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Suzani Andrade Ferraro - Equilibrio Financeiro e Atuarial nos Regime de Previdência Social - Ano 2010

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destina a preservar se expressam no primado do trabalho, no bem-estar e na justiça social. Seguridade Social, em suma, é a concretização do conjunto das relações jurídicas cujo objetivo final se expressa naqueles magnos valores”.
				
				
					[6] Importante salientar as considerações feitas pelo professor Celso Antonio Bandeira de Mello a respeito de regime jurídico-administrativo. Para o autor, “regime jurídico administrativo corresponde a um conjunto sistematizado de princípios e normas que lhe dão identidade, diferenciando-o das demais ramificações do direito. Acresce, ainda, que só é possível afirmar que existe determinada disciplina jurídica autônoma quando existem princípios que lhe são peculiares e guardem entre si relação lógica de coerência e unidade, compondo o regime jurídico”. Nesse sentido, define regime jurídico como um “conjunto de princípios e regras que formam a unidade sistemática de determinado instituto jurídico ou campo de direito, conferindo-lhe autonomia e identidade própria, correspondendo à parcela de regras jurídicas e postulados que se articulam e firmam uma individualidade. (MELLO, Celso Antonio Bandeira de. Curso de direito administrativo. 9 ed. São Paulo: Malheiros, 1997, pp. 42 e ss.). Em sentido semelhante, Daniel Pulino aduz que “a expressão regime jurídico designa uma parcela da ordem jurídica, um conjunto coerente de normas que se articulam para formar uma individualidade logicamente identificável, uma tipicidade. Trata-se, portanto de um conjunto sistematizado de regras e princípios jurídicos aplicáveis a determinados sujeitos e a certa classe de fatos” (PULINO, Daniel. A aposentadoria por invalidez no direito positivo brasileiro. São Paulo: LTR, 2001, p. 30).
				
				
					[7] OLIVEIRA, Moacyr Velloso Cardoso de. Previdência social: doutrina e exposição da legislação vigente. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1987, p. 35.
				
				
					[8] Segundo Moacyr Cardoso, o regime geral “contém normas aplicáveis a todos os abrangidos pelo sistema” (op. cit., pp. 10 e 35).
				
				
					[9] GOMES, Orlando. Escritos menores. São Paulo: Saraiva, 1981, p. 210.
				
				
					[10]PULINO, Daniel, op. cit., p. 58.
				
				
					[11] O sistema de repartição simples é uma complexa cadeia de financiamento que enlaça gerações diferentes, segundo o princípio da solidariedade intergeracional: a atual geração em atividade financia os proventos da geração anterior e guarda a expectativa de ter os seus proventos financiados pelas futuras gerações.
				
				
					[12] Regime Geral de Previdência Social, art. 201, caput, do texto.
				
				
					[13] Risco é o evento futuro e incerto, cuja verificação independe da vontade do segurado. Risco social é uma espécie de risco, cuja ocorrência traria prejuízo patrimonial ao conjunto familiar do trabalhador, protegido pelo Estado por determinação legal. COIMBRA, J. R. Feijó, op. cit., p. 17.
				
				
					[14] Segundo Moacyr Velloso Cardoso de Oliveira (op. cit., p. 34), “as prestações constituem o objeto da Previdência Social, ou seja, aqueles meios pelos quais assegura aos beneficiários a adequada proteção nas necessidades vitais decorrentes dos eventos previsíveis de suas vidas (doença, invalidez, velhice, morte, prisão, natalidade) e a ajuda em determinadas situações (desajustamento social)”. 
				
				
					[15] Sobre o tema, ver PULINO, op. cit., pp. 34-8. 
				
				
					[16] OLIVEIRA, op. cit., p. 33.
				
				
					[17] GOMES, op. cit., p. 213.
				
				
					[18] OLIVEIRA, op. cit., p. 31: “[...] dependentes, os que são amparados por intermédio de um segurado, de quem dependem economicamente”. 
				
				
					[19]Constituição da República Federativa do Brasil, op. cit., p. 97. 
				
