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Fernando Rubin - Benefícios por Incapacidade no Regime Geral da Previdência Social (2014)

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Daniel. Curso de processo civil. Vol. 2. São Paulo: Atlas, 2012, p. 45/49.
					
					
						235 COSTA, Hertz J. Acidentes de trabalho na atualidade. Porto Alegre: Síntese, 2003, p. 222/232.
					
					
						236 A respeito dos modelos de constatação da verdade e direito probatório, consultar: KNIJNIK, Danilo. A prova nos juízos cível, penal e tributário. Rio de Janeiro: Forense, 2007.
					
					
						237 A respeito da aplicação das máximas de experiência no direito probatório, consultar: ROSITO, Francisco. Direito probatório: as máximas de experiência em juízo. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007.
					
					
						238 De fato, em demanda com carga fática tão importante, em que se discute a extensão do dano e o nexo causal, forçoso reconhecer que o julgamento antecipado da lide possa ocorrer em situações tão somente excepcionais. Neste contexto vale a recordação do seguinte paradigma: “(...) É possibilitado ao magistrado, como medida de exceção, o julgamento antecipado do feito, quando, sendo a questão de direito e de fato, não houver a necessidade de produção de prova em audiência, nos termos do art. 330, inciso I, do Código de Processo Civil” (TJ/SC, Apelação Cível 2007.047624-8, 6ª Câmara de Direito Civil, Relator Jaime Luiz Viconi, J, em 09/06/2011).
					
					
						239 MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Sérgio Cruz. Prova. 2. ed. São Paulo: RT, 2011, p. 787.
					
					
						240 RUBIN, Fernando; ROSSAL, Francisco. Acidentes de Trabalho. São Paulo: LTr, 2013, p. 163/167.
					
					
						241 USTÁRROZ, Daniel; PORTO, Sérgio Gilberto. Manual dos recursos cíveis. 3. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2011, p. 232/234.
					
					
						242 A respeito do tema, consultar: MITIDIERO, Daniel Francisco. Colaboração no processo civil. São Paulo: RT, 2009.
					
					
						243 KEMMERICH, Clóvis Juarez. Sentença obscura e trânsito em julgado. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2013, p. 87 e ss.
					
					
						244 GOLDSCHMIDT, James. Teoria general del proceso. Trad. Leonardo Prieto Castro. Barcelona: Editorial Labor, 1936, p. 177/178.
					
					
						245 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. CONTRADIÇÃO. ERRO DE FATO. Contradição, para fins de embargos declaratórios, é a constatação de assertivas inconciliáveis na motivação apresentada ou fundamento em choque com a conclusão, o que não ocorre na espécie. Há possibilidade de correção de erro de fato em aclaratórios (Embargos de Declaração nº 70020953717, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rejane Maria Dias de Castro Bins, Julgado em 20/08/2007).
					
				
			
		
	
