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Apostila Verbas

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Dr. Francisco Ferreira Jorge NetoDr. Francisco Ferreira Jorge NetoDr. Francisco Ferreira Jorge NetoDr. Francisco Ferreira Jorge Neto 
Apostila de verbas trabalhistas v. 01.2014 
9. FORMAS BÁSICAS DE TÉRMINO DO CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO 
 
Não se pretende, dentro dos objetivos do presente curso, a análise meticulosa dos 
modos e justificativas legais para cada modo de término do contrato de trabalho. 
Vamos declinar apenas, quais são as verbas trabalhistas devidas em cada uma das 
hipóteses de extinção do contrato individual de trabalho. 
 
9.1. Término do contrato por prazo determinado 
 
Nos contratos a prazo determinado, descabe a aplicação do aviso prévio. 
Ao término do contrato a prazo determinado, são devidos: férias e abono, décimo 
terceiro salário e FGTS pelo código 04. 
Tais verbas são devidas na extinção automática do contrato por prazo determinado 
(abrange tanto o contrato de experiência, como outros contratos por prazo determinado). 
O contrato de experiência, no qual se tenha à cláusula assecuratória do direito 
recíproco de rescisão contratual antes de seu término, é cabível o aviso prévio (art. 481, CLT). 
 
9.2. Término antecipado do contrato por prazo determinado 
 
9.2.1. Pelo empregador 
 
O empregador deverá pagar as férias, abono de férias e o décimo terceiro salário.O 
FGTS será liberado pelo código 01 com o acréscimo dos 40%. O empregador também deverá pagar 
uma indenização equivalente à metade da remuneração a que o empregado teria direito até o término 
do contrato (art. 479, CLT). 
 
9.2.2. Pelo empregado 
 
No contrato por prazo determinado inferior a um ano, o empregador deverá pagar 
somente o 13º salário. Se o contrato tiver mais de um ano, o empregador deverá pagar o 13º salário e 
as férias proporcionais com o abono de 1/3. 
 
9.3. Demissão 
 
Se o pedido de demissão é formulado antes de se completar um ano de contrato, o 
empregado tem direito ao 13º salário e as férias proporcionais (pela nova redação dada à Súmula n. 
261, TST). 
 
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9.4. Despedimento com justa causa 
 
O empregado que é dispensado por justa causa não tem direito ao aviso prévio, 
liberação do FGTS pelo código 01 + 40%, férias proporcionais e abono, bem como o 13º salário 
proporcional. 
 
9.5. Despedimento sem justa causa 
 
O empregado terá direito: aviso prévio, férias proporcionais e abono, 13º salário 
proporcional, liberação do FGTS pelo código 01 + 40%, indenização adicional (art. 9º, Lei n. 6708/79). 
A indenização adicional é devida se a dispensa ocorrer no trintídio que antecede a 
data-base anual do reajuste salarial. 
 
9.6. Despedimento indireto 
 
O empregado tem direito: aviso prévio, férias proporcionais e abono, 13º salário, 
liberação do FGTS pelo código 01 + 40%. 
Quanto ao título indenização adicional alguns autores entendem que é cabível e 
outros entendem que não. Em meu entendimento a verba é cabível, pois, o fato da rescisão em linhas 
concretas decorre de um ato do próprio empregador. 
 
9.7. Culpa recíproca 
 
São devidos pela metade: aviso prévio, 13º salário proporcional, férias proporcionais e 
abono (Súmula n. 14, TST). 
O FGTS será liberado pelo código 02 e com o acréscimo de 20% 
 
9.8. Morte do empregado 
 
Se o empregado tiver mais de um ano de contrato é devido 13º salário proporcional e 
as férias proporcionais + abono. 
Se o empregado tiver menos de um ano de contrato somente é devido o 13º salário 
proporcional. 
Nas duas hipóteses, o FGTS será liberado pelo código 23 e para os dependentes 
habilitados na forma da Previdência Social. 
 
 
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9.9. Extinção da empresa 
 
9.9.1. Extinção sem força maior 
 
São devidos: aviso prévio, férias proporcionais e abono, 13º salário proporcional, 
liberação do FGTS pelo código 03. Entende-se também que é devida a multa dos 40% sobre os 
depósitos fundiários. 
 
9.9.2. Extinção com força maior 
 
São devidos: férias proporcionais e abono, 13º salário proporcional, liberação do 
FGTS pelo código 02. Neste caso a multa é devida à base de 20% sobre os depósitos fundiários. 
 
9.10. Falência 
 
Em caso de falência, em nosso entendimento, nos termos do art. 449 da CLT, são 
devidas todas as verbas pertinentes ao modo da dispensa sem justa causa. 
 
9.11. Aposentadoria 
 
São devidos: 13º salário proporcional, férias proporcionais e abono (se o empregado 
tiver mais de um ano de contrato) . O FGTS será liberado pelo código 5. Tais assertivas são válidas 
para as várias hipóteses de aposentadoria. No caso da aposentadoria compulsória, as férias 
proporcionais são devidas em qualquer hipótese, bem como haverá o acréscimo dos 20% sobre os 
depósitos fundiários 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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10. IMPOSTO DE RENDA 
 
Quanto ao desconto relativo ao imposto de renda, o qual é efetuado pelo empregador 
de acordo com as verbas salariais pagas ao empregado e que considera a tabela vigente ao mês em 
que há o recolhimento. 
Para o cálculo do imposto de renda, deve ser observada a tabela vigente à época do 
pagamento e que é divulgada pela Receita Federal. Ao contrário da contribuição previdenciária, o 
imposto de renda possui um teto mínimo para o pagamento. A remuneração mensal com valor inferior 
ao limite mínimo para a respectiva tributação está isenta da retenção do imposto. 
Nas liquidações das sentenças trabalhistas, o juiz deve pela observância quanto aos 
recolhimentos do imposto de renda e deverá de forma explícita fazer a menção no comando da 
própria sentença de mérito. 
O desconto do imposto de renda é impositivo legal e não necessita constar 
expressamente da sentença, porém, a cautela impõe a expressa menção no bojo da sentença de 
mérito. Nesse sentido temos a Súmula 401 do TST. 
Os teores do imposto de renda e sua retenção nas decisões trabalhistas encontram 
fundamento da Lei n. 8218, art. 27 e, inclusive, a Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho 
editou o Provimento n. 1/96 a respeito da matéria. 
O raciocínio é o seguinte: 
a) na liquidação se faz o cálculo das verbas que compõem a base da incidência 
do recolhimento em questão; 
b) posteriormente, quando do pagamento, o valor da retenção será calculado 
com base nas tabelas vigentes à época do recolhimento e o seu respectivo valor será recolhido pela 
empresa e descontado do crédito do empregado. 
Foi publicado na edição de 14 de maio de 2009 do Diário Oficial da União (DOU), o 
Ato Declaratório nº 1, de 2009, assinado pelo procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio 
Lucena Adams, que trata de rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente. 
Com isso, o IRPF incidente sobre rendimentos pagos acumuladamente deve ser 
calculado com base nas tabelas