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Arthur Bragança de Vasconcellos Weintraub - Previdência Privada - Ano 2005

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com as novas con­
dições do mercado de trabalho, também a criação do VGBL que está 
baseada na pragmática do trabalhador brasileiro.
Sendo um plano híbrido, uma vez que abarca um misto de pre­
vidência privada e seguro de vida, nos planos VGBL (Vida Gerador 
de Benefícios Livres), parte dos recursos aplicados pelo segurado vai 
compor a reserva para cobrir o risco de morte, e a outra parte será 
destinada à aposentadoria, vai para um fundo de investimento (com 
as aplicações delimitadas pela SUSEP).
Assim, se o segurado vier a sobreviver pelo tempo determ ina­
do em contrato de adesão, receberá os rendimentos pré-definidos, 
que variam de acordo com o plano oferecido. Caso venha a falecer,
o beneficiário indicado receberá a indenização como em um seguro 
de vida.
Contudo, diferentemente do PGBL, não é permitida a dedução 
do imposto de renda, mas a tributação ocorre apenas sobre os ganhos 
cia aplicação.
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Tanto o PGBL quanto o VGBL podem existir na versão coleti­
va, já aprovada pela SUSEP. Logo, as empresas podem adquirir pla­
nos previdenciários privados para os seus funcionários, e, inclusive,
i (>nt ribuir para esses planos. O sistema é tão flexível que o emprega­
dor pode proporcionar para os empregados até mesmo os dois pla­
nos, o VGBL e o PGBL, simultaneamente.
O VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) é um plano de­
senhado principalmente para o contexto atual brasileiro do mercado 
da informalidade (trabalhadores que querem ser participantes, mas 
não declaram renda), mas visa atrair também aqueles que tenham 
ultrapassado a possibilidade de isenção no imposto de renda.
Como o PGLB, o VGBL foi planejado de acordo com as novas condi­
ções do mercado de trabalho, na pragmática do trabalhador brasileiro, que 
não declara imposto de renda por trabalhar na informalidade e não tem 
interesse em isenções, mas quer ser participante de Previdência Privada.
No PGBL e VGBL, a instituição administradora constitui um 
Fundo de Investimento Exclusivo (FIFE), não constituindo fundo 
de investimento comum. Neste caso, o cotista é a própria instituição 
administradora.
O participante se torna assistido ao receber benefícios. Falecendo 
o participante, o beneficiário por ele indicado em contrato receberá a 
indenização, exatamente como ocorre em um seguro de vida (não há 
necessidade de partilha no espólio, podendo ser recebido o benefício 
ou o resgate por força de alvará judicial, caso não seja adimplido corre­
tamente o plano).
Diferentemente do PGBL, no VGBL não é possível a dedução 
dos 12% dos gastos previdenciários do montante pago sobre a renda 
bruta no cálculo do imposto de renda.
O VGBL é interessante para as pessoas que fazem a declaração 
do imposto de renda no modelo simplificado, ou mesmo para as pes­
soas que investem em valores acima de 12% da renda bruta.
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Por meio de resoluções da SUSEP (Superintendência de Se­
guros Privados), foram criadas novas modalidades de PG B L e 
VGBL. A resolução n° 125/2005 da SUSEP (por meio do C O N ­
SELH O N A C IO N A L D E SEGUROS PRIVADOS - CNSP) re­
gulamenta a cobertura por sobrevivência, oferecida nos contratos 
de Previdência Privada Aberta; a resolução 92/2002 regulamenta 
as coberturas de risco (morte e invalidez) oferecida nos contratos 
de Previdência Privada Aberta; e a resolução 124/2005 regulamen­
ta a cobertura por sobrevivência nos contratos de seguro de vida 
(aplicável nos casos do VGBL).
O VGBL está normatizado pela Resolução do C O N S E L H O 
N A C IO N A L D E SEGUROS PRIVADOS - CN SP n° 124/2005, 
e pela Circular SUSEP n° 293/2005.
9.6.6. D er iva ç õ es d o PGBL e d o VGBL
Por meio de resoluções da SUSEP (Superintendência de Se­
guros Privados), foram criadas novas modalidades de PG B L e 
VGBL. A resolução 92/2002 da SUSEP regulamenta a cobertura 
por sobrevivência oferecida nos contratos de Previdência Privada 
Aberta; a resolução 125/2005 regulamenta as coberturas de risco 
(morte e invalidez) oferecida nos contratos de Previdência Privada 
Aberta; e a resolução 124/2005 regulamenta a cobertura por sobre­
vivência nos contratos de seguro de vida (aplicável nos casos do 
VGBL).
