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Auto Anônimo - Curso de Direito Administrativo

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atribuições de Poder 
Público. 
São atribuições controladas pelo Poder 
Público. 
Exigem execução direta e indelegável 
pelo Estado. 
São realizáveis pelo Estado ou por 
particulares. 
Subsidiados por taxas(singuli) ou 
impostos (universi). 
Remunerados por tarifas e preços 
públicos. 
 
 
5.3.Quanto à Natureza Econômica. 
a) serviços administrativos; 
b) serviços industriais. 
 
Serviços adminsitrativos são os que a Administração executa para 
atender a suas necessidades internas ou preparar outros serviços que serão 
prestados ao público, tais como: imprensa oficial, estações experimentais e 
outros dessa natureza. 
Serviços industriais são os que produzem renda para quem os presta, 
mediante a remuneração da utilidade usada ou consumida, remuneração, esta, 
que, tecnicamente, se denomina tarifa ou preço público, por ser sempre fixado 
pelo Poder Público, quer quando o serviço é prestado por seus órgãos ou 
entidades, quer quando por concessionários, permissionários ou autorizatários. 
Os serviços industriais são impróprios do Estado, por consubstanciarem 
atividade econômica que só poderá ser explorada direitamente pelo Poder 
6.Serviços Públicos 
 
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Público quando “necessária aos imperativos da segurança nacional ou a 
relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.” 
 
5.4.Quanto ao Destinatário. 
a) serviço uti singuli 
b) serviço uti universi. 
 
Serviços uti universi ou gerais são aqueles que a Administração, 
presta sem ter usuários determinados, para atender à coletividade no seu todo, 
como os de polícia, iluminação pública, calçamento e outros dessa espécie. 
Esses serviços satisfazem indiscriminadamente a população, sem que se 
erijam em direito subjetivo de qualquer administrado à sua obtenção para seu 
domicílio, para sua rua ou para seu bairro. Estes serviços indivisíveis, isto é, 
não mensuráveis na sua utilização. Daí por que, normalmente, os serviços uti 
universi devem ser mantidos por imposto (tributo geral), e não por taxa ou 
tarifa, que é remuneração mensurável e proporcional ao uso individual do 
serviço. 
Serviços uti singuIi ou individuais são os que têm usuários 
determinados e utilização particular e mensurável para cada destinatário, como 
ocorre com o telefone, a água e a energia elétrica domiciliares. Esses serviços, 
desde que implantados, geram direito subjetivo à sua obtenção para todos os 
administrados que se encontrem na área de sua prestação ou fornecimento e 
satisfaçam as exigências regulamentares. São sempre serviços de utilização 
individual, facultativa e mensurável, pelo quê devem ser remunerados por taxa 
(tributo) ou tarifa (preço público), e não por impostos. 
 Conforme esclarecemos logo no início desse item 6.5., dedicado à 
classificação dos serviços públicos, os critério apresentados tiveram por base 
as lições de Hely Lopes Meirelles. Para que possamos ampliar nossa 
percepção sobre o tema e constatarmos que, de fato, não se trata de um 
assunto cuja conceituação seja direta e objetiva, porque suscetível a uma série 
de perspectivas, passamos a transcrever o modelo classificatório do não 
menos ilustre professor Diógenes Gasparini. 
 
6.Outros Critérios Classificatórios (Diógenes Gasparini) 
 
 A)Quanto à entidade a quem foram atribuídos; 
 B)Quanto à essencialidade; 
 CRITÉRIOS C)Quanto aos usuários; 
 D)Quanto à obrigatoriedade da utilização; 
 E)Quanto à execução. 
6.Serviços Públicos 
 
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6.1.Quanto à Entidade a quem foram Atribuídos os Serviços. 
 
