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APOS_LICITACAO

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princípio o pregoeiro deve empregar no pregão somente os meios necessários para alcançar 
o fim desejado. Como regra, o princípio da proporcionalidade é aplicável com maior relevância no 
momento da elaboração do edital, visto que iniciada a fase externa da licitação reduz-se 
radicalmente a discricionariedade do agente público. 
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⇒ PRINCÍPIO DA COMPETITIVIDADE 
 
Este princípio está diretamente ligado ao princípio da isonomia, por ele a Administração terá que 
manter as condições que garantam uma competição isenta de dirigismos, preferências escusas ou 
interesses dissociados da coisa pública. 
 
⇒ PRINCÍPIO DO PREÇO JUSTO 
 
Por este princípio o pregão busca encontrar um ponto de equilíbrio onde a Administração busca o 
menor preço e o licitante o seu lucro mínimo na contratação, é um ponto em que todos ganham. 
 
⇒ PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE 
 
Por este princípio a Administração nas suas compras/contratações está obrigada a selecionar a 
melhor proposta ofertada pelos licitantes que acorreram ao certame. 
 
⇒ PRINCÍPIO AS COMPARAÇÃO OBJETIVA DA PROPOSTA 
 
Este princípio garante ao licitante que o pregoeiro julgará conforme estabelece o edital, através da 
confrontação da proposta com as especificações contidas no edital, em qualquer fase da licitação. 
 
2.5. Estruturas e fases para elaboração do Pregão 
 
2.5.1. FASE INTERNA - PREPARATÓRIA 
 
A fase interna ou preparatória do pregão é estabelecida no art. 3° da Lei n° 10.520/02, inicia-se com 
a abertura do processo licitatório pela autoridade competente, através de instrumento que contenha 
TERMO DE REFERÊNCIA do objeto, bem assim devem ser observadas as exigências abaixo 
explicitadas: 
 
2.5.1.1. Exigências a serem observadas 
 
I. Justificativa da necessidade da compra/contratação 
 
Aqui se dá a requisição do objeto, a partir da demonstração da necessidade da contratação, 
manifestada por agente público, onde sejam definidos, no mínimo, os seguintes elementos: por que 
precisa contratar; qual o consumo previsto; como vai aplicar; o quantitativo necessário (e possível 
de ser adquirido em função dos recursos); como vai utilizar. 
 
II . Definição do objeto a ser licitado 
 
O inciso II art. 3°, da Lei n° 10.520/02, estabelece: 
 
“II – a definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações 
que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem a competição;” 
 
Com essa regra, quis a Lei assegurar a competividade, de forma a que a Administração não venha a 
inserir no Edital cláusulas ou condições que venham a ferir o Princípio da Competividade, 
estabelecendo preferências, distinções ou tratamento diferenciado aos licitantes, à exceção das 
restrições já previstas em lei, ao teor dos arts. 12 e 15 da Lei n° 8.666/93, quais sejam, aqueles 
requisitos que imprimam ao objeto: 
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− segurança; 
− funcionalidade e adequação ao interesse público; 
− economia na execução, conservação e operação; 
− possibilidade de emprego de mão-de-obra, materiais, tecnologia e matérias-primas existentes no 
local para execução, conservação e operação; 
− facilidade na execução, conservação e operação; 
− durabilidade; 
− atendimento de normas técnicas, de saúde, de segurança do trabalho e do impacto ambiental; 
− padronização; 
− compatibilidade de especificações técnicas, inclusive regras de ergonomia; 
− condição de manutenção, assistência técnica, garantia, guarda e armazenamento; 
− marca ou características exclusivas. 
 
Importa salientar que a descrição do objeto não pode ser feita a partir de determinada marca, pois 
equivale a indicar marca ou características exclusivas, prática vedada no art. 7°, parágrafo 5°, Lei n° 
8.666/93. 
 
