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APOS_LICITACAO

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e projetos básicos ou executivos; 
II - pareceres, perícias e avaliações em geral; 
III - assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias; (Redação dada pela 
Lei nº 8.883, de 08.06.94) 
IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços; 
V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas; 
VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; 
VII - restauração de obras de arte e bens de valor histórico. 
VIII - (VETADO). (Inciso incluído pela Lei nº 8.883, de 08.06.94) 
 
§ 1º Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação, os contratos para a prestação de serviços 
técnicos profissionais especializados deverão, preferencialmente, ser celebrados mediante a 
realização de concurso, com estipulação prévia de prêmio ou remuneração. 
 
§ 2º Aos serviços técnicos previstos neste artigo aplica-se, no que couber, o disposto no art. 111 
desta Lei. 
 
§ 3º A empresa de prestação de serviços técnicos especializados que apresente relação de 
integrantes de seu corpo técnico em procedimento licitatório ou como elemento de justificação de 
dispensa ou inexigibilidade de licitação, ficará obrigada a garantir que os referidos integrantes 
realizem pessoal e diretamente os serviços objeto do contrato. 
 
Seção V 
Das Compras 
 
Art. 14. Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos 
recursos orçamentários para seu pagamento, sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de 
quem lhe tiver dado causa. 
 
Art. 15. As compras, sempre que possível, deverão: (Regulamenta) 
 
I - atender ao princípio da padronização, que imponha compatibilidade de especificações técnicas e 
de desempenho, observadas, quando for o caso, as condições de manutenção, assistência técnica e 
garantia oferecidas; 
II - ser processadas através de sistema de registro de preços; 
III - submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado; 
IV - ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do 
mercado, visando economicidade; 
V - balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública. 
 
§ 1º O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado. 
 
§ 2º Os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da Administração, na 
imprensa oficial. 
 
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§ 3º O sistema de registro de preços será regulamentado por decreto, atendidas as peculiaridades 
regionais, observadas as seguintes condições: 
 
I - seleção feita mediante concorrência; 
II - estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados; 
III - validade do registro não superior a um ano. 
 
§ 4º A existência de preços registrados não obriga a Administração a firmar as contratações que 
deles poderão advir, ficando-lhe facultada a utilização de outros meios, respeitada a legislação 
relativa às licitações, sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de 
condições. 
 
§ 5º O sistema de controle originado no quadro geral de preços, quando possível, deverá ser 
informatizado. 
 
§ 6º Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar preço constante do quadro geral em razão de 
incompatibilidade desse com o preço vigente no mercado. 
 
§ 7º Nas compras deverão ser observadas, ainda: 
 
I - a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca; 
II - a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e 
utilização prováveis, cuja estimativa será obtida, sempre que possível, mediante adequadas técnicas 
quantitativas de estimação; 
III - as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do material. 
 
§ 8º O recebimento de material de valor superior ao limite estabelecido no art. 23 desta Lei, para a 
modalidade de convite, deverá ser confiado a uma comissão de, no mínimo, 3 (três) membros. 
 
Art. 16. Será dada publicidade, mensalmente, em órgão de divulgação oficial ou em quadro de 
avisos de amplo acesso público, à relação de todas as compras feitas pela Administração Direta ou 
Indireta, de maneira a clarificar a identificação do bem comprado, seu preço unitário, a quantidade 
adquirida, o nome do vendedor e o valor total da operação, podendo ser aglutinadas por itens as 
compras feitas com dispensa e inexigibilidade de licitação. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 
08.06.94) 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos casos de dispensa de licitação previstos 
no inciso IX do art. 24. (Parágrafo único incluído pela Lei nº 8.883, de 08.06.94) 
 
Seção VI 
Das Alienações 
 
Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse 
público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: 
I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e 
entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de 
avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos: 
 
a) dação em pagamento; 
b) doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração Pública, de 
qualquer esfera de governo; 
c) permuta, por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art. 24 desta Lei; 
d) investidura; 
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e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de governo; 
(Alínea incluída pela Lei nº 8.883, de 08.06.94) 
f) alienação, concessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens imóveis 
construídos e destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais de 
interesse social, por órgãos ou entidades da administração pública especificamente criados para esse 
fim; (Alínea incluída pela Lei nº 8.883, de 08.06.94) 
 
II - quando móveis, dependerá de avaliação prévia e de licitação, dispensada esta nos seguintes 
casos: 
a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após avaliação de sua 
oportunidade e conveniência sócio-econômica, relativamente à escolha de outra forma de alienação; 
b) permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública; 
c) venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa, observada a legislação específica; 
d) venda de títulos, na forma da legislação pertinente; 
e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública, 
em virtude de suas finalidades; 
f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública, 
sem utilização previsível por quem deles dispõe. 
 
§ 1º Os imóveis doados com base na alínea "b" do inciso I deste artigo, cessadas as razões que 
justificaram a sua doação, reverterão ao patrimônio da pessoa jurídica doadora, vedada a sua 
alienação pelo beneficiário. 
 
§ 2º A Administração poderá conceder direito real de uso de bens imóveis, dispensada licitação, 
quando o uso se destina a outro órgão ou entidade da Administração Pública. 
 
§ 3º Entende-se por investidura, para os fins desta lei: 
 
I - a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra 
pública, área esta que se tornar inaproveitável isoladamente, por preço nunca inferior ao da 
avaliação e desde que esse não ultrapasse a 50% (cinqüenta por cento) do valor constante da alínea 
"a" do inciso II do art. 23 desta lei; (Inciso incluído pela Lei nº 9.648, de 27.05.98) 
II - a alienação, aos legítimos possuidores diretos ou, na falta destes, ao Poder Público, de imóveis 
para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas, desde que 
considerados dispensáveis na fase de