A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
150 pág.
queijos nacionais

Pré-visualização | Página 38 de 45

Enfoque 
Fonte: Elaboração do autor, baseado em PORTER, Michael E. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da 
concorrência. Rio de Janeiro: Campus, 1996.
E
S
T
U
D
O
S
 
D
E
 
M
E
R
C
A
D
O
 
S
E
B
R
A
E
/
E
S
P
M
1
2
4
 
4. Considerações Finais 
O mercado de queijo industrializado composto pelas grandes corporações vem se desen-
volvendo nos últimos anos e crescendo continuamente.
Mesmo assim, ainda existe espaço promissor e favorável ao crescimento, dado o baixo con-
sumo de queijo pela população brasileira e ao valor nutricional deste alimento. 
Para um maior consumo da categoria, indica-se a realização de campanhas de incentivo 
como as que foram feitas para outras categorias de alimentos com excelentes resultados. 
Este é um trabalho que cabe a três públicos de interesse: governo, instituições e produtores. 
Estas campanhas teriam, além do cunho mercadológico, um conteúdo educativo e social, 
pois a conscientização quanto à importância de uma alimentação nutritiva também é im-
portante e necessária para a população.
O produtor precisa se organizar individualmente para buscar melhorias em seu conheci-
mento, capacitação, preparo produtivo e mercadológico. Complementarmente, é importan-
te sua organização coletiva – através de movimentos associativos – pois esta vai ajudá-lo 
no desenvolvimento individual. Os movimentos associativos também podem garantir ga-
nhos de escala, dada a característica fragmentada deste mercado.
O produtor deve manter o foco de seu know	how de produção artesanal original e valorizá-
lo através do uso do conceito “DOC”, denominação de origem controlada. Esta denomina-
ção de origem é uma alternativa adequada para uma produção artesanal que agregue valor 
ao produto e lhe confira um importantíssimo conceito de marca. 
Entretanto, para atuar no mercado respeitando a força dos grandes players existentes e 
reconhecendo suas próprias limitações, o pequeno produtor deve considerar a adoção da 
estratégia competitiva com foco em diferenciação. 
As instituições devem continuar a buscar o apoio governamental, para que os projetos se 
disseminem com maior força junto aos produtores. Este trabalho necessita de divulgação 
pelos meios adequados, pois o público-alvo (produtores) é muito pulverizado. Recomenda-
se o uso da mídia local como fonte de incentivo à adoção e a participação nos projetos 
existentes e futuros.
Finalizando, deve-se destacar o papel das instituições, que deverá ser decisivo para obten-
ção do apoio das políticas públicas, como já acontece em alguns estados e, deste modo, con-
seguir os investimentos indispensáveis ao desenvolvimento e ao crescimento deste setor e 
de seus pequenos produtores artesanais.
 III. Referências
E
S
T
U
D
O
S
 
