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Adm Pública - A Corrupcao no Brasil

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FRANKLIN; CASANOVA; DANTON; DIDEROT; D. PEDRO I; GEORGE
WASHINGTON; JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA; KIPLING; LUIS XV,
MONTESQUIEU; MOZART; VOLTAIRE E WINSTON CHURCHILL.
 
 O rei Salomão foi o fundador da Maçonaria e de seus códigos e sinais secretos? Sim,
segundo os diversos ritos da Ordem, apesar da literatura maçônica ser bastante dispersa a este respeito; o
que não ocorre em relação ao Antigo Testamento, onde a participação daquele Sábio Profeta e emérito
Estadista é notável. Ou fundaram-na inspirados nele e em suas lendas? Talvez.
 
 Por outro lado, por analogia e pesquisa, chegamos à conclusão de que o rei Salomão
também teria sido o fundador do 1o serviço secreto de informações, no qual, ao que parece, teriam suas
raízes, ainda que por inspiração, a KGB, a CIA, a ABIN, o MOSSAD,
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o ex-SNI, a Scotland Yard e outras organizações de informação e contra-informação, a serviço dos
respectivos governos ou de instituições privadas, o que é recomendável, até mesmo, indispensável,
inclusive para a Maçonaria. Daí, poder-se concluir, que o rei Salomão foi mais Estadista; mais
Filósofo; mais Poeta e menos Profeta. Ele teria criado
 
 
sinais secretos para ser bem informado sobre os seus potentados, suas Tribus ou Estados, uma vez que já
naqueles remotos tempos a governabilidade era um desafio, com notícias de corrupção em diversos
setores do governo, é o que se depreende dos capítulos 28 e 29 do Livro dos Provérbios e da Sabedoria.
 
 
 
 
 
 
CORRUPÇÃO À LUZ DA JUSTIÇA
 
 
“No dia em que a Justiça criminal for exercida com eficácia, os criminosos vão pensar duas vezes antes
de se apropriarem do dinheiro e da coisa pública.”
 
 Carlos Velloso, presidente do
 Supremo Tribunal Federal
 
 
 A corrupção, inerente a todos os povos, “nuns mais, noutros menos”, não iria, como é óbvio,
deixar de contaminar a Justiça. Todavia, é o poder –– dentre os poderes –– menos vulnerável a ela. O
suborno é mais comum nos bastidores do Judiciário, porém, muito raro entre os juízes. Em geral, os
magistrados no exercício de sua jurisdição têm brio –– imunes, portanto, ao recebimento de propinas.
Mesmo assim, por mais íntegro que possa ser um juiz, não está livre do tráfico de influência (terrível
meio de corrupção). Aliás, Thomas Jefferson, que tanto contribuiu para o aprimoramento da Justiça dos
EUA, numa de suas históricas cartas, alertava sobre as tentações dos oferecimentos de propinas e do
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tráfico de influência, a que juízes podem ser sujeitos ou envolvidos.
 
 Independência e saber jurídico são o principal suporte do Poder Judiciário, o que vem ocorrendo
em alguns países, entre os quais: os EUA, a Grã Bretanha, a França, a Alemanha, a Itália e o Japão.
Ainda recentemente o Poder Judiciário dos EUA ignorou apelos internos e de fora, incluindo o do seu
próprio Poder Executivo, seguindo sua tradição de respeito à Justiça.
 
 Desde as mais longínquas civilizações terráqueas, a corrupção vem sendo objeto de comentários
e, em alguns de seus muitos aspectos, de medidas repressivas. O código de Hamurabi (Babilônia, 2067-
2025 a.C.), com 282 artigos, e o Código de Manu, já naquelas remotas épocas, trataram desse tema,
dando-nos preciosas lições a respeito. Moisés, na quietude das vastas areias e do céu do deserto, também
proferiu dignificantes pregações moralistas. As novidades desta obra podem ser notadas na maneira
simples, por vezes contundente, de enfocar a tese, explorando e trazendo à tona partes não notadas, ou
insuficientemente avaliadas e demonstradas, os efeitos progressistas da corrupção, por exemplo, ainda
que sujos.
 