9 .6 .7 . P A G P - P la n o c o m a tu a liza ç ã o g a r a n t id a e
PERFORMANCE
Plano similar ao PGBL, em que contratualmente há a previ­
são da manutenção dos valores com independência das defasagens 
monetárias sobre os rendimentos do fundo, permitindo a dedução 
dos gastos previdenciários no cálculo do imposto de renda até o 
limite de 12% da renda bruta (com tributação sobre o montante 
total no resgate).
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9.6.8. P R G P - P la n o c o m r em u n er a ç ã o g a r a n t id a e
PERFORMANCE
Plano similar ao PGBL, onde contratualmente há a previsão de 
uma remuneração mínima sobre os rendimentos do fundo, permi­
tindo a dedução dos gastos previdenciários no cálculo do imposto de 
renda até o limite de 12% da renda bruta (com tributação sobre o 
montante total no resgate).
Tanto PRG P quanto PAGP têm como objetivo a concessão de 
benefício de previdência a pessoas físicas, sob a forma de modalidade 
de renda: renda mensal vitalícia, renda mensal temporária, renda 
mensal vitalícia com prazo mínimo garantido, renda mensal vitalícia 
reversível ao beneficiário indicado ou renda mensal vitalícia reversí­
vel ao cônjuge com continuidade aos menores.
9.6.9. VAGP - V id a c o m atualização g a ra n t id a e
PERFORMANCE
Plano análogo ao VGBL, em que contratualmente há a previsão 
da manutenção dos valores com independência das defasagens mo­
netárias sobre os rendimentos do fundo, porém não é permitida a 
dedução do imposto de renda. A tributação ocorre apenas sobre os 
ganhos da aplicação.
9.6.1 0. VRGP - VlDA COM REMUNERAÇÃO GARANTIDA E
PERFORMANCE
Plano análogo ao VGBL, onde contratualmente há a previsão 
de uma remuneração mínima sobre os rendimentos do fundo, porém 
não é permitida a dedução do imposto de renda. A tributação ocorre 
apenas sobre os ganhos da aplicação.
O VAGP (vida com atualização garantida e performance) e o 
VRGP (vida com remuneração garantida e performance) possuem 
tratamento análogo ao VGBL, onde não é permitida a dedução do 
imposto de renda, mas, como no VGBL, a tributação ocorre apenas 
sobre os ganhos da aplicação.
Tanto VRGP quanto VAGP também têm como objetivo a con­
cessão de benefício de previdência a pessoas físicas, sob a forma de 
modalidade de renda: renda mensal vitalícia, renda mensal temporá­
ria, renda mensal vitalícia com prazo mínimo garantido, renda men­
sal vitalícia reversível ao beneficiário indicado ou renda mensal vitalícia 
reversível ao cônjuge com continuidade aos menores.
9.6.11. T ribu taç ão d o VGBL e d erivado s
A M edida Provisória n° 2.158/2001, ainda em tramitação no 
Congresso, em seu art. 63, trata da tributação do VGBL.
Giza o referido art. 63, caput, que na determinação da base de 
cálculo do imposto de renda incidente sobre valores recebidos em 
decorrência de cobertura por sobrevivência em apólices de seguros 
de vida, poderão ser deduzidos os valores dos respectivos prêmios 
pagos, observada a legislação aplicável à matéria, em especial quanto 
à sujeição do referido rendimento às alíquotas previstas na tabela 
progressiva mensal e à declaração de ajuste anual da pessoa física 
beneficiária, bem assim a indedutibilidade do prêmio pago.
Ou seja, o imposto de renda recai somente sobre os rendimen­
tos, e não sobre o principal (fruto dos prêmios). A base de cálculo do 
imposto será a diferença positiva entre o valor resgatado e o somató­
rio dos respectivos prêmios (contribuições) pagos.
No caso de recebimento parcelado, sob a forma de renda ou de 
resgate parcial, a dedução do prêmio será proporcional ao valor recebido.
9.6.12. FAPI
A Lei n° 9.477/97 criou o Fundo de Aposentadoria Programa­
da Individual e o Plano de Incentivo à Aposentadoria