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Ítalo Romano Eduardo - Segurado Especial

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Assim, o segurado especial poderá contratar no ano civil um empregado por até 120 dias, ou 2 empregados no 
máximo por 60 dias, 4 empregados por até 30 dias ou até mesmo 120 empregados durante apenas um único dia. 
Veja outros exemplos de possibilidades: 
 
TABELA EXEMPLIFICATIVA 
Quantidade 
de empregados 
Quantidade 
de dias 
6 20 
10 12 
12 10 
20 6 
 
A relação utilizada, portanto é: 
 
 
Quantidade de empregados x nº dias ≤≤≤≤ 120 
 
Até esse ponto podemos extrair os seguintes requisitos cumulativos que devem acompanhar a contratação de 
empregados por parte do segurado especial: 
 
• ser por prazo determinado; 
• durante o período de safra; 
• não poderá ultrapassar a razão de 120 pessoas/dia no ano civil; 
• não poderá ultrapassar ao equivalente à 8 horas/dia e 44 horas/semana. 
 
 
 
 
H) ATIVIDADES QUE NÃO DESCARACTERIZAM A CONDIÇÃO DE SEGURADO ESPECIAL 
A Lei 11.718/2008 arrola as atividades que podem ser desempenhadas por segurado especial sem que ocorra a 
descaracterização desta categoria, constituindo uma lista exaustiva, e não exemplificativa. A descaracterização 
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abrangerá unicamente o membro do grupo familiar que não se enquadre nas exigências previstas na lei. Entenda 
essas situações através da tabela a seguir: 
ATIVIDADE PERMITIDA CONDIÇÕES 
Outorga de imóvel rural • por meio de contrato escrito de parceria, meação ou comodato 
de até 50% de imóvel rural cuja área total não seja superior a 4 módulos 
fiscais; 
• desde que outorgante e outorgado continuem a exercer a respectiva 
atividade, individualmente ou em regime de economia familiar. 
Turismo, inclusive hospedagem • na propriedade rural; 
• por não mais de 120 (cento e vinte) dias ao ano. 
Participação em plano de 
previdência complementar 
• instituído por entidade classista a que seja associado; 
• em razão da condição de trabalhador rural ou de produtor rural em 
regime de economia familiar. 
Programa assistencial oficial de 
governo 
• ser beneficiário; ou 
• ou fazer parte de grupo familiar em que algum componente seja 
beneficiário. 
Beneficiamento ou industrialização 
artesanal 
• utilizado pelo próprio grupo familiar, na exploração da atividade. 
• considera-se processo de beneficiamento ou industrialização 
artesanal aquele realizado diretamente pelo próprio produtor rural 
pessoa física, desde que não esteja sujeito à incidência do Imposto 
Sobre Produtos Industrializados – IPI. 
Associação • em cooperativa agropecuária. 
 
 
I) FONTES DE RENDIMENTO QUE NÃO DESCARACTERIZAM A CONDIÇÃO DE SEGURADO ESPECIAL 
 
Como regra geral, não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra atividade e fonte de 
rendimento, entretanto a lei nº 11.718/2008 admite a percepção dos seguintes tipos de renda: 
 
 
 