D
E
 
M
E
R
C
A
D
O
 
S
E
B
R
A
E
/
E
S
P
M
1
2
6
 
1. Bibliografia
ALMEIDA, E. F. L. Queijos minas artesanal: compilação legislação queijos minas artesanal. 
Belo Horizonte: Emater, 2005.
ALMEIDA, E. F. L. Queijo artesanal: alternativas de Minas Gerais para a pecuária familiar. 
Belo Horizonte: Emater, 2006.
CAVALCANTE, J. F. M. Sistema de apoio à decisão na produção de leite e queijo de coalho 
com segurança alimentar. 2005. 157f. Tese (Doutorado em Ciência e Tecnologia de 
Alimentos) – Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa (MG), 2005.
COSTA, B. Quem é quem no Brasil. Revista Leite Brasil, 1997.
COSTA JÚNIOR. Luiz Carlos Gonçalves. Uso de extensores na fabricação do queijo minas 
frescal. 2006. Tese (Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) – Universidade 
Federal de Lavras (UFLA). Lavras (MG), 2006.
CARDOSO, R. R.; PINTO, C. L. O.; VANETTI, M. C. D. Influência da microbiota psicrotrófi-
ca contaminante do leite refrigerado no rendimento de queijo Minas Frescal. In: CON-
GREESO NACIONAL DE LATICÍNIOS, Juiz de Fora (MG), 2006. Revista do Instituto 
de Laticínios Cândido Tostes, Juiz de Fora (MG), 2006.
FIDELIS, Dayanne Aline de Souza. Difusão multicomponente durante a maturação do 
queijo tipo prato. 2006. 104f. Tese (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) – 
Universidade Estadual de Londrina (UEL). Londrina (PR), 2006.
DURR, J. W. Como produzir leite de alta qualidade. Brasília: SENAR, 2005.
EUROMONITOR INTERNATIONAL. GMID (Global market information database). 2007. 
Disponível em: <http://www.portal.euromonitor.com/portal/server.pt?>. Acesso 
em: 20 fev. 2008.
FIGUEIREDO, Elaine Lopes. Elaboração e caracterização do “queijo Marajó”, tipo creme 
de leite de búfala, visando sua padronização. 2006. 103 f. Dissertação (Mestrado em 
Ciência Animal) –Universidade Federal do Pará (UFPA/Universidade Federal Rural 
da Amazônia (UFRA). Belém (PA), 2006.
KOTLER, Philip. Administração de marketing: análise, planejamento e controle. São 
Paulo: Atlas, 1980. 
LATIN PANEL. Painel de lares: mercado de queijos. jun. 2001/maio 2003.
MARTINEZ, C. J. et al. Tirolez. 2004. 165f. Projeto (Graduação ESPM) – Escola Superior de 
Propaganda e Marketing (ESPM). São Paulo, 2004.
MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Radar 
comercial: análises de mercados e produtos. Brasília, s.d. Disponível em: 
<http://radarcomercial.desenvolvimento.gov.br>. Acesso em 23 out. 2007.
1
2
7
q
u
e
ijo
s 
n
ac
io
n
ai
s 
– 
le
it
e
 e
 d
e
ri
va
d
o
s
MILKNET: Guia de fornecedores da indústria do leite. Disponível em: 
<http://www.milknet.com.br/guia_milknet.php>. Acesso em: 20 jul. 2007.
NEVES, F. M; ZYLBERSZTAJN, D.; NEVES, M. E. Agronegócio do Brasil. São Paulo: 
Saraiva, 2005.
PEREZ, Renata Monteiro. Perfil sensorial, físico-químico e funcional de queijo coalho co-
mercializado no município de Campinas, SP. Campinas: Universidade Estadual de 
Campinas, 2005.
PORTER, Michael E. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da con-
corrência. Rio de Janeiro: Campus, 1996.
ROSOLEN, J. E. Mapa do leite no estado de São Paulo. [S. l.]: Associação Leite Brasil. 2006. 
Disponível em: <http://www.leitebrasil.org.br/download/mapadoleitespsintese.
pdf>. Acesso em: 20 out. 2007.
SILVA, Fernando Teixeira. Agroindústria familiar: queijo minas frescal. Brasília: Embrapa 
Informação Tecnológica, 2006
_______. Queijo mussarela. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2006.
_______. Queijo prato. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2006.
_______. Queijo parmesão. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2006
TORRES, C. L. L. É fácil fazer queijos. São Paulo: Três, 1986. (Manuais Práticos Vida)
 
2. Relatórios, Projetos, Cartilhas, Revistas, Jornais
ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café). Campanha de incentivo ao consumo 
de café. Rio de Janeiro, ABIC. S.d. Disponível em: <http://www.abic.com.br>. Acesso 
em: 15 dez. 2007.
ABICAB (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate,Cacau, Amendoim, Balas e De-
rivados). Campanha de incentivo do consumo de chocolate. São Paulo, ABICAB, s.d. 
Disponível em: http://www.abicab.org.br/>. Acesso em: 15 dez. 2007.
BOURROUL, G. O. Potencial da cadeia láctea brasileira. Revista Leites & Derivados, n.95, 
nov./dez. 2006.
BOURROUL, G. O. Produtos regionais: sabores do Brasil. Revista Leites & Derivados. 
BRASIL. MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Secretaria de De-
fesa Agropecuária. Instrução Normativa nº 30, de 26 de junho de 2001: regulamento 
técnico de identidade e qualidade de queijo de coalho. DOU, Brasília, 26 jun. 2001. 
Disponível em: <http://www.agais.com/normas/leite/queijo_coalho.htm>. Acesso 
em: 20 nov. 2007.
E
S
T
U
D
O
S
 
D
E
 
M
E
R
C
A
D
O
 
S
E
B
R
A
E
/
E
S
P
M
1
2
8
BRESSAN, Matheus. Saídas para a pequena produção de leite