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Suzani Andrade Ferraro - Equilibrio Financeiro e Atuarial nos Regime de Previdência Social - Ano 2010

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e política. 
			O Banco Mundial utiliza alguns critérios na consideração das propostas de mudanças dos sistemas previdenciários, quais sejam: a) se as propostas cumprem os objetivos distributivos; b) se a política local permite que ocorram tais mudanças; c) se a estrutura administrativa suporta o novo sistema de múltiplos pilares; d) se a estrutura reguladora permite a mudança de modo que possa operar com o novo sistema de acumulação de fundos e os riscos inerentes.
			A preocupação do Banco Mundial, segundo Holzmann, é com o êxito social das propostas de mudanças de cada sistema previdenciário. Para que se sustente a estabilidade do novo sistema, há que existir efetividade da gestão, supervisão e regulação dos fundos de aposentadorias relacionados à redução de custos administrativos e à redução do trabalho informal, bem como a ampliação da cobertura das aposentadorias.[116]
			
				
					[1] KELSEN, Hans. Teoria geral do direito e do estado, 2000, p. 181.
				
				
					[2] Pode-se dizer que as normas são simples espécies do gênero regra. Nesse sentido, a palavra regra seria uma proposição lingüística destinada a dirigir, direta ou indiretamente, a ação humana. SILVA, José Afonso da. Aplicabilidade das normas constitucionais. 3 ed. São Paulo: Malheiros, 1999, pp. 44-5.
				
				
					[3] Cf. SILVA, 1999, p. 46: “São normas de direito constitucional material aquelas que versam sobre a estrutura do Estado, funcionamento de seus órgãos, direitos e deveres do cidadão; e são normas de direito constitucional formal todas as prescrições que o poder constituinte inseriu numa constituição rígida, pouco importando sua natureza material”. Ver, ainda, FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de direito constitucional. São Paulo: Saraiva, 1990, pp. 11-2.
				
				
					[4] Idem, pp. 17-8. Sobre o tema, ver ainda ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Martin Claire, 2001. 
				
				
					[5] Para Kelsen, a diferença entre constituição no sentido material e formal é a seguinte: “A Constituição no sentido formal é certo documento solene, um conjunto de normas jurídicas que pode ser modificado apenas com a observância de prescrições especiais, cujo propósito é tornar mais difíceis as modificações dessas normas. A Constituição em sentido material consiste nas regras que regulam a criação das normas jurídicas gerais, em particular a criação de estatutos”. In: Teoria geral do direito e do estado, op. cit., pp. 182-4. 
				
				
					[6]SCHMITT, Carl. Teoría de la constitución. Trad. Francisco Ayala. Madri: Alianza Univerdad Textos, 1982, pp. 29-58. 
				
				
					[7] Sobre a relação do Estado com a Constituição, dentre as obras de Georg Jellinek, ver: Teoria del estado. Prólogo y traducción de Fernando de los Ríos. México: FCE, 2000, especialmente as páginas 457-484. 
				
				
					[8] ROMANO, Santi. Princípios de direito constitucional. Trad. Maria Helena Diniz. São Paulo: RT, 1977, pp. 3-8.
				
				
					[9] Dentre alguns autores, citam-se apenas como exemplo: MIRANDA, Jorge. Manual de direito constitucional. V. I: “Introdução à teoria da constituição”. Lisboa: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, 1994/ Coimbra: Coimbra Editora, tomo II, 1993, pp. 15-26; MORTATI, Costantino. La constitución en sentido material. Trad. Almudena Bergareche Gros. Madri: Centro de Estudios Políticos y Constitucionales, 2000, especialmente as páginas 21-58, em que o autor sintetiza o pensamento de juristas que se dedicaram ao estudo da constituição em sentido material, como Smend, Ross, Schmitt, Romano; BONAVIDES, Paulo. Curso de direito constitucional. 8 ed. São Paulo: Malheiros, 1999, pp. 170-93.
				
				
					[10] BONAVIDES, Paulo, 1999, pp. 17-25.
				
				
					[11] TEIXEIRA, José Horácio Meirelles. Curso de direito constitucional. Organizado e atualizado por Maria Garcia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991, pp. 42-3. Classificação similar é adotada por DI RUFFIA, Biscaretti. Direito e constituição. Trad. Maria Helena Diniz. São Paulo: RT, 1994, pp. 81-91. 
				
				
					[12] TEIXEIRA, op. cit., p. 78.
				
