Qualquer meio de comunicação significa desde
correspondência, e-m a i l , rádio, televisão, jornal, internet, enfim, 
todos os meios disponíveis.
0 presidente não é obrigado a incluir na ordem do dia, nesse 
tipo de sessão, matérias que não tenham sido ultimadas em sessão 
anterior, mesmo que estejam em regime de urgência ou cm curso 
de votação. Significa que essas sessões não estão sujeitas à pauta 
normal, poderão ser convocadas para matérias específicas (art. 189. 
Risf).
Da sessão secreta no Senado Federal
As sessões secretas no Senado Federal são aquelas previstas na 
Constituição Federal ou assim determinadas pelo plenário, poden­
do ser convocadas de ofício pelo presidente da Casa ou a reque­
rimento de parlamentar ou de líderes. Elas terão a duração de 4 
horas e 30 minutos, podendo scr prorrogadas (art. 196, Risf).
As sessões secretas previstas constitucionalmente para o Senado 
são aquelas destinadas às arguições e escolhas dos chefes de mis­
sões diplomáticas (embaixadores) cm caráter permanente (art. 52, 
IV, CF). Porém, tanto o RICD, em seu art. 92, parágrafo único, 
quanto Risf, em seu art. 197, inciso I, alínea a, estabelecem que 
devem ser secretas as sessões que tratem de autorizar o presidente 
da República a declarar a guerra ou celebrar a paz, texto também 
constante no art. 49, inciso II da CF.
Embora o Risf não estabeleça que deva a deliberação sobre a au­
torização para permitir a fixação dos efetivos das Forças Armadas e 
sobre a passagem de forças estrangeiras pelo território nacional ou 
nele permanecer, entendemos que essas sessões devam scr secre­
tas no Senado. Se não for secreta a sessão no Senado, não terá razão 
para que a deliberação seja secreta na Câmara dos Deputados, uma 
vez que o objetivo dessa sessão é preservar o interesse nacional, 
sendo um caso de segredo de Estado.
Também no Senado são secretas as sessões que deliberam sobre 
a perda (art. 55, CF) ou suspensão de imunidade de senador du­
rante o estado de sítio (art. 53, § 8 o, CF). A Mesa do Senado tem 
considerado que nas sessões secretas que deliberam sobre a perda 
do mandato dc senador c permitida a presença dc determinado nú­
mero de deputados federais para acompanhar os trabalhos.
Quando a sessão secreta for convocada por parlamentares, o 
objetivo dela deverá constar dc expressão formal no requerimento 
que, contudo, não será divulgado, bem como o nome de quem a 
requereu. Uma vez aceito o requerimento, o Senado imediatamente 
passará a funcionar secretamente até a deliberação da proposição. 
Se aprovado o requerimento e não havendo data prefixada no pedi­
do, a sessão secreta será imediatamente convocada para o mesmo 
dia ou para o dia seguinte (art. 191, Risf).
Na sessão secreta, antes do início dos trabalhos, por determi­
nação do presidente, serão esvaziados o plenário, as tribunas, as 
galerias c as respectivas dependências dc todas as pessoas estra­
nhas ao Senado, inclusive de funcionários. O presidente poderá au­
torizar a presença de alguns servidores que julgar necessários para 
assessorar nos trabalhos (art. 192, Risf).
No início da sessão secreta, por 15 minutos será debatido se o 
assunto merece ou não reunião secreta. Cada orador terá 3 minutos 
para manifestar seu ponto de vista. Sc aprovada a sessão secreta, 
esta terá continuidade até o seu final. Se não for aceita, a mesma 
será levantada e o assunto será deliberado oportunamente em ses­
são pública (art. 193, Risf).
Antes de encerrar a sessão secreta, o plenário decidirá em vota­
ção simples se deverão ser conservados em sigilo ou publicados o 
resultado da reunião, os nomes de quem a requereu e os pareceres 
e documentos que compõem o processo. O senador que partici­
pou dos debates poderá escrever o seu pronunciamento, em 24 ho­
ras, para ser arquivado junto com a ata (arts. 194 c 195, Risf). Os
documentos sigilosos só poderão ser apreciados em sessão secreta 
(art. 198, Risí).
Da sessão especial no Senado Federal
As sessões especiais são, por sua própria natureza, não deliberati­
vas e destinam-se a comemorações dc datas importantes ou a ho­
menagens de personalidades. Elas poderão ser convocadas durante 
sessão ou pelo Diário do Senado Federal, e só usarão da palavra 
as pessoas previamente designadas pelo presidente do Senado (art.
200, Risí).
As sessões especiais poderão utilizar o horário destinado aos 
oradores durante o período do expediente de uma sessão normal 
(deliberativa ou não deliberativa). Os oradores deverão se inscrever 
para a sessão especial, sendo que o tempo será automaticamente 
prorrogado sc houverem ainda oradores inscritos para a comemora­
ção (art. 160, Risf).
Durante