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Suzani Andrade Ferraro - Equilibrio Financeiro e Atuarial nos Regime de Previdência Social - Ano 2010

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a autorizar referendo sem especificações; e artigo 49, inciso XV, que permite o referendo facultativo constitucional.
				
				
					[32] MIRANDA, op. cit., 1998, p. 197.
				
				
					[33] BARRETO, Paulo Ayres. “Emenda constitucional”. Revista dos Tribunais (21), 1997, pp. 160-74.
				
				
					[34] MENDES, Gilmar Ferreira. “Os limites da revisão constitucional”. Caderno de Direito Constitucional e Ciência política (69). São Paulo: RT, out./dez. 1997, pp. 5-21.
				
				
					[35] Nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade n. 829 e n. 830, que tiveram como relator o Min. Moreira Alves, o STF, em acórdão de 14/04/1993, publicado no DJ de 16/09/1994, concluiu pela constitucionalidade da Emenda n. 2, de 1992, referente à antecipação do plebiscito estabelecido no artigo 2º do ADCT. Posteriormente, na ADIn 839, proposta contra a EC n. 3/93, que instituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Crédito e Direito de Natureza Financeira (IPMF), cujo relator foi o Min. Sydney Sanches, o STF, em acórdão de 15/12/1993, publicado em 18/03/1994, julgou procedente, em parte, a ação, para declarar a inconstitucionalidade da cobrança da exação no mesmo exercício financeiro, estabelecida no artigo 2º, § 2º, da citada emenda, em face de a medida lesar o princípio da anterioridade da lei instituidora de tributo e, em conseqüência, ultrapassar a cláusula irrestringível prevista no artigo 60, § 4º, IV, da Constituição Federal.
				
				
					[36] REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. São Paulo: Saraiva, 1998, pp. 190-2.
				
				
					[37] FRANÇA, Rubens Limongi. A irretroatividade das leis e o direito adquirido. 5ª ed. São Paulo: Saraiva, 1995, p. 284.
				
				
					[38]ROUBIER, Paul. Drois subjectifs et situations juridiques. Paris: Dalozz, 1963, pp. 1-2; 19; 22; 36; 39.
				
				
					[39] TOLEDO, Cláudia. Direito adquirido e estado democrático de direito. Curitiba: Landy, 2003, p. 146.
				
				
					[40]ROUBIER, op. cit., pp. 51-2.
				
				
					[41] Idem, pp. 169-70; 223-4.
				
				
					[42] FRANÇA, op. cit., pp. 270-96.
				
				
					[43] DANTAS, Ivo. Direito adquirido, emendas constitucionais e controle da constitucionalidade. 2 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 1997, p. 37.
				
				
					[44] BEVILÁQUA, op. cit., pp. 23-4.
				
				
					[45]ROUBIER (op. cit., pp. 154-61) traz como exemplo de “medidas de transição legislativa” necessárias para evitar transtornos sociais a concessão de um prazo de adaptação à nova legislação. 
				
				
					[46]Constituição da República Federativa do Brasil, “Capítulo I: Dos Direitos Individuais e Coletivos”, art. 5º, inciso XXXVI. São Paulo: Fisco e Contribuinte, 1988, p. 6. 
				
				
					[47] Enquanto alguns autores criticam a definição, em lei ordinária, do direito adquirido, afirmando não ser de competência do legislador infraconstitucional traçar limites a princípios acolhidos pelo legislador constituinte, Limongi França considera adequado o conceito de direito adquirido ser de caráter ordinário, pois, dessa forma, ele estará sujeito a mutações e aprimoramentos, por meio da doutrina e da jurisprudência. Ademais, é de se lembrar ser da essência do texto constitucional sua apresentação sintética, nele devendo constar apenas os princípios e regras fundamentais, apoiados em valores elementares consagrados pela sociedade (op. cit., p. 194).
				
				
					[48] BEVILÁQUA, op. cit., p. 65.
				
				
					[49] BARROSO, Luis Roberto. “A segurança jurídica na era da velocidade e do pragmatismo”. In: Temas de direito constitucional. Rio de Janeiro: Renovar, 2001, pp. 54-5.
				
				
					[50] TOLEDO, op. cit., p. 189.
				
