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bonificações, participações ou 
parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, os quais 
devem ser aplicados integralmente na consecução de seu objeto social.
50. As Organizações Sociais são pessoas jurídicas de direito privado, qualificadas pelo Poder 
Executivo, nos termos da Lei Federal nº 9.637/98, com vistas à formação de parceria 
para execução de atividades de interesse público. NÃO está entre as características das 
Organizações Sociais, nos termos da referida lei, a necessidade de aprovação de sua 
qualificação, por meio de ato vinculado do Ministro ou titular de órgão supervisor ou 
regulador da área de atividade correspondente ao seu objeto social e do Ministro do 
Planejamento, Orçamento e Gestão.
51. As organizações sociais não estão compreendidas no rol das entidades que constituem a 
administração pública indireta.
52. Às organizações sociais poderão ser destinados recursos orçamentários e bens públicos 
necessários ao cumprimento do contrato de gestão.
53. Pode o Poder Executivo ceder servidor público para as Organizações Sociais, desde que 
mantenha o ônus de seu pagamento.
54. O terceiro setor é formado por pessoas jurídicas que, não obstante não integrarem o 
sistema da administração pública indireta, cooperam com o governo, prestando serviço de 
utilidade pública. Essas pessoas jurídicas são denominadas entidades paraestatais e, entre 
elas, temos as pessoas de cooperação governamental que desenvolvem os serviços sociais 
autônomos, as organizações sociais e as organizações da sociedade civil de interesse público. 
Sobre esse tema, é correto afirmar que a qualificação jurídica como organização social de 
uma pessoa jurídica de direito privado que desenvolve atividades sem fins lucrativos, uma 
vez preenchidos os requisitos legais, é uma discricionariedade da Administração Pública e 
se dá por meio do contrato de gestão;
55. Em termos de OSCIP, considera-se sem fins lucrativos a pessoa jurídica de direito privado 
que não distribui, entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados 
ou doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, 
bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício 
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de suas atividades, e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto 
social. 
56. Para qualificarem-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, as pessoas 
jurídicas interessadas devem ser regidas por estatutos cujas normas expressamente 
disponham sobre a observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade, economicidade e da eficiencia.
57. Perde-se a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, a pedido ou 
mediante decisão proferida em processo administrativo ou judicial, de iniciativa popular ou 
do Ministério Público, no qual serão assegurados, ampla defesa e o devido contraditório, 
ressalvando-se que, vedado o anonimato, e desde que amparado por fundadas evidências 
de erro ou fraude, qualquer cidadão, respeitadas as prerrogativas do Ministério Público, é 
parte legítima para requerer, judicial ou administrativamente, a perda da qualificação de 
OSCIP. 
58. OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público é uma organização jurídica 
de direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham as finalidades 
determinadas pelo Estado.
59. Instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões 
devocionais e confessionais não podem qualificar-se como organização da sociedade civil 
de interesse público, ainda que desempenhem atividades de assistência social.
60. Os bens móveis públicos destinados às OS podem ser objeto de permuta por outros de 
igual ou maior valor, desde que os novos bens integrem o patrimônio da União.
61. A doutrina aponta o crescimento do terceiro setor como uma das consequências da 
aplicação do denominado princípio da subsidiariedade no âmbito da administração pública.
62. As denominadas entidades do terceiro setor caracterizam-se como pessoas jurídicas 
privadas, sem fins lucrativos, que desempenham serviço não exclusivo do Estado e que 
atuam em colaboração com este, recebendo alguma espécie de incentivo do poder público.
63. Organizações Sociais, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público e Serviços 
Sociais Autônomos são espécies do gênero denominado entidades de colaboração 
com a Administração Pública. É característica comum dessas três espécies, conforme 
legislação federal, estarem sujeitas ao controle dos Tribunais de Contas, embora tenham 
personalidade jurídica de direito privado.
 
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AGENTES PÚBLICOS
Agente público é toda pessoa física que presta serviço público para a Administração Pública 
Direta e Indireta (autarquias, fundações, empresas públicas e sociedade de economia mista). 
Tendo em vista tal conceito e a constituição prevê quatro categorias de agentes públicos, deve-
se considerar agente público como gênero, POIS é classificado em agentes políticos, servidores 
públicos, militares e particulares em colaboração com o Poder Público.
1. Agentes políticos: São considerados agentes políticos do poder executivo o Presidente 
da República, governadores, prefeitos, seus respectivos auxiliares imediatos (ministros 
e secretários), agentes políticos do poder legislativo os senadores, os deputados e os 
vereadores.(políticos eleitos pelo voto popular, ministros de estado, juízes, promotores de 
justiça, membros de Tribunais de Contas).
2. Servidores estatais ou públicos (Agentes Administrativos)
Em sentido amplo, esse conceito inclui as pessoas físicas que prestam serviços ao Estado e a 
Administração Indireta com vínculo empregatício e mediante remuneração paga pelo poder 
público, incluindo, dessa forma, servidores públicos, servidores empregados, servidores 
temporários e servidores militares.
2.1. Servidores públicos
São servidores públicos aqueles que mantiverem vínculo profissional permanente com a 
Administração Direta, as Autarquias e Fundações de direito público, ou seja, com pessoas 
de direito público.
2.2. Servidores empregados ou empregados públicos
Empregados públicos são pessoas físicas vinculadas com pessoas jurídicas de direito privado 
pertencentes à Administração Pública Indireta, empresa pública e sociedade de economia 
mista e fundações privadas. Possuem vínculo sempre contratual, pois regido pela CLT.
2.3. Servidores temporários
São contratados e designados, considerados pela doutrina como aqueles que exercem 
alguma função pública em caráter de excepcional interesse público
2.4. Militares
Os militares abrangem as pessoas físicas que prestam serviços às Forças Armadas – 
Marinha, Exército e Aeronáutica e às Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares dos 
Estados, Distrito Federal e dos Territórios Os agentes militares eram, na redação original da 
Constituição, considerados como uma espécie de servidores públicos. Porém, a partir da 
EC 18/1998, passaram a constituir uma categoria a parte, sendo que os servidores públicos 
hoje são apenas civis. Seu regime é estatutário, porque estabelecido em lei a que se 
submetem independentemente de contrato. Esse regime jurídico é definido por legislação 
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própria dos militares, que estabelece normas sobre ingresso, limites de idade, estabilidade, 
transferência para a inatividade, direitos, deveres, remuneração, prerrogativas.
3. Particulares em colaboração com o Poder Público
Nesta categoria entram as pessoas físicas que prestam serviços ao estado, sem vínculo 
empregatício, com ou sem remuneração. Podem fazê-lo