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Suzani Andrade Ferraro - Equilibrio Financeiro e Atuarial nos Regime de Previdência Social - Ano 2010

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[69] Na prática, comenta o professor Martins, o direito de opção, contido nos artigos 8º e 9º da Emenda Constitucional n. 20/1998, de se observar a nova norma, provavelmente não vai ser utilizado pelas pessoas, pois a lei anterior (n. 8.213/91) era muito mais vantajosa, principalmente pelo fato de que a lei antiga não exige idade mínima. A Lei n. 9.876/99, que alterou recentemente a Lei n. 8.213/91, até mesmo modificando a nova fórmula de cálculo para a concessão de benefícios – incluindo o fator previdenciário –, prevê o direito adquirido, garantindo ao segurado que até 28/11/99 tenha cumprido os requisitos para a concessão de benefício o cálculo segundo as regras até então vigentes. Cf. MARTINS, op. cit., p. 72.
				
				
					[70] GAFFURI, Franco. L’attitudine allá contribuzione. Milão: Giuffrè, 1969, p. 1.
				
				
					[71] SOARES DE MELLO, José Eduardo. Curso de direito tributário. 5ª ed. São Paulo: Dialética. 2004, pp. 32-3.
				
				
					[72] CASTRO, A. O. Viveiros. Tratado dos impostos. Rio de Janeiro: Ribeiro dos Santos, 1910, pp. 159-65.
				
				
					[73] BALEIRO, Aliomar. Limitações constitucionais ao poder de tributar. Atualizado e comentado por Mizabel A. Machado Derzi. Rio de Janeiro: Forense, 1997, p. 688.
				
				
					[74] CARVALHO, Paulo de Barros. Teoria da norma tributária. São Paulo: Max Limonard, 2002, p. 102.
				
				
					[75] COSTA, Regina Helena. Princípio da capacidade contributiva. 3ª ed. São Paulo: Malheiros. 2003, p. 59. Para Harada, a doutrina tributária, apesar de controversa quanto à natureza jurídica das contribuições sociais, entende em sua maioria que o que caracteriza a natureza tributária de uma exação não é o nomen júris, mas sua submissão ao regime tributário. O constituinte de 1988 entendeu que as contribuições sociais passaram a ser tributo no momento em que prescreveu a observância dos princípios constitucionais tributários, portanto não há de se negar a natureza tributária das contribuições dos artigos 149 e 195 da CF/88, e, neste sentido, aplica-se também a essa espécie tributária o princípio constitucional da capacidade contributiva (HARADA, Kiyoshi. Direito financeiro e tributário. 15ª ed. revista e ampliada. São Paulo: Atlas, 2006, pp. 333-76). Sobre a matéria ver, ainda, BALERA, Wagner. “As contribuições no sistema tributário brasileiro”. In: MACHADO, Hugo de Brito (org.). As contribuições no sistema tributário brasileiro. São Paulo: Dialética, 2003, pp. 562-607. Acresça-se, ainda, o entendimento do STF, que, em pelo menos duas oportunidades, entendeu que a natureza jurídica das contribuições sociais é tributária, conforme decisões a seguir:
					 a) RE n. 138.284-8-CE, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Mário da Silva Velloso: “Constituem essas contribuições uma espécie própria de tributo ao lado dos impostos e das taxas, na linha aliás, da lição de Rubens Gomes de Souza (“Natureza tributária da contribuição do FGTS”, RDA 112/27, RDP 17/305). Quer dizer, as contribuições não são somente as de melhoria. Essas são uma espécie do gênero contribuição; ou uma subespécie da espécie contribuição” (RTJ 143/313).
					 b) RE n. 146.733-9-SP, Tribunal Pleno, Rel. Min. Moreira Alves: “Sendo, pois a contribuição instituída pela Lei n. 7.689/88 verdadeiramente contribuição social destinada ao financiamento da Seguridade Social, com base no inciso I do artigo 195 da Carta Magna, segue-se a questão de saber se essa contribuição tem, ou não, natureza tributária em face dos textos constitucionais em vigor. Perante a Constituição de 1988, não tenho dúvida em manifestar-me afirmativamente. De feito, a par das três modalidades de tributos (os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria) a que se refere o artigo 145 para instituí-los a União, os estados, o distrito federal e os municípios, os artigos 148 e 149 aludem as duas outras modalidades tributárias, para cuja instituição só a União é competente: o empréstimo compulsório e as contribuições sociais, inclusive as de intervenção do domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. No tocante às contribuições sociais [...] não só as referidas no art. 149 [...] têm natureza tributária [...], mas também as relativas à Seguridade Social previstas no artigo 195 [...] Por terem esta natureza tributária é que o artigo 149, que determina que as contribuições sociais observem o inciso III do artigo 150 (cujo letra b consagra o princípio da anterioridade) exclui dessa observância as contribuições para a Seguridade Social previstas no artigo 195, em conformidade com o disposto no § 6º deste dispositivo, que aliás, em seu § 4º, ao admitir a instituição de outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da Seguridade Social, determina se obedeça ao disposto no artigo 154, inciso I, norma tributária, o que reforça o entendimento favorável à natureza tributária dessas contribuições sociais” (DJ, de 12/03/1993; Resolução do Senado Federal n. 11, de 12/04/95).
				