 O que a ex-Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apurou foram casos isolados que não
abalaram o notável conceito do Poder Judiciário.
 
 
 
O juiz e a Justiça
 
 
 No Brasil e em outros países, ser juiz e exercer a magistratura é por demais dignificante.
Diríamos mesmo que é a mais nobre de todas as missões. No entanto, é de extrema responsabilidade e a
grandeza de seu desempenho depende da honradez, talento e independência de quem a exerce.
 
 Esta parte não vai se aprofundar no aspecto técnico, pois apenas desejamos, resumidamente,
enfocar a ação dos juízes no combate à praga da corrupção, já que o juiz, na constância de suas
atividades, julga corruptos e atos ilícitos, o que ocorre em todas as instâncias judiciárias. Logo, aqui e no
mundo, a Justiça é o principal óbice à corrupção, em todas as suas formas e disfarces. Daí, a importância
da vigilância e eficácia do Estado, particularmente com o seu poder de polícia, já que o homem, por sua
natureza egoísta, tende a ser corrupto, até encontrar limites. Tal tendência tem raízes na natureza das
coisas ou processo natural de seleção de concorrência vital ou na luta pela vida que se trava entre os
seres em geral, sendo mais cruel entre os homens, em que ocorre, freqüentemente, o
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“salve-se-quem-puder”, apesar de ser acionado em seu âmago por um mecanismo inteligente de
evolução.
 
 A Justiça, em seu trinômio: Polícia, Ministério Público e Judiciário, aqui e lá fora, é a menos
vulnerável à corrupção, mas a ela não está de todo imune, pois ninguém escapa de seus tentáculos ou de
sua infiltração e disfarces. Um talentoso trapaceiro, lançando mão de meios disfarçados, tráfico de
influências, relações pessoais, favores, etc., pode envolver um juiz ou até mesmo a Justiça, em busca de
interesses escusos. O escândalo da Previdência Social e outros que foram apurados pela ex-CPI e pelo
Ministério Público, servem de exemplo.
 
 
 
Individualidade do juiz ou forma subjetiva de
dizer o direito?
 
 
 Em geral todos os juízes timbram por sua individualidade no exercício da judicatura, sem que isto
conflite com a mesma ou com o seu livre convencimento. Tal forma individual ou de dizer o direito
subjetivamente, é importante na missão do juiz, partindo do princípio de que em geral todos os juízes têm
o seu juízo pessoal, toque pessoal ou estilo, até para contornar falha ou extravagância da lei. Daí as
surpresas e curiosidades de muitos julgados, alguns até pitorescos: sentença prolatada em verso; mandar
colocar urnas em diversos pontos, destinados ao recebimento de denúncias anônimas de homicídios de
autoria desconhecida; proibir uso de minissaia ou roupas muito decotadas; rés condenadas, por crime de
calúnia, a cumprir pena de absoluto silêncio, usando máscara tipo hospitalar, para vedar suas bocas;
sentenças absolutória sob o fundamento de que ninguém pode punir miséria com cadeia, de um réu
faminto que furtou comida (furto famélico), entre outros.
 
 Ao longo de todos os tempos, o juiz e a magistratura como um todo, prestam relevantes serviços
no combate à corrupção. Alguns foram trucidados no desempenho de tão nobre missão. O juiz Rosário
Lavatino, de 38 anos, morto pela máfia é um exemplo. Lavatino, em seu estilo individual e corajoso,
combateu eficazmente a máfia. O mesmo se pode dizer do juiz Antonio Scopelliti, assassinado na
Calábria e do juiz Giovanni Falcone. Eles e outros integram o imenso elenco daqueles que tombaram
heroicamente na guerra contra a corrupção organizada ou crime organizado. Lembremos o massacre de
42 juízes colombianos, entre 1979 e 1989, bem como do assassinato do Juiz Leopoldino Marques do
Amaral.
 
 O procedimento individual, apesar de o juiz agir em nome do Estado, em sua função de prover a
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Justiça, pode ser observado em todas as instâncias, sendo menos comum nos julgamentos colegiados:
câmaras, grupo de câmaras, turmas, plenário, corte especial etc. Mesmo assim, sua individualidade é
marcante, porque as decisões coletivas, na maioria