				
					[51] O direito adquirido tem sua trajetória histórica iniciada com a Carta Política do Império, datada de 25/03/1824, em seu Tit. VII, ao dispor sobre as garantias dos direitos civis e políticos, a qual assim dispunha: “Art. 179, § 3º: Sua disposição não terá efeito retroativo”. O artigo 11, § 3º, da Constituição da República, de 24/02/1891, vedava aos estados e à União “prescrever leis retroativas”. A Constituição de 1934, em seu artigo 113, § 3º, dispunha: “A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. A Carta de 1937 é omissa. A Constituição de 1946, que marcou a redemocratização, em seu artigo 141, § 3º, repete o texto de 1934. Mesmo a Constituição de 1967 e a Emenda Constitucional n. 1, de 1969, que vigoraram durante o regime ditatorial, asseguram, ainda que formalmente, o princípio do direito adquirido no artigo 149, inciso IX (CF/67): “A Constituição assegura aos brasileiros e estrangeiros [...], nos seguintes termos: [...] respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada”. O artigo 153, § 3º, EC n. 1, de 1969: “A Constituição assegura [...], nos termos seguintes: [...] § 3º. A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”.
				
				
					[52] FRANÇA, op. cit., p. 191.
				
				
					[53] Idem, p. 265.
				
				
					[54] SILVA, Caio Mário. Instituições do direito civil. Rio de Janeiro, Forense, 1995, v. I, p. 75.
				
				
					[55] FRANÇA, op. cit., p. 224.
				
				
					[56] SILVA, José Afonso, op. cit., 2000, p. 380.
				
				
					[57] Na Seguridade Social, a expectativa de direito ocorre quando o beneficiário ainda não reuniu todas as condições para adquirir o direito, que não faz parte de seu patrimônio jurídico, nem pode ser exercitado de imediato. Por exemplo, no caso do direito ao benefício de aposentadoria, somente quem possuir, simultaneamente, todos os requisitos necessários terá direito a se aposentar, pois, na falta de um dos requisitos, o titular gozará apenas de mera expectativa de direito.
				
				
					[58] BARROSO, op. cit., p. 59.
				
				
					[59] O instituto do direito adquirido é muito importante para a Seguridade Social, principalmente no que concerne às aposentadorias. O segurado adquire direito à aposentadoria no momento em que reúne todos os requisitos necessários à sua obtenção. Nesse sentido, a aposentadoria será regulada pela lei vigente naquele momento, e as modificações que venham a ocorrer posteriormente não a atingirão. Nesse diapasão, se houver mudança no prazo para a concessão de certo benefício e a pessoa já tiver implementado todas as condições para requerê-lo, poder-se-ia dizer que a pessoa já adquiriu o direito à concessão do benefício. O STF tem entendimento sumulado de que, “ressalvada a revisão prevista em lei, os proventos da inatividade, regula-se pela lei vigente ao tempo em que o militar ou servidor civil reuniu os requisitos necessários” (Súmula 359). Passou a entender o STF que não há necessidade de a pessoa requerer a aposentadoria se já havia adquirido o direito de se aposentar (Pleno, RE 73.189-SP, relator Min. Luiz Glote, RTJ 65/435). O que deve ficar claro é que a aquisição de direito não se confunde com seu exercício.
				
				
					[60] Na reforma previdenciária, implementada pela Emenda Constitucional n. 20/1998, o artigo 3º da referida emenda é claro no sentido de garantir expressamente o direito adquirido das pessoas: “É assegurada a concessão de aposentadorias e pensão a qualquer tempo, aos servidores públicos e aos segurados do Regime Geral da Previdência Social, bem como a seus dependentes que, até 16/12/98, data da publicação da emenda, tenham cumprido os requisitos para a obtenção destes benefícios, com base nos critérios da legislação vigente”. Na prática, comenta o professor Martins (2000, p. 72), o direito de opção, contido nos artigos 8º e 9º da Emenda Constitucional n. 20/1998, de se observar a nova norma, provavelmente não vai ser utilizado pelas pessoas, pois a lei anterior (n. 8.213/91) era muito mais vantajosa, principalmente pelo fato de que não exigia idade mínima. A Lei n. 9.876/99, que alterou recentemente a Lei n. 8.213/91, até mesmo modificando a nova fórmula de cálculo para a concessão de benefícios – incluindo o fator previdenciário –, prevê o direito