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Concurseiro Social - Apostila Completa de Direito Previdenciário

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de valores religiosos, por isso
Aqui no Brasil, o modelo assistencialista 
Misericórdia, que prestavam assistência médica a quem necessitasse, sem cobrar nada do 
beneficiado. 
 
 O segundo sistema de proteção conhecido foi o 
contribuição financeira de um grupo de pessoas visando à proteção recíproca, formando
fundos de socorro que poderiam ser utilizados por qualquer membro do grupo em caso de 
extrema necessidade. No Brasil, tal sistema inspirou as antigas organizações operárias e os
montepios de servidores públicos.
 
 Com o advento da Revolução Industrial, a classe operária, que trabalhava em 
péssimas condições de trabalho, exposta a riscos de acidentes e de morte, em jornadas de 
trabalho que superavam 18 horas por dia, percebeu que
capaz de protegê-la de forma eficiente. Após 
passou a intervir, criando um novo sistema de proteção social.
 
 Na Alemanha, em 1883, nasceu o sistema de proteção social 
diferente dos outros dois sistemas já existentes, porque previa a criação de um fundo para 
amparo a trabalhadores doentes, acidentados, inválidos ou de idade já avançada, mediante 
contribuição obrigatória da própria classe trabalhadora.
 
 Nos EUA, em 1935, no período da Grande Depressão, nasceu um quarto sistema de 
proteção social. É o sistema beveridge
contra os riscos sociais em geral, independentemente de contrapartida.
 
 A Constituição Federal de 1988 prevê que os direitos à Previdência Social 
fundam-se no modelo bismarckiano, ou seja, é necessário contribuir diretamente para o sistema 
para ter acesso aos benefícios do INSS. Já os direitos à Saúde e à Assistência Social seguem o
modelo beveridge, isto é, os Poderes Públicos garantem uma prestação mínima a todos os 
cidadãos, independentemente de contribuição direta por parte dos beneficiados.
 
 
O primeiro sistema de proteção conhecido foi o assistencialismo
Antiguidade. O Código de Hamurábi, de Manu, a Lei das Doze Tábuas, bem como as
preconizavam que todo aquele que pudesse dispor de bens, deveria fazê-lo em prol dos mais 
necessitados. Não havia obrigação, ninguém era compelido a contribuir. As legislações mais 
antigas eram dotadas de valores religiosos, por isso, explica-se toda essa idéia de fazer o bem. 
sistencialista foi implantado quando do advento das Santas Casas de 
Misericórdia, que prestavam assistência médica a quem necessitasse, sem cobrar nada do 
O segundo sistema de proteção conhecido foi o mutualismo
ão financeira de um grupo de pessoas visando à proteção recíproca, formando
fundos de socorro que poderiam ser utilizados por qualquer membro do grupo em caso de 
extrema necessidade. No Brasil, tal sistema inspirou as antigas organizações operárias e os
montepios de servidores públicos. 
Com o advento da Revolução Industrial, a classe operária, que trabalhava em 
péssimas condições de trabalho, exposta a riscos de acidentes e de morte, em jornadas de 
trabalho que superavam 18 horas por dia, percebeu que nenhum dos sistemas existentes era 
la de forma eficiente. Após revoltas e outros movimentos sociais, o Estado 
passou a intervir, criando um novo sistema de proteção social. 
Na Alemanha, em 1883, nasceu o sistema de proteção social 
diferente dos outros dois sistemas já existentes, porque previa a criação de um fundo para 
amparo a trabalhadores doentes, acidentados, inválidos ou de idade já avançada, mediante 
contribuição obrigatória da própria classe trabalhadora. 
Nos EUA, em 1935, no período da Grande Depressão, nasceu um quarto sistema de 
beveridge, que consiste na garantia de proteção estatal ao cidadão 
contra os riscos sociais em geral, independentemente de contrapartida. 
tituição Federal de 1988 prevê que os direitos à Previdência Social 
se no modelo bismarckiano, ou seja, é necessário contribuir diretamente para o sistema 
para ter acesso aos benefícios do INSS. Já os direitos à Saúde e à Assistência Social seguem o
modelo beveridge, isto é, os Poderes Públicos garantem uma prestação mínima a todos os 
cidadãos, independentemente de contribuição direta por parte dos beneficiados.
 