				
					[76] Cf. Constituição da República Federativa do Brasil, art. 194.
				
				
					[77] Bem-estar é expressão utilizada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 10 de dezembro de 1948. “Artigo XXV. Todo homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação.” Importante salientar a síntese feita pelo professor Balera: “O bem-estar que, na voz do artigo 3º da Constituição Federal, expressa-se por meio da erradicação da pobreza e da marginalização e da redução das desigualdades sociais, somente poderá ser atingido com o esforço e a cooperação de todos e de cada qual. Assim foi no passado, assim é no presente e assim será no futuro” (Noções preliminares de direito previdenciário. Atualizada com a reforma previdenciária. São Paulo: Quartier Latin, 2004, p. 23). Acrescenta, ainda, na mesma obra, p. 29, o autor que “a noção de justiça social impõe o reconhecimento de padrão mínimo de desenvolvimento, que é aferível e fruível individualmente”. 
				
				
					[78]Constituição Federal do Brasil. Promulgada em 05/10/1988, “Da Ordem Social”, “Capítulo I (disposição geral, art. 193)”. São Paulo: Editora Fisco e Contribuinte, p. 97. Assim expressa o artigo 194, parágrafo único: “I – universalidade da cobertura e do atendimento; II – uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; III – seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços; IV – irredutibilidade do valor dos benefícios; V – eqüidade na forma de participação no custeio; VI – diversidade da base de financiamento; VII – caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do governo nos órgãos colegiados”.
				
				
					[79] BALERA, Wagner. Noções preliminares de direito previdenciário, op. cit., 2004, pp. 17-27.
				
				
					[80] LA CUEVA, Mario de. Panorama do direito do trabalho, p. 17. In: MARTINEZ, Wladimir Novaes. Princípios do direito previdenciário. 3ª ed. São Paulo: LTR, 1995, p. 104.
				
				
					[81] BALERA, Wagner. A seguridade social na Constituição de 1988. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1989, p. 36. 
				
				
					[82] A Lei n. 8.213/91, seguindo este princípio constitucional, instituiu direitos previdenciários para trabalhadores urbanos e rurais, sem distinção.
				
				
					[83]MARTINEZ, op. cit., p. 76.
				
				
					[84]BALERA, Wagner, op. cit., 1989, p. 39.
				
				
					[85]Constituição da República Federativa do Brasil, op. cit., p. 101. 
				
				
					[86] Para Ademir de Oliveira, “o princípio tem a finalidade de garantir o poder real de compra de bens e serviços dos indivíduos na qualidade de cidadãos, em face das constantes quedas salariais, sempre ocasionadas pelo fenômeno inflacionário, cíclico na economia capitalista nacional e periférico em nível internacional” (OLIVEIRA, Ademir de. A previdência social na carta magna. Análise do direito e do antidireito