III Definição das exigências para a habilitação dos licitantes 
 
O inciso XIII do art. 4° da Lei n° 10.520/02, estabelece critérios para a habilitação dos licitantes, na 
forma que se segue: 
 
XIII – a habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular 
perante a Fazenda Nacional, a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – 
FGTS, e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando for o caso, com a comprovação de que atende 
às exigências do edital quanto à habilitação jurídica e qualificações técnica e econômico-financeira; 
 
 
IV. Definição dos critérios de aceitação das propostas 
 
Ainda nessa fase interna, deve a Administração definir os critérios de aceitação da proposta, norma 
onde se encontram abrangidas duas regras: as pertinentes ao exame de conformidade, que dizem 
respeito ao objeto; e aceitabilidade dos preços. 
Segundo o Prof. JORGE ULISSES JACOBY FERNANDES, “definir diretrizes para o pregoeiro 
aceitar a proposta significa: 
 
a) estabelecer como o licitante vai descrever o produto (...); 
b) estabelecer como o licitante vai apresentar a proposta, número de vias (...), o valor por extenso e 
em algarismos, indicando o que prevalece, se houver divergência; 
c) embora a Lei do pregão e da licitação convencional sejam silentes sobre a questão da amostra, o 
edital deve prever, se for o caso, como se processa a entrega, o exame e a aprovação; 
d) indicar o procedimento para a aceitação de produto similar ao pretendido pela Administração; 
e) estabelecer o prazo de garantia do produto e como se formalizará; 
f) estabelecer o prazo de entrega, as condições de embalagem; 
g) indicar outros elementos característicos para avaliação do objeto ofertado pelo licitante. 
 
V. Definição das sanções por inadimplemento 
 
Na fase interna, há a Administração que indicar as penalidades a serem previstas no edital para os 
licitantes e futuros contratados, diante de eventual inadimplência de sua parte. 
 
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No pregão há regra própria sobre as sanções cabíveis, ao teor do art. 7°, da Lei n° 10.520/02, 
valendo destaque que a nova sanção “impedimento de licitar e contratar com a União, Estados, 
Distrito Federal ou Municípios” e a multa não serão cumulativas com as penalidades administrativas 
previstas na Lei n° 8.666/93, mas apensas com os crimes definidos nessa norma, valendo lembrar 
que as multas somente podem ser aplicadas se previstas no edital e sempre em atendimento aos 
Princípios da Razoabilidade e Proporcionalidade. 
 
I . Definição das cláusulas que comporão o contrato, inclusive com fixação dos prazos para o 
fornecimento 
 
A definição das cláusulas do contrato deve levar em conta, principalmente, as regras do art. 55 da 
Lei 8.666/93, tendo em vista que as normas do pregão se exaurem com o término do procedimento, 
vigorando plenamente, na regulação dos contratos, o previsto no Estatuto das Licitações. 
 
II. Orçamento 
 
O art. 3°, III da Lei n° 10.520/02 estabelece que dos autos do processo licitatório deverá constar o 
orçamento do bem ou serviço a ser licitado. 
 
Abaixo algumas decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a obrigatoriedade do 
orçamento/ Planilha de custo nas licitações. 
 
1. Orçamento- detalhado em planilhas – requisito prévio. 
TCU determinou: “... somente proceda à licitação de obras ou de serviços ou dê prosseguimento a 
processos de contratação direta de obras e serviços – quando existir orçamento detalhado em 
planilhas que expressem todos os custos unitários das obras ou serviços objeto da licitação ou da 
contratação direta, de acordo com o artigo 7°, § 2°, inciso II e dispensa e inexigibilidade de 
licitação”. 
 
2. Planilha de custos – valor estimado – divergência. 
O TCU entendeu irregular a despesa ou mandou instaurar Tomada de Conta Especial no órgão que 
contratou empresa com valor 53% superior ao estimado no edital. 
 
3. Planilha de custos – Consulta a fornecedores - Forma 
TCU decidiu: “... esclarecer que a existência de documento que consolida os valores obtidos e 
permita verificar a base de dados utilizados para a necessária