				
					[13] Idem, pp. 41-4.
				
				
					[14] KELSEN, Hans. Teoria pura do direito. 2ª ed. Trad. José Florentino Duarte São Paulo: Martins Fontes, 1987, pp. 4-10. Para Kelsen, o direito “é uma ordem normativa da conduta humana, ou seja, um sistema de normas que regulam o comportamento humano. Com o termo norma, quer-se dizer que algo deve ser ou acontecer, especialmente que um homem deve conduzir-se de determinada maneira”. 
				
				
					[15] Kelsen não admite, como fundamento da Constituição, algo de real, isto é, qualquer dado ou elemento sociológico, político ou filosófico, como, por exemplo, a vontade do povo, o “direito natural” ou o “bem comum”; admite, ao contrário, que o direito é norma pura e obriga-o a buscar um fundamento normativo para a Constituição. Nas próprias palavras de Kelsen, “a ‘fonte’ de direito não é, desse modo, como a expressão poderia sugerir, uma entidade diferente do direito e, de algum modo, existindo independentemente dele; a ‘fonte’ de direito é, sempre, ela própria: uma norma jurídica superior em relação a uma norma inferior, ou o método de criação de uma norma (inferior) determinado por uma norma (superior), isto é, um conteúdo específico de direito”. In: Teoria geral do direito e do estado, op. cit., p. 192. 
				
				
					[16] Idem, p. 163.
				
				
					[17] Idem, p. 182. TEIXEIRA, op. cit., pp. 45-8.
				
				
					[18] SILVA, op. cit., pp. 81-3.
				
				
					[19] Idem, p. 83.
				
				
					[20] PIMENTA, Paulo Roberto Lyrio. Eficácia e aplicabilidade das normas constitucionais programáticas. São Paulo: Max Limonad, 1999, pp. 215-9.
				
				
					[21] Apontamentos recolhidos durante as aulas ministradas pelo professor Wagner Balera, especialmente na aula de direito previdenciário, durante o curso de Mestrado em Direito Previdenciário da PUC-SP, em março de 2003.
				
				
					[22]SCHMITT, op. cit., pp. 115-6.
				
				
					[23]CANOTILHO, op. cit., 1992, pp. 1140-1.
				
				
					[24] SIEYÈS, Emmanuel Joseph. A constituinte burguesa: Qu’est-ce que le Tiers Ètat. Trad. Norma Azeredo. 2ª tiragem. Rio de Janeiro: Líber Júris, 1998, p. 69. Segundo Sieyès, “a nação existe antes de tudo, ela é a origem de tudo. Sua vontade é sempre legal, é a própria lei. Antes dela e acima dela, só existe o direito natural [...]. As leis constitucionais são chamadas fundamentais não no sentido de que possam tornar-se independentes da vontade nacional, mas porque os corpos que existem e agem por elas não as podem tocar. Em cada parte, a Constituição não é obra do poder constituído, mas do poder constituinte. Nenhuma espécie de poder delegado pode mudar nada nas condições de sua delegação. É nesse sentido que as leis constitucionais são fundamentais. As primeiras, as que estabelecem a legislatura, são fundadas pela vontade nacional antes de qualquer Constituição; formam seu primeiro grau. As segundas, as demais leis positivas, devem ser estabelecidas por vontade representativa”.
				
				
					[25]SCHMITT, op. cit., p. 97.
				
				
					[26]MIRANDA, op. cit., 1998, p. 69.
				
				
					[27] SALDANHA, Nelson. O poder constituinte. São Paulo: RT, 1986, p. 87.
				
				
					[28]ROUSSEAU, Jean-Jacques. Os pensadores. Trad. Lourdes Santos Machado. São Paulo: Nova Cultural, especialmente o v. I, livro I, e v. 2, p. 57. Acresce em sua obra: “Não há Estado nenhum sem lei fundamental que se possa revogar, nem mesmo o pacto social, pois, se todos os cidadãos se reunissem para romper este pacto de comum acordo, não se poderia duvidar de que ele fora rompido legitimamente”.
				
				
					[29]SIEYÈS, op. cit., p. 69.
				
				
					[30]FAORO, Raimundo. Constituinte ou congresso com poderes constituintes. Constituição e constituinte. São Paulo: RT, 1987, p. 18.
				
				
					[31] Ver artigo 1º, parágrafo único, da CF/88 sobre a soberania popular; cf., ainda, o artigo 14, incisos II e III, que legitima o Congresso Nacional