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Suzani Andrade Ferraro - Equilibrio Financeiro e Atuarial nos Regime de Previdência Social - Ano 2010

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Previdência Social, n. 240. São Paulo: LTR, nov./2000, pp. 1055-68.
				
				
					[78] A professora Heloisa Hernandez Derzi conceitua servidor como um “funcionário legalmente qualificado e habilitado a exercer funções típicas de Estado; sua atividade profissional é dedicada exclusivamente ao Estado, que, por sua vez, rende serviços à sociedade sem finalidade lucrativa. O servidor, conforme dissemos, é um produtor de serviços públicos, e não mero consumidor, o seu contrato de trabalho não é livremente negociado com o poder público: o ingresso e o valor da remuneração do cargo são fixados por lei; não há política salarial, prêmios, incentivos, horas extras, aviso prévio ou FGTS” (“A Emenda Constitucional n. 20/1998 e a reforma da previdência no Brasil”. Revista de Direito Social. Ano 1, n. 1.2. Porto Alegre: Nota 10, 2001, pp. 24-7.
				
				
					[79] O governo federal regulamentou o dispositivo constitucional, por meio de Orientação Normativa do Ministério da Previdência Social n. 1, de 06/01/2004, publicado no Diário Oficial da União em 07/01/2004, com o objetivo de uniformizar os procedimentos da matéria nos entes federados.
				
				
					[80] O artigo 40, § 7º, incisos I e II, ficou com a seguinte alteração após a EC n. 41/2006: “Art. 40. [...] § 7º – Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte, que será igual: I – ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o artigo 201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso aposentado à data do óbito; ou [...] II – ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento, até o limite máximo estabelecidos para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o artigo 201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso em atividade na data do óbito”. Estes dispositivos constitucionais são auto-aplicáveis quanto ao que se refere ao valor do benefício, só necessitando de lei infraconstitucional à regulamentação dos requisitos e critérios para a concessão do benefício. 
				
				
					[81] A nova regra para o cálculo das pensões aplica-se aos dependentes do servidor que falecer a partir do dia seguinte à entrada em vigor da Lei n. 10.887/2004, (art. 2º), mesmo que o servidor tenha se aposentado ou adquirido direito à aposentadoria sob a égide das normas anteriores à publicação da emenda.
				
				
					[82] “Art. 40 [...] § 19: O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para a aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º, III, ‘a’, e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor de sua contribuição previdenciária até completar as exigências para a aposentadoria compulsória contidas no § 1º, II.” (Incluído pela Emenda Constitucional n. 41, de 19/12/2003).
				
				
					[83] SILVA, José Afonso da, op. cit., 2004, pp. 421-8.
				
				
					[84] MELLO, Celso Antonio Bandeira de. “Parecer”. In: MODESTO, Paulo (org.). Reforma da previdência – análise e crítica da emenda constitucional n. 41/2003 (doutrina, pareceres e normas selecionadas). Belo Horizonte: Fórum, 2004, pp. 41-45.
				
				
					[85] BALERA, op. cit., 2003b, p. 35. Sobre o tema, ver PIERDONÁ, Zélia Luiza. “Direito adquirido e direito acumulado”. Revista de Direito Social, n. 16. Porto Alegre: Nota 10, 2003b.
				
				
					[86] SILVA, José Afonso da. “Parecer complementar”. In: MODESTO, Paulo (org.). Reforma da previdência – análise e crítica da emenda constitucional 41/2003 (doutrina, pareceres e normas selecionadas). Belo Horizonte: Fórum, 2004, pp- 421-8. 
				
				
					[87] Ibidem.
				
				
					[88] Ibidem.
				
				
					[89] Aduz o art. 150: “Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos estados, ao distrito federal e aos municípios: [...] II – instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos”.
				
				
					[90] BARROSO, op. cit., 2004, pp- 108-44.
				
				
					[91] O STF julgou constitucional o desconto das contribuições previdenciária na ADIN n. 3.105-8DF, relatora original Min. Ellen Gracie, relator para o Acórdão Min. Cezar Peluso. Argumentação legal com base nos seguintes artigos e incisos: 5º, XXXVI; 146, III; 149; 150, I e II; 194; 195, caput, II e § 6, da CF, e art. 4º, caput, da EC n. 41/2003.
				
				
					[92] RODRIGUES, Flávio Martins. Fundos de pensão dos servidores públicos. Rio de Janeiro: Renovar. 2002, p. 12.
				
				
					[93] Assim dispõe o art. 3º da EC n. 47/2005: “Art. 3º – Ressalvado o direito de opção à aposentadoria pelas normas estabelecidas pelo art. 40 da Constituição Federal ou pelas regras estabelecidas pelos artigos 2º e 6º da Emenda Constitucional n. 41, de 2003, o servidor da União, dos estados, do distrito federal e dos municípios, incluídas suas autarquias e fundações, que tenha ingressado no serviço público até 16 de dezembro de 1998 poderá aposentar-se com proventos integrais, desde que preencha, cumulativamente, as seguintes condições: I – trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher; II – vinte e cinco anos de efetivo exercício no serviço público, quinze anos de carreira e cinco anos no cargo em que se der a aposentadoria; III – idade mínima resultante da redução, relativamente aos limites do art. 40, § 1º, inciso III, alínea ‘a’, da Constituição Federal, de um ano de idade para cada ano de contribuição que exceder a condição prevista no inciso I do caput deste artigo. Parágrafo único. Aplica-se ao valor dos proventos de aposentadorias concedidas com base neste artigo o disposto no art. 7º da Emenda Constitucional n. 41, de 2003, observando-se igual critério de revisão às pensões derivadas dos proventos de servidores falecidos que tenham se aposentado em conformidade com este artigo”.
				
				
					[94] Essa redação foi dada com parâmetro no direito de aposentadoria especial para segurados expostos a agentes químicos, físicos e aqueles que prejudiquem o meio ambiente, previsto no Regime Geral de Previdência Social.
				
				
					[95] A lei que regulamentar este dispositivo deverá explicitar o que sejam trabalhadores de “baixa renda” e “aqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência”. 
				
				
					[96] A EC n. 47 fez essa alteração pela redação de seus §§ 9º e 12º, que aduzem: “[...] § 9º: As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão-de-obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho. [...] § 12: Lei disporá sobre sistema especial de inclusão previdenciária para atender a trabalhadores de baixa renda e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencentes a famílias de baixa renda, garantindo-lhes acesso a benefícios de valor igual a um salário-mínimo.
				
				
					[97] BROOKS, Sarah M. “Proteção social e integração econômica – a política da reforma previdenciária na era da mobilidade do capital”. In: COELHO, Vera Schattan (org.). A reforma da previdência social na América Latina. Rio de Janeiro: FGV, 2003, pp. 188-221.
				
				
					[98] BROOKS, op. cit., pp. 187-8. 
				
				
					[99] Idem, p.188.
				
				
					[100] Idem, p. 189 e pp. 195-209.
				
				
					[101] COSTA, Eliana Romeiro. “Sistemas previdenciários estrangeiros. Análise das reformas estruturais de previdência complementar”. Revista de Previdência Social, ano 29, n. 299. São Paulo: RPS, out./2005, pp. 697-8.