 Considerando o modelo político-administrativo de nossa Federação e 
segundo a repartição constitucional de competências tributárias e não 
tributárias, fala-se em: 
 
• Serviço Público Federal; 
• Serviço Público Estadual; 
• Serviço Público Municipal; 
• Serviço Público do Distrito Federal; 
 
Nestes termos professa o autor que “são os regulados e controlados 
pela União, pelos Estados-Membros, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, 
respectivamente, e executados por essas entidades ou por quem lhes faça as 
vezes (concessionários, permissionários). 
 
 
6.2.Quanto à Essencialidade. 
• serviços essenciais ; 
• serviços não-essenciais 
 
Na perspectiva de abordagem desse autor entende-se por serviços 
essenciais “os assim considerados por lei ou os que pela própria natureza são 
tidos como de necessidade pública, e, em princípio, da execução privativa da 
Administração Pública”. 
 Continua o autor dizendo que “são não-essenciais os assim 
considerados pela lei ou os que, pela própria natureza, são havidos de 
utilidade pública, cuja execução é facultada aos particulares. Se preferir, são 
os que não são de execução privativa da Administração Pública.” 
 
 
6.3.Quanto aos Usuários. 
• serviços públicos gerais; 
• serviços públicos específicos. 
 
6.Serviços Públicos 
 
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“São gerais os que atendem a toda a população administrada, sem 
objetivar utentes determinados. São chamados por alguns de serviços 
indivisíveis.” 
“Específicos são os que satisfazem os usuários certos, que os fruem 
individualmente. São designados, por alguns autores, de serviços divisíveis.” 
 
 
6.4.Quanto à Obrigatoriedade da Utilização. 
• serviços públicos compulsórios; 
• serviços públicos facultativos. 
 
Ainda transcrevendo trechos da obra do referido autor. “Compulsórios 
são os impingidos aos administrados, nas condições estabelecidas em lei.” 
Noutro momento escreve “facultativos são os colocados à disposição dos 
usuários sem lhes impor a utilização.” 
 
 
6.5.Quanto à Execução dos Serviços. 
• serviços públicos de execução direta; 
• serviços públicos de execução indireta. 
 
A exposição do autor é bem direta e objetiva, sem entrar nos meandros 
do que estudamos anteriormente quanto às formas de descentralização (por 
outorga ou por delegação). Assim, sem fazer maiores distinções assevera 
Diógenes Gasparine que “são de execução direta os oferecidos pela 
Administração Pública por seus órgãos e agentes. São de execução indireta os 
prestados por terceiros. Assim, se prestados pelo Poder Público, são de 
execução direta; se oferecidos por estranhos (concessionários, 
permissionários) aos administrados, são de execução indireta.” 
 
Observe-se que na locução desse autor não são considerados certos 
aspectos salientados pelo modelo anteriormente apresentado com base em 
outro autor. Isso nos revela a flexibilidade do conceito, da noção, da idéia do 
que seja “serviço público”. Poderíamos, para corroborar ainda mais essa visão, 
transcrever as lições de outros autores pátrios. Todavia, cremos, a 
apresentação feita já propiciou atingirmos nosso objetivo didático. 
 
 
 
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Órgãos Públicos 
 
• Noção 
• Características 
• Classificação 
• Teoria do Órgão 
 
 
Capítulo 7 
7.Órgãos Públicos 
 
 90 
 
 
1.Órgãos Públicos - Conceituação. 
 
No item quatro do presente trabalho nos preocupamos em conhecer o 
conceito, a formação e estrutura da Administração Pública de acordo com o 
direito administrativo brasileiro, segundo os estudos doutrinários dominantes. 
Naquele módulo, então, tomamos contato com o que tecnicamente se 
denomina de entidades públicas. 
Em resumo, entidades são personalidades jurídicas (entes), umas de 
direito público e outras de direito privado, instituídas por ato constitucional ou 
legal, cuja finalidade é representar o Estado na consecução dos serviços 
públicos, de forma constante, ordenada e planejada, dotadas de orçamento, 
patrimônio, órgãos e agentes próprios, e legitimadas pela satisfação do 
interesse público. 
Nesse compasso, temos a entidade pública como