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Roberto Pimentel - Curso de Direito Constitucional Vol. III

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Nacional;
b) privativa do Congresso Nacional;
c) privativa da Câmara dos Deputados;
d) privativa do Senado Federal;
e) do Congresso Nacional com sanção do Presidente da República.
4) O Tribunal de Contas da União é integrado por:
a) Cinco Ministros;
b) Sete Ministros;
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c) Nove Ministros;
d) Onze Ministros;
e) Treze Ministros.
5) Todas as alternativas estão corretas, exceto:
a) A Constituição estabelece que os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário 
manterão de forma integrada sistema de controle interno;
b) O controle externo tem por objetivo, nos termos da Constituição, a apreciação das 
contas do Chefe do Poder Executivo, o desempenho das funções de auditoria 
financeira e orçamentária, a apreciação da legalidade dos atos de admissão de 
pessoal, bem como o julgamento das contas dos administradores e demais 
responsáveis por bens e valores públicos;
c) As decisões do Tribunal de Contas, em qualquer âmbito, são jurisdicionais, uma 
vez que a ele compete julgar as contas públicas;
d) O controle externo é função do Poder Legislativo, de natureza política, mas sujeito 
à prévia apreciação técnico-administrativa do Tribunal de Contas competente;
e) O Tribunal de Contas da União tem jurisdição em todo o território nacional.
6) Não é requisito para ser nomeado Ministro do Tribunal de Contas da União:
a) ter mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos de idade;
b) ter idoneidade moral;
c) ser brasileiro nato;
d) ter reputação ilibada;
e) possuir notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e 
financeiros ou de administração pública.
7) Compete ao Tribunal de Contas da União:
a) julgar o Presidente da República nos crimes de responsabilidade;
b) sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem o poder regulamentar;
c) aprovar previamente a alienação ou concessão de terras públicas com área 
superior a 2.500 hectares;
d) fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a 
União participe de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;
e) todas as respostas estão incorretas.
8) Assinale a alternativa incorreta:
a) É solidária a responsabilidade por qualquer omissão dos agentes do controle 
interno que não comunicarem qualquer irregularidade ou ilegalidade ao Tribunal de 
Contas da União.
b) Qualquer associação é parte legítima para denunciar irregularidade ou ilegalidade 
perante o Tribunal de Contas da União.
c) As Constituições Estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos, que 
serão integrados por número proporcional de conselheiros.
d) Qualquer cidadão ou partido político é parte legítima para denunciar irregularidade 
ou ilegalidade perante o Tribunal de Contas da União.
e) Nenhuma das respostas anteriores está correta.
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9) Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema 
de controle interno com a finalidade de:
a) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos 
programas de governo e dos orçamentos da União.
b) Comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficácia e eficiência da 
gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da 
Administração Federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades 
de direito privado;
c) Exercer o controle das operações de créditos, avais e garantias, bem como dos 
direitos e haveres da União.
d) Apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
e) Todas as alternativas anteriores estão corretas.
GABARITO: 1) A (art. 49, XIII); 2) C (doutrina); 3) D (art. 52, III, b); 4) C (art. 73, caput); 5) 
C (doutrina); 6) C (art. 73, § 1°); 7) D (art. 71, V); 8) C (art. 75, par. único); 9) E (art. 74, I a 
IV).
* (exercícios extraídos da obra “Direito Constitucional – Teoria, Jurisprudência e 1000 
Questões” de Sylvio Motta e William Douglas)
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CAPÍTULO X 
PODER JUDICIÁRIO *
Prof. Roberto Pimentel
1. SEPARAÇÃO DAS FUNÇÕES ESTATAIS
A CF/88 previu a existência dos Poderes do Estado, independentes e 
harmônicos entre si (art. 2°), repartindo entre eles as funções estatais e prevendo 
prerrogativas e imunidades para que bem pudessem exercê-las, bem como criando 
mecanismos de controles recíprocos, sempre como garantia da perpetuidade do Estado 
Democrático de Direito.
As três funções estatais básicas: legislação, administração e jurisdição 
devem ser atribuídas a três órgãos distintos e autônomos entre si. (origem dessa 
concepção: Aristóteles e Montesquieu).
Contudo, deve-se ressaltar que o Poder Estatal é uno, não sofre divisões. O 
que se chama de “separação dos Poderes” é, na verdade, a distribuição entre órgãos 
autônomos e independentes das “funções estatais”, com a finalidade de proteger a 
liberdade de cada cidadão frente à autoridade estatal.
Assim, o Direito Constitucional contemporâneo, apesar de permanecer 
aceitando a idéia tradicional da Tripartição dos Poderes, entende que esse princípio não 
pode ser interpretado com máxima rigidez, devendo, ao contrário, ser entendido como a 
separação das funções estatais, dentro de um mecanismo de “freios e contrapesos”. 
Importante salientar a relevância do papel desempenhado pelo Ministério 
Público, o qual, em decorrência da inércia do Poder Judiciário, e de existirem interesses 
em relação aos quais o exercício do direito de ação não pode ser deixado à disposição 
das partes, possui atribuições relevantes para preservação do Estado de Direito e 
observância dos direitos e garantias fundamentais (Função do MP: defesa dos direitos 
fundamentais e fiscalização dos Poderes Públicos).
 
 Destarte, não existirá um Estado Democrático de Direito, sem que haja 
(divisão de funções) Poderes de Estado, independentes e harmônicos entre si, bem 
como previsão de direitos e garantias individuais, além de diversas prerrogativas, 
imunidades e garantias aos agentes políticos, de cada um dos Poderes.
Necessário ressaltar, ainda, que cada um dos chamados Poderes possui 
uma função predominante (funções típicas) que o caracteriza como detentor de uma 
parcela da soberania estatal, além de outras funções previstas no texto constitucional 
(funções atípicas).
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2. PODER JUDICIÁRIO
Não se concebe a existência do Estado Democrático de Direito sem a 
existência de um Poder Judiciário autônomo e independente, para que exerça suas 
função de guardião das leis e da Constituição Federal. Disso decorrem as garantias 
asseguradas pela CF, sendo as principais a vitaliciedade, inamovibilidade e 
irredutibilidade de vencimentos. O art. 92 da CF enumera os órgão do Poder Judiciário, a 
saber: o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, os Tribunais Regionais 
Federais e Juízes Federais, os Tribunais e Juízes do Trabalho, os Tribunais e Juízes 
Eleitorais, os Tribunais e Juízes Militares e os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito 
Federal e Territórios.
2.1 Funções típicas e atípicas
A função típica do Poder Judiciário é a jurisdicional, ou seja, julgar, aplicando 
a lei a um caso concreto, que lhe é posto, resultante de um conflito de interesses. Exerce, 
porém, outras funções tidas