	
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				2. Os benefícios por incapacidade e o panorama geral dos benefícios e beneficiários do RGPS
				A Constituição Federal de 1988 regula, especialmente a partir dos arts. 194 e seguintes, as disposições relacionadas à Seguridade Social, compreendendo um conjunto integrado de ações da iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade civil, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à assistência e à previdência social.4
				Vê-se, assim, que o macro-campo da Seguridade Social compreende três dimensões bem destacadas, as quais têm inclusive regulamentação infraconstitucional própria: a) a saúde, a cargo do Sistema Único de Saúde, regulamentada pela Lei n° 8.080/90; b) a assistência, a cargo do Instituto Nacional do Seguro Social, regulamentada pela Lei n° 8.742/93; e c) a previdência, cujo regime geral também é de responsabilidade do Instituto Nacional de Seguro Social, regulamentada pela Lei n° 8.212/91 (Lei de Custeio), Lei n° 8.213/91 (Lei de Benefícios) e Decreto n° 3.048/99 (norma infralegal regulamentadora geral do plano de benefícios e beneficiários do RGPS).5
				A essa centralizadora autarquia federal denominada INSS compete a organização e o pagamento geral no Brasil de benefícios previdenciários e assistenciais, dentro das hipóteses previstas em lei, descabendo sua atuação direta no atendimento clínico, operatório e medicamentoso, cuja responsabilidade compete a outro órgão, com rede regionalizada/descentralizada e hierarquizada, aberta à população em geral, denominada SUS.6 
				Os benefícios assistenciais são pagos em condições absolutamente limitadas, para quem não contribui ao sistema previdenciário (estado de miserabilidade evidente), sendo ainda idoso, com idade igual ou superior a 65 anos (B88) ou deficiente/incapaz para o labor por um período mínimo de dois anos (B87).
				Já os benefícios previdenciários são pagos para quem financia de alguma forma o regime geral, beneficiando ainda os dependentes diretos desses segurados. Tem-se, assim, que a Previdência é a única dimensão da Seguridade que exige do cidadão uma contraprestação (custeio).
				O INSS, nessa maior dimensão, mostra-se como uma grande seguradora pública,7 sendo oportuno o conceito de Previdência Social como sendo o seguro social para quem efetivamente contribui.8 Temos então entre os beneficiários do regime previdenciário os segurados e os dependentes, sendo que os segurados são divididos em obrigatórios e facultativos.
				O critério para diferenciação dos segurados em obrigatórios e facultativos encontra-se na presunção de remuneração em razão de desenvolvimento de uma atividade profissional: o sistema é capaz de prever que determinados segurados (obrigatórios) exerçam atividade profissional que garanta remuneração, mesmo que variável; e que outros (facultativos) não estejam exercendo atividade remunerada, sendo sua vinculação ao sistema viável, mas desde que expressem manifesto interesse na filiação.
				No Brasil, quem exerce atividade profissional que garanta remuneração só não integra a rede previdenciária a cargo do INSS se por expressa disposição de lei forem excluídos do regime geral. Nesse caso, a exclusão se justifica a partir do momento em que tais profissionais estejam amparados por regime próprio de previdência social. É o caso dos militares e dos servidores públicos, por exemplo, conforme regulamentação do art. 13 da Lei n° 8.212/91.
				A grande massa de trabalhadores, de qualquer forma, integra o RGPS, sendo que só farão parte de outro regime público (RPPS) se a lei dispuser nesse sentido; nesse caso específico, o órgão responsável pela concessão de benefícios deixa de ser o INSS, passando a ser constituído distinto órgão próprio de previdência, como é exemplo o IPE (Instituto de Previdência do Estado), para os servidores públicos estaduais.
				Pois bem. Focando-nos na grande massa de trabalhadores pátrios, que integram o RGPS, devemos encontrar dentre os segurados obrigatórios: a) o empregado celetista, b) o empregado doméstico, c) o trabalhador avulso, d) o contribuinte individual e e) o segurado especial.
				O empregado celetista, grande beneficiário do RGPS, é aquele que exerce atividade remunerada sob subordinação, prestando serviços de natureza não eventual a empregador, nos termos do art. 3° da CLT.9 Tem assinada a Carteira de Trabalho da Previdência Social (CTPS) e dado o seu grau de baixa autonomia não é responsável direto pelas suas contribuições previdenciárias ao sistema, cabendo ao empregador o recolhimento.
				Muito próximo do empregado celetista encontra-se o empregado doméstico, que tem assinada a CTPS, mas por exercer labor no âmbito residencial, em atividade não lucrativa, possui legislação própria, não sendo regido pela CLT.10 Também dado o seu grau de baixa autonomia não é responsável direto pelas suas contribuições previdenciárias ao sistema, cabendo ao empregador doméstico o recolhimento.
				Já o trabalhador avulso é aquele que presta serviços de natureza urbana ou rural a diversas empresas, não possuindo daí vínculo empregatício, como é exemplo o trabalhador portuário de estiva. Exerce atividade remunerada, subordinada e não eventual, organizada por