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Fernando Rubin - Benefícios por Incapacidade no Regime Geral da Previdência Social (2014)

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às súmulas previdenciárias. São Paulo: LTr, 2011, p. 71.
					
					
						66 PAIXÃO, Floriceno; PAIXÃO, Luiz Antônio C. A previdência social em perguntas e respostas. 40. ed. Porto Alegre: Síntese, 2004, p. 128, p. 102.
					
					
						67 DUARTE, Marina Vasques. Direito previdenciário. 7. ed. Porto Alegre: Verbo Jurídico, 2011, p. 325.
					
					
						68 APELAÇÃO CÍVEL. REEXAME NECESSÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. AUXÍLIO-DOENÇA E POSTERIOR CONVERSÃO EM APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. REEXAME NECESSÁRIO. SENTENÇA ILÍQUIDA. Adoto o entendimento relativo ao conhecimento do reexame necessário quando se tratar de sentença ilíquida, em consonância ao recente entendimento manifestado pela Corte Especial do STJ. AUXÍLIO DOENÇA. RESTABELECIMENTO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. CONCESSÃO. Nos termos do art. 59 da Lei nº 8.213/91, o auxílio doença será devido ao segurado que, havendo cumprido, quando for o caso, o período de carência exigido na lei, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos. Assente, no conjunto fático probatório coligido aos autos, mormente na perícia médica judicial, que a parte demandante, por ocasião da cessação do pagamento do benefício de auxílio doença, se encontrava impossibilitada de desempenhar suas atividades profissionais habituais, fazendo jus ao restabelecimento do beneplácito desde a interrupção administrativa até a data em que constatada sua incapacidade total e permanente, sendo-lhe devido, a partir de então, a concessão da aposentadoria por invalidez. Sentença mantida. SENTENÇA INTEGRALMENTE MANTIDA EM REEXAME NECESSÁRIO. (Reexame Necessário nº 70055968671, Décima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Paulo Roberto Lessa Franz, Julgado em 26/09/2013).
					
					
						69 VILELA VIANNA, Cláudia Salles. Previdência Social – custeio e benefícios. 2. ed. São Paulo: LTr, 2008, p. 419.
					
					
						70 ALENCAR, Hermes Arrais. Cálculo de benefícios previdenciários – Regime Geral de Previdência Social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2013, p. 330.
					
					
						71 PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. REMESSA OFICIAL TIDA POR INTERPOSTA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. LAUDO PERICIAL. INCAPACIDADE. ADICIONAL DE 25%. MARCO INICIAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Remessa oficial tida por interposta, porquanto nesta fase do processo não é possível determinar se a condenação supera a sessenta salários mínimos. 2. Nas ações em que se objetiva a aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença, o julgador firma seu convencimento, via de regra, com base na prova pericial. 3. Concede-se o benefício de aposentadoria por invalidez quando o laudo pericial conclui que a parte segurada está acometida por moléstia que a incapacita para o trabalho que exerce, não sendo suscetível de reabilitação profissional para outra atividade que lhe assegure o sustento. 4. Comprovada a necessidade de assistência permanente de outra pessoa, devido o pagamento do adicional previsto no artigo 45 da Lei de Benefícios. 5. Marco inicial do benefício de aposentadoria por invalidez fixado na data da cessação do auxílio-doença anteriormente percebido, porquanto a incapacidade laboral sem expectativa de recuperação já se fazia presente à época. 6. Os honorários advocatícios devem ser fixados em 10% sobre o valor da condenação, excluídas as parcelas vincendas, considerando como tais as vencidas após a data da sentença, face ao que dispõe o art. 20, § 3º, do CPC e a Súmula 111 do STJ (TRF 4ª Região, 6ª Turma, Apelação Cível n° 2006.71.99.003892-6, Rel. Des. Sebastião Ogê Muniz, D.E. 12.01.2007).
					
					
						72 SANCHEZ, Adilson. Advocacia previdenciária. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2012, p. 202/203.
					
					
						73 VIANNA, João Ernesto Aragonés. Curso de direito previdenciário. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2010, p. 491/492.
					