ATIVIDADES OU RENDAS PERMITIDAS 
ORIGEM DA RENDA CONDIÇÕES 
Benefício de pensão por morte, 
auxílio-acidente ou auxílio-reclusão 
• valor não supere o do menor benefício de prestação continuada da 
Previdência Social (salário-mínimo). 
Benefício previdenciário pela 
participação em plano de 
previdência complementar 
• instituído por entidade classista a que seja associado; 
• em razão da condição de trabalhador rural ou de produtor rural em 
regime de economia familiar. 
Exercício de atividade remunerada 
em período de entressafra ou do 
defeso** 
• não superior a 120 (cento e vinte) dias, corridos ou intercalados, no 
ano civil; 
• deverão ser recolhidas as contribuições devidas em relação ao 
exercício das atividades. 
Exercício de mandato eletivo de 
dirigente sindical 
• de organização da categoria de trabalhadores rurais 
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Dirigente de cooperativa rural • constituída exclusivamente por segurados especiais; 
• deverão ser recolhidas as contribuições devidas em relação ao 
exercício das atividades. 
Exercício de mandato de vereador • no município onde desenvolve a atividade rural. 
Parceria ou meação outorgada • por meio de contrato escrito de parceria, meação ou comodato; 
• de até 50% de imóvel rural em área não superior a 4 módulos fiscais; 
• desde que outorgante e outorgado continuem a exercer a respectiva 
atividade. 
Atividade artesanal • desenvolvida com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo 
familiar; 
• pode ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que a renda 
mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de 
prestação continuada da Previdência Social. 
Atividade artística • valor não supere o do menor benefício de prestação continuada da 
Previdência Social. 
** Defeso é a ação de proteção às espécies. O objetivo básico de definição de períodos de defeso de reprodução é 
possibilitar que os peixes possam se reproduzir e repor/renovar os estoques pescáveis para os anos seguintes. Nesse 
sentido, é necessário entender a biologia e ecologia das espécies consideradas, para que se tenha um uso 
sustentável, conciliando os interesses econômicos, sociais e ambientais. O respeito ao defeso é crucial para a 
conservação dos estoques pesqueiros. A pesca no período da proibição contribui para a diminuição da população das 
espécies protegidas. 
 
J) DATA DA EXCLUSÃO DO SEGURADO DA CATEGORIA DE ESPECIAL 
 
Em caso de desobediência aos requisitos legais para integrar a categoria de segurado especial, vejamos a seguir a 
partir de qual momento ocorre efetivamente sua descaracterização. 
 
DATA DA EXCLUSÃO OCORRÊNCIA 
 
 
 
A CONTAR DO PRIMEIRO 
DIA DO MÊS 
Não respeitar as condições para o exercício das atividades de 
agropecuária, extrativismo vegetal e de látex, bem como pesca artesanal. 
Outorgar mais de 50% do imóvel rural ou o outorgante ou outorgado 
deixarem de exercer a respectiva atividade 
Se enquadrar em qualquer outra categoria de segurado obrigatório do 
Regime Geral de Previdência Social, ressalvado quando do exercício das 
atividades admitidas pela lei 
Se tornar segurado obrigatório de outro regime previdenciário ** 
 
A CONTAR DO 
PRIMEIRO DIA DO MÊS 
SUBSEQÜENTE 
Quando o grupo familiar a que pertence exceder o limite de: 
• utilização de trabalhadores; 
• dias em atividade remunerada em período de entressafra ou defeso; 
• dias de hospedagem. 
** Situação bastante interessante. O art. 10, § 2º do Decreto 3.038/99 determina que caso o servidor ou o militar 
amparados por regime próprio de previdência venham a exercer, concomitantemente, uma ou mais atividades 
abrangidas pelo Regime Geral de Previdência Social, tornar-se-ão segurados obrigatórios em relação a essas 
atividades. Isso não se aplica no caso do segurado especial. Ainda que o servidor tenha uma pequena propriedade 
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(inferior a 4 módulos fiscais) e exerça atividade em regime de economia familiar, o mesmo não será enquadrado 
como segurado especial. 
 
A partir da data da exclusão o segurado deixará de ser tratado como especial e passará a ser enquadrado como 
contribuinte individual. 
 
 
 
L) CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO ESPECIAL 
 
A categoria de segurado especial é intitulada dessa forma em função do tratamento favorecido da legislação em 
relação às demais categorias de segurados. As diferenças mais marcantes são evidenciadas na forma de 
contribuição e na carência para o gozo de benefícios previdenciários, conforme comentaremos a seguir: 
 
• Contribuição: o segurado especial não contribui sobre a base de cálculo salário-de-contribuição, sua 
contribuição tem como base de cálculo a receita bruta da comercialização da produção rural, além disso a 
alíquota