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Concurseiro Social - Regime Jurídico do Servidores Públicos Civis da União Comentada - Lei nº 8112 de 1991

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ao 
do pleito. 
§ 2o A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à 
licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses. 
Comentários: 
Em função do resultado eleitoral, o servidor retornará ao serviço ou, se eleito, estará amparado 
por uma das condições estabelecidas no Código Eleitoral - Lei 4.737, de 15 de julho de 1965. O 
servidor afastado do cargo contribuirá para a seguridade social como se em exercício estivesse. 
Para fins de concurso, essa licença é concedida parte com e parte sem remunerarão. 
Convém rememorar que o servidor que estiver submetido ao estágio probatório pode gozar 
essa licença. 
 
Seção VI 
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Da Licença para Capacitação 
Art. 87. Após cada quinquênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração, 
afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três meses, para 
participar de curso de capacitação profissional. 
Parágrafo único. Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis. 
Comentários: 
Após 5 anos de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-se 
do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até 3 meses, para participar de curso 
de capacitação profissional. Ressalta-se, novamente, o princípio da supremacia do interesse público 
sobre o interesse privado. Essa licença não se constitui em direito público subjetivo do servidor. Vale 
dizer, ele somente gozá-la-á se for interesse da administração. Os períodos de licença não são 
acumuláveis. O entendimento será: não gozada, por qualquer motivo, a licença relativa aos 5 anos de 
exercício, não possuirá o servidor crédito de 3 meses para ser somado aos três meses que poderão 
ser concedidos pela administração relativo ao exercício dos próximos 5 anos. Essa licença substituiu a 
antiga Licença Prêmio por assiduidade. 
Quem está em estágio probatório não se beneficia dessa licença. 
 
Art. 88. REVOGADO. 
Art. 89. REVOGADO. 
Art. 90. REVOGADO. 
Seção VII 
Da Licença para Tratar de Interesses Particulares 
Art. 91. A critério da Administração, poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo, 
desde que não esteja em estágio probatório, licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo 
de até três anos consecutivos, sem remuneração. 
Parágrafo único. A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no 
interesse do serviço. 
Comentários: 
Essa licença será sempre sem remuneração. Não havendo contribuição à previdência esse 
tempo não será contado para efeito algum. Quem está em estágio probatório não pode gozar essa 
licença. 
A MP 2.225-45, de 4.9.2001, deu nova redação ao art. 91, transformando os antigos parágrafos 
em um único. Pela dicção anterior, o prazo era de 3 anos consecutivos e sem remuneração, 
prorrogável uma única vez por período não superior a esse limite. Não se concedia nova licença antes 
de decorridos 2 anos do término da anterior ou de sua prorrogação. 
Agora o prazo é de até 3 anos consecutivos, sem remuneração, não havendo possibilidade de 
prorrogação. 
 
Seção VIII 
Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista 
Art. 92. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato 
em confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional, sindicato representativo da 
categoria ou entidade fiscalizadora da profissão ou, ainda, para participar de gerência ou administração 
em sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros, 
observado o disposto na alínea c do inciso VIII do art. 102 desta Lei, conforme disposto em 
regulamento e observados os seguintes limites: 
I - para entidades com até 5.000 associados, um servidor; 
II - para entidades com 5.001 a 30.000 associados, dois servidores; 
III - para entidades com mais de 30.000 associados, três servidores. 
§ 1o Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas 
referidas entidades, desde que cadastradas no Ministério da Administração Federal e Reforma do 
Estado. 
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§ 2º A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada, no caso de reeleição, e por 
uma única vez. 
Comentários: 
Assegura o direito à licença para exercer plenamente o seu mandato. Essa licença será 
concedida sem remuneração a partir de 15.10.96 - MP 1.522/96, reeditada, renumerada e convertida 
na Lei 9.527/97. O tempo em que o servidor usufruir essa licença será considerado para todos os 
efeitos, exceto para promoção (art. 102, inc. VIII, alínea "c", desde que haja contribuição para a previ-
dência). Quem está em estágio probatório não pode gozar essa licença. 
Esse artigo teve nova redação dada pela Lei 11.094, de 13 de janeiro de 2005. O regulamento 
a que se refere o caput é o Decreto 2.066, de 12 de novembro de 1996, que pode ser conferido no final 
desta obra. 
 
Capítulo V 
Dos Afastamentos 
Seção I 
Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade 
Art. 93. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da 
União, dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios, nas seguintes hipóteses: 
I - para exercício de cargo em comissão ou função de confiança; 
II - em casos previstos em leis específicas. 
§ 1o Na hipótese do inciso I, sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados, do Distrito Federal 
ou dos Municípios, o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária, mantido o ônus 
para o cedente nos demais casos. 
§ 2º Na hipótese de o servidor cedido a empresa pública ou sociedade de economia mista, nos termos 
das respectivas normas, optar pela remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração do cargo 
efetivo acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão, a entidade cessionária efetuará o 
reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem. 
§ 3o A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União. 
§ 4o Mediante autorização expressa do Presidente da República, o servidor do Poder Executivo poderá 
ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal, 
para fim determinado e a prazo certo. 
§ 5º Aplica-se à União, em se tratando de empregado ou servidor por ela requisitado, as disposições 
dos §§ 1º e 2º deste artigo. 
§ 6º As cessões de empregados de empresa pública ou de sociedade de economia mista, que receba 
recursos de Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal, 
independem das disposições contidas nos incisos I e II e §§ 1º e 2º deste artigo, ficando o exercício do 
empregado cedido condicionado a autorização específica do Ministério do Planejamento, Orçamento e 
Gestão, exceto nos casos de ocupação de cargo em comissão ou função gratificada. 
§ 7º O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com a finalidade de promover a composição 
da força de trabalho dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal, poderá determinar a 
lotação ou o exercício de empregado ou servidor, independentemente da observância do constante no 
inciso I e nos §§ 1º e 2º deste artigo. 
Comentários: 
A cessão é ato autorizativo para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança, ou 
para atender situações previstas em leis específicas, em outro órgão ou entidade dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sem alteração da lotação no órgão de 
origem. 
Em qualquer uma das situações descritas, há que assegurar ao servidor cedido todos os 
direitos e vantagens do cargo permanente que ocupa, bem assim os decorrentes do exercício dos 
cargos ou funções de confiança, pois o servidor