					
						74 Jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça e deste tribunal no sentido de que nas ações previdenciárias compreende-se o pedido como sendo o do melhor benefício a que o segurado ou beneficiário tem direito, devendo-se, para tanto, considerar a implementação de seus requisitos até o momento do ajuizamento da ação sempre que não for possível a sua concessão com base nos elementos fáticos ocorridos até o requerimento administrativo, sem que isso implique violação aos princípios da adstrição ou da estabilização da lide, razão pela qual não é extra ou ultra petita a decisão que a) concede aposentadoria por invalidez quando pleiteado auxílio-doença; b) defere auxílio-doença quando requerida aposentadoria por invalidez; c) concede auxílio-acidente quando o pleito formulado era o de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez; d) defere aposentadoria por invalidez quando pleiteado auxílio-acidente; e) concede renda mensal vitalícia quando formulado pedido de aposentadoria por invalidez; f) concede auxílio-doença quando requerida renda mensal; g) defere benefício assistencial em vez de renda mensal; h) concede benefício assistencial quando pleiteado aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença; i) concede aposentadoria por idade rural quando pleiteado benefício assistencial; j) concede aposentadoria por idade, com base em tempo de trabalho urbano, quando pleiteada aposentadoria por idade rural; k) concede aposentadoria por idade quando requerida aposentadoria por tempo de serviço/contribuição; l) concede aposentadoria por tempo de serviço/contribuição quando requerida aposentadoria por idade urbana ou aposentadoria especial (TRF 4ª Região, 6ª Turma, Rel. Des. Celso Kipper, passagem da ementa da Apelação Cível n° 0019887-11.2011.404.9999, D.E. 27.11.2013).
					
				
			
		
	
	
		9788573501759b-19.html
		
	
	
		
			
				12. Notas sobre competência e procedimento judicial previdenciário (J. Federal) e acidentário (J. Estadual)
				Chega-se a oportunidade de destacarmos, com maior acuidade, determinados centrais aspectos do processo previdenciário e acidentário. Diante de um número muito elevado de indeferimentos de benefícios por incapacidade na via administrativa, é reconhecida a importância do Poder Judiciário na esfera previdenciária, a fim de garantir o direito do segurado, respeitadas as disposições legais de estilo, sempre em escorreita interpretação dos postulados contidos na Constituição Federal aplicáveis à espécie.
				Começemos, pois, o estudo no campo processual pelo tema da competência; aproveitando para expormos, na sequência, a complexa rede de competências envolvendo saúde do trabalhador, na seguinte ordem: lide proposta pelo segurado em desfavor do INSS; lide proposta pelo empregado em desfavor do empregador; lide proposta pelo segurado em desfavor de seguradora privada; e lide proposta pelo INSS em desfavor do empregador causador do dano decorrente de acidente de trabalho que vitimou um dos seus empregados.
				Iniciamos referindo que se o benefício por incapacidade for de natureza acidentária, o seu processamento, para fins de confirmação do nexo causal e da extensão da incapacidade, deve se dar perante a Justiça Estadual, e não perante a tradicional Justiça Federal. 
				Tal consolidação não é nova, já que vem prevista na Súmula 15 do STJ e também encontra respaldo constitucional, nos termos do art. 109, I, “d”, da CF/88. Na verdade, traçando-se um breve histórico da questão, vê-se que tais ações judiciais sempre foram atribuídas à Justiça Estadual: desde a CF/46 o legislador atribuía àquela esfera do Poder Judiciário, de forma expressa, a competência para analisar tais lides, o que foi reafirmado através da Lei n° 6.367/76.196 
				Essa é, sem dúvidas, uma exceção importante na relação beneficiário e INSS, já que a grande maioria das demandas corre mesmo na Justiça Federal (inclusive para fins de concessão do benefício assistencial, regulado na LOAS – Lei n° 8.742/93), sendo que só a causa