				
					[20] Os regimes da previdência, geralmente, são custeados de duas formas: pelo regime de repartição e pelo regime de capitalização. No regime de repartição simples, há um sistema de custeio em regime de caixa, pelo qual a arrecadação é imediatamente utilizada para pagamento dos benefícios atuais. Portanto, não há acumulação prévia. No regime de capitalização, as contribuições são pagas pelos trabalhadores em sua fase ativa e são acumulados como uma poupança individual ou coletiva para o pagamento de benefícios futuros.
				
				
					[21] A solidariedade nos sistemas previdenciários pode ser concebida pela contribuição do indivíduo em função da coletividade, ou seja, a contribuição do universo de protegidos em benefício da minoria. Assim, os contribuintes ativos que contribuem para a Previdência Social são responsáveis pelo pagamento dos benefícios e serviços dos aposentados e pensionistas atuais. Este sistema também é conhecido como “solidariedade entre as gerações”.
				
				
					[22] O artigo 28, caput, incisos, parágrafos e alíneas, da Lei n. 8.213/91 dispõe sobre a definição do salário de contribuição por categoria de segurado, além de prever especificidades.
				
				
					[23] O INSS teve origem da fusão, em 1990, dos extintos Instituto Nacional da Previdência Social (INPS) e Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS). Vale ressaltar que apesar da criação da Secretaria da Receita Previdenciária, em 2004, e da Receita Federal do Brasil, o INSS continua responsável pela arrecadação.
				
				
					[24] O dinheiro para pagamento dos benefícios assistenciais é proveniente do Fundo de Assistência Social com recursos do Tesouro Nacional.
				
				
					[25] SILVA, Delúbio Gomes Pereira da. Regime de previdência dos servidores públicos no Brasil: perspectivas. São Paulo: LTR, 2003, pp. 15-6.
				
				
					[26] O artigo 75 da Constituição de 1891 dispunha: “A aposentadoria só pode ser dada aos funcionários públicos em caso de invalidez a serviço da nação”.
				
				
					[27] OLIVEIRA, Jayme Araújo & TEIXEIRA, Sonia Fleury. Previdência social: 60 anos de história da previdência social no Brasil. Rio de Janeiro: Vozes, 1985, pp. 19-20.
				
				
					[28] Importante destacar alguns conceitos do termo serviço público feitos por alguns doutrinadores especialistas em direito do Estado. O professor Celso Antonio Bandeira de Mello, em seu artigo “Prestação centralizada e descentralizada de serviços públicos”, aduz: “Serviço público é toda atividade de oferecimento de utilidade ou comodidade material fruível diretamente pelos administradores, prestada pelo Estado ou por quem lhe faça as vezes, sob um regime de direito público – portanto, consagrador de prerrogativas de supremacia e de restrições especiais –, instituído pelo Estado em favor dos interesses que houver definido como próprios no sistema normativo”. Para o ilustre professor, a “noção de serviço público há de se compor necessariamente de dois elementos: um, material, consistente na prestação de utilidade ou comodidade fruível diretamente pelos administrados, e outro, formal, consistente em um específico regime de direito público, daí a supremacia do interesse público sobre o privado (Prestação de serviços públicos e administração indireta. São Paulo: RT, 1977, p. 25). Maria Sylvia Zanella Di Pietro reforça a idéia de que o serviço público é atribuído ao Estado, “precisamente por ser uma atividade considerada essencial a coletividade” (DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Parcerias na administração pública: concessão, franquia, terceirização e outras formas. 2ª ed. São Paulo : Atlas, 1997, p. 31). Acresça-se, por último, a doutrina do professor Hely Lopes sobre serviço público, cujo conceito “é todo aquele prestado pela administração ou por seus delegados, sob normas e controle estatais, para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade ou simples conveniências do Estado” (MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 18ª ed. São Paulo: Malheiros, 1990, p. 294).
				
				
					[29] Silva, Delúbio Gomes Pereira da, op. cit., pp. 17-27.
				
				
					[30] Ibidem.
				
				
					[31] Diz o art. 39 da CF/88, “A União, os estados, o distrito federal e os municípios instituirão,