 
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assistencialismo, que já existia na 
Antiguidade. O Código de Hamurábi, de Manu, a Lei das Doze Tábuas, bem como as Poor Laws 
lo em prol dos mais 
necessitados. Não havia obrigação, ninguém era compelido a contribuir. As legislações mais 
a idéia de fazer o bem. 
foi implantado quando do advento das Santas Casas de 
Misericórdia, que prestavam assistência médica a quem necessitasse, sem cobrar nada do 
mutualismo, que consistia na 
ão financeira de um grupo de pessoas visando à proteção recíproca, formando-se 
fundos de socorro que poderiam ser utilizados por qualquer membro do grupo em caso de 
extrema necessidade. No Brasil, tal sistema inspirou as antigas organizações operárias e os 
Com o advento da Revolução Industrial, a classe operária, que trabalhava em 
péssimas condições de trabalho, exposta a riscos de acidentes e de morte, em jornadas de 
nenhum dos sistemas existentes era 
revoltas e outros movimentos sociais, o Estado 
Na Alemanha, em 1883, nasceu o sistema de proteção social bismarckiano. Era 
diferente dos outros dois sistemas já existentes, porque previa a criação de um fundo para 
amparo a trabalhadores doentes, acidentados, inválidos ou de idade já avançada, mediante 
Nos EUA, em 1935, no período da Grande Depressão, nasceu um quarto sistema de 
, que consiste na garantia de proteção estatal ao cidadão 
tituição Federal de 1988 prevê que os direitos à Previdência Social 
se no modelo bismarckiano, ou seja, é necessário contribuir diretamente para o sistema 
para ter acesso aos benefícios do INSS. Já os direitos à Saúde e à Assistência Social seguem o 
modelo beveridge, isto é, os Poderes Públicos garantem uma prestação mínima a todos os 
cidadãos, independentemente de contribuição direta por parte dos beneficiados. 
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3. Evolução da Seguridade Social no Brasil: 
CONSTITUIÇÃO DE 1824 
- Preconizava a instituição de socorros públicos para quem deles necessitasse; 
- Em 1835, foi criado o Montepio Geral dos Servidores do Estado (MONGERAL), pelo sistema mutualista; 
- Código Comercial, 1850, art. 79, garantia remuneração de três meses para comerciantes acidentados. 
CONSTITUIÇÃO DE 1891 
- Introduziu na legislação brasileira o termo “aposentadoria”, previsto aos servidores em caso de invalidez a serviço da 
Nação, cuja prestação não necessitava de contrapartida pecuniária; 
- Promulgado o Decreto Legislativo 4.682, de 24.01.1923, conhecido como Lei Eloy Chaves. Foi a primeira norma a 
instituir no Brasil a Previdência Social, com a criação da Caixa de Aposentadoria e Pensão dos Ferroviários, de nível 
nacional. Previa benefícios de aposentadoria por invalidez, ordinária (equivalente à aposentadoria por tempo de 
serviço), pensão por morte e assistência médica. 
CONSTITUIÇÃO DE 1934 
- Introdução de direitos ao trabalhador, à gestante, ao idoso e ao inválido; 
- Introdução da forma tríplice de custeio (Estado, empregador, empregado), com contribuição obrigatória; 
- Primeira Constituição a se referir a “previdência”, embora sem o acompanhamento do termo “social”. 
CONSTITUIÇÃO DE 1937 
- Sem grandes novidades; 
- Troca do termo “previdência” por “seguro social”; 
- Toda a positivação sobre a matéria estava contida em duas alíneas: “I – instituição de seguros de velhice, de 
invalidez, de vida e para os casos de acidente de trabalho; II – as associações de trabalhadores têm o dever de 
prestar aos seus associados auxílio ou assistência, referentes às práticas administrativas ou judiciais relativas ao 
seguro de acidentes de trabalho e aos seguros sociais”. 
CONSTITUIÇÃO DE 1946 
- Substituição da expressão “seguro social” por “previdência social”; 
- Art. 157: XVI “previdência, mediante contribuição da União, do empregador, do empregado, em favor da